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Neutrogena amplia sua linha Sun Fresh Derm Care com novo protetor solar facial para peles secas

O lançamento traz ativos dermocosméticos que melhoram a textura da derme, previnem os danos causados pelo sol e mantém a hidratação por até 12 horas

Sempre atenta em atender às necessidades e desejos de seus consumidores, Neutrogena amplia sua linha de protetores solares faciais e traz o novo Neutrogena Sun Fresh Derm Care Pele Normal a Seca. Formulado com ativos poderosos que melhoram a textura da pele e previnem contra os danos causados pelo sol, o novo produto complementa a linha inicial de protetores para pele oleosa e traz absorção instantânea, toque suave e textura ultraleve que mantém a hidratação por até 12 horas. Indicado também para peles sensíveis, está disponível no FPS 70 com as opções sem e com cor, que garante cobertura natural.

Um dos principais diferenciais das linhas solares desenvolvidas por Neutrogena é a exclusiva tecnologia Helioplex XP, uma das mais avançadas no mundo da cosmética. Ela protege da luz visível e dos raios UVA/UVB que afetam a pele tanto em altas temperaturas quanto em dias mais frios. Outro grande benefício que vem na formulação de Neutrogena Sun Fresh Derm Care, tanto para peles oleosas como secas, é o combo de ativos dermocosméticos composto por Niacinamida, ativo clareador de sinais causados pelo sol e que auxilia no combate a acne; Feverfew, um poderoso antioxidante que protege contra agressões externas como fumaça e poluição e Vitamina C, antioxidante essencial para a síntese de colágeno que neutraliza radicais livres.

“Temos muito orgulho desta linha de protetores solares faciais de Neutrogena, pois ela foi desenvolvida integralmente aqui no Brasil pela nossa equipe de cientistas, que é incansável na missão de descomplicar a rotina de cuidados com a pele por meio da ciência, sempre com o foco em saúde. Iniciamos a linha Derm Care no ano passado com protetores específicos para pele oleosa, que trazem efeito matte e controle da oleosidade por 12 horas, e agora abrangemos nosso portfólio com mais este integrante que vem atender uma demanda de consumidores com peles secas e mais sensíveis, que necessitam de uma hidratação maior”, declara Daniele Cavalcanti, diretora de marketing das marcas de cuidados com a pele da Jonhson & Jonhson Consumer Health do Brasil .

Entre os resultados clinicamente comprovados do novo integrante de Neutrogena Sun Fresh Derm Care estão hidratação prolongada de 12 horas, reposição do nível da água da pele, melhora da textura, maciez, preservação da barreira cutânea, além de prevenção à manchas solares, pigmentação e rugas. E todos são combinados a uma textura ultraleve, com toque suave que não derrete, resistência à água e ainda absorção imediata.

O novo Neutrogena Sun Fresh Derm Care Pele Normal a Seca vem no FPS 70, nas versões sem e com cor que garante mais luminosidade, por meio de uma cobertura natural.

Preços médios sugeridos:

Neutrogena Sun Fresh Derm Care Peles normais a seca sem cor: R$ 52,90
Neutrogena Sun Fresh Derm Care Peles normais a seca com cor: R$ 59,90

Onde encontrar: maiores redes de farmácias, mercados e sites de e-commerce

Inverno: pele e cabelos exigem cuidados redobrados em dias de baixa umidade do ar

Com a queda das temperaturas e a umidade do ar mais baixa, é natural a diminuição da transpiração corporal, que colabora para o ressecamento da pele e cabelo. De acordo com um estudo publicado no British Journal of Dermatology, isso ocorre porque as células encolhem com o frio, prejudicando a proteína filagrina, que age na hidratação. Com a queda das reservas dessa proteína, a pele fica seca e sujeita a doenças como dermatite seborreica, dermatite atópica, psoríase e a ictiose.

Para o dermatologista do Hospital Santa Casa de Mauá, Antônio Lui, outros fatores também colaboram para esse ressecamento, como, por exemplo, os banhos quentes que removem a oleosidade natural e reduzem o manto lipídico, que retém a umidade da pele. “Entre os sintomas da pele ressecada estão a aparência opaca, descamação, sensação de aspereza, coceiras e alergias, além de um aspecto esbranquiçado”, explica.

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Alguns hábitos podem amenizar essa aparência como manter uma alimentação saudável, rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, que combatem os radicais livres e previnem o envelhecimento; evitar os alimentos mais gordurosos; reforçar a ingestão de líquidos para hidratação do organismo e uma pele macia e elástica; evitar esponjas, usar hidratante após o banho, de preferência com o corpo ainda úmido; evitar a esfoliação nesse período para não piorar o ressecamento; usar hidratante labial para evitar rachaduras e usar filtro solar diariamente.

Vale lembrar que as peles mais oleosas também podem sofrer com o inverno e que oleosidade não é sinônimo de hidratação, já que a condição é uma proteção contra a desidratação. O período é ideal para a realização de tratamentos dermatológicos como peelings, laser, depilação, entre outros.

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O frio também pode atingir o couro cabeludo e os cabelos, promovendo ressecamento, queda e opacidade. Para minimizar essas condições algumas dicas são bastante válidas como não deixar de lavar os fios constantemente, sendo que a água muito quente também não é recomendada, pois abre as cutículas, quebrando os fios, tirando o brilho e aumentando a oleosidade.

O condicionador é um grande amigo dos cabelos nos dias frios, já que sela as cutículas e confere mais brilho e maciez. Também é aconselhável optar por produtos adequados ao tipo de fio; secar bem os cabelos após a lavagem; controlar o uso de toucas e gorros, que podem reter a umidade impedindo a respiração adequada do couro cabeludo; além de ingerir bastante água e fazer uma alimentação saudável.

Seis dicas para evitar o ressecamento da pele durante o inverno

Dermatologista membro da Doctoralia explica o que se pode fazer para cuidar da pele na época mais fria do ano

Há quem ame ou deteste o inverno, no entanto, quando se fala de pele, o ressecamento está entre os principais problemas das pessoas nessa época do ano. Isso ocorre porque a temperatura cai, assim como a umidade relativa do ar, já que chove consideravelmente menos do que no verão.

“Desta forma, o frio leva as pessoas a tomarem banhos mais quentes e a beberem menos água, uma vez que suam menos. Em decorrência disto, o manto lipídico, uma camada de gordura que cobre a nossa pele, faz a proteção e mantém a hidratação, é danificado”, explica a dermatologista, especialista em Dermatologia, Medicina Estética e membro da Doctoralia, Annie Levy Benzecry Szerman.

Pensando nisso, a Doctoralia e a especialista levantaram algumas dicas para evitar o ressecamento da pele no inverno. Confira:

1. Na hora do banho

O principal dano da pele no inverno é justamente o banho mais quente, que danifica o manto lipídico, principal responsável por preservar a hidratação do corpo. Além da água quente, o próprio sabonete também é um problema, pois a maioria das pessoas têm o hábito de tomar banho com muito produto, o que é um prato cheio para tirar essa capa de proteção, já que ele tende a desidratar a pele. Sendo assim, o primeiro passo para evitar o ressecamento é se adaptar ao banho morno e, para amenizar ainda mais os danos, “os sabonetes devem ser usados nas regiões íntimas, axilas, além de mãos e pés, apenas para limpar onde suamos e sujamos, mas não no corpo todo”, pontua Dra. Annie Levy. Uma outra opção para aqueles que não querem abrir mão do uso do produto no corpo inteiro são os óleos de banho, opções menos agressivas à pele.

2. Consumo de água

Pode parecer besteira, mas essa segunda dica também é vital quando o assunto é o cuidado com a pele. No Brasil, a população está habituada a tomar mais água no verão do que no inverno, principalmente nas regiões sul e centro-oeste, onde o frio afeta mais, fazendo com que a sede seja menos intensa. No entanto, a pele, assim como o restante do organismo, precisa que o consumo de água seja constante. “Se você consome pouca água, menos recursos o seu corpo terá para hidratar a sua pele. Por isso, a dica no inverno é beber mais líquido, não necessariamente só água, podendo também optar por bebidas quentes como os chás, da maneira que for mais conveniente.”

3. Hidrate-se

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Outro ótimo aliado aos efeitos do frio é, sem sombra de dúvidas, o hidratante corporal, principalmente em balm, uma textura mais potente e com uma camada de óleo que além de hidratar, vai evitar a perda de água pela pele. O terceiro passo, então, é adotar o uso de hidratantes logo após o banho: balms e cremes para aqueles com pele seca e hidratantes em gel, com textura matte ou sérum para aqueles que possuem uma pele mais oleosa. Ativos interessantes para se procurar nesses hidratantes são: ureia, lactato de amônia, glicerina, óleo de semente de uva e o óleo de amêndoas.

4. Cuidados com o rosto

O rosto também sente os efeitos da estação e pede por cuidados especiais. Então, no inverno, é necessário hidratar, mas com atenção para cada tipo de pele. Para as secas ou sensíveis, é importante dar preferência a hidratantes mais cremosos e potentes, para garantir a saúde da pele, sem o risco de cravos ou espinhas. Já naquelas pessoas com peles oleosas, o ideal é optar por produtos com textura de sérum, gel ou loção oil-free, que tendem a ser mais leves e não gordurosos, evitando assim a formação de cravos e espinhas.

5. Esfoliação

Foto: LiveAbout

Para os fãs de esfoliação, a boa notícia é que ela pode ser mantida no inverno, mas apenas em áreas menos sensíveis do corpo e que precisam de regeneração constante, como pernas, pés, cotovelos e joelhos. Essas áreas não possuem grande quantidade de glândulas sebáceas, responsável por produzir o óleo que protege a pele, por isso, a esfoliação regular pode ser aliada para que as células mortas sejam eliminadas, aumentando a permeabilidade dos ativos hidratantes. Logo após o banho, lembre-se de hidratar o local, já que a pele está mais propensa a receber os ativos até três minutos após o banho.

6. Atenção às doenças de pele

Foto: Belgravia Centre

Grande parte das pessoas possui alguma doença de pele não considerada grave, mas que causa incômodos, como rosácea, caspa, dermatite seborreica ou eczema. Geralmente, elas pioram no inverno e, com isso em mente, a dermatologista destaca que os tratamentos não devem parar, principalmente nesta época. “O principal ponto é a continuação do tratamento da doença com o dermatologista de confiança, ou seja, adequá-lo à estação, já que os cuidados podem variar a depender do quadro e do período do ano”, completa Annie Levy.

Fonte: Doctoralia

Produtos Natura Faces garantem limpeza e hidratação no ritual da maquiagem

Hidratante facial e demaquilante são itens importantes para os cuidados com a pele diários e ajudam na durabilidade da maquiagem

Manter o rosto limpo e hidratado é um fator imprescindível para garantir o sucesso da make, além ajudar no viço da pele. Natura Faces oferece opções de produtos que podem ser usados na preparação da pele antes da aplicação da maquiagem, como o Demaquilante Líquido, o Hidratante Facial Pele Mista a Oleosa e o Hidrante Facial Pele Normal a Seca. O demaquilante remove impurezas, oleosidade e maquiagem comum, além de possuir fórmula suave que não agride a pele. Já os hidratantes deixam a pele uniforme, com aspecto saudável, reduzem a diferença de tonalidades, inclusive as causadas pela acne e têm FPS 15. São duas opções para pele normal a seca e para pele mista a oleosa

O maquiador oficial de Natura, Marcos Costa, reforça a importância do tratamento adequado, com foco na limpeza e hidratação, independentemente do tipo de pele e da idade. Ele também lembra que esses cuidados melhoram o aspecto da make, aumentam a durabilidade dos produtos no rosto e evitam que os produtos craquelem.

“Um dos maiores mitos dos cuidados diários com rosto é que, se a pele for oleosa ou mista, não é necessário passar hidratante. Independentemente do tipo, a hidratação é um passo importante para conquistar uma pele bonita principalmente com a maquiagem, evitando que ela fique craquelada ou não fixe bem os produtos. Além disso, antes de passar qualquer produto no rosto, é preciso remover todo e qualquer vestígio de resíduo que possa haver nele, por isso a importância do uso do demaquilante”, comenta Marcos Costa.

Confira abaixo os produtos sugeridos para os cuidados diários:

Demaquilante Líquido Faces


Remove impurezas, oleosidade e maquiagem comum. Possui fórmula suave que não agride a pele. Preço sugerido: R$ 28,90 (120 ml).

Hidratante Facial Pele Mista a Oleosa Faces


Deixa a pele saudável e pronta para o dia. Um produto, 4 benefícios: traz hidratação intensiva, deixa a pele uniforme, reduzindo a diferença de tonalidades (inclusive as causadas pela acne), tem FPS15 e acabamento soft matte. Preço sugerido: R$ 27,80 (50 ml).

Hidratante Facial Pele Normal a Seca


Deixa a pele saudável e pronta para o dia. Um produto, 4 benefícios: traz hidratação intensiva, deixa a pele uniforme, reduzindo a diferença de tonalidades (inclusive as causadas pela acne), tem FPS15 e acabamento natural. Preço sugerido: R$ 27,80 (50 ml).

Onde encontrar: os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as consultoras, por meio do e-commerce, do app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias “Aqui tem Natura”.

Tudo o que você precisa saber antes de comprar um hidratante facial

Será que hidratar aumenta a oleosidade? E pele iluminada pode ser considerada saudável? Saiba respostas destas e de outras perguntas para comprar o seu hidratante facial sem erro

A hidratação facial é altamente benéfica para a pele, pois é capaz de impedir muitos danos que podem culminar em um envelhecimento precoce da pele. Mas não adianta usar qualquer hidratante: ele precisa ser específico para seu tipo de pele e com os nutrientes que você precisa.

“O ideal é sempre consultar um dermatologista que vai prescrever o produto ideal, seja ele manipulado ou industrializado, de acordo com a necessidade de cada paciente, tendo em vista questões como tipo e problemas de pele, estação do ano e exposição ou não a agentes poluentes”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Por isso, pode ser um investimento certeiro ter um creme específico para rosto, olhos, seios, abdômen, pernas, glúteos e pés.

1º – Qual seu tipo de pele?

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VectorStock

Para escolher seu hidratante facial, a primeira coisa que você deve se atentar é com relação ao seu tipo de pele. Isso vai influenciar na escolha do produto. “A pele seca é mais rara no Brasil, sendo mais frequente na região sul. É uma pele que tem deficiência em produzir gordura de boa qualidade, os famosos ômegas que, em conjunto com a água, formam uma membrana hidrolipídica, que reveste nosso tecido e proporciona uma aparência luminosa. Ela é mais áspera, sensível e, às vezes, mais avermelhada, além de apresentar tendências a ter rugas mais precoces”, diz a Dra. Claudia Marçal. Já a pele oleosa, por sua vez, é bastante comum, e tem tendência a ter acne, então os poros são bastante dilatados, ela apresenta brilho em excesso e um aspecto mais congestionado. “É aquela pele em que o paciente sente que forma cravos com muita facilidade; brilha o tempo todo e normalmente está acompanhada do couro cabeludo oleoso também, e os cabelos oleosos. Nessa pele o paciente tem dificuldade de controlar o brilho, porque as glândulas produzem gordura com muita facilidade”, diz a médica. Já a pele mista, na verdade, é uma combinação de áreas mais ressecadas e áreas mais oleosas. “A pele mista tem a zona T mais oleosa (testa, nariz e queixo), porque é onde se apresentam as glândulas sebáceas, um maior conglomerado como se fossem blocos únicos povoados por grandes quantidades de glândulas, que com certeza vão trazer essa sensação de oleosidade na região do maciço central como nós dizemos (testa, nariz, região centro malar perto do nariz na área da bochechinha e na região do queixo)”, explica a médica. Em contrapartida, as extremidades são ressecadas.

2º – Qual é a textura de creme ideal?

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Depende do tipo de pele. “Peles mais oleosas ou mistas necessitam de hidratação facial de preferência com séruns, já que eles têm textura fluida e não deixam a pele oleosa ou “pesada” e com aspecto brilhante em excesso”, diz Claudia. O gel também pode ser usado, mas é importante que o produto não seja pesado e em versões oil-free. No caso de peles mais secas, os hidratantes devem contar com veículos um pouco mais ricos em lipídios e substâncias que tenham a capacidade de segurar a água nessa pele para ajudar a formar a membrana hidrolipídica, como os cremes. “Esses produtos devem ser enriquecidos, ou seja, as formulações devem ter uma textura mais voluptuosa, mais rica, que realmente filme a pele, que deixe sobre a pele um manto filmógeno, uma parede de defesa que consiga repor e segurar água para evitar a perda transepidérmica”, argumenta a dermatologista.

3º – Produtos para “todos os tipos de pele” são mesmo eficazes?

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No caso dos hidratantes, não é ideal, pelas características e necessidades de cada tipo de pele.

4º – Quais são os nutrientes básicos para um hidratante de qualidade?

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Segundo Claudia, a hidratação deve repor tudo aquilo que precisamos: os fatores naturais de hidratação, silício, ácido hialurônico fragmentado, peptídeos. “Tudo isso deve estar presente numa fórmula boa, seja para manutenção ou prevenção do fotoenvelhecimento, em concentrações mais altas e com ativos mais complexos, para tratar o efeito do envelhecimento cronológico e biológico”, afirma a médica “Quanto aos ativos, os hidratantes devem ser ricos em ácido hialurônico de baixo e alto peso molecular como Hyaxel e DSH CN, biopeptídeos, micronutrientes, aminoácidos essenciais, proteínas, peptídeos, alistin, nutriomega 3, 6, 7 e 9, ácidos graxos essenciais (ômega-3), vitaminas E e C e oligoelementos como zinco, cobre, ferro, selênio e silício. Também podemos usar a Vitamina B3 aliada a bioenergizantes mitocondriais como Arct Alg, que estimula a síntese de ATP na mitocôndria, protege a pele e estimula as suas defesas naturais”, diz a médica.

5º – Hidratante com protetor solar é uma boa escolha?

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Você pode substituir desde que o produto ofereça proteção FPS de no mínimo 30 e PPD de no mínimo 10, ingredientes de proteção física (como o óxido de ferro ou dióxido de titânio) e proteção química. Mas no geral o protetor solar não deve ser substituído. “O ideal é utilizá-lo junto à rotina de beleza, depois da hidratação e revitalização da pele e antes da aplicação da maquiagem. Produtos multifuncionais com FPS existem de duas formas: a primeira é um filtro solar com benefícios agregados, por exemplo, um filtro solar com FPS 30, PPD 10, base e ação antirrugas. Esse é um legítimo filtro solar, pois oferece proteção contra UVB e UVA. Mas o outro exemplo é um produto antirrugas ou base com FPS 30. Nesse caso, se o produto não apresenta o PPD, ou seja, a proteção UVA, ele não é considerado um filtro solar e não protege a pele dos danos UVA, que é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), com um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação”, enfatiza a dermatologista.

6º – Hidratar aumenta a oleosidade?shutterstock mulher pele rosto

Ao usar um hidratante específico para o tipo de pele, não há esse risco de aumento de oleosidade e nem de aspecto congesto. “Por isso, é ideal consultar um dermatologista, que vai prescrever a fórmula ideal no veículo mais adequado ao tipo de pele, seja ele um creme, gel, sérum ou loção.”

7º – Pele “iluminada” pode ser vista como pele saudável?

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Existe uma diferença entre luminosidade da pele e o aspecto congesto da pele oleosa. “A pele iluminada é bem nutrida, hidratada, vascularizada, viçosa, com uma textura homogênea, elástica e tem poros bem diminutos. Isso é diferente da pele oleosa, que traz um brilho excessivo formado por uma gordura natural de má qualidade, justamente porque a pele oleosa produz óleo em grande quantidade”, finaliza a especialista.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Porque não podemos utilizar qualquer sabonete no rosto

Parte sensível do nosso corpo, o rosto requer cuidados especiais na hora da limpeza

Você sabe o que é filme hidrolipídico? É a mistura entre lipídeos, cerâmicas e líquidos, que juntos formam uma camada de proteção na pele do nosso rosto, nos protegendo contra microrganismos e auxiliando na preservação da água da camada córnea, o que mantém a hidratação. A pele do rosto costuma ser mais sensível que a de outras regiões do corpo, por isso requer alguns cuidados quando falamos da sua limpeza.

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A grande maioria não sabe, mas o sabonete comum, quando utilizado para limpeza do rosto pode deixá-lo desprotegido e até irritado. “Quando utilizamos o sabonete em barra comum – que normalmente possui fórmula um pouco mais agressiva – para a limpeza do nosso rosto, o filme hidrolipídico acaba ficando comprometido, o que deixa a pele mais sensível e desprotegida, podendo causar sensibilidade e até irritações”, explica a esteticista Ângela Coelho.

Segundo a esteticista, em peles oleosas, por exemplo, essa limpeza inadequada pode causar um efeito rebote e aumentar a produção de sedo, o que propicia o surgimento de acnes e a obstrução dos poros. Já nas peles secas, a perda da proteção deixa a pele ainda mais ressecada e pode levar ao aparecimento de linhas de expressão. Além disso, o pH da pele do nosso rosto é diferente do resto do corpo, o que faz com que precise de ainda mais cuidado.

A limpeza correta do nosso rosto faz com que a nossa pele se mantenha bonita e saudável. O primeiro passo para evitar esse tipo de problema é escolher o sabonete ideal para o seu tipo de pele, que vai atender adequadamente as suas necessidades. “Na dúvida sobre o seu tipo de pele e em quais produtos investir, invista em um sabonete com pH neutro – pode ser sabonete de bebê, que na embalagem esteja identificado como pH Neutro, pH 7 ou pH balanceado – , pois esse pH é compatível com a pele do rosto”, completa.

Além do sabonete, existem algumas dicas e produtos que vão auxiliar no cuidado com o rosto. Use tônicos e hidratantes, mesmo tendo a pele oleosa; todas precisam de hidratação. Evite colocar a mão no rosto, ela costuma estar cheia de micro-organismos que podem contaminar a pele. Procure produtos com fórmulas livres de parabenos, álcool e corantes. E lembre-se: a hidratação da pele ocorre principalmente de dentro para fora, então tomar água é essencial para que os cremes hidratantes façam o efeito de criar uma barreira na pele que impede a perda de água excessiva.

Sabonetes e os tipos de pele

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Aloe vera – Pixabay

Pele normal: é a pele equilibrada, então um sabonete suave com propriedades hidratantes é o suficiente. Ativos como aloe vera, extrato de calêndula, extrato de ginseng, extrato de maracujá e argila branca são ótimos para esse tipo de pele.

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Erva doce / freshdesignpedia

Pele oleosa: é uma pele que possui um desequilíbrio na glândula sebácea e na glândula sudorípara, o que causa uma maior produção de óleo e de água. Apesar de oleosa, ela pode apresentar algumas zonas de ressecamento. Nessas áreas, o sabonete não deve ser usado, já que ele possui propriedades secativas. Produtos com ácido salicílico, erva doce, melaleuca, hamamelis e argila verde são boas opções e possuem ação sebo reguladora.

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Pele seca: é uma pele que possui um desequilíbrio na glândula sebácea e na glândula sudorípara, e, diferente da pele oleosa, a seca tem pouca produção de óleo e de água. O ideal aqui é usar sabonetes que tenham ativos com propriedades hidratantes, como: extrato de aveia, extrato de melissa, óleo de framboesa e argila amarela.

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Alecrim – Foto: MGD©

Pele Mista: este tipo de pele possui regiões com maior produção de lipídeos (normalmente na zona T), e alterna regiões secas e normais. Sabonetes com ativos como extrato de hortelã e extrato de alecrim são excelentes opções.

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Fotolia

Peles Masculinas: os ativos são os mesmos, porém usados em concentrações diferentes, já que a pele dos homens geralmente tem maior produção de sebo e costuma ser mais resistente.

Fonte: Ângela Coelho

Bepantol Derma Toque Seco deixa a pele hidratada e sequinha num toque

A linha Bepantol Derma ganhou um reforço de peso: o Bepantol Derma Toque Seco. A novidade, que mantém a fórmula única de Bepantol, ficou ainda melhor e deve ganhar o coração das consumidoras ao unir seu poder de hidratação intensa e restauração profunda à sensação de toque seco e textura mais leve.

Com o lançamento, a linha Bepantol Derma tem agora um produto para cada tipo de necessidade:

=Hidratante Intenso Toque Seco, para ser usado a qualquer hora e em qualquer lugar, indicado para peles normais e secas, ideal para mãos, rosto e pescoço;
o produto atual, Hidratante Multirrestaurador para a rotina de hidratação diária, indicado para peles extrassecas ou regiões sensibilizadas da pele.

Ambas as versões são indicadas para regiões afetadas pelo ressecamento e para regiões tatuadas ou micropigmentadas.

“Era muito comum ouvirmos de nossas consumidoras que já amavam o Bepantol® Derma a necessidade de algo com textura mais leve e com rápida absorção, para ser usado a qualquer hora do dia.”, comenta Ana Carolina Vaquero, gerente de marketing da marca, que completa: “Agora é possível atender a todos as ocasiões e tipos de pele com o mesmo resultado: a hidratação intensa e restauração profunda que só Bepantol® Derma proporciona”.

Sua formulação oil free com rápida absorção, combinada com o já conhecido dexpantenol (pró-vitamina B5), Bepantol Derma Toque Seco possui uma rica propriedade hidratante, ideal para restaurar profundamente as camadas da pele.

A marca também renovou toda a linha, com embalagens mais sofisticadas e informativas. O produto chega ao mercado com apresentação de 30g e já pode ser encontrado em farmácias e drogarias de todo o Brasil.

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Preço sugerido de Bepantol Derma Toque Seco – 30g: R$ 35,90.

Informações: Bepantol

Peles diferentes necessitam de tratamentos diferentes

Brasil possui miscigenação de peles e cada uma precisa de cuidados específicos

O Brasil é um país conhecido por sua mistura de etnias, por isso não existe uma única pele brasileira, mas várias. Desse modo, são encontrados diversos tipos, pois, a pele brasileira é mais complexa por ser oriunda de uma miscigenação de negros, índios e europeus (negros, pardos e brancos). Há, ainda, diferenciações teciduais únicas oriundas da radiação ultravioleta expressiva e altas temperaturas.

Em conjunto, essas ocorrências traduzem a pele brasileira como única no mundo e, por isso, requer tratamentos, composições e blends de ativos extremamente especiais e com concentrações diferenciadas.

Diferentes tratamentos

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Adélia Mendonça, especialista em dermocosméticos de alta performance, sendo pioneira no Brasil nas áreas de estética íntima e skincare de alto percentual ativo, e fundadora da Adélia Mendonça Cosméticos, aponta que peles diferentes precisam de tratamentos estéticos específicos.

“A barreira córnea tem atuação seletiva de retenção/bloqueio. Porém, sua existência é vital para a proteção aos agentes ambientais. As composições devem saber manejar o tecido sem uma violação ou processo inflamatório agudo, enquanto estimula a proliferação de novas células vivas. Esse manejo é vital para a pele ter qualidade, resistência e tração necessárias. Dependendo do tipo de pele, são necessários produtos específicos para que haja permeação cutânea (absorção profunda dos ativos na pele)”, destaca.

Cuidados

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Para se ter uma pele saudável, é preciso ter alguns pilares básicos de tratamento, divididos em higienização, tonificação, dermocorreção e fotoproteção. Além disso, Adélia aponta que, para o melhor aproveitamento de dermocosméticos, deve-se utilizar produtos direcionados para o seu tipo de pele e, o ideal, é que os cuidados comecem já a partir dos 18 anos.

Tipos de pele

Adélia ainda lembra que reconhecer qual o seu tipo de pele é fundamental para saber quais produtos usar e que, principalmente no Brasil, uma única pele pode apresentar aspectos de tipos variados.

“Devido a essa miscigenação, uma só pele pode apresentar diversas condições, como manchas, oleosidade, acne e outros aspectos. Portanto, na Adélia Mendonça Cosméticos, desenvolvemos dermocosméticos para atender cada necessidade de pele. Além disso, nossos dermocosméticos são hipoalergênicos, livres de parabenos e oil-free”, explica.

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Os tipos de pele são oleosa, mista e seca. Para reconhecer cada tipo, a especialista deu algumas dicas:

Pele oleosa: apresenta uma camada grossa, espessa, com cravos, poros abertos e oleosidade excessiva.
Pele mista: apresenta oleosidade, cravos e poros abertos na região da testa, nariz e queixo (zona T).
Pele seca: no Brasil, esse tipo de pele é mais comum na região sul, por maior influência europeia, onde o clima é mais frio e as peles são claras e apresentam menor quantidade de óleo.

Fonte: Adélia Mendonça atua na área de estética há mais de 40 anos. Começou a se dedicar aos estudos em cosmetologia a partir de um problema estético pessoal para o qual não conseguia encontrar solução. Possui especialização em Estética Facial Corretiva, realizada em Buenos Aires (Argentina), e já participou de pesquisas na Europa, Estados Unidos e América do Sul. Fundou seu próprio laboratório, a Indústria de Cosméticos Adélia Mendonça, para aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo de seus anos de estudos. Desde então, desenvolve dermocosméticos de alta performance.

Pele do rosto: posso usar diferentes produtos e misturar marcas?

Será que faz mal para a pele misturar produtos de marcas diferentes? A dermatologista Valéria Marcondes responde essa dúvida e ainda ensina como cuidar da pele seca, oleosa e mista.

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Você já deve ter ouvido, principalmente de marcas de dermocosméticos, aquela história de que não é bom misturar produtos de linhas diferentes nos cuidados com a pele do rosto. O ideal seria, segundo eles, investir na linha inteira da marca para cuidados com limpeza, esfoliação, tonificação e hidratação, pois são formulados para uma sequência. Mas isso é verdade ou uma estratégia de marketing?

“Se todas as linhas tivessem sabonetes com ingredientes não irritantes e abrasivos, tônicos sem grandes quantidades de álcool e principalmente hidratantes com conservantes como parabenos, esse princípio até poderia valer. Mas todas as linhas possuem bons e maus produtos e precisamos ficar sempre atentos às formulações”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a médica, não é incomum encontrar marcas com ótimos hidratantes e fotoprotetores inadequados, ou linhas com sabonetes irritantes e máscaras altamente hidratantes. “Tudo também vai depender do tipo de pele da paciente e da melhor estratégia para tratar alterações em sua pele, por isso é fundamental procurar um dermatologista”, afirma Valéria.

Do mesmo modo que você não usa roupas de apenas um estilista ou toma remédios somente de uma indústria farmacêutica, o mesmo deve ser feito com os produtos da sua pele, segundo a dermatologista. “Para ter sucesso na rotina skincare, é necessário selecionar o que funciona melhor para seu tipo de pele e necessidade. Por isso, a mistura é necessária muitas vezes. Usar apenas uma linha não garante que seu tratamento será efetivo”, conta.

Mas, afinal, como escolher o melhor produto para o seu rosto? A dermatologista explica pelas características da pele:

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Pele oleosa – bastante comum no Brasil, esse tipo de pele tem tendência a ter acne, conta com poros dilatados, brilho em excesso e aspecto mais congestionado. “É aquela pele em que o paciente sente que forma cravos com muita facilidade e há uma dificuldade de controlar o brilho, porque as glândulas produzem gordura com facilidade”, afirma. O sabonete para esse tipo de pele deve ser preferencialmente líquido e usado obrigatoriamente de duas até três vezes ao dia. “Os sabonetes devem ser aqueles com extratos controladores de oleosidade e podemos usar ácido salicílico ou glicólico”, conta. A loção tônica adstringente vem logo em seguida e pode conter álcool, pela sua atividade secativa, mas não pode passar de 5% da formulação para não ser irritativo. “Essa pele precisa ser hidratada na sequência, com produtos oil control e que proporcionam efeito mate. Mas não podemos deixar de hidratá-la, para não causar o rebote – que ocorre quando deixamos a pele seca demais e há uma reação compensatória do organismo para repor esse filme gorduroso com mais oleosidade”, comenta. Geralmente os hidratantes são indicados em séruns, loções com oil control, oil free, ou na forma de gel. “Essa pele deve receber fator de proteção solar acima de 30 e esse filtro solar deve ter toque seco”, afirma. Em relação à noite, repete-se a higienização do dia e em alguns casos pode ser necessário o uso de ácidos como retinoico ou substâncias como peróxido de benzoíla.

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Pele seca – tem deficiência em produzir gordura de boa qualidade, os famosos ácidos graxos ou ômegas, que também formam a membrana hidrolipídica, que reveste o tecido e proporciona aparência luminosa. “A pele seca tem uma característica de ser mais áspera, mais sensível e, às vezes, ficar mais avermelhada, além de apresentar tendências a ter rugas mais precoces”, afirma a médica. Para limpeza, a médica indica as loções, sabonetes cremosos, emulsões ou os sabonetes líquidos à base de extratos calmantes e sem agentes agressores. No geral, essa pele deve evitar a esfoliação e investir em tônicos calmantes hidratantes à base de fatores de hidratação e de aminoácidos, e sem álcool. “Os hidratantes podem ser mais robustos, em veículos mais cheios de lipídios, e devem ter a capacidade de segurar a água na pele e contar com alguns lipídios na formulação para ajudar a formar a membrana hidrolipídica”. Principalmente esse tipo de pele não pode esquecer do creme específico para a região da área dos olhos. “Assim que a pele foi hidratada, deve-se esperar alguns minutinhos para passar o fotoprotetor, que deve ser diário. Deve também receber filtros solares com índice normalmente acima de 30, com textura mais cremosa”, explica. À noite, após a limpeza e tonificação, é importante utilizar hidratantes nutritivos, segundo a médica.

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Pele mista – é uma combinação de áreas mais ressecadas e áreas mais oleosas; a pele mista tem a zona T mais oleosa (testa, nariz e queixo), porque é onde se apresentam as glândulas sebáceas. “No caso da pele mista, a higienização também é com o sabonete líquido e posso usar uma loção tônica adstringente na região da zona T. No restante do rosto, a hidratação deve ser feita usando séruns, loções mais leves, produtos ricos em segurar a molécula de água na pele, sem esquecer a fotoproteção que também pode ser com os BB, CC creams, ou simplesmente o filtro solar sobre um bom hidratante”, afirma Valéria. E à noite, o paciente deve lavar o rosto novamente, tonificar a pele, dando maior atenção à região da zona T e, dependendo da faixa etária do paciente, ele pode usar a vitamina C, os derivados de vitamina A, ácido retinoico, alfa hidroxiácidos e beta hidroxiácidos.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser. 

Pele seca e ressecada podem ser confundidas, mas não são a mesma coisa

Dermatologista explica a diferença entre o tipo de pele e a condição em que ela se apresenta em determinado momento, por fatores internos e externos. Em um caso, há falta natural de óleo; no outro, desidratação (falta de água)

Embora tenham nomes parecidos, pele seca não é a mesma coisa que pele ressecada e esta é uma sutil diferença que impacta na escolha de cosméticos. “O clima frio e o ar seco fazem com que a camada mais externa de células da pele encolha e isso ajuda a degradar as reservas de filagrina, uma proteína que colabora com a hidratação natural e barreira cutânea. Com isso, até mesmo a pele oleosa tende a ficar mais ressecada e pode ser confundida com a pele seca”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Mas é necessário entender uma diferença: existe a denominação quanto ao tipo de pele, ou seja, se é seca, normal, mista ou oleosa; e também há condições, internas e externas, que fazem com que até mesmo a pele oleosa possa ficar desidratada ou ressecada”, acrescenta.

De acordo com a médica, o tipo é a característica natural da pele, enquanto a condição é algo que pode causar a experiência de outros problemas. “E isso pode acontecer a qualquer um, tanto de forma breve e temporária quanto, em alguns casos, de maneira mais longa e persistente”, comenta. A baixa ingestão de água, a poluição, o vento, o clima seco e até hobbies, como por exemplo a natação, estão entre os principais fatores que demandam cuidados especiais com a pele para que ela não fique desidratada. “Em resumo, pele seca representa um tipo específico de pele, enquanto a ressecada é uma preocupação”, sintetiza.

Mas afinal, cientificamente, qual a diferença? “Nossa pele conta com uma membrana hidrolipídica, que é um filme natural de gordura (óleo) e água, com função de proteger a pele. Se você tem pele seca, isso significa uma carência de óleo. É uma característica que também é comum a outras áreas do corpo, como mãos, couro cabeludo e pernas”, explica.

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“Já no caso da pele desidratada, ela está carente de água e isso pode ser proveniente de vários fatores, desde dieta até uso incorreto de cosméticos, que podem ser agressivos e irritantes”. Ela exemplifica: “O álcool desnaturado pode secar a superfície da pele com aspecto desidratado, mas também estimular a produção de óleo em excesso na base do poro, de modo que a pele fica ainda mais oleosa.”

A médica explica que é nesse ponto que pode surgir um problema: “Quando a pele está desidratada, ela produz mais óleo para compensar a falta de água. Isto pode causar produção exacerbada de sebo, irritação, manchas e espinhas”.

Para resolver esse problema, Thais ressalta primeiramente a importância de consultar um dermatologista, que fará um diagnóstico correto do tipo de pele e da condição em que ela se encontra. “Além disso, é importante a ingestão de água e, no caso das peles oleosas que estão desidratadas, é necessário fazer a hidratação facial de preferência com séruns, já que eles têm textura fluida e não deixam a pele oleosa ou “pesada” e com aspecto brilhante em excesso”, garante. O gel também é indicado para esse tipo de pele, mas atenção: cremes mais pesados devem ser evitados.

Já no caso da pele seca, ela tende a sofrer ainda mais no inverno. “Dessa forma, os cremes devem ser enriquecidos, ou seja, as formulações devem ter uma textura mais rica, que realmente forme um filme sobre a pele, uma parede de defesa que consiga repor e segurar água para evitar a perda transepidérmica. Podem ser usados: Hyaxel e DSH CN (ácido hialurônico de baixo e alto peso molecular), Oligomix, Nutriomega 3, 6, 7 e 9, Alistin, proteínas, peptídeos, ácidos graxos essenciais (ômega-3), vitaminas E e C e oligoelementos como zinco, cobre, ferro, selênio e silício”, explica a médica.

Outro ponto de destaque é com relação à higienização dessa pele, de forma que o sabonete líquido não deve ter qualquer agente agressor. “Indico as loções e emulsões de limpeza, os sabonetes cremosos ou os líquidos à base de extratos calmantes como calêndula, camomila, aloe vera”, explica.

De forma geral, a dermatologista sugere, na rotina de limpeza, as seguintes dicas: usar sabonetes de limpeza suaves; evitar esfoliantes agressivos e escovas de limpeza ásperos; usar tônicos que contenham ação hidratante e, no caso da pele oleosa, buscar produtos com álcool em pequena quantidade na formulação; ignorar produtos altamente perfumados (se eles usam fragrâncias sintéticas ou naturais); usar produtos de tratamento, como aqueles à base de ácidos e retinoides, apenas com orientação dermatológica; e procurar ajuda médica em casos de irritação ou ressecamento excessivo.

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“Algumas vitaminas orais como FC Oral e Bio-Arct podem ser indicadas para melhorar essa hidratação de dentro para fora”, finaliza a médica.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia