Arquivo da tag: rinite

Mistura de frio com tempo seco pode causar otites, dores de garganta e alergias respiratórias

Especialistas do Hospital Paulista dão dicas de prevenção aos problemas, mais comuns nas baixas temperaturas

Ainda estamos no outono, mas as baixas temperaturas no Brasil têm feito com que muitas pessoas vivenciam uma sensação de inverno. Na capital paulista, os termômetros registraram 1,1ºC na madrugada de 20 de maio, a temperatura mais baixa para o mês nos últimos 32 anos. Já no Rio Grande do Sul, o frio intenso trouxe neve e foi responsável pelo fechamento de diversas escolas.

A mistura do tempo seco, comum da estação, com o frio elevado pode trazer diversos danos à saúde. Gripes, resfriados e agravamento dos quadros de asmas, rinites e sinusites estão entre as patologias mais comuns causadas pela baixa imunidade provocada pela estação.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Gilberto Ulson Pizarro e Cristiane Passos Dias Levy também alertam para as dores de garganta e otites — infecções e inflamações do ouvido –, que tendem a aumentar com o frio e podem causar problemas graves, como a surdez, caso não tratadas precocemente e adequadamente.

Dor de garganta

Problema muito comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme o médico, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura. Apesar do Outono, estávamos em uma temporada de sol e tempo quente, o que acarreta o surgimento do problema”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o tempo seco. “A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir.”

Otites

Outro grande afetado durante o frio pode ser o ouvido, por conta das otites, infecções que atingem o ouvido médio e parte interna do tímpano e costumam ser dolorosas por conta de inflamações e do acúmulo de secreções. Caracterizadas por três diferentes tipos – otite externa, otite média e otite interna -, elas são mais comuns em crianças, mas podem atingir todas as pessoas em variados momentos da vida.

Pizarro detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva, e indica algumas recomendações básicas:

-Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após o banho;
-Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
-Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone.

Alergias respiratórias

Thinkstock

Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o outono costuma ser uma estação bastante delicada, podendo potencializar crises e desconfortos por conta do tempo seco.

“Durante o frio, é comum o surgimento das alergias respiratórias. Em decorrência das quedas bruscas na temperatura, as pessoas tendem a buscar seus casacos e agasalhos que normalmente estão guardados há muito tempo, o que é péssimo para alérgicos, já que fechados em armários juntam muitos ácaros”, explica Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

-Tomar bastante água;
-Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
-Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
-Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
-Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
-Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
-Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
-Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
-Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
-Buscar auxílio médico e não abandonar o tratamento após a chegada do calor.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Rinite alérgica, asma e bronquite alérgica: entenda como minimizar os sintomas

Com o outono presente e a proximidade do inverno, quem sofre com as alergias respiratórias já sabe: em breve, vêm aí a temporada de espirros, coceiras no nariz e até falta de ar. Se muita gente convive com os sintomas das alergias respiratórias, poucos sabem fazer a distinção entre rinite alérgica, asma e bronquite alérgica. A alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, soluciona essa dúvida de forma rápida e explica: todas são reflexo da mesma doença.

Segundo a médica, a rinite alérgica e a asma, também conhecida como bronquite alérgica, são a manifestações da mesma doença e na grande maioria das vezes, são causadas por um quadro de Alergia Respiratória, diante de substâncias que ficam suspensas no ar, como os ácaros, epitélio de animais e polens, classificadas como aeroalérgenos.

“Algumas pessoas nascem com uma predisposição genética para desenvolver as alergias respiratórias e após o contato com os aeroalérgenos, desenvolvem anticorpos específicos responsáveis pela reação alérgica. Portanto, após a sensibilização, toda vez que tiver contato com os aeroalérgenos, terá uma reação inflamatória na mucosa do trato respiratório- que vai desde o nariz até o pulmão”, explica Yara Mello.

É a inflamação o elemento que causa os sintomas. Os mais comuns no caso da rinite alérgica são os espirros em sequência, coceira, coriza e obstrução nasal. No caso da asma, há crises de tosse, chiadeira e falta de ar – o que, nos casos mais graves, pode até mesmo levar à morte.

Para evitar isso, é importante que haja um tratamento adequado, além de um diagnóstico preciso. “Outras doenças como resfriado, sinusite e até mesmo refluxo gastroesofágico podem desencadear sintomas semelhantes às alergias respiratórias. Por isso, o ideal é escutar o paciente, realizar o exame físico e os testes alérgicos – que são rápidos e precisos”, complementa.

Com o diagnóstico fechado, o tratamento deve enfrentar tanto a causa do quadro quanto seus sintomas. De acordo com a especialista, para lidar com o agente causador da alergia só há duas maneiras: a imunoterapia, conhecida como vacina, e o controle do ambiente, que consiste em evitar o contato com as substâncias que causam a inflamação. Já para os momentos de crise, os antialérgicos, broncodilatadores, podem ser indicados pelo médico para cessar os incômodos sintomas.

“Geralmente esses medicamentos agem bloqueando a histamina, uma das principais substâncias liberadas na reação alérgica. De forma rápida e segura, eles interrompem os sinais da rinite alérgica principalmente. Mas é sempre importante reforçar que é preciso realizar acompanhamento médico e que o uso dos medicamentos deve ocorrer após indicação de um profissional”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Inverno exige atenção com os olhos

Oftalmologista alerta da importância de não se esquecer dos cuidados com a saúde ocular na estação mais fria do ano. Especialmente por conta da diminuição de umidade do ambiente e da exposição ao vento, as conjuntivites alérgicas, virais e a síndrome do olho seco são os problemas que mais se intensificam.

A estação mais fria está apenas começando e junto dela, o ar seco, um já conhecido vilão da saúde. A maioria das pessoas acaba focando e preocupando-se exclusivamente com os problemas respiratórios e com a famosa gripe. Essa tendência é ainda mais forte em tempos de Covid-19. Não que seja errado, mas, por outro lado, faz com que problemas dermatológicos e as doenças oculares fiquem, muitas vezes, em segundo plano.

Segundo Anelise Nomura, oftalmologista e diretora médica da Alpha Diagnose, as complicações oculares no inverno podem ser tão delicadas quanto as de cunho respiratório e precisam ser tratadas. As conjuntivites alérgicas, virais e a síndrome do olho seco são as doenças com mais chances de intensificarem-se na estação mais fria do ano.

Seus maiores vilões são a baixa umidade do ar e, consequentemente, o clima seco. Tanto que as doenças oculares no inverno tem maior incidência em regiões mais frias, como no sul do país. Isso ocorre porque, além de provocar maior concentração de poluentes – agentes que prejudicam sensivelmente a saúde visual -, esses dois fatores também contribuem para a evaporação da camada aquosa da lágrima. O resultado é a diminuição da lubrificação natural de nossos olhos.

A síndrome do olho seco, por exemplo, tem como sintoma o olho vermelho e irritação ocular, exatamente pela falta de lubrificação. No caso da conjuntivite alérgica, ela pode vir simulando ou mesmo mascarando uma conjuntivite viral, que é transmissível, demandando assim um tratamento diferenciado, como o isolamento do paciente. Pacientes que sofrem de rinite alérgica e sinusite crônica ou que coçam muito o nariz, tendem a ter uma alteração mais importante de conjuntivite alérgica, por isso devem redobrar o cuidado.

“Como as demais doenças oculares, se não tratadas no tempo certo essas patologias podem causar consequências, como a evolução para uma conjuntivite mais crônica, de difícil tratamento. Já o olho seco, por exemplo, pode levar à incidência de uma úlcera corneana”, explica a oftalmologista.

O tratamento depende do diagnóstico feito pelo oftalmologista, das causas e da gravidade, sempre olhando individualmente. Porém, no caso da síndrome do olho seco, saber o fato motivador é bem importante. Pois, existem situações em que a causa é reumatológica, em outras por conta de um pós-operatório e, claro, em decorrência do tempo seco. Na maioria das vezes, o tratamento é feito com a aplicação de um colírio lubrificante, prescrito pelo médico conforme a necessidade do paciente.

O mesmo vale para a conjuntivite alérgica, que além do tempo, pode ter como causa, ácaro, pólen, entre outros. O uso do colírio antialérgico é a indicação mais comum, mas em algumas situações é necessário um tratamento sistêmico com o otorrino.

“É bem importante lembrarmos que, como em tudo em nossa saúde, a prevenção é o melhor remédio. Mas, quando elas acontecem, procurar um oftalmologista é a saída mais segura, especialmente, para evitar confusão do diagnóstico, já que os sintomas são os mesmos em variadas situações. Outra dica importante, que ajuda a prevenir não somente as doenças oculares comuns no inverno, mas também outras, como a própria Covid-19, é não colocar as mãos nos olhos e lavá-las sempre antes de qualquer contato com a região ocular”, enfatiza.

Fonte: Alpha Diagnose

Inverno rigoroso: veja dicas para se proteger do tempo seco

A baixa umidade registrada pode elevar casos de doenças respiratórias, especialista dá dicas de cuidados para esta época do ano

A previsão é de que os próximos dias sejam gelados e com baixa umidade. E, quando se fala dos efeitos de tempo seco e com temperaturas mais baixas na saúde, doenças respiratórias vêm logo à cabeça, como rinite e sinusite. Por isso, nesse período, é preciso redobrar os cuidados com a saúde a fim de evitar as famosas irritações e infecções do trato respiratório.

Segundo Camila Oliveira, coordenadora farmacêutica da rede de farmácias Extrafarma, “Uma crise alérgica, se não controlada, pode ocasionar problemas maiores. Principalmente durante a pandemia, em que sintomas dessas doenças respiratórias podem ser similares aos do coronavírus. E um cuidado redobrado evita a superlotação de postos de saúde e maiores riscos de contaminação”.

A farmacêutica também reforça a importância de que todos fiquem atentos à hidratação, e, sempre que necessário, procurem a orientação de profissionais da área da saúde. O tempo seco também aumenta a procura e a utilização de umidificadores de ar. Camila dá alguns conselhos para o bom funcionamento desses importantes aliados. Veja a seguir seis dicas para o uso correto de umidificadores:

Qualidade da água

Romy Michaud/Pixabay


Como os umidificadores não realizam a fervura da água, o ideal é optar sempre pela água filtrada, para evitar que esses aparelhos espalhem bactérias pelo ar.

Troca da água

Recomenda-se trocar a água do reservatório todos os dias e limpá-lo semanalmente, para evitar o acúmulo de sujeiras que podem reduzir a vida útil do aparelho e prejudicar a qualidade do ar no ambiente.

Limpeza para evitar a proliferação de germes e bactérias


Os umidificadores de ar funcionam por meio de um disco de rotação, que lança a água em um difusor. Quando a água passa pelo difusor, em formato de pente, se transforma em minúsculas gotas que são lançadas ao ar em formato de névoa fria. A limpeza do aparelho deve ser meticulosa, para evitar a proliferação de germes e bactérias.

Controle da umidade recomendável no ambiente

Os umidificadores que possuem higrômetro acoplado são considerados melhores, uma vez que esse mecanismo permite o auto ajuste do aparelho, fazendo com que ele seja desligado quando a umidade recomendável (60%) é atingida no ambiente. Porém, se o modelo do umidificador que possui em casa não conta com essa tecnologia, mantenha-o ligado por durante apenas duas ou três horas para evitar a alta umidade e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, e, ao dormir, mantenha uma porta aberta do ambiente para o escape do excesso.

Tamanho do espaço

The Spruce

Os umidificadores podem não ter utilidade quando sua capacidade é mal dimensionada e acionados em espaços com mais de 40 m².

Posicionamento

Shutterstock

Para evitar umidade excessiva em paredes e móveis e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, posicione o umidificador longe de móveis e eletrodomésticos. Além disso, não deixe a saída de umidade apontar diretamente para uma parede.

Ao final do uso, antes de guardar o aparelho, esvazie o reservatório de água e retire toda a umidade utilizando um pano macio e seco.

Fonte: Extrafarma

Dia Mundial da Alergia faz alerta sobre a importância da prevenção

Amanhã, é celebrado do Dia Mundial da Alergia, criado para conscientizar a população sobre o problema

A alergia é um problema sério, que atinge, em graus variados, de 10% a 20% da população. Hoje, 8 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Alergia, data criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conscientizar as pessoas sobre a importância do assunto, já que, em alguns casos, a alergia pode causar até a morte. A SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) está fazendo um alerta para que as pessoas entendam melhor o assunto e pratiquem a prevenção.

A alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico, que desencadeia sintomas imediatos ou em longo prazo. É o mesmo mecanismo que o sistema imunológico utiliza para defender o corpo quando entende que algo nocivo pode atacá-lo, como as bactérias. Em alguns casos, há uma sensibilidade maior e, mesmo diante de uma substância inofensiva, o organismo tem uma reação exacerbada.

O diretor científico da SMCC, Antônio Condino Neto, que também é coordenador do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da entidade, explica as causas, os tipos mais comuns, os tratamentos e a prevenção da alergia.

O que acontece em nosso corpo em um processo alérgico?

Os fatores causadores de alergia, por exemplo, pólen e poeira domiciliar rica em ácaros, ativam a produção de anticorpos da classe IGE (imunoglobulina E) e esses, por sua vez, ativam células chamadas mastócitos, que liberam mediadores inflamatórios e causam sintomas de alergia, como, por exemplo, a coceira, a obstrução nasal, os espasmos da musculatura brônquica, a falta de ar, a vermelhidão na pele, o vômito e a diarreia, no caso dos alérgenos alimentares. Portanto, é uma reação inflamatória alérgica.

Quais são os tipos mais comuns de alergia?

Rinite alérgica, asma, dermatite atópica, alergias alimentares e urticárias. Em torno de 10% a 20% das pessoas têm alergia em grau variável.

Quais alergias são mais comuns por faixa etária?

As crianças pequenas têm, de forma bastante frequente, problemas com a pele, enquanto nas crianças maiores, adolescentes e adultos, predominam os problemas respiratórios.

Como é o tratamento?

O tratamento inclui a prevenção, ou seja, identificar as causas de alergia e evitar o contato dentro do possível. Existem vacinas, as chamadas imunoterapias para alergia, que é um tratamento que induz a tolerância àquilo que nos causa as alergias. Então são as chamadas imunoterapias ou vacinas para alergia. Além disso, existem os broncodilatadores, para asma; os anti-histamínicos, para as coceiras; corticoides inalatórios, para asma e rinite; corticoides tópicos, para as dermatites. E os próprios anti-histamínicos, para as coceiras.

É possível prevenir alergia?

Claro que sim. Se identificarmos as causas mais comuns, é possível evitar a exposição aos fatores alérgenos e, com isso, diminuir a incidência de sintomas e complicações.

Veja como higienizar corretamente roupas e ambientes

Entre as alergias mais comuns, a rinite se destaca graças as mudanças climáticas e chegada do frio. Para ajudar a controlar este e outros tipos de alergia, Ana Fabrícia Corniani Tiradentes, médica pediatra e parceira da 5àsec, preparou algumas dicas importantes que podem ajudar quem tem crises alérgicas.

Muitos não sabem, mas o Brasil está entre os países que apresentam as maiores taxas de prevalência de rinite alérgica no mundo. De acordo com dados do International Study of Asthma and Allergies (ISSAAC), a rinite compromete cerca de 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros. Já segundo a Organização Mundial de Alergia (WAO), cerca de 30% a 40% da população mundial sofre de rinite alérgica.

Aos que não sabem, trata-se de um problema que é desencadeado mais facilmente no inverno, devido às condições climáticas, que englobam o ar mais frio e seco, consideradas irritantes para a mucosa nasal. Tudo isso, associado aos ácaros presentes em grande quantidade na poeira doméstica e fungos, podem agravar os problemas respiratórios como rinite e asma.

Os sintomas podem incluir espirros, congestão nasal, coriza, prurido (coceira) nos olhos, nariz, garganta e tosse seca. Como esse quadro e a gripe são muito parecidos, é importante não os confundir e, se necessário, procurar atendimento médico. Porém, há algumas ações que ajudam na prevenção para aliviar os sintomas de rinite.

“Entre os cuidados, podemos citar a lavagem das narinas com soluções nasais fisiológicas de três a seis vezes ao dia, manter os ambientes limpos e arejados, evitando o acúmulo de poeira, ácaros e fungos, além de evitar cheiros fortes e poeiras. Evite varrer a casa, pois essa ação levanta a poeira. Utilize panos úmidos e aspiradores de pó na limpeza do ambiente”, revela a médica.

Outra recomendação é evitar a utilização de carpetes, tapetes, cortinas e bichos de pelúcia, pois são itens que reúnem muita poeira. Mas se não for possível, tais peças devem ser higienizadas de duas a quatro vezes ao ano, de preferência por empresas especializadas, como é o caso da 5àsec, que é a maior rede de lavanderias do Brasil com 468 pontos de venda em todo território nacional.

No caso das roupas de cama, a orientação é de utilizar forros impermeáveis em travesseiros e colchões. Dê preferência aos edredons a cobertores, fabricados com 100% de algodão, pois esse tecido é indicado para quem tem rinite e dermatite atópica. Os travesseiros podem ser protegidos também por capas impermeáveis e devem ser higienizados a cada seis meses, de preferência por empresas profissionais em lavagem para garantir uma correta higienização.

“É importante ressaltar que a limpeza das peças devem ser feitas periodicamente, as roupas de cama e banho, por exemplo, devem ser trocadas e lavadas pelo menos uma vez na semana. Se a pessoa estiver doente, o ideal é trocá-las em dias alternados, três vezes na semana. No caso de cobertores e edredons, estes itens devem ser lavados antes do uso se estiverem guardados, para que haja remoção de ácaros e eventuais odores, como o mofo. Se estiverem em uso, deverão ser lavados a cada dois meses, lembrando sempre de arejá-los a cada 15 dias. As almofadas poderão ter suas capas lavadas a cada dois meses e a higienização da almofada em si deve ser feita a cada seis meses”, explica Ana Fabrícia.

Mas atenção: as pessoas com diagnóstico de alergia respiratória e dermatite atópica, mais conhecida como alergia na pele, devem utilizar sabão neutro ou de coco na lavagem das roupas. Já o amaciante deve ser evitado devido ao seu perfume, podendo ser substituído por vinagre de álcool. Neste caso, a orientação é que sejam realizados de dois a três enxágues para garantir que não fiquem resíduos dos produtos de limpeza nos tecidos. As roupas devem ser secas ao sol ou em ambiente ventilado. Para finalizar, passe com ferro as peças de roupa para garantir a completa higienização.

Quando você opta em levar suas roupas e demais peças utilizadas em casa para uma lavanderia especializada em serviços têxteis, como é o caso da 5àsec, você tem uma higienização mais completa dos itens. Isso porque todas as peças são lavadas com produtos especializados, biodegradáveis e de alta qualidade, preparados para não causar nenhum tipo de alergia aos consumidores. Além disso, após serem lavadas, são inseridas na secadora que contribuem com a diminuição das crises alérgicas, pois as altas temperaturas ajudam a eliminar os ácaros dos tecidos. No caso de tecidos que permitem a utilização de água quente, essa ação também auxilia na melhor higienização das peças, que também são passadas e embrulhadas para serem entregues limpas e seguras aos clientes.

Como diferenciar um espirro normal daquele causado pela covid-19?

Chegada do outono traz queda na temperatura e ar mais seco que favorecem doenças respiratórias

A pandemia de Covid-19 deixou todo o mundo em alerta em relação ao autocuidado e, principalmente, aos sinais que o corpo dá quando algo não vai bem. No entanto, alguns sintomas podem acabar gerando pânico nas pessoas que ficam em dúvida se foram contaminadas pelo novo coronavírus ou se apenas estão com alguma outra condição de saúde, como resfriado ou rinite.

“Nem todo espirro é sinal de coronavírus”, alerta Maura Neves, médica otorrinolaringologista formada pela USP e que atende na Medprimus, que lembra que as crises de espirro tendem a ser mais frequentes nesta estação justamente porque o ar mais seco e frio aumenta a concentração de poluentes no ar.

Outro ponto de atenção é que, por causa do frio, muitas vezes trocamos o ambiente ventilado e arejado por locais fechados, de modo que, sem querer, acabamos ficando mais expostos aos ácaros, poeira, fungos e vírus. “Sempre foi assim. O importante é, agora, sabermos diferenciar uma crise de rinite da Covid-19 e evitar o pânico”, diz a médica.

Mas afinal, qual a diferença entre uma infecção e uma alergia?

“As infecções virais, a saber gripes e resfriados, apresentam como sintomas principais: dor de garganta, cansaço, dor de cabeça além dos sintomas nasais de obstrução, coriza e espirro”, ensina Maura.

A diferença entre resfriado e gripe é que, nesta última, os sintomas são mais intensos e podem ser acompanhados por febre. A duração é de 3 a 7 dias com média de 5 dias.

Na rinite e crises alérgicas, os sintomas são só nasais: obstrução, coriza, espirros e coceira. Os sintomas podem durar algumas horas, alguns dias ou serem perenes. “Uma característica importante nas rinites é que os espirros são, muitas vezes, em salvas, ou seja, vêm em séries de muitos e na sequência. Pode ocorrer em qualquer hora do dia a depender do momento da crise de rinite. Muitas pessoas relatam espirros em salva ao acordar ou sair do banho, por exemplo, o que ocorre por conta da variação de temperatura corporal.”

E a rinite é algo bastante comum: estudos populacionais indicam que cerca de 30% da população sofre deste tipo de alergia, sem contar as rinites não alérgicas (irritativa, hormonal, do idoso etc.).

“E a Covid-19? Como diferenciar?” Essa é a grande questão que mais fazem para a médica. Os sintomas da Covid-19 são parecidos com os da gripe e, nos casos mais graves, somam ainda febre alta, tosse e dificuldade para respirar. “Porém, pode ocorrer de serem sintomas mais leves, como nariz entupido ou escorrendo, dor de garganta e até sintomas gastrointestinais, como dor de barriga, diarreia e vômito. A perda de olfato e paladar ocorre muitas vezes sem a obstrução nasal e os espirros não são tão frequentes, embora possam aparecer”, ensina Maura.

A dica deixada pela médica é se atentar aos demais sintomas que acompanham a crise de espirros. Rinites, por exemplo, não têm dor de garganta ou febre e são acompanhadas de coceira e salva. Já gripes e resfriados não têm coceira. Se o nariz ficar obstruído, a perda de olfato ocorrerá por este motivo e, no caso da Covid-19 isso ocorre sem que o nariz fique entupido.

“De qualquer forma, se houver dúvida, o médico deve ser consultado para melhor orientação”, conclui Maura.

Fonte: Medprimus

Início do outono chama atenção para doenças do trato respiratório

Com a pandemia da Covid-19, os cuidados com a saúde devem ser redobrados

As doenças do trato respiratório são enfermidades que demandam atenção, principalmente, pela complexidade e a forma em que podem se apresentar nos seres humanos. Todo este cenário pode ser ainda mais forte com o início do Outono, estação iniciada no dia 20 de março. O período dura até o dia 20 de junho e é caracterizado por ser a estação do ano que sucede o verão e antecede o inverno. Além disso, nas regiões de clima temperado ou subtropical, o outono apresenta uma queda gradativa na temperatura e, além do amarelar, é início da frequente queda das folhas das árvores, considerado como principal indicador de início da estação.

Nesse sentido, as doenças do trato respiratório, tais como rinite, bronquite, sinusite, asma, resfriado, gripe, pneumonia e, neste momento pandêmico, o novo coronavírus, tornaram-se enfermidades que recebem grande atenção, pois, muitas delas, se não tratadas devidamente, são capazes de levar uma pessoa a óbito.

Um dos principais agravamentos para estas doenças durante a estação do outono se dá, principalmente, pela mudança de temperatura e pela chegada do frio que, por si só, é prejudicial às vias aéreas. Além disso, também é um período marcado pela redução da umidade do ar, ocasionando um grande acúmulo de poluentes na atmosfera e, assim, o aumento de casos destas doenças no período.

As doenças mais comuns neste período

As principais doenças respiratórias que podem se manifestar neste período do outono são:

Rinite: caracterizada pela inflamação interna do nariz e estruturas próximas, ocasionada pela exposição aos agentes alérgicos, tais como poeira e mofo, principalmente. Seus principais sintomas são: obstrução nasal, coriza, espirros, irritação ocular e coceira nasal.
Bronquite: é a inflamação dos brônquios – dutos que levam o oxigênio aos pulmões. Os principais sintomas são falta de ar, chiado no peito, dor no peito, tosse seca e febre.
Sinusite: é uma inflamação das mucosas da face, localizadas ao redor do nariz. Possui sintomas similares à rinite, especificamente, dor de cabeça, congestão nasal, coriza, tosse e, em alguns casos, pode apresentar febre.


Asma: geralmente, ocorre quando os pequenos dutos pulmonares, chamados bronquíolos, são estreitados por um processo inflamatório, dificultando a respiração.
Resfriado: é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório, podendo ser causada por diversos tipos de vírus. Um ser humano infectado por um vírus que lhe provoque resfriado, geralmente, se recupera em um período de 7 a 10 dias após o início dos sintomas.
Gripe: assim como o resfriado, a gripe é causada por um vírus, o Influenza. Neste caso, os sintomas se apresentam de forma mais intensa, tais como: tosse, dor de garganta, febre, indisposição e dores nas articulações.
Pneumonia: é uma infecção no pulmão causada por um vírus ou bactéria, normalmente desencadeada por uma gripe ou um resfriado mal cuidado. Os sintomas que se apresentam frequentemente em um quadro de pneumonia são dor no peito para respirar, tosse com catarro, fadiga, febre, calafrios, náusea e dificuldade para respirar.

Pinterest


Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: considerada como um problema progressivo e irreversível, a DPOC afeta diretamente os pulmões, destruindo os alvéolos pulmonares.

Vale destacar que os sintomas apresentados em um resfriado e, principalmente, na gripe são muito parecidos com os da Covid-19, por isso, é muito importante que o paciente busque o tratamento médico mais adequado possível. “Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a febre, tosse seca, dor de garganta e a falta de ar foram considerados os principais indicadores de que uma pessoa possa estar contaminada pela Covid-19. Porém, os sintomas são semelhantes nos casos de gripe e resfriado, por isso, buscar ajuda médica nestes casos é fundamental”, afirma Milton Monteiro Júnior, enfermeiro infectologista SCIH do Hospital HSANP.

As principais formas de tratamento

Sick Asian woman using a tissue to sneeze and blowing her nose in winter at home. Her getting sick with flu and cold.

Após o atendimento médico adequado, grande parte das doenças respiratórias podem ser tratadas por meio de medicamentos como antibióticos, corticoides e broncodilatadores, além de fisioterapia. Lavar bem as mãos, não fumar, ingerir bastante água e ter uma boa alimentação também podem auxiliar no tratamento. Importante saber que, no caso da gripe, principalmente, já existem vacinas capazes de imunizar e proteger o ser humano contra o vírus Influenza.

A vacinação pode ajudar?

iStock

A vacinação pode ser uma grande aliada na prevenção e imunização para doenças como gripe e, atualmente, o novo coronavírus. Na última semana, o Governo Federal anunciou o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe), entre o período de 12 de abril a 9 de julho. Entretanto, vale destacar que, por se tratar de uma campanha a ser realizada simultaneamente à de imunização da Covid-19, o indivíduo precisa se atentar ao tomar as vacinas. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, o cidadão brasileiro precisa priorizar a vacinação da Covid-19 e, além disso, respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre tomar a vacina do novo coronavírus e a de gripe, devido à falta de estudos sobre a coadministração dos imunizantes. “É muito importante que as pessoas se conscientizem da importância das vacinas e, principalmente, quanto ela pode salvar vidas. Respeitar esse período apresentado pelo Ministério da Saúde é essencial para a imunização em massa da população diante do cenário tão grave que o nosso país se encontra”, conclui Milton.

Fonte: HSANP

Ácaros, poeira e mofo podem causar alergias oculares; saiba como evitar

Oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho ensina como evitar o problema

Eles podem até não ser vistos a “olho nu”, mas estão longe de passar despercebidos pelos olhos. Ácaros, poeiras, pólen, mofo, pelos de animais, produtos de limpeza (os chamados alérgenos), podem levar o sistema imunológico a uma reação exagerada, causando a alergia ocular.

“O problema é mais comum em indivíduos que já possuam algum tipo de alergia, como sinusite, rinite ou asma, mas estima-se que 15% da população mundial sofra este tipo de reação, que pode afetar pálpebras e córnea”, explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, Professora Titular de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FCM/Unicamp.

Healthline

A oftalmologista explica que os olhos costumam ser alvo fácil para as alergias porque, ao abri-los, a conjuntiva – a parte branca dos olhos– fica totalmente exposta, podendo, em contato com certos alérgenos, desencadear algum processo alérgico. Com sintomas semelhantes aos diferentes tipos de conjuntivite, como vermelhidão, desconforto ocular, irritação, coceira, lacrimejamento, inchaço e fotofobia (sensibilidade à luz), o que difere o problema é o tempo de duração dos sintomas, que em casos de conjuntivite infecciosa, por exemplo, podem persistir por uma a duas semanas, e na forma alérgica, com administração do anti-histamínico, tendem a aliviar já no segundo dia.

Para evitar o problema, a prevenção é o melhor remédio. “O primeiro passo é identificar e eliminar os alérgenos do ambiente. Isso fará com que os sintomas apresentem uma boa melhora. Também é importante realizar o tratamento com o oftalmologista em conjunto com o alergologista”, comenta Keila.

Mudanças simples em casa também podem contribuir em muito para reduzir a incidência da alergia. Entre as medidas que podem ser tomadas, pode-se manter o ambiente limpo, arejado e com exposição solar, para evitar o acúmulo de ácaros; diminuir a quantidade de travesseiros, roupas de cama, cortinas, bichos de pelúcia e objetos que acumulem poeira; e realizar a higienização do ar-condicionado semanalmente.

Mas, caso ocorra uma crise de alergia ocular, a médica explica que é fundamental evitar esfregar ou coçar os olhos, pois, além de estimular as alergias, isso pode facilitar o surgimento ou desenvolvimento de ceratocone. “Deve-se ainda evitar o uso de soro fisiológico para lavar o local, pois o sal do soro irrita ainda mais os olhos. O ideal é aplicar compressas frias sobre os olhos fechados”, orienta a oftalmologista.

Segundo a especialista, colírios específicos podem ser indicados pelo oftalmologista a fim de amenizar os sintomas. Também pode ser prescrita a imunoterapia (vacina para alergia). “O método consiste em injetar gradualmente um número crescente de alérgenos no indivíduo para estimular a imunidade do paciente às substâncias que causam a alergia”, explica ela.

“É importante ressaltar que, se não tratada corretaente, a alergia ocular pode evoluir, trazendo complicações à visão, como o surgimento de vasos anormais na periferia da córnea e úlceras. Por isso, caso os sintomas surjam, deve-se consultar um oftalmologista”, acrescenta a médica.

Fonte: Keila Monteiro de Carvalho é Professora Titular de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FCM/Unicamp

Asma: a importância de manter o controle de uma doença grave

Se a asma não for tratada corretamente, pode acarretar complicações mais sérias, levando ao óbito

Considerada um problema de saúde pública, a asma afeta pessoas de todas as faixas etárias, provocando falta de ar e chiado no peito. Ela não tem cura, mas é possível manter o controle e levar uma vida normal. A falta de cuidado adequado pode causar danos à saúde e comprometer a qualidade de vida, além de elevar os custos financeiros diretos e indiretos à população.

Com o objetivo de analisar o impacto econômico da asma em uma operadora de plano de saúde de autogestão, a Capesesp (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) realizou um estudo que identificou uma maior utilização do plano de saúde por indivíduos asmáticos, resultando em aumento de quase 26% nos gastos assistenciais.

“Os dados coletados são utilizados na Capesesp para orientar as ações de prevenção, manutenção e promoção da saúde e da qualidade de vida, além de auxiliar no redimensionamento da rede credenciada”, afirma o médico e Diretor-Presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto.

De acordo com o médico, as doenças crônicas não transmissíveis interferem na qualidade de vida das pessoas, além de causarem impacto econômico para a sociedade e nos sistemas de saúde, por isso é imprescindível manter o controle da enfermidade, ressalta João Paulo.

Raquel D’Alpino, diretora de operações de uma agência de comunicação, sabe bem como é conviver com a doença. “Desde criança tenho rinite e sinusite e, há seis anos, fui diagnosticada com asma após passar por uma forte crise. Acordei de madrugada sem conseguir respirar, tive que ir às pressas ao hospital. Desde então, faço acompanhamento e tratamento diário com medicações para prevenir as crises de asma, sempre evitando ambientes empoeirados e poluentes, que são os agentes que estimulam as minhas crises. Acredito que o problema seja hereditário, pois minha mãe e meus irmãos também têm essa doença,” comenta.

A asma é uma condição sensível. É importante prevenir e tratar precocemente o estado agudo e controlar a enfermidade crônica. Essa doença está entre os principais motivos de procura por atendimento na Atenção Primaria à Saúde (APS), assim como em consultas, ambulatório e serviços de urgência.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 235 milhões de pessoas no mundo com asma. No Brasil, a quarta causa de internações no país. Muitos desses óbitos poderiam ser evitados se os pacientes não negligenciassem o tratamento.

Fonte: Capesesp

Sete alergias de verão das quais você pode se livrar

Dependendo da época do ano, alguns problemas específicos podem aparecer para incomodar quem tem alergia. O tempo seco pode causar tosse, enquanto o pólen liberado pelas flores, pode acarretar espirros. Se o tempo estiver chuvoso ou frio, as alergias podem evoluir e apresentar quadros de coriza, que lembram resfriados.

Para identificar uma alergia sazonal, o alergista vai perguntar sobre seus sintomas e se eles acontecem em determinadas estações do ano. Além disso, testes cutâneos também podem ajudar a identificar o alérgeno responsável por tal alergia.

O tratamento pode ser feito com sprays nasais, anti-histamínicos, descongestionantes, colírios e/ou vacinas para alergia (imunoterapia).

Conversamos com o médico José Roberto Zimmerman, alergista da Alergo Ar, para tirar as principais dúvidas sobre as alergias mais comuns no verão. Confira:

1)Alergia a picada de mosquito:

Foto: ChelmsfordMosquitoControl

“Além das altas temperaturas, o verão sempre traz os temidos mosquitos! Isto acontece porque o calor favorece a multiplicação de insetos. A alergia a essas picadas se manifesta através de lesões no local, pele quente e avermelhada, surgimento de feridas ou bolhas no local. O tratamento inclui medidas protetivas (como uso de telas em janelas, dedetização e repelentes), medicamentos, além de imunoterapia (vacina para alergia)”.

2) Risco de rinite alérgica no verão:

“Com o clima seco, a poluição aumenta, irritando o nariz, principalmente de quem é alérgico. Na região sudeste, a maior parte das alergias é causada pelo contato com ácaros e pelas grandes mudanças de temperatura. A rinite alérgica é uma inflamação na mucosa nasal que atinge cerca de 30% da população. Se não tratada, pode evoluir para quadros de bronquite, sinusite, faringite ou laringite”.

3)Asma no verão:

“No verão, o uso excessivo de ar-condicionado e ventiladores tem forte relação com a asma e podem ajudar a desencadear crises da doença. Estes aparelhos, quando não higienizados adequadamente, podem espalhar no ar ácaros, poeira, bactérias e fungos. O ar condicionado, além disso, pode provocar uma redução da umidade do ar e deixar este ar ressecado, irritando as vias aéreas. Na época mais quente do ano, use umidificadores de ar corretamente, realize a manutenção adequada do ar condicionado, passe pano úmido na casa, evite produtos com odores fortes, não deixe ocorrer o aparecimento de mofo e dê preferência a lugares abertos e arejados”.

4) Rotavírus

Foto: MD-Health

“O rotavírus é um vírus comum e muito contagioso que causa infecção. Esta infecção gera um quadro de vômito, diarreia, febre e gastroenterite aguda, e não tem tratamento específico. O ideal é prevenir-se tomando a vacina contra o rotavírus”.

=Alergia ao calor existe?

Foto: The Humming Notes

“Basta a temperatura subir, que os incômodos surgem. Entre eles estão coceira e pequenas bolinhas na pele, típicos de reações alérgicas. Na verdade, o nome correto é urticária colinérgica, problema que se manifesta diante do aumento da temperatura corporal, excesso de suor ou ingestão de alimentos quentes e bebidas alcoólicas. Não é considerada grave, mas pode afetar a qualidade de vida. Por isso, é importante buscar ajuda médica”

=Foliculite – tão comum no verão

Wikipedia

“A foliculite é uma infecção de pele que tem origem nos folículos pilosos (a cavidade na qual o cabelo nasce). É semelhante à acne e é causada por pelos encravados, mas também pode ser provocada por uma bactéria ou fungo, fazendo com que surjam bolinhas avermelhadas e com pus na pele. Geralmente, a foliculite é superficial e a inflamação se cura sozinha. Porém, os casos mais graves e recorrentes merecem atenção e tratamento. A imunoterapia (vacinas para alergia) pode tratar diversas doenças de repetição, entre elas a foliculite. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a imunoterapia é o único tratamento para alergia que realmente permite uma melhora duradoura, prevenindo inclusive, novas crises”.

=Candidíase aumenta no verão

No verão é normal que as mulheres frequentem mais a praia ou piscina. Mas muito tempo com o biquíni molhado pode ocasionar a candidíase, pois a umidade favorece o desenvolvimento dos fungos. Roupas apertadas também diminuem a ventilação local e aumentam a umidade e suor, ocasionando a candidíase. Candidíase mais de quatro vezes por ano, isso indica candidíase de repetição- e será necessário um tratamento de imunização.

Fonte: Alergo Ar