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Mulher 50+: como liderar um time mais jovem, antenado, onde tudo é mais high tech?

O mês das mulheres é carregado de reflexões. Se no passado a data tinha um viés comercial, hoje ela representa, entre outras coisas, a conquista de novos espaços no mercado de trabalho e cargos de liderança. Quando direcionamos a conversa para o público feminino acima dos 50 anos, os questionamentos são ainda mais sensíveis, uma vez que a carreira profissional escolhida por cada uma de nós parece ter prazo de validade. E esse é apenas um dos nossos mais profundos dilemas.

Sou Diretora de Recursos Humanos e Customer Experience de umas das maiores startups de saúde do país, com mais de 60% do time formado por mulheres. No meu guarda-chuva, lidero uma equipe jovem, composta por cerca de 800 colaboradores que, na maior parte, ou está no primeiro emprego ou vivencia a primeira experiência em gestão. Eu poderia me sentir mais confortável coordenando uma equipe com mais tempo de estrada. Por outro lado, acho extremamente prazeroso poder acompanhar e contribuir com o desenvolvimento de profissionais e líderes tão jovens que vem trazendo resultados tão positivos.

Quando me perguntam como eu faço para estar inserida em um ambiente de tecnologia e inovação, digo que a sede pelo conhecimento e a humildade precisam falar mais alto sempre. Em reuniões ou conversas informais, constantemente registro termos e informações menos familiares para depois pesquisar. Sabe esse “incômodo” que aparece quando nos sentimos “por fora” dos assuntos? Ele é fundamental para nos provocar a ampliar nosso repertório.

Nos dias atuais, ser gestor acima dos cinquenta traz desafios ainda maiores do que somente desenvolver e capacitar pessoas com autonomia. É mostrar fragilidades — e isso não tem nada a ver com a ideia de “sexo frágil”. Mostrar fragilidade é deixar claro que não sabemos tudo, que temos dificuldades, que somos feitas de carne e osso, suscetíveis a falhas. É apresentar o nosso currículo para além do que está descrito no LinkedIn. Parece contraditório, mas quem eu sou por trás do crachá me conecta melhor ao grupo de colaboradores da empresa. Sou casada, adoro cozinhar, tenho dois filhos, fui atleta, gosto de corrida de rua, faço musculação e dança. Essa sou eu.

Vejo mulheres com 40, 50, 60 anos dizerem que ficaram para trás, alegando que o tempo passou e que agora é tarde demais para se destacarem e conseguirem uma posição de prestígio. A meu ver, sair deste lugar é o primeiro passo para uma revolução. É sim um grande desafio dividir o dia a dia de uma companhia com pessoas de outra geração, mas — aqui entre nós — se a gente quiser, as diferenças podem ser complementares e isso só tem a agregar no ambiente de trabalho. Ter disposição para ensinar e humildade para aprender é uma troca inexplicável.

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As mulheres são fantásticas na liderança. Sabem fazer gestão, são organizadas, observadoras e se posicionam com maestria. Por isso, para as nem tão jovens, diria para continuarem correndo atrás dos seus objetivos profissionais sem medo dos desafios que possam surgir. Já para as mulheres iniciando a carreira, aconselho que sejam persistentes na busca do conhecimento. Ser líder não é fácil. E a mulher em uma posição de liderança mostra o poder de transformação do mercado de trabalho. Mulheres, brilhem!

*Sônia Norões é Diretora de RH e Customer Experience da Beep Saúde, healthtech líder em serviço domiciliar no Brasil.

Sigvaris lança máscaras reutilizáveis produzidas com fios que inativam ação do novo coronavírus

Fios de poliamida Amni Virus-Bac foram desenvolvidos pela Rhodia e contam com agente antiviral e antibacteriano que ajuda a bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias

Visando auxiliar no combate à proliferação do novo coronavírus, a Sigvaris Group, empresa suíça líder no mercado de acessórios de compressão graduada, lança a máscara de proteção reutilizável Sigvaris Care, feita com a nova tecnologia Amni Virus-Bac, um agente antiviral e antibacteriano capaz de bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias. Além disso, o tecido retém pouca umidade e tem ação antimicrobiana, o que inibe a proliferação de fungos.

Além de outros vírus, o fio de poliamida Amni Virus-Bac inativa a ação da influenza e do novo coronavírus e elimina bactérias, impedindo que o tecido da máscara seja um meio de propagação de agentes contaminantes. Essa tecnologia rompe a capsula protetora do vírus, impossibilitando que ela “sobreviva” no ambiente da máscara. O efeito é permanente e resiste a inúmeras lavagens. Além disso, a máscara Sigvaris Care promove conforto térmico, seca rapidamente e não precisa passar.

Para os estudantes, a empresa oferece a Sigvaris Care Plus, com fechamento atrás do pescoço para evitar que escorregue do rosto durante as atividades escolares, visando promover maior segurança no retorno às aulas.

A Sigvaris Care e a Sigvaris Care Plus contam, também, com bolso interno para a colocação de filtro de papel ou outro material que crie uma barreira de proteção ainda maior, caso o usuário deseje. As máscaras estão disponíveis nos tamanhos P, M e G e nas cores verde, branca e preta. A venda é feita pelo e-commerce e em casas cirúrgicas.

Cada embalagem vem com duas máscaras (R$ 25,49) e há a opção de comprar kits com 10 e 25 pares de máscaras.

Informações: Sigvaris Group

Pela primeira vez, MASP exibe conjunto completo de sua coleção de moda da Rhodia

Arte na moda: Coleção MASP Rhodia apresenta 78 peças de vestuário doadas ao museu nos anos 1970. As estampas icônicas foram elaboradas por artistas como Volpi, Manabu Mabe, Hércules Barsotti, Carybé e Nelson Leirner

Hércules Barsotti, vestido de noite, tela Rhodosá, 143 x 40 cm, doação, Rhodia, 1972. Foto: Eduardo Ortega
Hércules Barsotti, vestido de noite, tela Rhodosá, 143 x 40 cm, doação, Rhodia, 1972. Foto: Eduardo Ortega

O MASP inaugurou dia 23 de outubro a exposição Arte na moda: Coleção MASP Rhodia, onde apresenta, até 14 de fevereiro de 2016, o conjunto completo da coleção MASP Rhodia, doada em 1972, e composta por 78 peças produzidas nos anos 1960. Assinam a curadoria da mostra o diretor artístico Adriano Pedrosa, a curadora adjunta Patrícia Carta e o curador Tomás Toledo.

A coleção foi doada pela empresa química francesa Rhodia, que lançava seus fios sintéticos no Brasil, e utilizava desfiles e coleções de moda como forma de divulgação de seus produtos. Essa estratégia foi concebida por Lívio Rangan, então gerente publicitário da Rhodia, responsável por coordenar a criação das coleções e organizar os desfiles onde as roupas eram divulgadas. Estes se aproximavam mais de um espetáculo que de uma divulgação comercial, reunindo profissionais do teatro, dança, música e das artes para sua realização.

Para Patrícia Carta, o acervo único reúne a riqueza de um momento histórico marcado pela ascensão do prêt-à-porter e pela crescente industrialização do país. “A importância desta exposição, além de trazer a estética e a plasticidade da época, é aproximar a arte de outras áreas, como moda e design, e é um bom exemplo de dessacralização do espaço museológico”, comentou a curadora adjunta.

Nelson Leirner, vestido de noite, malha Rhodianyl, 144 x 42 cm, doação, Rhodia, 1968. Foto: Eduardo Ortega
Nelson Leirner, vestido de noite, malha Rhodianyl, 144 x 42 cm, doação, Rhodia, 1968. Foto: Eduardo Ortega

O vestuário exposto tem estampas criadas por artistas brasileiros como Willys de Castro (1926-1988), Aldemir Martins (1922-2006), Hércules Barsotti (1914-2010), Carybé (1911-1997), Ivan Serpa (1923-1973), Nelson Leirner (1932), Manabu Mabe (1924- 1997), Alfredo Volpi (1896-1988), Lula Cardoso Ayres (1910-1987) e Antonio Maluf (1926-2005), entre outros. As escolhas dos artistas revelavam o interesse em dialogar com a arte contemporânea do momento e refletiam as principais tendências estéticas e programas artísticos do período.

A abstração concreta está presente nas peças de Hércules Barsotti, Willys de Castro e Antonio Maluf. Já a abstração informal aparece nos vestidos de Manabu Mabe e Antonio Bandeira (1922-1967), e as referências ao pop, nas peças de Carlos Vergara (1941) e Nelson Leirner.

Outra preocupação era trazer para a coleção a temática da cultura popular brasileira, parte importante da história do museu, além de assunto frequente nas pesquisas de Lina Bo Bardi (1914-1922). As estampas criadas por Aldemir Martins, Carybé, Francisco Brennand (1927), Genaro de Carvalho (1926-1971), Lula Cardoso Ayres (1910-1987), Manezinho Araújo (1910-1993), Gilvan Samico (1928-2013) e Carmélio Cruz (1924) refletem o tema.

Genaro de Carvalho, calça e casaco, Tela Rhodosá, doação, Rhodia, 1972
Genaro de Carvalho, calça e casaco, Tela Rhodosá, doação, Rhodia, 1972

A moda esteve presente no MASP em eventos e exposições realizadas no passado, como o desfile de vestidos de Christian Dior, em 1951; o desfile de moda brasileira, em 1952; e o Festival de Moda – I Exposição Retrospectiva da Moda Brasileira, de 1971, no qual foram exibidas algumas das peças que estão presentes nesta mostra.

A expografia desenvolvida para a exposição é uma combinação monocromática de dois elementos: bases horizontais elevadas do chão para os manequins e cortinas que criam planos verticais de fundo para as peças. Distribuídos pelo espaço expositivo do segundo subsolo, criam um percurso de visitação: se vistos de cima, uma composição gráfica de curvas e retas. A opção pela predominância da cor preta nos elementos expográficos permite destacar as cores vibrantes das peças e, ao mesmo tempo, controlar melhor a intensidade da iluminação, para preservar as peças têxteis, bastante sensíveis.

No contexto da exposição, será vendido um catálogo inédito com reprodução das 78 peças. Além do texto curatorial, o catálogo contará com comentário crítico da especialista Patrícia Sant’Anna, cuja tese de doutorado realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abordou a coleção MASP-Rhodia.

Estarão contemplados na publicação e na exposição os artistas Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Antonio Bandeira, Antonio Maluf, Carlos Vergara, Carmélio Cruz, Carybé, Danilo Di Prete, Fernando Lemos, Fernando Martins, Francisco Brennand, Genaro de Carvalho, Gilvan Samico, Glauco Rodrigues, Hércules Barsotti, Hermelindo Fiaminghi, Isabel Pons, Ivan Serpa, João Suzuki, José Carlos Marques, Kenishi Kaneko, Licínio de Almeida, Lívio Abramo, Luigi Zanotto, Lula Cardoso Ayres, Manabu Mabe, Manezinho Araújo, Moacyr Rocha, Nelson Leirner, Tikashi Fukushima, Tomoshigue Kusuno, Waldemar Cordeiro e Willys de Castro.

Arte na moda: Coleção MASP Rhodia
Data: 23 de outubro de 2015 a 14 de fevereiro de 2016
Local: 2º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 25,00 (entrada); R$ 12,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e às quintas-feiras, a partir das 17h.