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Setembro Amarelo: infográfico traz dicas de autocuidado

A Care Plus faz parte da Bupa, que tem presença em mais de 190 países. Há mais de 28 anos, fornece soluções de saúde premium, por meio de uma ampla gama de produtos (medicina, odontologia, saúde ocupacional e medicina preventiva). É a principal operadora de saúde no Brasil em seu nicho de mercado, atendendo a mais de 1.000 empresas e cerca de 112 mil beneficiários.

A empresa preparou um infográfico com dicas de autocuidado da saúde mental durante a quarentena, especialmente para este mês, quando é realizada a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio.  Confira:

Fonte: Care Plus

Setembro Amarelo: como a beleza pode levar ao suicídio – por Luzia Costa*

Setembro é o mês dedicado à valorização da vida e a prevenção do suicídio. Um assunto preocupante que deve ser levado a sério por todos. Muitas vezes um amigo, um parente, alguém muito próximo que convive com você diariamente pode demonstrar ser divertido, estar bem, mas pode passar por problemas que desconhecemos. E pasmem, na maioria das vezes estão enfrentando momentos difíceis, sozinhos, e não percebemos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada 40 segundos, todos os anos no mundo. Impressionante este número, não é mesmo?! No Brasil, anualmente há um registro de 12 mil suicídios.

É muito comum vermos cada vez mais jovens preocupados com a aparência, com status e com a necessidade de mostrar uma vida feliz e estável nas redes sociais. A procura por um corpo e rosto perfeitos acabam sendo metas de vida nos dias de hoje.

Quantas pessoas do seu convívio que você já ouviu dizer: “quero ser magra”, “queria um nariz igual da atriz”, “quero emagrecer”, “queria meu cabelo assim”, e vários outros discursos como esses no dia a dia?!

Na Sóbrancelhas, nossa rede de embelezamento do olhar e da face, frequentemente lidamos com situações parecidas, onde clientes chegam até nossas lojas com fotos de atrizes e influenciadoras, querendo as sobrancelhas idênticas, por exemplo. Porém, não é possível, afinal cada rosto tem seu desenho e sua própria beleza.

Percebemos uma excessiva imposição a um padrão de beleza por essa geração. A mídia, principalmente a internet sempre pregou o que é bonito, o que é melhor, e se você não faz parte desse modelo, você está fora, não serve, ou você é inferior aos demais.

Há estudos que comprovam que na área profissional também é afetada por todo essa exigência. Muitas esteticistas competentes também sofrem esse tipo de preconceito por não fazer parte do padrão “magro”.

E todo esse bombardeio pelo padrão da beleza gera a dificuldade de lidar com a vida real, o que pode acarretar desde quadros de ansiedade à depressão, podendo levar até ao suicídio.

O que precisamos fazer, principalmente nós da área da beleza é incentivar as pessoas a se aceitarem como elas são, dar importância a beleza natural. É possível e importante ter a autoestima elevada do jeito que somos, das mais diversas formas que cada ser humano é. Jamais transforme em um refém do padrão de beleza que nos é imposto!

Pixabay

Lembrem-se: tenham empatia com você mesmo e com o próximo.

*Luiza Costa é CEO do Grupo Cetro que detém as marcas Sóbrancelhas e Beryllos. Coleciona prêmios como Prêmio Grandes Mulheres, na Categoria de Médias Empresas, realizado pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios – PEGN e Facebook; Destaque Empresarial 2018 & Revelação na área de Empreendedorismo Social; Prêmio Empresário do Ano Top of Quality Gold Internacional.

Setembro Amarelo: relação entre redes sociais e suicídio

Especialista explica como a internet pode ser propagadora de gatilhos e como diálogo pode diminuir incidência de casos

O suicídio, hoje em dia, ainda é considerado tabu por muita gente. Mas não deveria. Afinal, faz uma média de uma vítima a cada quatro segundos no mundo, ou seja, 800 mil vítimas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A psicóloga Ana Gabriela Andriani explica que, em muitos lugares, existe um empecilho extra para tentar diminuir esse número.

“Existe a crença de que, ao falar sobre o assunto, estaríamos, na verdade, propagando ou divulgando o suicídio e suas tentativas”, adverte Ana. No entanto, deveria ser o oposto, falar disso poderia reduzir a incidência de casos.

Redes sociais e suicídio

De acordo com a especialista, as redes sociais, sim, têm sido um meio propagador de gatilhos para as tentativas de suicídio, especialmente quando falamos de jovens e adolescentes. Isso principalmente em um momento em que o consumo da internet aumentou tanto em função da necessidade do isolamento físico social.

O bullying e a constante necessidade de aprovação virtual têm levado cada vez mais jovens a desenvolver quadros de depressão e ansiedade. Um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostrou que os “heavy users” (usuários que passam grande parte do tempo na internet) possuem três vezes mais chances de sofrer de depressão comparando com aqueles que conferem suas redes sociais com menos frequência.

Já um estudo de 2017 da agência nova/sb analisou mais de 1 milhão de menções ao suicídio nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Youtube): em 34,2% dos casos eram piadas ou memes, 24,4% eram opiniões, 22,1% citações, 7,5% notícias, 6,3% relatos e 5,5% se tratavam de depoimentos. Os dados também mostraram informações preocupantes: 18,3% das postagens eram falas negativas ou preconceituosas, como por exemplo “conte a um psicólogo, não ao Facebook”, “quem tem depressão não fica em rede social tentando aparecer” ou “quem quer se matar não avisa”. Algumas, inclusive, incentivavam os usuários a tirar a própria vida. “Esses resultados mostram a necessidade de uma abordagem e de um espaço sem julgamentos para sensibilizar e educar e, assim, contribuir com a prevenção”, afirma Ana Gabriela.

Diálogo como prevenção

Para a psicóloga, o diálogo é fundamental. “É necessário falar sobre o assunto. Mas isso não significa apenas divulgar números. É preciso entender o que leva ao suicídio, como é possível prevenir e que o suicídio é uma questão de saúde pública. Precisamos abrir esse canal de diálogo e trazer informações sobre o tema e tudo o que o cerca, como as doenças mentais, saúde mental, o que é e quais são os sinais de comportamento suicida.”

Ela explica que o assunto é complexo e nem todas as pessoas que cometem o suicídio apresentam algum tipo de sinal prévio, por isso que é tão importante erradicar esse preconceito. Outro ponto fundamental para se esclarecer é que muitas vezes não existe um planejamento para tal ato. “Muitas vezes a pessoa busca uma maneira de acabar com algum sofrimento e vê na tentativa do suicídio uma saída. Ela não pensa em morrer, ela pensa em uma solução para aquele momento de dor. É importante esclarecer que nem toda pessoa que comete suicídio planejou a ação, pretendia de fato acabar com a vida ou tinha histórico de tentativas”, analisa.

Ana Gabriela ainda salienta que o preconceito de achar que quem comete suicídio é fraco também não é válido. “Vemos pessoas fortes que, em um momento de desespero, só enxergam isso como saída. Julgar o próximo não vai ajudá-lo”. Desde 2014, ocorre no Brasil a campanha do Setembro Amarelo, que é realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Uma tentativa de levar luz ao assunto.

Foto: MedicalNewsToday

“Quando falamos sobre a prevenção do suicídio, devemos prestar atenção à forma como abordamos o tema. Muitas vezes focamos na morte apenas de pessoas famosas e colocamos uma certa dose de romance no ato, ligando o suicídio ao estilo de vida dessa personalidade, como falta de sono, vida agitada e conturbada, por exemplo. O que é deixado de fora nesses casos, muitas vezes, são as reais causas do suicídio”, diz Ana Gabriela. Ela finaliza alertando que estão no grupo de risco pessoas com esquizofrenia, bipolaridade, borderline e usuários excessivos de drogas e de álcool.

Fonte: Ana Gabriela Andriani é graduada em Psicologia pela PUC-SP, Ana Gabriela Andriani é Mestre e Doutora pela Unicamp. Tem pós-graduação em Terapia de Casal e Família pelo The Family Institute, da Northwestern University, em Illinois, Estados Unidos, e especialização em Psicoterapia Dinâmica Breve pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas/USP. Possui, ainda, aprimoramento Clínico em Fenomenologia Existencial na Clínica Psicológica da PUC-SP. Ana Gabriela acredita que o autoconhecimento influencia diretamente no trabalho, nas relações afetivas e na qualidade de vida.

Neurocientista lança Eita, um app para pessoas em estado de desespero

O aplicativo, que chega no Setembro Amarelo, foi criado a partir das vivências de Anaclaudia Zani Ramos em torno do seu próprio processo psicoterápico, em que teve que lidar com suicídios na sua família e com sua própria ideação suicida

Ela ainda era uma menina quando teve que lidar com um suicídio em sua família – não entendia, mas já sabia que algo ali estava errado. Ao longo dos anos, esse tema virou o cerne de suas questões e, ainda na adolescência, quando enfrentava ideações suicidas e maus pensamentos, Anaclaudia Zani Ramos foi levada a fazer um tratamento para um regime e lá descobriu, por meio do atendimento de uma psicóloga que, na verdade, o que ela tinha era depressão.

Essa história é o ponto de partida de Anaclaudia que, em seu próprio processo psicoterápico, vai buscar desde muito cedo respostas na neurociência para entender sua depressão hereditária e as mortes das mulheres de sua família. Essa jornada a levou às suas formações – 25 anos depois, Anaclaudia Zani Ramos é psicóloga e neurocientista, pesquisadora na área de Neurociência e Desenvolvimento Humano, e criadora de um método exclusivo de mensuração de resultados, o InLuc. Por meio do InLuc, Anaclaudia desenvolve, em cada atendimento que faz, um trabalho com a neurociência aplicada que, por meio de treinos mentais, ajuda as pessoas a promoverem mudanças significativas em suas vidas, trazendo resultados práticos e efetivos e mensuráveis.

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E agora Anaclaudia está lançando um aplicativo, também criado por ela, chamado EITA – Elevar a Inteligência a Treino de Autopercepção. O EITA, que chega em pleno Setembro Amarelo, é uma plataforma de treino de autopercepção que usa a inteligência de cada pessoa e que, a partir disto, auxilia quem estiver em situação de desespero, a fim de que não somatize suas emoções, adoecendo o corpo físico. “O EITA foi pensado para fazer a diferença no mundo a partir do universo de cada um”, conta Anaclaudia.

A neurocientista explica que a inteligência é uma habilidade de resolução de problemas, e que, por isso, e como outra habilidade qualquer, é fundamental treinála. “O EITA age de forma preventiva, uma vez que conseguimos prevenir doenças psicossomáticas através da autopercepção e da nossa resposta emocional a eventos que vivemos”, aponta a psicóloga. “A doença psicossomática acontece quando há desequilíbrio de emoções, gerando o adoecimento do corpo físico”, explica Anaclaudia.

Tecnologia aliada ao acolhimento

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O EITA chega justamente no Setembro Amarelo, como uma forma de ajudar a quem busca saídas. Por ser um aplicativo Web, é acessível em qualquer navegador e de fácil uso. Suas telas são intuitivas, e o usuário, que pode estar num momento de desespero, terá fácil compreensão dos comandos e botões.

O app tem interface intuitiva e o diferencial de não ter robôs na interação com os usuários. Todo o processo começa com a pergunta “Como você está se sentindo hoje?”, dando cinco opções de emoções básicas – feliz, triste, irritado, receoso e enojado. A partir da escolha de apenas uma emoção é que se inicia o diálogo com os facilitadores (psicólogos treinados por Anaclaudia para promoverem o atendimento inicial com o usuário). Esta primeira etapa treina cada um a nomear o que está sentindo. Isto é fundamental para que haja compressão daquilo que o afeta naquele dia ou momento.

Na sequência, o EITA pergunta “por que você está se sentindo assim?”, e abre uma caixa de diálogo para que cada pessoa possa, através da escrita, descrever com detalhes o que a levou a sentir aquela emoção. O objetivo é nomear o que sente, por meio do processo da escrita, administrando narrativa e percepção da emoção. Somente após duas horas é que um dos facilitadores irá responder. “Quando propomos a espera pela resposta, estamos treinando o controle da Ansiedade, e ansiedade nada mais é do que ansiar por algo, e essa espera precisa ter controle”, explica a Anaclaudia.

As conversas e interações acontecem sempre em ambiente seguro. Todos os dados e descrições de emoções permanecerão armazenados de forma segura e somente os facilitadores e a Anaclaudia terão acesso às informações. Com isso, eles poderão avaliar se o atendimento ajudou o usuário a lidar com a situação que ele estava passando. A partir dai, Anaclaudia conseguirá ter base para avaliar o andamento e o resultado.

O EITA oferecerá sete dias grátis de utilização para conhecer o aplicativo. Após esse prazo, haverá a cobrança, a partir da autorização prévia e via cartão de crédito, da utilização mensal, no valor promocional de lançamento de R$ 99,77, que dá direito a quatro soluções de problemas por mês, que se iniciam sempre a partir das escolhas das emoções, e finalizam quando o usuário sinaliza a compreensão do problema apresentado inicialmente. Para baixar o Eita, clique aqui.

Sobre Anaclaudia Zani Ramos

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É pesquisadora na área de Neurociência e Desenvolvimento Humano há 25 anos, palestrante e escritora. Tem formação em Coaching pela International Association of Coaching Institutes-Europe.A partir de seu próprio processo psicoterápico contínuo, Anaclaudia tomou como desafio a busca pelo autoconhecimento, entendimento e aprimoramento pessoal. Durante o longo percurso, inserida num mundo de investigação do desenvolvimento humano, dedicou-se ao entendimento da complexidade do funcionamento cerebral, emocional e comportamental.

Por meio de estudos e pesquisa, criou o InLUC – método de mensuração de resultados criado por ela e que tem como objetivo promover a mudança de paradigmas, apresentando novos conhecimentos e significados sobre o comportamento humano a fim de que as pessoas possam olhar de uma forma diferente para as suas dificuldades diárias. O processo LUC foi inscrito no Internacional Congress of Applied Psychology em Paris e no V Congresso Latinoamericano – ULAPSE, Guatemala 2014. Anaclaudia também é fundadora da ONG Mães de Coração, em parceria com a APAE de Santo André (SP), e tem experiência na área de Gestão de Pessoas e Psicologia Jurídica Institucional junto à Delegacia da Mulher. Outra vertente que atua é na área de Sexualidade individual e conjugal sob o enfoque da Teoria Sistêmica e Processo LUC, dentro das metodologias criadas por ela.

Para saber mais sobre Anaclaudia Zani Ramos, acesse o perfil dela no Instagram  ou o canal no YouTube, com conteúdo sobre neurociência e sua aplicação, além de dicas e informações sobre saúde mental.

Cultura do cancelamento digital reforça importância do Setembro Amarelo

A campanha de prevenção ao suicídio é um dos meios para conscientizar as pessoas e alertar que não existem dificuldades impossíveis

Em meio ao período de isolamento, a campanha de Setembro Amarelo ganhou ainda mais força, infelizmente agravaram-se os números de suicídios nos últimos meses, provavelmente causados pela pandemia. A quarentena já é motivo suficiente para encontrarmos neste ambiente sérias consequências à saúde mental.

E não só isso, a cultura do cancelamento dentro das redes sociais digitais também pode ser considerada umas das causas que levam as pessoas a cometerem o ato. A prática de cancelar alguém surgiu na internet, como uma forma de demonstrar que certas opiniões são inaceitáveis. Contudo, o cancelamento as vezes passa dos limites, acarretando em um número maior de pessoas buscando pela aprovação a todo custo.

Falar sobre a campanha se tornou ainda mais importante, visto que o Brasil já ocupa a oitava posição entre os países que mais cometem suicídios no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O tema merece muita reflexão, uma vez que não existe uma única razão que explique as angústias e sofrimentos das pessoas que decidem pôr fim à própria vida.

“Existe um conjunto de fatores que podem levar uma pessoa a cometer o ato de suicídio, entre eles, a depressão e ansiedade que costumam ser consideradas ‘gatilhos’. Um outro motivo pode ser o sentimento que o cancelamento traz. Dentro das redes existe um grande medo de julgamentos, já que estamos constantemente buscando aprovação de outras pessoas”, afirma o Coordenador do Curso de Psicologia, do Centro Universitário Unimetrocamp, Professor José Anizio Marim.

“O cancelamento é perigoso, pessoas estão recebendo punições que não merecem, e isso acaba expandindo ainda mais os sentimento de ansiedade e depressão, podendo causar reflexões e mudanças de postura. Existe também a possibilidade de isso se tornar um estopim para um encadeamento de pensamentos negativos, que devem ser mais evidenciados neste Setembro Amarelo”, completa o professor.

O intuito do Setembro Amarelo é conscientizar o quanto a vida é importante, e alertar as pessoas de que não existem problemas ou dificuldades impossíveis. Além de dar informações, entender os motivos de cada pessoa, conversar e demonstrar empatia são passos fundamentais para impedir os pensamentos de querer terminar com a vida.

Fonte: Centro Universitário Unimetrocamp

Psicóloga ensina como pessoas próximas podem ajudar quem sofre com depressão

Um problema de saúde pública que tem aumentado o número de vítimas e ainda vive como uma espécie de tabu na sociedade é o suicídio. Apenas no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 45 minutos, há uma tentativa de tirar a própria vida. A falta de auxílio pode resultar em morte. Por essa razão, surgiu “Setembro Amarelo”, que tem como propósito a iniciativa de se abrir aos outros e pedir ou oferecer ajuda.

Segundo a psicóloga Amanda Fitas, o movimento do Setembro Amarelo traz uma conscientização. “Também mostrar que as pessoas não estão sozinhas, que elas têm um canal para conversar com outros que sentem os mesmos sentimentos e que existem outras saídas para encararem as suas dores”.

Ainda existe uma barreira enorme para ser derrubada, muitas pessoas não se sentem confortáveis para compartilhar suas dores ou a existência de pensamentos suicidas; muitas das vezes, não conseguem nem ao menos compreender inteiramente o que estão sentindo, preferindo ignorar os sentimentos ruins. “O indivíduo que normalmente toma essa atitude acha que está sozinho e entende que não pertence a esse mundo. É a mesma sensação que pessoas com transtornos e depressão sentem. Elas veem que a única forma de acabar com a dor que sentem, é tirando a própria vida”, explica a psicóloga.

Como podemos ajudar nessa causa?

Foto: Klimkin/Pixabay

Antes de qualquer coisa, devemos escutar essas pessoas que precisam se sentir mais pertencentes. “Elas precisam ver que suas vidas fazem sentido, que existe forma de se recuperar independentemente do que esteja passando”. Encorajar a recuperação durante uma depressão e até mesmo um transtorno, mostrar outros caminhos diferentes para lidar com seus sofrimentos e que não está sozinha.

Como perceber que a depressão do outro pode levá-lo ao suicídio?

Freepik

A depressão é considerada uma das principais causas do suicídio, por essa pessoa já estar sentindo uma tristeza irremediável e uma sensação que tudo está ruim, negativo. “Para surgir a escolha de tirar a própria vida, o nível depressão não precisa ser o mais grave. Precisamos perceber se o outro está muito triste, se está se isolando muito, se o seu ânimo mudou repentinamente do nada, o pessimismo mais frequente, esses são alguns indícios que deve ter total atenção”.

Qual a importância de um psicólogo nessas situações?

Esse profissional irá acolher as dores que o outro sente e mostrar para o indivíduo que ele consegue encontrar caminhos internamente. “Ao procurar nele formas de vencer essa batalha com um psicólogo que irá ajudar a clarear a mente é fundamental. Com a ajuda de um profissional, o quadro pode ser revertido e controlar os sentimentos ruins”.

Telefone para pedir ajuda: Centro de Valorização da Vida (CVV):
Disque 188: ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV), que auxilia na prevenção do suicídio, são gratuitas em todo o país.

Fonte:  Amanda Fitas é psicóloga, escritora e palestrante com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais. Autora de 4 livros de relacionamentos que já ultrapassam 40 mil cópias vendidas: “Amores Saudáveis”, “Textos Obrigatórios Para Você Se Relacionar Melhor”, “Aprenda a ser mais interessante” e “Viva um Amor Leve”. 

Testes genéticos podem ser fortes aliados contra os transtornos depressivos

No mês do “Setembro Amarelo”, campanha de prevenção ao suicídio, especialistas destacam a importância da farmacogenética, que pode salvar vidas

Este é conhecido mundialmente como o mês de prevenção ao suicídio, também chamado de “Setembro Amarelo”. No Brasil, a campanha teve início oficialmente no ano de 2015, com esforços do Centro de Valorização da Vida, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria.

A origem da cor amarela vem da história que inspirou a campanha: um jovem norte americano de apenas 17 anos que tirou a própria vida dirigindo seu Mustang 68, um carro que ele próprio restaurou e pintou de amarelo. No dia do funeral, os familiares e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas presas a eles com a mensagem: se você precisar, peça ajuda.

No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e sua ocorrência tem aumentado assustadoramente entre jovens. Entre 2000 e 2016, as taxas de suicídio aumentaram 73%, passando de 6.780 para 11.736, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde. Hoje, é de conhecimento de todos que os transtornos depressivos se devem a fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais, sendo uma doença como outra doença qualquer, que merece atenção e deve ser tratada. Porém, durante muito tempo o assunto não era abordado devido ao preconceito e ao estigma.

Dentre os transtornos psiquiátricos, ansiedade, depressão, psicose e epilepsia destacam-se por possuírem elevada incidência na população, além de causarem grande impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados por estes problemas. Apesar da variedade de terapias medicamentosas disponíveis, muitos pacientes apresentam falta de efetividade do fármaco ou efeitos adversos graves, que podem fazer com que o paciente pare o tratamento sem a recomendação médica.

“Falhas na adesão ao tratamento dos transtornos depressivos são cada vez mais preocupantes. Eles podem ocorrer devido ao aparecimento de efeitos adversos ou devido à ausência de resposta à medicação. Os antidepressivos são substratos do sistema enzimático Citocromo P450 em que existem várias isoformas enzimáticas codificadas por diferentes genes. Assim, variantes desses genes podem determinar enorme variabilidade na maneira como cada indivíduo irá metabolizar o medicamento ou, ainda, variabilidade na dose de medicamento adequada para uma resposta terapêutica eficiente. O estudo dessas variantes é chamado de farmacogenética”, comenta Nelson Gaburo, gerente geral do DB Molecular, do laboratório Diagnósticos do Brasil.

Os “Painéis Farmacogenéticos Psicotrópicos” representam um avanço importante no tratamento personalizado dos transtornos psiquiátricos, proporcionando informações importantes sobre a metabolização dos medicamentos utilizados ou que possam ser prescritos no futuro. A farmacogenética estuda como as variações presentes no genoma dos indivíduos podem influenciar na resposta aos medicamentos, tendo como objetivo personalizar o tratamento de acordo com as características genéticas de cada pessoa.

“O teste de farmacogenética é um grande aliado no tratamento dos transtornos depressivos. O conhecimento da presença ou ausência de mutações nos genes envolvidos no metabolismo dos antidepressivos fornece subsídios para auxiliar na personalização da escolha da medicação e no manejo de dosagens”, detalha Gaburo.

Segundo o especialista, os fármacos passam por cinco etapas desde sua ingestão até eliminação: absorção, distribuição, interação com os alvos, metabolização e excreção. Há dois grupos de genes que atuam na resposta aos medicamentos.

“O primeiro grupo é constituído pelos genes que influenciam como o organismo modifica o fármaco, estes genes codificam enzimas que o metabolizam assim como seus transportadores e, portanto, determinam em grande parte a sua toxicidade. Já o segundo grupo, consiste nos genes que influenciam como o medicamento modifica nosso organismo, estes genes codificam enzimas, receptores, canais iônicos e suas rotas associadas e que determinam em grande parte, a eficácia do medicamento”, explica.

A deficiência na atividade de uma enzima metabolizadora pode resultar na eliminação insuficiente do fármaco, aumentando à probabilidade de que ocorram reações adversas. No caso de pró-fármacos, este mesmo déficit pode resultar em uma menor taxa de conversão do pró-fármaco em um fármaco ativo e, portanto, em uma redução substancial da resposta terapêutica.

Nelson Gaburo, Gerente Geral do DB Molecular

“Portanto, o teste farmacogenético pode ser utilizado para que o médico tenha informações suficientes para prescrever um tratamento personalizado, escolhendo o medicamento mais eficaz com menor toxicidade, respeitando a individualidade de cada pessoa. A farmacogenética pode ainda ajudar na escolha da dosagem mais adequada para cada paciente”, completa o gerente.

Fonte: Diagnósticos do Brasil

Hoje é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

“Na verdade, a pessoa quer matar a dor que está dentro dela e, não necessariamente a vida” – diz a psiquiatra e psicoterapeuta junguiana

Este é o mês da campanha Setembro Amarelo, ou Yellow Ribbon, um movimento mundial contra o suicídio. Mas, o que sabemos sobre o tema? Apesar de ser um tabu para muitas pessoas, e do preconceito que envolve o assunto, cada vez mais se faz necessário debatermos sobre esse mal.

“O suicídio é a manifestação suprema das dores da alma. Quem se suicida não quer morrer e, sim, acabar com a dor. Os motivos para o suicídio são tão variados quanto são as causas para o sofrimento humano, e o que não é motivo para o sofrimento de um, pode ser motivo suficiente para outro”- diz Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana.

Buscar uma compreensão mais profunda sobre a morte e sobre nós mesmos e nossos conflitos, pode nos ajudar a ampliar nossa visão de quem somos e do mundo que nos cerca. É o que nos explica a especialista.

“Como psicoterapeuta junguiana penso que o desejo pela morte deve ser visto de maneira simbólica, e é preciso que o psicoterapeuta ajude o paciente a transformar o desejo pela morte do corpo, em uma morte de aspectos da sua psique, que precisam partir, para que novos aspectos nasçam, possibilitando seu próprio renascimento. Desta maneira ocorrerá uma morte, mas será simbólica”- diz a psiquiatra.

Ela acrescenta: “Quando o paciente passa a entender o que esta morte simbólica significa, ele amplia a consciência dos seus conflitos, desejos e reais sentimentos, e o self – seu próprio eu – consegue atuar, havendo um incremento na relação ego-self. O fluir do processo de individuação possibilita o encontro e a realização do sentido de uma vida”.

Setembro Amarelo

Anualmente, é realizado aqui no Brasil o Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio, que teve o seu início em 2015 por meio do CVV (Centro de Valorização da Vida), do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria. Durante todo o mês costuma-se iluminar alguns pontos públicos em todo país, como o Cristo Redentor, no RJ o Congresso Nacional, em Brasília, entre outros.

Como surgiu a campanha

A origem dessa campanha e sua relação com a cor amarela vem da história de um jovem americano, Mike Emme, de 17 anos, que acabou se suicidando com o próprio carro; um Mustang 68, amarelo. A família e os amigos não perceberam que ele pretendia tirar a própria vida. Depois desse ocorrido, no funeral, os pais e os amigos acabaram distribuindo cartões com fitas amarelas seguidas da frase: “Se precisar, peça ajuda”. Desta singela ação nasceu a campanha de prevenção Yellow Ribbon (Fita Amarela), que se expandiu para todo o mundo.

Em 2003, a OMS (Organização Mundial da Saúde) instituiu 10 de Setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e o amarelo se tornou a cor símbolo da campanha. Mesmo consciente da importância do movimento, Aline faz um alerta: “Precisamos falar sobre o suicídio sempre, não apenas durante a campanha do Setembro Amarelo. No ano inteiro muitos de nós pensarão em suicídio, outros tantos o tentarão e é preciso que todos nós, enquanto sociedade, estejamos preparados para acolher e amparar aqueles que sofrem”.

Estatísticas

No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública, e sua ocorrência tem aumentado principalmente entre os jovens. De acordo com os números oficiais, em média 32 brasileiros se suicidam por dia, taxa que acaba sendo maior do que as vítimas de AIDS e na maioria dos tipos de câncer.

Há mais vítimas de suicídio do que dessas doenças, é o que mostra um relatório de 2014 feito pela Organização Mundial de Saúde, que colocou o Brasil em oitavo lugar entre os demais países com maior índice de suicídios; ficando atrás de países como Índia, Japão, Estados Unidos e Rússia, e esse número tem aumentado, principalmente entre os jovens.

Em um relatório mais recente, feito em meados de 2019, a OMS (Organização Mundial de Saúde) trouxe novos dados, ainda mais preocupantes: a cada 100 mil habitantes, a taxa de suicídio aumentou 7% aqui no Brasil, ainda que no índice mundial, essa taxa tenha caído 9,8%.

Mesmo em queda, o índice mundial é assustador. Por volta de 800 mil pessoas tiram a vida anualmente em todo o mundo, ou seja, é uma morte por suicídio a cada 40 segundos.

O que é falso e verdadeiro

Há algumas inverdades sobre a questão do suicídio e existe até um certo preconceito, principalmente quando começa-se a falar que tal pessoa “se suicidou porque era covarde” ou “se matou porque não tinha nada na cabeça”, ou coisas do tipo. Pessoas que ameaçam se matar, não querem apenas “chamar atenção”. Na realidade toda ameaça de suicídio deve ser levada a sério. Deve ser vista com carinho e atenção. Outra inverdade é achar que o suicídio só acontece com os outros, mas na verdade ele pode acontecer com qualquer pessoa que acaba vivenciando um sofrimento extremo, independente de raça, classe social, crença ou gênero.

Aquela afirmação de que a pessoa só tenta suicídio uma vez na vida também é falsa, pois, no geral, pessoas que tentaram suicídio mais de uma vez, acabaram se matando de fato depois de mais de uma tentativa. Só o fato de haver uma tentativa de suicídio significa que o suicídio pode ocorrer no futuro.

É preciso conscientização e prevenção, alerta Aline: “É muito comum em nossas relações de amizade, de trabalho ou mesmo no meio da família, nos depararmos com uma vítima de suicídio; quando alguém pensa em suicídio, na verdade, a pessoa quer matar a dor que está dentro dela, e não necessariamente a vida”.

Aline ressalta sobre a importância de saber olhar para o outro e saber ouvir: “É preciso que nos sensibilizemos com a dor emocional e levemos a sério quando alguém diz que está triste, deprimido e com pensamentos suicidas. Precisamos acolher a dor humana e nos colocarmos a disposição para ouvir e nos oferecermos para acompanhar a pessoa que está sofrendo na busca de ajuda profissional”.

Que sejamos mais solidários com relação a isso e busquemos ter mais atenção e mais respeito com pessoas que em algum momento já tentaram suicídio, ou que pensam nisso.
Precisamos ter cuidado, prestar atenção e procurar da melhor maneira possível orientar ou tentar buscar uma orientação para essas pessoas que estão sofrendo com as dores extremas da alma. Se você conhece alguém que pode estar pensando em suicídio ,ou se você mesmo tem pensado nisto ,procure ajuda profissional ,não desista de você!

Onde procurar ajuda
#Pelo SUS: nos CAPS (Centro de Atenção psicossocial) e nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
#Por convênios ou particular:nos consultórios ou clínicas de médicos psiquiatras e psicólogos.
#Se for urgente :UPAs (Unidades de Pronto Atendimento ) ou nas Emergências Hospitalares.
#Fale com alguém agora mesmo – CVV (Centro de Valorização da Vida): 188.

Setembro amarelo reforça debate sobre problemas com saúde mental agravados na pandemia

O mês de setembro é conhecido pela cor amarela, por conta da prevenção ao suicídio. Os transtornos mentais são considerados a segunda principal causa de dias improdutivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os quadros mais prevalecentes estão a ansiedade e a depressão e problemas relacionados ao uso de substâncias.

A pandemia de Covid-19 trouxe um aumento na incidência de casos de transtornos mentais, não só por conta da necessidade do isolamento físico, mas também pelo medo da contaminação pelo vírus e perdas: financeiras, da rotina, de contato social e de parentes e entes queridos.

Nessa fase, de acordo com o médico psiquiatra, coordenador da área de Saúde Mental do curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Celso Garcia Junior, a recomendação é tentar manter a rotina: “Tenha uma boa noite de sono, mas sem exagerar no número de horas descansando, além de se exercitar, tomar sol e tentar manter algum contato social ainda que seja virtual, podem ajudar a diminuir o estresse. É importante também evitar a superexposição ao noticiário relacionado a pandemia, o que acaba piorando a saúde mental das pessoas.”

Para a médica endocrinologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, Juliana Gabriel, a prática da meditação ajuda a diminuir o estresse. “Existem diferentes tipos de meditação, todas com grande benefício, podemos falar, por exemplo, da Mindfulness, um termo em inglês que significa ‘atenção plena ao momento presente’ e é como se fosse um treinamento mental para que sair dos próprios pensamentos, geralmente relacionados ao futuro com questionamentos como ‘o que eu tenho que fazer’, ou ao passado: ‘o que eu fiz que poderia ter sido diferente'”.

A especialista destaca que há uma série de benefícios ao treinar a mente para estar no presente, como melhora na atenção e capacidade de concentração e foco; aperfeiçoamento na comunicação e nos relacionamentos; melhora na ansiedade e mesmo na melancolia, entre outros. Além disso, a meditação tem um papel também na saúde física.

“Ao estarmos mais atentos ao presente, começamos a prestar mais atenção nos sinais que nosso corpo nos envia. Percebemos melhor a sede, a fome e saciedade, posturas incorretas, vontade de ir ao banheiro. Essas são necessidades tão básicas e óbvias, mas no mundo em que vivemos quase o tempo todo no campo mental, a desconexão com o corpo é muito frequente – e consequentemente, a redução do autocuidado também”, conclui Juliana.

Fonte: São Leopoldo Mandic

ABP lança campanha Setembro Amarelo 2020: “É preciso agir”

A iniciativa conjunta com o Conselho Federal de Medicina visa a conscientização e prevenção ao suicídio

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), lança neste mês, a campanha nacional Setembro Amarelo 2020: “É Preciso Agir”. A iniciativa, trazida para o Brasil em 2014 – que tem como data símbolo o dia 10, o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio – visa a conscientização, a desmistificação e prevenção do suicídio. Dessa forma, é preciso agir o quanto antes para diminuir os números de casos em todo país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. Já ao que se refere às tentativas, uma pessoa atenta contra a própria vida a cada três segundos. Em termos de numéricos, calcula-se que aproximadamente um milhão de casos de óbitos por suicídio são registrados por ano em todo o mundo.

No Brasil, os casos passam de 12 mil, mas sabe-se que esse número é bem maior devido à subnotificação, que ainda é uma realidade. Desse total, cerca de 96,8% estão relacionados a transtornos mentais, como por exemplo, depressão e transtorno bipolar. Esse cenário preocupante serve de alerta para que a saúde mental seja um tema importante para a saúde pública.

Ao longo de todo o mês a ABP desenvolverá uma série de ações voltadas para o tema. Eventos on-line, palestras, iluminação em amarelo de espaços públicos e monumentos e presença nas mídias sociais terão como objetivo fomentar a ação efetiva para a prevenção de doenças mentais e ajudar na desmistificação do tema. Combater o estigma é salvar vidas e auxiliar a sociedade a compreender e identificar casos é a principal forma de ajudar os profissionais da área de saúde, familiares e amigos, principalmente no que se refere à busca por tratamento e instrução da população.

A relação com doenças mentais

Estudos apontam que quase a totalidade dos óbitos por suicídio estão associados a um transtorno psiquiátrico que não foi tratado adequadamente ou sequer identificado e acompanhado. Por isso, a campanha Setembro Amarelo® busca conscientizar a população sobre a importância da identificação e tratamento corretos das doenças mentais, visando contribuir para a redução desses números alarmantes.

É preciso, portanto, falar sobre suicídio de maneira responsável e com base em informações corretas. Desta forma, ABP e o CFM lançaram duas cartilhas com orientações sobre o tema: “Comportamento suicida: conhecer para prevenir”, um manual dirigido a profissionais da imprensa; e “Suicídio: informando para prevenir”, voltada aos profissionais da área de saúde e a toda a sociedade.

É possível prevenir e salvar vidas

Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e encaminhar corretamente episódios de depressão, a restrição ao acesso e o tratamento/acompanhamento de paciente após alta hospitalar de internação ou atendimento em posto de saúde devido a tentativa de suicídio.

Informações: Campanha Setembro Amarelo em 2020