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Psiquiatra analisa porque o número de suicídios tem aumentado durante pandemia

Por trás da máscara protetora contra o vírus pode estar uma outra doença mascarada: a depressão, responsável por 97% dos casos que levam ao suicídio

O Brasil registra mais de 13 mil casos de suicídio por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Considerado pela OMS como o oitavo país do mundo com maior número de casos e levar 32 brasileiros por dia, o suicídio é uma questão de saúde pública que pode ser prevenível em 90% dos casos, mas, durante a pandemia, os números tendem a aumentar.

O psiquiatra Diego Tavares, especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, alerta que a depressão do transtorno bipolar causa o dobro dos casos de suicídio da depressão clássica, mais conhecida pela maioria das pessoas. Mas por que pouco se fala na depressão com bipolaridade em um tempo em que confusão de sentimentos tem tomado conta da população em geral?

Segundo o especialista, em transtornos de humor a maior parte das pessoas ao se deparar com temas relacionados a suicídio como automutilação, tentativas de suicídio e o próprio suicídio consumado, acaba dando atenção exclusiva aos fatores agravantes mas não aos fatores predisponentes biológicos como as doenças psiquiátricas.

Muitos são os estressores ou gatilhos que levam ao suicídio, ainda mais em um tempo de tantas incertezas, medos e inseguranças, mas pouco se fala sobre as raízes de um comportamento suicida. E é disso que precisamos falar quando pretendemos prevenir o suicídio: agir nas raízes do problema.

“Quem se suicida está doente, isso é um fato, mesmo que a doença esteja silenciosamente oculta, e na maior parte dos casos está, o suicídio traz, em algum grau, alguma desordem no sistema nervoso, nas regiões desregulação emocional. O suicídio é um problema que começa no cérebro e termina na ação, agravado por estressores psicossociais”, diz.

Para exemplificar, Tavares enumera os tipos de depressão:

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Depressão melancólica: é a retratada nos filmes e, por isso, é o que a maior parte das pessoas acredita ser a única. É um tipo grave, porém raro de depressão, em que os pacientes podem apresentar intensa lentidão motora, ficam de cama, parados o tempo todo, não comem, não tomam banho e têm acentuada perda da capacidade de sentir prazer por coisas antes prazerosas. A característica principal da melancolia é a completa ausência de reatividade do humor, ou seja, a pessoa não se anima com nenhum estímulo positivo.

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Depressão ansiosa: os pacientes apresentam sintomas depressivos menos graves, porém há uma proeminência maior de sintomas ansiosos (medo intenso, preocupação, tensão, hipervigilância e insegurança).

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Depressão atípica: a pessoa sente um humor de apatia, sono excessivo durante o dia, aumento exagerado de apetite e reatividade do humor (melhora com fatores positivos eventuais). Costuma ser confundida com um esgotamento físico ou problemas como anemia, deficiência de hormônios etc.

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Foto: MedicalNewsToday

Depressão mista: é a mais perigosa e a que apresenta o maior risco de suicídio. São quadros de depressão com maior agitação mental, desespero, angústia, dificuldade de concentração por distração e pensamento acelerado, maior irritabilidade, comportamentos compulsivos que aliviam a depressão (fumar, beber, usar maconha, gastar dinheiro, abuso de calmantes, se masturbar etc), aumento da fala (reclamando e sofrendo com a depressão), labilidade de humor (momentos de grande variação emocional). Neste tipo, os pacientes podem apresentar com maior frequência ideias de suicídio como fenômeno associado ao intenso desespero e angústia presentes nesses quadros. Ocorre com frequência no transtorno bipolar, devido a mistura de elementos da depressão com elementos da fase maníaca (agitação, desespero, pensamento rápido, impulsividade aumentada etc).

De acordo com o especialista, a principal causa de suicídio são as depressões do transtorno bipolar (15% de frequência). Os tratamentos de depressões melancólicas, ansiosas e atípicas podem ser feitos apenas com medicamentos da classe dos antidepressivos mas quadros de depressão mista precisam de medicamentos da classe dos estabilizadores de humor (sozinhos ou associados aos antidepressivos).

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Pexels

“Mas, o mais importante de tudo é tratar a depressão como prevenção ao suicídio e sabermos que nem toda depressão se expressa da mesma maneira e que alguns tipos apresentam maior risco de suicídio. A depressão quando é grave não se cura sozinha e merece tratamento com medicamento e psicoterapia”, finaliza o especialista.

Fonte: Diego Tavares é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP), fez residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP). Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do IPQ-HC-FMUSP e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

Confira modalidades que além de cuidar do corpo fazem bem para a mente

Mais que estar em forma ou se movimentar, uma preocupação constante para quem enfrenta os desafios do isolamento social em tempos de pandemia é manter a saúde mental. Por esse motivo, ao se exercitar em casa, uma opção interessante é optar por atividades que aliam exercício e relaxamento.

Pérsio Schiapim, profissional de educação física especializado em preparação física da Scelta Academia, parceira ClassPass, explica que a serotonina e endorfina liberadas durante a prática de atividades físicas ajudam muito na parte emocional do nosso corpo, trazendo bem estar.

O profissional listou as melhores atividades para praticar na segurança de casa que trazem benefícios além dos físicos. Segundo o profissional, a ideia é aliar os objetivos com os recursos disponíveis. Confira:

Dança

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Imagem: Mzacha/Morguefile

Além de não exigir equipamentos específicos que são mais difíceis de encontrarmos em casa, a dança é uma atividade extremamente desestressante. Diminui tensões, relaxa a musculatura, controla a ansiedade, estimula a capacidade cardíaca e aumenta a auto estima. Além disso é ótima para melhorar o equilíbrio.

Alongamento

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Pixabay

Neste período de isolamento, Schiapim indica exercícios que fazem uso do próprio peso do corpo, como é o caso do alongamento. A prática é uma ótima opção para o momento pois é indicada para redução das tensões do corpo e aumento da flexibilidade.

Meditação

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Não é novidade que a meditação é uma prática excelente para a saúde mental em qualquer circunstância. Estudos apontam que, além de contribuir para a redução do stress e ansiedade, a prática é responsável por melhorar a função imunológica, auxiliar na qualidade do sono, memória e cognição. Em tempos de pandemia é uma aliada e tanto para o bem estar, especialmente psicológico.

Yoga

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Outra modalidade indicada pelo educador físico para relaxamento na quarentena. A orientação é escolher as práticas que envolvem apenas movimentos corporais, sem o auxílio de equipamentos. Além de auxiliar na postura, condicionamento físico, o yoga auxilia no controle da pressão e batimentos cardíacos, ajudando no combate à ansiedade e o stress. “ A importância desse tipo de aula é ser um momento para ter uma atenção plena, esvaziar um pouco a cabeça e poder equilibrar esse nosso lado que é fundamental”, completa Schiapim.

Fonte: ClassPass

Natura oferece aplicativo de meditação para reduzir ansiedade em tempos de isolamento

Marca tem aplicativo gratuito para quem quer iniciar prática que acalma a mente e aumenta a sensação de bem-estar físico e mental

Em tempos de distanciamento social e incertezas no Brasil e no mundo, a Natura está ainda mais focada no bem-estar e cuidado com as pessoas. Dedicada ao estudo da meditação há pelo menos sete anos, a Natura vem apostando na prática como uma importante ferramenta, sobretudo na promoção de bem-estar mental.

Em pesquisa científica realizada em parceria com o Instituto do Cérebro do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em 2018, foi comprovada a eficácia da meditação na diminuição de sintomas de estresse e promoção do bem-estar.

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“Manejo de estresse e ansiedade, redução das emoções negativas e aumento dos pensamentos positivos, melhora do sono, da memória e da atenção são alguns dos vários benefícios da prática já comprovados por inúmeros estudos científicos realizados em todo o mundo”, revela a gerente da área de Ciências do Bem-Estar da Natura, Carla Barrichello, e uma das idealizadoras do aplicativo de meditação da Natura.

De acordo com a especialista, a meditação tem esses efeitos positivos porque ajuda a acalmar a mente. “Ao meditar, nós saímos do piloto automático, trazemos a nossa atenção para o momento presente, acessando um lugar interno de mais tranquilidade e, sobretudo, ampliando a nossa capacidade de auto-observação e percepção do nosso mundo interno”, explica.

Algo que parece simples, mas é especialmente importante em momentos como o que estamos vivendo, no qual somos expostos a uma quantidade quase infinita de informações e notícias diariamente. Segundo Carla, assim como qualquer outro exercício, o segredo da meditação é a prática. “Comece fazendo apenas cinco minutos, escolha um ambiente o mais silencioso possível, e vá aumentando conforme for se sentindo mais confortável”, aconselha.

Disponível gratuitamente nos sistemas Android e iOS, o aplicativo Meditação Natura é uma boa opção para quem quer se iniciar na prática e incluí-la no cotidiano. A ferramenta conta com um programa de treinamento de oito semanas, onde a proposta é que sejam realizadas práticas diárias durante esse período, e sugestões de meditações guiadas de acordo com o seu objetivo, como amenizar o stress, dormir melhor, ter atenção plena na respiração, lidar com a raiva, entre outras.

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O app também oferece uma gama de paisagens sonoras autorais com sons da natureza que levam ao relaxamento. Frases inspiradoras, que podem ser compartilhadas nas redes sociais, e um relógio com sinos que marcam o tempo para quem prefere meditar em silêncio também estão disponíveis no app que, em breve, chegará em versões em inglês e espanhol.

A importância de se manter otimista em situações de isolamento

O terapeuta transpessoal Robson Hamuche sugere exercícios mentais e físicos para mitigar os efeito psicológicos do confinamento a que a população brasileira precisa se submeter em razão do Covid-19

Quando estreou em 2002, o programa televisivo Big Brother Brasil despertou nos telespectadores curiosidade e estranhamento. O interesse de muitos por esse tipo de entretenimento veio justamente do inusitado da situação, em que os participantes perdiam qualquer contato com o mundo externo, sendo obrigados a ficar confinados em uma casa.

Passados 20 anos, precisamos admitir que a vida é sobretudo irônica. No momento em que mais uma edição do reality show é transmitida, não são apenas os participantes do programa que estão confinados, mas boa parte da boa população brasileira e mundial.

Isso tudo para que consigamos nos proteger da pandemia do novo coronavírus, uma família de vírus que causa infecções respiratórias e que provoca uma doença chamada Covid-19. Trata-se de uma infecção com alto grau de contágio e que acomete com mais gravidade o chamado grupo de risco, formado por idosos com mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, asma, problemas cardíacos e renais, além de fumantes. Apesar disso, crianças e jovens saudáveis também se contaminam e podem transmitir o vírus para indivíduos do grupo de risco. Nesse sentido, a grande importância do confinamento.

Manter-se apartado de qualquer convívio social, no entanto, não é uma atitude fácil de se tomar. Problemas emocionais e psicológicos podem surgir deste isolamento. Nesse sentido, para o terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar e escritor, Robson Hamuche, antes de tudo, é necessário distinguir claramente o isolamento a que estamos submetidos atualmente da solidão. Esta pode ser sentida mesmo se a pessoa estiver rodeada de amigos, por exemplo. “Se ela já estiver repleta de pensamentos negativos e pessimismo, estar perto ou distante de alguém não fará nenhuma diferença”, justifica.

Dessa forma, de acordo com Hamuche, a experiência atual de confinamento não precisa necessariamente ser ruim, eivada de tristeza e solidão. “Em relação ao que estamos vivendo hoje, esse isolamento obrigatório, podemos encarar a situação de maneira negativa ou positiva, como sempre. Tudo depende de nós”, diz.

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Segundo o terapeuta, diante de tal situação, não é recomendável que fiquemos focados exclusivamente na doença. Informações sobre o vírus e como evitá-lo são necessárias e sempre bem-vindas, obviamente. Contudo, conforme Hamuche, sentar-se em frente a televisão e assistir apenas o crescimento exponencial do vírus no Brasil e no mundo e de como milhares de pessoas já faleceram em razão dessa doença, certamente acarretará problemas para a nossa saúde mental, gerando ansiedade e tristeza.

Apesar do momento difícil, é necessário, segundo o terapeuta transpessoal, que as pessoas se mantenham otimistas. “Elas devem estar conscientes do problema e tomando as providências necessárias para combatê-lo, mas repletas de pensamentos positivos e de esperança”, afirma.

Hamuche é autor do livro “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, que conta com diversos exercícios mentais e físicos, que certamente podem ajudar em situações de isolamento como a que estamos vivenciando na atualidade. De acordo com os ensinamentos do livro, ao invés de sucumbirem, apenas se alimentando de pensamentos negativos e sofrimento, as pessoas podem usar o momento para se redescobrirem, evoluírem mentalmente e se sentirem melhor.

Entre as ações recomendadas por Hamuche em tempos de quarentena estão: a meditação; a leitura; e até a arrumação da casa. Cuidar do corpo também é essencial, para isso exercícios físicos são indicados.

Quarentena não é sinônimo de férias e muitas pessoas continuam trabalhando em regime de home office. Para quem tem família, Hamuche sugere uma separação bem pensada das tarefas, afinal haverá outras pessoas com quem você estará dividindo o espaço. De nada adiantará esse tempo de isolamento, se você se dedicar apenas à função profissional. Nesse sentido, usar o tempo livre em casa para conversar com familiares é muito importante. “Aproxime-se, aproveite a ocasião para passar mais tempo juntos, ouça as dificuldades de seus familiares e entenda como pode ajudar”, sugere.

Para quem tem criança pequena, Hamuche recomenda ainda uma série de brincadeiras com o intuito de ajudar pais e mães na difícil arte de entreter os pequenos no período de isolamento. São atividades lúdicas, permitidas a todas as famílias, independentemente da condição sócio-econômica, pois são realizadas com brinquedos confeccionados a partir de materiais baratos (papel, papelão, pratinhos e copos de papel) e já existentes na casa (rolos de papel higiênico, caixa de fósforo, palitos e pregadores de roupa).

Por fim, o terapeuta acredita que essa situação delicada à qual o mundo atravessa é um momento propício para que as pessoas reflitam e evoluam, pois estão tomando consciência, à força, de que os seres humanos são interdependentes. “Se eu for contaminado por essa doença, posso transmiti-la para outros, o que fará o mundo inteiro sofrer. Fronteiras não separam nada”, argumenta.

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Desse modo, de acordo com Hamuche, torna-se claro e evidente que não somos apenas indivíduos isolados, ou seja, que dependemos de muitos outros, e que precisamos agir de maneira conjunta para não sofremos ainda mais. “Precisamos aproveitar o ensejo para compreendermos que somos uma sociedade integral”, encerra.

Como reorganizar a rotina pode ajudar sua saúde psíquica na quarentena

Quebra da rotina pode trazer impactos psicológicos diversos para pessoas diferentes; conheça algumas estratégias para manter a saúde mental diante da pandemia

Por Valéria Dias – Jornal da USP

Você acorda, toma café, vive normalmente sua rotina diária. Um dia, um vírus que até pouco tempo estava longe, em outro continente, e você conhecia vagamente apenas pelos noticiários, entra na sua casa sem bater na porta e interrompe, não apenas a sua, mas a rotina de toda uma sociedade. Mas qual o impacto psicológico dessa quebra abrupta que a quarentena e a pandemia trouxeram? E o mais importante: como amenizar o problema?

Para o professor e psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, do Instituto de Psicologia da USP, o momento exige que todos reorganizem suas rotinas. “Um dos primeiros efeitos da quarentena é a desorientação atencional. A pessoa se sente mais confusa, menos concentrada, muito mais cansada. Ela pensa que vai trabalhar em casa e vai conseguir descansar, mas não é isso que acontece. Porque uma série de apaziguadores que nós temos no trabalho, como a pausa para o cafezinho ou a conversa com o colega, são suspensos”, aponta o psicanalista.

É uma crise geral, mas é muito importante a gente ter em mente que isso tudo vai passar. Pode demorar muito tempo, pode demorar mais tempo do que a gente gostaria, mas vai passar”, ressalta. É como uma guerra: uma hora termina. Dunker lembra que é uma situação que vai ter várias fases e agora estamos apenas começando. “Ter consciência disso é muito importante para fazer a travessia deste momento”, aponta.

Dunker destaca os possíveis efeitos da quarentena em dois grupos de pessoas. O primeiro é de quem nunca foi ansioso, mas passa a ter ansiedade; nunca teve insônia, mas fica com dificuldade de dormir, apresenta reações muito agressivas ou irritadas; ou então começa a se sentir confuso ou desorientado.

Do outro lado, estão aquelas pessoas cujos efeitos da quarentena irão intensificar as dificuldades e fragilidades que já estavam presentes antes. Por exemplo, para um paciente com uma orientação paranoide (um tipo de transtorno de personalidade), é possível que a quarentena ou incremente o sofrimento ou traga um efeito relativamente apaziguador. Outro exemplo são as pessoas com fobia social e que diariamente lutam para ir ao trabalho. Em casa, elas podem se ver em um ambiente mais protegido, mais favorável.

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Christian Ingo Lenz Dunker – Foto: Reprodução via Facebook

Dunker conta que vários de seus pacientes com algum tipo de depressão disseram a ele que agora as coisas estavam melhores, pois antes da quarentena era muito difícil sair da cama ou de casa e agora não precisavam mais se preocupar com isso, podiam passar o dia de pijama, demorar mais para sair da cama etc. O professor alerta que, no caso dessas pessoas, o que agora está sendo sentido como um relativo alívio, pode se tornar potencialmente mais grave com o passar do tempo.

Uma atitude preditiva para um mal percurso, de acordo com o psicanalista, são aqueles que negam a gravidade da epidemia. “Esse tipo de negação é muito ruim porque, no fundo, a gente sabe que é uma espécie de autoengano, às vezes, de autoengano coletivo. E tende a produzir uma espécie de ruptura, de violação, de sentimento de traição, de instabilidade psíquica derivada da ruptura das nossas referências simbólicas”, diz.

Dunker também chama a atenção para a forma como algumas pessoas lidam com o medo, emoção esperada diante da situação: com excessivo compartilhamento de informações. Ele destaca que os dados confiáveis são muito importantes, agem até como medidas protetivas. Mas há quem, em vez de se acalmar, se aquietar e se conter, age com muita compulsividade, seja na obtenção ou na disseminação de informações, sem uma reflexão ou contextualização.

Tarefas a cumprir

Quem está na quarentena tem algumas tarefas a cumprir, de acordo com o psicanalista. A primeira é a reorganização cotidiana, pensar em horários para fazer cada coisa. A segunda tarefa é cuidar da higiene e manter a salubridade corporal, pois vamos entrar em um período de baixa atividade física e isso nos fragiliza. Dunker diz que o Youtube para encontrar a técnica mais adequada para cada pessoa. Mas é preciso selecionar bem as fontes de informação, também neste caso.

Ele também recomenda a prática da meditação e lembra que o Conselho Regional de Psicologia autorizou o tratamento psicológico online. Se os sintomas de ansiedade e depressão passarem da conta, o psicanalista sugere procurar ajuda de um profissional da área e pensar em um tratamento via internet.

Para o equilíbrio mental, o psicanalista sugere fazer pausas ao longo do dia e encontrar atividades que não sejam exatamente produtivas, mas sim restaurativas: pode ser uma leitura, a jardinagem, o cuidado com os animais, ou a arrumação de armários e da casa, mudar os móveis de lugar, etc. “Eu acho a leitura uma boa prática para isso, diferente das telas [televisão, celular, computador], porque a leitura convoca uma reestruturação da atenção da pessoa. Você precisa entrar no livro, seguir o personagem.”

Outra coisa muito importante é a recuperação dos laços afetivos e sociais. Aquele avô ou avó talvez precise de alguns empurrões para, finalmente, entrar no mundo digital, e conversar, por exemplo, via Skype (um comunicador de voz e imagem via internet).

Dunker lembra que há lugares onde o Skype fica ligado durante o dia, continuamente, e não apenas durante as ligações, assim podem ouvir e partilhar a rotina diária com pessoas que estão em outra residência. São usos diferentes para recursos que já estamos acostumados.

Sobre as crianças, elas demandam, segundo o professor, uma atenção especial, pois terão mais dificuldades em substituir os laços físicos pelos digitais. É um momento para acompanhar o filho mais de perto, contar histórias, participar das brincadeiras, interações que foram perdidas ao longo do tempo.

“Para os pais que vivem dizendo ‘eu não tenho tempo pra isso’, agora chegou o momento de fazer esses ajustes. Também é necessário observá-las, se pararam de brincar, se se isolaram demais, se estão comendo e dormindo direito, porque a quarentena é uma situação muito adversa e elas são muito sensíveis para captar a preocupação dos adultos”, informa o psicanalista.

Os pais precisam falar a verdade sobre a quarentena porque, em geral, mentir nesse momento aumenta a problemática. A criança vai ter de lidar com pensamentos como “por que será que os meus pais estão me escondendo alguma coisa?”, além de todas as outras pressões que atingem a todos neste momento. Os idosos também demandam muita atenção pois geralmente mantêm uma relação muito específica com o cotidiano e são muito sensíveis às reformulações mais radicais

Para Dunker, é um momento para cultivarmos a solidariedade, o altruísmo e também a humildade, pois estamos diante de algo maior e mais poderoso que nós. É preciso fazer essa travessia em conjunto e não viver esse momento de forma excessivamente individualizada.

O pior e o melhor de cada um

É uma situação limite, inédita, que está trazendo o melhor e o pior do ser humano. De um lado, o aumento abusivo do preço do álcool em gel e as pessoas estocando comida e papel higiênico. Do outro, exemplos de solidariedade, amizade e empatia, como os daqueles que se oferecem para fazer as compras dos vizinhos idosos. Para Dunker, isso traz respostas criativas, mas também respostas egoístas e destrutivas. Um bom conselho é ficarmos mais tolerantes com nós mesmos e com os outros. Ao mesmo tempo, poderão surgir oportunistas, que se aproveitarão desse momento delicado e da fragilidade alheia para enganar pessoas.

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De um lado, há quem nunca foi ansioso, mas passe a ter ansiedade, insônia, reações agressivas ou se sinta desorientado; de outro, existem pessoas cujos efeitos da quarentena irão intensificar dificuldades que já estavam presentes antes – Arte sobre silhueta Flaticon e Pixabay

A tendência é os preconceitos aumentarem

“Na história da humanidade, as pestes sempre foram associadas com o estrangeiro. Isso às vezes se entranha nos delírios de perseguição que já estão aí funcionando no nosso lado social. Acho que o Brasil está em uma situação muito desvantajosa em relação a outros lugares pela situação de polarização”, opina

Segundo o professor, outra coisa bastante complexa, mas necessária de ser trazida à discussão, é que todos nós vamos ficar mais pobres. Temos menos produção e as pessoas que vivem na informalidade viverão um perigo maior, inclusive de sofrer efeitos secundários da quarentena, como dificuldades de se alimentar, e isso pode levar a um aumento da violência. “Esse é o lado pior. Mas, no aspecto positivo, quero crer que essa situação possa nos ajudar a reformular completamente nossos pactos de trabalho e financeiros”, sugere.

Dunker diz que estamos vivendo em uma anomia (suspensão da ordem normal) e isso deve afetar e deve valorizar as novas formas de contratos que podemos estabelecer com funcionários, patrões, ciclo produtivos etc. E isso não se resume a trabalhar ou dar aulas de casa. Vai muito além, pois é uma situação que vai durar muito tempo e vamos ter de nos preparar para isso, inclusive, reduzindo nossas expectativas de gastos e de ganhos, e entender isso como um processo comum a todos.

Para o professor, vamos ter a oportunidade de ver a civilidade e a incivilidade da barbárie que já estava aí no país. Ele lembra que os esforços civilizatórios ainda podem ser tomados e as guerras – uma boa metáfora para o enfrentamento ao coronavírus – sempre trouxeram grandes avanços tecnológicos, inicialmente, na área da defesa, mas que depois foram integrados à sociedade.

Dunker destaca que, atualmente, há um esforço para disciplinar a população, de fazer ela obedecer as orientações das autoridades de saúde e incorporar a ideia de que a quarentena está sendo feita para o bem coletivo e não individual. Para ele, estamos em uma circunstância que pode ser educativa para o nosso país.

Como diz Freud, [Sigmund Freud (1856-1939), médico psiquiatra austríaco criador da psicanálise] é uma situação que pode convocar os nossos fantasmas para a gente bater um papo com eles e resolver assuntos pendentes.”

Ebola, SARS e quarentena

No dia 14 de março, a revista científica The Lancet publicou a revisão The psychological impact of quarantine and how to reduce it: rapid review of the evidence. Dentre 3166 artigos das bases Medline, PsycINFO e Web of Science analisados por pesquisadores do King’s College (Reino Unido), foram selecionados 24 estudos realizados em dez países sobre pessoas que passaram por quarentena em função da SARS, ebola, influenza H1N1, síndrome respiratória do Oriente Médio, e de influenza equina.

A revisão mostrou que a quarentena pode trazer impactos psicológicos negativos, como estresse pós-traumático, confusão e raiva, entre outros. Dentre os fatores que levam ao estresse, os artigos destacam uma maior duração da quarentena, medos de infecção, frustração, tédio, suprimentos inadequados, perdas financeiras e estigmas. O texto destaca a importância de uma comunicação rápida e eficaz, de as pessoas em quarentena entenderem o porquê da situação, e os benefícios do isolamento, entre outras considerações.

Dunker ressalta a qualidade dos artigos, mas aponta algumas diferenças em relação ao que está ocorrendo na sociedade brasileira, pois estamos enfrentando algo completamente distinto. Uma delas é o tempo de duração da quarentena. Um ou outro artigo da revisão citava períodos de 20 ou 30 dias. Aqui no Brasil, há estimativas de que a quarentena deve ultrapassar esse período.

Outro ponto são as doenças analisadas, entre elas SARS e ebola, muito diferentes da covid-19. No caso da ebola, cuja letalidade é muito alta, Dunker lembra da variável cultural, pois os casos ocorreram em países africanos, onde a sociabilidade é diferente, e o agrupamento, a presença e o convívio com a família são bem distintos do restante do mundo.

Fonte: Jornal da USP

Carnaval, redes sociais e saúde mental – por Isabel Marçal*

A “revolução tecnológica”, da qual estamos a bordo, vem transformando o modo como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. O impacto da tecnologia – cada vez maior em nossa rotina diária – trouxe muitas mudanças positivas, porém, é preciso ficar atento aos malefícios que a utilização indiscriminada pode acarretar. Muitos estudos relacionam o tempo de uso da internet com questões de saúde mental. Depressão, transtornos alimentares e suicídio parecem estar ligados à vida online, notadamente ao uso de redes sociais.

jovem mulher usando celular pexels

Segundo a empresa britânica GlobalWebIndex – que estuda o tempo que usuários passam em redes sociais em todo o mundo – o Brasil é o segundo país que mais fica conectado em redes sociais. Em média, passamos 3 horas e 25 minutos por dia nas redes, atrás apenas dos filipinos, com um pouco mais de 4 horas. Supondo um tempo médio de sono de oito horas diárias, isso significa que usamos 20% do nosso dia conectado em redes sociais.

Existem épocas que as postagens nas redes sociais se tornam mais frequentes e praticamente “obrigatórias”. Quais são elas? Os eventos pré-estabelecidos culturalmente e que se tornaram fontes de bem-estar e realização. Passam por eles, aniversários, férias, Natal, Ano-Novo e Carnaval. Destes momentos, o Carnaval é tido como um ápice de alegria e satisfação.

Na visão antropológica é um ritual de reversão, no qual os papéis sociais são invertidos e as normas de comportamento são suspensas, fazendo com que possam ser realizados desejos reprimidos. No Brasil, essa é a maior festa popular e um dos maiores feriados do ano. São cinco dias, para os mais tradicionais, de momentos de pura diversão, sendo tudo registrado e postado em tempo real. E este é um cenário rico para que as comparações com os outros aparecem, impreterivelmente, quase que automática.

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“A baixa autoestima, sintoma bem contemporâneo do sofrimento moderno, se intensifica na relação virtual, ampliando a sensação e a suposição imaginária de que o outro pode, é ou possui o que lhe falta”, afirma psicanalista e colunista voluntária do Instituto Bem do Estar, Mirmila Musse. De acordo com um estudo da Royal Society For Public Health, do qual participaram 1.500 voluntários de 14 a 24 anos, sendo que 90% deles utilizam mídias sociais, o Instagram é o líder do ranking de redes sociais mais aliadas à sensação de solidão e ansiedade.

Além de ser descrito pelos jovens como mais viciante do que cigarros e álcool. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa faixa etária é a que mais sofre com problemas de saúde da mente, sendo a depressão uma das principais causas de adoecimento e deficiência entre eles. Enquanto o suicídio é a segunda maior causa de morte entre os indivíduos de 15 a 29 anos de idade.

As redes sociais mexem com o nosso instinto do reconhecimento social, aquela sensação boa que você tem quando recebe muitos likes em uma foto que acabou de postar. Os pesquisadores, do estudo citado acima, apontam que o Instagram é uma rede social muito focada na imagem, por isso, gera sentimentos de inadequação e ansiedade nos jovens. A interação na internet não gera uma recompensa social real – e isso pode levar a pioras em quadros de sofrimento psíquico.

O grande segredo para proteger sua saúde da mente dos malefícios das redes sociais reside em não permitir que sejam substitutas da vida real e da convivência com outros seres humanos. Além disso é necessário que alguns hábitos sejam adotados:

=preste atenção em como você se sente nas interações virtuais;
=pense em para que elas te servem e o que realmente quer consumir;
=restrinja redes que não te tragam benefícios;
=estabeleça o tempo que você gostaria de passar em cada rede;
=limite onde e quando utilizá-las;  
=pratique momentos ou até períodos de desconexão total, periodicamente.

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Aproveite o Carnaval para estar presente, curtindo o momento com as pessoas ao seu redor ou até sozinho, descansando. Desconecte-se do mundo paralelo – e por vezes imaginário – das redes sociais e sinta a alegria do Carnaval. A saúde da sua mente agradece.

*Isabel Marçal é cofundadora do Instituto Bem do Estar, Isabel Marçal é especialista em gestão de projetos sociais, com 15 anos de experiência no setor de Impacto Social. Apaixonada pela vida, seres humanos e suas relações. Sonha com uma sociedade mais saudável e justa, por isso, acredita que o primeiro passo esteja na consciência individual de cada ser humano.

 

Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo OMS

Janeiro Branco chama atenção para saúde mental

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com sintomas do transtorno.

Já este ano, uma pesquisa da Funcional Health Tech — empresa especializada em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde — demonstrou que, de 2014 a 2018, o consumo de antidepressivos cresceu 23% no país. Todos esses dados só reforçam ainda mais a importância da campanha Janeiro Branco, uma ação que visa evidenciar temas ligados à saúde mental.

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“O Brasil acompanhou um movimento mundial, na década de 70, ao instituir a Reforma Psiquiátrica, que tirou a Saúde Mental da margem social e a colocou como sendo estrutura primordial dos Direitos Humanos no país. Expandimos a nossa compreensão a respeito da vida e do bem-estar emocional, estruturas fundamentais para lidar com nossa correria e turbulência do cotidiano. Com isso, direcionar um mês do calendário anual para discutir sobre a saúde emocional é um grande presente e precisamos aproveitá-lo com afinco”, destaca o psiquiatra da Clínica Maia, Ygor Czovny.

De acordo com a OMS, saúde mental não é apenas ausência de doença ou sintomas, mas um estado completo de bem-estar físico, emocional e social. “Se o indivíduo percebe que algum setor de sua vida está apresentando dificuldades, este é o momento de buscar ajuda e garantir um tratamento rápido e eficaz. É importante não esperar o total comprometimento emocional ou profissional, por exemplo, para ir atrás de suporte”, alerta o especialista.

Segundo o médico, alguns sinais podem indicar que a saúde emocional não vai bem e é preciso estar atento, são eles o excesso de pensamentos negativos, medos constantes, preocupações excessivas, que podem levar a quadros de insônia, compulsão alimentar, tristeza intensa e sintomas físicos de ansiedade como taquicardia, sudorese, frio na barriga.

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Foto: Shutterstock

“Vale ressaltar que a pessoa não deve hesitar ao procurar auxílio profissional para tratar uma saúde mental possivelmente debilitada. Quando temos, por exemplo, sinais de uma pneumonia, procuramos um médico clínico ou pneumologista, certo? Assim também é na saúde emocional: psiquiatra, psicólogo e terapeuta são os profissionais responsáveis pelo tratamento desses e outros sintomas de alerta que, em alguns casos, podem indicar um quadro psiquiátrico sério, mas perfeitamente tratável”, finaliza.

Fonte: Clínica Maia

20 metas simples de serem cumpridas para ser mais saudável em 2020

Especialista em emagrecimento Edivana Poltronieri indica 20 metas para cumprir no próximo ano e melhorar a qualidade de vida

Obter uma vida mais saudável é um dos objetivos número um para muitas pessoas a cada virada de ano, mas que muitas vezes acaba se perdendo no decorrer do ano. “É comum começarmos um novo ano focados em cumprir nossas metas, mas com a correria do dia a dia acabar deixando de lado”, comenta a especialista em emagrecimento Edivana Poltronieri, do 5S Estilo de Vida Saudável.

“Isso acontece também porque as pessoas acham que para viver uma vida saudável é preciso fazer grandes mudanças, sendo que mudar pequenos hábitos já podem trazer um ótimo resultado”, completa.

Confira as dicas da especialista para, enfim, bater essa meta:

1 – Beber a quantidade de água ideal
Manter-se hidratado diariamente está relacionado integralmente com um melhor funcionamento do corpo e da mente. O ideal é beber 35ml a cada kg para quem é sedentário e 70ml para quem se exercita.

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Dica da especialista: “Para quem esquece de beber água, a dica é colocar alarmes no celular ou carregar sempre uma garrafinha para sempre lembrar de ingerir o líquido.”

2 – Consumir mais frutas e verduras
O próximo ano pode ser o momento ideal para inserir mais frutas e verduras – ricos em água e fibras que fortalecem a flora intestinal evitando diversas doenças, além de suas vitaminas e minerais que nutrem as células e evitam a tal “fome oculta”.

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Dica da especialista: “Caso não seja muito fã de comer a fruta/verdura pura, comece a preparar picolés de frutas, salada de frutas, tortinhas de legumes e sucos detox com frutas, verduras e vegetais, por exemplo.”

3 – Variar os alimentos
Que tal diversificar mais o cardápio? Um novo ano é um ótimo momento para experimentar novos tipos de alimentos, inclusive aqueles que você já tentou ingerir uma vez e não gostou, porém, preparado de outra forma especial.

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Dica da especialista: “Quanto mais você variar os alimentos saudáveis, mais vitaminas e minerais diferentes serão ofertadas ao corpo, o que ajudará no aceleramento do metabolismo, prevenindo doenças e ajudando no sistema imunológico”

4 – Comer sal sem excesso de sódio
O consumo excessivo do sal pode gerar problemas de saúde como hipertensão e doenças cardiovasculares. Preste atenção no quanto de sal você coloca na sua comida e vai diminuindo aos poucos. O vilão em si não é o sal, mas o sódio que ele carrega.

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Dica da especialista: “Prepare um delicioso e saudável sal de ervas combinando diversas especiarias a seu gosto batidas no liquidificador com uma pitadinha de sal. Assim você realça o sabor sem precisar exagerar no sódio.”

5 – Usar o açúcar a seu favor
Assim como o sal, o açúcar pode ser um vilão da alimentação saudável e, quando ingerido em abundância, é capaz de provocar doenças como diabetes e obesidade.

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Dica da especialista: “Diminua aos poucos a quantidade usada no café, chá e sucos. Substitua também o suco de fruta adoçado por fruta in natura. Em bolos e tortas troque o açúcar por frutas secas ou naturais e quando bater a vontade louca de comer um chocolate prefira 70% cacau.”

6 – Jogar força nos alimentos de verdade
Alimentos que parecem práticos para o consumo (industrializados), muitas vezes, apresentam produtos químicos artificiais e sintéticos que não contribuem com quem quer atingir o objetivo de ser mais saudável.

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Dica da especialista: “Comida de verdade é o alimento que você encontra na natureza e que não foi modificado. Jogue força nele e ele jogará força e vitalidade em você!”

7 – Prestar mais atenção nas embalagens
Comece a olhar sempre nas embalagens dos alimentos os seus nutrientes e composições antes de adquiri-lo. Caso a embalagem apresente informações não tão claras, o produto certamente não é saudável.

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iStock

Dica da especialista: “Para 2020 tente desembalar menos e descascar mais!”

8 – Ficar de olho nas bebidas
Essa meta vale para todas as bebidas, principalmente refrigerantes, sucos concentrados e álcool. A ingestão excessiva de bebidas industrializadas pode ajudar na obtenção e no agravamento dos problemas de saúde. Afinal, não são bebidas de verdade.

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Dica da especialista: “Que tal começar a saborear chás naturais e água aromatizada com frutas e ervas? Seu corpo e sua mente agradecerão.”

9 – Fazer novas amizades e cuidar das antigas
Essa meta tem tudo a ver com a era tecnológica em que estamos vivendo. Estudos apontam que manter os laços de amizade é o grande segredo da verdadeira felicidade e da longevidade.

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Dica da especialista: “Desgrude do celular e grude mais em pessoas. Amigos que possam rir e chorar juntos, jogar conversa fora e visitar, conseguem suprir o que nenhum bem material proporciona dentro de nós.”

10. Mexer o corpo
Essa meta é comum na lista de muitas pessoas e o próximo ano pode ser o momento certo para, finalmente, dar início na prática de uma atividade física. Se você é sedentário, comece praticando pequenas caminhadas ou substituindo o elevador por escadas, por exemplo. Após 1 mês, o corpo já estará acostumado e você poderá intensificar o exercício, realizando pelo menos 15 minutos por dia. Se você já realiza algum exercício físico, que tal tentar algum esporte ou outra modalidade diferente?

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Eurogimnas

Dica da especialista: “Para quem deseja emagrecer aconselho o HIIT: rápido, completo e prazeroso. Há várias séries disponíveis no YouTube.”

11 – Desenvolver habilidades culinárias
Para ter um maior controle da sua alimentação, nada melhor do que preparar o seu próprio alimento. Desenvolver e aprimorar habilidades culinárias pode ser uma das metas para 2020, pois, além de ser um hobby que aguça a criatividade, também é uma justificativa para comer aquilo o que gosta de maneira saudável, afinal, quem escolhe os alimentos é você.

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Dica da especialista: “Assista vídeos de culinária, adquira e-books de receitas, faça cursos rápidos, compre uma boa faca e acessórios e divirta-se criando na cozinha!”

12 – Planejar com antecedência sua semana
Faça um calendário e, nele, coloque todas as suas atividades da semana, incluindo o cardápio de alimentos, exercícios físicos, horário livres, entre outros. Nada melhor do que uma semana organizada para conseguir concluir todas as metas.

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Dica da especialista: “Você pode anotar tudo em um caderno ou baixar aplicativos que te ajudem no planejamento semanal. Chega de desculpas!”

13 – Dormir mais e melhor
Pessoas que dormem pouco ou inadequadamente tendem a sofrer com o organismo desregulado e com aumento da fome, tornando-se um fator para o aumento de peso. Para manter ou chegar no peso ideal é fundamental dormir bem, por no mínimo, 8h diárias.

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Foto: chamomileteaonline

Dica da especialista: “Evite atividades agitadas e intensas antes de dormir, assim como o celular e notícias. O quarto deve estar em escuridão e silêncio total. Tome um chá morno de maracujá com camomila. Inspire e expire lentamente e profundamente. O resultado será uma boa noite de sono”.

14 – Organizar a agenda
Selecione diariamente aquilo que é prioridade e deixe para realizar outras atividades conforme for concluindo as prioritárias. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo só causará estresse e angústia, prejudicando a meta de se tornar uma pessoa com uma melhor qualidade de vida.

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Dica da especialista: “Tome as decisões mais complexas ou difíceis sempre pela manhã quando seu cérebro ainda está cheio de energia”.

15 – Metas alcançáveis para começar
Nos primeiros meses do ano, comece com metas objetivas que serão possíveis de serem concluídas. Depois, vá aprimorando-as conforme for concluindo.

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Dica da especialista: “Não tente cortar todos os doces logo em janeiro ou querer correr uma maratona até fevereiro. Comece por pouco, com pequenas mudanças que se tornarão mudanças efetivas no final do ano e para toda a vida. Lembre-se: prefira sempre o longo caminho curto do que o curto caminho longo.”

16. Persistir sempre
O começo será muito desafiador, mas o importante é persistir! Se acontecer deslizes, mantenha o foco e recomece no próximo dia. É necessário entender que nem sempre todos os dias serão apropriados para se tornar uma pessoa saudável e que tudo depende apenas de você.

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Pexels

Dica da especialista: “Ter alguém inspirador por perto pode ser um grande aliado. Um mentor, um amigo ou alguém que você possa contar nos momentos que pensar em desistir”.

17 – Cuidar da vida financeira
Ser organizado financeiramente é uma meta que, quando cumprida, tornará a pessoa mais saudável mentalmente. Faça planilhas de gastos para ter um melhor controle dos lucros e prejuízos. Assim, será a melhor forma de monitorar eficientemente as economias do próximo mês.

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Dica da especialista: “Existem diversos aplicativos, consultorias e profissionais dedicados a ajudar a organizar sua vida financeira”.

18 – Fazer aquilo que te faz feliz
Não deixe de ter um tempo para você fazer aquilo que te faz feliz. Separe 1h por dia para realizar algo que goste muito até esse hábito se tornar frequente. Isso fará com que cada dia seja mais prazeroso.

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Dica da especialista: “Pode ser pintar, dançar, correr, aprender um novo idioma, malhar, tocar um instrumento, cozinhar, ler, aprender algo novo. 2020 é o ano de ser feliz!”

19 – Ter recompensas
Ter uma recompensa quando achar que está se saindo bem nas metas é primordial. Faça algo que goste como sair com os amigos, dançar ou até mesmo ficar em casa sem fazer nada. O importante é reconhecer o seu esforço e continuar praticando os hábitos saudáveis.

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Dica da especialista: “Olhe-se no espelho. Elogie-se mais. Parabenize-se. Sinta mais orgulho de você. E lembre-se: Sentimentos só se recompensa com outro sentimento, nunca com coisas”.

20 – Contar com ajuda de profissionais
Profissionais da área da saúde são pessoas que entendem sobre determinado assunto, então não há problema em solicitar um auxílio. “Se você achar que precisa de ajuda para concluir qualquer meta, entre em contato com um profissional de confiança”, indica a especialista.

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Dica final: “Se você conseguir realizar 20% das metas acima, já será 80% mais saudável e feliz e isso realmente acontece! Pode apostar”.

Fonte: Edivana Poltronieri é formada em fisioterapia pela Universidade de Vila Velha (ES), possui três pós-graduações, em Obesidade e Emagrecimento, Dermatofuncional e Cardiovascular e Respiratória. Mestre em Dermofarmácia e Cosmetologia pela Universidade de Barcelona, na Espanha. Cansada de fazer dietas e buscando emagrecer rápido e definitivamente, Edivana criou o 5S Estilo de Vida em 2015. 

Janeiro Branco: entenda a importância da campanha sobre saúde mental

Criado em 2014 por um grupo de psicólogos que, a partir de estudos, perceberam a necessidade de uma campanha de conscientização do cuidado com a saúde mental, o Janeiro Branco marca o primeiro mês do ano.

A psicóloga e psicanalista Andrea Ladislau explica, no entanto, que a saúde mental não merece atenção apenas no mês de Janeiro. É necessário cuidado durante todo o ano. “Se você possui equilíbrio e harmonia emocional, certamente você consegue resolver suas questões com muito menos sofrimento. O sofrimento e a angústia são gatilhos importantes para sinalizar que algo está errado. E é uma boa saúde mental que trará o sentido para sua vida”, afirma.

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Para Andrea, a terapia é uma excelente ferramenta na construção da plena saúde mental do ser humano. Através da terapia o indivíduo poderá ter contato com seu eu interior e administrar de forma leve os desafios que o mundo impõe a cada segundo.

Ainda segundo a psicanalista, o ser humano, de forma natural, possui uma preocupação exagerada com a estética, em função das cobranças do mundo moderno. Desta maneira acaba deixando de lado o cuidado e a atenção com a saúde mental.

“Uma mente doente pode estar acometida por diversos problemas e transtornos variados, como angústias, depressão, fobias exageradas, pânico, traumas e síndromes entre outros. A questão é que só vamos nos atentar para isso quando já estamos doentes mentalmente”, diz.

Cuidar da saúde mental requer buscar equilíbrio e leveza de forma a não se entregar a questões que possam atrapalhar a paz interior, de acordo com a psicanalista. Para isso, segundo Andrea, o autoconhecimento é um grande aliado neste processo.

“Devemos buscar conhecer nosso interior, nossas questões, nossos sentimentos, nossas reações e respeitar nossos limites. Ao fazer isso não estaremos negligenciando nosso eu. Assim, fica mais fácil lidar com o mundo a nossa volta e nos relacionarmos melhor com os outros. Se eu não me entendo e não me conheço, será muito mais difícil ter uma relação saudável com as pessoas a minha volta”, explica.

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Andrea enfatiza que, assim como o corpo possui limites, a mente também tem seus aspectos limitadores, o que pode ajudar muito ou também causar danos. “Preste atenção nas suas emoções e como lidar com elas. Um de nossos maiores tesouros e o que devemos almejar é a nossa qualidade de vida. Que passa tanto pelo aspecto da vivência em si, quanto da harmonia mental propriamente dita”, afirma. E complementa:

“Enfim, não seja negligente consigo mesmo. Respeite sua mente e seu corpo. Infelizmente, a urgência do mundo hoje, nos faz ver que todos os caminhos levam para a construção de indivíduos doentes mentalmente. Não seja um deles, busque seu equilíbrio, sua força motora e faça com que corpo e mente andem lado a lado para a conquista de uma vida feliz e consciente.”

Cuidados com a saúde mental

A OMS afirma que a saúde mental depende do bem-estar físico e social, lembrando que o conceito de saúde vai além da ausência de doenças. Esse conjunto é fundamental para que, como seres humanos, tenhamos plenas capacidades individuais e coletivas para pensar, nos emocionar, interagir uns com os outros e aproveitar a vida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem por depressão em todo o mundo, um transtorno mental frequente que afeta todas as faixas etárias, de qualquer raça, etnia ou classe social. A doença é a principal causa de incapacidade e é pauta de destaque quando se fala em saúde da mente.

 

 “Cuidar da saúde mental não é frescura”

Em apoio ao movimento, o Instituto do Cérebro promoverá plantão psicológico gratuito neste primeiro mês de 2020

Ainda há muita discriminação e falta de informação em relação aos transtornos mentais, principalmente a depressão. A neuropsicóloga Marcella Bianca Neves, fundadora do Instituto do Cérebro e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia – SBNP, reforça que apenas através de debates e conscientizações será possível quebrar esse tabu e alerta que a psicoterapia é fundamental para todas as pessoas.

“Atualmente, o preconceito é mascarado pela ignorância e pelos estereótipos que vitimizam os portadores de transtornos mentais – o que, além de dificultar a aceitação do distúrbio pelos próprios indivíduos, serve de empecilho para que se recuperem de uma doença tão perigosa quanto subestimada. O acompanhamento psicológico frequente é primordial para uma vida mais saudável e produtiva. Temos que mudar o paradigma de que a psicoterapia auxilia apenas indivíduos com graves problemas psicológicos. Cuidar da saúde mental não é frescura”, destaca Marcella.

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Foto: Shutterstock

De acordo com a especialista, qualquer comportamento que prejudique a autonomia na vida diária de uma pessoa merece atenção e os sintomas variam conforme o transtorno. “Em casos depressivos, por exemplo, sinais de isolamento social; tristeza; desânimo persistente; baixa autoestima; sentimentos de inutilidade; mudança de apetite; entre outros. Mas de modo geral, alterações no sono, confusão mental (temporal e espacial) e comportamentos disfuncionais tendem a ser sinais importantes para buscar ajuda profissional e iniciar uma investigação clínica”, pontua.

O Instituto do Cérebro Marcella Bianca incentiva as reflexões sobre as questões emocionais e afetivas e o cuidado com o bem-estar psíquico. Para contribuir com as ações da campanha Janeiro Branco, durante todo o mês de janeiro haverá plantão psicológico um dia por semana com atendimento gratuito à comunidade.

Consumo de antidepressivos no Brasil aumentou

Dados da Funcional Health Tech apontam que nos últimos quatro anos o consumo desses medicamentos aumentou 23%

Um estudo da Funcional Health Tech – empresa líder em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde – feito com base em 327 mil clientes da companhia, localizados em todo o país, demonstra que de 2014 a 2018 o consumo de antidepressivos cresceu 23%. Esse aumento contraria a tendência de consumo geral de medicamentos, que apresentou queda de 5% nesse período.

De acordo com o estudo, mulheres na faixa de 40 anos são as que mais utilizam antidepressivos. Ainda com base nos dados da Funcional Health Tech, foi criado um ranking de vendas de medicamentos, dividido por classes terapêuticas, que demonstra que a psiquiatria é a 10ª classe mais consumida no país. Dentro dessa classe, os medicamentos mais vendidos são antidepressivos e analépticos (drogas estimulantes do sistema nervoso central), depois sedativos e ansiolíticos (medicamentos usados no controle da ansiedade).

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“A saúde mental e a saúde física são duas vertentes fundamentais para o bom funcionamento do corpo humano”, diz Ricardo Ramos, médico e vice-presidente da Funcional Health Tech. “Ansiedade e depressão têm afetado a população do mundo todo e o cuidado especial com a ajuda de um médico especialista em saúde mental é muito importante”, ressalta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em escala global, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos. São 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. Na América Latina, o Brasil é o país mais ansioso e estressado. Cerca de 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão e 9,3% de ansiedade.

 

Por que os casos de ansiedade e depressão aumentam no fim do ano?

Frustrações por metas não alcançadas, sentimentos de perdas e principalmente o luto, são alguns dos motivos para entristecer as pessoas neste período

A proximidade com as festas de fim de ano, para a maioria das pessoas é sinônimo de alegria e de diversão, para outros, de tristeza e frustração. Mas por que as sensações costumam variar tanto de pessoa para a pessoa? Por que uma época do ano, em específico, costuma mexer tanto com os sentimentos?

Segundo o psicólogo cognitivo comportamental Emerson Viana, existem inúmeros fatores para isso e o principal é que costumam ficar mais sensíveis e pensativos nesta época, principalmente porque tudo o que estiver relacionado a situações vividas em anos anteriores, costumam voltar com força neste momento e nem sempre essas lembranças são positivas. Muitas vezes essas lembranças são acompanhadas de frustrações pela perda de um amor, ou pela sensação que mais um ano está se acabando e não foi possível reatar laços perdidos no passado.

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O psicólogo explica ainda que isso é normal, pois tendemos a fazer uma retrospectiva sobre os meses que passaram, o que inclui tanto as conquistas, quanto as frustrações. Além disso, as famílias costumam se reunir mais neste período e isso pode ser bastante doloroso para aqueles que perderam entes queridos ou que possuem problemas familiares. “E esse misto de sentimento pode desencadear reações adversas em cada pessoa. Alguns lidarão com isso de maneira mais leve, enquanto outros sofrerão antes mesmo que essa época chegue” – garante.

Para lidar com todos esses sentimentos que circundam o fim de ano é necessário tomar algumas atitudes que incluem a presença de um profissional especializado. O indivíduo precisa, avaliar o que deu certo e o que não deu de maneira imparcial, buscando entender o porquê de cada uma destas resoluções e pontuar o que ele pode fazer para ajustar a rota para o ano seguinte. “Mas este exercício é importante para o autoconhecimento e não para que a pessoa se frustre ainda mais, por isso é importante ser realizada com ajuda de um profissional” – reforça.

Além disso, outra dica importante para evitar a frustração é estipular metas que são possíveis de serem realizadas. Se junto com a meta, não for criado um plano para conquistá-la, é quase impossível dela se realizar.

“Muitas pessoas chegam ao meu consultório frustradas com elas mesmas, por não terem alcançado os planos que traçaram no último dia do ano, mas quando começamos a terapia, fica evidente que isso não seria possível. Uma pessoa extremamente sedentária, jamais conseguirá se tornar uma atleta se não houver preparo e acompanhamento médico, por exemplo. Assim como realizar aquela tão sonhada viagem; se a pessoa não estiver disposta a economizar e abrir mão de algumas coisas. Assim, é importante buscar ajuda para alcançar suas metas.” – evidencia Viana.

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O psicólogo finaliza dizendo que muitos destes objetivos só são possíveis com dedicação e cuidado emocional. É importante conhecer a motivação para cada um destes sonhos; buscar entender o que eles significam e para isso a terapia é uma grande aliada na hora de lidar com emoções que são difíceis de serem compreendidas. O autoconhecimento ainda é o principal fator para um ano leve e feliz.

Fonte: Emerson Viana é psicólogo cognitivo comportamental formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Neste período, estagiou em importantes centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia