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Como fica a saúde mental após mais de um ano de isolamento social?

A estimativa de instituições brasileiras é de que até metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer de alguma doença psicopatológica

Quem ao longo desses 15 meses de pandemia não procurou em sites de busca algo sobre os sintomas do novo coronavírus diante de qualquer reação que julgasse estranha do próprio corpo? Quem não ouviu falar de alguém que sentiu uma sensação de angústia, um aperto no peito? Ou que trabalhou horas em home office e nem viu o dia passar? Após mais de um ano da pandemia da Covid-19, com variantes do vírus ainda se espalhando e provocando aumento no número de casos e mortes, questões como a saúde mental acendem a luz vermelha para especialistas da área da saúde.

Por isso, sociedades médicas, sociedades da psicologia, e organizações da Saúde, como OMS (Organização Mundial da Saúde) e FioCruz, no Brasil, têm divulgado constantemente informações e diretrizes de conduta na atenção psicossocial e saúde mental.

Já temos alguns estudos que trazem a preocupação do cuidado em saúde mental e, baseados na literatura produzida a partir de epidemias anteriores, podemos considerar a gravidade em termos de sofrimento psíquico e elevação dos transtornos mentais. É certo que daqui alguns anos vamos ter uma literatura robusta apontando um provável crescimento desses casos e consequente comprometimento nas esferas familiares, sociais e laborais. Não é à toa que a saúde mental é a quarta maior preocupação e prioridade da OMS durante a pandemia”, diz Natalia Pavani, psicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Uma pesquisa Datasus, divulgada em novembro de 2020, apontou que a ansiedade foi o transtorno presente em 86,5% dos 17.491 indivíduos adultos ouvidos pelo Ministério da Saúde, seguido de estresse pós-traumático (45,5%) e depressão grave (16%), no primeiro ano de pandemia.

A especialista do Hospital alerta que para atender de forma adequada esses pacientes é necessário que haja investimentos na capacitação da assistência e na definição de diretrizes de intervenções na atenção primária que estejam voltadas para a prevenção de doenças psicossociais. Com esse foco, a FioCruz preparou uma cartilha com recomendações para profissionais da saúde e agentes comunitários, e também para a população em geral, para que possam reconhecer os sinais de que algo não vai bem com a mente. O material indica, ainda, que por conta do estado de alerta, preocupação, confusão de informações, estresse e falta de controle, estima-se que entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode sofrer alguma manifestação psicopatológica.

De acordo com a psicóloga, nem sempre essas manifestações serão classificadas como doenças mentais. Muitos problemas psicológicos podem ser considerados normais e momentâneos diante do atual cenário. “O impacto vai depender da vulnerabilidade da pessoa no momento. Cada problema psíquico se manifesta de uma forma em cada indivíduo”, explica Pavani. “A maior ferramenta para essas questões é o autoconhecimento, reconhecer o que faz bem e o que não faz”, complementa.

O sono que já não é como antes, a capacidade de concentração nos estudos e/ou no trabalho também não é a mesma, o cansaço parece que ‘bate’ com mais facilidade, o sentimento de incerteza, inquietação diante de situações rotineiras, sensação que a cabeça não opera no mesmo ritmo do corpo, são sinais de que algo não vai bem. “É importante ficar atento e analisar bem a intensidade e a duração desses episódios, e se tem gerado alguma dificuldade para a vida rotineira, seja nos relacionamentos interpessoais, nas atividades e no trabalho”, explica a psicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Como amenizar?

Se a pessoa está passando por um momento de sofrimento prolongado, o primeiro passo é procurar um clínico geral, que realizará exames e poderá encaminhá-la para consulta com psicólogo e/ou psiquiatra. Para evitar risco de contaminação pela Covid-19, diversas instituições de saúde estão realizando consultas on-line.

Uma dica importante da especialista é procurar o que faz bem. “A OMS define que ter saúde não corresponde somente ao corpo físico, mas também ao bem-estar psíquico, social e espiritual. E muitas vezes nos esquecemos disso, acreditando que saúde é somente ausência de doença. “.

Se conectar com a natureza, ter mais plantas em casa para cuidar, adquirir novos hobbies, consumir mais arte e cultura mesmo que virtualmente. Além disso, organizar a rotina, separar os espaços de trabalho dos de descanso, limitar o uso de redes sociais e estabelecer limites para si mesmo, tirar 30 minutos a uma hora por dia para alguma ação de autocuidado, e praticar exercícios, são atividades que podem ajudar a aliviar a solidão, a angústia, a tristeza, a apatia ou a inquietação. Fazer um plano de atividades do dia, mas um plano consciente, que não vá potencializar mais o estado aflitivo caso não consiga cumpri-lo.

“Não é preciso mudar tudo de uma só vez. Estabeleça algumas prioridades e procure reconhecer as pequenas conquistas do cotidiano. E caso e esteja em sofrimento psíquico, procure por ajuda profissional, afinal, os tratamentos de saúde mental existem para isso”, pontua a psicóloga, que ainda lembra que o desafio é coletivo, portanto ao aderir ao isolamento social e ficar em casa, a pessoa está se protegendo e ajudando toda a população.

“Se o desafio é coletivo, o único caminho para superarmos essa crise é por meio da união e do exercícios com responsabilidade das recomendações das autoridades em saúde pública”, declara.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Como ajudar a alguém com baixa autoestima a melhorar

Você quer ajudar uma pessoa que tem baixa autoestima e não sabe como? Quer que ela se sinta melhor, só que não sabe o que dizer ou como lidar com ela?

Muita gente tem dificuldade com isso. Alguns acham que estão ajudando uma pessoa querida a se sentir melhor em relação a si mesma, mas acabam apenas piorando a situação.

É preciso entender o que significa baixa autoestima e como as pessoas que sofrem com isso pensam e agem para enfim conseguir ajudá-las. Quer saber como ajudar efetivamente alguém importante para você que está passando por isso? Então leia o texto até o final.

É possível aumentar a autoestima de alguém?

Nesse raciocínio, o melhor jeito de ajudar uma pessoa com baixa autoestima é incentivar que a pessoa tome atitudes que deixem ela orgulhosa de si mesma . Assim, ao invés de focar em pensar positivo, a gente está focando em agir positivo. No entanto, essas atitudes positivas vão ser diferentes para cada pessoa.

Muitas pessoas dizem, por exemplo, que fazer atitudes de organização, como limpar a casa, organizar sua rotina ou cuidar de um bichinho, faz com que elas se sintam muito orgulhosas de si. Isso tem impacto na autoestima.

Como ajudar uma pessoa com baixa autoestima?

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Como a gente falou ao longo desse texto, a baixa autoestima é uma opinião negativa que você tem de si mesmo. Essa opinião negativa não é apenas baseada no que você pensa sobre si mesmo, mas também baseada nas suas atitudes.

Quanto mais você preenche seu dia com atitudes que te deixem orgulhoso de si mesmo, maior será a sua autoestima. Por isso, o melhor jeito de ajudar uma pessoa com baixa autoestima não é fazendo elogios e convencendo ela de que os pensamentos dela estão errados. No lugar disso, você deve incentivá-la a praticar as ações que vão deixá-la orgulhosa de si mesma.

Fonte: Eurekka

Lazer em ambientes abertos é importante para saúde física e mental

Especialistas dizem que as chances de contágio são reduzidas, ainda mais aliadas ao distanciamento social e uso de máscaras

Mesmo com alta nos casos de covid-19 em todo o país, a prática de lazer e atividades físicas ao ar livre, em parques e praias, é benéfica à saúde. Mas qual é o risco de frequentar ruas, praias e parques? Infectologistas dizem que o contágio pode ocorrer ao ar livre, mas as chances são muito reduzidas. Isso porque o ar livre dispersa e dilui o vírus. Mas sempre há chances de ocorrer infecções em ambientes externos.

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O risco de ser infectado ao passar rapidamente ao lado de um corredor ou ciclista em um parque ou praia não é alto, pelo menos na ausência de um espirro ou tosse, e é ainda mais baixo à distância. As atividades solitárias transmitem menos partículas que os esportes coletivos ou as brincadeiras na água, explica Maura Salaroli de Oliveira, gerente médica da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. “Ir sozinho ou com as pessoas da sua bolha de quarentena minimiza o risco.”

Outro cuidado é não fazer das atividades ao ar livre um motivo de aglomeração e de estar muito próximo com aquelas pessoas que não fazem parte do nosso círculo de convívio habitual. “Então é preciso manter o distanciamento de 1,5 m das pessoas, usar máscaras e a higienização das mãos”, complementa a médica.

Os parques também têm se mostrado um ambiente tranquilo e seguro. Os brinquedos para as crianças atraem as famílias, que muitas vezes residem em apartamentos. Mesmo com um lockdown extremamente rigoroso, a Inglaterra sempre permitiu que as pessoas frequentassem parques, por 30 minutos por dia. Por fim, a infectologista aconselha que, enquanto a doença não é controlada de forma definitiva, o recomendando é evitar lugares aglomerados, em especial aquelas pessoas que pertencem ao grupo de risco para a Covid-19.

Impactos na saúde mental

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Com a pandemia prestes a completar um ano, as pessoas que trabalham diariamente em home office relatam sentir a necessidade de descansar. A coordenadora da Unidade de Psicologia do Hospital Sírio-Libanês, Daniela Achette, recomenda o lazer e a socialização com cuidado. “O lazer é um fator protetivo para nossa saúde mental, uma vez que proporciona descanso, divertimento e desenvolvimento”.

Para isso, ela indica ambientes abertos livres, espaços ventilados e enfatiza a necessidade do uso das máscaras, trocá-las após três horas de uso ou quando começarem a sentir umidade nelas e ter sempre álcool em gel. Segundo a psicóloga, apesar de necessário, o período de isolamento social intensificou um quadro de problemas psicológicos no país, como o humor deprimido, as alterações no sono, apetite, conflitos familiares, insônia, medo, irritabilidade, a sobrecarga emocional e a exaustão mental.

Fonte: Sírio-Libanês

Síndrome de Burnout: você pode estar doente e não sabe

Estresse demais no trabalho por um longo período de tempo pode causar Síndrome de Burnout, fique atenta

No início dos anos 1970, após se autodiagnosticar com um intenso esgotamento profissional recorrente, o psicanalista alemão Freudenberger, denominou esse mal como Síndrome do Esgotamento Profissional, logo depois passou a ser conhecido como Síndrome de Burnout, do inglês to burn out (podendo ser traduzido por “ser consumido pelo fogo”).

A Síndrome de Burnout, associada ao estresse extremo e contínuo no ambiente de trabalho, acaba gerando um estado de exaustão física, emocional e mental. Esse estresse pode ser causado pelas cobranças impostas pelos superiores, seja para cumprimento de horas e datas impossíveis para realizar determinado trabalho, pelo excesso de trabalho mental, por trabalhos em situações tensas ou que apresentam alto risco de acidentes, podendo levar até a morte, ou ambientes de trabalho desarmoniosos e opressivos.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana é importante que todos saibamos que merecemos ser respeitados em nosso ambiente de trabalho, e não devemos aceitar jornadas exaustivas ou qualquer tipo de desrespeito. Nossos superiores e colegas de trabalho não podem normalizar gozações, bullying ou outras situações constrangedoras. Se percebermos que nossos limites não estão sendo respeitados, devemos procurar o setor de recursos humanos da empresa, o psicólogo da empresa ou até mesmo o nosso sindicato.

Esse distúrbio psíquico que acaba afetando todas as áreas da vida da pessoa, por causa do acúmulo de trabalho envolvendo estresse contínuo e tensão emocional, atinge todos aqueles trabalhadores e profissionais de vários setores da sociedade, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, publicitários, operários que trabalham na construção de edifícios, cargos de elevada confiança e responsabilidade, enfim, qualquer trabalho em que há pressão intensa e constante pode levar o indivíduo a sofrer de Síndrome de Burnout.

Os principais sintomas são: cansaço mental e físico extremos, irritabilidade e agressividade, dificuldade de concentração e lapsos de memória, insônia, baixa autoestima, desânimo, depressão, dores de cabeça, sentimentos de fracasso e isolamento social.

“A Síndrome de Burnout também pode acontecer com profissionais liberais, quando eles impõem a si mesmos jornadas de trabalho exaustivas ou múltiplos empregos, como médicos, enfermeiros, advogados, e outros” – complementa Aline.

Para se evitar ou minimizar os impactos da Síndrome de Burnout é necessário que a pessoa tenha um momento para ela, para fazer aquilo que lhe dá prazer: ler, assistir filmes ou sua série preferida, passar o tempo com familiares, conversar com amigos, fazer passeios e viagens, enfim, ter aquele tempo de pausa. Muitas vezes só nos damos conta do problema quando já é tarde. Temos que conhecer os nossos limites. Isso é qualidade de vida. Devemos nos lembrar que não há dinheiro no mundo que compense a perda da nossa saúde.

“Em caso de dúvidas se a situação que está ocorrendo é ilegal, também podemos consultar um advogado. O importante é não esquecermos que, mesmo sendo funcionários de uma empresa e tendo obrigações, também temos direitos que devem ser respeitados” – finaliza Aline.

Caso você apresente os sintomas citados ou tenha suspeitas de que está acometida pela Síndrome de Burnout, deve procurar um psiquiatra para o adequado diagnóstico e tratamento.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicoterapeuta Junguiana. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia. Atende presencialmente na cidade de Lajeado (RS) e também online.

“Coronofobia”: a nova vilã da saúde mental

Psiquiatra alerta para medo excessivo relacionado à Covid-19

O coronavírus continua trazendo muitos problemas nesses 17 meses de pandemia – o número de mortes por conta do vírus, juntamente com o medo da população mundial, continua crescendo. Essa aflição, quando excessiva, ganha um novo nome: coronofobia.

Sintomas de ansiedade e medo de contrair o vírus da Covid-19 têm feito com que pessoas se sintam inseguras em todo e qualquer lugar. Um estudo feito pela National Library of Medicine analisou 500 casos de ansiedade e depressão e certificou que todos estavam ligados à crise da Covid-19. O termo “coronofobia” foi criado no final de 2020 e traduz uma ansiedade grave diante do vírus e da pandemia, tanto em contraí-lo, quanto em disseminá-lo.

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Segundo a psiquiatra e professora de Saúde Mental no curso de Medicina da Universidade Positivo, Raquel Heep, quem tem essa fobia não percebe e acredita que o seu comportamento está correto e os outros é que estão errados, causando um sofrimento muito grande para a pessoa.

“É importante ressaltar que esse tipo de ansiedade não é saudável, fugindo dos padrões de incertezas que todos nós temos. É normal ter um certo grau de ansiedade, mas essa preocupação excessiva traz prejuízos físicos e funcionais. É claro que lavar as mãos, usar álcool em gel, máscara e manter o distanciamento social são atitudes necessárias, mas quem sofre com a coronofobia possui comportamentos como lavar as mãos a ponto de machucá-las e usar máscara dentro de casa, ou até mesmo para dormir. São pessoas que não saem de casa mesmo quando necessário”, aponta.

Pessoas com coronofobia também dão muita importância a sintomas que não são preocupantes e acabam até mesmo se automedicando, podendo gerar crises de pânico e problemas físicos. A professora recomenda que, quem identificar sinais de medo excessivo deve agendar uma avaliação com um profissional especializado em saúde mental, principalmente psicólogo ou psiquiatra, que vai avaliar a necessidade, ou não, de medicação para o controle da ansiedade.

“Esse segundo ciclo da pandemia trouxe mais inseguranças a todos nós, mas temos que nos manter esperançosos e não deixar que toda essa situação nos traga ainda mais prejuízos”, salienta.

Fonte: Universidade Positivo

Dicas para amenizar a ansiedade nos relacionamentos online

Apostar em hobbies e cuidar da saúde mental são importantes para enfrentar o momento de incertezas

Já estamos há mais de um ano enfrentando o distanciamento social e não temos previsão de quando as restrições serão amenizadas. A ansiedade causada pelo momento de incertezas afeta a todos de alguma forma.

Para os solteiros, a sensação de solidão pode ser ainda maior. Porém, o Bumble, o primeiro e único aplicativo de relacionamento do mundo onde as mulheres dão o primeiro passo, notou um aumento no uso das ferramentas dentro do app, o que mostra que as pessoas estão, mais do que nunca, buscando conexões significativas.

“Percebemos um aumento nos níveis de engajamento dentro do aplicativo com os recursos de encontros online – como chamada de voz e de vídeo -, e tivemos um aumento de quase 70% no uso de chamadas de vídeo depois que o estado de emergência foi declarado na primavera passada nos Estados Unidos. Como chegamos a mais de um ano com restrições e distanciamento social, é emocionante ver um forte senso de esperança e otimismo em nossa comunidade ao usar ferramentas digitais como o Bumble para continuarem conectados”, diz Whitney Wolfe Herd, CEO e fundadora do Bumble.

Para ajudar seus usuários a lidarem com a ansiedade dentro e fora do aplicativo, o Bumble compartilhou algumas dicas:

Lembre-se que você não é a única passando por isso

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O mundo inteiro está sentindo os efeitos do momento que estamos vivendo. As chances de a pessoa com quem você está se conectando estar passando pelas mesmas aflições que você, são grandes. Pode até ser uma boa opção conversar com sua conexão sobre os sentimentos de exaustão e insegurança do período. Compartilhar sentimentos pode fazer com que vocês fiquem mais próximos.

Cuide da sua saúde mental

Insira atividades em sua rotina focando no autocuidado. Meditar, ter uma lista com afirmações positivas ou até escutar uma música que te deixe animada pode ajudar. Apostar nos hobbies também é uma ótima opção, como cozinhar, dançar ou qualquer outra atividade que melhore o humor.

Seja gentil consiga mesma

Estamos vivendo uma realidade completamente diferente, então não seja tão dura consigo mesma. Quando der o primeiro passo no Bumble, não tenha medo de ser você mesma – principalmente quando estiver conhecendo melhor sua conexão. Seja gentil com você e com o outro que tudo vai transcorrer de forma mais tranquila.

Dê um tempo, se precisar

Seja honesta com seus sentimentos, principalmente quando se trata de relacionamentos. É importante reconhecer as emoções e analisá-las. Se estiver se sentindo triste, insegura ou cansada, permita-se sentir tudo isso. Estar ciente destes sentimentos vai fazer com que você não se sobrecarregue. O Bumble entende a importância de se desconectar e por isso criou o modo “Não Perturbe”. Desta forma, o perfil fica inativo, porém o usuário não perde nenhuma conexão, podendo retomar quando quiser.

Não se pressione

Conhecer pessoas e se conectar deve ser leve e divertido. Relacionamentos devem somar às nossas vidas e não torná-las mais difíceis ou estressantes. Se a jornada não estiver mais te trazendo alegria, se permita dar um tempo, para que, quando voltar para o aplicativo, você esteja mais confiante.

Se você se sentir ansiosa durante sua jornada dentro do Bumble, o aplicativo traz diversos textos com temas sobre saúde mental. Para acessar, basta entrar no seu perfil e clicar no ícone da ferramenta “Segurança e Bem-estar” ou acessar o link safety.bumble.com.

Para saber mais baixe o app na loja de aplicativos do seu celular.

Sobre o Bumble

O Bumble foi fundado por Whitney Wolfe Herd em 2014 e é o primeiro aplicativo de relacionamentos feito para empoderar mulheres. No Bumble, as mulheres dão o primeiro passo para a criação de relacionamentos mais saudáveis e igualitários O aplicativo foi construído em torno de gentileza, respeito e igualdade, por isso responsabiliza seus usuários por suas ações e tem tolerância zero para ódio, agressão ou intimidação. O Bumble é gratuito e está disponível em todo o mundo na App Store e no Google Play.

Saúde mental: qual o papel da suplementação?

A nutrição é um importante aliado na busca pelo equilíbrio das emoções e pode auxiliar no tratamento de estresse e ansiedade

No Brasil, a saúde mental exige constante atenção, afinal, 30% da população sofre com o estresse diariamente. Pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmam que 2 milhões de brasileiros são portadores do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e revelam que 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão, valor acima da média mundial (4,8%). Além da depressão, outro quadro emocional que compromete a qualidade de vida de cerca de 10% dos brasileiros é a ansiedade.

Somado a isso, um estudo conduzido por Pfefferbaum e North (2020) comprovou que a pandemia no novo coronavírus foi um agravante para várias pessoas que já lutavam contra esses distúrbios. E para algumas pessoas, a adaptação à rotina de isolamento social e o medo da doença foi gatilho para o desenvolvimento de psicopatologias.

Saúde mental e física: um ciclo de interdependência

Os transtornos mentais estão associados a alterações fisiológicas e metabólicas. O estresse, por exemplo, pode gerar reações como a redução do número e da formação de neurônios, diminuição da memória e da cognição, redução da imunidade, aumento da pressão arterial, alterações da microbiota intestinal, modificação da absorção de nutrientes, entre outros, como explica a nutricionista e consultora da Naiak Karla Maciel.

Ela explica: “Os impactos da saúde mental não excluem a saúde física: na verdade, as duas são interdependentes e igualmente importantes na busca por qualidade de vida. Por isso, pensar em estratégias que auxiliem na modulação dessas desordens e dos sintomas gerados por elas é fundamental”.

Como a alimentação e a saúde mental se relacionam?

Que a prática frequente de atividades físicas, cessação do tabagismo, redução do consumo do álcool e uma alimentação saudável e equilibrada são importantes aliados da saúde física, todo mundo já sabe. No entanto, esses fatores também contribuem imensamente na busca do equilíbrio emocional. “ Esses hábitos auxiliam na modificação positiva das emoções, inclusive nas desordens mentais, proporcionando melhora dos seus sintomas e, inclusive, reduzindo a morbidade e mortalidade”, conta Karla.

A nutrição por si só já desenvolve um papel fundamental na qualidade de vida. Quando combinada com uma suplementação de qualidade, a alimentação equilibrada promove a saúde cerebral e função neurocognitiva a partir da ação na fisiologia do sistema nervoso central. Ela é capaz de modular a inflamação e o estresse oxidativo, além de fornecer substâncias como a seratonina e Gaba, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios, ou células nervosas, e as outras células do corpo, além de apresentarem efeito na redução do cortisol, o ‘hormônio do estresse’.

Magnésio: um regulador de emoções

eCycle

Uma substância crucial para a estabilidade do organismo é o magnésio. Esse elemento é responsável por mais de 300 reações enzimáticas, mas seu consumo foi reduzido pelo padrão de produção de alimentos utilizado atualmente. Por vezes, é necessário complementar a falta desse nutriente com a suplementação. Karla explica que “A deficiência de magnésio impacta no sistema nervoso central, propiciando diversas alterações mentais, como depressão, agitação e ansiedade”.

Taurina: a fonte da concentração

A taurina é o segundo aminoácido mais abundante no sistema nervoso, e é precursora de Gaba um neurotransmissor que age em sintonia com a serotonina, na redução da ansiedade. Além disso, ela é fundamental no suporte cognitivo, atuando na melhora do foco e da concentração, em todas as fases da vida, o que é benéfico em indivíduos em situações de estresse e ansiedade e podem ser um coadjuvante no tratamento de portadores de TDAH, já que essas patologias causam uma deficiência na concentração e no foco.

Tauromind

Entre os produtos da Naiak está o Tauromind, um suplemento que combina o magnésio e taurina (525 mg de magnésio taurato), resultando em um produto aliado da saúde neurológica e cardiovascular, pela ação integrada desses nutrientes. É um produto isento de glúten e lactose, além de ser vegano. Com selo de garantia da matéria-prima utilizada na sua formulação, é garantia de eficácia e qualidade na sua rotina de suplementação.

Fonte: Naiak

Estudo da Unifesp mostra relação dos hormônios do apetite e distúrbios de humor em mulheres na pós-menopausa

Os índices de depressão e de ansiedade, que já cresciam e preocupavam autoridades do Brasil e do mundo em geral, ano após ano, têm aumentado ainda mais em consequência das incertezas e dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19. Há quem diga, inclusive, que lidamos atualmente com duas pandemias, a de Covid-19 e a dos distúrbios mentais.

Nesse sentido, dois estudos realizados pelos Departamentos de Fisiologia, Psicobiologia e Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), trouxeram informações relevantes acerca da relação entre os distúrbios do humor e os hormônios do apetite, principalmente em mulheres na pós-menopausa.

“Apesar da depressão e da ansiedade serem patologias conhecidas e muito estudadas, pela sua complexidade e íntima relação com nosso sistema nervoso central as causas destes distúrbios mentais ainda não são completamente entendidas, o que pode dificultar o tratamento correto. Em dois estudos, pudemos observar, por exemplo, que além do excesso de peso, a grelina, que é o hormônio da fome, e a leptina, hormônio da saciedade, estão intimamente relacionados com a depressão e ansiedade, em mulheres na pós-menopausa”, explica Maria Fernanda Naufel, pós-doutoranda em nutrição pela Unifesp e uma das responsáveis pelos estudos. Os artigos foram publicados nas revistas Scientific Reports e Menopause.

No estudo veiculado no periódico Menopause Journal, foram incluídas tanto mulheres na pré-menopausa, com idade entre 40 e 50 anos e que representaram o grupo controle, quanto mulheres na pós-menopausa, entre 50 e 65 anos. Já no estudo publicado no periódico Scientific Reports, foram incluídas somente mulheres na pós-menopausa, com idade entre 50 e 65 anos, que apresentavam algum grau de depressão, excluindo, portanto, aquelas não deprimidas.

Em ambos os estudos foram analisadas medidas antropométricas por meio de bioimpedância avançada. Sintomas de depressão e ansiedade foram avaliados por questionários. Também foram dosados inúmeros parâmetros bioquímicos e hormonais por meio de amostras de sangue e saliva, além de parâmetros clínicos.

“Entre os principais resultados, constatamos que, além da obesidade total, obesidade abdominal, avançar da idade e resistência à insulina influenciarem de forma expressiva em quadros de depressão e ansiedade, observamos que a leptina e a grelina são fortes preditores independentes, que se associaram positivamente e respectivamente com a ansiedade e depressão, na população estudada. Ou seja, averiguamos que quanto maiores os índices de leptina maiores os sintomas de ansiedade e quanto maiores os níveis de grelina acilada (antes chamada de grelina ativa) maiores os sintomas de depressão, em mulheres na pós-menopausa”, destaca Maria Fernanda.

De acordo com a pesquisadora, “estudos já haviam encontrado receptores de grelina e leptina em zonas do cérebro responsáveis pela regulação do humor, e por meio de nossos estudos foi possível observar uma estreita associação entre estes hormônios do apetite e distúrbios mentais.”

Apesar de constatar a relação dos hormônios da fome e saciedade com a depressão e a ansiedade, Maria Fernanda ressalta que ainda não é possível concluir se estes efeitos são positivos ou negativos para o humor.

“Essa associação pode refletir tanto uma resposta fisiológica do corpo tentando lutar contra a depressão e ansiedade – neste caso, os hormônios estariam atuando como antidepressivos ou ansiolíticos -, quanto podem ser um fator causal destas patologias. Estudos experimentais levam a crer que estes hormônios auxiliam na melhora dos distúrbios de humor, contudo, mais estudos em humanos são necessários para se chegar a uma conclusão.”

Outros resultados constatados nos estudos incluem o fato de mulheres na pós-menopausa apresentarem maiores índices de depressão, ansiedade, obesidade total e obesidade abdominal, quando comparadas às mulheres na pré-menopausa. “Assim, é de suma importância monitorar o ganho de peso e alterações de humor em mulheres na pós-menopausa, para um diagnóstico e tratamento precoce, preservando com isso a qualidade de vida”, conclui a pesquisadora da Unifesp.

Fonte: Unifesp

Hoje é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar: entenda importância de se lembrar a data

É fundamental entender a importância do Dia Mundial do Transtorno Bipolar para estimular a busca de tratamento, minimizando os efeitos desse transtorno e promovendo o equilíbrio emocional. Entre outras características, o distúrbio é marcado por sintomas relacionados à instabilidade do humor e ao nível de disposição do indivíduo para manter a rotina.

Neste post, Luciana Mancini Bari, médica do Hospital Santa Mônica, irá explicar o que é, como surgiu essa data e por que ela é tão importante para divulgar o conhecimento sobre a doença. Confira, ainda, algumas curiosidades acerca do tema em diferentes lugares do mundo e a importância do tratamento para conter os impactos desse problema na saúde mental.

O que é e como surgiu o Dia Mundial do Transtorno Bipolar?

Foto: MedicalNewsToday

O objetivo dessa data é chamar a atenção de todo o mundo para os efeitos dos transtornos bipolares sobre a qualidade de vida e o convívio social do paciente. Tão importante quanto levar informação sobre como lidar com esse distúrbio é trabalhar medidas educativas para eliminar o estigma social a ele associado. Tudo isso em caráter mundial.

O dia 30 de março foi escolhido em todo o globo como a ocasião oportuna para educar e sensibilizar a população sobre os riscos que essa doença representa, não apenas para o portador como para a saúde pública. Em resumo, o surgimento dessa data simboliza a chance de se trabalhar uma questão que desafia pacientes, familiares e profissionais de saúde.

Ainda que a causa exata do transtorno bipolar não seja esclarecida, pesquisas sugerem que a origem do problema esteja associada a alterações nos níveis de importantes neurotransmissores coordenados pelo cérebro. Esse desajuste seria a base para o surgimento de episódios eufóricos alternados com depressão, a principal característica do distúrbio.

Qual a importância do Dia Mundial do Transtorno Bipolar?

O objetivo da celebração da data é destacar a relevância do incentivo ao diagnóstico precoce e do tratamento. Segundo dados da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), entre 76% e 85% dos portadores de transtornos mentais não têm acesso a nenhum tipo de tratamento.

O maior problema da ausência de intervenção é que, com o passar do tempo, o paciente acumula significativos prejuízos e incorre no risco de evoluir para desordens emocionais e psíquicas mais graves. Além disso, a falta de suporte adequado para esses pacientes gera implicações sérias no aspecto pessoal, familiar, social e profissional.

Logo, falar da relevância dessa data é primordial para ajudar o paciente na aceitação do distúrbio. Infelizmente, muitos que têm acesso aos tratamentos ignoram os sintomas e não buscam ajuda. Por tal razão, divulgar conhecimento sobre o transtorno bipolar é de suma importância, pois é preciso esclarecer que é possível contornar o problema por meio de intervenções adequadas.

Como o tema é tratado nos diferentes lugares do mundo?

O Dia Mundial do Transtorno Bipolar é referenciado mundialmente, pois o intuito é disseminar informações sobre uma desordem emocional que ainda gera tantas dúvidas. O esclarecimento é fundamental, não apenas para motivar a busca de tratamento como também para combater, em caráter global, o preconceito sobre a doença.

Independente do local do globo, a proposta é a mesma: a data funciona como meio de promover a conscientização mundial sobre a doença. Assim, o objetivo é chamar a atenção para os transtornos bipolares e a relação deles com outros desequilíbrios mentais. Igualmente relevante é a contribuição da data para diminuir o estigma social inerente ao tema.

Quais são as principais curiosidades acerca do Dia Mundial do Transtorno Bipolar?

Autorretrato com Chapéu de Palha (inverno de 1887–88) do pintor Vincent Van Gogh

O dia 30 de março foi escolhido para celebrar o Dia Mundial do Transtorno Bipolar devido ao aniversário de Vicent Van Gogh, um dos principais expoentes da pintura pós-impressionista. Após a morte desse artista plástico holandês, estudos indicaram que, possivelmente, ele seria portador do transtorno bipolar. Por isso, essa data foi escolhida em homenagem a ele.

Demi Lovato e Mary Lambert são celebridades contemporâneas que utilizam suas redes sociais para divulgar informações sobre a doença, além de estimular o combate ao estigma do transtorno bipolar. Vale destacar, ainda, que os sintomas variam muito e, por isso, cada paciente requer uma análise diagnóstica muito específica.

Outro ponto importante a respeito do transtorno, e que exige uma investigação diagnóstica precisa, é que os sintomas são muito parecidos com os de outras desordens emocionais. Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tanto no Brasil como na esfera global há muitos subsintomas relacionados à doença.

Essa característica faz com que seja necessário um acompanhamento profissional constante para tratar o distúrbio antes que ele evolua para quadros mais graves. Na maioria das vezes, os sinais de bipolaridade podem surgir relacionados à depressão, à esquizofrenia, ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e também à ideação suicida.

Qual a importância do tratamento desse transtorno?

O diagnóstico final de bipolaridade pode ser demorado devido à semelhança dos sinais sugestivos de transtorno com outras doenças. Efeitos colaterais de tratamentos equivocados e falhas da família no fornecimento do histórico comportamental do paciente são fatores que comprometem a confirmação diagnóstica.

Contudo, o tratamento pode ser feito à base de ansiolíticos e antidepressivos usados para controle de distúrbios emocionais como depressão e ansiedade, que geralmente estão associados à bipolaridade. Combater os sintomas dessas desordens psicológicas ajuda a minimizar os impactos do transtorno bipolar sobre a rotina do paciente.

Igualmente relevante é a terapia em grupo ou familiar, visto que o tratamento em conjunto com o paciente ajuda a visualizar soluções para reduzir os conflitos que podem surgir como consequência da bipolaridade. Harmonizar as relações cotidianas e estimular o fortalecimento de vínculos de confiança é essencial para um controle mais eficiente desse transtorno.

Pode-se concluir, por fim, que celebrar o Dia Mundial do Transtorno Bipolar também promove maior conscientização quanto à relevância da avaliação diagnóstica precoce e da submissão ao tratamento. Aproveitar essas datas especiais para falar da importância da prevenção da saúde mental contribui para diminuir os estigmas e preconceitos sobre o tema.

Fonte: Hospital Santa Mônica

Os estigmas do TDAH: por que ainda existe muito preconceito sobre essa doença?

Comportamentos do ator e cantor Fiuk no BBB 21 colocam no holofote os problemas ocasionados pela falta de informação e tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

O BBB 21 vem chamando a atenção do público pelo comportamento de alguns de seus confinados desde o início do programa. Um deles é o ator e cantor Fiuk. Dias atrás, ele teve dificuldade em compreender as informações da Prova do Anjo, entre outras atitudes, e virou motivo de meme na internet, além de várias manifestações, tanto dos próprios participantes que estão na casa, quanto da audiência nas redes sociais.

Inconformada com a repercussão, sua equipe resolveu se pronunciar, dizendo que parte das dificuldades de relacionamento e até de entendimento se dão justamente porque ele é portador de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e está sem medicação.

“Fiuk sofre de TDAH, depressão e ansiedade. O principal sintoma é a desatenção extrema, que pode resultar na impercepção de coisas ditas como óbvias por muitos do tribunal da internet que o julgaram ignorantemente após a prova do Anjo”, afirma o comunicado. Mas, de fato, o que é o TDAH?

Segundo o médico psiquiatra e fundador do canal Saúde da Mente, Marco Antonio Abud, existem três esferas que caracterizam o transtorno: a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade. “Esse problema, se não tratado, pode levar a vários prejuízos pessoais, profissionais e a um nível de sofrimento gigantesco para o portador. Dificuldades extremas coma execução de tarefas simples do dia a dia, por exemplo. Se as pessoas que estão em volta não têm ciência do problema, muitas vezes surgem julgamentos como preguiçoso, não comprometido, desinteressado, falta de força de vontade, ou até mesmo caracterizado como uma pessoa incompetente”.

O psiquiatra lista dez características comuns de comportamentos do dia a dia que podem caracterizar a presença do TDAH em um adulto:

=Ocorrência de atrasos constantes;
=Direção impulsiva no trânsito (com mais infrações, multas e maior risco de acidentes);
=Falta de foco ao participar de reuniões longas, distraindo-se com outros pensamentos;

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=Cansaço intenso e distraibilidade ao ter que fazer tarefas não estimulantes;
=Grande dificuldade com relacionamentos, pela dificuldade de escutar o outro e de se lembrar de compromissos;
=Excesso de procrastinação para atividades consideradas chatas ou repetitivas;
=Sensação de não conseguir relaxar, parecendo estar com o motor ligado o tempo todo;

=Dificuldade para priorizar tarefas;
=Explosões de raiva intensas e repentinas, que passam em minutos, agindo, depois, como se nada tivesse acontecido;

=Desorganização extrema de objetos, roupas e outros itens do dia a dia.

Até bem pouco tempo atrás, de acordo com Abud, os especialistas apontavam que o TDAH só existia na infância. Mas, hoje, estudos já levaram essa teoria por terra. “Existem casos de TDAH que vão se manifestar mais tarde. É necessário que os sintomas estejam presentes desde antes dos 12 anos de idade, mas, em alguns casos, a criança e o adolescente usava a inteligência para superar os problemas de atenção. Mas, quando a pessoa se depara com as diversas tarefas e demandas da vida adulta, o diagnóstico fica mais evidente”

O médico destaca ainda outras atitudes que podem sinalizar a presença do TDAH em um adulto. “Existem vários adultos que só conseguem cumprir , com excelências, tarefas com prazo apertado, ‘na última hora’, o que leva a um gigantesco gasto de energia e sofrimento. Outros, terminam relacionamentos abruptamente, de forma impulsiva. Ou trocam de emprego sem planejamento devido a dificuldade em gerenciar emoções negativas e frustrações. Normalmente são pessoas inteligentes, muito capacitadas, mas sentem que não conseguem conquistar o sucesso e reconhecimento compatíveis com seu nível intelectual.”

O TDAH não tratado gera diversos prejuízos para o portador da doença, que são exacerbados com os estigmas e estereótipos presentes na nossa sociedade, como o que está ocorrendo com Fiuk. “A maneira como a sociedade sente prazer em brincar com a dor do próximo é devastadora. Os transtornos psíquicos e seus estigmas jamais devem ser motivos de zombaria”, reforça o comunicado da equipe.

Existem várias personalidades mundiais que assumiram publicamente que têm o transtorno e estão em tratamento. Celebridades como os cantores Adam Levine (Maroon 5) e Justin Timberlake e o nadador Michael Phelps mostram que o TDAH nada tem a ver com falta de capacidade. “Eles são exemplos claros de que pessoas com TDAH podem alcançar eficiência, prestígio e reconhecimento caso tenham tratamento”, conclui Abud.