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Sexo aos 50 x sexo aos 20: como o envelhecimento afeta a libido da mulher ao longo dos anos

Ginecologista explica como fatores diretamente ligados ao envelhecimento do organismo, como fertilidade, energia, autoestima e hormônios, podem interferir no apetite sexual feminino

O sexo é um instinto natural do ser humano que, além de servir para a reprodução, possui uma série de benefícios para o organismo, incluindo desde melhora da pele e do cabelo até diminuição do estresse. No entanto, cada um de nós possui uma relação específica com o sexo e é natural que, em alguns dias, algumas pessoas não sintam necessidade de praticar relações sexuais, o que pode estar associado a fatores que vão desde situações cotidianas, como cansaço e problemas no relacionamento, até condições sérias, como o vaginismo e a depressão.

“Além disso, o próprio processo de envelhecimento pode interferir em nossa libido. E isso não ocorre apenas por fatores hormonais, mas também por questões sociais, físicas e psicológicas, afinal, conforme envelhecemos, interagimos de diferentes formas com o ambiente a nossa volta”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Para ajudar a entender mais sobre o assunto, a especialista explicou abaixo de que maneiras a libido feminina é afetada com o passar dos anos. Confira:

20 anos: o fim da adolescência e o início da fase adulta são pensados por muitos como os momentos de maior atividade sexual, afinal, os hormônios estão à flor da pele e temos mais energia. “No entanto, alguns outros fatores podem prejudicar a libido nessa idade. Por exemplo, o fato de a mulher ser mais fértil nessa época da vida pode torná-la mais seletiva com relação a quando fazer sexo. Na verdade, estudiosos estimam que o desejo sexual da mulher tende a aumentar conforme os anos passam, principalmente após os 30 anos, momento em que a fertilidade começa a diminuir”, destaca a médica.

30 e 40 anos: a terceira e quarta década de vida parecem ser o período em que o desejo sexual feminino está mais forte. “Esse fato pode estar relacionado a fatores como maior segurança com o próprio corpo e maior dedicação a relacionamentos, além da diminuição das chances de gravidez”, afirma a ginecologista. Estudos mostram, inclusive, que mulheres entre 27 e 45 anos têm fantasias sexuais mais frequentes e fazem mais sexo do que mulheres mais jovens ou mais velhas.

Foto: Veggiegretz/Morguefile

Gravidez: independentemente da idade em que ocorra, a gestação possui grande impacto na vida da mulher, afetando até mesmo sua libido. “O corpo da mulher e os níveis de hormônios passam por uma série de alterações ao longo da gestação. Por isso, é natural que a mulher apresente menor libido em alguns momentos e maior em outros, principalmente durante o segundo trimestre de gravidez. Além disso, algumas mulheres têm dúvidas sobre a segurança de fazer sexo na gravidez, o que, salvo em casos de risco, é perfeitamente seguro”, diz a especialista. “E as mudanças na libido não param com o nascimento do bebê, pois fatores como a amamentação e a criação também podem afetar o interesse da mulher no sexo.”

50 anos ou mais: por volta dos 50 anos, a saída dos filhos de casa e a diminuição da fertilidade podem tornar a mulher mais interessada no sexo. No entanto, um processo que ocorre naturalmente no corpo da mulher nessa época de vida pode afetar significativamente a libido: a menopausa. “A diminuição nos níveis de estrogênio que ocorre durante a menopausa pode fazer com que o desejo sexual diminua, o que ainda é intensificado devido a fatores também comuns desse período, como a diminuição da lubrificação vaginal e a atrofia da musculatura da região. Além disso, outros sintomas da menopausa, como ondas de calor, mudanças no humor e ganho de peso, também pode afetar a vontade da mulher de fazer sexo. Felizmente, nesses casos, é possível verificar com o ginecologista a possibilidade do uso medicamentos, hormônios e lubrificantes para aliviar os sintomas da menopausa e melhorar a libido”, explica Eloisa.

Mas é importante ressaltar que cada organismo é único e o processo de envelhecimento pode afetar a libido das mulheres de diferentes formas. Além disso, você deve ter em mente que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você. “Mas, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, pois apenas o médico especializado poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com a idade, características e histórico médico da paciente”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Entenda alguns fatores que podem reduzir o desejo sexual em mulheres

Além de fatores do cotidiano, como estresse e cansaço, alterações hormonais e até mesmo doenças sérias, como a depressão, também podem causar a diminuição e perda da libido no público feminino

O sexo faz parte da rotina de qualquer casal, sendo uma das bases de um relacionamento. Mas é natural que, em alguns dias, as mulheres não sintam necessidade de praticar relações sexuais.

“A perda ou diminuição da libido, ou seja, a falta de apetite sexual é um problema muito frequente, acometendo de 15 a 35% das mulheres. O problema pode estar relacionado simplesmente à dinâmica do relacionamento e ao cotidiano, sendo causado por fatores como cansaço e estresse, o que, geralmente, é solucionado naturalmente”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

No entanto, o comportamento pode ser também sinal de algo mais sério. Por isso, é fundamental ficar atenta ao apetite sexual e consultar um ginecologista caso o problema se estenda por longos períodos, o que pode estar relacionado a diversas causas, que a especialista listou abaixo:

Doenças ginecológicas: algumas condições que afetam a saúde da vagina podem prejudicar a mulher não apenas fisicamente, mas também mentalmente, diminuindo então a libido. “O vaginismo, por exemplo, é uma doença geralmente causada por fatores psicológicos em que os músculos da vagina realizam contrações involuntárias que podem impedir a penetração e, consequentemente causar grande dor durante as relações sexuais, diminuindo a vontade da mulher de praticá-las”, afirma a ginecologista.

Depressão: a depressão figura entre uma das principais causas da redução da libido, pois é uma doença acompanhada de sintomas como estresse, ansiedade e baixa autoestima, fatores que contribuem diretamente para a perda do desejo sexual. “Além disso, os medicamentos antidepressivos utilizados no tratamento da condição também são responsáveis pela diminuição do apetite sexual, já que causam desequilíbrios nos níveis hormonais. Porém, nem todos os medicamentos causam esse efeito e, por isso, o acompanhamento psicológico e ginecológico é fundamental no tratamento da condição de forma a evitar impacto sobre a libido”, aconselha a especialista.

Menopausa: afetando todas as mulheres em algum momento da vida, a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorre quando a quantidade de óvulos se esgota e a produção de hormônios é reduzida, causando assim uma série de alterações no organismo da mulher, como a redução da libido. “Isso porque, além da diminuição drástica na produção de testosterona e estrogênio, a menopausa também é marcada por aumento de peso, ressecamento vaginal e dor, desconforto e até sangramento durante relações sexuais, o que, consequentemente pode diminuir a vontade da mulher de fazer sexo”, diz a Dra. Eloisa.

Transtorno do desejo sexual hipoativo: existe ainda uma condição médica caracterizada justamente pela redução ou perda da libido, conhecida como transtorno ou distúrbio do desejo sexual hipoativo. “Afetando principalmente mulheres, o distúrbio do desejo sexual hipoativo é uma condição comum e de difícil diagnóstico que causa a falta persistente de desejo sexual sem que haja outras causas envolvidas. O problema pode causar sofrimento pessoal e dificuldades no relacionamento e geralmente está relacionado a questões psicológicas”, destaca a médica.

Por fim, é importante ressaltar que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você.

“No entanto, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, já que apenas ele poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com cada caso e pode incluir terapia de reposição hormonal, acompanhamento psicológico, substituição dos métodos contraceptivos e outros medicamentos ou simplesmente a adoção de um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos e boas noites de sono”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinheiro é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Além de dores durante o sexo, ressecamento vaginal pode causar infecção bacteriana

Dor durante ou após a relação sexual, coceira, queimação e infecção bacteriana: esses são alguns dos sintomas de ressecamento vaginal. De acordo com a Women’s Health Concern, uma associação que trabalha em conjunto com a Sociedade Britânica para a Menopausa, aproximadamente 17% das mulheres entre os 18 e 50 anos sofrem com secura vaginal bem antes de entrarem na menopausa, o que geralmente ocorre após os 50 anos.

Há diversos fatores que podem ter relação com o ressecamento vaginal, inclusive o estresse. “A lubrificação acontece pelo fluxo de sangue que passa pela zona genital quando a mulher está excitada. Isso ocorre normalmente durante as preliminares da atividade sexual, então, se ela estiver nervosa ou estressada, certamente irá influenciar no nível hormonal e ela não vai conseguir ficar lubrificada”, explica a sexóloga da INTT, Lauren Souza.

O ressecamento vaginal é mais comum durante o pós-parto, tratamento de câncer, menopausa e uso de medicamentos específicos. “É fato que a secura vaginal ocorre, na maioria da vezes, após a menopausa, pois é nesse período que a mulher passa por alterações hormonais e tem uma queda na produção de estrogênio, o que causa uma atrofia na região da vagina, levando à secura”, diz Lauren.

Mas esse problema não é restrito apenas às mulheres depois da menopausa, muitas não sabem, no entanto, que a lavagem em excesso e a utilização de produtos inadequados na hora de realizar a higiene da região intima podem influenciar e agravar o ressecamento vaginal. Pensando nisso, a INTT Cosméticos decidiu lançar o Vagisex: um hidratante intravaginal à base de ácido hialurônico que restaura naturalmente a umidade vaginal.

O ácido hialurônico é uma molécula natural responsável pela manutenção do nível correto de hidratação nos tecidos e que, quando utilizado por um determinado período, proporciona lubrificação e umidade. Ele fixa-se à parede vaginal, formando uma superfície hidratada e permanece até a descamação das células epiteliais, que ocorre geralmente em três dias, hidratando, dessa maneira, o tecido da região.

Livre de hormônios e parabenos, além se der testado ginecologica e dermatologicamente, o Vagisex deve ser utilizado diariamente após a última urina do dia, devendo-se dormir com o produto. A forma de uso é bem simples e prática: no total são 10 aplicadores e uma bisnaga de 30g. Em geral, o tratamento dura em torno de dez dias e possui preço sugerido de R$ 65,00.

Informações: INTT Cosméticos

Canabidiol é indicado para mulheres que sentem desconforto e/ou dores durante o sexo

A sexualidade feminina é considerada um tabu em muitas famílias brasileiras, especialmente quando o tema principal é o desconforto ou a incidência de dores no sexo, mesmo considerando que, no país, 18% das mulheres sentem dor durante a relação sexual. Os dados integram um estudo realizado em dezembro de 2019 pelo Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), da Faculdade de Medicina de São Paulo.

“Esse índice aumenta quando falamos de dor ou desconforto não só durante, mas também após o sexo – em todo o mundo, estima-se de 60% das mulheres já viveram este episódio”, diz Ailane Araújo, médica especializada e que é referência em cannabis medicinal, além de diretora do Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC), o primeiro do Brasil, localizado em São Paulo.

Em que pese a necessidade de uma avaliação clínica completa, com a realização de exame físico ginecológico e conhecimento da história clínica da paciente, o que permitirá encontrar a causa da dor, que pode ter uma série de origens (emocionais ou físicas), um tratamento vem despontando como alternativa: o uso do canabidiol, ou CBD na forma de gel vaginal.

Para ter acesso ao produto (que não é disponibilizado para livre comercialização no Brasil) e, consequentemente, ao tratamento, a mulher precisa estar acompanhada por um médico que fará a prescrição adequada. A partir daí, é preciso fazer um cadastro no site do Governo Federal e dar início ao processo de envio de documentos, indicação do produto e empresa importadora. “Este processo já foi muito mais burocrático e demorado. Hoje, considerando a prescrição, em aproximadamente 20 dias é possível ter o produto em casa e iniciar o tratamento”, diz Ailane.

A especialista explica que o produto se conecta a receptores de corpo presentes em vários órgãos. No caso da dor ele provoca uma dessensibilização nos canais de dor, aumentando o limiar de dor, sem diminuir a sensibilidade, o que leva ao aumento da lubrificação natural e da excitação, gerando um relaxamento muscular e tornando a região mais sensível ao toque, além da redução do incômodo na região antes ou durante o sexo.

“Ele age como anti-inflamatório – e muitas patologias são de origens inflamatórias -, além de auxiliar na redução da ansiedade e melhorar também a libido”, destaca a médica, reforçando que é este também é um dos grandes diferenciais em relação aos tratamentos usuais. “O uso de ansiolíticos impacta diretamente na libido feminina”, diz.

“Cannabis medicinal não é maconha”

A afirmação que soa quase como um mantra na voz da médica, uma das primeiras e principais prescritoras da cannabis medicinal no Brasil, é um alerta para a necessidade de aumento da informação na sociedade. “Hoje, temos resultados efetivos e melhora na qualidade de vida de pacientes que tratam de patologias como Alzheimer, epilepsia, Parkinson, esquizofrenia, dores crônicas, ansiedade, depressão e até câncer. O CBD, princípio ativo do canabidiol, não pode ser confundido com o uso recreativo da cannabis”, explica.

Geralmente vendido na forma de um óleo extraído da planta, o canabidiol também está disponível em outras apresentações de uso fora do Brasil que incluem gel, creme, vaporização, aplicação por supositórios entre outros – no caso do Brasil, temos algumas restrições ainda para uso quanto a apresentação do produto e precisa ter sua importação aprovada individualmente pela Anvisa. A médica reforça que o uso do canabidiol também está diretamente ligado ao processo de investigação do motivo e da escala da dor, o que dará a recomendação para o tratamento adequado.

Causas mais comuns da dor no sexo

Mesmo sabendo que a dor durante a relação sexual pode ter sua origem em causas psicológicas, de acordo coma médica, entre as causas físicas mais comuns estão a doença inflamatória pélvica (geralmente ocasionada por uma doença sexualmente transmissível como gonorreia ou clamídia); a menopausa (que pode ocasionar o ressecamento e a atrofia vaginal); a vulvodinia (irritação crônica da vulva que pode ser desencadeada por alterações hormonais ou por uma infecção ou inflamação); o vaginismo (contração involuntária da musculatura pélvica); o líquen (doença dermatológica que também tem como efeito o ressecamento vaginal) e a endometriose.

“A cannabis medicinal é uma opção terapêutica desejável e pode ser considerada, além de um complemento, um redutor da carga dos sintomas, atuando na causa. Ou seja, trata-se de uma abordagem sistêmica que promove a qualidade de vida dos pacientes”, finaliza Ailane.

Fonte: Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide (CBRMC)

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

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–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

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–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

Foto: CreativeCommons

–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Sete benefícios da prática sexual para a pele

Prática rejuvenesce a pele, melhora hidratação e brilho, desobstrue poros, previne a acne e acelera renovação e cicatrização do tecido cutâneo.

Apesar do assunto ser ainda um grande tabu, a prática sexual vai muito além do prazer e é extremamente benéfica para o organismo, sendo capaz, por exemplo, de melhorar o humor, diminuir dores e auxiliar na queima de calorias. E os benefícios do sexo não param por aí, já que, de acordo com a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a prática também é capaz de promover a melhora da qualidade da pele.

“Isso porque durante o sexo são liberados uma série de hormônios e substâncias, como o estrogênio e a testosterona, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, destaca a médica. Quer saber quais são esses benefícios? A médica listou abaixo. Confira:

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Mais brilho e hidratação – assim como um exercício físico, durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Além disso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, afirma a dermatologista

Melhora da textura – “O sexo e, principalmente, o orgasmo promovem um aumento nos níveis de testosterona e estrogênio, hormônios que estão ligados não só a beleza e a saúde da pele, mas também dos cabelos e das unhas, tornando-os mais fortes e com uma textura melhor.”

Ação anti-idade – a prática sexual promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastinas, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz a Dra. Paola.

Acelera a cicatrização e regeneração da pele – a prática sexual fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que o sexo melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, completa a especialista.

Redução do estresse – o sexo diminui o nível de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, melhorando, consequentemente, a qualidade do sono e retardando o aparecimento de rugas e linhas de expressão. “Isso porque o cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica a médica. “Por causa da diminuição do estresse, o sexo também reduz a acne, já que o cortisol estimula a produção de oleosidade excessiva pelas glândulas sebáceas.”

Sensação de bem-estar – “A sensação de prazer durante o sexo é causada pela liberação de endorfinas, que são analgésicos naturais do organismo que conferem sensação de bem-estar, felicidade e euforia, o que acaba influenciando positivamente na aparência da pele.”

Desobstrução dos poros – é comum suarmos durante o sexo, assim como quando realizamos qualquer tipo de esforço físico intenso. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Menopausa: entenda o que é este fenômeno fisiológico e as mudanças que ele traz

Processo natural do organismo feminino, menopausa causa diversas modificações no corpo da mulher, que vão desde ressecamento da pele, cabelos e genitais até instabilidade emocional. Ginecologista explica a causa desse evento e aponta métodos para diminuir os sintomas

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações que afetam o corpo. Na mulher, uma dessas alterações é a menopausa, caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação.

“A condição é diagnosticada após um ano do último evento de sangramento menstrual da mulher, podendo ser subdividida em períodos a partir desta fase. Durante a menopausa, algumas mulheres são assintomáticas e não se queixam de nenhuma intercorrência. Porém, a grande maioria pode apresentar sintomas físicos, comportamentais, emocionais e psicológicos causados pela queda hormonal”, explica Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A mulher pode identificar que entrou na menopausa ao notar sintomas como ganho de peso, principalmente na região abdominal, insônia, ondas de calor, sudorese noturna e alteração do humor com instabilidade emocional.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo acontecer antes em casos de falência ovariana prematura, ou seja, quando a mulher deixa de ovular precocemente, a menopausa gera uma série de modificações no organismo da mulher, que acontecem principalmente devido à queda na produção de estrogênio, incluindo perda de massa óssea e massa magra, cansaço, diminuição do colágeno e ressecamento da pele e cabelos, com consequente acentuação dos sinais de envelhecimento. Além disso, o emocional da mulher tende a ficar extremamente abalado, visto que deixa de apresentar a mesma aparência e feminilidade que tinha anteriormente”, destaca a médica.

A queda de estrogênio na menopausa afeta principalmente a região íntima da mulher e, consequentemente, sua vida sexual. “A diminuição dos hormônios femininos leva à atrofia vaginal e redução da libido e da lubrificação do genital, fatores que afetam diretamente o bem-estar da mulher, visto que, na região íntima, uma mucosa atrofiada e sem lubrificação pode causar dor e desconforto durante a relação sexual, sangramento, ardência, corrimentos e até mesmo infecções urinárias de repetição”, explica a ginecologista.

De acordo com a especialista, com a diminuição hormonal e desconhecimento de sua nova identidade física devido à menopausa, a mulher também pode perceber o envelhecimento de uma forma mais conturbada, transferindo essa insatisfação para seu relacionamento sexual. “A falência ovariana também faz com que a mulher se torne incapaz de engravidar, salvo em casos em que se tenha realizado ovodoação prévia ou congelamento dos óvulos.”

A má notícia é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Porém, esse processo de alterações hormonais tem fim, o que ocorre por volta 65 anos, quando a mulher entra no período senil e os sintomas e desconfortos consequentes da baixa hormonal se encerram.

Além disso, para as mulheres que sofrem demais com a queda hormonal é possível reduzir os sintomas da menopausa por meio da reposição de estrogênio em baixas doses por administração local (vaginal) ou sistêmica (oral e transdérmica). “A reposição hormonal restabelece a função orgânica, melhorando a sintomatologia da menopausa e, consequentemente, a adaptação da mulher a essa nova fase de sua vida”, ressalta Ana.

“Porém, o tratamento com hormônios é contraindicado para pacientes oncológicas ou com histórico de câncer, com patologias que não permitem associação hormonal ou que sofrem de alterações mamográficas e bioquímicas. O medo e o desejo da paciente também possuem grande influência na hora do médico prescrever a reposição hormonal.”

Os sintomas da menopausa também podem ser mascarados com terapia cognitiva comportamental e hipnoterapia, métodos alternativos ao tratamento hormonal que têm se mostrado muito promissores. “Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível”, finaliza.

Fonte: Ana Carolona Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Lubs: primeira marca brasileira de sexual-care

Com fórmulas inovadoras, tecnológicas e sustentáveis a marca chega em outubro para inaugurar nova categoria no mercado brasileiro

A fim de naturalizar o prazer e incentivar o autoconhecimento, Lubs traz um novo conceito para o mercado brasileiro: o sexual-care, com produtos que inspiram momentos de prazer, liberdade e transformação. Com pilares que envolvem sexualidade, relacionamentos e sustentabilidade, a marca apresenta produtos com tecnologia avançada, fórmulas high-tech e ingredientes 99,99% naturais.

Transbordante em sua essência, Lubs apresenta três tipos de gel lubrificante corporal veganos com performances únicas e sensações diferentes: o Naked Taste, com sabor neutro, o Vanilla Dream feito com baunilha natural e o Jambu Vibes, um concentrado com suave sabor de blueberry e efeito vibratório. Para um momento completo de prazer a marca conta com a vela vegana Turn Me On, com fragrância sensorial exclusiva Lubs.

Longe das embalagens clichês e dos ingredientes sintéticos, Lubs possui importantes selos para produtos veganos e cruelty free, sem parabenos e sulfatos e com d-pantenol, um ativo capaz de proteger e regenerar a pele. Com a intenção de inspirar a reconexão com nossos corpos, oferecer diálogos abertos e incentivar relacionamentos saudáveis por meio de práticas, ações e pensamentos, a marca chega para estimular a sexualidade livre.

“Percebi que não havia no mercado nacional marcas que oferecessem produtos com fórmulas naturais, com ingredientes de alta performance e que também dialogassem com as pessoas de forma leve sobre a sexualidade”, diz Chiara Sandri, fundadora da Lubs.

Naked Taste, 50g – R$ 89,90

Vanilla Dream, 50g – R$ 94,50

Jambu Vibes, 10g – R$ 99,90

Vela Turn Me On – R$ 169,90

A marca será lançada neste mês, com venda exclusiva no próprio site da Lubs.

Saiba como surgiu o Dia do Orgasmo e quais os caminhos para alcançá-lo

Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT, fala sobre os segredos para atingir o ápice do prazer

Quando o assunto é sexo, ele é a estrela. Almejado por 11 em cada 10 pessoas, para alguns ele é facilmente encontrado, chegando a dar o ar de sua graça repetidas vezes em questão de minutos; para outros é a busca incessante pelo Santo Graal. Sim, estamos falando do orgasmo, que até ganhou uma data comemorativa: 31 de julho.

O Dia do Orgasmo foi criado em 1999 por alguns sex shops britânicos com o objetivo de alavancar sua vendas e chamar a atenção para um debate importante, que é a questão de muitos ainda o desconhecerem.

“O que acontece é que muitos não exploram novos caminhos para encontrar aquilo que realmente pode ser prazeroso por o considerarem tabus e, pior ainda, muitas vezes costumam se autossabotar para agradar o parceiro(a)”, explica Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT. Apesar do orgasmo ser algo que todos podem sentir, são as mulheres que costumam sair em desvantagem. Aproximadamente 70% das mulheres nunca chegaram a sentir um orgasmo com seus parceiros.

“Desde nova, a mulher é educada para reprimir os seus desejos e práticas de estímulos sexuais por estarem associados à promiscuidade ou para evitar estigmas que poderão comprometê-la tanto no âmbito social como profissional. Questões essas que muitas vezes a obrigam assumir uma postura submissa, onde passa a encarar com normalidade que deve se resguardar para o parceiro, enquanto este mostra sua virilidade através de várias parceiras”, diz Vanessa.

Relação morna durante o isolamento

casal

O isolamento acabou se tornando um grande obstáculo para os casais. Conviver quase que durante 24 horas requer paciência, respeito e compreensão. Para não cair na temida rotina, inovar e procurar novos caminhos para vivenciar um orgasmo incrível por meio do diálogo e da troca com o parceiro (a) podem ser alternativas nesse momento. “Essa história de que é necessário realizar todas as vontades e fetiches do parceiro para não correr riscos de esfriar o relacionamento é lenda. É importante fazer aquilo que dá prazer a ambos”, ressalta Vanessa.

Prazer anal

E por falar em novas experiências, o sexo anal ainda é um obstáculo a ser superado. Para quem tem curiosidade sobre o assunto, mas não sabe por onde começar, existe alguns cuidados que precisam de atenção: “Nada de ir direto ao ponto, é importante pedir para o parceiro(a) estimular essa região com os dedos, passar um pouco de lubrificante, massagear toda área e, no momento da penetração, ir bem devagar”, afirma Vanessa.

casal na cama iStock
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Inovando com sex-toys

Se não curtir a experiência, não tem problema, invista em outras fantasias. No sexo pode tudo, desde que seja bom para ambos, então tente explorar os pés, as mãos, toque-se e descubra o caminho para chegar ao orgasmo. Sex-toys e cosméticos também podem contribuir para uma experiência única, confira:

INTT Excitation

Aexcitation

O excitante feminino INTT Excitation é um facilitador de orgasmos, que auxilia as mulheres a induzirem seu orgasmo, em casos de dificuldade; ou aumentar a frequência para ter orgasmos múltiplos. Os efeitos de aquecimento, contração e pulsação no clitóris e na parte interna da vagina, fazem com que a mulher sinta sensações que nunca foram exploradas. Preço sugerido: R$ 44,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

INTT Lady Gooza

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Excitante feminino com 7 funções: excitar, esquentar, pulsar, vibrar, lubrificar, estimular e sensibilizar, além de ser o único a possuir uma cápsula vibratória. Preço sugerido: R$ 119,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

Vibrador e Estimulador INTT FiFi 2 Nalone

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Projetado para estimular o clitóris e promover o ápice do prazer, o toy possui duas hastes que podem ser usadas para cercar o clitóris, testículos ou mamilo, que transmitem vibrações silenciosas em sete padrões. Preço sugerido: R$ 384,30 – Onde encontrar: Butique Bella

INTT Masturbador Ninja

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O Ninja é uma masturbador masculino com efeitos que auxiliam a alcançar o prazer de forma única. São seis tipos de vibrações e pulsações, além disso, esquenta e simula o sexo oral, proporcionando sensações de forma singular. Preço sugerido: R$ 218,92. Onde encontrar: Cia Sex

Fonte: INTT Cosméticos

Saiba como melhorar a intimidade sexual durante o isolamento social

Especialistas dão dicas para aprimorar a percepção da sexualidade em tempos de isolamento social

Felizmente, com os pesquisadores continuando a aprender mais sobre o vírus a cada dia, novas informações também surgiram sobre a relação entre sexo e Corona vírus. “Se você e seu parceiro estão em isolamento social há mais de duas semanas, tomam o máximo de cuidado ao sair de casa apenas para as ocasiões mais necessárias, como ir ao mercado ou à farmácia, não há problema na prática sexual – pelo contrário”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

“O isolamento é a oportunidade que temos de aperfeiçoar a intimidade. Nosso corpo e mente estão muito ligados na questão sexual”, afirma a fisioterapeuta Raquel Wolpe, especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Sexualidade Feminina.

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De acordo com a fisioterapeuta, tanto a intimidade entre o casal quanto a satisfação pessoal e física são aspectos envolvidos nesse processo. “Mas existem outros pontos que interferem. Por exemplo, estamos vivendo uma época de muito estresse e temos que levar em consideração que medicamentos antidepressivos, opioides e corticoides também reduzem a libido”, afirma Raquel.

Para atuar no aumento do desejo, Raquel sugere descobrir o próprio corpo e ter outras experiências de autoconhecimento. De acordo com a ginecologista, a prática da masturbação é a melhor forma de se descobrir, pois ajuda a manter a sexualidade viva durante o isolamento, além de manter a mente e o corpo funcionando, oferecendo uma série de benefícios ao organismo.

“A masturbação melhora a libido, alivia dores relacionadas à menstruação (como cólicas), fortalece o sistema imunológico e até ajuda a exercitar os músculos da região pélvica, prevenindo assim o surgimento de incontinência urinária”, destaca a ginecologista. “Além disso, durante a masturbação são liberados hormônios como a endorfina, que promove bem-estar, melhora o sono e ainda ajuda a reduzir os níveis de estresse.”

O farmacêutico e bioquímico professor Luiz Moreira, Mestre em Ciências da Saúde, explica que a função sexual feminina pode ser definida como uma sequência de eventos psicológicos e físicos, sendo eles: o desejo, a excitação, o orgasmo e a resolução. “O desejo se refere à motivação para iniciar uma atividade sexual; a excitação às manifestações físicas expressando o desejo; o orgasmo a contrações involuntárias ritmadas da parede da vagina; e a resolução ao retorno às condições basais”, explica o especialista.

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Nesse contexto, existem substâncias orais que atuam nesses processos, como a Mucuna Pruriens (com propriedades afrodisíacas), Tribulus Terrestris (estimulante sexual) e Bio-Arct, que estimula o metabolismo energético, aumenta a produção de óxido nítrico, melhorando a perfusão sanguínea.

“Esse incremento da circulação sanguínea é muito favorável para a vida sexual feminina. Especificamente durante a excitação há um aumento do fluxo circulatório na genitália o que gera uma intumescência (aumento de volume) vaginal formando um coxim. Assim, durante a penetração ocorre aumento do atrito e consequentemente do estímulo sensorial”, afirma o especialista.

“Outra contribuição do incremento da circulação é a produção de lubrificação pelo processo de transudação vaginal, ou seja, passagem de fluidos pela parede vaginal. Com essas manifestações, os eventos da função sexual ocorrem de forma cíclica chegando no ápice do estímulo gerando prazer intenso”, afirma o farmacêutico.

Para a questão da modulação hormonal, além de Tribulus Terrestris, o farmacêutico recomenda a suplementação com Vitex Agnus Castus, que ameniza os sintomas da tensão pré-menstrual e Modulip, que reduz o efeito do estresse. “Modulip GC reduz o efeito do estresse sobre os níveis hormonais controlando a liberação de cortisol e influencia positivamente nos níveis de testosterona e Di-hidrotestosterona. Esses hormônios impactam bioquimicamente no mecanismo do despertar do desejo ativo, aquele que se manifesta de forma espontânea”, explica o farmacêutico.

Close up of the legs of a couple on the bed.

Outro tipo de suplementação importante nesse sentido é o Exsynutriment, um ácido ortosilícico estabilizado em colágeno marinho, cofator importante para síntese das fibras de colágeno. “Ele catalisa as ligações cruzadas entre as fibras de colágeno e elastina garantindo a manutenção, firmeza, sustentação e hidratação dos tecidos cutâneos, articulações, mucosas e assim a manutenção do tônus muscular. Esses efeitos podem melhorar o trofismo vaginal, minimizando a sensação de frouxidão e aumentando a lubrificação. O tônus muscular adequado garante intensidade nas contrações da fase do orgasmo”, diz Moreira.

Todos os ingredientes estão disponíveis em farmácias de manipulação. “Consulte seu médico ou um farmacêutico para prescrição da fórmula”, finaliza o professor.

Fonte: Biotec