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5 milhões morrem por ano em decorrência de doenças associadas ao sedentarismo, diz OMS

Os dias mundiais da Atividade Física e da Saúde, celebrados em 6 e 7 de abril, respectivamente, foram criados para alertar a população sobre os benefícios que a união de uma vida ativa com alimentação saudável pode produzir nas diferentes fases da existência. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, cinco milhões de pessoas morrem em decorrência de doenças associadas ao sedentarismo. Entre as patologias que o estilo de vida inadequado pode trazer estão hipertensão, diabetes, artrose, dislipidemias – caracterizadas pela presença de níveis elevados de gorduras no sangue -, ansiedade, entre outras.

Daniel Reche/Pixabay

O educador físico Gustavo Souza, que atende nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Jardim Lídia e Jardim Maracá, ambas gerenciadas pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, chama a atenção às pesquisas que evidenciam a estreita relação entre a prática dos exercícios e a saúde.

“Os problemas atingem pessoas de diversas idades, já que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividades físicas suficientes, levando à redução do funcionamento físico e mental e ao comprometimento funcional”, afirma Gustavo. Nesse sentido, a participação em programas e projetos relacionados a mudanças no estilo de vida, com aumento do nível de atividade física e melhora na alimentação, é fator determinante para a prevenção de doenças crônicas e para a manutenção da saúde mental.

“Pessoas ativas possuem melhor qualidade de vida, sensação de bem-estar, aptidão cardiorrespiratória e, assim, maior expectativa de vida. Além disso, as chances de desenvolverem doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no Brasil e no mundo, diminuem consideravelmente”, destaca o educador.

Quando começar?

Praticar atividades físicas é algo que pode ser realizado em todas as fases da vida, sendo os benefícios visíveis para todas elas. A OMS recomenda que os exercícios sejam iniciados ainda na infância, em crianças e adolescentes na faixa entre 5 e 17 anos. Ao menos 60 minutos de atividade moderada à intensa diariamente é um tempo razoável.

Gustavo afirma que, para esta faixa etária, as atividades físicas podem ser consideradas jogos esportivos e até brincadeiras recreativas. Para a população adulta, a quantidade considerada ideal aumenta. Neste caso, a organização recomenda 150 minutos de atividades aeróbicas moderadas ou 75 minutos de intensas por semana.

Já os exercícios de fortalecimento muscular por, ao menos, duas vezes na semana são capazes de melhorar as aptidões cardiovasculares e respiratórias e a resistência muscular, prevenindo e/ou reduzindo os riscos de doenças crônicas, mentais e ósseas. Segundo o educador físico, para a população idosa, as recomendações são as mesmas. No entanto, os exercícios podem ajudar ainda a melhorar o equilíbrio e a prevenir quedas, além de auxiliarem na saúde funcional e cognitiva. “O indicado, neste caso, é que sejam executados três ou mais dias da semana, de acordo com as condições de saúde do idoso.”

Alimentação saudável

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

A nutricionista Inayah Galetti, que atende na UBS Jardim Magdalena, gerenciada pelo Cejam, explica que, nas últimas décadas, a população viveu um momento de transição nutricional. De acordo com a especialista, os casos de desnutrição sofreram uma queda considerável no período, mas os índices de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias e doenças cardiovasculares, aumentaram consideravelmente, principalmente na vida adulta.

“A população adulta atual cresceu em um ambiente no qual não se preocupava com as consequências do alto consumo de produtos industrializados, gordurosos e ultraprocessados. O resultado é a crescente nos casos de comorbidades.”

Inayah ressalta que, normalmente, as pessoas passam a se preocupar com a saúde alimentar apenas quando desenvolvem alguma patologia. Porém, alerta que é essencial que os bons hábitos alimentares sejam passados ainda durante a infância, como forma de prevenção. “As crianças têm maior aceitabilidade a alimentos saudáveis à medida que os pais sirvam como exemplo. Se elas não os veem comendo os alimentos oferecidos, a chance de não aceitarem é grande.”

Uma dica para produzir uma boa educação alimentar dentro de casa é diversificar e variar os alimentos e as preparações, dando preferência aos in natura e evitando os industrializados e com excesso de açúcar e conservantes.

Benefícios

Foto: Meetcaregivers

Entre os alimentos que não podem faltar à mesa de uma família que busca uma vida saudável, conforme a especialista, estão frutas, legumes e verduras, que fazem parte do chamado “grupo de alimentos reguladores”: “São eles os responsáveis pelo maior aporte de vitaminas, minerais e fibras da alimentação. Os reguladores ajudam no funcionamento intestinal e de todo o corpo, fortalecem o sistema imunológico e dão mais disposição no dia a dia, além de reduzirem o colesterol ruim”, afirma a nutricionista.

A especialista destaca também que, mesmo para os mais velhos, se estes tiveram uma alimentação ruim ao longo da vida, a mudança de hábito produz resultados efetivos. “Ainda que alguma doença já esteja estabelecida, a alimentação sempre será a maior aliada para seu controle. Entretanto, é importante que elas não sejam feitas de forma brusca, mas, sim, por etapas, para que os novos hábitos perdurem por toda a vida”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”

Educador físico ensina como combater o sedentarismo

Profissional, membro da Doctoralia, fala sobre necessidade de praticar atividades físicas e dá dicas para começar a movimentar o corpo

O início dos Jogos Olímpicos de Tóquio se tornou o foco de parte da população que adora acompanhar as competições de diferentes categorias esportivas. Entretanto, o assunto chama atenção para outro tema bastante relevante: o sedentarismo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 25% dos adultos em todo o mundo são sedentários e, entre os adolescentes, essa taxa piora, chegando a 81% de jovens que não praticam exercícios.

Porém, a prática de atividade física é essencial e, além dos benefícios que oferece em qualquer tempo, tanto para a saúde física quanto mental, ela é especialmente importante neste momento, devido a pandemia da Covid-19.

“De acordo com os dados divulgados pela OMS, mais de 5 milhões de pessoas morrem anualmente em razão do sedentarismo. Por isso, em tempos de pandemia e UTIs lotadas, os exercícios físicos são de extrema importância para combater tanto a Covid-19 quanto o sedentarismo”, alerta o educador físico e membro da Doctoralia, Werico Rodrigues.

Além disso, a longo prazo, a prática frequente diminui os riscos de desenvolver diversas doenças, que vão da gripe ao câncer, passando por diabetes, hipertensão, depressão e doenças articulares. As atividades físicas rotineiras também deixam o corpo mais saudável, ou seja: elas resultam na melhora da aptidão muscular e cardiorrespiratória, além da redução do risco de queda e de fratura de quadril e vertebral.

E como começar?

Daniel Reche/Pixabay

Rodrigues explica que para aqueles que desejam iniciar do zero, sem experiência prévia na prática de atividade física, a melhor coisa a se fazer é buscar por um profissional de educação física para ter um atendimento personalizado. “Provavelmente, ele irá te orientar de forma individualizada, considerando sua realidade e condição física, o que é bastante importante”, detalha. No entanto, para aqueles que não possuem problemas de saúde e buscam começar aos poucos, uma caminhada leve, de meia hora, é o suficiente para o início de uma rotina mais ativa.

“A melhora na qualidade de vida e na saúde começa com pequenos passos. Se achar necessário, busque por um profissional que possa te orientar, mas outra opção interessante é investir em caminhadas ou passeios de bicicleta, por exemplo. Dessa forma, estará ao ar livre, fazendo algo leve e até mesmo divertido, que também pode ser uma oportunidade para relaxar e espairecer a mente”, completa.

Alongue-se

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O alongamento geralmente está relacionado ao início ou ao final de algum exercício, isso porque essa prática prepara a musculatura para determinada ação que irá ocorrer e, também, pode ser utilizada como um trabalho de resfriamento para acalmar o corpo. Trata-se de uma atividade física que tem como objetivo aumentar a amplitude articular, então não deixe de incluí-la pelo menos antes de iniciar algum exercício!

Além disso, o alongamento também pode ser o exercício principal da sua rotina, sabia? “Pessoas com dores articulares no quadril, por exemplo, ou até mesmo com dores na lombar, podem aderir a prática como atividade diária, uma vez que o exercício promove a sensação de alívio, trabalhando a mobilidade e fazendo com que as dores sejam menos intensas”, explica Rodrigues.

Foque na constância

Dreamstime

Há quem diga que é necessário praticar exercícios todos os dias para ter uma vida realmente saudável, mas, todos sabem que, entre a correria do trabalho e a vida pessoal, nem sempre sobra espaço para a prática diária. Segundo a OMS, o ideal é que se pratique atividades físicas no mínimo três vezes por semana, dando preferência para os exercícios aeróbicos e neuromusculares. “Tente definir um horário no dia que será destinado ao exercício físico escolhido, mantendo a constância de pelo menos três vezes na semana. Caso não consiga ir no dia X, tente repor no dia seguinte e assim por diante. O importante é não desanimar”, completa o educador físico.

Fonte: Doctoralia

Sedentarismo é fator de risco para desenvolvimento do diabetes

Prevalência global da doença é de 9,3%, sendo que mais da metade dos adultos não estão diagnosticados; médica explica como atividade física pode ajudar a prevenir este mal

A praticidade do mundo contemporâneo levou as pessoas a adotarem hábitos cômodos, mas nem tão saudáveis. Para quê caminhar alguns quarteirões se é possível pegar um táxi? Para quê subir alguns andares de escada se existe o elevador? Pois é desta forma que os costumes atuais e a ausência total de exercícios físicos estão levando os indivíduos ao extremo sedentarismo, o que vem aumentando o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes.

“Diabetes é uma enfermidade na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Já a insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue; nosso corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia”, explica Lívia Salomé, médica especialista em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard e vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Quando a pessoa tem diabetes, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia – e, se esse quadro permanece por longos períodos, pode haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Conforme a médica esclarece, existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1, em que há ausência de produção de insulina pelo pâncreas (ele pode ocorrer em todas as idades), e o tipo 2, que responde por 95% dos casos da doença e acomete principalmente adultos com mais de 40 anos.

“A incidência vem crescendo em todo mundo por causa de diversos fatores, entre eles, o envelhecimento populacional e, principalmente, o estilo de vida atual, com sedentarismo marcante e alimentação inadequada”, diz a médica. Segundo ela, este cenário está presente sobretudo nos países ocidentais, como Brasil e Estados Unidos, onde estatísticas mostram que a obesidade não para de crescer e tem se apresentado cada vez mais cedo, já na infância.  

Dados da International Diabetes Federation (IDF) dão conta de que existem 463 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo, o que significa uma prevalência global de 9,3%, sendo que mais da metade (50,1%) dos adultos ainda não estão diagnosticados. “As evidências sugerem que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados adequados. Isso evitaria ou retardaria complicações em pessoas que vivem com a doença”, reflete a especialista em estilo de vida.

Estudos mostram que as atividades físicas são capazes de reduzir o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 em até 60%. “O bom condicionamento físico melhora a ação da insulina no organismo, reduz o risco de morte por doença cardiovascular, ajuda no controle do peso e do colesterol, diminui os sintomas depressivos e aumenta a qualidade de vida. Todos esses benefícios são proporcionais à intensidade do exercício ou à capacidade aeróbica do indivíduo”, elucida Lívia, lembrando que o sedentarismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para doenças do coração, assim como para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes. 

Juntamente com os exames periódicos, a prática de exercícios regulares prolonga a expectativa de vida. “Não precisa ser muito: 20 minutos de caminhada diária são suficientes”, ensina ela. Já para as pessoas acima dos 60 anos de idade, é importante também conciliar exercícios de fortalecimento muscular, já que a perda de massa muscular é um problema sério nesta fase de vida.

Segundo a IDF, o diabetes está entre as dez principais causas de morte, sendo que quase metade delas ocorre em pessoas com menos de 60 anos. A previsão é que o número total de pessoas portadoras da doença aumente para 578 milhões em 2030 e para 700 milhões em 2045. “Se levarmos em consideração que o diabetes é uma enfermidade que podemos evitar ou postergar, os números são realmente assustadores. Infelizmente, o combate ao sedentarismo é hoje um problema de saúde pública no Brasil”, conclui a médica. 

Fonte: Livia Salomé é graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem especialização em Clínica Médica e certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine. Atualmente, é vice-presidente da Regional Minas Gerais do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV).

Começando o ano bem: sete metas para ter mais qualidade de vida em 2021

Confira as dicas dos especialistas para começar o ano com foco na saúde

Começar o ano cuidando da saúde é muito importante. Desde os cuidados mais complexos como realizar exames preventivos de rotina e fazer um acompanhamento médico até os cuidados mais básicos que devemos ter no dia a dia como as mudanças nos hábitos alimentação, cuidados com a saúde mental e até mesmo com a vida financeira.

E como início de ano é uma época em que muitas pessoas aproveitam para refletir sobre os erros cometidos no ano anterior e impor metas para o novo ano que se inicia, foi pensando nisso que separamos sete metas para ajudar no bem-estar e qualidade de vida em 2021.

Confira a lista e use como base para montar as suas metas pessoais e lembre-se que para alcançá-las, só depende de você.

• Mantenha uma boa alimentação

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Sem dúvidas, essa é uma das metas mais importantes dessa lista. De acordo com a nutricionista Tayna Fernandes, da Clínica NN Estética, a alimentação saudável é essencial para quem quer ter uma melhor qualidade de vida. “Consumir alimentos ricos em vitaminas e nutrientes fazem toda a diferença. O ideal é começar com pequenas mudanças, incluindo verduras no almoço, frutas no lanche, dois litros de água por dia, optar por alimentos integrais, evitar o sal e trocar o refrigerante por sucos naturais ou chás gelados é uma ótima maneira de garantir o seu bem-estar. ”

• Mexa-se e saia do sedentarismo

Foto: Jeviniya-Pixabay

A prática de exercícios físicos promove a produção e liberação de substâncias como a endorfina e a dopamina, que nos dão a sensação de bem-estar, concentração e bom humor. “Os benefícios vão além do aumento da massa muscular ou redução dos níveis de gordura, os exercícios também promovem a quebra do quadro de “preguiça” e sensação de incapacidade nos indivíduos. É importante saber que quando somos orientados por um profissional, a atividade física traz os mesmos benefícios que alguns remédios, mas sem contraindicações ou efeitos colaterais”, explicou Felipe Barboza, profissional de Educação Física da Pulse Nutrition.

• Sua saúde mental também importa

“Olhe para si com carinho. Olhe para o outro com devido valor. Humanize as relações. Tenha empatia. A nossa saúde mental também importa. Como eu costumo dizer: ‘o bem-estar em primeiro lugar’. Por isso, pratique sempre a humanização, seja para a sua equipe de trabalho, amigos, família ou, principalmente, para os desconhecidos, isso vai ajudar você a se sentir bem e cuidar de si também”, disse a especialista em desenvolvimento humano Ester Gomes.

• Cuide da sua imunidade

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O papel da alimentação é muito importante nesta meta, pois ela influencia diretamente no consumo de minerais e vitaminas que são responsáveis por ajudar a proteger o nosso sistema imunológico. Mas muitas pessoas não se alimentam corretamente ou ainda assim precisam de suplementos vitamínicos para ajudar. Tamara Borges, Health Coach da Pulse Nutrition, explica que os suplementos ajudam a turbinar a imunidade. “Existem diversos suplementos vitamínicos, mas um dos mais procurados é a vitamina D3, que regula a presença do cálcio e ferro no sangue, controla a pressão arterial, combate doenças autoimunes e também auxilia no fortalecimento dos ossos. Além dessa, a vitamina C também é uma ótima pedida pois ela é antioxidante, ajuda no metabolismo e combate os radicais livres. É importante antes de escolher o suplemento ideal para você, procurar a orientação de um especialista no assunto. ”
A biomédica Adriana Lima, também indica shots matinais para imunidade. “São shots preparados com água, limão, hortelã, gengibre e outros alimentos que são antioxidantes. O shot prepara o seu corpo para receber um café da manhã bem nutrido, causando uma desinflamação rápida e fazendo com que seu corpo absorva melhor os nutrientes e colaborando com a sua imunidade. O ideal é tomar ele assim que você acorda. ”

• Não abra mão de proteger sua saúde bucal


“A limpeza diária faz parte da rotina básica de cuidados para garantir que a saúde bucal está em dia, devemos escovar os dentes, passar fio dental e enxaguante bucal diariamente. Essa rotina ajuda a prevenir doenças como cárie e gengivite, além de fazer a limpeza básica”, explicou a dentista Rita Ventura.

• Tenha atenção à sua saúde financeira

Stocksy Unites

O consultor financeiro André Aragão traz algumas dicas que parecem simples, mas que ajudam muito no seu planejamento financeiro. “É importante sempre analisar os gastos e caso você seja empreendedor, separar a pessoa física da jurídica. Gaste de acordo com seu padrão de vida atual, especifique suas metas, utilize ferramentas para acompanhas os seus gastos como planilhas, compare preços antes de comprar, pague à vista sempre que possível e defina seus objetivos financeiros. Também é muito importante se planejar a longo prazo.”

• Passe mais tempo com quem você ama

“A proximidade com as pessoas que você ama precisa fazer parte da sua rotina. Seja presencial ou virtual, cercar-se de pessoas que te energizam é algo poderoso, que traz benefícios não só para o seu vigor físico e mental, mas que também funciona como fonte geradora de novos estímulos positivos, que te impulsionam para o cumprimento de outras metas e objetivos. Quando estamos na companhia de pessoas que amamos, nos sentimos mais à vontade e confortáveis. Nesse momento, o cérebro liga uma “chave de escape”, permitindo o descanso mental, fazendo uma clara a separação dessa vivência, com outras experiências que nos causam fadiga”, explicou Flávia Knop, especialista em desenvolvimento humano.

Como combater o sedentarismo em tempos de pandemia?*

A vontade de mudar de vida para melhorar a saúde está sempre na lista de meta da maioria das pessoas. E agora, com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a situação ficou desafiadora. O problema é que, muitas vezes, se exercitar e cuidar da alimentação ficava em segundo plano, por conta da correria e dos obstáculos que enfrentamos no dia a dia – como trânsito, trabalho, estresse, entre outros.

Mas, em período de quarentena, o desafio é fazer atividades físicas dentro de casa. Para se ter uma ideia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) , quase metade da população brasileira (47%) não pratica o mínimo de exercícios para manter o corpo saudável – o recomendado pela instituição é cerca 150 minutos por semana. Diante desse panorama, o país lidera o ranking de sedentarismo na América Latina e é o 5º mais sedentário do mundo.

Mesmo com este cenário não tão positivo, o mercado de atividades físicas segue em crescimento e, com o fechamento das academias de ginásticas, a população precisa encontrar formas de se exercitar em casa, com ajuda de vídeo aulas de profissionais que podemos encontrar na internet. Outra opção é usar dispositivos como gadgets esportivos para auxiliar com informações importantes sobre o treino. Hoje, já existem vários modelos no mercado.

Para ajudar as pessoas a não perderem o foco e não deixarem a saúde de lado durante a quarentena, abaixo, listo algumas dicas para uma melhor prática da atividade física em casa:

mulher dormindo quarto escuro

Tenha uma boa noite de sono: assim como praticar atividades físicas com frequência, manter uma boa rotina de sono contribui muito para uma boa saúde, pois auxilia na diminuição do estresse, da ansiedade e é fundamental no processo de recuperação do corpo pós-exercícios, ainda mais em época de quarentena. Minhas dicas são: procurar técnicas de meditação e relaxamento ao final do dia, combinar consigo um horário para se desligar dos eletrônicos e claro, atividade física sempre. Sono também se melhora com disciplina.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Aposte em diversas modalidades: em tempos de quarentena não é possível fazer aeróbico e musculação nas academias, mas mesmo quando estamos com a rotina normal, nem sempre todas as pessoas gostam dessas atividades A atividade física é muito mais efetiva quando é prazerosa a quem pratica. Como estamos passando muito tempo em casa, podemos aproveitar o momento para descobrir uma nova paixão no esporte. Pratique um pouco de yoga, pilates, ballet, luta, sempre com moderação e respeitando os seus limites, quem sabe assim você não descobre uma nova paixão.

exercicio em casa

Motivação e responsabilidade: nem sempre temos disposição para malhar, ainda mais nesse momento em que não temos aquele amigo para incentivar, pelo menos presencialmente. É importante pensarmos que precisamos nos manter ativos nos exercícios, para não ficarmos ansiosos, em pânico ou depressivos. A atividade física, além de proporcionar felicidade, também ajuda na imunidade do corpo, tudo o que precisamos no momento. Tenha foco e inclua os exercícios nas suas atividades diárias. Por isso, não pare, adapte-se!

*Tomás Camargos é sócio-fundador da VIK, startup que oferece um programa de saúde gamificado para empresas

Sedentarismo e falta de informação são as principais causas da obesidade em pets

A maior proximidade dos animais de companhia com seus tutores vem contribuindo para o avanço da obesidade entre os pets. Apesar da falta de dados oficiais sobre a doença, a estimativa é que pelo menos 20% dos cães no Brasil estejam acima do peso recomendado. Em países desenvolvidos, o excesso de peso já é considerado o segundo problema de saúde mais comum entre os felinos.

Neste contexto, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) faz um alerta aos tutores quanto aos cuidados necessários para manter a saúde e o bem-estar dos animais.

Assim como nos humanos, a falta de atividade física e o consumo de calorias em excesso estão entre as principais causas da obesidade em cães e gatos. Animais castrados e de idade mais avançada são os que têm maior propensão a engordar, pois possuem menor necessidade energética, já que tendem a ser menos ativos.

Algumas raças caninas são também mais predispostas à obesidade, como Labrador, Beagle, Teckel, Basset Hound, São Bernardo, Cocker Spaniel, Golden Retriever, dentre outras. Da mesma forma, os gatos machos e castrados são os mais suscetíveis ao aumento de peso.

Alimentação equilibrada

Apesar da aparência de um gato ou cão mais rechonchudo agradar alguns tutores, o excesso de gordura aumenta os riscos de o animal desenvolver patologias graves, como diabetes, doenças cardiorrespiratórias e ortopédicas, além de diminuir a sua expectativa de vida em aproximadamente dois anos. Sendo assim, os cuidados com a alimentação são fundamentais.

Além da quantidade e da qualidade, o teor de energia do alimento é um fator importante para ser avaliado, explica o médico-veterinário Yves Miceli de Carvalho, presidente da Comissão Técnica de Nutrição Animal do CRMV-SP. “A falta de informação pode contribuir para que ocorram equívocos no manejo nutricional por parte do dono”, observa.

Como muitos tutores desconhecem a quantidade ideal de alimento que o animal deve consumir por dia, é importante contar com a orientação de um profissional médico-veterinário. “A quantidade recomendada nas embalagens é baseada no cálculo de energia média que o animal necessita para se manter saudável, de acordo com seu peso, idade e atividade. A margem de segurança desta recomendação é de 20% para mais ou para menos”, explica Carvalho.

cachorro obeso

Após a castração ocorre a queda dos hormônios sexuais que promovem gasto energético metabólico. Por isso, animais castrados devem ter uma dieta com baixa densidade calórica, não necessariamente comer em menor quantidade, como informa o Prof. Fabrício Lorenzini, Coordenador do Programa de Residência Médico-Veterinária do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi. “Quanto menos calórico for o alimento, maior volume poderá ser oferecido.”

Para manter ou voltar ao peso ideal, normalmente o cão ou gato deve ser submetido a uma dieta específica. De acordo com o médico-veterinário Yves Miceli de Carvalho, existem alimentos com calorias reduzidas (light) – indicados para animais com tendência a engordar – e também os alimentos que estimulam o emagrecimento. “São alimentos distintos e que necessitam de um acompanhamento profissional”, diz.

É necessário que o animal passe pela avaliação de um médico-veterinário e que seja diagnosticado o percentual de sobrepeso, que pode ser de 15 a 20%, de 20 a 30% e acima de 30%, índice já considerado como indicativo de obesidade mórbida. “Após determinar esse percentual, o médico-veterinário irá orientar a conduta nutricional a ser aplicada e o tempo do tratamento” reforça o presidente da Comissão Técnica de Nutrição Animal do CRMV-SP.

Acima, pug antes e depois de um tratamento para emagrecer

O médico-veterinário irá estipular o peso ideal, calcular a necessidade calórica diária do animal e, consequentemente, a quantidade em gramas da ração específica que o animal deverá ingerir por dia, para que ocorra a perda de peso de forma saudável. “Também é fundamental que o animal seja estimulado a praticar atividade física. São indicados passeios, no caso de cães, e brincadeiras, para cães e gatos”, complementa a médica-veterinária Profª Drª Viviani De Marco, Presidente da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (ABEV) e docente do Curso de Mestrado Strictu Senso em Medicina Veterinária da Universidade Santo Amaro (Unisa/SP).

A avaliação do médico-veterinário inclui uma boa inspeção visual e palpação do animal, levando em consideração o acúmulo de gordura sobre as costelas, na região abdominal e na base da cauda. “Cães com peso ideal devem ter as costelas facilmente palpáveis, com discreta camada de gordura, contorno lateral visível, cintura aparente e proporcional”, diz Viviani.

A professora informa também que há um sistema de escore utilizado nos consultórios que avalia a condição corpórea e estima a porcentagem de gordura e massa magra do indivíduo. “O sistema vai do 1 ao 9, sendo que o escore 5 significa o peso ideal. Desta forma, fica fácil para o tutor do animal reconhecer o problema.”

Comportamento animal e humano

Os tutores devem ter como prioridade atender as necessidades do pet no que diz respeito à manutenção da sua saúde e bem-estar. Agrados são bem-vindos desde que não haja excessos na oferta de ração ou petiscos, por isso é preciso resistir à tentação de dar o alimento toda vez que o animal pede.

Mesmo domesticados e vivendo em ambientes urbanos, os animais trazem em sua genética comportamentos da vida selvagem, como associar o alimento à sobrevivência. Mas, de acordo com o Prof. Fabrício Lorenzini, os animais também respondem as táticas de condicionamento e, desta forma, podem entender o alimento como um reforço positivo ou negativo, validando ou não sua atitude. “Nesta linha de raciocínio, o alimento pode, sim, representar afeto ou situação de prazer ao pet”, salienta.

Síndrome de Cushing

O excesso de calorias não é o único fator da obesidade, como lembra Viviani, que também é responsável pelo Serviço de Endocrinologia de Cães e Gatos e sócia-proprietária da NAYA Especialidades, em Campo Belo (SP). “É importante que o tutor do animal procure um médico-veterinário para uma avaliação clínica completa e realização de exames laboratoriais para investigar possíveis alterações metabólicas, como hiperglicemia, hiperlipidemia, alterações hepáticas, mensuração da PA e distúrbios hormonais” orienta.

O aumento de peso, sobretudo nos cães, também pode estar relacionado à Síndrome de Cushing. “Trata-se de uma condição clínica caracterizada por concentrações persistentemente elevadas de cortisol na corrente sanguínea”, explica Viviani.

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Os principais sintomas do excesso de cortisol incluem: aumento do apetite, aumento da sede, aumento da frequência e do volume urinário, atrofia e fraqueza muscular, cansaço fácil, ofegância e diversas alterações dermatológicas. “A obesidade na Síndrome de Cushing é tipicamente central ou abdominal, e o animal adquire um abdômen abaulado e distendido”, esclarece.

Esta doença pode ser causada por um tumor na hipófise, um tumor na glândula adrenal ou pelo uso abusivo e crônico de glicocorticoide, utilizado como forma de terapia para várias doenças. Para que a síndrome possa ser diagnosticada e tratada adequadamente, um médico-veterinário deve ser consultado.

Fonte: CRMV-SP

Cardiologista do HCor alerta: risco de infarto aumenta em até 30% no inverno

Nesta época do ano, é imprescindível realizar o check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de especialista e, ainda, consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso

As baixas temperaturas do inverno fazem aumentar em 30% o risco de infarto, principalmente em pessoas que apresentam fatores de risco. Entre as pessoas idosas este índice pode chegar a 44%. Hipertensos, diabéticos e obesos estão entre os que sofrem maior risco.

No frio as artérias ficam mais resistentes e, com isso, a pressão arterial aumenta. Outro fato é que há uma tendência no aumento dos processos inflamatórios de vias aéreas, as gripes. Com isso, as artérias e os vasos ficam inflamados. Além disso, no frio, o sangue fica mais viscoso, o que favorece a ocorrência do infarto.

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Foto: UC Health

Para o cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor (Hospital do Coração), César Jardim, a chegada do frio torna o cenário ainda mais perigoso às pessoas que têm muitos fatores de riscos para as doenças cardiovasculares. “Por isso, é imprescindível realizar o check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de especialista e, ainda, consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso”, salienta.

Fuja do sedentarismo

corrida caminhada inverno

No inverno, ainda há outro componente que agrava o quadro de risco aumentado. Nessa época muitos deixam de praticar exercícios e passam a comer alimentos mais calóricos, pela sensação de bem-estar e aquecimento corporal que eles proporcionam. É preciso lutar contra o comodismo.

“A atividade física aquece o corpo, melhora a disposição e existem muitos alimentos que também podem proporcionar esse bem-estar sem excesso de calorias. Alguns exemplos são o queijo branco, pão integral, peito de peru, ovo cozido e frutas como banana e damasco”, explica Jardim. Ainda de acordo com o médico, para tentar diminuir o risco de infarto no inverno é preciso se hidratar bem.

Principais fatores de risco

cigarro parar fumar tabaco pixabay

Livrar-se dos fatores de risco é fundamental em qualquer clima. Entre os mais frequentes, o médico destaca o tabagismo, hipertensão, sedentarismo, obesidade e estresse. Infartos são mais frequentes em homens, especialmente a partir dos 45 anos, embora sejam mais fulminantes em mulheres.

Dor no peito é um dos principais sintomas, com a sensação podendo irradiar para o braço esquerdo. Sintomas mais genéricos, como tontura, náuseas e suor intenso podem aparecer, mas há até casos em que o episódio ocorra de forma silenciosa.

Fonte: HCor

 

Alerta: mudanças nos hábitos são medidas urgentes para saúde dos brasileiros

Obesidade e sedentarismo estão entre as principais causas do aumento da incidência de doenças na população

Em 7 de abril é celebrad o o Dia Mundial da Saúde, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de manter a mente e o corpo saudáveis. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR) aproveita a data para alertar sobre o aumento da incidência de doenças endócrinas e metabólicas.

Hoje, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). Já a Pesquisa Nacional de Saúde de 2014 identificou 18,4 milhões de brasileiros com colesterol alto (cerca de 12,5% da população) e, na última década, o número de casos de diabetes no Brasil subiu 61,8%.

obesidade
Foto: Xenia/Morguefile

Na mesma direção, entre 2007 e 2016, a obesidade aumentou 60% no Brasil. Também, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, seis em cada dez brasileiros acima de 15 anos não praticam esporte ou atividade física – dados que justificam o aumento da prevalência de diversas doenças, como o diabetes por exemplo.

“Os recentes avanços no conhecimento, terapia e tecnologia aumentaram as possibilidades de cuidados com o paciente portador de diabetes, porém, a modificação comportamental é necessária para o controle efetivo da doença”, alerta Silmara Leite, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR). “Dieta e atividade física são recomendações tão importantes quanto o uso correto dos medicamentos e o auto monitoramento da glicemia”, complementa.

A dupla dieta e atividade física também é fundamental quando o assunto é prevenção. A literatura médica mostra que é possível reduzir o risco de desenvolver diabetes em 42% a 63% dos casos de pacientes pré-diabéticos, quando há prática de atividade física regular e redução de peso corporal. Exercícios também colaboram com a redução dos níveis de colesterol, pois podem alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura no sangue.

Healthy lifestyle - people riding bicycles in city park

Já a osteoporose, doença que aparece quando o corpo não possui mais cálcio suficiente, tem na atividade física uma grande aliada. A pressão que os tendões exercem nos ossos durante os exercícios fazem com que estes se adaptem e se fortaleçam aumentando a massa óssea com maior absorção de minerais.

E até quem sofre com o hipotireoidismo, doença que aumenta o cansaço e desacelera o metabolismo, pode se beneficiar da atividade física, que ajuda a evitar o ganho de peso. “Essa é a fórmula mais simples e mais capaz de tratar e prevenir a maioria das doenças. Quem ainda não segue uma dieta saudável e não pratica atividades físicas precisa mudar de hábitos urgentemente”, alerta Silmara. “Independente dos avanços da medicina, essa dupla sempre será essencial na manutenção da saúde”, finaliza.

Fonte: SBEM-PR

Como aproveitar as férias escolares e tirar a criançada do sedentarismo

Especialista dá dicas de como estimular o gasto de energia em qualquer época do ano, principalmente no mês de julho, quando não há atividades escolares

Não importa se sãos filhos, enteados, netos, sobrinhos, filhos dos amigos… Julho é época de férias escolares, então aproveite para mostrar para os pequenos que existe vida além dos computadores, games e televisão.

O sedentarismo e a obesidade infantil vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerada sedentária uma criança na faixa etária entre 6 e 17 anos que pratique menos de 300 minutos de atividade física semanalmente (uma hora por dia, cinco vezes por semana).

Convenhamos, não se trata de uma meta inatingível. Porém, há algumas gerações, os exercícios deixaram de ser parte integrante do cotidiano. Alguns fatores, como a segurança e a facilidade e comodidade de oferecer distração por meios eletrônicos, fazem com que seja ainda mais difícil tirar os pequenos de casa ou lhes despertar o interesse por algo que não envolva tecnologia.

Atualmente, uma criança brasileira passa mais de 5 horas diárias na frente de uma tela (televisão, celular, tablet, entre outros), desconsiderando tempo de escola. A chegada das férias é o momento propício para repensar os caminhos visando mudar esse cenário.

criança televisão

Jogar bola, correr, pular corda e nadar são excelentes práticas para despertar hábitos saudáveis. “Até os 10 anos se deve gastar energia com brincadeiras lúdicas – como pega-pega, esconde-esconde, bambolês e amarelinha – passear no parque, andar de bicicleta e curtir uma caminhada com os pais. Acima dessa idade, dentre as inúmeras opções estão os esportes coletivos, como futebol, vôlei e basquete”, exemplifica a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

A especialista reforça que as atividades físicas beneficiam a coordenação motora, possibilitam o conhecimento do próprio corpo e viabilizam o controle do nível de açúcar do sangue e da pressão arterial. Também estabilizam o batimento cardíaco e tonificam a musculatura. Isso sem falar no aspecto emocional. “Estimulam o convívio social e a disciplina, ajudam a formar o caráter e fortalecem a autoestima, enfim uma melhora por completo”, resume.

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Ilustração: Dodgertonskillhause

Apesar de exercícios serem fundamentais, o recomendável é evitar estímulos antes de dormir. Essa agitação, ao contrário do que se imagina, não cansa, mas excita mais ainda, dificultando o sono. E é exatamente enquanto dorme que 90% do hormônio do crescimento é liberado. “À noite o ideal é optar por joguinhos como memória ou a também tradicional brincadeira de contar histórias, ambas ajudam a relaxar e ao mesmo tempo estimulam a imaginação”, finaliza Karina.

Orientações para férias ainda mais saudáveis

· Doces e refrigerantes além de prejudiciais ao organismo deixam as crianças ainda mais agitadas;
· Em caso de brincadeiras na piscina é fundamental ter a supervisão de um adulto 100% do tempo com os olhos bem abertos para evitar o risco de afogamento;
· Crianças até 12 anos de idade não devem fazer atividades com carga;
· Computadores em excesso podem causar tendinite e dores nas costas pela má postura;

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Pixabay

· Para garantir uma boa noite de sono, diminua a intensidade dos exercícios próximo as refeições principalmente o jantar, que deve ser oferecido até as 18 horas;
· Cuidado com os excessos, atividade esportiva é para causar bem-estar, exagerar pode provocar lesões e levar à competitividade e pressão desnecessárias.

Fonte: Karina Hatano é médica do exercício e do esporte, mestre em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realizou a Residência Médica em Medicina do Esporte, além de acumular especialização em fisiologia do exercício e nutrologia. Preceptora da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo e professora da Liga de medicina esportiva da UNIFESP, também é responsável pela saúde de atletas de alta performance de diversas modalidades esportivas, como da seleção brasileira de natação e das confederações brasileiras de baseball e softball.

 

Passar menos tempo sentado no trabalho reduz chances de doenças

Com o objetivo de diminuir o sedentarismo nos ambientes corporativos, mas sem reduzir a produtividade e interromper o fluxo de trabalho, chegou ao Brasil a esteira InMovement TreadMill Desk. Com suporte ajustável e painel de conectividade integrado, ela permite executar as tarefas do escritório enquanto se caminha a uma velocidade segura

Cerca de 4% dos falecimentos no mundo – 433 mil mortes – poderiam ser evitadas se as pessoas passassem três horas a menos sentadas por dia. Esse é o resultado de uma pesquisa desenvolvida nas Universidades de São Paulo e na Federal de Pelotas com base em dados da Organização Mundial da Saúde sobre o tempo médio de permanência sentado em 54 países. De acordo com o levantamento, os riscos de morte estariam relacionados a alterações cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes e colesterol e aumentam a cada hora que se passa a mais na cadeira. Dizem os especialistas que ficar 4 horas, por exemplo, eleva o risco em 2%, chegando a 18% após 9 horas.

mulher ocupada trabalho

Outra pesquisa diz que permanecer sentado é o novo fumar, já que o risco de ter um ataque cardíaco é aproximadamente o mesmo se comparado uma pessoa que fuma com outra que passa a maior parte do dia em cima de uma cadeira. Até mesmo para quem faz parte do time que trabalha muito e depois vai para a academia a notícia não é boa: nem sempre os exercícios pós-escritório são o bastante para compensar os efeitos negativos de oito ou mais horas parado.

Para mudar esse cenário, é fundamental que os ambientes social e corporativo sejam alterados de forma a incentivar opções mais saudáveis. E foi justamente pensando em integrar o movimento ao dia a dia de trabalho que a Life Fitness – líder mundial em equipamentos de ginástica – criou a InMovement, uma linha de mobiliário e acessórios feita para trazer movimento e bem-estar ao ambiente corporativo, combatendo a natureza sedentária do local de trabalho moderno por meio de produtos projetados para trazer pequenos movimentos e aumentar a produtividade e a saúde sem interromper o fluxo de trabalho nem sacrificar horas de convívio familiar e social.

“Depois de um ano de um projeto-piloto feito com os funcionários da Life Fitness e também em empresas parceiras, o feedback das equipes foi positivo ao usar a nova linha: aumentos significativos na energia e produtividade, maior satisfação no trabalho, reduções de stress, dor, desconforto e absentismo e até mesmo perda de peso. 88% dos colaboradores relataram ter aumentado sua produtividade e 69% deles tiveram uma redução em dores e desconfortos que sentiam”, explica Pedro Goyn, diretor geral da Life Fitness no Brasil.

exercicio trabalho

Entre os produtos da nova linha InMovement estão a esteira com suporte ajustável e painel de conectividade integrado que foi projetada especificamente para o local de trabalho e permite trabalhar enquanto se caminha a uma velocidade segura (InMovement™ TreadMill Desk), as superfícies de trabalho reguláveis em altura para trabalhar de pé (Elevate DeskTop™ Series) e uma linha de acessórios que inclui tapetes anti-fadiga, faixas elásticas e bolas anti-stress, entre outros itens (Integrate™).

“Falando especificamente na TreadMill Desk, estudos mostram que, após um curto período de adaptação, as pessoas que usam essa mesa acoplada à esteira conseguem ter a mesma produtividade no trabalho que as que estão em uma mesa tradicional, sentadas. É claro que a ideia não é andar e trabalhar o dia todo, mas quem conseguir reservar cerca de 30 minutos para caminhar a, por exemplo, uma velocidade de cerca de 1,6 km/h enquanto executa as tarefas do escritório, irá adicionar mais de mil passos ao seu dia, o que ajudará a manter o corpo e a mente em equilíbrio e até mesmo perder peso”, conclui Goyn.

Informações: Life Fitness