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Linha de Ovos de Chocolate Loov traz lançamentos do grupo VRG Foods para Páscoa

São quatro opções de ovos da linha Loov, todos elaborados com leite de coco, apresentados no formato meio ovo recheado, com 250 g ou 125 g, zero açúcar, zero leite, zero glúten e zero soja. São opções saudáveis, veganos e perfeitos para quem ama chocolate mais docinho e indulgente


 Virgínia de Ávila Dias, Fundadora e CEO da VRG FoodsFoto: Divulgação

Para Virgínia de Ávila Dias, Fundadora e CEO da VRG Foods, “A Páscoa sempre foi um momento muito importante para nós, não só pelo simbolismo, mas por termos a honra de entregar um chocolate saudável e de qualidade à todas as pessoas que se preocupam com a alimentação e a saúde, e a todos que possuem restrições alimentares, tanto alergias ou intolerâncias, diabetes ou até mesmo os vegetarianos e veganos. Com o cenário pandêmico, conseguimos perceber que existe uma preocupação muito maior em relação a alimentação. As pessoas estão se alimentando melhor, cuidando da saúde e da imunidade. Temos um público muito fiel, não apenas por necessidade devido as restrições alimentares, mas por fidelização ao produto e à marca, pois conhecem a qualidade premium – tanto de composição nutricional, quanto sensorial. Temos o público que gosta mais dos chocolates com alto teor de cacau — Chocolife, o que gosta de chocolates docinhos e se identifica mais com os chocolates e cremes Loov, e os que gostam de ambos”.

Os Ovos de Páscoa Loov são diferenciados e aliam saudabilidade a sabor
 

Ovo Loov Gianduia Ao Leite de Coco: Meio ovo de páscoa de chocolate ao leite de coco com creme de avelã e cobertura de chocolate branco ao leite de coco com avelãs – 250g. Valor sugerido de venda: R$ 109,00.

Ovo Loov Gianduia Branco Ao Leite de Coco: Meio ovo de páscoa de chocolate branco ao leite de coco com creme de avelã e cobertura de chocolate ao leite de coco com avelãs — 250g. Valor sugerido de venda: R$ 109,00.

Ovo Loov Brown: Meio ovo de páscoa com recheio cremoso, cobertura de chocolate ao leite de coco e flocos de arroz — 125g. Valor sugerido de venda: R$ 54,00.

Ovo Loov Snow: Meio ovo de páscoa com recheio cremoso, cobertura de chocolate ao leite de coco e flocos de arroz — 125g. Valor sugerido de venda: R$ 54,00.

Caixas de Páscoa Loov para Presentes

Opções presenteáveis da marca Loov para a Páscoa 2022 

As Caixas de Páscoa Presenteáveis Loov estão disponíveis aos consumidores no site da Chocolife  em diversas versões e valores, excelentes opções para presentes.

Os chocolovers poderão compor sua Caixa de Páscoa, com itens da linha Loov, como sticks, bombons e cremes, e outras apenas com os Ovos de Páscoa.

As compras feitas pela Loja Virtual da Chocolife são entregues para todo o Brasil.

Volume de Produção da VRG Foods para Páscoa 2022

A VRG Foods tem previsão de consumir 25 toneladas de insumos de cacau, em média, produzir 50.000 ovos até o final da Páscoa, o que representa somando ovos e outros itens 50 toneladas. Em relação às vendas, a empresa espera crescer 40% em relação a 2021.

A empresa tem 40 colaboradores contratados em regime CLT e o objetivo da empresa é, com expansão das atividades, ampliar o número de colaboradores diretos e consequentemente os postos de trabalho indiretos.

Certificação FODMAP Friendly

De acordo com Ana Alves, nutricionista da VRG Foods, “o selo australiano assegura e atesta produtos voltados à pessoas que possuem síndrome do intestino irritável ou qualquer sensibilidade intestinal e não podem consumir carboidratos fermentáveis. A certificadora analisa toda a composição de ingredientes e suas quantidades, para ter a segurança de que aquele alimento não causará nenhum desconforto intestinal como cólica, flatulência ou até mesmo diarreia.

Os produtos da marca Snew e da linha Chocolife SuperFoods possuem a certificação FODMAP Friendly. É a única empresa no Brasil que tem esta certificação. A empresa buscou certificação FODMAP Friendly por ter em seu DNA a tecnologia e inovação. O intuito foi entregar algo a mais, além do diferencial que a VRG Foods já tinha na sua linha.

 Sobre a VRG Foods

Cacau de origem amazônica e da agricultura familiar- fomento à sustentabilidade da floresta

Há 15 anos no mercado, detentora das marcas Chocolife, Loov, Snew e Empreenda Saudável, a VRG Foods tem no DNA o desenvolvimento de produtos funcionais, saudáveis, sem açúcar, sem glúten, sem proteína do leite e sem lactose, o que isso agrega valor e atende um nicho de mercado que procura esse perfil de alimento. A empresa também atua com loja virtual própria.

A VRG Foods apoia o pequeno agricultor e fomenta o ingrediente nacional em seus produtos. Utiliza cacau brasileiro, de origem amazônica e da Agricultura Familiar. Com isso, a empresa consegue contribuir diretamente de forma positiva na economia, bem como para o reflorestamento da floresta amazônica. Para o consumidor que possui essa preocupação tanto econômica quanto ambiental, é uma percepção que soma um diferencial muito impactante para a marca.

Varejo, food service e vendas pelos canais virtuais

A empresa atende nacionalmente tanto em lojas físicas como em sua loja virtual própria. Em termos percentuais as vendas estão representadas da seguinte forma: 15% são operados na loja virtual e 85% estão distribuídas entre o canal Varejo e Food Service.

Para mais informações acesse o site:

A VGR Foods está presente em todas as plataformas sociais: Instagram e Facebook / Canal no Youtube – WhatsApp: (11) 97041-2226

Como doenças funcionais do aparelho digestivo impactam na qualidade de vida do paciente*

A maioria das pessoas não sabe que o maior e mais complexo sistema do corpo humano é o aparelho digestivo. Constituindo-se por um longo tubo que começa na boca, passa pelo esôfago, segue pelo estômago, intestino delgado, intestino grosso e, por fim, o esfíncter anal, além de estar ligado a dois importantes órgãos: o fígado e o pâncreas.

Esta maravilhosa máquina é capaz de executar muitas funções independentes em cada setor, mas, de alguma maneira, estão interligadas. Podemos compará-la à regência de uma orquestra, composta por vários instrumentos que, juntos e em perfeita harmonia, produzem um concerto encantador. Da mesma maneira, o aparelho digestivo produz o milagre da perpetuação de nossa espécie por meio da manutenção do processo de absorção e transformação dos vários elementos nutritivos necessários à nossa vida.

Representando o grande maestro, temos o sistema nervoso entérico (SNE). Uma complexa rede, formada por neurônios e gânglios nervosos, denominados plexos, que se interligam e executam multitarefas com relação à condução, absorção de proteínas, gorduras, vitaminas e eliminação de produtos desprezados pelo processo de excreção. Há também o mecanismo de reciclagem, como é o caso do ferro, no qual aproveitamos 98% daquilo que perdemos, em função da sua reabsorção no intestino grosso.

Outra comparação que podemos fazer é à uma fábrica, em que as máquinas e engrenagens são orientadas por um sistema micro e comandados por um sistema maior. No caso do sistema digestivo, o cérebro (sistema nervoso central) ajuda a regular algumas funções. O termo “eixo cérebro intestinal” representa esta interação e, por meio dele, é possível observar que um sistema influencia o outro.

Por exemplo, quando subimos em uma montanha russa e estamos no ponto mais alto do brinquedo, sentimos um “frio na barriga”, que nada mais é do que uma manifestação da emoção, do medo, causado pelo nervo vago que emerge do sistema nervoso central e que excita o sistema nervoso entérico e produz a sensação de desconforto na região central da barriga.

Portanto, podem existir múltiplos pontos para o descontrole deste complexo sistema. Como é uma rede interligada, para algumas funções é preciso que outras aconteçam antes, durante ou depois do processo digestivo.

Para se ter uma ideia, uma alimentação mal mastigada tem dificuldade de ser transportada no esôfago e, quando chega ao estômago, demora para ser digerida. Por conta disso, o processamento do alimento é dificultado, atingindo os intestinos que ainda não estão prontos para a absorção de nutrientes e podem, eventualmente, influenciar o funcionamento intestinal para mais ou para menos. Muitas situações são decorrentes dos nossos hábitos de vida, do tipo de alimentação, podem ser consequências de outras doenças, pós estados tóxicos ou infecciosos ou por alteração de estados emocionais. Existem vários fatores em conjunto e individuais que podem determinar uma disfunção em um setor específico ou então em vários que se interdependem.

As doenças funcionais digestivas constituem o maior contingente de motivos para consultas e exames em todo o mundo, pois são universais, atingindo todas as etnias, classes sociais e faixas etárias.

Podemos dizer que as síndromes mais frequentes são a Dispepsia Funcional, a Síndrome do Intestino Irritável e a Constipação Intestinal Funcional. Como característica principal e comum entre elas, apresentam sintomas diários ou intermitentes que tiram a qualidade de vida do indivíduo, com longa duração, menos ou mais intensos, impedindo que as pessoas atingidas por essas síndromes tenham uma vida com mais conforto.

Dispepsia Funcional

Foto: MD-Health

Caracterizada por sintomas que sugerem o acometimento do estômago ou do duodeno na ausência de qualquer anormalidade de natureza orgânica, estrutural ou metabólica que possa explicar o quadro. Os sintomas mais comuns são dor na região do estômago, difícil digestão, peso ou de estufamento no abdômen alto, regurgitação e arrotos frequentes.

Síndrome do Intestino Irritável

A síndrome do intestino irritável caracteriza-se pela combinação dos principais sintomas: dor ou desconforto abdominal e alterações bem definidas do hábito intestinal, como constipação ou diarreia. Essas manifestações têm intensidade variável, piorando com alguns tipos de alimentação em determinadas épocas de vida. Não existem também alterações estruturais ou orgânicas que os justifiquem.

Constipação Intestinal Funcional

Muito frequente em nossa era, a constipação intestinal funcional caracteriza-se pela dificuldade de evacuar em diferentes intensidades, com presença de fezes endurecidas, havendo muito esforço para o movimento evacuatório, associada com frequência à sensação de abdômen inchado e dor no baixo ventre.

Diagnóstico

Para diagnosticar qualquer doença funcional, o médico tem que excluir causas orgânicas mais graves como inflamações, tumores ou doenças metabólicas. Para isso, é necessário solicitar exames especializados, que são realizados muitas vezes ao longo da vida de um indivíduo.

Neurogastroenterologia

iStock

As doenças funcionais são um grande desafio e derivaram uma nova especialidade: a neurogastroenterologia. Temos evoluído muito nos últimos anos no conhecimento para a compreensão destas alterações, mas ainda há um longo caminho para percorrer até o entendimento de toda a complexidade.

É possível afirmar que cada paciente tem um perfil geral comum, mas com respostas distintas, evolução em tempos diferentes, podendo-se dizer que cada um tem a sua doença funcional e o desafio do médico é saber interpretar e entender como funciona ou não o maior órgão do corpo humano naquele indivíduo.

*Ricardo Guilherme Viebig é Diretor Técnico do Núcleo de Motilidade Digestiva de Neurogastroenterologia (MoDiNe) do Hospital IGESP e Presidente da Sociedade Brasileira De Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia.

Especialista desvenda alguns mitos e verdades sobre Síndrome do Intestino Irritável

Especialista do Hospital 9 de Julho diz que tensão provocada pela pandemia pode desencadear quadro em pessoas que sofrem com o problema

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio do funcionamento intestinal que não está ligado necessariamente a uma lesão, alteração estrutural ou inflamação, mas que causa muito desconforto e dor e interfere diretamente na qualidade de vida. O paciente que sofre com esse problema convive com desarranjos intestinais frequentes, prisão de ventre e diarreia, cólicas e sensação frequente de estufamento abdominal.

Daniel Machado Baptista, médico gastroclínico do Centro de Doença Inflamatória Intestinal do Hospital 9 de Julho, explica que a Síndrome do Intestino Irritável pode ser caracterizada por mudanças na frequência da evacuação por longo período associada à dor abdominal presente pelo menos uma vez por semana, por mais de três meses.

Por não ser acompanhada de mudanças estruturais significativas no intestino, a síndrome pode ser difícil de identificar. O diagnóstico é feito pelo histórico do paciente e por diferencial – ou seja, avaliando os sintomas e realizando exames para descartar outros problemas como infecções, inflamações ou intolerância a determinados alimentos.

A SII ainda é cercada por muito desconhecimento. Para esclarecer as principais dúvidas, listamos abaixo mitos e verdades relacionados à doença.

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A Síndrome do Intestino Irritável não tem cura
Verdade. Esta é uma doença crônica que não tem cura, mas ela se manifesta em ciclos e a pessoa pode passar longos períodos da vida sem sentir incômodo. E, quando os sintomas surgem, é possível proporcionar alívio. O tratamento indicado pelos especialistas varia a cada caso, mas pode ser feito com medicamentos que diminuem a sensibilidade intestinal e reequilibrando a microbiota, afirma o médico. Mudanças na alimentação, atividade física e gerenciamento de estresse e ansiedade também colaboram para a melhora.

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A Síndrome do Intestino Irritável é uma doença psicológica
Mito. Daniel conta que ela pode ser provocada por um distúrbio na interação entre o cérebro e o intestino, uma sensibilidade exacerbada aos estímulos intestinais ou uma alteração na microbiota (grupo de micro-organismos) da região. Fatores emocionais como estresse, depressão e ansiedade têm influência no quadro, mas não são os responsáveis.

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A síndrome pode ser agravada pelo estresse
Verdade. O especialista explica que o estresse não é causador, mas a manifestação desse distúrbio está diretamente ligada à saúde mental e os sintomas podem ser desencadeados por essa e outras questões emocionais, como ansiedade ou depressão. “Nesse período de pandemia e isolamento, de grande impacto na saúde mental, houve um aumento das queixas de sintomas relacionados à síndrome”, diz o gastroenterologista.

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O controle da SII depende apenas de uma boa alimentação
Mito. “A doença é causada por alterações no organismo e não pode ser atribuída apenas a hábitos alimentares”. Uma rotina saudável de alimentação e a prática de exercícios contribui para diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida, mas não bastam para controlar a doença.

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A SII causa emagrecimento
Mito. Apesar do desconforto e de episódios de diarreia, a síndrome não está diretamente ligada à perda de peso. O médico alerta que, se o paciente apresentar emagrecimento repentino, deve informar ao especialista para investigar as possíveis causas.

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A Síndrome pode evoluir para problemas mais sérios, como câncer
Mito. “Apesar de causar desconforto, a doença não traz prejuízos para a saúde em longo prazo”, finaliza.

Fonte: Hospital 9 de Julho

Saciedade precoce: por que me sinto cheio tão rapidamente?

Quando uma pessoa come, os receptores nervosos dentro do estômago percebem quando ele está cheio. Esses receptores, então, enviam sinais ao cérebro, que os interpreta como uma sensação de plenitude. Esse processo ajuda a evitar excessos.

No entanto, algumas pessoas podem se sentir cheias depois de consumir uma quantidade muito pequena de alimentos. Isso é conhecido como saciedade precoce. Com o tempo, a saciedade precoce pode levar a deficiências nutricionais e complicações de saúde associadas.

O que é saciedade precoce?

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Para manter níveis adequados de nutrientes, uma pessoa deve consumir uma quantidade adequada de calorias por dia. Esse valor varia de acordo com:

idade
sexo
altura e peso
nível de atividade
genes

A saciedade precoce ocorre quando uma pessoa não pode comer uma refeição de tamanho adequado ou se sente cheia após apenas algumas mordidas. Em curto prazo, isso pode levar a náuseas e vômitos. Em longo prazo, uma pessoa pode experimentar deficiências nutricionais e complicações de saúde associadas.

Sintomas

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Os sintomas mais comuns da saciedade precoce incluem:

=incapacidade de consumir uma refeição completa e de tamanho adequado
sentindo-se cheio depois de comer uma quantidade muito pequena de comida
náusea ou vômito enquanto come;

=se a saciedade precoce é devida a uma condição médica subjacente, uma pessoa pode experimentar sintomas adicionais. Estes variam de acordo com a condição;

Em geral, uma pessoa deve conversar com um médico se a saciedade precoce for acompanhada de algum dos seguintes sintomas:

-dificuldade em engolir
-tosse seca
-dor de garganta
-gases
-inchaço
-arrotos
-indigestão
-dor no peito
-dificuldade para respirar
-náusea
-vômito
-dor de estômago
-ganho ou perda de peso
-fezes pretas e demoradas
-tornozelos inchados
-má cicatrização de feridas

Causas

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Existem muitas causas potenciais de saciedade precoce. Algumas são relativamente inofensivos, enquanto outras são muito mais graves. Segundo a Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston, uma das causas mais comuns de saciedade precoce é a gastroparesia. Essa condição faz com que o conteúdo do estômago esvazie lentamente no intestino delgado.

Pessoas com gastroparesia podem apresentar os seguintes sintomas, além da saciedade precoce:

=inchaço
=náusea
=azia
=dor no estômago ou abdômen
=perda de apetite

Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, uma das principais causas da gastroparesia é o diabetes. Isso ocorre porque o diabetes pode causar danos aos nervos que afetam o estômago e como ele funciona.

Algumas outras causas potenciais de saciedade precoce incluem:

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Pixabay

=úlceras estomacais
=doença do refluxo gastroesofágico, em que o ácido do estômago sobe para o esôfago ou tubo alimentar
=obstrução da saída gástrica, em que os alimentos não podem entrar facilmente no intestino delgado
=síndrome do intestino irritável
=prisão de ventre
=fígado aumentado
=líquido no abdômen ou ascite
=câncer

Diagnóstico

Ao diagnosticar a saciedade precoce, os profissionais de saúde devem garantir que os sintomas não se devam a outro problema gastrointestinal. Para fazer um diagnóstico preciso, o médico registra o histórico médico da pessoa e realiza um exame físico. Ele também pode solicitar os seguintes testes para confirmar o diagnóstico ou descartar outras causas:

EXAME DE SANGUE MNT
MedicalNewsToday

-Hemograma completo: é um exame de sangue que ajuda a identificar o sangramento interno.
-Teste de fezes: esta é uma análise de fezes que ajuda a identificar o sangramento intestinal.
-Ultrassom abdominal: é uma técnica de imagem que usa ondas sonoras para procurar anormalidades no estômago.
-Série gastrointestinal superior: esta é uma técnica de imagem que usa raios-X para examinar o trato gastrointestinal.
-Endoscopia superior: técnica de imagem que utiliza uma pequena câmera para observar o interior do aparelho digestivo superior.
-Teste de esvaziamento gástrico: procedimento que utiliza os níveis de dióxido de carbono na respiração para avaliar a rapidez com que o estômago esvazia os alimentos.
-Cintilografia de esvaziamento gástrico: procedimento envolve comer uma refeição contendo uma pequena quantidade de uma substância radioativa. Uma varredura mostra a rapidez com que a comida se esvazia do intestino.
-SmartPill: uma cápsula ingerível que mede os níveis de pH, pressão e temperatura em todo o sistema gastrointestinal.

Tratamentos

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Neuroestimulador Implantável Medtronic

As opções de tratamento para saciedade precoce dependem de sua causa subjacente. No entanto, alguns tratamentos gerais que um médico pode recomendar incluem:

=comer várias pequenas refeições ao longo do dia
=consumir alimentos em forma de purê ou líquido
=consumir menos fibra e gordura
=tomar medicamentos para ajudar a aliviar o desconforto estomacal
=usar estimulantes do apetite

Algumas causas de saciedade precoce podem exigir cirurgia. Dependendo do tipo e gravidade da condição subjacente, um médico pode recomendar um dos seguintes procedimentos:

=Estimulação elétrica gástrica: procedimento que envia pequenos pulsos de eletricidade ao estômago para ajudar a prevenir náuseas ou vômitos.
=Tubos de alimentação: são tubos que passam pelo nariz de uma pessoa e penetram no estômago. Eles permitem que a nutrição líquida contorne o esôfago.
=Nutrição parenteral total: este é um método de alimentação que usa um cateter para fornecer nutrição líquida diretamente a uma veia no peito.
=Jejunostomia:  método de alimentação que utiliza um tubo de alimentação para fornecer nutrientes diretamente para uma pequena parte do intestino.

Sumário

A saciedade precoce pode ser o resultado de uma condição benigna ou grave. Uma pessoa deve consultar seu médico se não puder comer uma refeição completa com frequência ou se se sentir cheia após apenas algumas mordidas.

Casos prolongados de saciedade precoce podem causar problemas como desnutrição e fome. Eles também podem levar a outras complicações de saúde associadas à má nutrição. Um profissional de saúde trabalhará para diagnosticar a causa da saciedade precoce. Tratar a causa subjacente pode ajudar a aliviar a saciedade precoce e evitar episódios futuros.

Fonte: Medical News Today

Low Fodmap: dieta melhora desconfortos intestinais

Conviver com desconfortos intestinais, como cólicas, diarreia, constipação e gases, pode ser indício de sensibilidade a um grupo de alimentos composto por carboidratos de cadeia curta. Para sanar esses sintomas, entra em cena a dieta low fodmap, que tem como objetivo restringir por um período os alimentos que dificultam a digestão.

A nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, tira as principais dúvidas sobre o protocolo. Confira:

1. O que é a dieta low fodmap?

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“Low Fodmap” é um termo em inglês (fermentable, oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols) que usamos para dietas com restrição dos cinco tipos de carboidratos citados na sigla: monossacarídeos, dissacarídeos, fruto-oligossacarídeo, galacto-oligassacarídeo e polióis. Esses componentes são de cadeia curta, fermentativos e não digeridos pelo intestino delgado. Além de absorverem mais água para o meio intestinal, são rapidamente fermentados por bactérias, o que facilita o surgimento dos desconfortos intestinais.

2. É indicada para qualquer pessoa ou somente para quem tem intolerância? Quem deve seguir?

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O protocolo é indicado apenas a pacientes que tenham alguma indicação específica. Estudos apontam que a low fodmap seja capaz de controlar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII), além de outras alterações gastrointestinais.

3. Quais sintomas indicam necessidade da dieta?

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Os sintomas mais comuns são: flatulência (gases), má digestão, distensão abdominal, constipação ou diarreia, cólicas, Síndrome do Intestino Irritável (SII) e disbiose – desequilíbrio da microbiota intestinal.

4. Quais são os benefícios dessa dieta?

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O protocolo, que envolve a retirada dos alimentos ricos em fodmap, auxilia no desaparecimento dos sintomas de desconforto intestinal, quando a causa realmente é alimentar. Porém, se os sintomas persistem mesmo com a exclusão dos alimentos, a dieta deve ser interrompida.

5. Os alimentos que serão excluídos por um tempo do cardápio do paciente causam desconforto em todo mundo? Como eles agem no organismo?

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Nem todos indivíduos apresentam problemas com a fermentação desses carboidratos. Porém, alguns podem manifestar sensibilidade com leve desconforto, enquanto outros, podem vir a ter sintomas. No atual cenário, é muito mais comum do que se pode imaginar, atender pacientes que relatam tais sintomas e desconfortos. Quanto à exclusão dos alimentos, é importante ressaltar que é feita somente com os carboidratos que não são bem absorvidos e completamente digeridos pelo organismo. Como eles são fermentados por bactérias, acabam causando um supercrescimento desses micro-organismos e, consequentemente, ocasionando outros problemas, como os desconfortos intestinais.

6. Neste período de restrição, há uma compensação com outros alimentos para manter a dieta saudável e equilibrada?

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Pixabay

Todo protocolo deve ser montado por um nutricionista, que indicará uma dieta equilibrada, com outros carboidratos, fibras, minerais e vitaminas que não estão listadas no fodmap. Com base nisso, o profissional tem como opção desenvolver receitas para o paciente com os alimentos permitidos, para que ele tenha várias opções disponíveis.

7. Por quanto tempo deve ser executada essa dieta?

mulher comendo iogurte
O protocolo deve ser seguido entre seis a oito semanas. Este período é o suficiente para que os sintomas desapareçam ou não, e após uma avaliação médica e nutricional, inicia-se a reintrodução dos alimentos de forma cautelosa, em pequenas quantidades e de forma isolada; com isso é possível identificar os grupos causadores do desconforto.

Confira quais são os alimentos considerados fodmaps:

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Foto: Mitaukano/Pixabay

Os monossacarídeos (frutose) podem ser encontrados, em sua forma natural, na maçã, pera, manga, aspargos e ervilha. Já em industrializados, nos alimentos com xarope de milho, xarope de frutose, como: mel artificial, biscoitos, refrigerantes e geleias.

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Foto: Hotblack

Os dissacarídeos (lactose) estão presentes no leite de vaca, de cabra, ovelha, queijo ricota e cottage. Assim como em produtos prontos como sorvete, iogurte e outros que contenham leite. Já os fruto-oligossacarideo (FOS), são encontrados na cebola, alho, trigo, centeio, beterraba, couve, entre outras frutas e legumes. Mas também em farinha de trigo, bolos, ketchup, maionese, carnes processadas como salsicha e presunto.

grao de bico

A lista continua com os galacto-oligossacarideo (GOS), que está presente na lentilha, grão-de-bico, feijão, grãos integrais de soja e em produtos que contenham esses alimentos.

xilitol

Por fim, os polióis estão na composição de frutas como pêssego, damasco, ameixa, abacate, e também em cogumelos, adoçantes com xilitol, manitol, sorbitol e produtos com glicerina.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem, por Leonard Verea*

O intestino determina, em grande parte, nossas emoções, estado mental e até preferências alimentares. Da saúde do intestino depende a saúde do cérebro. À primeira vista, essas afirmações podem parecer irreais – mas não são. Considere os seguintes fatos:

O intestino tem mais neurônios que a medula espinhal – cerca de 100 milhões – perdendo apenas para o cérebro em número de neurônios. Ele fabrica muito mais serotonina que o cérebro. Mais exatamente 95% dela são fabricadas e armazenadas no intestino. Serotonina é um neurotransmissor – substância química fabricada pelos neurônios e que possui papel vital na transmissão e processamento das informações e estímulos sensoriais por meio dos neurônios.

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O equilíbrio da serotonina determina, em última análise, o “fundo musical” dos nossos pensamentos. Dependendo do fundo musical, uma mesma cena (pensamento) pode ser interpretada como alegre, triste, pavoroso, engraçado, neutro, relaxante ou aterrorizante.

Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores – substâncias envolvidas na transmissão e processamento das informações pelos neurônios, tanto do intestino quanto do cérebro. Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa função que é a passagem dos alimentos pelo intestino – a chamada digestão.

O processo de digestão envolve, entre outras coisas, o monitoramento da pressão exercida pelo alimento na parede do intestino a cada momento; o movimento coordenado desse alimento ao longo do intestino; o progresso do processo digestivo; a concentração de sal, nutrientes, acidez, alcalinidade – tudo isso sem ajuda do cérebro.

Ao mesmo tempo, esses mesmos neurônios e neurotransmissores, em conjunto com os do cérebro, fazem parte da rede neural responsável pela conexão entre o bem-estar emocional e o bem-estar físico. E também, é claro, o mal-estar.

Neurotransmissores como a serotonina conectam o que ocorre no cérebro com o que ocorre no intestino e vice-versa. A quase totalidade de quem sofre de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como, por exemplo, depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofre também de problemas no sistema digestivo em maior ou menor grau, como constipação intestinal (intestino preso), síndrome do intestino irritável (alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso), cinetose (enjoo fácil quando em movimento, por exemplo, numa simples viagem de carro ou ônibus), colite, doença de Crohn (tipo especial e potencialmente grave de inflamação no intestino), e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares.

Emoções extremamente fortes podem causar desde “frio no estômago” até diarreia e/ou vômitos. Quantos de nós não lembramos de pelo menos um dia muito importante, na infância ou adolescência – pode ter sido uma viagem muito esperada, um prêmio muito antecipado, um final decisivo de torneio ou competição, ou até uma prova escolar – quando, justamente naquele dia, aconteceu uma diarreia e/ou vômito “inexplicável”?

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Situações de estresse podem também provocar um aumento da permeabilidade do intestino, resultando na absorção de “pedaços” maiores, incompletamente digeridos, de material digestivo, os quais, uma vez na circulação sanguínea, não são reconhecidos pelo organismo como nutrientes a serem aproveitados, mas, sim, como corpos estranhos a serem atacados pelo sistema imunológico, provocando reação com produção de anticorpos. Uma reação inútil, que apenas serve para criar todo um estado inflamatório no nosso corpo e cérebro, o que predispõe a uma série de doenças. Isso além de diminuir o “gás” de nosso sistema imunológico para combater os vírus e bactérias causadores de doenças que realmente importam, e predispondo, em consequência, a toda sorte de infecções.

Alimentos ásperos, de impossível digestão – inclusive muitas das tão festejadas “fibras” – podem causar irritação e dano às delicadíssimas células epiteliais que recobrem o intestino, resultando em aumento da permeabilidade do intestino com as mesmas consequências do parágrafo anterior.

Você já se perguntou como os “chás emagrecedores” funcionam? Eles agem provocando irritação no intestino, o que resulta em digestão incompleta, absorção incompleta, aumento da velocidade do “trânsito intestinal” e eliminação mais rápida de alimentos que poderiam ter sido muito melhor digeridos. Não sem que alguns desses “pedaços” tenham sido indevidamente absorvidos, provocando – mais uma vez – um estado inflamatório em todo nosso organismo.

A esta altura você já deve ter compreendido que o mesmo processo vale para quem faz uso muito frequente de laxantes – naturais ou não. E inflamação inútil é exatamente o que não precisamos. As mais variadas doenças são causadas e/ou “turbinadas” por processos inflamatórios. Não apenas doenças acompanhadas de dor – como enxaqueca, cólicas menstruais, tendinites, fibromialgia e muitas outras “ias”, “ites” e dores que existem no universo –, mas também doenças que não envolvem dor física. Porém, envolvem processos inflamatórios, como esclerose múltipla, esquizofrenia, autismo, entre uma série de problemas de ordem cerebral, mental e comportamental.

Cada vez mais, a ciência vem percebendo que por trás de todas as doenças existe um componente inflamatório. Tais reações de anticorpos contra “pedaços” mal digeridos de nutrientes pode ter consequências ainda mais desastrosas, na eventualidade de um desses “pedaços” ser confundido, pelo sistema imunológico, como sendo uma parte do corpo. Nesse caso, anticorpos começam a atacar estruturas do próprio corpo (por exemplo da glândula tireoide, cérebro, articulações ou qualquer outro órgão ou tecido), simplesmente por confundirem essas estruturas pertencentes ao nosso organismo com a estrutura química tridimensional de algum desses “pedaços” de material digestivo presentes, indevidamente, na circulação.

Esta confusão e ataque a estruturas do nosso próprio corpo por parte dos anticorpos recebe o nome de autoimunidade. Doenças autoimunes são aquelas que resultam do ataque a órgãos e tecidos do corpo pelos nossos próprios anticorpos. Alguns exemplos são doença celíaca, diabetes do tipo I, tireoidite de Hashimoto, artrite reumatoide e doenças cerebrais como esclerose múltipla.

Até mesmo doença de Parkinson (Nature Communications 5, artigo número: 3633, publicado em 16 de abril de 2014), autismo (Molecular Psychiatry 18:1171-1177, Nov 2013), e transtorno obsessivo-compulsivo (http://www.health.harvard.edu/blog/can-an-infection-suddenly-cause-ocd-201202274417) passaram a fazer parte da lista de suspeitos de possível fundo autoimune.

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Podemos também olhar a conexão intestino-cérebro por outro ângulo: uma criança (ou adolescente, ou adulto) não come bem, vive à base de “produtos alimentícios” industrializados, refinados, desvitalizados, pobres em nutrientes e que até prejudicam, de uma forma ou de outra, a integridade do intestino e absorção de nutrientes necessários para o bom funcionamento do cérebro.

Com o tempo, isso causa prejuízo das funções mentais mais sofisticadas, como memória, atenção, concentração e humor. Isso, por sua vez, leva a um aumento do estresse que, como vimos acima, resulta em um prejuízo ainda maior da função de absorção de nutrientes pelo intestino, criando um círculo vicioso que, inevitavelmente, resulta em doenças e piora do estado mental e comportamental.

Qual a doença, ou qual a manifestação indesejável do estado mental e/ou comportamental que uma pessoa poderá ou não apresentar, dependerá das predisposições genéticas que ela possuir.

Esse círculo vicioso somente pode ser quebrado por meio do conhecimento que você começa a adquirir ao ler este artigo. Afinal, somente o conhecimento pode levar a mudanças-chave no estilo de vida.

Você ou suas crianças têm “alimentação rica em fibras”? À luz do que foi discutido, isso pode não ser tão bom quanto se imagina. Tudo depende das fibras utilizadas. O termo “fibras” pode incluir elementos que, mesmo moídos, esfarelados, cozidos e mastigados, continuam “duros”, “pontudos”, “cortantes” e agressivos para a delicada camada celular que compõe as vilosidades e criptas microscópicas do nosso intestino, causando má absorção, aumento da permeabilidade, e todas as possíveis consequências.

Você cozinha seus alimentos o quanto mais depressa, na panela de pressão, para economizar tempo e conta de luz/gás? Lembre-se que o cozimento lento (por mais tempo, no fogo baixo) ajuda a pré-digerir os alimentos, de modo a tornar o processo digestivo menos agressivo e menos oneroso para nosso intestino, otimizando a absorção de nutrientes e preservando a integridade do tecido epitelial intestinal.

Deixar grãos de molho por 24 horas (feijão, arroz integral, lentilhas, grão-de-bico etc), antes de cozinhá-los lentamente, é uma maneira excelente de aumentar a digestibilidade desses grãos, e minimizar a agressividade deles para com nosso intestino. Nossos antepassados da era ‘pré-alimentos-industrializados’ sempre faziam isso. Ah, e também deixavam o pão fermentar naturalmente por muitas horas, o que melhora a digestibilidade do trigo.

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Hoje vivemos em um mundo com cada vez menos tempo para cozinhar, porém cada vez mais doente. Colite, enxaqueca, depressão, pânico, intestino irritável, comportamento agressivo, autismo, distúrbio bipolar e doenças autoimunes estão cada vez mais frequentes, segundo as estatísticas.

Conclusão: para existir saúde plena, o intestino tem que funcionar bem.

Leonard Verea psiquiatra

*Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap, empresa voltada à implementação e manutenção das condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho.

Nota da Redação: os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do blog.

Diarreia crônica pode ter várias causas, saiba identificar

Muito comuns e sem cura, as doenças podem atingir qualquer faixa etária e ainda causam prejuízos na qualidade de vida

A diarreia crônica é caracterizada pela redução na consistência das fezes, que podem ser amolecidas a líquidas, associada a um aumento do número de evacuações por mais de quatro semanas. Além do desconforto físico, também compromete a qualidade de vida, já que se torna um incômodo no dia a dia.

Segundo Matheus Freitas Cardoso de Azevedo, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diarreia crônica apresenta várias causas, como a síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca e diverticulite. “Elas podem acontecer em qualquer idade, sendo que algumas são mais comuns em fases específicas. A doença celíaca e síndrome do intestino irritável com adultos jovens, e a diverticulite, costuma atingir pessoas com mais de 50 anos”, explica.

O diagnóstico para a causa da diarreia crônica deve ser realizado pela consulta detalhada, analisando a rotina e histórico, além de exames complementares para direcionar o tratamento específico. Saiba mais sobre cada uma:

1) Intolerância à lactose

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O que é: a incapacidade de digestão da lactose – açúcar encontrado principalmente no leite e produtos lácteos – causada pela ausência da enzima responsável por esta função. Atinge cerca de 70% da população mundial.

Sintomas: dor e/ou distensão abdominal, diarreia, gases e náuseas. Em muitos casos pode ocorrer somente desconforto, sem diarreia.

Tratamento: dieta sem produtos com lactose na composição e suplementação da enzima lactase, encontrada em forma de pastilhas, em pó, comprimidos ou cápsulas, que deve ser adicionada aos produtos lácteos ou ingerida via oral antes da ingestão, possibilitando a digestão. “É importante colocar na dieta outros alimentos ricos em cálcio para suprir as necessidades do organismo”, ressalta Azevedo.

2) Intolerância ao glúten

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O glúten é um complexo proteico presente no trigo, centeio e cevada comum em alimentos como pães, massas e bolos. As principais doenças relacionadas à ingestão de glúten são doença celíaca e hipersensibilidade ao glúten:

O que é doença celíaca: doença autoimune que afeta o intestino delgado, desencadeada após a ingestão de alimentos que contêm glúten, dificultando a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases, fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia, deficiência de ferro e atraso de crescimento em crianças.

Tratamento: dieta sem glúten por toda a vida. “É o único tratamento efetivo, pelo risco de complicações como anemia, déficit de crescimento, osteoporose e até câncer do intestino delgado”, explica o médico.

O que é hipersensibilidade ao glúten: reação intestinal logo após a ingestão de alimentos com glúten e que some com a retirada do alimento.

Sintomas: dor abdominal, diarreia, gases e náuseas.

O especialista reforça que não é possível diferenciar as doenças pelos sintomas, pois são muito parecidos. “Portanto, a triagem para a doença celíaca deve ocorrer antes de uma dieta sem glúten ser implementada, uma vez que a pessoa inicia uma dieta livre de glúten, o teste para doença celíaca não é mais confiável. Além disso, embora sejam tratadas com alimentação sem glúten, a distinção é muito importante pelo risco de complicações da doença celíaca a médio e longo prazo, principalmente naqueles que não aderem a dieta corretamente”, diz.

3) Síndrome do Intestino Irritável

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O que é: doença que causa desordem intestinal, mais comum dos 15 aos 45 anos, principalmente em mulheres. De acordo com o gastroenterologista, pode ser gerada por vários fatores, muitas vezes associada a problemas psicológicos como ansiedade, depressão, fibromialgia, enxaqueca e distúrbios do sono. “A doença é mais comum que se imagina, atingindo aproximadamente 20% da população mundial”, reforça o gastroenterologista.

Sintomas: dor abdominal, alteração do hábito intestinal com episódios de diarreia ou constipação, gases, sensação de urgência intestinal principalmente após as refeições.

Tratamento: medicamentos antiespasmódicos para controle da dor abdominal, laxativos para constipação, e medicamentos obstipantes, para controle da diarreia. Os antidepressivos também podem ser utilizados, pois apresentam ação no controle da dor abdominal e ajudam no hábito intestinal, além de tratar possíveis doenças psicológicas. “Nos últimos anos, dietas com baixo poder de fermentação têm sido estudadas como um tratamento eficaz. Além disso, também o acompanhamento em conjunto com nutricionista e/ou psicólogo e psiquiatra”, conta o médico.

4) Diverticulite

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O que é: inflamação dos divertículos, que são pequenas saculações ou “sacos” na parede do intestino grosso. É causada pela obstrução do divertículo por fezes ou restos de alimentos não digeridos e dieta pobre em fibras (legumes, verduras e frutas), que leva ao aumento da movimentação do intestino para eliminar o bolo fecal – histórico de prisão de ventre.

Sintomas: geralmente sem sintomas, mas em alguns casos, pode acontecer forte dor abdominal e diarreia. Segundo Alexander de Sá Rolim, cirurgião do aparelho digestivo e proctologista especialista em doença inflamatória intestinal da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, a diverticulite pode ser leve ou grave com necessidade de internação e cirurgia. “Normalmente, a entrada no pronto-socorro é com queixa de dor abdominal, e muitas vezes, já necessita de internação”, explica.

Tratamento: inclusão de fibras e água na dieta, e em casos mais graves, internação para controle da infecção abdominal e até cirurgia.

Fonte: Rede de Hospitais São Camilo

SII: terapia cognitivo-comportamental por telefone e Internet alivia sintomas

O tratamento usual para a síndrome do intestino irritável consiste em drogas e conselhos sobre estilo de vida e dieta. Agora, um novo estudo sugere que fazer terapia comportamental cognitiva pela Internet ou pelo telefone, além dos cuidados habituais, pode reduzir os sintomas de forma mais eficaz do que o tratamento padrão para aqueles cuja SII não está respondendo aos medicamentos.

A pesquisa, que tomou a forma de um estudo controlado randomizado, é a maior até agora a ter testado esses tipos de terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII).

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O experimento foi realizado no Reino Unido, sob a direção de pesquisadores da Universidade de Southampton e do King’s College London, que detalharam os métodos e descobertas em um artigo publicado na revista Gut.

A SII é uma condição intestinal comum com sintomas persistentes que podem afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. As novas descobertas podem ajudar a ampliar o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) no Reino Unido e à terapia psicológica efetiva para pessoas com a síndrome.

As diretrizes clínicas do Reino Unido recomendam a TCC para pessoas com SII cujos sintomas permanentes não respondem aos medicamentos após 12 meses. Os pesquisadores afirmam que, embora a TCC possa “reduzir as pontuações dos sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de crenças e comportamentos de enfrentamento inúteis”, ainda não sabem quais métodos de administração são os mais eficazes.

Estudos anteriores sugeriram que sessões presenciais de TCC poderiam ajudar a reduzir os sintomas da SII. Porém, a primeira autora do estudo, Drª Hazel A. Everitt, que é professora associada em clínica geral na Universidade de Southampton, explica: “No entanto, na minha experiência clínica descobri que a disponibilidade [de face a  face] da TCC é extremamente limitada”.

SII e TCC

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SII é uma condição gastrointestinal persistente e angustiante que afeta cerca de 11% das pessoas em todo o mundo, e “requer carga significativa de cuidados de saúde”. Os sintomas incluem dor abdominal, cólicas, inchaço, constipação e diarreia. Eles podem ter um impacto considerável na capacidade de uma pessoa para trabalhar e manter sua qualidade de vida. SII não é o mesmo que doença inflamatória intestinal (DII), embora as duas condições tenham alguns sintomas semelhantes.

Já a TCC é uma “terapia da fala” que ajuda as pessoas a alterarem seu pensamento e comportamento para gerenciar os problemas de uma maneira positiva e sistemática. A terapia concentra-se no presente e incentiva a mudança por meio de pequenos passos práticos que os indivíduos podem implementar em suas vidas diárias imediatamente.

A abordagem pode ajudar várias condições médicas, desde SII a transtornos alimentares, depressão, ansiedade, insônia e estresse pós-traumático.

Comparando a TCC adaptada ao atendimento padrão

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Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 558 pessoas com SII que estavam passando por sintomas contínuos sem alívio e em outros tratamentos por pelo menos 12 meses. Eles atribuíram aleatoriamente os participantes a três grupos. Em um grupo, de controle, receberam cuidados padrão, enquanto os outros dois grupos receberam duas formas de TCC adaptadas para a SII, além do tratamento padrão.

Os cuidados padronizados incluíam o “tratamento como de costume”, que os pesquisadores definiram como “continuação dos medicamentos atuais e acompanhamento habitual do clínico geral ou consultores sem terapia psicológica”. Ele também incluiu conselhos e um folheto sobre estilo de vida e dieta.

As duas formas de TCC – por telefone e pela Internet – tinham os mesmos objetivos, mas diferentes modos de entrega e quantidades variáveis ​​de informações dos terapeutas, que também passaram por um treinamento.

Ambas as formas de TCC visavam melhorar os hábitos intestinais e desenvolver padrões estáveis ​​e saudáveis ​​de alimentação. Também procuraram gerenciar o estresse, desafiar o pensamento negativo, reduzir o foco nos sintomas e prevenir a recaída.

Aqueles no programa de TCC por telefone receberam um manual com conselhos detalhados e trabalhos de casa. Eles também falaram por uma hora ao telefone com um terapeuta por seis vezes durante as primeiras nove semanas. Então, eles tiveram mais duas sessões de reforço de uma hora com o terapeuta no telefone, aos quatro e aos 8 meses após o início do programa.

Os participantes do programa de TCC pela Internet poderiam acessar um pacote de autoajuda interativa baseado em materiais de um teste anterior para SII. Eles também receberam três sessões de telefone de 30 minutos com um terapeuta nas primeiras cinco semanas e depois duas sessões de reforço de 30 minutos após quatro e oito meses.

Os resultados favoreceram ambos os modos de TCC

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Para avaliar a eficácia do tratamento nos três grupos, os pesquisadores analisaram uma série de medidas, incluindo mudanças nos escores de gravidade dos sintomas, nível de interrupção do trabalho e da vida social, humor e capacidade de lidar com os sintomas.

Eles avaliaram algumas pessoas, 3 e 6 meses após o início dos tratamentos e, em seguida, no final do estudo, que durou 12 meses. Os resultados mostraram que, em comparação com os participantes que receberam apenas tratamento padrão por 12 meses, aqueles que receberam TCC por telefone ou pela web tiveram maior probabilidade de relatar que seus sintomas diminuíram em gravidade e que o trabalho e vida social melhoraram.

É importante notar que apenas as pessoas cuja SII não respondeu às drogas participaram do estudo, então, os resultados não se aplicam necessariamente a todos com o problema.

A equipe está agora trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde inglês para que mais pessoas com SII possam acessar esses tratamentos. Eles também estão trabalhando com uma empresa privada para tornar a TCC pela web mais acessível fora do serviço de saúde e em outros países.

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“O fato de que ambas as sessões de TCC realizadas por telefone e pela web se mostraram tratamentos eficazes é uma descoberta realmente importante e excitante. Os pacientes são capazes de realizar esses tratamentos em um momento conveniente para eles, sem terem que se deslocar para clínicas”, afirma um dos pesquisadores, o médico Hazel A. Everitt.

Fonte: Medical News Today

Síndrome do Intestino Irritável e depressão: qual o link?

Tanto quanto os cientistas sabem, a síndrome do intestino irritável não causa depressão, e a depressão não causa a SII. Mas, para muitas pessoas, as duas estão juntas. Às vezes, uma condição pode piorar a outra. Pode ser um ciclo frustrante.

Ao mesmo tempo, tratamentos que normalmente aliviam o transtorno de humor também podem ajudar algumas pessoas com seus sintomas da SII. Eles podem oferecer ainda mais opções a serem consideradas quando você estiver procurando por ajuda.

Como a SII e a depressão funcionam juntas

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Os sintomas da síndrome do intestino irritável podem causar um nível de desconforto que se assemelha à depressão. Algumas pessoas estão tão preocupadas que a diarreia, a constipação ou outros sintomas se manifestem, e evitam ir ao trabalho, à escola ou visitar os amigos. Elas podem se concentrar menos em suas vidas sociais e perder o interesse em atividades de que antes desfrutavam. Podem se sentir inquietas ou irritáveis. Todos estes são sintomas de depressão.

Por outro lado, o transtorno do humor pode influenciar o modo como as pessoas lidam com a SII. Elas podem se sentir muito cansadas ou sem esperança para se preocupar em mudar sua dieta para aliviar os sintomas digestivos ou achar que não podem tratar sua constipação ou diarreia bem o suficiente. Além disso, o estresse emocional piora os sintomas intestinais.

Antidepressivos para SII

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Alguns remédios para depressão podem tratar o transtorno do humor e alguns dos sintomas da SII. Mas eles são usados de maneiras diferentes para cada condição, por isso é importante conversar com seu médico para saber como você deve tomá-los.

Mesmo as pessoas com síndrome do intestino irritável que não estão deprimidas podem obter alívio por meio dos antidepressivos. As drogas podem ajudar a bloquear a forma como o cérebro processa a dor.

O American College of Gastroenterology, , nos EUA, diz que dois tipos de antidepressivos podem ajudar os sintomas da SII:

=Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, desipramina ou nortriptilina

=Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs), como citalopram, paroxetina ou sertralina

Mas os especialistas dizem que precisam de mais pesquisas para entender completamente o quão seguras e eficazes as drogas são para as pessoas com SII.

Terapia

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Foto: Shutterstock

Muitas pessoas com depressão recebem ajuda trabalhando com um terapeuta para descobrir conflitos e entender sentimentos. Um tipo de terapia de conversa, chamada terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar com os sintomas da SII e com o transtorno de humor.

A terapia cognitivo-comportamental ensina como reconhecer pensamentos negativos e distorcidos e substituí-los por pensamentos positivos e mais realistas. O American College of Gastroenterology descobriu que a terapia comportamental aliviou alguns sintomas da SII para a maioria das pessoas. E, quando se sentiam melhor fisicamente, também apresentavam menos sintomas de depressão e ansiedade.

Outras opções de tratamento

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Foto: SelfSetFreeLiving

Juntamente com a Medicina e terapia, outras medidas podem ajudar a aliviar a depressão e a síndrome do intestino irritável. Algumas pessoas acham que técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação ou respiração profunda, ajudam a se sentir melhor. O exercício regular também ajuda algumas pessoas a se recuperarem da depressão. Então, fazer uma boa dieta para SII, ter a quantidade certa de sono e tempo para fazer algo que você gosta a cada dia também ajudam.

Grupos de apoio para pessoas com SII ou transtorno de humor também podem fazer a diferença. Quando você fala com outras pessoas que sabem o que você está passando, você pode se sentir menos sozinho.

Converse com seu médico sobre o que é certo para você também. Pergunte se se consultar com um profissional de saúde mental ajudará.

Fonte: WebMD

Recuperação da microbiota pode ser feita por meio da hidrocolonterapia

Conhecido como o segundo cérebro, o intestino possui neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvida em processos cruciais ao organismo. Em desequilíbrio, ele interfere na predisposição a várias doenças, além de ser capaz de influenciar o comportamento e as emoções das pessoas.

De acordo com Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional do Instituto Sari (Nova Lima/MG), a flora intestinal pode ser entendida como um ecossistema onde habitam milhares de seres vivos. Então, a primeira coisa a fazer para melhorar um ecossistema é tratar o ambiente em que esses seres vivos habitam.

Dentre as técnicas utilizadas com essa finalidade está a hidrocolonterapia, um procedimento de limpeza do intestino grosso, no qual, por meio de um aparelho apropriado, se insere água morna filtrada, purificada e ozonizada pelo ânus, permitindo a eliminação de fezes acumuladas, além de desinflamar a mucosa e estimular a peristalse, os movimentos fisiológicos do intestino.

“O procedimento é indolor, totalmente livre de odores, pois é utilizado um sistema fechado, evitando assim, qualquer tipo de constrangimento”, destaca Sarina. Ela aconselha que o processo seja realizado por um fisioterapeuta capacitado, que poderá associar os estímulos a exercícios fisioterápicos para otimizar e acelerar a reabilitação das funções intestinais e estabilidade pélvica.

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“Além da constipação, pacientes com Síndrome do Cólon Irritável também têm experimentado alívio dos sintomas, inclusive diminuição dos episódios de diarreia e distensão abdominal”, conta a especialista. Os efeitos do procedimento são constatados desde a primeira sessão. Dentre eles, alívio da constipação e do inchaço abdominal, além de sensação de bem-estar e diminuição dos gases abdominais e da flatulência.

Contudo, Sarina alerta que as sessões não devem ser feitas com muita frequência, pois o processo de limpeza intestinal constante pode trazer desequilíbrio para a flora intestinal. “Seu uso deve ser associado a uma dieta bem orientada e, na maior parte das vezes, com uso de probióticos. Também não é aconselhável fazer qualquer procedimento sem antes passar por uma avaliação médica”, afirma.

Sobre Sarina Occhipinti

Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade.

Ela é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-AgingAcademy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.