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Aplicativo Badoo revela tendências em relacionamentos para este ano

Conversas mais profundas e encontros mais longos são alguns dos comportamentos para ficar de olho no próximo ano

O ano de 2020 impactou diversas áreas da nossa vida, incluindo até a forma como nos relacionamos. Com as restrições da Covid-19 e medidas de distanciamento social, os encontros presenciais diminuíram enquanto os virtuais atingiam patamares nunca antes alcançados.

No entanto, o período de isolamento não impediu que as pessoas procurassem por uma nova conexão. O aplicativo de relacionamento Badoo viu mais de dois bilhões de conexões acontecerem e quase 3 bilhões de primeiros chats no aplicativo em todo o mundo em 2020*, provando que é possível conhecer novas pessoas e até iniciar um novo relacionamento no meio de uma pandemia global.

Para auxiliar quem deseja se aventurar e encontrar novas conexões no ano que vem, a analista de dados globais do Badoo, Priti Joshi, compartilhou as tendências de relacionamentos do aplicativo para 2021. Confira:

=Webdate: com certeza, 2020 foi o ano da chamada de vídeo, a ferramenta que promoveu conexões mais íntimas e seguras do conforto de casa continuará forte neste ano.

=Sexting: considerado um tabu antes, a relação entre sexo e tecnologia se intensificou no ano passado e, com isso, gerou mudanças na ordem e quantidade de interações sexuais antes de um encontro na vida real.

=DMs mais profundas: com restrições mudando diariamente acompanhadas de incertezas sobre o futuro, muitas pessoas se viram diante uma nova oportunidade quando o assunto é se relacionar. Se antes era necessária apenas uma conversa breve por mensagem para marcar um encontro e, então, duas pessoas se conhecerem melhor, agora os solteiros estão aproveitando o tempo para terem conversas mais profundas com suas conexões mesmo sem a previsão de um encontro ao vivo.

Ilustração: Studiostoks

=Desacelerar a paquera: a ausência de encontro na vida real colocou uma ênfase no momento pré-encontro. Com isso, a fase da paquera e da conquista online se tornou ainda mais importante e duradoura.

Dan Rentea/iStock/Getty Images Plus

=Dates mais longos: houve uma mudança nos hábitos de encontros em relação à duração e planejamento dos mesmos. A tendência é que agora os encontros sejam marcados com bastante antecedência, seguindo as novas medidas de segurança e com mais tempo para planejar atividades que não coloquem em risco o casal.

=Foco em mim: a maioria das pessoas tem usado mais tempo para refletir sobre si mesmo focando nas próprias necessidades e desejos mais profundos. A partir disso, surge um novo tipo de solteiro, alguém mais autoconsciente, com uma nova visão e mais aberto a conhecer novas pessoas. Afinal, saber o que você está procurando e quem você é são fatores importantes para criar uma conexão sincera com alguém.

“O ano passado foi completamente imprevisível no mundo dos relacionamentos. As pessoas tiveram que inventar novas formas para se relacionar e também criar novas oportunidades para isso acontecer. E mesmo com todos os desafios, fomos inspirados pela maneira como nossos usuários continuaram a se conectar uns com os outros em 2020”, comenta Martha Agricola, Diretora de Marketing do Badoo no Brasil.

Com o objetivo de celebrar as conexões dos usuários do Badoo e apoiar essa análise sobre tendência de comportamento nos relacionamentos, a empresa desenvolveu o “LoveMap”, uma plataforma que destaca todas as interações entre os usuários globais do app todos os dias. O site revela as respostas de acordo com a localização desejada, desde quais as frases de perfil mais populares no Badoo em determinada região, quais os interesses preferidos e até qual o gif mais usado no dia. Para acessar os dados em tempo real no LoveMap do Badoo, clique aqui.

*Dados Globais do Badoo de 1 de janeiro a 6 de novembro de 2020.

Chega ao mercado o primeiro higienizador para produtos eletrônicos do Brasil: Limpa Tech

Limpa Tech higienizador de produtos eletrônicos, é a nova aposta da empresa de tecnologia no combate ao novo coronavírus

Você sabia que o seu smartphone pode ser dez vezes mais sujo que um vaso sanitário? Você sabia que produtos eletrônicos são hospedeiros de 10 tipos de germes e bactérias? Pensando na saúde e bem-estar de seus consumidores, a i2GO inovou e lançou o Limpa Tech, o primeiro higienizador para produtos eletrônicos do Brasil. Segundo dados fornecidos pela Fundação Getúlio Vargas, o Brasil comercializou mais de 306 milhões de aparelhos eletrônicos em 2019. Desses, todos são possíveis vetores de doenças contagiosas como a Covid-19.

O produto é composto por 70% de álcool isopropílico que, segundo o Conselho Federal de Química, elimina 99,9% das bactérias. Ele é o mais indicado para ser usado na limpeza de produtos eletrônicos por sua estrutura química. Ele dificulta a oxidação das peças, é menos abrasivo, e evapora de forma muito rápida, evitando danificar o eletrônico.

O Limpa Tech vem em um frasco frasco com uma válvula spray de 60ml que é econômica, permitindo até 200 aplicações. Além disso, a embalagem já conta com um lenço de microfibra que não arranha a superfície e é capaz de reter a sujeira dos dispositivos, garantindo tudo que você precisa em um único kit.

“O foco da i2GO sempre foi manter uma relação próxima com o cliente. O Limpa Tech foi criado pois percebemos a necessidade do consumidor de se manter seguro durante esse momento que estamos passando. É a forma que encontramos de nos conectar com o consumidor” conta Marcelo Castro, CEO da i2GO.

A empresa ainda afirma que o produto estará disponível no varejo físico e online para que todos os consumidores tenham rápido acesso a ele.

Informações: i2GO

Tecnologia permite provar perfumes pelo smartphone; Natura será primeira a oferecer

A tecnologia, que deixou de conseguir investidores pelo fato de a startup ser liderada por uma mulher, recebeu investimento de empresa líder nacional de embalagens de vidro e chega ao mercado por meio da maior representante de venda direta de cosméticos do mundo

Apesar da equalização ano a ano, a liderança nas startups brasileiras ainda é bastante desigual. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), dos mais de 12 mil negócios no país, apenas 15,7% possuem mulheres na posição de CEO ou diretora. Os outros 84,3% são liderados por homens.

Entre as razões para essa disparidade está a própria entrada das mulheres no mercado. Outro fator é que a maioria esmagadora das startups atua no setor de tecnologia, ou pelo menos utiliza uma solução tecnológica para solucionar algum tipo de problema. E, segundo uma pesquisa da Microsoft, no mercado de Tecnologia da Informação (TI) somente 25% dos cargos são ocupados por mulheres.

Mesmo com esse cenário, empresárias em todos os cantos do país seguem quebrando barreiras e revolucionando vários setores do mercado. Esse é o caso de Cláudia Galvão, empresária há quase 10 anos, que idealizou a startup de scent tech Noar, empreendimento responsável pela invenção da tecnologia de “cheiro digital”.

A solução, que a princípio atenderá o setor de cosméticos, chega ao mercado no final de 2020 e torna possível sentir cheiros a partir de um dispositivo digital de maneira intuitiva e sustentável.

Jornada e desafios

Foto: Flávio Rodrigues

Cláudia lembra que começou a empreender em 2011, quando criou a Ananse, uma empresa de delivery de fragrâncias. A empresa fornece microcápsulas de perfume para catálogos impressos de grandes marcas que atuam no país. Depois de alguns anos, ela afirma que começou a refletir sobre o futuro desse setor da economia.

“Eu ficava pensando que algumas marcas de venda direta até tinham a estratégia de migrarem das revistas impressas para o meio digital, muito mais sustentável, mas perderiam uma ferramenta de demonstração importante, que é a página perfumada. Percebi que cabia a nós oferecer uma solução para viabilizar essa mudança”.

Cláudia relata que começou a pensar em alternativas que resolvessem um problema e, ao mesmo tempo, pudessem gerar uma demanda. A ideia era tentar modificar o mercado, pensando em uma solução que não tivesse concorrentes, já que isso poderia tornar a ideia inviável comercialmente. Este processo de criação resultou no conceito de um dispositivo eletrônico que emite cheiros. Nascia assim, em 2015, a Noar e começavam os desafios para tornar realidade este projeto.

Cláudia diz que, apesar da ideia ser bastante inovadora, a dificuldade prática de construir um produto inovador, a dúvida de sócios e até possíveis clientes, quase colocaram o projeto em cheque.

“Não tínhamos muito dinheiro para investir, então, foi uma luta para conseguir achar uma linha certa de trabalho. Eu só consegui levar a ideia adiante porque lutei bastante e acreditava que as coisas realmente poderiam dar certo”, diz.

Depois de superar as dificuldades em relação ao planejamento do projeto, Cláudia chegou a passar por uma situação que escancara os obstáculos para as mulheres na liderança de empresas e principalmente startups.

“Eu cheguei a buscar investidores fora do Brasil, em dois ou três países diferentes. Em um desses lugares, descobri que uma das alegações para que o projeto do cheiro digital não tivesse sido selecionado para receber investimentos, era que uma empresa liderada por uma CEO mulher não passava muita confiança. Foi um choque, porque além dos desafios profissionais eu também tive que lidar com o preconceito”, conta.

Parceria e investimentos

No ano passado, depois de cinco anos de desenvolvimento, o produto finalmente estava pronto e era hora de encontrar um investidor para conseguir fabricá-lo. No início de 2020 a Noar recebeu aporte da empresa líder nacional e uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro para o segmento de perfumaria e cosméticos no mundo, o Grupo Wheaton.

“Assim como a Cláudia, a Wheaton enxergou na solução tecnológica do cheiro digital da Noar uma oportunidade de revolucionar em âmbito mundial tanto o mercado de venda direta, quanto o varejista de cosméticos”, destaca Renato Massara Júnior, diretor Comercial e de Marketing da Wheaton.

A fabricante de embalagens de vidro investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de produtos com foco no mercado internacional e a parceria com a Noar chega alinhada com este objetivo de internacionalização da empresa.

“A Wheaton foi visionária ao acreditar no projeto e a parceria nos trouxe o suporte de uma empresa com grande tradição no mercado. Além disso, temos valores em comum, como o foco em inovação e a preocupação com a sustentabilidade”, diz Cláudia Galvão.

Equipamento revolucionário e entrada no mercado com a Natura

Foto: Flávio Rodrigues

Dentro do portfólio de produtos da Noar que utilizam a tecnologia de cheiro digital, o primeiro a ser lançado no mercado é o MultiScent 20, um demonstrador digital de fragrâncias operado por meio de um aplicativo.

O device permite a experimentação de 20 fragrâncias diferentes, sendo que cada uma pode ser disparada 100 vezes. Depois de 100 disparos o cartucho do aparelho deve ser trocado. O acesso ao catálogo de produtos é feito por meio do escaneamento do QR Code que fica localizado no MultiScent 20.

Acionado por meio de um aplicativo, o dispositivo libera a fragrância usando uma tecnologia de “ar seco”, que não deixa resíduos de perfume seja no ar, no demonstrador ou no usuário. Sendo assim, o cheiro digital permite a experimentação de vários perfumes em sequência, sem confundir o cérebro.

Patenteado em vários países, o aparelho representará uma revolução no setor varejista e de venda direta de cosméticos. Além de ser mais sustentável ao substituir os tradicionais testadores e amostras, a tecnologia de cheiro digital representa uma inovação na forma dos consumidores se conectarem com as marcas e experimentarem as fragrâncias. Por causa da conectividade com smartphones, por exemplo, os clientes podem acessar vídeos e música que expliquem o conceito do produto que está sendo experimentado.

Para as empresas implementando o uso do MultiScent 20, ele representa ainda uma oportunidade de aprender mais sobre as preferências do consumidor, através de análises de Big Data e Data Science, já que permite coletar dados de navegação, experimentação e compra.

Nesse momento de pandemia, esse formato de experimentação de fragrâncias também representa uma forma mais segura devido ao fato de o aparelho emitir um cheiro seco, o que permite que o consumidor possa permanecer de máscara. Além disso, após o uso o dispositivo pode ser higienizado com álcool 70%.

O MultiScent 20 chegará ao mercado pela Natura, uma das maiores empresas do mundo de perfumaria e cosméticos e a líder no segmento de venda direta com mais de 1,2 milhão de consultoras de beleza só no Brasil.

De acordo com a Natura, o MultiScent 20 representa a oportunidade de acelerar a transformação digital dos canais da empresa e chegará ao varejo e para as consultoras de beleza até o final de 2020, no Brasil e América Latina.

Outro ponto citado pela gigante para justificar a aquisição da tecnologia foi a liderança feminina que a startup Noar possui. A Natura é uma empresa que possui em seus pilares valores como inovação, sustentabilidade e diversidade.

“É um orgulho muito grande fazer parte de um projeto como esse e receber o apoio de empresas importantes. Eu sempre encarei a Noar e o desenvolvimento da tecnologia de cheiro digital como um sonho e lutei para realizá-lo. Perceber que tudo valeu a pena e que nós podemos começar a gerar mudanças concretas na vida das pessoas é muito gratificante”, finaliza Cláudia Galvão.

 

 

Como limpar o celular para se proteger do coronavírus?

Os cuidados básicos que todos devem tomar para evitar a contaminação do novo coronavírus vão além do uso do álcool em gel nas mãos e o isolamento. Também deve-se levar em consideração a higienização correta de todos os objetos tocados no dia a dia, entre eles, o próprio smartphone, que tem potencial para ser um hospedeiro momentâneo do vírus.

O tempo de uso desses aparelhos pode aumentar devido ao número de profissionais trabalhando em casa, que estão em quarentena ou que utilizam o aparelho para se manter informado o tempo todo.

Segundo última pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o Brasil tem hoje dois dispositivos digitais por habitante, incluindo smartphones, computadores, notebooks e tablets. Entre os aparelhos, o uso de smartphone se destaca: são 230 milhões de celulares ativos no país.

Para ajudar a conter o grande índice de contaminação, a Yesfurbe , plataforma de compra e venda de smartphones refabricados, separou algumas dicas sobre como fazer a limpeza correta do seu aparelho e combater o coronavírus:

1. Realize a limpeza com o aparelho desligado

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A umidade dos produtos usados para a limpeza pode se infiltrar no celular e percorrer circuitos eletrônicos causando grandes danos.

2. Use álcool isopropílico 70%

limpeza celular alcool pinterest
Pinterest

O álcool isopropílico com concentração de 70% tem maior efeito bactericida. Não é recomendável submergir ou jogar diretamente o produto no aparelho. O ideal é aplicar com um pano apropriado.

3. Use somente panos que não soltem fios

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Foto: Technology and Us

Microfibra é o material mais recomendado para evitar acúmulo de fiapos nos plugs do celular.

4. Higienize as capinhas

Coronavirus - Disinfection Smartphone

Se elas forem de plástico, silicone ou material semelhante, basta lavar com água e sabão e deixar secar. Outros materiais que nãos sejam os citados acima, como couro, por exemplo, devem ser limpos com produtos específicos.

Essas passos devem ser feitos diariamente e, apesar de o indicado ser não entregar o celular na mão de outra pessoa, caso isso ocorra, repita o procedimento imediatamente.

Fonte: Yesfurbe

Mês da Mulher tem lançamento do primeiro aplicativo de segurança pessoal

UrSafe possui função de ativação por reconhecimento de voz, geolocalização sincronizada com serviços de emergência (como o 190) e a possibilidade de compartilhar sua localização em tempo real com familiares e amigos

Pensando no mês em que se comemora o Dia da Mulher, tecnologia busca promover inovações que ajudem a garantir a segurança das mulheres em casos de assédio nas ruas, violência doméstica, abuso no transporte, violência laboral, assaltos, entre outras situações de risco.

Esse foi um dos pilares para a criação do UrSafe, o primeiro aplicativo com ativação viva-voz por reconhecimento de voz e totalmente sincronizado com os serviços de emergência (como o 190). Os recursos avançados deste aplicativo ajudarão os usuários a se protegerem e evitarem situações de risco, desde o uso de aplicativos de namoro às cegas ou aplicativos de mobilidade compartilhada, até emergências relacionadas a eventos climáticos ou invasões domésticas.

De acordo com Anthony Oyogoa, CEO e cofundador da UrSafe, a tecnologia revolucionou o mundo em que vivemos. “Existem aplicativos móveis para quase tudo. No entanto, o campo da segurança pessoal quase não teve progresso nos últimos anos, apesar do grande número de ameaças que as pessoas enfrentam todos os dias. Por isso, criamos o UrSafe, para responder às necessidades atuais de segurança de cada pessoa, independentemente de quem elas sejam, do que fazem ou de onde moram. Para que eles possam viver uma vida plena, sem medo”, disse ele.

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Ameaças à segurança pessoal são um problema global; no entanto, as mulheres e as crianças parecem ser o grupo mais desprotegido. Em todo o mundo, estima-se que aproximadamente nove em cada dez mulheres estejam em risco e uma em cada três tenha sofrido violência física ou sexual.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a violência baseada em gênero cobra mais vítimas no mundo do que qualquer outra ameaça ao bem-estar das mulheres. Por outro lado, cerca de 80% dos casos de violações nem sequer são denunciados às autoridades, devido ao medo de piores represálias ou simplesmente devido à ideia de que a equipe judiciária não fará ou não poderá fazer nada a respeito.

Um levantamento do Datafolha* mostra que 16 milhões de mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de violência. O número de agredidas fisicamente alcançou quase cinco milhões de mulheres, uma média de 536 mulheres por hora em 2018. A pesquisa mostra que 76% das mulheres vítimas de violência contam que conheciam o agressor.

Essa tecnologia, que pode ser encontrada no mercado pela primeira vez, foi desenvolvida por uma equipe de especialistas nas áreas de saúde, segurança pessoal, forças armadas e política; para oferecer uma solução única e confiável para os problemas reais de segurança do mundo de hoje.

Você está em perigo? UrSafe é o aplicativo móvel que pode ajudá-la

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Saber que existe uma tecnologia de segurança não apenas fará com que os agressores pensem duas vezes antes de cometer um ataque, mas também permitirá que a família e os amigos saibam constantemente a localização precisa de seus entes queridos.

Entre os recursos diferenciais deste aplicativo estão:

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=Uma tecnologia inteligente que permite aos usuários configurar palavras-chave diferentes para diferentes gravidades de ameaças. De um leve desconforto a uma emergência.
=Reconhecimento de voz e mãos livres. Uma ferramenta que permite aos usuários solicitar ajuda urgente em casos de emergência em que não podem usar as mãos ou não se sentem confortáveis ao usar o telefone.
=Conexão direta com serviços de emergência (como o 190) em mais de 240 países e territórios com geolocalização integrada em tempo real, sem a necessidade de usar dados móveis.
=A capacidade de compartilhar sua localização com amigos e familiares designados, permitindo que seus entes queridos saibam exatamente onde você está o tempo todo.
=Uma ferramenta que permite que a família, amigos e entes queridos sejam informados de uma possível situação de emergência com áudio e vídeo ao vivo.

celular carro pixabay
Pixabay

O aplicativo já está disponível para download no iPhone na Apple App Store e Android no Google Play.

*encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Informações: UrSafe

Como sua coluna pode “sobreviver” à era dos smartphones? Gislaine Milena Marton*

O smartphone faz parte do cotidiano das pessoas de praticamente todas as idades. E, na mesma proporção que são úteis para a vida, esses aparelhos podem prejudicar a postura. Há, inclusive, em trâmite no Senado Federal, um projeto de lei (PLS 55/2018) que obriga fabricantes de equipamentos eletrônicos a avisarem seus consumidores sobre os efeitos nocivos que o uso contínuo de celulares pode ter na coluna cervical.

jovem mulher usando celular pexels

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), agora será analisada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, segue para a Câmara dos Deputados.

Achou exagero? Saiba que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37% dos brasileiros convivem com dores ou danos na coluna cervical devido à má postura ao manusear aparelhos como smartphones, tablets e laptops.

Mas se não há como viver sem esses aparelhos tão úteis, é imprescindível ajustar essa convivência entre a tecnologia e a saúde da coluna. Para começar, sempre que for olhar o Instagram, Facebook ou enviar mensagem no WhatsApp mantenha o pescoço reto, apoie os cotovelos no tronco e flexione os braços de maneira que o celular fique na altura dos olhos. Se estiver sentado, a dica é colocar um travesseiro ou outro objeto em cima as pernas, como se fosse uma mesinha, para apoiar os cotovelos, ou apoiá-los diretamente em uma mesa mesmo.

Com essa simples reeducação postural, é possível aliviar a carga sobre os ombros, evitando que o peso da cabeça, que tem por volta de 6 kg, fique inclinada para frente, prejudicando toda a coluna e causando dores no pescoço, de cabeça, na cervical e nas costas. Esse hábito ruim ainda pode desencadear quadros de protusões discais, hérnias de disco, hipercifose (a famosa “corcunda’’), escoliose (quando a coluna forma um “S”), além de parestesias (“formigamentos”) nos braços e contrataturas musculares.

Por isso, é importante que se tenha um cuidado especial também com crianças e adolescentes nesse quesito. O fato de ficar “curvado” para lidar com o celular prejudica, e muito, a postura e o alinhamento da coluna da criança e do adolescente. Como eles estão em fase de crescimento, o momento é o ideal para corrigir esses erros posturais e afastar de uma vez os riscos de doenças da coluna mais graves que possam surgir. Por isso, pais, mães e responsáveis, fiquem atentos. A prevenção é o melhor remédio!

mulher celular cama

E, seja para adultos, pessoas mais jovens e crianças, o método da Reeducação Postural Global (RPG) é muito indicado e é ideal para prevenir alterações e possíveis deformidades decorrentes da má postura. Mas, é importante sempre lembrar de que alongamento e fortalecimento são os melhores amigos de uma coluna saudável, porque esses exercícios mantém a flexibilidade e amplitude dos movimentos e fortalecem a musculatura e as estruturas do pescoço, colaborando com uma boa postura. Por isso, é sempre importante investir em atividades que proporcionem tais resultados.

Então, de hoje em diante, sempre que for curtir uma foto nas redes sociais, pense: postura correta! Sua coluna agradecerá.

*Gislaine Milena Marton é fisioterapeuta e proprietária da clínica Quality Fisio & Pilates

Meu filho não sai do celular, o que fazer? Especialista responde

Em 2018, o canal da Galinha Pintadinha ultrapassou em visualizações até mesmo grandes nomes da música mundial como Rihanna e Justin Bieber, ficando no ranking entre os mais populares do YouTube, e isto não foi à toa.

Uma pesquisa divulgada em setembro de 2018 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 85% das crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos são usuárias de internet, o equivalente a 24,7 milhões que estão nesta faixa etária em todo o País. Se em 2012, 21% das crianças acessaram a rede por meio do celular, em 2018 são 93%. O aumento impressionante do acesso tem preocupado cada vez mais os pais e profissionais que lidam com os pequenos e coloca em questão o possível vício infantil em celulares. O que fazer?

criancas celulares

A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner é uma das especialistas que tem estudado esta guinada no comportamento infantojuvenil: “Precisamos considerar que a tecnologia já está incorporada à vida. O celular hoje é mais que uma ferramenta, tornou-se uma dimensão humana muito frequentada. O smartphone hoje é mais que televisão, é biblioteca, jornal, cinema, playlist, dicionário. Estamos reféns dele. No entanto, embora seja inevitável a presença e o uso do celular no cotidiano, é necessário explicar e fazer a criança entender que a tecnologia é um meio para um fim, e não o contrário”.

Transações bancárias, notícias, imagens, e até consultas médicas. Tudo está ali na palma da mão. Basta um toque. Não temos mais como desconectar. Mas até onde isto é saudável para a criança e o adolescente? Roselene responde: “Todos nós devemos aprender a usar a tecnologia com parcimônia. Isto é, encarar como uma ferramenta de resolução de problemas de ordem prática, rápida e superficial. Esta ferramenta tecnológica pode ser usada inclusive com fins recreativos, porém, nós não devemos usá-la abusivamente, para não virarmos dependentes. A dependência é uma ‘doença comportamental’ em todos os seus aspectos, logo retirando o comportamento, retiramos também a doença. Mas a facilidade de se adquirir o hábito e transforma-lo em vício não condiz com a dificuldade de sair desta armadilha”.

Roselene traz algumas dicas para retirar as crianças do celular e evitar o vício dos pequenos. Confira:

Ensinar a criança a lidar com o tédio

idoso e criança

É necessário, em primeiro lugar, ensinar a criança a lidar com o tédio, para que comece a entender e trabalhar algo que acontecerá na vida, que é a frustração. Aprender a lidar com frustrações é pedagógico e terapêutico. Nosso cérebro se desenvolve de trás para frente. Portanto, não tenha medo de conversar e explicar as formas de lidar com a rotina e disciplina dentro dos sistemas familiares.

A área de Wernicke responsável pela compreensão, interpretação da fala, fica pronta antes da área de Broca, responsável pela emissão da fala. As crianças mesmo não falando tudo corretamente, compreendem o que lhes é explicado (de forma simples). Explique, converse e estabeleça limites.

Dar limites é dar amor

menino criança

Crianças precisam compreender o funcionamento do mundo. Cabe aos adultos, pais, cuidadores, explicar. Observar a natureza de seu filho, as inclinações naturais, os gostos, as habilidades, a estrutura do corpo para perceber onde ele “caberia melhor”. No âmbito de uma atividade física, isso significa dizer que o corpo já vem “talhado” com características que facilitariam uma atividade. Identificar no seu filho para quais atividades ele tem predisposição, gosto ou aptidão pode ajudar muito a produzir uma rotina na qual ele possa se adequar. E ter prazer nessa atividade.

Ensinar que um bom dia começa com a organização do seu espaço, o quarto em que dorme, produzir uma convivência de união familiar, onde todos os sistemas (conjugal, parental etc.) devem ser vistos como uma “equipe”. E nela, cada um pode colaborar com uma tarefa, como colocar a mesa, retirar as louças, levar o lixo. Tudo isto tem a ver com limites e educação.

Dê atividades para o seu filho

menina com gato e cachorro

Crianças gostam de ar livre. Leve seu filho para praticar atividades como pedalar, passear, caminhar. Vá à praia, à piscina. Ter lazer, atividades intelectuais, responsabilidades e até mesmo bom sono.

Crianças gostam de estar com outras crianças, em acampamentos, noite do pijama, sessão de cinema, piquenique.

Crianças amam animais. Visitar o zoológico, dar de presente um animal de estimação que ele possa “cuidar”, dentro de suas possibilidades iniciais. Conforme vai crescendo, vai se apropriando e tomando mais responsabilidades sobre este “ser vivo” que exige cuidados e carinho.

Todas essas atividades irão retirando o “tempo de uso” do smartphone. Claro que a retirada total é quase que impossível, pois há uma “necessidade ” do uso da tecnologia, inclusive por ser uma forma rápida, prática de “estudar”, fazer trabalho de aula e afins.

Qual a melhor forma de prevenção do vício em celular?

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Foto: Ben Kerckx / Pixabay

A Dependência Digital é de difícil tratamento, mas a melhor prevenção é a psicoeducação, no sentido de desenvolver uma rotina saudável desde crianças, pois os “nativos digitais”, nascidos na era “virtual” são mais propensos a tornarem-se “adictos virtuais”.

Então ainda que as crianças não sejam capazes de emitir e falar todas as palavras de forma correta, estão aptas a compreender quase tudo. Por isso, é preciso acompanhá-las em todas as fases de desenvolvimento. Ensinando, preparando, guiando e amando.

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Fonte: Roselene Espírito Santo Wagner é psicóloga clínica, psicanalista, neuropsicóloga, psicóloga bariátrica, terapeuta de casal e família com especialização em Psicologia na Dimensão do Envelhecimento.

60% dos adolescentes ficam com celular ao alcance das mãos ao menos 12 horas por dia

Dados são da pesquisa on-line Phone Life Balance, realizada pela Motorola, que aponta ainda que a situação se intensifica durante as férias

“Quantas horas por dia o celular está ao alcance das suas mãos?” Essa foi a pergunta feita no questionário on-line Phone Life Balance, realizado globalmente pela Motorola em 2018 e que, no Brasil, contou com a participação de mais de 65 mil adolescentes. As respostas dos jovens, cujas idades variam entre 10 e 19 anos, refletem a importância do telefone celular na vida deles.

aula adolescente celular professor pixabay
Pixabay

Seis em cada dez adolescentes têm o celular ao alcance das mãos 12 horas por dia. Em outras palavras, 60% dos jovens. A relevância do celular na vida cotidiana dos jovens fica ainda mais clara quando se analisam os dois extremos da tabela: somente 1% disse ter o celular ao seu alcance por uma hora ou menos. Já no outro extremo, 30% afirmaram ter o celular ao seu lado durante as 24 horas do dia, ou seja, o deixam próximo até enquanto dormem.

“Assim como a pesquisa realizada no Brasil, as internacionais também confirmam que os adolescentes mantêm o celular ligado 24 horas por dia. A pergunta da pesquisa da Motorola dá um passo a mais: o telefone não só está ativo, como também fica nas mãos deles praticamente o tempo todo. Não é que eles tenham acesso enquanto realizam outra atividade, a atividade é o próprio celular”, explica Roxana Morduchowicz, especialista em cultura juvenil, consultora da Unesco e autora do livro Ruídos na Web.

Por ser um dispositivo portátil, o celular faz com que sua tela seja a que mais acompanha os adolescentes durante o dia. Em todo o mundo, o celular é a tela principal (e em muitos casos, a única) na vida dos jovens. Eles realizam todas as suas atividades nela: falam com amigos, escutam música, buscam informações, jogam e realizam as tarefas escolares.

“A vida diária dos adolescentes do século XXI se define por sua relação com as telas. As tecnologias vêm transformando a maneira como eles aprendem, leem, se informam, se divertem, assistem a filmes, séries, escutam música e se relacionam com os amigos. Trata-se, sem dúvida, de transformações muito recentes e muito dinâmicas: há dez anos, nenhum adolescente acessava as redes sociais e, hoje, não existe nenhum fora delas. Em apenas uma década, as redes sociais se converteram na principal atividade dos jovens, quando navegam pela internet”, afirma Roxana.

garotas com celular na mao

Por isso, segundo a especialista, não é de surpreender que eles deixem o celular ligado as 24 horas do dia, ou que, como demonstra o estudo, esteja ao alcance de suas mãos durante metade do dia. Essa situação se intensifica quando chegam as férias. Durante o recesso escolar, os jovens têm mais tempo livre e, portanto, muito mais horas para passar navegando pela rede no smartphone.

Um bom ponto de partida para tentar resolver essa questão é entrar em um acordo com o jovem, quanto ao tempo de uso do dispositivo e as tarefas que ele deve realizar. Dessa maneira, pais e filhos podem decidir em quais momentos podem ficar livres das telas e quais outras atividades podem realizar, para que a tecnologia não ocupe a totalidade do tempo livre nas férias.

Ler um livro, compartilhar uma atividade em família, ir a uma praça, a um clube, ao cinema, ao museu ou à casa de um amigo podem ser momentos apropriados para ficar livre da tecnologia e deixar o celular em segundo plano.

mae filha smartphone computer

A respeito da relação dos mais velhos com os celulares dos filhos, é importante que os adultos estejam atentos à maneira que eles usam as tecnologias. Isso se reflete na necessidade dos pais de incorporar uma nova pergunta ao diálogo familiar: “O que você fez hoje na internet, quais páginas você conheceu, com quem se comunicou, houve algo de que você gostou ou não?” Essa é a melhor maneira de conhecer, saber e compartilhar o uso que os filhos fazem das tecnologias, conclui a consultora.

Fonte: Motorola

Smartphones e computadores aceleram envelhecimento da visão

Uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode antecipar a chegada de doenças como miopia, vista cansada e olhos secos, afirma oftalmologista Mário Filippo

Problemas oculares relacionados à predisposição genética podem se manifestar em diferentes períodos da vida, independentemente da faixa etária do indivíduo. No entanto, ao se aproximar dos 40, é comum que algumas complicações surjam, devido ao envelhecimento natural da visão – enfraquecimento dos músculos dos olhos e perda de elasticidade.

De acordo com o oftalmologista Mário Filippo, da COI, entre os fatores que potencializam esses prejuízos e podem até mesmo antecipá-los estão: uso excessivo de aparelhos eletrônicos, dietas inadequadas e ausência de proteção contra o sol.

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Com o passar dos anos, a musculatura da visão perde sua tonicidade e a contração da lente natural dos olhos, o cristalino, começa a ser prejudicada. “Isso causa o que é popularmente conhecido como ‘síndrome do braço-curto’, ou seja, quando as pessoas têm de afastar os objetos para conseguir enxergá-los ou ler alguma coisa”, explica Filippo. Denominado presbiopia, esse fenômeno tem início, de maneira geral, a partir dos 40 anos de idade.

O uso constante de celulares e computadores, no entanto, pode antecipar a chegada desse tipo de problema. “Ao manter o foco em telas de aparelhos eletrônicos por longos períodos de tempo, os músculos oculares ficam muito tempo contraídos, e a recorrência desse hábito pode predispor à miopia em crianças e adolescentes”, diz o especialista.

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Não à toa, um estudo publicado pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO) aponta que aproximadamente cinco bilhões de pessoas terão algum tipo de problema na visão até 2050 – o que equivalerá a metade da população mundial.

Além disso, ficar muito tempo vidrado nas telas faz com que se pisque menos e reduz a lubrificação, causando secura – ainda mais para quem trabalha com o ar-condicionado ligado o dia inteiro. A recomendação de Filippo é que, de hora em hora, o indivíduo desfoque dos gadgets e olhe em direção ao horizonte para relaxar a musculatura e crie o costume de hidratar mais os olhos, por meio do uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais.

Outros maus hábitos

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Má alimentação, diabetes, tabagismo e exposição ao sol sem proteção também podem causar o surgimento ou agravar quadros de doenças relacionadas à visão, sobretudo para quem já atingiu a marca dos 50 anos, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que causa a perda progressiva da visão central e pode levar à cegueira.

Para se prevenir, é recomendável buscar uma dieta balanceada, evitar o tabagismo, utilizar óculos de sol e, uma vez que pertença à faixa etária de risco, ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano: “O quanto antes um problema de saúde é identificado, melhor será o prognóstico”, lembra Filippo.

Fonte: COI

Dicas de como evitar males causados pelo uso excessivo de smartphones às articulações

O uso do celular foi incorporado em nossa rotina diária, pois trata-se de uma forma de conexão mais ampla com o mundo. Se utilizarmos a linha do tempo, vamos entender que esta realidade é muito recente, não mais que 20 anos. Contudo atingiu de forma muito rápida todas as camadas sociais.

Segundo dados do IBGE de 2018, cerca de 138 milhões de pessoas fazem uso do celular somente no Brasil, sendo em sua maioria o público jovem entre 25 e 34 anos, com quase 90%). Já a população acima dos 60 anos atinge 60%. Ou seja, sofremos uma mudança de hábito de comunicação e informações muito intensa e rápida.

O uso do celular para leitura de informações, ou mesmo como forma de escrita, implica em duas situações agravantes. A primeira delas envolve o movimento da coluna cervical no sentido de inclinação para frente (flexão do pescoço), para a visualização da tela do celular. A segunda envolve a digitação de textos, o que implica no uso coordenado do polegar para acionar as letras na tela do celular.

Para o ortopedista e cirurgião das mãos do HCor, Marcelo Rosa de Rezende, está comprovado que os movimentos repetitivos utilizados para digitar mensagens no teclado dos smartphones podem provocar tendinite, bursite, rizartrose (atinge a articulação da base do polegar), entre outros tipos de lesões ou disfunções articulares que afetam não só as mãos, mas também os braços, ombros e até os músculos presentes nesta região do corpo.

“Isso ocorre porque grande parte dos usuários ainda costuma passar horas com estes aparelhos entre os dedos, sem se dar conta do desgaste físico que estão sofrendo. Contudo, há meios de lidar com a situação. Medidas como alongamentos e pausas em períodos longos de uso ajudam a prevenir o problema. Porém, o melhor ainda é recorrer ao celular apenas em casos de real necessidade e, principalmente, procurar manter a postura corporal correta ao utilizá-lo”, afirma Rezende.

Cuidado com a postura!

Em relação a coluna cervical observamos que a postura, em flexão da coluna cervical, leva a um desequilíbrio da musculatura estabilizadora da região, o que induz aos vícios posturais a longo prazo, bem como de quadros de cervicalgia (dor no pescoço, com eventual irradiação para região posterior das costas e ombro). “Já o movimento de digitação utilizando os polegares, leva a uma sobrecarga decorrente do uso repetitivo da musculatura do polegar, o que causa o surgimento das tendinites nessa região”, esclarece.

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Uso do celular entre os jovens: um estudo sueco avaliou jovens que usam o celular para a escrita de textos durante anotações em sala de aula, e constatou que as pessoas que desenvolveram o quadro doloroso mais importante foram aqueles que eram mais habilidosos e, portanto, mais rápidos para a escrita no celular. “Ou seja, a destreza pode ser considerada uma vantagem. No entanto acarreta a um potencial maior para o desenvolvimento de tendinites no entorno do polegar”, explica o ortopedista.

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Uso do celular entre os idosos: se considerarmos que as pessoas mais idosas usam o celular de uma forma crescente, devemos estar atento para um grande risco representado pela queda. “Com a idade perdemos muito de nossas funções fisiológicas como às relacionadas ao aparelho músculo esquelético, visual, além das funções proprioceptivas (equilíbrio das articulações). Portanto, com o avanço da idade estamos naturalmente mais sujeitos as quedas – que associado ao eventual uso de celulares pode ser um dado agravante no aumento do número de pacientes que caem, podendo levar a fraturas em especial no membro superior”, diz.

Rezende ensina que, quando for digitar, é importante manter a postura corporal correta. Para isso, é preciso alinhar os braços e procurar apoia-los em uma mesa: “Tente deixar o aparelho afastado de si. A tendência é que os braços fiquem melhor acomodados e você não precise flexionar tanto o pescoço para baixo, na hora de verificar a tela. Embora essa seja a maneira mais segura de digitar, ela não precisa ser adotada de maneira rígida. O que cada usuário precisa fazer é tentar encontrar uma forma de manter os braços bem apoiados, o celular afastado e o pescoço o mais reto possível, para diminuir o risco de problemas causados por esforço repetitivo”.

Evite a qualquer custo!

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Não é só escrevendo mensagens, sem as devidas precauções, que podemos colocar a saúde das nossas articulações em risco. Segundo Rezende, existem hábitos na hora de falar ao telefone que também podem fazer muito mal, e precisam ser evitados a qualquer custo. Um deles é o de segurar o celular entre um dos ombros e a cabeça, enquanto as mãos estão ocupadas.

“Por mais rápida que seja a conversa, o melhor é interromper o que está fazendo, desocupar as mãos e levar o aparelho ao ouvido usando uma delas. Isso evita que o contorcionismo necessário nesse tipo de manobra prejudique o pescoço, os ombros e o maxilar”, alerta. “Com estes cuidados, é possível utilizar os smartphones de maneira mais segura e saudável”, enfatiza o ortopedista do HCor.

Para orientar os usuários sobre como utilizar os seus smartphones de maneira mais anatômica e menos danosa às articulações, o Marcelo Rezende tem algumas dicas. “Dores e incômodos provocados pelo uso continuo de celulares podem ser evitados ou mesmo reduzidos por meio de medidas relativamente simples”, afirma:

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=Procure usar o celular para leitura, na linha dos olhos, para evitar, assim, a flexão do pescoço.

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=Utilize o celular apenas para realizar textos curtos, e sempre com os antebraços apoiados.

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=No caso do uso do polegar na digitação, é importante procurar utilizar ambos os polegares, e não somente um, e busque digitar numa velocidade menor.

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=Nunca desça escadas ou ande nas ruas e calçadas usando o celular. Pois o risco de queda é muito grande. Esta orientação vale para todos, em especial aos idosos.

Fonte: HCor