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Táticas para manter o corpo saudável e em movimento durante o trabalho remoto

Simulação de ida ao trabalho, ficar em pé por períodos mais longos e se manter hidratado estão entre as recomendações de especialista do Freeletics

Há mais de um ano, o home office se tornou uma realidade para diversas pessoas – e essa alternativa chegou para ficar. Se, por um lado, há menos correria no dia a dia, o trabalho remoto tem provocado mudanças na vida diária: as pessoas estão mais sedentárias e suas cozinhas, abastecidas com aquilo que gostam, estão sempre ao seu alcance.

Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, explica por que as pessoas ficam mais preguiçosas quando trabalham em casa: “Em primeiro lugar, para começar a trabalhar, só precisamos sair da cama e sentar em frente ao computador. Não precisamos pegar metrô, ônibus ou dirigir”, destaca. “Em segundo lugar, nossa refeição já está bem ali”, completa.

A especialista alerta que, mesmo dentro de casa, ser ativo é essencial para o bem-estar físico e mental. Diante desse cenário, Liora listou algumas dicas de como manter o corpo em movimento, driblar algumas dificuldades da rotina de home office e aproveitar melhor o dia.

Reunião em movimento e simulação de ida ao trabalho

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Problema: os encontros espontâneos e reuniões presenciais não estão acontecendo. “Agora que você não tem a oportunidade de encontrar seus colegas de trabalho no refeitório, é provável que tenha ainda mais reuniões. Isso ocorre porque aquelas conversas espontâneas sobre projetos em andamento foram interrompidas. E, com reuniões online, andamos menos”, pontua a especialista.
Solução: reuniões em movimento
“Faça uma reunião caminhando. O ato de caminhar aumentará a circulação e quebrará a monotonia. Portanto, sempre que possível, pegue seus fones de ouvido e saia para uma caminhada. Você pode fazer isso durante chamadas de vídeo mais casuais, ou durante reuniões por telefone mais longas, desde que um pouco de ruído externo seja tolerável quando você falar”, destaca Liora.
Outra opção é “simular a ida e volta do trabalho”. “Embora o trabalho em casa nos poupe muito tempo por eliminar nosso deslocamento diário, ele também nos tirou um importante período de transição entre nossa vida profissional e nosso tempo livre. Então, se você quer manter essa diferenciação, tente fazer uma caminhada antes e depois do trabalho. Dessa forma, você também terá mais movimento no seu dia”, completa.Trabalhe de pé

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Problema: permanecer sentado por longos períodos diminui a mobilidade
O home office tem outra característica diferente do local de trabalho: você não precisa sair da sua cadeira confortável com tanta frequência. “Enquanto está no escritório, talvez você tenha que deixar sua mesa para ir até a impressora, para tomar um café no corredor ou para pegar algo em outro departamento. Em casa, sua impressora pode estar bem ao lado do computador e a sua cozinha está no cômodo ao lado. Consequentemente, você vai passar ainda mais tempo sentado”, alerta a especialista. “O ato de se sentar é uma postura corporal muito estática e flexionada. Com o tempo, o corpo se adapta a essa posição fixa, fazendo com que os músculos se alonguem ou encurtem onde não deveriam, além de tornar as articulações menos móveis”, explica.
Solução: crie algumas opções para você trabalhar em pé
Para aliviar algumas das características negativas de ficar sentado por muito tempo, providencie uma forma de ficar de pé enquanto trabalha. Talvez você tenha um balcão de cozinha que possa usar, ou seu trabalho pode até providenciar uma mesa vertical. De qualquer forma, certifique-se deixar seu espaço de trabalho na altura ergonômica correta para você, mesmo que, para isso, tenha que usar livros ou outros objetos estáveis para fazer ajustes. “Criar uma opção para passar parte do dia em pé permitirá que você fique mais em movimento para manter a mente limpa, e para relaxar a parte superior das costas, especialmente durante aquelas reuniões longas e exaustivas”, afirma Liora.

Programe sua movimentação

Problema: reuniões em movimento e trabalho em pé não são opções razoáveis
“Talvez você seja o tipo de pessoa altamente focada, que prefere sentar-se em silêncio enquanto pensa ou digita. Consequentemente, caminhar ou ficar em pé pode não ser sua melhor opção”, destaca Liora.
Solução: programe com antecedência um momento para se movimentar
“O que você pode fazer em vez de andar ou ficar em pé é programar pausas em intervalos regulares para se movimentar. Talvez seja necessário programar um cronômetro a cada 30, 45 ou 60 minutos e se mover por 5 minutos”, orienta a especialista. “Se você não pode fazer pausas regulares porque é difícil prever quando estará livre, sua melhor opção é programar um treino completo antes ou depois do trabalho. Se possível, você pode até programar o treino no meio do período de trabalho para quebrar um longo período sentado”, recomenda.
A especialista completa: trate o tempo de movimento como uma importante reunião de negócios e comprometa-se com ele com antecedência: assim, seu dia de trabalho terá um início ou fim bem demarcado. “Se você for uma pessoa matutina, faça exercícios antes de começar o dia. Se você gosta mais da noite, comece a suar depois do trabalho, antes de ir para o conforto do sofá”, destaca. “Independentemente do método escolhido, ter uma programação de movimento garante que seu corpo receba o que precisa. Assim, você terá mais produtividade no trabalho e ficará mais saudável”, complementa.

O segredo é a hidratação

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Ser saudável vai muito além de apenas treinar. O organismo também precisa da nutrição adequada. “Isso pode ser complicado quando se trabalha em casa, porque muitas vezes somos forçados a ir de uma reunião para outra sem intervalos razoáveis. Isso pode fazer com que esqueçamos de beber água, além de corrermos o risco de adquirir o hábito de comer para aliviar o estresse”, alerta Liora.
Problema: a desidratação faz mal tanto para o corpo quanto para a mente
Uma desidratação de apenas 2% causa um decréscimo no desempenho em tarefas que requerem atenção e nas habilidades de memória Um suprimento constante de água é essencial para o corpo e o cérebro. “Portanto, certifique-se de não se esquecer de beber água com regularidade, entre 1,5 e.2 litros por dia”, recomenda a especialista.
Solução: tenha água sempre ao alcance da mão
Um truque fácil é colocar em sua mesa uma garrafa d’água de 1 litro. “Não se preocupe em sentir sede, experimente tomar um gole d’água de tempos em tempos e veja como você se sente. Aprenda a ouvir suas dicas corporais, pois agora você está se movimentando menos. Você deve esvaziar a garrafa pelo menos 1-2 vezes ao dia. Você também pode fazer o mesmo com chá ou outras bebidas sem açúcar”, indica.

Obtenha o combustível certo para o seu dia de trabalho

Problema: você se esquece das refeições porque comer em casa é muito conveniente
Segundo a especialista, a segunda metade de uma nutrição é o que a pessoa come. “Com a cozinha no cômodo ao lado, é fácil dar um pulo até a geladeira e beliscar para aliviar o estresse entre uma reunião e outra. Ou talvez você se envolva tanto no trabalho que acaba se esquecendo de comer”, destaca.
Solução: estoque alimentos saudáveis e programe suas refeições
A primeira parte desta tática se baseia em evitar alimentos prejudiciais: “não leve para casa nada que possa pesar na sua consciência. Isso significa não comprar doces ou fast food. Em vez disso, tenha um suprimento constante de lanches saudáveis e, caso aconteça de você comer por estresse, o ideal é que sejam nozes e frutas”, orienta Liora. A outra recomendação é manter uma programação regular de refeições. “Ao trabalhar em casa, é muito fácil atrasar as refeições só porque a cozinha está ao lado. Não caia nessa armadilha: não comer com regularidade deixa seu cérebro faminto por nutrientes. Isso pode levar à falta de concentração, resultando em um mau desempenho no trabalho e levando até mesmo à compulsão alimentar”, alerta. “Evite que isso aconteça agendando um intervalo adequado para o almoço. Se não for possível, programe lanches ao longo da sua jornada de trabalho. Pré-cozinhar suas refeições também pode ajudar se você não tiver tempo de prepará-las durante a semana”, pontua.

Para Liora, em momentos desafiadores como esse, é preciso disciplina para permanecer bem e ter uma vida saudável. “Ao fazer um esforço consciente para caminhar, beber mais água, planejar suas refeições e treinar, você seguirá no rumo de se tornar a sua melhor versão”, finaliza.

Fonte: Freeletics

Yoga para iniciantes: um guia para começar agora

Alívio da ansiedade, ganho de força, melhora na flexibilidade e equilíbrio. Esses são só alguns dos benefícios que o Yoga pode proporcionar.

Assim como tudo na vida, começar a praticar Yoga pode parecer um bicho de sete cabeças, não é? São tantas posturas e tantos nomes difíceis, que parece que a prática é tão complexa quanto, mas relaxe. De acordo com Priscilla Leite, maior professora de Yoga online do Brasil “basta enxergar o yoga como uma busca para toda a vida, em que você terá bastante tempo para aprender e inicialmente foque em algumas posturas essenciais, de modo que você se sinta cada dia mais confortável com a prática” – pontua.  

A maneira mais fácil de começar a praticar o yoga é por meio das posturas mais simples. A professora chama a atenção: “Todo mundo já foi um iniciante que começou tropeçando em sua primeira aula de yoga ou errando uma postura aqui e ali, isso é completamente normal, e se o aluno continuar, em algumas semanas verá a sua evolução na prática”.

E para não fazer ninguém fazer mais perder tempo, a yogini listou cinco posturas básicas de yoga para iniciantes, confira:

1 – POSTURA DA CRIANÇA:

Uma imagem contendo pessoa, ao ar livre, mulher, meninaDescrição gerada automaticamente

A postura da criança é ideal para aqueles que precisam desacelerar e relaxar após um dia cansativo. Simples de ser realizada, ela ajuda a fortalecer o sistema imunológico, sistema nervoso e parassimpático.

Veja como fazer: sente-se sobre os seus joelhos e os separe em uma distância maior que a dos quadris. Devagar caminhe o corpo para frente até encostar a testa no tapete. Relaxe profundamente e se conecte com sua respiração. Fique nesta posição por alguns segundos e sinta os benefícios do seu corpo relaxado.

2 – POSTURA DA CRESCENTE

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Essa postura auxilia no fortalecimento dos glúteos e dos quadríceps, dando aos quadris um bom alongamento. Além disso, essa asana também ajuda a abrir os ombros, pulmões e peitos, alongando-os. E, por fim, ela também tem como benefício melhorar o equilíbrio corporal, aumentar a capacidade de concentração e até mesmo aliviar dores no nervo ciático. 

Veja como fazer: em pé, leve o joelho esquerdo em direção ao peito e depois deslize-o para trás, é importante que o joelho direito não passe do calcanhar direito. Inspire e levante o torso. Em seguida, levante os braços acima da cabeça, com as palmas das mãos voltadas uma para a outra. Expire, você poderá sentir um alongamento na região frontal das pernas e nos quadris. Mantenha a postura por alguns segundos. E depois, repita a postura com a perna esquerda para frente.

3- POSTURA DA GUERREIRO II

Uma imagem contendo pessoa, mulher, homem, em péDescrição gerada automaticamente

A postura do Guerreio II é forte como indica o próprio nome; a prática desenvolve firmeza, estabilidade e determinação. Essa asana fortalece as pernas, ajuda no alinhamento da coluna, alivia dores na lombar e ajuda no aumento da capacidade pulmonar por meio da expansão do tórax, e acompanhada de um mudra pode ajudar no aumento da concentração. 

A asana na imagem acima se refere a Postura do Guerreiro 2 em conjunto com o mudra gyanmudra que tem como objetivo reduzir a tensão e aumentar o nível de concentração. Essa postura é muito calmante e espiritualmente desperta.

Veja como fazer: em pé, abra as pernas e deixe os pés bem firmes sobre o chão, o peso do corpo deve ser bem distribuído pelos dois pés. Depois, leve o joelho direito para frente flexionando-o sem deixar passar do calcanhar e abra as mãos com a coluna ereta. Leve as palmas das mãos para cima e junte o seu dedo indicador com o polegar como mostra na imagem. Foque a atenção no dedo médio a sua frente. Mantenha a respiração profunda, soltando os ombros e relaxando os pontos de tensão do corpo e depois faça o outro lado.

4- POSTURA DO CACHORRO OLHANDO PARA BAIXO

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A famosa postura do Cachorro olhando para baixo auxilia o sistema nervoso, a circulação sanguínea e ainda aumenta a nossa imunidade. Além de ajudar a fortalecer os braços e ombros.

Veja como praticar: fique em pé, incline-se para frente, eleve os glúteos para cima e para trás até encostar a palma da mão no chão, a perna pode ficar reta ou flexionada (dependendo da sua flexibilidade – o importante é nunca ultrapassar o limite do seu corpo). 

5- SAVASANA

Uma imagem contendo no interior, pessoa, mesa, mulherDescrição gerada automaticamente

Essa postura é poderosa e traz diversos benefícios para quem a pratica, como produzir grande relaxamento para o corpo curando os transtornos causados pelo excesso de tensão, reduz terapeuticamente o risco de arritmia cardíaca, de ataque cardíaco, de pressão alta e colesterol e tem um efeito excelente contra a fadiga física e mental, acalmando as ondas cerebrais e estimulando a endorfina, serotonina e melatonina, hormônios que atuam no bem-estar e rejuvenescimento corporal. 

Veja como fazer: deitada em um tapete de yoga, edredom ou até mesmo no chão comece se espreguiçando como se estivesse acabado de acordar. Feche os olhos se preferir e inale e exale profundamente. Solte cada tensão do seu corpo e deixe-o ficar pesado em direção a terra, se permitindo relaxar e aproveitar esses minutos consigo mesmo sem expectativas e julgamentos. Coloque as mãos sob o coração e preste atenção à sua respiração. 

Se você ainda se sente um pouco insegura para fazer ioga, a professora preparou uma aula especialmente para os iniciantes, clique aqui e assista.

Fonte: Priscilla Leite é percussora do Yoga online e gratuito no Brasil, criadora do maior canal de Yoga no país. Oferece semanalmente conteúdo exclusivo, humanizado, inteligente e criativo no Canal Pri Leite Yoga, no Youtube e na Plataforma Yoga.Co. Com formação em VinyasaFlow, Hatha Yoga e Yoga para gestantes, suas aulas são desenvolvidas de acordo com as necessidades e feedback da comunidade. Amante da natureza e engajada em acessibilizar a prática do yoga, suas aulas são divididas em categorias e podem ser praticadas em qualquer lugar, por pessoas de todas as idades, com ou sem experiência.

Pandemia aumenta casos de gastrite e síndrome do intestino irritável

No HCor, internações pelas doenças gastrointestinais cresceram 15%; cirurgião do aparelho digestivo do hospital relata maior presença de pacientes com esses quadros também nos ambulatórios

Estresse, má alimentação, ingestão de álcool e automedicação. Todas essas circunstâncias ampliadas durante a pandemia podem estar motivando o aumento de casos de gastrite e síndrome do intestino irritável (SII) neste último ano.

Um levantamento epidemiológico do HCor, hospital multiespecialista em São Paulo, apontou um crescimento de 15% nas internações de pacientes com um desses dois diagnósticos. Nos consultórios, segundo o cirurgião do aparelho digestivo da instituição, André Siqueira, o movimento não foi diferente. A análise utiliza dados de 2019 em comparação ao ano de 2020.“Temos visto no ambulatório um maior número de casos de pessoas com problemas gastrointestinais, sobretudo gastrite e síndrome do intestino irritável, que são doenças muito relacionadas ao estresse, de grande fundo emocional”, comenta.

Para o médico, no curto prazo, é possível que esses pacientes tenham apresentado dores de estômago e alterações do ritmo intestinal, por exemplo. Agora, com mais de um ano de pandemia, os quadros chegaram a diagnósticos mais específicos e até mesmo agravados.

Apesar de considerar as questões emocionais o principal fator para essa crescente de casos, Siqueira relembra que os hábitos alimentares da população durante o isolamento sofreram mudanças significativas, sem falar nos relatos de pessoas que passaram a consumir bebidas alcoólicas mais frequentemente – ou até diariamente.

“Vale lembrar também que o medo de procurar ambientes hospitalares e a tentativa de se prevenir da Covid-19 levou muita gente a se automedicar, e que alguns remédios têm como efeitos colaterais comuns impactos no aparelho digestivo”, destaca.

Gastrite e síndrome do intestino irritável: como diagnosticar

A gastrite é uma inflamação, infecção ou erosão no revestimento do estômago, podendo ser aguda (com duração de pouco tempo) ou crônica. O quadro é manifestado por sinais como indigestão, queimação, vômitos ou dores abdominais.

O diagnóstico da doença costuma considerar o histórico clínico do paciente e ser complementado com a realização de endoscopia. O exame é feito sob sedação, através de um tubo flexível que possui um chip responsável por capturar as imagens do sistema digestivo por meio de uma câmera.

Já a síndrome do intestino irritável, ou síndrome do cólon irritável, é um distúrbio na motilidade intestinal (capacidade que o intestino tem de realizar movimentos autônomos). A doença é caracterizada por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre, presentes pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

Embora não exista um exame específico para diagnóstico da síndrome, alguns testes podem ser propostos para descartar a existência de doenças similares. São eles: exames de sangue, cultura de fezes e colonoscopias, esse último realizado também sob efeito sedativo, de forma indolor.

“A colonoscopia é um exame que permite observar o revestimento interno do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento requer dieta prévia e o uso de laxativos mais fortes para a limpeza do conteúdo intestinal, porém, para minimizar o mal estar durante a preparação, o paciente pode optar por fazer o preparo dentro do ambiente hospitalar, com acompanhamento especializado”, explica Paula Poletti, médica endoscopista do HCor.

Hábitos saudáveis e cuidados com a saúde mental

Algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar o funcionamento do aparelho digestivo, tais como preferir os alimentos naturais – que possuem alto valor nutricional – e evitar os industrializados, que são extremamente calóricos e contêm aditivos artificiais que prejudicam a saúde.

Além disso, diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras hidrogenadas e aumentar a ingestão de fibras é recomendado em qualquer fase da vida.

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Dentre outros hábitos saudáveis, o cirurgião pontua a importância de comer devagar e mastigar bem os alimentos; não fazer refeições distraído, enquanto conversa, assiste televisão ou faz qualquer outra atividade; e tomar uma quantidade adequada de líquido ao longo do dia, para ter uma boa hidratação.

Fora da mesa, para combater o estresse, a recomendação é reservar alguns momentos do dia para relaxar, além de praticar exercícios regularmente e investir em boas noites de sono.

Fonte: HCor

Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

O que o novo coronavírus nos ensinou sobre saúde e cuidados com o próximo

Os desafios provocados pela pandemia trouxeram lições valiosas sobre autocuidado, tecnologia, valorização profissional e evolução da medicina

Desde que a propagação da Covid-19 instaurou um quadro de pandemia, o mundo tem lidado com uma série de mudanças. O misto de sensações oriundas da dor da perda de pessoas queridas e do isolamento social nos trouxe uma série de questionamentos.

Quem passou pelos altos e baixos de 2020 vivenciou uma nova rotina, reorganização do trabalho de mais uma série de lições. Entre os aprendizados, os que você lerá a seguir mudaram completamente a história da humanidade.

Prestar atenção nas notícias ajuda a prevenir danos maiores

O primeiro caso de SARS-CoV 2 foi identificado na China, em dezembro de 2019. Desde então, a doença começou a se espalhar rapidamente pelo mundo e, somente em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. O que podemos aprender com isso? Que estamos em um mundo globalizado e o que acontece em uma região a milhares de quilômetros de distância interfere diretamente na nossa vida. Nunca foi tão importante prestar atenção nos noticiários.

Nem sempre podemos ter o controle de tudo

2020 seria o ano dos feriados prolongados no Brasil. Isso serviu de inspiração para a marcação de viagens nacionais e internacionais que, como todos já sabem, não aconteceram. Aceitar que não temos o controle de tudo foi um aprendizado e tanto.

Cuidar do meio ambiente é nosso dever

Durante o tempo em que a gente cumpria o isolamento social, a qualidade do ar em São Paulo melhorou e o Himalaia pôde ser avistado do Norte da Índia, já que as nuvens de poluição deram uma trégua. O meio ambiente fica bem melhor sem os humanos.

Ter planejamento financeiro é fundamental

O desemprego foi um dos efeitos da pandemia sentido na pele por milhares de brasileiros. Quem não tinha reservas financeiras se viu diante de um desafio muito grande. A lição que fica é que é necessário contar com uma reserva de emergência.

É preciso valorizar o comércio local

MCStudio79/Pixabay

Quantas vezes aquela pequena mercearia do seu bairro te salvou durante o isolamento social? Colaborar com a economia local é uma das lições da quarentena que devem se manter nessa nova configuração da nossa rotina.

Lavar as mãos é um ato de amor coletivo


Apesar de ser um hábito básico de higiene, lavar as mãos passou a ser um símbolo da preservação da vida. Certamente, essa atividade simples continuará sendo realizada com ainda mais consciência e frequência.

Álcool gel virou um item essencial de higiene

O álcool gel, que foi muito requisitado no pico da pandemia, virou um item básico de higiene. Manter o produto sempre por perto, além de manter as mãos limpas, ajuda a desinfetar talheres, copos, entre outros objetos.

Respeitar os profissionais que atuaram na linha de frente

Profissionais da saúde, garis, agentes de limpeza, seguranças, bombeiros, motoristas de ônibus, entre outros trabalhadores, se arriscam diariamente para garantir a nossa proteção. Isso nos ensinou sobre o que é realmente essencial.

Trabalhar remotamente é o novo normal

Foto: Lumen/Pexels

Graças à internet e a tecnologia digital, as empresas entraram no universo do home office. Ao que tudo indica, essa nova forma de trabalho, que já era uma tendência, veio com tudo e fará parte das novas configurações corporativas.

A telemedicina é nossa importante aliada


A telemedicina avançou consideravelmente em 2020. A Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamenta o exercício de profissionais nesse novo formato que é “medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.

O home care é uma opção segura de abordagem terapêutica

De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as atividades de home care aumentaram 20% em 2020. Esses dados revelam que esse serviço fez toda diferença no enfrentamento à pandemia. Graças à abordagem transdisciplinar de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, esse tipo de atendimento ajudou a aumentar a capacidade de leitos. Tudo isso com o apoio da telemedicina. Para os pacientes, o home care implicou em mais segurança, conforto e comodidade. Até mesmo os casos complexos, com a devida autorização médica, puderam receber os cuidados em casa.

Esse é um dos aprendizados que marcaram o início de uma nova era pós-pandemia. Afinal, receber o tratamento adequado ao lado de familiares e na própria residência é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Fonte: SOS Vida

Dia Mundial de Combate ao Câncer: casos de Covid impactam no diagnóstico e tratamento de tumores

Crescimento nos números da pandemia no país levantam preocupação sobre volta nos adiamentos de condutas essenciais no combate ao câncer; Iniciativa liderada pelo Instituto Oncoclínicas orienta pacientes oncológicos sobre fluxos seguros em unidades de saúde e como proceder neste momento

Nos últimos dias, diferentes cidades do Brasil voltaram registrar forte aumento no número de casos do novo coronavírus. Com isso, em muitas localidades, governos não descartam a possibilidade de retomada de medidas mais restritivas de circulação da população caso os índices de contaminação pela Covid-19 sigam atingindo patamares mais elevados. Em São Paulo, o governo estadual decretou que aos finais de semana volte a figurar a fase vermelha e prevê o cancelamento cirurgias eletivas agendadas na rede pública.

Em meio a esse cenário, quem depende de tratamento médico continuado para doenças diversas se preocupa com os impactos dessa nova alta de casos de contaminação pelo coronavírus e da consequente superlotação de ambientes hospitalares. É o caso de quem enfrenta o câncer, doença que, de acordo com o Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) – agência especializada da Organização Mundial de Saúde (OMS) – afeta 1,3 milhão de brasileiros e corresponde à realidade de 43,8 milhões de pessoas pelo mundo.

Uma estimativa das Sociedades Brasileiras de Patologia (SBP) e de Cirurgia Oncológica (SBCO) apontou que nos primeiros meses da pandemia 70% das cirurgias oncológicas foram adiadas. Além disso, ao menos 70 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer devido a não realização de exames essenciais para identificar a doença.

Para que esses índices preocupantes não sofram ainda mais elevações, é preciso alertar os pacientes oncológicos e a população em geral sobre como atrasos nos cuidados médicos adequados pode comprometer, até irreversivelmente, o sucesso na luta contra o câncer. E é com esse objetivo que o Instituto Oncoclínicas – em parceria com sociedades de especialidades médicas, entidades não governamentais de suporte a pacientes oncológicos, instituições de saúde e farmacêuticas – criou movimento O Câncer Não Espera.

Aberta à participação de empresas, entidades ligadas à área médica ou qualquer cidadão engajado na luta em favor da vida e da saúde dos brasileiros, a mobilização tem por objetivo alertar a sociedade brasileira para os riscos do adiamento de diagnósticos, exames, cirurgias e tratamentos contra o câncer em função do temor relacionado à Covid-19.

“Tivemos vários aprendizados nesses dez meses e nessa nova etapa da pandemia precisamos reafirmar aos nossos pacientes a importância de não descuidar dos tratamentos. O câncer antes da pandemia já ocupava o segundo lugar no ranking das principais causas de morte no Brasil e só mudaremos essa realidade se mantivermos a vigilância ativa para que o diagnóstico de tumores malignos seja feito no início e as condutas terapêuticas essenciais sigam sendo realizados”, afirma um dos idealizadores da campanha, o oncologista Bruno Ferrari.


Para ele, que é também fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, é imperativo que o combate ao câncer não fique em segundo plano. “A OMS afirmou que, mesmo durante a pandemia, o câncer é considerado uma doença de emergência. O câncer não negocia prazos”, alerta.

Assim como a continuidade do tratamento, o médico lembra que a atenção para que a doença seja detectada precocemente não pode ser descuidada. “É imprescindível garantir a segurança dos que precisam ir a laboratórios, clínicas e aos hospitais, com sistemas ainda mais rigorosos para evitar o contágio de Covid-19. Nossa intenção, a partir desse movimento, é alertar o público sobre a necessidade de preservarmos os fluxos essenciais para a manutenção da linha de cuidado oncológico e propor uma reflexão para que a pandemia não gere outros reflexos negativos para a saúde dos brasileiros”, completa Ferrari.

Para quem tem o diagnóstico de câncer, o oncologista lembra que é importante a população estar ciente de seus direitos com relação ao acesso às terapias de controle da doença. No caso daqueles que optaram diretamente por adiar suas condutas de cuidado oncológico, ele frisa que manter o contato com o médico responsável é sempre a melhor alternativa antes de qualquer definição.

A percepção do médico é reforçada por um estudo publicado no fim do ano passado pelo The British Medical Journal. A análise mostra que, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, o risco de morte dos pacientes aumenta até 13%. “É essencial avaliar cada paciente oncológico de forma individualizada. Converse com o especialista responsável pelo cuidado para saber da real necessidade de ir ao hospital/clínica. Isso garantirá mais segurança na tomada de decisão sobre como proceder. Mantenham sua rotina de terapias e compartilhem dúvidas e anseios com os profissionais responsáveis por sua linha de cuidado”, explica Ferrari.

Telemedicina e novas alternativas de tratamento podem assegurar fluxos

Diante das incertezas sobre os avanços do novo vírus entre a população e enquanto a vacinação ainda não está disponível a todos, Bruno Ferrari acredita que a telemedicina segue sendo ferramenta que pode ajudar muito em casos de pacientes que não necessitam de atendimento presencial, ou como pré-triagem até mesmo na avaliação de necessidade do deslocamento, sendo um suporte relevante. “Seguindo a legislação vigente, podemos proporcionar o acompanhamento de pacientes, tanto para um primeiro atendimento quanto para casos em seguimento, por meio dessa plataforma. Essa possibilidade de contato virtual segue, obviamente, critérios que o médico avaliará caso a caso”, diz.

Outra possibilidade que, adicionalmente, vem sendo discutida entre a comunidade médica e o poder público é a ampliação do uso de medicações orais em situações em substituição à quimioterapia endovenosa, que depende de deslocamentos até um hospital ou clínica para ser realizada. A proposta, aprovada pelo Senado Federal em junho de 2020, ainda aguarda a votação pela Câmara dos Deputados. Ainda sem data certa para ser transformada em Lei, essa linha de medicamentos, quando aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passaria também a constar automaticamente no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e permitiria que pacientes com plano de saúde tenham acesso a esses remédios avançados de controle do câncer.

“Demos um passo importante para facilitar o acesso dos pacientes oncológicos às melhores terapias disponíveis no mercado. Agora é essencial que seja dada celeridade à votação na Câmara dos Deputados para que este projeto seja sancionado como lei pelo Governo Federal. Essa disponibilidade deveria se estender ao sistema público de saúde. É um direito de todos os pacientes. É um tema que precisa ser tratado em caráter de emergência”, pontua o fundador do Grupo Oncoclínicas.

Em tempos de Covid-19, ele reforça que é essencial entender as especificidades da linha de cuidado oncológico e conferir o olhar humanizado. “Os pacientes precisam se sentir, acima de tudo, assistidos em suas individualidades”, finaliza Ferrari.

Vacinação

Foto: Lisa Ferdinando

De acordo com o Plano Nacional de Vacinação divulgado até o momento pelo Ministério da Saúde, o câncer consta como critério de qualificação para imunização no grupo prioritário que considera uma grande lista de comorbidades e outros perfis que devem ser imunizados dentro de um bloco que contemplaria 77 milhões de brasileiros.

Além das doenças oncológicas, a relação de condições de saúde que fazem parte dessa etapa inclui doenças crônicas como diabetes, hipertensão grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme e obesidade grave. Eles seriam contemplados em uma futura segunda etapa da vacinação, mas o escalonamento para aplicação das doses do imunizante se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa, segundo o governo federal.

Para esse público, portanto, não há datas de início e término da distribuição das doses estipuladas. Os critérios específicos para inclusão de quem tem câncer da mesma forma permanente indefinidos, tais como documentos a serem apresentados para possível pré-cadastro ou ainda se se haverá alguma restrição relacionada ao estadiamento da doença, tipo de tratamento adotado no combate ao tumor ou ainda grau de risco à saúde por conta de uma possível contaminação pela Covid-19.

De acordo com a comunidade médica, de toda forma, pacientes oncológicos em geral devem ser vacinados o quanto antes. Possíveis restrições podem ser adotadas caso a equipe envolvida diretamente na linha de cuidado considere pertinente, cabendo a estes responsáveis orientar cada indivíduo de forma mais específica.

Interessados em participar e conhecer mais detalhes sobre o movimento O Câncer não Espera podem encontrar mais informações no site.

Fonte: Oncoclínicas

Quando a ansiedade deixa de ser ‘normal’?

Entenda a diferença e os sintomas do transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e depressão

O Brasil é o país mais ansioso do mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). São 18,6 milhões de pessoas, o que equivale a 9,3% da população nacional. Com o isolamento social, o medo e as incertezas econômicas geradas pela pandemia do novo coronavírus, o quadro tem se agravado ainda mais. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) aponta crescimento importante na busca por suporte médico, tanto de pacientes novos, quanto daqueles que já haviam recebido alta.

Os diagnósticos mais comuns são Transtorno de Ansiedade, Síndrome do Pânico e Depressão. As causas são variadas, mas foram agravadas, em sua maioria, devido à mudança de hábitos ocorrida nos últimos anos. “A correria do dia a dia, excesso de tecnologia e informações e também a falta de conexão consigo mesmo, têm levado as pessoas a um empobrecimento do autocuidado, gerando privação do sono, autocobrança, ansiedade, estresse, alterações de humor, assim como dificuldade na regulação emocional”, aponta a psicóloga credenciada da Paraná Clínicas, Ana Paula Zanardi.

Cada paciente precisa ser avaliado individualmente, para identificação do problema, construção do tratamento e identificação dos gatilhos que desencadeiam as crises. Segundo a psiquiatra credenciada da Paraná Clínicas, Priscila Hage Bonicontro, “casos leves podem ser conduzidos apenas com psicoterapia. Já os casos moderados a graves, requerem uso de medicamentos específicos e podem ser aliados a psicoterapia” para o alívio do sofrimento emocional.

Além do tratamento convencional, é importante aprender a administrar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia, incluindo na rotina atividades que gerem prazer. “Cuidar do organismo proporciona saúde mental. Por essa e outras razões, devemos manter hábitos saudáveis e praticar atividades físicas regularmente, inclusive porque estudos demonstram que a liberação de hormônios e outras substâncias são importantes para a manutenção do humor”, reforça a psiquiatra.

Você sabe a diferença?

A ansiedade é um sentimento normal e benéfico para o ser humano. É uma resposta do organismo para um momento de perigo ou alguma situação diferente e pode ser traduzida como um “friozinho na barriga”. “O problema é quando esse sentimento se torna mais intenso e constante, trazendo sofrimento e prejuízo social para o indivíduo, deixa de ser ‘normal’ e passa ser considerado doença e deve ser tratado de forma correta”, explica Priscila.

Transtorno de Ansiedade: mal-estar e estresse causados por medos, preocupações excessivas ou antecipações de problemas que ainda não aconteceram e talvez nem aconteçam, estão entre os primeiros indícios de que a ansiedade ultrapassa os níveis saudáveis. Durante as crises, podem surgir sintomas físicos como pupilas dilatadas, batimentos cardíacos e respiração aceleradas, aumento da pressão arterial e também dos níveis de glicose no sangue.

Síndrome do Pânico: ocorre quando as crises de ansiedade começam a ganhar intensidade e frequência. “É o medo de ter uma crise e não conseguir ser socorrido em lugares muito abertos ou com muitas pessoas, por exemplo. Os sintomas podem variar desde tonturas e vertigens, aumento da respiração e palpitações, sensações de nervosismo e pânico incontroláveis, até sensação de iminência de morte”, contextualiza Priscila.

Depressão: é caracterizada pela perda ou diminuição do interesse e prazer pela vida, gerando angústia, tristeza, choro fácil, desesperança, prostração, isolamento social, pensamentos pessimistas, alterações do sono e apetite, entre outros sintomas. “A depressão não promove apenas a sensação de ‘infelicidade crônica’, mas pode provocar alterações fisiológicas, como prejuízo no sistema imunológico e o aumento de processos inflamatórios”, completa a psiquiatra.

Sobre a Paraná Clínicas
Fundada em 1970, a Paraná Clínicas é referência em planos de saúde empresariais e também atua na modalidade coletiva por adesão. Desde setembro de 2020, é operadora integrante da SulAmérica, o maior grupo segurador independente do Brasil. Carrega a missão de cuidar com excelência empresas e pessoas, oferecendo como diferencial os programas de saúde preventiva e promoção de qualidade de vida. Com uma infraestrutura moderna e planejada em uma rede interligada, a Paraná Clínicas conta com sete unidades próprias em Curitiba e Região Metropolitana, chamadas de Centros Integrados de Medicina: CIM Araucária; CIM CIC – 24h; CIM Fazenda Rio Grande; CIM Rio Branco do Sul; CIM São José dos Pinhais; CIM Unidade Infantil – 24h (ao lado do Hospital Santa Cruz) e CIM Água Verde – onde também operam o Hospital Dia, projetado para oferecer o que existe de mais moderno em procedimentos eletivos, e o Centro de Infusão, estruturado para atender com excelência os pacientes de oncologia, hematologia e reumatologia.

Herbalife Nutrition dá 11 dicas para garantir hábitos mais saudáveis em 2021

Em um ano desafiador como foi 2020, cozinhar se tornou um hobby e malhar na academia ficou limitado. Por causa disso, muitos desviaram de suas metas de saúde e prioridades e, como consequência, engordaram.

Dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE divulgada, em outubro de 2020, mostram que 95,9 milhões de brasileiros acima de 18 anos estão com excesso de peso, sendo que 41,2 milhões deles são considerados obesos — uma consequência dos hábitos alimentares e do sedentarismo da população.

Por outro lado, um levantamento encomendado pela Herbalife Nutrition, e conduzido pela One Poll, entre 22 de setembro e 6 de outubro de 2020, revela que as pessoas estão cada vez mais conscientes sobre o impacto de suas escolhas à saúde. Os dados obtidos apontam que, globalmente, 51% delas aumentaram o consumo de frutas e verduras nos últimos meses, e 62% disseram que gostariam de incorporar mais alimentos à base de plantas em seu cardápio.

Diante disso, confira dicas de como aproveitar o início do ano para adquirir uma alimentação balanceada e uma rotina mais saudável e ativa com a nutricionista e Diretora Global de Treinamentos de Nutrição da Herbalife Nutrition, Susan Bowerman, e a vice-presidente global de desempenho esportivo e educação física da companhia, Samantha Clayton:

Tome café da manhã

Comece o dia com um bom café da manhã. Alimentar-se logo pela manhã mantém seu corpo com mais disposição e a sua mente pronta para as atividades do dia.

Movimente-se mais


Procure trazer mais atividades para o seu dia, como usar as escadas ao invés de pegar o elevador. Se possível, vá de bicicleta ao trabalho ou caminhe enquanto conversa no celular. São pequenas ações que podem fazer diferença para uma rotina mais ativa.

Não faça suas refeições na frente do computador ou da televisão

Quando nos alimentamos em frente a uma tela, o foco está bem longe da comida. Dessa forma, você aproveita pouco a refeição e seu cérebro busca acelerar ao máximo o processo.

Pare de se alimentar enquanto estiver em movimento


Busque não se alimentar no carro, enquanto estiver andando na rua ou enquanto estiver se arrumando para ir ao trabalho. Reserve um tempo para sentar, focar e aproveitar a refeição que está fazendo.

Fique atento às calorias


Cuidado com a ingestão de bebidas ricas em açúcares. Leia os rótulos e busque alimentos com boa densidade nutricional, ou seja, que possui uma boa quantidade de nutrientes em relação ao valor energético.

Hidrate-se


Manter-se bem hidratado é essencial para ter uma vida saudável. Por isso, tenha uma garrafa de água, chás gelados ou sucos sempre à mão.

Inclua proteína em todas as refeições

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Consumir proteína satisfaz a fome com maior eficácia do que as gorduras e os carboidratos, por isso, inclua pequenas quantidades em todas as refeições. Algumas sugestões de lanches são iogurtes, nozes, barras de proteína, substitutos parciais de refeição (shakes ou sopas), queijos ou atum.

Consuma vegetais e frutas em todas as refeições

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Vegetais e frutas oferecem mais nutrientes do que calorias. Eles são repletos de água, vitaminas, minerais e fibras.

Não pule refeições

Pular refeições dificilmente funciona como um medidor de calorias. Você apenas acumula para a próxima refeição. Fazer pequenos lanches entre as refeições, com intervalos de três horas é o mais indicado.

Faça mais atividade física


Treinos queimam calorias, auxiliam no seu humor e ajudam a fortalecer os ossos. Além disso, também ajudam na manutenção e construção da massa muscular, te deixam mais forte e podem acelerar o seu metabolismo. Com o horário de funcionamento das academias limitado, aproveite os programas de treinamento online, que possibilitam treinar a qualquer hora e em qualquer lugar, e ainda oferecem suporte a seus usuários e os motivam a se manterem ativos. Se for o caso, invista em alguns equipamentos ou acessórios para ajudar nos treinos em casa. Apenas avalie bem para não deixá-los parados.

Cuide de sua saúde mental


Ficar em forma também significa cuidar da mente e encontrar maneiras de relaxar, respirar e se livrar do estresse. Não à toa vimos aumentar muito o número de aplicativos que oferecem sessões de meditação e ioga. E, em 2021, muitos apps fitness também devem incluir aulas de bem-estar e saúde mental para ajudar seus usuários a liderem com a solidão, a depressão e a ansiedade agravadas pela pandemia.

Fonte: Herbalife Nutrition 

Como diferenciar sintomas de Covid-19 de uma gripe comum ou alergias?

Quadros de rinite e sinusite podem confundir os pacientes, prejudicando um tratamento eficaz e assertivo contra as doenças

Andrea Piacquadio/Pexels

Ainda que estivesse no centro das atenções globais durante todo o ano de 2020, a Covid-19 segue chamando a atenção da comunidade médica pela forma como os sintomas se manifestam em cada pessoa. De acordo com Gilberto Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, esse cenário faz com que muitos pacientes ainda tenham dúvidas para diferenciar o novo coronavírus da gripe comum, rinite e sinusite.

“Essa incerteza pode fazer com que o paciente relute em procurar auxílio médico, pois teme que o ambiente hospitalar aumente os riscos de infecção pelo novo coronavírus (caso ainda não esteja infectado). Se, logo de início, ele se dirige a uma unidade especializada, é possível tratar com mais eficácia as doenças a partir do diagnóstico”, explica o otorrinolaringologista.

Alguns dos sintomas mais comuns da Covid-19 podem ser confundidos em uma análise superficial com os de uma gripe comum ou de doenças alérgicas, como rinite e sinusite. De acordo com o especialista, quadros de rinite e sinusite são mais concentrados no nariz, garganta e olhos do paciente.

“A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz. A pessoa costuma apresentar coriza (secreção no nariz), coceira no nariz e espirros em sequência. Além disso, o nariz fica naturalmente congestionado”, afirma Pizarro.

Na sinusite, a inflamação ocorre na mucosa que reveste os seios da face. Com isso, os sintomas também incluem dor facial, nos ouvidos e atrás dos olhos. Além disso, o paciente pode relatar dor ou irritação na garganta e inchaço facial.

“No dia a dia, quem tem quadros recorrentes de rinite e sinusite geralmente consegue identificar os gatilhos das crises, bem como os sintomas que mais o acomete”, completa o médico.

Na gripe comum, no entanto, o quadro de sintomas não fica restrito à congestão e secreção nasal. Nessa situação, o paciente relata febre, mal-estar e dor no corpo. A qualificação de todos os sintomas é importante porque a Covid-19 também gera febre, por exemplo.

“O paciente com Covid-19 costuma ter tosse seca e cansaço, mas, em quadros mais graves, pode apresentar dificuldade para respirar, falta de ar e pressão (aperto) no peito. No entanto, não necessariamente haverá coriza e congestão nasal. Isso é determinante para uma das diferenciações entre essas doenças (gripe comum, rinite e sinusite) e o novo coronavírus”, destaca Pizarro.

“A perda de olfato é um dos sintomas características da Covid-19, mas, aqui, ela ocorre de forma súbita. Nas outras doenças citadas, essa perda de olfato é mais leve e está associada a um quadro de congestão nasal por conta da coriza. A Covid-19 também pode gerar perda de paladar, outra diferença em relação às demais”, completa.

Ajuda especializada

Algumas unidades hospitalares oferecem atendimento especializado para determinadas áreas da Medicina. No caso do Hospital Paulista, diagnósticos e tratamentos são voltados para a otorrinolaringologia. Isso permite que pacientes com rinite e sinusite procurem por auxílio específico, diminuindo sensivelmente as chances de contaminação por Covid-19 em um ambiente de atendimento generalizado.

“Ao chegar ao hospital, o paciente recebe o primeiro atendimento com uma enfermeira, que verifica sua temperatura e avalia seus sintomas e histórico. Se a pessoa relatar sintomas específicos de Covid-19 ou informar que teve contato recente com alguém infectado pelo vírus, é direcionada a um ambiente isolado e controlado. Lá, fará um teste para verificar se está com a doença e será avaliada para sabermos se ela pode ser isolada (e tratada) em sua residência ou se precisa ser internada”, explica o otorrinolaringologista.

iStock

Se os sintomas (e o histórico clínico relatado), no entanto, são característicos de uma gripe comum, rinite ou sinusite, o paciente é tratado na área principal do hospital, sem qualquer contato com a ala responsável pelo diagnóstico dos suspeitos de Covid-19. Vale ressaltar que o Hospital Paulista não é uma unidade hospitalar de referência para internação e tratamento dos casos de Covid-19.

“Isso reduz os riscos e não deixa de oferecer um tratamento adequado, rápido e eficaz ao paciente, independente da doença que ele apresenta. Deixar de tratar quadros de gripe comum e alergias como rinite e sinusite é muito prejudicial, pois pode agravar os sintomas e dificultar o próprio tratamento posteriormente”, conclui.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Sete motivos para você incluir o mamão na sua dieta

Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, explica as principais vantagens de consumir a fruta e sugere receitas saborosas – que inclui até uma opção salgada

Conhecido por ser um grande aliado do bom funcionamento do intestino, o mamão é o queridinho de quem precisa de uma ajuda extra na hora da digestão. Mas, apesar dessa vantagem ser a que faz a fama da fruta, a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, explica que o mamão proporciona muitos outros benefícios importantes para o organismo.

“De fato, o mamão é extremamente rico em fibras e também em uma enzima chamada papaína. Esses elementos ajudam na saciedade, no trânsito intestinal e na digestão. Entretanto, a fruta também é fonte de muitas vitaminas e minerais, como o potássio, que ajuda a equilibrar a pressão arterial, participa da contração muscular e do equilíbrio dos eletrólitos no sangue”, comenta a profissional.

Versátil, a fruta pode ser consumida in natura, acompanhada de iogurtes e cereais, ou na forma de sucos, vitaminas, sobremesa, sorvetes, salada de frutas e até mesmo em receita salgada. Curiosa para saber como o mamão pode contribuir para a sua saúde? Então, confira sete motivos listados pela especialista e anote as receitas sugeridas por Renata, para você incluir a fruta na sua rotina de diferentes maneiras.

Deixa a pele mais bonita, pois a fruta é rica em betacaroteno, vitamina C e antioxidantes, que ajudam a proteger a pele;
Ajuda a controlar o apetite por doces, pelo sabor adocicado da fruta;
Colabora para eliminar a retenção de líquidos, uma vez que o alimento tem função diurética;
Protege a imunidade, já que tem propriedades anti-inflamatórias;

Foto: AniaMineeva por Pixabay

Fortalece os ossos, pois é fonte de cálcio, magnésio e fósforo, que contribuem para a saúde óssea;
Fornece energia, pois é fonte de carboidratos;
Ajuda a emagrecer, em 100g de mamão há apenas 45kcal, o que é considerado um valor baixo. Além disso, as fibras contribuem para fornecer sensação de saciedade.

Receitas

Picadinho de mamão verde com carne moída

Ingredientes
500 g de mamão verde descascado e cortado em cubos
250 g de patinho moído
2 colheres de sopa de cheiro verde picado
1 col de chá de chimichurri
1/2 colher de sal marinho
2 dentes de alho amassados
½ cebola picada
2 colheres de azeite de oliva
1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora

Preparo:
Aqueça o azeite e doure o alho e a cebola. Acrescente a carne moída e refogue. Acrescente o mamão picado, o chimichurri, o sal e a pimenta moída na hora. Tampe a panela para o mamão cozinhar com a água que se soltará da carne. Quando a carne e o mamão estiverem bem cozidos, desligue o fogo, acrescente o cheiro verde e sirva em seguida.

Docinho de mamão com coco

Ingredientes
500g de mamão batido no mixer
½ xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de coco ralado
Suco de um limão pequeno
100g de chocolate ao leite

Preparo:
Em uma panela, cozinhe a polpa de mamão com o açúcar, o coco ralado e o limão, até que a mistura se solte da panela. Deixe esfriar e modele em formato de brigadeiros. Derreta o chocolate em banho-maria e banhe as bolinhas. Leve para gelar por pelo menos 30 minutos antes de servir.

Gelado de mamão

Ingredientes
3 xícaras de mamão formosa picado (não muito maduro)
1 pote de iogurte natural
1/2 xícara de cream cheese
1 col de sobremesa de raspas de laranja
3 col de sopa de mel
1 col de sopa de gengibre ralado
1 envelope de gelatina sem sabor

Preparo:Prepare a gelatina sem sabor conforme instruções da embalagem. Bata no liquidificador a gelatina preparada, o mamão, o cream cheese, o iogurte, o mel e o gengibre. Coloque em taças e finalize com as raspas de laranja. Leve para gelar por pelo menos 2 horas antes de servir.

Fonte: Oba Hortifruti