Arquivo da tag: saúde

Smart Fit e Instituto Protea promovem ação de conscientização ao câncer de mama

O evento, que acontecerá no dia 24 de outubro, será realizado em todas as unidades dos studios em território nacional

No dia 24 de outubro, os studios Race Bootcamp, Vidya, Jab House e Tonus Gym, da rede de studios do Grupo Smart Fit, unem-se ao Instituto Protea para promover uma série de ações em apoio ao Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção ao Câncer de Mama. Atualmente, de acordo com dados do Inca, a doença é a segunda causa de todas as mortes de mulheres no Brasil, ficando atrás somente de doenças do sistema circulatório. Entretanto, se diagnosticado de forma precoce e receber o tratamento correto, as chances de cura são de 95%.

As ações acontecerão de forma simultânea em todos os studios e, terão a distribuição de laços rosas, que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e, um totem de comunicação com QR Code para que os visitantes possam fazer doações diretamente para o Instituto Protea, que tem como missão levar, de maneira rápida e com qualidade, tratamento contra a patologia para mulheres de baixa renda. Especialmente nas unidades do Jardins e Vila Nova Conceição, acontecerá um plantão de dúvidas do Protea sobre a prevenção e demais cuidados que podem ser adotados.

“Nossa missão é promover um evento de conscientização para levar até as mulheres mais informações sobre a importância do autoexame e do diagnóstico precoce. Os dois juntos são fundamentais para um tratamento menos invasivo e para uma maior chance de cura”, exalta Ana Carolina Corona, head da rede de studios de microgyms do grupo Smart Fit.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres no país. Os principais fatores para redução da mortalidade são possíveis por meio de exames de rotina, auto exame e diagnóstico precoce. Por isso, a prevenção e a conscientização sobre o assunto são de extrema importância na vida de todas as mulheres.

Outubro Rosa
Data: 24 de outubro de 2021
Local: Unidades dos Studios em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Cuiabá.
Horário: 9h às 13h
*Excepcionalmente, nas Unidades Jardins e Vila Nova Conceição em São Paulo, acontecerá um plantão de dúvidas.

Freepik

Endereço das unidades de microgyms:

Unidade Goiabeiras (Cuiabá)
Endereço: Av. José Monteiro de Figueiredo, 1909 – Duque de Caxias – Cuiabá/MT (Trevo do Santa Rosa)

Unidade Pátio Batel (Curitiba)
Endereço: Av. do Batel, 1868 – Batel – Curitiba/PR

Unidade Rio Design Leblon (Rio de Janeiro)
Endereço: Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Leblon – Rio de Janeiro – RJ
Shopping Rio Design Leblon – Piso 3

Unidade Campo Belo (São Paulo)
Endereço: Rua Vieira de Morais, 963 – Campo Belo – São Paulo – SP

Unidade Jardins (São Paulo)
Endereço: Alameda Lorena, 1834 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Unidade Vila Nova Conceição (São Paulo)
Endereço: Rua Lourenço de Almeida, 805 – Vila Nova Conceição – São Paulo/SP

Unidade Vila Nova Conceição 2 (São Paulo)
Endereço: Rua Afonso Braz, 511 – Vila Nova Conceição – São Paulo – SP

Fonte: Smart Fit

Quase 60% dos brasileiros estão acima do peso ou obesos; problema gera várias doenças

A obesidade aumenta o risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, como infarto, AVC, diabetes, cânceres, pressão alta e doenças reumatológicas. Para o endocrinologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, reduzir o sedentarismo e evitar refeições industrializadas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar, são caminhos necessários para prevenção

O número de pessoas com obesidade e excesso de peso no país não para de crescer desde 2006 e este dado piorou com a pandemia, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2020), divulgada pelo Ministério da Saúde. O material indica que, no ano passado, 57,5% da população adulta do Brasil estava com excesso de peso – era 55,7% em 2019 – e 21,5% da população está com obesidade – era 19,8% em 2019.

Estes índices são preocupantes, especialmente quando incluímos a Covid-19 na equação, já que a obesidade é um dos principais fatores de risco para infecções mais graves pelo novo coronavírus. Em adição, o excesso de peso influencia diretamente no aumento da falta de ar, necessidade de oxigênio e ventilação mecânica, além de estar associado a outras doenças.

“Apesar do cenário alarmante, as perdas de peso podem reduzir as chances de desenvolver as formas graves da Covid-19. Então, a perda de 5% do peso é benéfica não só para o metabolismo, mas também para a diminuição do processo inflamatório que a obesidade causa. Esta combinação diminui os riscos de complicações por infecções em geral, entre elas está a do novo coronavírus” explica o Dr. Hugo Valente, endocrinologista do Hospital Santa Catarina – Paulista.

A obesidade é uma doença crônica, ou seja, ela não põe em risco a vida da pessoa a curto prazo, mas aumenta o risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, como infarto, AVC, diabetes, cânceres, pressão alta, doenças reumatológicas e outras. Além disso, pode mexer com fatores psicológicos, ocasionando a diminuição da autoestima e depressão, e dores físicas nos músculos e articulações, principalmente nas costas, pernas e braços.

A previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, até 2025, 700 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com a doença e mais de 2 bilhões de pessoas estejam acima do peso no mundo. E mais de 11 milhões de crianças e adolescentes terão, pelo menos, sobrepeso.

A obesidade é calculada a partir do índice de massa corpóreo (IMC), que é obtido ao se dividir o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.

A obesidade pode ser causada por diversos fatores – genéticos, psicológicos, sociais, metabólicos – e, assim como o excesso de peso, está ligada aos hábitos da vida moderna, estresse e diminuição da atividade física. “Para o bem da população, temos que evitar ou diminuir o sedentarismo, refeições industrializadas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar, que resultam no aumento do número de pessoas obesas, inclusive crianças”, reforça o médico.

Dicas para evitar ou retardar o sobrepeso

=Beber água. A hidratação é um ponto fundamental para manter o metabolismo adequado, a fim de melhor o gasto de energia e, consequentemente, evitar ou prevenir o ganho de peso;
=Aumentar o consumo de vegetais, como leguminosas e verduras;
=Consumir frutas, especialmente in natura e evitar sucos adocicados;
=Ingerir fibras, como grãos – aveia, linhaça, entre outros -, porque geram uma saciedade maior e regularizam o intestino.
=Escolher os macronutrientes – carboidratos, gorduras e proteínas – em equilíbrio, como forma de retardar ou evitar o sobrepeso.

Problema está associado a diversas doenças e tipos de câncer; saiba como evitá-la

Getty Images

Uma pesquisa do Vigitel, sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis, do Ministério da Saúde, informa que, entre 2006 e 2019, a obesidade cresceu 72% no Brasil. E hoje já é considerada um problema de saúde pública no país, potencializado durante a pandemia de Covid-19.

A nutricionista Francyne Silva Fernandez, que atende na Unidades Básica de Saúde Jardim Caiçara, gerenciada pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, destaca que a doença pode tanto ter uma predisposição genética como ocorrer em consequências de maus hábitos de vida e alimentação, gerando o acúmulo de gordura no corpo.

“Esse acúmulo é causado quase sempre pelo sedentarismo e pelo consumo excessivo de alimentos com alto valor calórico, superior ao usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades diárias.”

O diagnóstico da doença é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal, o IMC, que é dado pela relação entre o peso e a altura, considerando menor que 18,5 abaixo do peso; entre 18,5 e 24,9 peso normal; entre 25 e 29,9 sobrepeso; e igual ou acima de 30 obesidade.

A nutricionista explica que doença é considerada grave pois o excesso de peso está associado ao aumento do risco de desenvolvimento de patologias como diabetes, pressão alta, apneia do sono, aterosclerose, trombose e distúrbios no ciclo menstrual, além de problemas cardiovasculares diversos.


Uma pesquisa feita pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), também confirmou a associação da obesidade a diversos tipos de câncer: o de mama na pós-menopausa, cólon e reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

“Além dos problemas físicos, a obesidade ainda pode afetar a saúde emocional e psicológica, já que pessoas obesas podem desenvolver a baixa autoestima, que leva à depressão”, alerta a especialista.

Prevenção

Francyne explica que a prevenção da obesidade deve ser feita a partir da conscientização da importância de uma vida saudável, com um tempo dedicado para a prática de atividades físicas e uma dieta equilibrada, baseada em alimentos saudáveis, de preferência in natura ou minimamente processados.

“Por outro lado, o sedentarismo, a ingestão de alimentos com excesso de gorduras e açúcares refletem no aumento de chances desta e de tantas outras patologias associadas a ela.” De acordo com a profissional, legumes, verduras, frutas naturais ou envasadas, iogurtes sem adição de açúcar, ovos, chá, café, carnes frescas, refrigeradas ou congeladas, ervas frescas ou secas, leites e sucos de frutas pasteurizados, feijões, entre outros, são bons amigos do peso.

Já os alimentos processados e ultraprocessados, como aqueles em conserva, carnes enlatadas, queijos, pães feitos com farinha de trigo branca, biscoitos recheados, sucos em pó, refrigerantes, macarrão instantâneo, cereais matinais açucarados, frios embutidos, entre outros, são grandes inimigos dos que buscam ter uma vida saudável.

Tratamentos


Além da estética, o tratamento da obesidade tem como finalidade alcançar uma série de objetivos e a saúde é o principal deles. O processo pode ser feito a curto ou longo prazo, por meio das intervenções multifatoriais que combinam componentes como a dieta, exercícios físicos, mudança comportamental e até mesmo utilização de medicamentos, caso o especialista que estiver acompanhando o caso avalie necessário.

“O uso desses remédios, inclusive, não deve ser feito por conta própria ou de maneira indiscriminada, pois pode acarretar outros problemas de saúde. O mesmo vale para as dietas. Regimes milagrosos, que prometem a perda de peso da noite para o dia, não existem. O essencial é sempre buscar um profissional, de preferência um endocrinologista e um nutricionista” orienta.

De acordo com a nutricionista, no SUS (Sistema Único de Saúde) existem diversos serviços dedicados às pessoas que buscam perder peso de forma saudável e com acompanhamento médico.

Grupo de Combate à Obesidade

Algumas UBSs, sob gestão do Cejam, possuem grupos de apoio multidisciplinares, compostos por nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas, para quem precisa de ajuda com reeducação alimentar e atividade física para lidar com a obesidade.

O trabalho tem como foco a prevenção e o tratamento da obesidade, abordando e estimulando o tratamento de diabetes, hipertensão e alta do colesterol, além de acompanhamento nutricional.

As unidades participantes disponibilizam grupos de apoio abertos e fechados, dependendo da necessidade. Qualquer pessoa pode participar, até mesmo quem não é paciente da unidade, basta apresentar o cartão do SUS.

Profissionais alertam para o alto consumo de açúcar

Com mais tempo em casa e aumento de pedidos de refeições, ingestão de açúcar passou dos 68%

A pandemia de Covid-19 alterou vários hábitos entre os brasileiros. Muitas pessoas passaram a trabalhar na modalidade de home office, outras em modelos híbridos e tantas outras já retomaram suas atividades presenciais.

O fato é que com mais tempo em casa, muitas ações que faziam parte do dia a dia se transformaram, uma das consequências foi o elevado consumo de açúcar. A pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com as universidades de Minas Gerais (UFMG) e de Campinas (Unicamp), mostrou que praticamente a metade das mulheres, por exemplo, estão consumindo chocolates e doces em dois ou mais dias da semana.

O estudo realizado com mais de 40 mil brasileiros mostrou que esse aumento representa 7% a mais do que antes da pandemia. Outros 63% dos entrevistados afirmaram que consomem doces duas vezes por semana ou mais.

Para o endocrinologista credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Caoê Indio do Brasil Von Linsingen os açúcares são importantes para o bom equilíbrio do organismo, mas precisam de moderação. “Os açúcares são fontes importantes de energia e contribuem com a palatabilidade da dieta, mas moderação é fundamental. O excesso contribui para ganho de peso e pode também precipitar diabetes nas pessoas predispostas”, esclareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que no máximo 10% das calorias diárias devem vir do consumo de açúcar. Considerando uma média de 2.000 calorias ao dia, essa taxa equivale a 50 gramas de açúcar por dia (aproximadamente dez colheres de chá).

Outra pesquisa que tem chamado a atenção dos médicos foi publicada em setembro e realizada nos Estados Unidos. O estudo produzido pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA, com mais de 400 mil pacientes, mostrou uma elevada taxa de índice de massa corporal (IMC) das crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19. Segundo o estudo, a proporção estimada de pessoas com obesidade aumentou de 19,3% em agosto de 2019 para 22,4% em agosto do ano passado.

Um dos fatores que levaram a esse aumento pode ser o maior período em casa e o aumento dos pedidos de comida por meio de aplicativos. “Geralmente, a pessoa pede a refeição e já coloca um refrigerante, um suco ou uma sobremesa já aproveitando o mesmo pedido. Há ainda locais que oferecem a bebida como combo da refeição. Outra possibilidade é que as pessoas podiam fazer um bolo para comer a tarde, por exemplo, fazer um docinho. Hábitos que antes não faziam parte do dia a dia do trabalho nas empresas e escritórios”, contou o médico.

Outro fator que pode ter contribuído para esse elevado consumo é a falta de atividade física, além das crises de ansiedade, estimuladas, muitas vezes, pelo longo período de distanciamento das pessoas e outras situações comportamentais.

É possível notar também esse consumo excessivo entre as crianças: “A interrupção das aulas pode ter contribuindo para essa situação. Os pesquisadores observaram que durante a pandemia as crianças provavelmente estavam longe de ambientes escolares estruturados e podem ter experimentado aumento do estresse, horários irregulares de refeições, menor acesso a alimentos nutritivos, aumento do consumo de ultraprocessados, aumento do tempo de tela e menos oportunidades de atividade física. Essas mudanças foram mais pronunciadas entre crianças do ensino fundamental de 6 a 11 anos, cuja taxa de mudança de IMC mais do que dobrou em comparação com a taxa pré-pandemia”, enfatizou Von Linsingen.

Cuidados redobrados

Foto meramente ilustrativa: Cait’s Place

Além da quantidade usual, é preciso que as pessoas que já possuam diabetes fiquem atentos a esses níveis, pois o consumo elevado de açúcares pode descompensar a doença. Engana-se quem acha que apenas os alimentos processados ou ultraprocessados possuem altas taxas de açúcar, já que fazem parte do grupo de alimentos chamado de carboidratos.

Dentro dessa grande classificação alimentar, os carboidratos são separados em simples e complexos. O primeiro de mais fácil digestibilidade está presente em produtos como pães, bolos, biscoitos, açúcar refinado, sucos e refrigerantes. Já os complexos têm absorção mais demorada pelo organismo, são mais saudáveis e estão presentes nos arrozes, massas integrais, aveias e outros.

Reeducação

Mesmo com os mais saudáveis é preciso ficar atento à quantidade. Para Von Linsingen, é importante reduzir o consumo e respeitar o corpo. “Reduzir essa porcentagem para 5% (25 gramas ou 5 colheres de chá) é ainda melhor para a saúde. Lembrando que essa quantidade abrange tanto os açúcares adicionados nos alimentos processados e ultraprocessados, quanto nos açucares naturalmente presentes nos alimentos. Um desafio e tanto para o momento em que vivemos, com alterações na rotina e consequente aumento na ansiedade. O doce acaba vindo como uma recompensa”, explicou.

Para a nutricionista credenciada pela Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Fernanda Gularte, a redução precisa ser lenta e gradativa para que o paciente não obtenha ainda mais vontade de consumir. “Muitas pessoas se empolgam no início da dieta e com o passar do tempo, começam a sofrer com essas substituições. Por isso, é preciso ir aos poucos, com paciência e criar um planejamento, para que assim, o objetivo seja alcançado”, enfatizou a profissional.

Para isso, a profissional separou algumas dicas:

-Reduza as bebida açucaradas
-Troque o tipo de chocolate para 60% cacau ou mais, e saiba o melhor horário de comer
-Reduza o açúcar do café

Fonte: Paraná Clínicas

Dia Mundial da Osteoporose: dicas para um futuro sem a doença

SBGG reforça a necessidade de conscientização e destaca a importância da prevenção à esta patologia que afeta cerca de 15 milhões de brasileiros

Hoje, 20 de outubro, marca o dia de conscientização sobre uma doença que afeta grande parte da população idosa: a osteoporose. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) reforça a importância desta campanha e alerta para a prevenção, diagnóstico e tratamento desta patologia que pode trazer muitas consequências negativas para a saúde daqueles com mais de 60 anos.

A osteoporose é uma enfermidade caracterizada pela redução da qualidade e da densidade mineral óssea, causando predisposição à fragilidade dos ossos e risco aumentado de fraturas. Cerca de 15 milhões de pessoas convivem com a doença no Brasil atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde. Estima-se que a cada três segundos ocorra uma fratura osteoporótica em algum lugar do planeta. São aproximadamente nove milhões de fraturas, anualmente, em todo o mundo, sendo a maior parte destas, na população idosa. A incidência de fraturas aumenta exponencialmente nas idades mais avançadas.

“Existem muitos fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver osteoporose, sendo dois dos mais significativos o sexo e a idade. Mulheres com mais de 50 anos ou na pós-menopausa têm maior risco. Isso porque elas sofrem rápida perda óssea nos primeiros dez anos após a menopausa, devido à redução dos níveis de estrogênio, hormônio que protege contra a perda óssea excessiva”, explica a geriatra Ana Cristina Canêdo, que compõe a atual Diretoria da SBGG, e é coordenadora do Programa de Residência médica em Geriatria do Núcleo de Atenção ao Idoso, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A osteoporose também afeta os homens e pode ser ainda mais fatal para eles. “Espera-se que cerca de 80 mil homens fraturem o quadril anualmente. Além disso, eles têm maior probabilidade de morrer um ano após a fratura do quadril. A osteoporose pode ocorrer em pessoas de todas as raças e etnias. Em geral, no entanto, brancos e asiáticos possuem maior risco”, pontua.

Ela explica que a patologia possui um forte componente genético, sendo considerada uma doença poligênica. Isto significa que o histórico familiar está muito relacionado ao risco de ter a doença. Por isso, é preciso dar atenção aos sinais. Ter pais ou avós com indícios de osteoporose, como fratura no quadril após uma pequena queda, está associado a um risco maior de desenvolver a osteoporose.

Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Ana Canêdo esclarece que, entre estas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. “Um quarto dos pacientes que sofrem esta fratura morrem dentro de seis meses e os que sobrevivem apresentam uma redução importante da qualidade de vida e independência”.

Doença silenciosa

A osteoporose é uma doença silenciosa, raramente apresenta sintomas antes que chegue a um estágio mais grave, isto é, uma fratura óssea. O ideal é que sejam feitos exames preventivos periódicos para ela ser diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. O principal deles para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea (DMO).

“O exame está indicado para todas as mulheres a partir de 65 anos e homens com 70 anos ou mais. Além disso, as mulheres com menos de 65 anos na pós menopausa e os homens com mais de 50 anos, que possuam fatores de risco, também devem realizar a DMO para confirmar a presença da osteoporose”, afirma Ana Cristina.

Prevenção

De acordo com a especialista, para um futuro sem osteoporose ou fraturas, deve-se investir em prevenção ao longo da vida. As principais recomendações são exercitar-se regularmente, incluindo exercícios de fortalecimento muscular e treinamento de equilíbrio. Garantir uma nutrição rica em cálcio e proteínas – principais nutrientes para a saúde óssea, e buscar níveis suficientes de vitamina D, que podem ser obtidos pela exposição à luz solar em horários seguros, ou através da suplementação sob prescrição médica. Além disso, evitar hábitos prejudiciais, como tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas, são estratégias importantes para a prevenção.

Tratamento

iStock

O tratamento da osteoporose envolve o uso de medicamentos que diminuem ou mesmo interrompem a perda de massa óssea, tendo como principal objetivo a redução do risco de fraturas. Há diversas classes de medicamentos que poderão ser utilizadas, porém a seleção do medicamento deverá ser feita pelo médico especialista de acordo com as particularidades de cada paciente. Além disso, são empregadas medidas para diminuir o risco de fraturas, como fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e adaptações para reduzir a ocorrência de quedas.

Fonte: SBGGSociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Mitos sobre o azeite: nutricionista explica sobre funcionalidade do produto

Aquecimento, cor e acidez ainda deixam consumidores em dúvida na hora de escolher ou preparar receitas com o famoso suco das azeitonas

O azeite de oliva é uma gordura proveniente da azeitona, o fruto da oliveira. Florescendo na primavera, as azeitonas passam pelo processo de maturação até ao outono, época em que acontece a colheita. A azeitona é um alimento presente em grande parte das cozinhas e o azeite é um dos elementos base da dieta mediterrânica, considerada uma das mais saudáveis do mundo.

Segundo um estudo realizado pela Fiesp o consumidor brasileiro busca cada vez mais por uma alimentação balanceada e saudável e, por esse motivo, o interesse pelo azeite cresce a cada ano no Brasil. Uma gordura rica em vitaminas e substâncias antioxidantes, o azeite é subdividido em três tipos:

Azeite Extravirgem

Nesta categoria, o produto deve ter até 0,8% de acidez e sem defeito organoléptico/sensorial, sendo este o tipo de azeite que tem melhor preservadas as suas qualidades de aroma e sabor. A acidez de até 0,8% é um indicativo de que todas as etapas de processamento (maturação da azeitona, colheita do fruto, limpeza, extração e embalagem) foram realizadas de forma adequada.

Azeite Virgem

Azeites que apresentam algum defeito sensorial e/ou com acidez acima de 2% são denominados azeite virgem. Azeites com acidez acima de 2% não são adequados para o consumo, sendo que estes produtos são submetidos a um processo químico denominado refinamento, o qual se reduz a acidez do produto adequando-o ao consumo.

Azeite de Oliva

O processo de refinamento nos azeites virgens remove, além da alta acidez, as substâncias aromáticas e de sabor, bem como os antioxidantes naturais, pigmentos de cor e as vitaminas do azeite. Nesta fração refinada do azeite, normalmente se adiciona uma pequena quantidade de azeite extra virgem para repor um pouco de sabor, aroma e cor ao produto final. Estes azeites, então, são denominados comercialmente como “Azeite de Oliva” e sua acidez é de até 1%.

Mas com tantas informações disponíveis atualmente sobre o produto, surgem também alguns mitos que permeiam o uso do azeite. Pensando nisso, a Andorinha, marca pertencente ao grupo Sovena e que importa para o Brasil os azeites e azeitonas do seu olival próprio em Portugal, nos ajuda a desmitificar quatro mitos sobre o azeite.

De acordo com a nutricionista Maria Julia Coto “A inserção do azeite na alimentação todos os dias apresenta inúmeros benefícios à saúde devido à sua elevada densidade nutricional. Por isso, é essencial desmistificar algumas dúvidas comuns que surgem em torno desse alimento, para assim, proporcionar maior conhecimento sobre o impacto das escolhas alimentares em boas condições de saúde a curto e a longo prazo, assim como o azeite é capaz de proporcionar.”

O azeite não pode ser exposto a altas temperaturas

Esse é um dos mitos mais recorrentes entre os consumidores, e isso faz com que o uso do azeite fique restrito apenas à finalização de pratos e ao tempero de saladas. Segundo as pesquisas, 1/3 dos consumidores acreditam que, quando aquecido, o azeite perde suas propriedades benéficas e por esse motivo não esquentam o produto. Mas, ao contrário do imaginário comum, o produto aquecido se mantém estável e benéfico ao combate de colesterol ruim e aumento do bom. Usado corretamente, em média até 180ºC, o azeite de oliva pode fazer a diferença para manter uma alimentação de qualidade.

De acordo com a nutricionista Maria Julia Coto, “diversos estudos científicos já comprovaram que o azeite pode ser aquecido em condições de uso doméstico sem prejuízos. É um mito acreditar que vira ‘gordura ruim’, pois estes estudos demonstraram que o aquecimento não altera o perfil de ácidos graxos do azeite, comprovando que não há uma mudança no perfil de gorduras, que se mantém de boa qualidade. Isso ocorre devido ao alto teor de antioxidantes presentes no azeite, moléculas que protegem as células de reações oxidativas. Assim, o azeite é capaz de manter a sua composição estável frente à oxidação térmica, sem que haja a formação relevante de compostos tóxicos ou gordura trans.”

O azeite de cor verde é melhor do que o dourado.

A ideia generalizada diz que a cor do azeite é fundamental na escolha. “Muitos consumidores preferem comprar azeites em tons verdes-dourados. E quando, visualizam azeites com colorações diferentes, acreditam que o produto esteja estragado. A crença de que o azeite amarelo é ruim, não é verdadeira visto que, os diferentes tons de azeite estão relacionados a variedade, as condições climáticas, a região e o ponto de maturação das azeitonas colhidas para a extração do óleo é que determinarão a cor”, explica a especialista.

A cor do azeite indica a tonalidade da azeitona no momento de colheita e extração do azeite. A mudança na coloração deve-se ao processo de amadurecimento do fruto. Além disso, o estágio de maturação das azeitonas também interfere no sabor do azeite. No início da safra, normalmente as azeitonas estão mais verdes e, por isso, originam azeites mais amargos e picantes, já no fim da safra, normalmente os azeites são mais doces e suaves. O importante é saber o que diferencia um tipo de azeite do outro e como escolher o mais adequado para cada ocasião de uso, ou de acordo com a sua preferência particular de paladar.

O azeite é como o vinho do Porto, melhora com o tempo.


Diferentemente do vinho, as características e as intensidades de sabor e aroma se mantêm melhor preservadas e são mais bem percebidas quando o azeite é “novo”, ou seja, quando consumido em data mais próxima de sua fabricação. De acordo com a especialista, muitas propriedades do alimento são termo e fotossensíveis, ou seja, quando exposto constantemente a luz e ao calor, o azeite pode sofrer o processo de oxidação.

O azeite deteriora-se ao longo do tempo, estar exposto à luz ou ao ar e temperatura elevada provocam sua oxidação — por isso é melhor consumi-lo mais cedo do que mais tarde.
“Para manter por mais tempo suas propriedades o ideal fechar muito bem embalagem após o consumo, para evitar contato excessivo com o oxigênio, e guardar em um local fresco protegido de calor e luz excessiva”, complementa.

A acidez do azeite de oliva reflete no aroma e sabor.

Diferente do que muitos pensam, a “acidez” do azeite não está relacionada a sensação de sabor ácido que alimentos como, por exemplo, o limão proporciona. Segundo a nutricionista, “Não é possível sentir no paladar, o grau de acidez indicado na embalagem do azeite serve apenas para indicar a classificação do azeite”.

Além disso, está relacionada ao teor de ácidos graxos livres da azeitona e só pode ser detectada por meio de testes laboratoriais. A acidez pode ser influenciada por alguns fatores, como qualidade da azeitona, pureza, maturação, estocagem e transporte, estando associada ao grau de degradação e oxidação do azeite. Levando isso em conta, um azeite com maior acidez apresenta maior oxidação e é nisso que se deve prestar atenção. Isso porque alguns produtos da oxidação de óleo são prejudiciais à saúde. Um azeite de boa qualidade não possui acidez maior do que 2% o que é o caso do portfólio Andorinha. As informações sobre a acidez do azeite, geralmente, podem ser encontradas no rótulo do produto.

Fonte: Andorinha

Desvendando a cirurgia para tumor cerebral: é arriscada? Deixa sequelas?

Maioria dos tumores cerebrais merecem ser operados e estudos demonstram raríssimas sequelas quando a cirurgia foi extremamente segura e bem planejada

A descoberta de um tumor em qualquer parte do corpo, especialmente no cérebro, costuma ser acompanhada de muito medo e apreensão, pois, afinal, é esse órgão que comanda nosso corpo. Nesse contexto de insegurança, muitos pacientes geralmente questionam se vale mesmo a pena operar e se a cirurgia pode deixar sequelas.

“De uma forma geral, praticamente todos as lesões que aparecem no cérebro e que nos levem a suspeitar de tumor merecem ser operadas; temos como exceções algumas lesões que são muito arriscadas para serem operadas, alguns tumores muito benignos e pequenos que podem ser apenas observados, e raros tumores mais comuns em crianças que soltam marcadores no sangue e na água que banha o cérebro (líquor) que podem ser imediatamente tratados, pois a cirurgia não gera benefício. As cirurgias costumam ser tranquilas, e existem várias formas de evitarmos que a cirurgia deixe sequelas, assim podemos tranquilizar bastante os pacientes que vão precisar enfrentar o centro cirúrgico”, explica o médico neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola).

Segundo o especialista, no momento não há como falar em prevenção de tumor cerebral para a população em geral. “Mas podemos afirmar que para pacientes que possuem herança genética com risco de gerar tumores, existem formas de prevenir câncer e outros tumores benignos”, diz o médico. Quando o tumor é identificado, a cirurgia é a melhor opção.

“Fica muito mais fácil tratar o cérebro que está com pouquíssimas células tumorais, do que tratar um punhado de células anormais tumorais que podem inflamar e gerar sintomas no paciente, além de ficar mais fácil sobrar alguma célula resistente a quimioterapia e a radioterapia. Ou seja, se possível vamos tirar o máximo de tumor sem deixar qualquer sequela, a partir daí vamos poder analisar qual tumor se trata, para escolher o melhor tratamento para hoje e para o futuro”, diz o médico.

O neuro-oncologista enfatiza que geralmente a cirurgia exige muita técnica do médico. “O neurocirurgião faz um pequeno corte e chega no cérebro com muita cautela, entrando e sempre afastando gentilmente as estruturas nobres. Geralmente o tumor vai sendo removido com materiais cirúrgicos pequenos, aspirando muitas vezes, e com ajuda de microscópio, além da ajuda de outros médicos, que ficam observando de diversas formas se o paciente apresenta qualquer risco de sequela ou se o cirurgião está próximo de alguma parte nobre, como a área da fala e da visão.

Costumam ser cirurgias não muito longas, com uma recuperação rápida que costuma levar um dia na UTI (geralmente mera precaução, zelo) e um a dois dias no quarto antes da alta. Às vezes, pela inflamação que a cirurgia gera, alguma dificuldade neurológica momentânea pode ficar aparente após a cirurgia, mas quase todas elas somem após alguns dias”, diz o médico.

Com relação às sequelas, ao decidir operar, os médicos nunca têm como objetivo deixar sequelas. “A maioria dos estudos demonstra raríssimas sequelas quando a cirurgia foi extremamente segura e bem planejada, e realizada por profissional bem treinado e com conhecimento em neuro-oncologia cirúrgica. Quando um neurocirurgião entra em campo para operar um paciente é para retirar o máximo de tumor possível sem deixar danos”, destaca. No entanto, sintomas neurológicos no pós-operatório podem ser comuns, e dependem muito do tamanho do tumor e aonde ele está, mas devem ser transitórios, segundo o Dr. Gabriel Batistella.

“O cérebro não gosta que alguém toque nele, mexa e o movimente, além do fato de que a remoção do tumor pode gerar uma inflamação por algum tempo, afetando zonas totalmente saudáveis do órgão. Na recuperação após a cirurgia, muita coisa acontece, o ar que entra some, sangue é limpado pelo próprio corpo do paciente, o cérebro ‘se ajeita’ novamente, e a inflamação reduz, fazendo com que os sintomas sumam. Pacientes que apresentam sequelas fixas são pacientes que já tinham áreas do cérebro infiltradas pelo tumor, e mesmo que o cirurgião não retirasse, ainda assim teriam um déficit decorrente disso”, explica o neuro-oncologista.

O acompanhamento após o procedimento é fundamental. Além de o paciente ficar um tempo no hospital, curto, para observação e segurança, ele deve voltar no consultório do cirurgião cerca de 10 dias após a cirurgia, para retirar os pontos.

“O paciente que retira um tumor deve ter um neuro-oncologista clínico ou um oncologista para dar seguimento no tratamento, geralmente a consulta já aconteceu antes da cirurgia, ou este médico ‘entra em campo’ no pós-operatório, de preferência na mesma semana. A maioria dos pacientes vai precisar esperar cerca de 4 a 8 semanas após a cirurgia para fazer uma radioterapia ou quimioterapia, então neste tempo aproveitamos para conhecer o paciente, explicar tudo, examinar o tumor, buscar estratégias, reabilitar quem precisa ser reabilitado e fazer o máximo com esse tempo para permitir que o paciente comece o tratamento com muita força e garra”, explica o médico.

Ilustração: Kateryna Kon/Shutterstock

Após a cirurgia, explica o médico, o paciente deve realizar, obrigatoriamente, uma ressonância magnética ou, caso indisponível, uma tomografia de crânio com contraste até 48h após a cirurgia (mas de preferência imediatamente após a cirurgia). “Este exame serve para mostrar o quanto de tumor saiu. Em seguida, o paciente possivelmente vai fazer outra ressonância ou tomografia para planejar a radioterapia, seguido de outra ressonância cerca de duas a três semanas após terminar a radioterapia. Quando os ciclos de quimioterapia começam, temos o hábito de fazer ressonância a cada dois ou três ciclos, com o objetivo de garantir que o tratamento está fazendo efeito, e para identificar necessidades de mudar o tratamento o quanto antes, caso necessário. Costumamos dizer que o paciente precisa seguir religiosamente o cronograma oncológico, pois isto é o que garante a segurança e melhor resultado no tratamento”, finaliza o neuro-oncologista.

Fonte: Gabriel Novaes de Rezende Batistella é médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO).

Dia Mundial da Alimentação: o papel do plant-based para uma vida mais saudável

Nutricionista da Superbom explica os benefícios de uma alimentação livre de produtos de origem animal

No último sábado, 16 de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Alimentação. E é importante notar que cresce cada vez mais no Brasil o número de adeptos a uma alimentação que prioriza a remoção total ou parcial dos alimentos de origem animal, como forma de zelar não somente pelo meio ambiente, mas também pela saúde.

Mesmo que para alguns pareça ser uma mudança muito difícil, sabendo fazer as adaptações de forma correta e mantendo um cardápio saudável e nutritivo, é possível introduzir o novo hábito alimentar de uma forma mais prazerosa e simples.

Dados divulgados pelo Índice de Alimentação Saudável (HEI-2010) apontam que a dieta vegana (ou plant-based) possui o melhor índice de valor nutricional dentre as analisadas. Já a onívora, que conta com a ingestão de carnes, por outro lado, foi a indicada com o menor valor nutricional. Os estudos mostram que as alimentações pescovegetariana – quando peixes e frutos do mar são as únicas proteínas animais consumidas -, vegetariana e especialmente a vegana geram um Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo das onívoras, sendo ideais para o combate da obesidade e aos malefícios causados por ela. Quando questionada sobre táticas de aderir a uma alimentação plant-based, Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom , marca pioneira na produção de alimentos saudáveis, explica:

“Uma opção para os que buscam dar início ao novo estilo de alimentação é começar de uma forma mais sutil, através da ‘segunda sem carne’, por exemplo. Esse movimento consiste em se alimentar apenas de alimentos vegetais ao menos uma vez na semana. A ideia é que, aos poucos, as pessoas aumentem o número de refeições sem derivados de origem animal até que, quando se perceba, tenham virado vegetarianas ou até mesmo veganas. Com uma introdução mais gradativa, fica mais fácil de não desistir”.

A profissional continua e explica que, ao retirar a carne da alimentação, é fundamental investir nas leguminosas – fontes de proteína vegetal. Feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, além de hortaliças verdes escuras, como brócolis, rúcula, couve e espinafre, estão entre as opções que podem fazer parte do novo cardápio. “É muito importante experimentar e incluir de tudo um pouco. A alimentação precisa ser colorida com as cores da natureza. Sendo assim, a dieta também deverá ser preenchida com verduras e legumes, como couve, abóbora cenoura, alface, couve-flor e carboidratos, como cereais ou tubérculos. O céu é o limite”, pontua Maureen.

Por fim, a profissional explica que, além da transição ser feita de forma gradual, é muito importante o acompanhamento de um nutricionista: “ele poderá auxiliar para que sejam feitas as substituições adequadas, o que evita a deficiência de algum nutriente no organismo e, consequentemente, no desenvolvimento de alguma enfermidade”.

Os produtos Superbom presentes nas receitas podem ser encontrados no Mercado Livre, Magalu, Shopee e mais de 25 mil pontos de vendas físicos ao redor do Brasil.

Dor mista afeta 6 em cada 10 pessoas que apresentam algum tipo de dor no corpo

Dor é uma queixa presente em 70% das consultas médicas, sendo a dor mista o tipo mais comum

Ontem, 17 de outubro, foi comemorado o Dia Mundial Contra a Dor, a data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância de aliviar qualquer tipo de dor para melhorar a qualidade de vida das pessoas que a sentem. A Associação Internacional para o Estudo da Dor (cuja sigla em inglês é IASP), define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável, com potencial para causar danos reais ao tecido. Essa é uma das queixas mais comuns nas consultas médicas e estima-se que esteja presente em 70% delas.

Podem ser classificadas em diferentes tipos, como a dor nociceptiva ou muscular – quando envolve os receptores de dor – chamados de nociceptores – localizados principalmente nos tecidos moles e nas articulações. Podem ser causadas por uma lesão traumática como um golpe ou uma torção. Outro tipo é a neuropática, que surge a partir do sistema nervoso central como, por exemplo, dor de um membro fantasma ou no sistema nervoso periférico, como a neuropatia.

Existe também a chamada dor mista, que atinge 6 em cada 10 pessoas que apresentam algum tipo de dor no corpo. Esse tipo afeta as fibras musculares e nervosas ao mesmo tempo e no mesmo local e pode ser acompanhada de sintomas como ardor, formigamento, pontadas e dormência, além de apresentar distúrbios no sono, ansiedade, depressão, queimação, sensação de frio, choque elétrico e sensação de pontadas.

É importante buscar o diagnóstico correto e um tratamento adequado para qualquer tipo de desconforto, no entanto, vale ressaltar que ainda não existem protocolos ou exames diagnósticos para identificar a dor mista, o que se tornou um desafio para os médicos. Atualmente o diagnóstico desse tipo de dor se dá por meio da revisão do histórico clínico do paciente, além de um exame físico completo, realizado por um médico.

Embora se saiba que não existe uma pergunta mágica para identificar a dor mista, Rainer Freynhagen, juntamente com outros autores, propôs no artigo “Quando considerar a dor mista?”, alguns questionamentos que podem fazer a diferença e que podem servir como uma estrutura básica para ajudar a identificar o tipo predominante de dor:

=Onde exatamente é sentida a dor?
=Com que palavras ela pode ser descrita?
=Há quanto tempo ela é sentida?
=Em uma escala de 0 a 10, qual é a intensidade da dor em repouso e durante o movimento?
=A dor é constante? Aumenta durante o repouso ou movimento?
=Está relacionada a uma causa identificável? Como começou e como evoluiu?
=Foi tratada com alguma coisa?
=Causa sofrimento psicológico?
=Além da dor, existem outros sintomas ou alterações que causam preocupação?

O tratamento da dor mista geralmente depende do histórico médico do paciente e da intensidade, mas uma das opções para tratá-la farmacologicamente é a combinação de diclofenaco, que ajuda a reduzir a dor e a inflamação e vitaminas B (B1, B6 e B12), que atuam nas fibras nervosas. Essa combinação age na origem do problema e proporciona alívio também no caso de dor mista.

É sempre recomendável que um especialista em saúde avalie o seu caso. Consulte um médico.

Fonte: P&G Health, divisão de saúde da P&G

Campanha Avon “Outubro Usamos Rosa” no combate ao câncer de mama

O mês de outubro, conhecido também como Outubro Rosa, leva o nome da campanha mundial de conscientização da saúde da mulher com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2021 foram estimados 66.280 novos casos de câncer de mama, sendo o tumor que mais acomete a população feminina brasileira. Para ir além das conversas importantes sobre o tema, a Avon lança a campanha de compre e doe “Outubro Usamos Rosa”, em que 7% do valor dos produtos selecionados é revertido às causas no combate ao câncer de mama desenvolvidas pelo Instituto Avon, como ações de detecção precoce da doença.

Entre os produtos selecionados estão a Base Sérum Avon (R$59,99),

o Magix Primer Controle de Brilho e Oleosidade (R$39,99), o

Batom e Blush Cushion 2 em 1 (R$34,99)

e a linha de esmaltes Crystal efeito 3D (R$17,99). É possível também obter os esmaltes da linha Pro Color 60s (R$13,99)

e os Batons Ultramatte Avon (R$24,99) avulsos.

A Avon também preparou o Presente Outubro Rosa, um kit presenteável (R$ 29,99) com um batom da linha Ultramatte e um esmalte da linha Pro Color 60s, além de uma sacola exclusiva para presentes. Entre as combinações de produtos, estão o kit Pink, com Esmalte Pro Color 60s Viva Pink e Batom Ultramatte Pink; o kit Rosê Malva, com Esmalte Pro Color 60s Rose Delicado e Batom Ultramatte Malva Misterioso, e o kit Rosa, com Esmalte Pro Color 60s Rosa Pétala e Batom Ultramatte Rosa Retrô.

A campanha acontece durante todo o mês de outubro com os produtos selecionados sujeito a disponibilidade de estoque. Para mais informações, acesse o site do Instituto Avon.

Os produtos mencionados podem ser adquiridos com uma representante Avon ou pelo e-commerce.

Informações: SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Sim, você pode engravidar na pré-menopausa, por Rodrigo Ferrarese*

Durante a pré-menopausa seus hormônios estão em modo “ioiô” e seus ovários continuam a liberar óvulos. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Conforme você se dirige para “a grande mudança”, também conhecida como menopausa, é bom ter em mente que as trocas de fraldas podem não estar totalmente fora de cogitação (e não estou falando de netos). É isso mesmo: durante a pré-menopausa, ou perimenopausa, que são os anos que antecedem a menstruação final, você ainda pode engravidar.

Essa “transição da menopausa” traz ciclos de ovulação imprevisíveis, à medida que os níveis de estrogênio e progesterona aumentam e diminuem, respectivamente. Durante esses anos de níveis de hormônio “ioiô”, seus ovários continuam a liberar óvulos para fertilização. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Como saber se posso engravidar na pré-menopausa?

A matemática é simples: se você ainda não atingiu a menopausa – definida como 12 meses consecutivos sem menstruação – você ainda pode engravidar. Muitas mulheres, quando deixam de fazer o controle da natalidade – e já estão há anos sem se preocupar em engravidar – , acabam desenvolvendo uma falsa sensação de segurança.

Da mesma forma, mulheres com histórico de infertilidade podem presumir que “aos 40 é que não vai acontecer”. O mesmo se aplica a mulheres com falência ovariana prematura. Pois saibam que, embora essas pacientes possam parecer que estão na menopausa, ainda podem ovular e descobrir uma gestação.

Será que estou grávida ou na pré-menopausa?

Getty Images/iStockphoto

Uma gestação é mais rara durante a pré-menopausa? Sim. No entanto, muitas mulheres grávidas não apresentam qualquer mudança física além da falta de menstruação, sintoma que pode ser confundido com perimenopausa. Assim, se você está na pré-menopausa e vivenciando menstruações irregulares, vale considerar, sim, uma gravidez, especialmente se não estiver usando nenhum método contraceptivo.

Caso a menopausa não tenha sido confirmada e nenhuma forma de contracepção tenha sido usada, vale fazer o teste de gravidez mesmo se você está entre 50 e 60 anos. Isso é especialmente importante para pacientes com sintomas abdominais, que podem indicar uma gravidez tubária com risco de vida.

Como se proteger contra uma gravidez não planejada?

Para evitar a chegada de um bebê no caminho para a menopausa, use um método anticoncepcional eficaz, seguro e apropriado até que a menopausa seja confirmada. Lembrando que o planejamento familiar natural (a famosa tabelinha) não é recomendado para mulheres na pré-menopausa, já que a menstruação irregular dificulta a previsão da ovulação.

Existem muitas opções de contracepção. O ideal é, ao considerar as opções de controle de natalidade, conversar com o seu médico e fazer os exames necessários. Ele pode discutir riscos, taxas de eficácia, e também opções para alívio dos sintomas da pré-menopausa (que, sim, muitas mulheres já começam a vivenciar).

*Rodrigo Ferrarese é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, DIU…).