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Check-up anual: a importância de realizar exames de rotina

Especialista da Criogênesis esclarece principais dúvidas sobre o assunto

Para garantir a boa saúde, ter um estilo de vida saudável é superimportante. “Mais do que manter uma boa alimentação ou a prática de exercícios físicos, envolve também a realização periódica de exames e consultas médicas como forma de prevenção” destaca  Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP .

Entretanto, é comum surgirem algumas dúvidas sobre a realização do check-up. Por isso, o especialista listou os questionamentos mais comuns acerca do tema. Confira:

• A partir de quantos anos recomenda-se a avaliação médica anual?

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Foto: UC Health

Embora não exista uma idade padrão, especialistas acreditam que a partir de 35 anos é necessário criar esse costume de visitas regulares. Porém, isso pode variar de acordo com cada perfil dependendo do seu histórico familiar.

• Qual a importância do check-up?

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Ajuda a prevenir e detectar precocemente doenças como hipertensão e diabetes, além de patologias assintomáticas, melhorando a qualidade de vida por meio de bons hábitos.

• Com que frequência devo procurar um profissional da saúde?

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Uma vez por ano em casos de indivíduos saudáveis e a cada três meses em casos onde a pessoa possua alguma doença preexistente.

• Quais exames costumam ser solicitados no check-up?

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Os mais comuns são hemograma, urina e fezes, colesterol, eletrocardiograma (ECG), glicemia, tireoide, mamografia e papanicolau, no caso das mulheres, e próstata, para os homens.

• Fiz um exame e o resultado não foi o esperado. O que fazer?

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Caso algum resultado apresente alteração, o paciente deve ser orientado a buscar ajuda profissional de um especialista para que exames complementares sejam solicitados, indicando assim quais os possíveis tratamentos.

Fonte: Criogênesis

Dois copos de refrigerante por dia aumentam risco de problemas circulatórios

Estudo de setembro analisando centenas de milhares de pessoas associou consumo de refrigerantes a maior risco de problemas circulatórios e morte prematura. Pesquisadores observaram que problema provém de bebidas açucaradas artificialmente e ricas em açúcar.

Independentemente do seu peso, se você não larga o refrigerante e mantém seu consumo frequente, é bom começar a se preocupar. Isso por que um novo artigo recente publicado no Jama Internal Medicine, no começo de setembro, observou que um maior consumo de refrigerantes totais, adoçados com açúcar e adoçados artificialmente, foi associado a um maior risco de mortalidade por todas as causas.

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“Enquanto o consumo de refrigerantes adoçados artificialmente foi associado positivamente a mortes por doenças circulatórias, os refrigerantes adoçados com açúcar foram associados a mortes por doenças digestivas”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of LifeStyle Medicine. Para o estudo, um grupo internacional analisou dados de 451.743 adultos de 10 países europeus. Os dados vieram da European Prospective Investigation on Cancer and Nutrition (EPIC).

De acordo com o estudo, durante um acompanhamento médio (intervalo) de 16,4 anos, ocorreram 41.693 mortes. “Foi encontrada maior mortalidade por todas as causas entre os participantes que consumiram 2 ou mais copos de refrigerante por dia. Também foram observadas associações positivas entre refrigerantes adoçados artificialmente e mortes por doenças circulatórias, quando os participantes consumiam mais de dois copos por dia; já entre os refrigerantes adoçados com açúcar, o maior índice é por mortes por doenças digestivas, quando consumiam apenas um copo ou mais por dia”, diz o estudo.

A angiologista explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus: “Estudos mais recentes vêm apontando o carboidrato, o açúcar, que também está presente no refrigerante, como grande vilão para o aumento de colesterol. Além disso, com o diabetes, podemos desenvolver problemas arteriais, causar um espessamento e acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, entupindo as artérias. Dependendo de qual lugar do corpo isso acontece (de qual artéria foi afetada), você pode manifestar um infarto, um derrame ou com aquele problema de claudicação – que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas (é como se a pessoa andasse uma quadra e tivesse que parar para descansar porque a perna começa a doer)”.

REFRIGERANTE NAO

Já o grande problema dos refrigerantes adoçados artificialmente é a quantidade maior de sódio. “Geralmente, tudo que é gostoso tem um pouco de açúcar e de sódio, que confere sabor no alimento. Então quando você vai tirar o açúcar e acrescenta muito adoçante, uma maneira que a indústria usa para mascarar aquele sabor ruim do adoçante e realçar o sabor doce do alimento é acrescentando sódio. Você pode reparar que todo produto que é light, diet, zero, que é limitado em açúcar e contém adoçante, você pode olhar na tabela e comparar que ele tem mais composição de sódio em geral do que os outros”, explica a angiologista.

“O sódio é vilão, porque ele vai contribuir com o aumento de pressão arterial, que é um fator de risco para a doença aterosclerótica e problemas circulatórios, e aumenta muito a retenção hídrica”, explica ela. “O sódio favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos e deixa o sangue mais denso, pesado, podendo favorecer a formação de coágulos”, completa a médica.

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Com o estudo, há uma expectativa de mais campanhas de saúde pública destinadas a limitar o consumo de refrigerantes. “Mas é fundamental que você busque desde já ajuda de um médico ou nutricionista para eliminar gradualmente o consumo desse produto na sua dieta”, finaliza.

Fonte: Aline Lamaita é cirurgiã vascular e angiologista, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação. Possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira/Conselho Federal de Medicina.

 

40% dos brasileiros têm bruxismo e hábito registra alta durante pandemia

O atual momento, aliado à crise econômica e o isolamento social estão trazendo consequências para a saúde de muitas pessoas e o bruxismo é uma delas

A ansiedade e o estresse são fatores que contribuem para o bruxismo, hábito prejudicial e que – segundo dados da Organização Mundial da Saúde – atinge 40% da população brasileira. Mas o que é bruxismo? É o apertar dos dentes de forma involuntária, durante o dia ou durante a noite.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Ipsos, em junho, os brasileiros são os que mais sofrem de ansiedade entre os 16 países envolvidos no levantamento. Quatro em cada dez entrevistados no Brasil afirmaram experimentar algum nível de ansiedade (41%).

Sintomas

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De acordo com o ortodontista especializado em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial Bruno Cerci, o bruxismo tem uma série de sintomas que se agravam caso não sejam tratados. “Falamos em dor de cabeça, dor no pescoço, dor na mandíbula, desgaste e quebra dos dentes e implantes, alterações no esmalte, no sono e estalos ao abrir e fechar a boca”, explica.

Um dos sinais de alerta para procurar um especialista é acordar com cansaço ou dor nos músculos da mandíbula. Segundo o especialista, o diagnóstico deve ser feito de forma criteriosa. “Envolve conversa com o paciente (anamnese), somada ao exame clínico e avaliação de possíveis causas dos sintomas de acordo com o histórico médico e odontológico, além dos fatores genéticos”, explica.

O tratamento inclui o uso de placas de proteção específicas para evitar o desgaste dos dentes e acompanhamento com especialista.

Tecnologia

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Na clínica Cerci Ortho, em Curitiba, os pacientes contam com uma tecnologia capaz de realizar o escaneamento intraoral completo do fluxo ortodôntico. O equipamento – chamado iTero2 – permite mostrar aos pacientes como seus dentes estão se movendo ao longo do tempo e os resultados do tratamento planejado.

“O equipamento possibilita o escaneamento completo para a confecção de placas de bruxismo e, além disso, possui a função Time Lapse que permite acompanhar as mudanças nos dentes e nas gengivas ao longo de todo o período de tratamento”, ressalta Cerci.

Fonte: Cerci Ortho

Pandemia dispara consumo de açúcar; saiba como consumir de forma equilibrada

Ingestão excessiva de açucares pode contribuir para desenvolvimento de diabetes e dificuldade no controle de peso

O período de isolamento e a incerteza quanto ao futuro da pandemia são fatores que vêm contribuindo para o aumento do estresse na população brasileira. O resultado disso é não apenas um crescimento dos problemas relacionados à saúde mental, mas também uma mudança de comportamento alimentar.

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De acordo com dados da pesquisa ConVid, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a UFMG e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o consumo de alimentos saudáveis diminuiu durante a pandemia, passando de 37% para 33%.

Por outro lado, a ingestão de alimentos não saudáveis — tais quais doces, congelados e embutidos — aumentou. Entre jovens adultos, na faixa de 18 a 29 anos, 63% está consumindo doces ou chocolates duas vezes por semana ou mais.

Segundo o nutricionista Leone Gonçalves, esse aumento se explica pela forma como os doces agem no organismo. Ricos em glicose, substância que entra rapidamente na corrente sanguínea, o consumo desses alimentos gera rápida absorção e estimula a produção de alguns hormônios, como a serotonina — neurotransmissor responsável pela regulação do sono e humor.

“Devido a isso, a pessoa experimenta uma sensação de leveza e desestresse, além dos doces estarem frequentemente associados a memórias e sensação de prazer. Ao considerar o cenário atual, é comum que as pessoas busquem por válvulas de escape alimentar, como uma forma de aliviar a tensão”, argumenta o nutricionista.

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O grande problema é que, quando consumido em excesso, o açúcar provoca a sobrecarga do pâncreas, que tem que produzir insulina constantemente para regular os níveis de glicose, podendo não ser o suficiente, o que contribui para o desenvolvimento do diabetes.

Outro fator é que há dificuldade em fazer o controle de peso corporal, o que pode levar a um quadro de obesidade e gerar consequências como propensão a doenças cardiovasculares e hipertensão. “Sem contar que um dos problemas mais citados ao falar de consumo excessivo de doces é a cárie, devido a desmineralização das estruturas dentárias”, comenta o nutricionista.

Atenção aos excessos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, do percentual de calorias consumidas diariamente, apenas 10% devem ser oriundas de açúcares. Em uma dieta saudável, esse nível de ingestão se restringir a 5%. O ideal é que a pessoa não consuma mais do que 50 gramas da substância por dia.

De acordo com Gonçalves, a dica é procurar manter as principais refeições nos horários corretos e não colocar o doce como o grande vilão. “O doce pode fazer parte da refeição, desde que de maneira equilibrada. Ele pode ser incluído na forma de sobremesas ou como café da manhã, se tiver como base a adição de frutas, por exemplo”, recomenda.

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Além disso, é possível apostar em receitas de doces com ingredientes naturais, que podem ir desde cremes de cacau a picolés de frutas. “É importante não se culpar caso queira comer um doce, ele pode fazer parte da alimentação. É preciso apenas que haja atenção a quantidade e a frequência”, alerta o especialista.

Fonte: Leone Gonçalves é nutricionista, educador físico e acadêmico de Biomedicina

Medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19 têm aumento de 295%

Farmácias APP mostra que, com mais vendas, os medicamentos Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida tiveram crescimento de 190% no faturamento

Com os rumores a respeito da eficácia da Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida para o tratamento da Covid-19, a procura pelos medicamentos disparou durante a quarentena. Segundo o Farmácias APP, aplicativo de vendas online de itens de beleza e saúde, houve aumento de 295% nas vendas somadas dos três produtos no 2º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Pixabay

A procura também elevou exponencialmente o faturamento obtido a partir desses produtos: a alta registrada foi de 190% em relação ao mesmo trimestre de 2019. O levantamento abrange todo o mercado farmacêutico brasileiro, tanto físico quanto e-commerce.

Analisando o crescimento dos três medicamentos separadamente, a Hidroxicloroquina teve o maior destaque. O medicamento, indicado para tratamento de malária, registrou alta exponencial de 2.768.749% no faturamento, a partir de um aumento de 2.815.600% nas vendas.

Em segundo lugar, recomendada para o tratamento de piolhos e sarnas, está a Ivermectina. No período, o medicamento atingiu alta de 623% no faturamento, resultado de um aumento de 577% nas vendas.

Dentre os possíveis tratamentos para a Covid-19, a Nitazoxanida teve incremento de 20% nas vendas durante o período de quarentena e, analisando o faturamento, a alta foi de 17%. O medicamento é receitado para tratamentos contra vermes.

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Para Renata Morais, coordenadora de marketing do Farmácias APP, os dados refletem a busca dos consumidores por uma alternativa eficaz de cura para a doença. “Em todo o mundo, pessoas estão preocupadas com os desdobramentos da Covid-19 e buscam por uma solução capaz de erradicar a doença. O resultado é que, mesmo com divulgações preliminares e ausência de comprovação científica, muitos consumidores quiseram ‘apostar’ nesses medicamentos, puxando as vendas para cima e motivando decisões como a venda somente com receita. É um comportamento bastante perigoso, sem dúvida, especialmente para quem de fato precisa desses remédios e tem de pagar mais caro por causa da especulação”, afirma.

Sobre o Farmácias APP

Desenvolvido pela Pharmacy Ltda, o Farmácias APP é um aplicativo de vendas online de saúde e beleza. É um shopping virtual para itens de beleza e saúde, cujo objetivo principal é democratizar o acesso virtual aos itens comercializados pelas farmácias e lojas de beleza de todo país, levando economia de tempo, dinheiro e ampliando o acesso à saúde aos consumidores.

Nota da redação: por favor, não seja esta pessoa que compra remédios sem comprovação científica para certas doenças e prejudica quem precisa deles de verdade!

Importância da alimentação para a saúde da pele no inverno

Durante o inverno, é normal a diminuição das taxas de umidade do ar devido às temperaturas mais frias. Além disso, nesse período a maior parte das pessoas tende a tomar banhos mais quentes e a transpirar menos. Todos esses fatores em conjunto contribuem para a deixar a pele mais sensível e seca.

Por isso, para evitar ou amenizar o ressecamento da pele do corpo e do rosto é muito importante fazer hidratações corporais mais profundas, se atentar ao consumo adequado de água e investir em uma alimentação mais saudável.

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Vários estudos têm demonstrado a influência do consumo de determinados micronutrientes e outros compostos presentes em alimentos na saúde da pele. As vitaminas C e E atualmente são os melhores exemplos já estudados.

Portanto, nessa época do ano, o ideal é consumir vegetais e frutas como brócolis, repolho, cenoura, morango, laranja e limão, que são fontes importantes de vitamina C, e adicionar às refeições alimentos como castanhas, nozes e amêndoas, ricos em vitamina E que ajudam a proteger a pele contra a ação de radicais livres, minimizando os efeitos de envelhecimento precoce das células e, consequentemente, a formação de rugas e ressecamento da pele.

Já a vitamina C, além de combater os radicais livres, fortalece a pele, deixando-a com aparência mais jovem e viçosa, devido à participação na síntese de colágeno e na contribuição para maior firmeza e sustentação da pele.

Além disso, nesse período é muito comum que as pessoas diminuam a ingestão de água e de líquidos em geral, o que acaba intensificando ainda mais o processo de ressecamento da pele. Quando o consumo de água permanece adequado, a cútis tende a permanecer mais macia e elástica. Para aqueles que apresentam uma dificuldade maior em se hidratar durante o clima frio, uma opção é a ingestão de chás a base de ervas naturais, intercalando com o consumo de água.

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Foto: Emily Beeson / Morguefile

Para manter a saúde da pele mesmo em climas frios e secos, é necessário se atentar ao cuidado de dentro para fora, com uma alimentação balanceada e com a ingestão correta de líquidos, e não somente o cuidado externo com o uso de hidratantes e outros cosméticos.

*Bruna Pavão é nutricionista da Grano Alimentos

Dicas para evitar o surgimento de cravos e espinhas causados pela maquiagem

A acne é um problema que atinge grande parte da população, afetando cerca de 90% dos adolescentes e metade da população adulta. Dessa forma, é natural que muitas pessoas busquem na internet soluções para prevenir e tratar a condição. No entanto, é preciso lembrar que o ambiente virtual está repleto de informações incorretas. Uma informação muito disseminada, por exemplo, é que o uso de maquiagem provoca o surgimento de cravos e espinhas, o que, de acordo com a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, não é verdade.

“A maquiagem causa espinhas apenas quando é aplicada de maneira errada, não é retirada corretamente ou os produtos usados não são específicos para a pele oleosa”, afirma. Então, para que você possa utilizar maquiagem sem se preocupar, a especialista listou 5 cuidados que devemos tomar na hora de se maquiar para prevenir o aparecimento de acne. Confira:

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Escolha sua maquiagem com cuidado – assim como os dermocosméticos, as maquiagens também devem ser escolhidas de acordo com seu tipo de pele. “Por isso, caso você sofra com acne e pele oleosa, o ideal é procurar por maquiagens oil-free e não comedogênicas, ou seja, produtos que possuem uma textura mais leve e contam com ingredientes menos oleosos para evitar o entupimento dos poros”, aconselha a médica. Vale a pena investir também em maquiagens formuladas com ativos que atuem na prevenção, controle e tratamento da acne, como o ácido salicílico. “Porém, evite maquiagens líquidas muito pesadas e de alta cobertura, já que esse tipo de produto favorece o acúmulo de óleo e sujeira, levando ao entupimento dos poros e ao surgimento de cravos e espinhas.”

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Foto: wiseGEEK

Prepare sua pele – antes de aplicar a maquiagem, lembre-se de realizar a rotina diária de cuidados com a pele. “Comece higienizando a pele com um sabonete que controle a oleosidade e seja formulado com ativos anti-inflamatórios. Após o sabonete, é necessário utilizar um tônico adstringente e, em seguida, aplique seu medicamento para acne, caso utilize algum. Não se esqueça também da hidratação, que deve ser feita com séruns ou géis formulados com ativos que promovam o controle da oleosidade, o que, além de ajudar a prevenir o surgimento de acne, também deixará a maquiagem com um resultado melhor”, recomenda a dermatologista. Para finalizar, aplique o protetor solar, que deve ter, no mínimo, FPS 30 e pode conter cor, o que vai te ajudar a poupar tempo na hora de aplicar a maquiagem.

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Every Girl

Utilize pincéis de maquiagem ou os próprios dedos – segundo Paola, o importante é evitar aplicar a maquiagem com os dedos ou pincéis sujos para que a oleosidade e sujeiras presentes nas mãos ou materiais não sejam transferidas para o rosto, favorecendo assim o entupimento dos poros. “Não se esqueça de limpar essas ferramentas após cada uso ou pelo menos a cada duas semanas, já que pincéis e esponjas podem acumular resíduos que, além de influenciarem no acabamento, textura e até na cor de sua maquiagem, podem causar alergias, irritações ou dermatites na pele, chegando até a contribuírem para a formação de cravos e espinhas”, alerta.

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Pixabay

Não compartilhe pincéis e esponjas – “Apesar da acne não ser contagiosa, bactérias e sujidades que estão envolvidas na formação de cravos e espinhas podem ser transferidos de uma pessoa para a outra por meio dos pincéis e esponjas de maquiagem. Então, evite o compartilhamento dessas ferramentas.”

demaquilante limpeza pele mulher

Não se esqueça de remover a maquiagem – um dos principais cuidados para prevenir o surgimento de acne devido ao uso de maquiagem é removê-la de toda a face para evitar a obstrução dos poros. Mas não adianta utilizar produtos de higiene básica, como sabonetes e loções de limpeza, pois eles não são capazes de eliminar todas as impurezas. No lugar, aposte em um demaquilante ou cleansing oil. “Os demaquilantes em forma de loção, gel e espuma são ótimos para retirar os resíduos mais leves da pele, como restos de batom, blush e sombra em pó. Porém, para remover produtos de longa duração e a prova d’água, o melhor é utilizar demaquilantes bifásicos ou cleansing oil”, afirma a médica.

Beautiful girl wearing towel on her head worried about acne

Paola reforça que, caso você esteja sofrendo com um quadro constante e persistente de acne, o mais importante é visitar um dermatologista. “Apenas ele poderá identificar o real causador da acne e indicar o melhor tratamento para o seu caso, seja tópico ou oral”, finaliza.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

40% dos casos de demência podem ser evitados ou adiados*

A modificação de 12 fatores de risco durante o curso da vida pode atrasar ou prevenir 40% dos casos de demência, de acordo com uma atualização da Lancet Commission sobre prevenção, intervenção e cuidados com demência, que foi apresentada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2020).

Combinados, os três novos fatores de risco estão associados a 6% de todos os casos de demência – com cerca de 3% dos casos atribuíveis a lesões na cabeça na meia-idade, 1% dos casos ao consumo excessivo de álcool (de mais de 21 unidades por semana) na meia-idade e 2% à exposição à poluição do ar mais tarde na vida.

Os demais fatores de risco estão associados a 34% de todos os casos de demência. Os fatores associados à maior proporção de casos de demência na população são menos escolaridade no início da vida, perda auditiva na meia-idade e tabagismo no final da vida (7%, 8% e 5%, respectivamente).

“Nosso relatório mostra que está ao alcance de formuladores de políticas públicas prevenir uma proporção significativa de demência, com oportunidades de causar impacto em cada estágio da vida de uma pessoa”, diz o principal autor, Gill Livingston, professor da University College. Londres, Reino Unido. É provável que as intervenções tenham o maior impacto sobre aqueles afetados por fatores de risco para demência, como os de países de baixa e média renda e populações vulneráveis.

Para lidar com o risco de demência, os autores pedem que 9 recomendações sejam feitas pelos formuladores de políticas:

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– Procure manter a pressão arterial sistólica de 130 mm Hg ou menos na meia idade a partir dos 40 anos de idade.

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Foto: Eldecare.org

– Incentive o uso de aparelhos auditivos para perda auditiva e reduza a perda auditiva protegendo os ouvidos contra altos níveis de ruído.

cigarro– Reduza a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo de tabaco.

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Pasja1000/Pixabay

– Prevenir lesões na cabeça (principalmente visando ocupações e transporte de alto risco).

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– Evite o uso indevido de álcool e limite o consumo a menos de 21 unidades por semana.

mulher quebrando cigarro fumo tabaco
– Pare de fumar e apoie os indivíduos a parar de fumar (o que os autores enfatizam é benéfico em qualquer idade).

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– Proporcionar a todas as crianças educação primária e secundária.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

– Leve uma vida ativa.

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– Reduzir a obesidade e diabetes.

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Disfunção leve da tireoide afeta uma em cada cinco mulheres com histórico de aborto

Anormalidades leves da tireoide afetam uma em cada cinco mulheres com histórico de aborto ou subfertilidade, que é um período prolongado de tentativa de engravidar, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism da Sociedade Endócrina dos Estados Unidos.

Os distúrbios da tireoide são comuns em mulheres em idade reprodutiva. Embora a prevalência de distúrbios da tireoide na gravidez seja bem compreendida, pouco se sabe sobre o quão comum são esses distúrbios antes da gravidez. A detecção de distúrbios da tireoide antes de uma mulher engravidar é essencial. Isto porque as anormalidades da tireoide podem ter efeitos negativos, como fertilidade reduzida, aborto espontâneo e parto prematuro.

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Segundo pesquisadores, este estudo descobriu que anormalidades leves da tireoide afetam uma em cada cinco mulheres que têm histórico de aborto ou subfertilidade e estão tentando engravidar. Para eles, é importante estabelecer se o tratamento de anormalidades leves da tireoide pode melhorar os resultados da gravidez, dada a alta proporção de mulheres que podem ser potencialmente afetadas.

Este estudo foi realizado em 49 hospitais no Reino Unido por cinco anos. Os pesquisadores estudaram mais de 19.000 mulheres com histórico de aborto espontâneo ou subfertilidade que foram testadas para a função da tireoide. Eles descobriram que uma em cada cinco mulheres apresentava disfunção tireoidiana leve, especialmente aquelas com IMC elevado e de etnia asiática, mas a doença evidente da tireoide era rara. Mulheres que sofreram abortos múltiplos não tiveram mais probabilidade de apresentar anormalidades da tireoide em comparação a mulheres que conceberam naturalmente com histórico de um aborto espontâneo.

“Este estudo vem confirmar o que já pensávamos sobre o tema. Calcula-se que de 4% a 8,5% da população tenham problemas de tireoide sem sintomas aparentes. Nas pacientes inférteis, essa prevalência pode ser ainda maior. Para aquelas em idade reprodutiva, as perturbações menstruais, a infertilidade e o aborto espontâneo podem ser o primeiro sinal de que algo está errado”, afirma o especialista em ginecologia e obstetrícia Arnaldo Cambiaghi, com certificado de atuação na área de reprodução assistida, e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

“Entre as várias ameaças que os distúrbios da tireoide provocam, a infertilidade é, indiscutivelmente, a mais fácil de identificar e tratar. Com um pouco de atenção por parte do médico, as mulheres com funcionamento deficiente ou excessivo dessa glândula, podem ter seus problemas corrigidos, evitando a infertilidade e as falhas dos tratamentos de fertilização, obtendo gestações normais e bebês saudáveis”, completa o médico.

Cambiaghi lembra que, dependendo da gravidade do desequilíbrio, os sintomas podem ser tão leves que a condição não é reconhecida por muitos anos. Os anticorpos antitireoidianos, como o antitireoperoxidase (ou anti-TPO) e o antitireoglobulina (ou anti-TG), encontram-se aumentados em de 5% a 18% das mulheres em fase reprodutiva e podem aumentar os riscos de abortos e complicações obstétricas.

Diagnóstico

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Ilustração IPGO

Distúrbios da tireoide são facilmente detectados por exames de sangue simples, que medem os níveis dos hormônios da tireoide T4 (tiroxina) e TSH (hormônio estimulador da tireoide). O TSH funciona como um termostato e é produzido pela glândula hipófise para regular a função da tireoide. “Os níveis desse hormônio podem se tornar muito altos, de acordo com a resposta da hipófise em compensar a redução dos hormônios da tireoide. Juntos, esses resultados definem se a glândula está funcionando normalmente ou não”, diz o médico. Outros exames de sangue verificam a presença de anticorpos antitireoides. Altos níveis desses anticorpos são típicos de uma doença chamada Tireoidite de Hashimoto, que pode resultar em hipotireoidismo. A Tireoidite de Hashimoto é classificada como uma doença autoimune, porque o corpo se volta contra si, formando anticorpos que atacam as células da tireoide e diminuem a produção de hormônio da mesma. A glândula em si pode compensar, tornando-se aumentada.

Tratamento

O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral do hormônio tiroxina (T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã e em jejum. A dosagem deve ser individualizada, sendo importante o controle periódico para que seja ajustada sempre que necessário.

Hipertireoidismo

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Ilustração: SBEM

No hipertireoidismo a glândula tireoide torna-se hiperativa e o metabolismo do corpo funciona muito rápido. Sinais de hipertireoidismo incluem evacuações mais frequentes, perda de peso, ciclos irregulares, aumento do apetite, insônia, nervosismo, intolerância ao calor, tremores nas mãos e palpitações cardíacas. Uma causa comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, uma doença autoimune, que tende a ser adquirida de forma familiar e afeta a glândula tireoide inteira.

Outra causa de uma tireoide hiperativa são os chamados “nódulos quentes”, que podem se formar sobre a glândula. Nesse caso, a maior parte da glândula continua a funcionar normalmente, mas o nódulo contém células que produzem muito do hormônio T4.

“Seja qual for a causa do hipertireoidismo, o resultado é que a condição pode, por vezes, impedir a ovulação e causar infertilidade. Mas o maior problema é que uma mulher com hipertireoidismo não pode conceber, pois seu metabolismo pode estar tão fora de equilíbrio que pode causar o óbito fetal intraútero ou aborto espontâneo”, afirma Cambiaghi. Além dos exames de sangue, um ultrassom de tireoide pode ser necessário para se fechar o diagnóstico.

Tratamento

Tratamentos são projetados para diminuir a secreção de hormônios da tireoide. Isso pode ser feito com drogas antitireoidianas ou com iodo radioativo, que, essencialmente, mata parte da glândula para diminuir sua produção hormonal. Iodo radioativo não pode ser usado em mulheres que já estão grávidas e deve haver um período de pelo menos seis meses de espera após o tratamento antes de tentar engravidar.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista obstetra com certificado em reprodução assistida. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. É autor de diversos livros na área médica.

Hoje é o Dia da Saúde: veja dicas para manter a sua

Cardiologista ensina a ter qualidade de vida e alerta: mesmo na pandemia, é preciso manter os exames de rotina em dia

Hoje, 5 de agosto, é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Em tempos de pandemia, quando milhares de pessoas estão perdendo a vida por causa de um vírus, muitas estão com receio de manter uma rotina de exames em dia. Porém, vale ressaltar que essa espera pode ser desastrosa para a saúde.

De acordo com o cardiologista Augusto Vilela, da Rede MaterDei e do Hospital Belo Horizonte, muitas pessoas estão deixando de visitar regularmente o médico com medo do novo coronavírus.

“Nestes tempos de pandemia, sabemos que tem muita gente protelando esses cuidados, o que não é bom. O melhor a fazer é colocar sua máscara, usar o álcool em gel nas mãos e ir ao médico sim, pois os hospitais e clínicas estão tomando todas as medidas necessárias para a prevenção”, alerta.

O médico salienta que, independente do momento, alguns cuidados são importantes para que ter mais qualidade de vida. Entre eles, estão:

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. Dormir bem: uma boa noite de sono melhora o sistema imunológico, reduz o estresse e a depressão. “Em aproximadamente 10% a 20% dos casos, pacientes depressivos podem se queixar de excesso de sono. Apesar de a insônia ser mais prevalente, a sonolência excessiva também é um transtorno do sono que faz com que o paciente busque tratamento médico”, avalia.

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. Atividade física:  é um grande consenso na medicina. A atividade física feita regularmente previne inúmeras doenças, entre elas a obesidade, uma doença que precisa ser combatida e que tem inúmeras consequências para a saúde.

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Botswanayouth

. Alimentação: deve andar junto com a atividade física, porém não se trata apenas de manter o peso saudável. Boas escolhas alimentares também previnem e combatem doenças. Um bom prato de salada, legumes, vegetais e carnes magras são como um remédio natural, gostoso e bem mais barato que medicamentos da farmácia.

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. Saúde emocional: até mesmo antes do isolamento social as doenças de fundo emocional já chamavam a atenção das autoridades de saúde. Isso se agravou bastante com a pandemia. Buscar ajuda, conversar e se exercitar ajudam na conquista de uma boa saúde, inclusive a saúde mental.

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. Automedicação não: também mais comum ainda nesta fase da pandemia, a automedicação tem sido amplamente combatida pela comunidade médica. Nunca tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico, nem mesmo os que parecem ser inofensivos. As interações medicamentosas ou mesmo os efeitos colaterais podem ter consequências muito graves para a saúde.

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Fonte: Augusto Vilela é cardiologista, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e médico do Departamento de cardiologia da Rede MaterDei e do Hospital Belo Horizonte