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Receita de de nhoque vegetariano para a “segunda sem carne”

Quem disse que massa precisa ser pesada? Pensando no crescimento das comidas vegetarianas e na saúde de seus clientes, o Chef Renato Vaiano ensina como preparar um nhoque de abóbora japonesa, tão saboroso e inovador quanto este nicho alimentício.

Aproveitando o dia da semana e lembrando da campanha mundial “Segunda Sem Carne”, que incentiva as pessoas a não consumirem esta proteína ao menos uma vez na semana.

“A receita pode ser saboreada da forma desta receita ou com molho de sua preferência. Todos que provam passam a amar e percebem o paladar que existe, sim, em opções vegetarianas”, finaliza o chef.

Nhoque Vegetariano

Ingredientes
500g de abóbora assada e amassada
1 ovo
100g de farinha de trigo
1 colher (de chá) de sal (rasa)
30g manteiga
Noz-moscada
Alecrim
Sal
50g Parmesão
Pimenta do reino
Alecrim

Modo de preparo
Separando estes ingredientes, basta assar a abóbora até ficar bem macia, feito isso, tire a polpa e amasse até virar um purê. “O sentido é assar a abóbora para que ela fique mais seca e não precise acrescentar tanta farinha”, orienta Vaiano. Depois, tempere com sal, noz-moscada e pimenta do reino. Na sequência, acrescente a gema e o queijo parmesão. De acordo com o Chef, após isso, misture a farinha e incorpore a massa, sem sovar, isso colabora para não liberar o glúten e deixar o nhoque duro. Preparada a massa, basta enfarinhar uma bancada e preparar os rolinhos, para isso, corte a mesma em retângulos de aproximadamente 3 cm. Uma vez pronta, aqueça água em uma panela com pitada de sal. Após levantar fervura, cozinhe os nhoques. “Uma dica para saber se estão prontos é observar quando começam a subir até a superfície da água”, aconselha Vaiano. Finalizada, reserve a massa e em uma frigideira antiaderente, derreta a manteiga com uma rama de alecrim para aromatizar. Frite o nhoque na manteiga e finalize com parmesão ralado.

Milk & Mellow lança hambúrgueres vegetarianos

Seguindo uma grande tendência do mercado da alimentação, a rede Milk & Mellow lançou seus primeiros itens veganos. São três lanches vegetais, dois deles receitas próprias, um à base de leguminosas e outro à base de tubérculos.

Para os lançamentos de hambúrguer vegetariano, além das receitas próprias e exclusivas, a marca trouxe parceiros conhecidos pela responsabilidade e tradição em produtos vegetais.

Os ingredientes da carne não são a única mudança nos novos hambúrgueres vegetarianos. A maionese é a tradicional artesanal da casa, mas em receita própria na versão vegana e sem nenhum ingrediente de origem animal.

Os queijos são de uma linha especial que, no lugar de soja, usa ervilha como base. Dessa forma, é totalmente livre de alergênicos. O pão também não contém ovos ou manteiga, completando o conceito do lanche completamente vegetal. Os componentes das receitas não contêm nenhum rastro animal. Além disso, os produtos veganos são feitos sem contaminação cruzada, ou seja, com chapa e utensílios exclusivos para os produtos.

A falta de ingredientes de origem animal não prejudica o sabor, pelo contrário: o hambúrguer vegetariano é macio e saboroso.

Alimentos de origem vegetal

Nos últimos anos, surgiram diversas foodtechs, como são chamadas startups no ramo da alimentação, voltadas para produzir carnes de origem vegetal. Hambúrgueres, salsichas, carne moída e outros produtos vegetarianos foram lançados no mercado.

A americana Beyond Meat abriu capital nos Estados Unidos no ano passado e hoje vale mais que o frigorífico brasileiro BRF. Ela chegou este ano ao Brasil, vendendo apenas em mercados de luxo.

Já a Impossible Foods, que nos Estados Unidos fornece para redes como Burger King, Cheesecake Factory e Hard Rock Café, é uma das empresas queridinhas do Vale do Silício, região de inovação e sede de empresas como Google e Apple no país. No ano passado, firmou parceria com o Burger King no Brasil para o lançamento do Impossible Whopper, a versão vegetal do sanduíche da rede.

A The Not Company, conhecida pela abreviação Not Co, já recebeu milhões de dólares em investimentos, inclusive contando com o aporte de Jeff Bezos, fundador e presidente da gigante varejista Amazon e homem mais rico do mundo. A startup chilena já lançou versões de maionese, leite e iogurte e abriu até um restaurante voltado para delivery em São Paulo, o Why Not.

O Brasil também conta com uma startup nesse ramo, a carioca Fazenda Futuro, que vende seus hambúrgueres em lanchonetes e mercados brasileiros.

Meio ambiente

À medida que o Brasil se consolida como um grande fornecedor de proteína animal, com um crescimento acumulado na produção de carne bovina estimada em 10,4% entre 2017 e 2021, também surgem alternativas para o consumo das proteínas. Em 2017, 323 milhões de toneladas de carne foram produzidas no mundo. O número deve chegar a 367 milhões de toneladas nos próximos dez anos.

Esses lançamentos são feitos pensando no crescente número de consumidores veganos e vegetarianos, mas também de olho em pessoas que querem intercalar o consumo de carne com opções de origem vegetal. Segundo a Sociedade Brasileira Vegetariana (SBV), reduzir o consumo de carne ajuda a diminuir o risco de diabetes, a controlar o peso e a diminuir o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.

A produção de carne é responsável por emitir gases de efeito estufa. Também exige uma grande quantidade de água: na média mundial, o volume de água necessário para produzir 1 kg de carne bovina é de 15,4 mil litros.

Para reduzir o impacto ambiental dessa produção, o Greenpeace realizou uma pesquisa e publicou um relatório recomendando a redução de 50% no consumo de carne e derivados até 2050.

O movimento Segunda Sem Carne incentiva tirar os alimentos de origem animal do cardápio por um dia na semana. Ao deixar de consumir 24g de ovos, 311g de carnes e 430ml de leite e derivados, uma pessoa pode deixar de emitir 14kg de gás carbônico, CO2, na atmosfera, o equivalente a 100km rodados em um carro comum. Também deixa de gastar 3.400 litros de água, cerca de 26 banhos de 15 minutos.

Pensando nesses consumidores e no bem do meio ambiente, a Milk & Mellow faz parte dessa tendência global e oferece seus novos hambúrgueres vegetarianos.

Informações: Milk & Mellow

Nutricionista alerta para tendência de redução de alimentos de origem animal

Para Saiury Carvalho, reducitarianismo poder ser a grande mudança em 2021

A qualidade da alimentação é uma das grandes preocupações atualmente. Além disso, a redução do consumo de alimentos de origem animal se tornou um dos principais motivos de debate. Cada vez mais as indústrias estão se atentando a essa mudança e estão criando alternativas para vegetarianos e veganos.

Para os menos radicais, o reducitarianismo é uma ótima opção, pois é a diminuição do consumo de alimentos de origem animal no cotidiano. É uma alternativa para quem quer começar a ser vegetariano, vegano ou simplesmente melhorar algumas condições de saúde. Esse estilo de vida tem tudo para bombar em 2021.

That’s some good cookin’

Toda mudança alimentar, seja por escolha ou pela saúde, deve ser feita com o acompanhamento de um profissional. A nutricionista e influencer Saiury Carvalho, formada na Universidade Tiradentes, acredita na tendência do movimento e está estudando sobre.

“O reducitarianismo é um movimento um pouco recente, mas vem crescendo com força total e, em 2021, atrairá mais olhares. O propósito é muito bacana, principalmente para quem quer reduzir o consumo de forma mais gradativa e não radical”

Saiury alerta sobre os perigos de fazer uma dieta alimentar drástica e sem o acompanhamento de um profissional da saúde: “A carne é uma excelente fonte de proteína, vitaminas do complexo B e minerais como ferro, zinco, magnésio e ácidos graxos essenciais. Iniciantes em dietas veganas ou vegetarianas devem sempre procurar o acompanhamento de um profissional da área, para equilibrar os aspectos nutricionais com outros alimentos. No reducitarianismo, é um pouco mais tranquilo: a pessoa pode começar com o movimento ‘Segunda Sem Carne’, por exemplo”, acrescenta.

O ex-Beatle Paul McCartney entre as filhas Mary e Stella, defensores da campanha Segunda Sem Carne pelo mundo

Além disso, a nutricionista ressalta que a adaptação varia de pessoa para pessoa. “Conheço pessoas que seguem e que se sentem bem com a redução do consumo, mas também outras que não se adaptaram. É muito relativo. O ideal é seguir o que te faz feliz”, ressalta.

A causa animal também é outro argumento forte para debater esse estilo de vida, já que muitas empresas alimentícias tratam a vida dos animais com descaso. “Acho que é uma causa que deve sim ter uma atenção maior. Os animais também são seres e devem receber todo amor e atenção. Muitos continuam maltratando ou até mesmo abandonando”, desabafou a nutricionista.

Opções saborosas para aproveitar a “segunda sem carne”

Eliminar totalmente a carne das refeições não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas. Por isso, o movimento “Segunda sem Carne” vem ganhando cada vez mais adeptos. A campanha incentiva retirar a proteína animal pelo menos um dia na semana, além de conscientizar a população sobre o impacto do consumo de carne. Para os que entraram no movimento, há ótimas opções nos cardápios dos restaurantes de São Paulo. Confira:

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No restaurante Lolla, no Itaim, há entradas para compartilhar e pratos principais com um sabor único em sua maioria finalizados na parrilla e pit de defumação. Vale destacar a abóbora e cebola na brasa, hommus, dukka (R$ 25), a Tortilha de berinjela (R$ 18), servida em duas unidades com salsa de tahine, picles de couve flor, sumak e o Quiabo na brasa, missô e malagueta (R$ 17). De principal o chef prepara o arroz de cogumelos e ovo frito (R$ 49).

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Para começar bem a semana, no Imakay – restaurante oriental com influência da cozinha peruana, também no Itaim – como prato principal, o tempura de vegetais (R$ 41) e a degustação de sushis (R$ 49) são apenas uma opção da sessão ”Go Veggie” que o endereço oferece.

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Conhecido pelos seus pratos orgânicos, o Le Manjue possui uma parte do cardápio somente com sugestões Plant Based, conceito usado para dietas baseadas em vegetais, grãos e alimentos na sua forma de origem. A sugestão é o Kibe vegano que é preparado com quinoa, painço e sorgo, envolvidos em biomassa de banana verde, suco de cambuci, cebola, hortelã, salsa e especiarias, servido com bionese de avocado e alecrim. Acompanha salada de folhas verdes com molho de cebola confit em caramelo de balsâmico, legume da estação ralado, tomatinhos frescos e amêndoas (R$ 50).

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No icônico restaurante Nobu, nos Jardins, a chef Leticia Shiotsuka criou opções como Couve Flor Jalapeño, Salsa e Soy Salt (R$ 34); Nasu Misu (R$ 34), feito à base de berinjela e missô, produzido a partir da fermentação de arroz, cevada e soja com sal; New Style Sashimi de Tofu (R$ 26) e Vegetais da Estação com Spicy Garlic (R$ 38).

Bruno Lima – Palmito Pupunha
Foto: Bruno Lima

Localizado no Bixiga, o Jamile, uma das casas de Henrique Fogaça, prepara para o dia do detox as carnes, um palmito pupunha assado com óleo de castanha do Brasil e manjericão (R$ 28), para começar. O prato principal fica por conta do risoto de cogumelos com azeite e couve crocante (R$ 75).

noma sushi

O Noma Sushi desembarcou em São Paulo diretamente de Florianópolis trazendo em sua bagagem um menu diferenciado, com ingredientes da Ilha. As apostas são o Shimeji ou Shitake Vegano, feito com cogumelos salteados no óleo de coco, shoyu e sake (R$38); o Temaki Vegano, com brócolis, shimeji, edamame e tofu (R$ 36), além do Roll vegetariano, com shimeji e aspargo, laminados com abacate (R$ 32). Para finalizar, o Petit Gateau Fit para sobremesa, elaborado com chocolift Essential, cacau 100% puro barry callebaut, whey protein isolado, óleo de coco, adoçantes 100% naturais e 12% de proteína (R$ 22).

su restaurante
Inaugurado há poucos meses no Shopping Pátio Higienópolis, o restaurante Su também oferece opções sem carne em seu cardápio: o tradicional Aguêdofu – tofu empanado (R$ 19) e gunkans veganos de brócolis (R$ 16), edamame (R$ 16), shimeji (R$ 28) e wakame (R$ 29), entre outros.

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Se for ao Santo Grão, a sugestão é experimentar o menu assinado pela influencer Roberta Ferraz que possui alguns pratos veganos. De entrada, a sugestão é a salada Thai de legumes, que leva spaghetti de cenoura e abobrinha ao molho de shoyu de coco (R$ 33). Para o principal, vale apostar no estrogonofe vegano de palmito e cogumelos, com arroz de couve flor e chips de batata doce (R$ 47), livre de proteína animal. Para a sobremesa, o pavê na taça granola low carb é uma boa pedida e leva creme branco, morango e ganache de chocolate (R$ 28). O cardápio está disponível apenas na unidade do Itaim.

tadeu brunelli Ummi Finnest Sushi
Foto: Tadeu Brunelli

Aberto recentemente no bairro do Itaim Bibi, o Ummi Finnest Sushi também é opção para quem procura pratos sem carne. Em seu cardápio, o Shoujin Auge, o tempurá vegetariano (R$ 38) é a opção para quem quer aproveitar o movimento.

Marcio Shaffer - Gunkan de shimeji, edamame e brócolis
Foto: Marcio Shaffer

O restaurante Kitchin, com unidades no Itaim e no Shopping JK, oferece um menu vegano com diversas opções. Para começar, salada preparada com mix de legumes, mix de folhas, tofu e moyashi (R$ 25). Nos temakis, a sugestão é o de shitake (R$ 20). Grande variedade de niguiris integram o cardápio, como o de cenoura (R$ 12), de milho (R$ 15) e de aspargos (R$ 16). Para completar, a sobremesa fica por conta da Mousse de Chocolate Vegano, feita à base de tofu (R$ 21).

 

Segunda sem Carne: cresce simpatizantes e opções nos cardápios dos restaurantes

O movimento “Segunda Sem Carne”, lançado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que convida a população para evitar a ingestão de proteína animal uma vez por semana, atingiu a marca recorde de 67 milhões de refeições à base de vegetais só no ano 2018. A campanha brasileira é considerada a maior do mundo, segundo a entidade, e tem como objetivo incentivar essa substituição pelo bem da saúde das pessoas, animais e do meio ambiente. Conquistando cada vez mais adeptos, redes de alimentação saudável vem mostrando que dá para começar a semana sem carne com opções deliciosas.

fricasse
Fricassê de carne de jaca com requeijão vegano

Na Mr. Fit, por exemplo, é possível experimentar iguarias como o fricassê de carne de jaca com requeijão vegano, a feijoada vegana com legumes grelhados ou até mesmo a famosa moqueca de banana da terra. Além disso, a rede tem sobremesas como o brigadeiro e o beijinho de biomassa.

wrap
Wrap Árabe Falafel

Outra rede que investiu em variedade de pratos para começar a semana sem carne é a Boali, que traz uma seleção de ingredientes frescos para o cliente criar sua própria salada, além de diversas opções de molhos e sementes, como linhaça, chia, entre outros. O wrap Árabe Falafel, feito de bolinhos de grão-de-bico, tomate, pepino, cebola roxa, hortelã e molho árabe, é sucesso da casa e uma ótima pedida para quem quer se integrar a onda do vegetarianismo.

A rede Mr. Fit nasceu com a proposta de oferecer uma alimentação e com muito sabor, preparada de forma rápida e a um preço acessível. A empresária Camila Miglhorini, com dificuldade de encontrar uma comida rápida e com qualidade em um mundo repleto de produtos artificiais e refinados, criou o Mr. Fit na cidade de Paulínia, interior de São Paulo, em 2013. Pioneira em fast-food saudável no Brasil, a rede oferece refeições e sanduíches saudáveis, como estrogonofe de biomassa de banana. Está presente em mais de 14 estados no país, além-implantação em países como EUA.

Segunda sem carne: duas receitas de bowls fáceis para aderir a essa proposta

Conheça duas receitas para dar uma folga à carne, pelo menos nas segundas-feiras, sem radicalizar na mudança da alimentação.

O impacto ambiental do consumo de carnes influencia a alimentação das pessoas cada vez mais. Como consequência, campanhas como a Segunda sem Carne – criada em 2009 – tornam-se populares, e incentivam a população a “dar uma folga à carne” e aos demais derivados de proteína animal às segundas, sem radicalizar na alimentação.

Com a crescente aderência ao movimento, seja pelo cuidado com o corpo, com os animais ou com o planeta, as pessoas estão buscando explorar uma maior variedade de vegetais, cereais, leguminosas, temperos e ervas nos pratos. É importante lembrar, que a proposta de abrir mão da carne por pelo menos um dia na semana, nada tem a ver com abrir mão do prazer e nutrientes nas refeições.

Pensando nisso, a Fit Food sugere duas receitas fáceis e saborosas de bowls, comidinha em alta, com espaguete de soja para manter o aporte de proteínas e garantir o sabor das suas refeições à base de vegetais nas segundas-feiras.

Bowl Mexicano com Espaguete de Soja

bowl mexicano

Ingredientes:
80g de Espaguete de Soja
3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de sal
1 xícara de milho cozido
1/2 xícara de feijão preto cozido sem caldo
1 avocado cortado em pedaços
1/2 cenoura ralada
Sal, pimenta e azeite a gosto
Coentro picado

Modo de preparo:
Cozinhe o espaguete de acordo com as instruções da embalagem. Quando estiver cozido, tempere com as 3 colheres de sopa azeite e sal e pimenta a gosto. Junte todos os ingredientes em uma tigela, tempere com coentro e outros temperos naturais de sua preferência, e sirva imediatamente.

Bowl Arco-Íris

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Ingredientes:
200g de espaguete de soja cozido e resfriado
150g de edamame* cozido e resfriado
5 cogumelos paris crus
1/2 xícara de milho cozido e resfriado
Mix de salada da sua escolha

Modo de preparo:
Combine os ingredientes no bowl.

Molho:
1 colher de sobremesa de mostarda dijon
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de mel (ou melado)
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Misturar tudo

Modo de servir:
Coloque o molho por cima dos ingredientes no bowl.

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Espaguete de Soja Fit Food – preço médio sugerido : R$ 14,90

*vagem de soja antes de amadurecer

Fonte: Fit Food

“Segunda Sem Carne” em estabelecimentos dentro de órgãos públicos em SP

No dia 27 de dezembro foi aprovado na Alesp (Assembleia Legislativa de SP), o PL 87/2016, do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), que institui a “Segunda Sem Carne” em restaurantes, lanchonetes, bares, escolas, refeitórios e estabelecimentos similares que exerçam suas atividades nos órgãos públicos do Estado de São Paulo. Se sancionada pelo governador, a Lei da Segunda Sem Carne dará à população de São Paulo um dia por semana para refletir sobre a aflição dos animais nos abatedouros e lembrar que, como nós, eles também têm direito a uma vida livre de sofrimento.

Isso significa que nesses locais nenhum tipo de carne e seus derivados poderão ser servidos as segundas-feiras, ainda que gratuitamente. O fornecimento de alimentos com carne fica proibido também nas escolas da rede pública de ensino. Além disso, os estabelecimentos deverão fixar em local visível ao consumidor um cardápio alternativo.

Segundo o deputado, o objetivo da lei é chamar a atenção da sociedade sobre as consequências do consumo de carne e de seus derivados: “São várias questões como o direito dos animais, a crise ambiental, o aquecimento global, a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas e as diversas doenças que afligem a população humana, incluindo doenças cardiovasculares, doenças crônicas degenerativas, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, conforme tem sido apontado por Órgãos de Saúde Pública”.

segunda-sem-carne

A Campanha Meat Free Mondays (Segunda Sem Carne), encabeçada por Paul McCartney no Reino Unido e com alcance em outros 44 países, visa conscientizar as pessoas para uma alimentação sem sofrimento animal, afinal, segundo a Organização “A Well Fed World” (Um Mundo Bem Alimentado) que incentiva o veganismo, por ano, são mortos cerca de 70 bilhões de animais para alimentação humana.

Segundo dados do IBGE de 2016, por dia são mortos no Brasil 81 mil bois, 117 mil suínos e 1,5 milhão de aves. São cerca de 6 bilhões de animais abatidos todos os anos no país – quase a população de seres humanos na Terra que hoje está 7,6 bilhões. A questão ambiental também preocupa. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a indústria de carne é responsável por 18% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.

“Sabe-se que o reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais, os quais, considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos alternativas saudáveis e menos impactantes ao meio ambiente para nos alimentar”, argumenta o deputado.

O “Guia Alimentar” elaborado em prol da população brasileira, publicado em 2006 pelo Ministério da Saúde, faz um alerta sobre o consumo de carne: “No passado, acreditava-se que as crianças e também os adultos fisicamente ativos precisavam consumir alimentação com alto teor de proteína de origem animal. Hoje, sabe-se que não é assim. Uma alimentação rica em proteína animal contém altos teores de gorduras totais e de gorduras saturadas, portanto poderá não ser saudável”.

O descumprimento da Lei acarreta multa de 300 Ufesp’s (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), dobrando o valor para cada reincidência. Veja o PL na íntegra acessando aqui.