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Saiba como agir diante da paquera por sites e aplicativos de relacionamentos

Segredos embutidos na conversa online revelam interesses dos adeptos do romance virtual

A paquera virtual tornou-se hoje o ponto alto dos relacionamentos. A cutucada, a piscadinha ou o “favoritar aquele perfil que chamou a atenção” são as formas mais rápidas e práticas de fazer novas amizades e iniciar um contato que pode virar um romance.

“O que vale dizer é que a tecnologia ajuda bastante, mas a iniciativa de cada um é importante para o jogo da sedução, de paquera pessoal ou virtual”, afirma a terapeuta de casais e consultora do site de relacionamentos Solteiros50, Carla Cecarello. Para a especialista, investir em alguém não é tão difícil como antigamente mesmo para quem é tímido ou para quem já tem a fama de pegador ou pegadora, afinal, elas atuam mais intensamente nas redes sociais que eles.

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Apesar dos tempos de paquera online o romance não morreu. Homens e mulheres buscam a pessoa especial e afirmam que não há nada melhor que olhar no olho, trocar sorrisos e partir para a conversa. Na paquera virtual esse jogo da conquista também ocorre e, em vez de ser frente a frente, é por meio de um computador ou smartphone por meio de palavras escritas, gifs, emojis. “O desenrolar da conversa é a forma de paquera, os gifs e os emojis são as sensações envolvidas e significam parte daquilo deve ser filtrado”, alerta a psicóloga especialista em relacionamentos, Yris Monallizza de Souza, do site Amor&Classe.

A especialista diz que a conversação, por ser uma ferramenta disponível nos sites e aplicativos de relacionamentos, faz parte do jogo de sedução e conquista nas redes sociais. É por meio dessas conversas síncronas (quando ambos respondem simultâneamente) ou assíncronas (quando a resposta é feita após alguns minutos, horas ou dias) que a conquista ocorre. Depende muito de como as pessoas utilizam esses recursos e como são interpretados por quem recebe as mensagens.

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“Para um público mais maduro, perto dos 50 anos ou mais, esse jogo é interessante. Quando se descobre falhas sobre a personalidade do outro a frustração é menor porque a experiência de vida já os deixou mais preparados para personagens criados na rede”, salienta Carla.

No entanto, para um público mais jovem e afoito, esse jogo de palavras nem sempre é bem visto. Para eles, a troca de emojis, figuras, gifs e mesmo partir para um encontro de forma mais rápida é a forma de fazer valer o serviço que os sites de relacionamento oferecem.

“Mas é prudente identificar se um determinado perfil é realmente aquilo que diz ser antes de sair para um encontro às cegas sem uma checagem”, lembra Yris. Para a especialista em relacionamentos, a ansiedade nos mais jovens é comum e por isso estão mais propensos à frustrações. “Quando se cria mentalmente uma personagem a partir das conversas online ou tem-se uma expectativa qualquer desencontro entre o que foi imaginado e o real pode decepcionar”, destaca a psicóloga do Amor&Classe.

Decifrar o que o outro quer, o que procura e como é antes de ir para um encontro é uma maneira de evitar angústias. “As pessoas, fazem tudo de forma rápida e emocional sem se preocupar com as consequências e depois não encaram a frustração”, diz Carla.

mulher madura usando celular grisalha stocksy united

Normalmente, as conversas entre os usuários dos sites de relacionamento são para impressionar. Cabe ao outro decifrar e compreender as entrelinhas dessas trocas, como forma de perceber os detalhes das mensagens. “Quando todos se entendem e a conversa ocorre de forma natural e aberta o jogo da conquista é mais prazeroso”, comenta a terapeuta.

Os sinais nas conversas online são maneiras de expor sentimentos e devem ser analisados para descobrir os interesses por trás dessa comunicação. Frases de efeito, pensamentos complexos ou rebuscados podem mostrar a pouca criatividade do interlocutor. Existem milhares de sites com frases românticas prontas que podem ser copiadas por qualquer usuário da internet.

“Quem se entrega para os jogos de sedução deve saber que na rede tudo é possível, que o desconhecido do outro lado está escondido atrás de um perfil”, reforça Yris. Se a pessoa se interessa por um perfil que tem todas as características que deseja deve pesquisar antes de marcar um encontro. “Há casos de muitos encontros que terminaram em casamento, em namoros longos ou efêmeros e há aqueles que sequer passaram do encontro inicial porque havia muita informação fake”, lembra a psicóloga.

Todas essas recomendações das especialistas são formas de auxiliar os usuários dos sites e aplicativos de relacionamento, para que sejam possíveis ocorrer histórias de sucesso e final feliz. Assim como pessoas se conhecem na balada, trocando olhares, sorrisos e conversas antes de passarem à amizade e beijos, abraços ou algo mais, muitos usuários encontram seus pares nas ferramentas de aproximação online. É caso de Miguel D’Agostino (47) e Valentina Soares (44).

A história dos dois é quase um conto de amor impossível: “Conheci a minha esposa num site de relacionamento, no período de carnaval, quando todos querem folia, festa, fantasia, beijar muitas bocas e contar para os amigos”, conta ele. Em vez de ir para a folia, o técnico em radiologia decidiu relaxar em casa e aproveitou a internet. “Recebi a publicidade do site. Entrei, me cadastrei e associei-me. Logo de cara o cruzamento de perfis com os mesmos desejos e semelhanças indicou o de Lena, que estava online. Fiz o contato e apesar da demora em responder, ela finalmente disse um Oi”, lembra D’Agostino.

Os dois trocaram correspondências dia sim dia não, cada vez com mais detalhes, até que um mês depois marcaram o encontro. A amizade online virou real e namoro alguns meses seguintes. Três anos anos depois, subiram ao altar.

A história de D’Agostino se repete com os milhares de usuários registrados nos bancos de dados dos sites Solteiros50 e Amor&Classe. “Há sempre uma chance para quem está disponível e quer encontrar um parceiro ou parceira”, afirma Carla. Para conquistar um amor duradouro a chave é o romantismo. “O flerte inicial, a forma como aborda temas e ou assuntos do cotidiano e como se dispõe a ser verdadeiro é o que define um relacionamento duradouro”, aponta Yris.

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Ilustração: Studiostoks

Não há garantias de que se terá sucesso imediato, mas vale a pena tentar. “Primeiro ambos devem saber o que querem, depois tentar uma aproximação, estudar a maneira da pessoa”, complementa Carla.

“As mulheres gostam de elogios, isso não muda. A mensagem deve ser sempre real e verdadeira, pois isso é bacana nos relacionamentos online”, finaliza Yris.

Pessoas de 50+ são maioria entre os que procuram sites de relacionamento

O interesse de pessoas na faixa dos 50 anos por sites e aplicativos de encontro cresceu muito nos últimos anos no Brasil. Isso pode ser explicado por alguns fatores, como a facilidade de encontrar alguém com as mesmas afinidades e conhecer pessoas sem ter de sair de casa e se expor, por exemplo.

Segundo pesquisa do Match Group LatAm (detentora das marcas ParPerfeito, Divino Amor, G Encontros, SingleParentMeet, OurTime e Femme) realizada em abril de 2018, com 5.200 pessoas de várias idades, a faixa que englobava 50 a 59 anos era a maior: 35%. E a estratégia de segmentar sites por nichos deu muito certo por aqui, e o Our Time, voltado a pessoas acima dos 50, foi o que mais cresceu. Tanto que, em 2017, respondeu por 20% do faturamento da empresa.

A pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados (60%) é a favor do uso de sites e apps porque, por meio deles, já sabe se o outro possui os mesmos interesses e características que buscam em alguém antes de marcar um encontro. Aquele antigo preconceito de conhecer alguém usando esses métodos não existe mais: 83% disseram não ter problema em contar que encontrou alguém desse modo, enquanto 57% afirmaram conhecer casais que se encontraram e se casaram por meio desses recursos.

Entre os pesquisados, 36% responderam que não tinham medo de iniciar um novo relacionamento. Uma questão feita a todos foi o que achavam sobre encontrar alguém aos 50 anos, 97% disseram que era “incrível”. Já para a questão “Você acha mais fácil encontrar alguém depois dos 50?”, 50% acharam que sim, “porque as pessoas são mais maduras nesta idade”.

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Um dos dados mais interessantes é que, não importa a faixa etária, praticamente todos os entrevistados disseram que entram nas redes sociais para pesquisar a pessoa com quem estão conversando. E a rede social preferida é o Facebook (92%). A maioria confessou que a intenção era ver fotos.

“É uma forma mais rápida de conhecer pessoas, mais cômoda que sair, ir a bares ou festas. Tenho visto pessoas nesta faixa etária usando mais o Facebook, que dá a percepção de que quem está lá é conhecido e, assim, pode-se antecipar algo sobre a historia de vida do outro: o que faz, se trabalha, se é divorciado, tem filhos etc. Além disso, procuram quem tem amigos em comum, o que dá mais segurança e confiança”, afirma Vânia Calazans, psicóloga clínica da Elo Clinica De Saúde

Vânia diz que o preconceito sobre essa forma de conhecer pessoas é coisa do passado. Para ela, já é uma situação bastante comum, especialmente graças aos jovens, que usam muito os apps. “Isso ajudou a desconstruir a ideia de ser algo apelativo, feito por desesperados. Eu conheci histórias de relacionamentos bem sucedidos que se iniciaram assim. O preconceito diminuiu até porque, hoje, todos nós usamos muito as redes sociais, e isso se tornou mais familiar e habitual”.

Com ela concorda a terapeuta e sexóloga do site Solteiros50, Carla Cecarello: “Hoje em dia, o que rege o mundo é a Internet, e as pessoas nesta faixa também se renderam à tecnologia. Além disso, pelos sites e apps, abre-se um leque enorme de possibilidades e a pessoa pode ‘voltar ao mercado’ sem se expor tanto”.

Para Carla, as principais dificuldades desse público é aprender a mexer nos apps, em termos de funcionalidade: “Depois dessa fase, surge a dúvida: será que essa pessoa quer só sexo? Como há muita gente inscrita, é preciso selecionar com cuidado. Converse bastante, até por vídeo chamadas. Seja real no perfil, não adianta se mostrar diferente do que se é, pois do outro lado podem estar fazendo o mesmo, e você não vai gostar”, ensina.

Mais razão, menos emoção

computador mulher pixabay

Como dizem que na Internet as pessoas podem ser o que quiserem, Vânia aconselha aqueles que chegarem ao estágio do encontro ao vivo, que o ideal é se manter o mais racional possível: “Muitas vezes esses encontros ocorrem após algumas conversas virtuais. Nelas, um fala muito o que o outro quer ouvir, só apontando aspectos positivos, após ter algumas informações e entender o que o outro quer ouvir. É o começo de um jogo de sedução muito forte”, afirma.

Segundo a psicóloga, isso faz com que a pessoa vá ao encontro pré-disposta a se encantar e, neste sentido, é importante se manter racional e objetivo. Perceber quem é o outro e se manter, na medida do possível, atento aos sinais evita envolvimento com alguém interesseiro ou maldoso. “É importante buscar informações: a pessoa expõe a vida nos perfis sociais, quem são os amigos? Quanto mais informações, maior a segurança. Não se encante apenas com o que o outro quer mostrar”.

“Se gostar da pessoa, vá conhecê-la, mas não a deixe vir te buscar. Se chegar o momento de se relacionar sexualmente, vá para um motel, nunca para casa. E sempre use preservativo”, acrescenta Carla.

O desbravador

O site Coroa Metade nasceu no fim de 2012 e segue o modelo de matchmaker, sites de encontros, surgidos nos EUA, nos quais as pessoas preenchem amplos cadastros antes de começar a teclar. Seu diferencial foi ser voltado apenas para pessoas maduras. “A idade torna as pessoas mais seletivas. O site é procurado basicamente por homens e mulheres que não têm tempo a perder em encontros sem sentido, mas que ainda acreditam que é possível encontrar sua metade”, conta Airton Gontow, idealizador e diretor da página.

Em dezembro de 2018, o site chegou à marca de 489 mil cadastros e 76 casamentos realizados. Sobre o nome, Gontow explica: “Vimos que algumas pessoas não querem ser chamadas de coroas, mas o nome teve 84% de aprovação em uma pesquisa. De maneira geral, as pessoas percebem que é um nome carinhoso e, acima de tudo, hoje a moda não é esconder a idade, mas mostrar que se tem saúde e qualidade de vida, na idade que a pessoa tem.”

Agora, com todas essas informações e dicas, quem ainda estiver sozinho pode tentar a sorte e passar o próximo dia 12 de junho bem acompanhado.

Veja dicas de postura e segurança para usar sites ou apps de encontro*

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– Coloque fotos e preencha tudo, inclusive sobre quem procura.
– Seja verdadeiro em seu perfil.
– Escolha fotos que mostrem os melhores ângulos, mas nunca, em hipótese alguma, antigas que não mostrem como você é hoje;
– Antes de enviar uma mensagem, dê uma última lida. Isso serve tanto para uma reflexão quanto para uma revisão.
– Não deixe que a carência afetiva faça com que você se desvie do que procura. Se não deseja, em hipótese alguma, namorar uma pessoa que fume ou que more em outro estado, não gaste seu tempo com esse perfil.
– Atenção aos detalhes: se a pessoa interessada por você perguntar três vezes, ainda que em dias diferentes, qual sua profissão ou quantos filhos você tem, é um forte indício de que está flertando ao mesmo tempo com várias pessoas.
– Primeiro encontro: sempre em um lugar público. Não marque na sua casa e também não deixe a pessoa buscá-lo. Peça para alguém telefonar para você, e responda algo do tipo: “cheguei, sim, está tudo bem, estou em tal lugar…”, para deixar claro que sabem que você foi encontrar uma pessoa que conheceu no site. Na hora de voltar, por mais simpática e atraente que a pessoa seja, retorne também por conta própria.
– Entre com o coração aberto e acredite que sempre é tempo para ser feliz. Mágoas fazem parte da vida, mas ingresse no site com a mente atenta, lembrando das dicas e de tudo o que você sonha e busca.
– Em muitos lugares você pode encontrar pessoas maravilhosas, mas também as aproveitadoras. O mesmo ocorre na Internet, onde é ainda mais fácil criar um personagem fictício para conquistar e ludibriar;
– Existem normas de segurança. Uma fundamental: nunca, em hipótese alguma, envie dinheiro para a pessoa de quem você está se aproximando. E denuncie aos organizadores do site se alguém pedir dinheiro para você ou mesmo se tiver atitudes inconvenientes;

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– Ainda neste tema, os motivos mais alegados pelas pessoas desonestas são: tratamento de doenças graves ou de contas hospitalares; liberação de passaporte, bagagem e entrada no país; pagamento de passagem para ir ao seu encontro; liberação de presente de valor ou dinheiro supostamente enviado para você; pagar contas, inclusive de telefone para continuar se comunicando; liberação de heranças (algumas vezes dizem que precisam se casar rapidamente para receber o espólio deixado por um parente distante). Esses são os mais utilizados. Não acredite e, repito, em hipótese alguma mande dinheiro qualquer que seja o motivo alegado;
– Como golpistas agem ao mesmo tempo em vários países, preste atenção nas mensagens com frases ficam repletas de erros ortográficos, de concordância ou mesmo sem nexo; muitos erros de português e palavras em outros idiomas, especialmente o inglês;
– Não são todos, mas boa parte dos golpistas virtuais diz que é ligada à marinha, exército ou aeronáutica. Também costumam dizer que atuam em áreas onde precisam viajar constantemente ou em lugares como plataformas de petróleo.
– Embora as vítimas preferenciais sejam mulheres, não é verdade que apenas elas sofram com golpistas. Para atrair homens, são colocadas fotos de mulheres extremamente bonitas, com perfis falsos.
– Não mande fotos comprometedoras nem se exponha em vídeos. Essas imagens podem ser mais tarde utilizadas para extorsão.
– Diz um velho ditado que “o segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência”. Muitas, talvez a maioria das pessoas que frequenta sites de relacionamento, acumularam tristezas e, em algum momento, disseram que não iriam mais casar. Mas a esperança de encontrar alguém que realmente seja compatível fala mais alto.
– Uma das melhores formas para conhecer alguém é se tornar uma pessoa cada vez melhor. Leia bons livros, assista a bons filmes, acompanhe as notícias, pratique ações beneméritas e conviva com pessoas boas, que tenham o que dizer e que, mais que palavras, tenham atitude e se preocupem com os outros.
– O termo Relacionamento Virtual não é completamente correto. Afinal, o meio é que virtual! O que vale é o olhar, o cheiro, o toque, o beijo, a energia. Mesmo com toda a mecanização do mundo moderno, continuamos a ser, felizmente, absolutamente humanos, em busca de carinho e de amor.
*por Airton Gontow, idealizador e diretor do site Coroa Metade

Elas encontraram o amor

Paulo Sérgio Calabria e Shirlei Pires - casal que se conheceu no site Coroa Metade
Paulo Sérgio e Shirlei 

A técnica em laboratório Shirlei Aparecida Pires, hoje com 55 anos, entrou no Coroa Metade em julho de 2013, após o término de um relacionamento de quatro anos. Isso por insistência de uma amiga, que estava preocupada com a tristeza que ela sentia. Queria que Shirlei se distraísse e conversasse com pessoas diferentes. “Meu apelido era Suzy 4 e, no começo, encarei como brincadeira, não levava fé. Porém, percebi que poderia conhecer alguém para compartilhar os momentos da vida. Procurei concentrar-me nas pessoas maduras como eu, resolvidas e independentes, que buscassem cumplicidade e companheirismo. Pessoas bem resolvidas tendem a saber o que querem, sem grandes rodeios”, conta Shirlei.

Ela chegou a conhecer alguns homens ‘interessantes, respeitáveis, educados e sinceros’. Mas foi apenas um que chamou a atenção dela, pela transparência e clareza de ideias, o ‘Piritubano’: Combinava com o que eu queria e, além disso, morava no bairro em que nasci e minha mãe vive até hoje: Pirituba. Conversamos muito pelo chat do site, até que passamos para o telefone e, mais tarde, marcamos um encontro, em um lugar público. Quase deu tudo errado e chegamos a nos perder. Eu me atrasei e, veja só, meu telefone estava sem sinal. Não sei como, mas consegui identificá-lo. Cheguei até ele e, com uma mistura de expectativa e dúvida perguntei: ‘Paulo!?’. E, assim, tudo começou.”, afirma. Hoje, ela e Paulo Sérgio Calábria, 56 anos, moram juntos.

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Daniela e Adriano

Já a consultora financeira Daniela Fabbrocini, de 52 anos, conheceu o namorado, Adriano, também com 52, no Happn. Ela se cadastrou no aplicativo em janeiro de 2018 e, em agosto, conheceu o atual companheiro. “Eu estava no Rio num congresso e resolvi ativar o aplicativo para ver se tinha alguém na mesma região. Gostei do que ele falou no seu perfil e começamos a conversar, mas não nos encontramos de primeira. Voltei pra São Paulo e passamos a nos falar durante horas quase todos os dias. Até que nos encontramos e, em agosto de 2018, começamos a namorar”. Daniela conta que também já fez uso de outros dois aplicativos de paquera, mas acha que é exceção entre pessoas da sua idade. “A maioria das minhas amigas tem muito preconceito com aplicativos. Depois que percebem que é possível conhecer pessoas legais, pra namorar, começam a mudar de ideia”.

Sites de encontro voltados a pessoas maduras
Coroa Metade 
Solteiros50 
Our Time 

mulher executiva celular
Pexels

Sites de encontro (gerais)
Amor & Classe 
Be2 
Poppin 
ParPerfeito 
OneAmour 
Match 
Namoro Online 
POF.com 

Aplicativos de encontro
Badoo
Happn
Tinder
Lovoo
eHarmony
Once
OK Cupid
Kickoff

Campanhas de inverno começam a movimentar vaquinhas na Internet

· ONG´s e grupos de apoio buscam doações para poder proteger moradores de rua e animais do frio
· Arrecadações virtuais são oportunidade para qualquer pessoa ajudar a diminuir o sofrimento e até salvar vidas
· Para escolher qual campanha ajudar, basta fazer uma busca com as palavras “frio” ou “inverno” no site Vakinha

Com a proximidade inverno, começam a surgir na internet vaquinhas virtuais que visam arrecadar dinheiro para poder ajudar a proteger cidadãos em situação de rua e animais do frio, que além de aumentar o sofrimento também é a causa de muitas mortes.

No site Vakinha, maior plataforma do país de vaquinhas online, ONG´s e grupos de apoio de várias cidades buscam recursos para comprar desde água e cobertores até luvas e kits de higiene para populações de rua.

“Essa é uma grande oportunidade de ajudar a quem ajuda, viabilizando ações de solidariedade capazes de salvar vidas e ainda poder acompanhar a chegada da doação ao seu destino por meio das redes sociais”, explica Cristiano Meditsh, diretor de marketing do Vakinha.

É o caso da Organização Bem da Madrugada, de São Paulo, que se define como uma ação social, dividida em equipes responsáveis por alimentos, bebidas, roupas, sapatos, higiene pessoal e rações para animais, destinadas a atender a população em situação de rua. Em sua campanha no Vakinha, o valor arrecadado será totalmente usado para a compra de água e cobertores a serem distribuídos nas ações de inverno.

Também para ajudar moradores de rua de São Paulo, o grupo Anjos da Leste, busca doações para a compra de itens como luvas, meias e kits de higiene. E a vaquinha do Família do Bem visa doar cobertor, casaco e um kit higiene a 250 pessoas atendidas pelo projeto no centro da capital paulista.

Moradores de rua também são o foco da campanha “São Sebá sem frio”, que pretende arrecadar dinheiro para comprar cobertores e alimentos para os moradores de rua de São Sebastião, no litoral de São Paulo, que se compromete a divulgar e comprovar todo a compra e entrega de todo o material.

Morte de animais por frio

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BarkPost

Para ajudar animais, a campanha da ONG AuMigos pede doações para comprar cobertores para mais de 250 animais, que se encontram à espera de adoção em 120 canis localizados em Juquitiba, cidade do interior do Estado de São Paulo, conhecida por temperaturas muito baixas no inverno. Em sua página da campanha, a ONG explica que o objetivo é evitar que o frio mate os animais, algo que infelizmente já aconteceu.

Agasalhos novos para crianças

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Com o título “inverno mais quentinho”, a vaquinha criada por Rossana Bruksch, de Porto Alegre (RS), pretende fazer agasalhos para crianças carentes. Segundo a criadora da campanha, essas peças são as menos doadas. “Estou aprendendo a costurar com o objetivo principal de fazer roupas de criança para doação (…). Gostaria de poder contar com a sua colaboração para confeccioná-las”, explica Rossana, que colocou a foto de um conjuntinho de blusa e calça feitos por ela, em malha colegial ao custo de R$ 35,00 de material.

Conheça as campanhas (clique sobre o nome):

Organização Bem da Madrugada

Anjos da Leste

Família do Bem

São Sebá sem frio

Aumigos

Inverno mais quentinho

Outras vaquinhas de inverno também podem ser encontradas clicando aqui.

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Sobre o Vakinha

Criado em 2009 por empreendedores gaúchos, o Vakinha é o primeiro site de arrecadações online do país, inaugurando o sistema de crowdfunding, que só despontou no exterior meses depois. Ao longo de uma década se tornou líder no segmento de campanhas ligadas a solidariedade e causas sociais. Hoje ele é um diário de histórias contadas por milhares de pessoas que se juntam para salvar vidas e transformar sonhos em realidade.

Pesquisa: como brasileiros se informam sobre nutrição em tempos de fake news

Levantamento exclusivo realizado para a Nestlé mostra os canais de comunicação mais acessados, o nível de confiança e de checagem da informação veiculada sobre alimentação

Como os brasileiros se informam sobre nutrição em meio a um bombardeio de conteúdo, dicas e informações disseminadas em tempo real pela internet? Para entender essa busca por conhecimento, a área de Inteligência e Pesquisa de Mercado da Editora Abril realizou um levantamento exclusivo com 500 participantes em todo o País, publicado na edição de junho da Revista BIO, publicação especializada da Nestlé, dirigida a nutricionistas, com o objetivo de disseminar informações científicas sobre Nutrição aos profissionais de saúde.

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A pesquisa mapeou, por exemplo, quais são as principais fontes de informação sobre alimentação saudável. O resultado chama a atenção, já que 51% dos entrevistados afirmou que tem no YouTube o meio de comunicação de referência de conteúdo sobre o tema. Em seguida, estão os sites especializados, com 50% da preferência dos participantes; acompanhados pela televisão (43%), sites de notícias (41%), Facebook (41%), revistas (38%), Instagram (32%), blogs (31%), jornais (22%), WhatsApp (20%) e rádio (11%).

Checagem da informação

Um dos temas mais relevantes que a pesquisa abordou – e que tem sido pauta de debates, matérias e inúmeras discussões na internet e no dia a dia – é sobre como as pessoas filtram as informações disseminadas pela internet, especificamente nas redes sociais. O levantamento mostra que 46% dos entrevistados disseram que sempre checam as fontes e a veracidade das notícias sobre alimentação nas redes; 45% checam às vezes e 9% afirmaram nunca checar.

A pesquisa levantou, ainda, o nível de confiança das pessoas nas notícias sobre alimentação veiculadas e/ou postadas em diversos meios de comunicação. Em uma escala de 0 a 10, a lista é liderada por blogs e perfis de profissionais de saúde, com nota média de 7,2; depois aparecem as reportagens publicadas pela imprensa em jornais, revistas, sites, TV e rádio, com média de 6,3 – na última posição está o WhatsApp, com nota 3,2.

Alimentação saudável

O tipo de fonte varia também conforme a pauta. Quando se fala em dieta e emagrecimento, por exemplo, a pesquisa mostra que 32% dos entrevistados têm no nutricionista a principal fonte de informação sobre o assunto; seguido por sites especializados (16%); médico (15%); redes sociais (12%) e blogueiros/youtubers (7%). Se o assunto é alimentação infantil, o contexto é parecido, com o nutricionista em primeiro lugar como principal fonte de informação, com 21% da preferência dos entrevistados, seguido pelos sites especializados (19%) e o médico (18%).

alimentação saudável

Vale destacar, também, os dados quanto ao nível de preocupação com a alimentação saudável dos entrevistados. As respostas indicam que 42% das pessoas se consideram um pouco preocupadas com o tema; enquanto 44% se dizem preocupadas e 14% muito preocupadas. Os resultados completos podem ser conferidos na revista BIO de junho.

A publicação é distribuída pela Nestlé para mais de 30 mil nutricionistas e especialistas da área de saúde com o objetivo de promover educação, atualização e conscientização sobre temas ligados a alimentação e saúde, contribuindo para disseminar o propósito da companhia de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.

Fonte: Nestlé