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Hoje é o Dia Mundial do Rim: campanha quer reduzir impacto da doença renal crônica

Campanha mundial deste ano tem como tema “Saúde Renal para Todos”

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Esse ano, a data será celebrada no dia 10 de março. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

A DRC é comum e prejudicial: um em cada 10 adultos no mundo é paciente renal crônico. Além disso, se a DRC não for tratada, pode ser fatal. Embora seu diagnóstico precoce permita tratamento e gestão para prevenir a morbidade, mortalidade, melhora da relação custo-eficácia e sustentabilidade, a mortalidade relacionada à DRC continua crescendo. Em 2040, a doença renal crônica pode ser a 5ª maior causa de morte no mundo e há uma lacuna de conhecimento sobre a doença muito persistente, que é notável em todos os setores de saúde:

A comunidade – os obstáculos para uma melhor compreensão da saúde renal incluem o fato de que as informações sobre doenças renais são compartilhadas numa linguagem complexa, falta de conhecimento básico sobre o tema, instruções limitadas sobre saúde, disponibilidade limitada de informações sobre DRC e falta de prontidão para aprender.

O profissional da saúde – Outra barreira precisa ser superada para garantir uma melhoria na conscientização e a formação mais focada dos médicos, pois eles são os responsáveis pela condição médica dos pacientes.

Os formuladores de políticas focadas em saúde pública – a DRC é uma ameaça global à saúde pública, mas não é priorizada nas agendas governamentais de saúde. Tais agendas se concentram, majoritariamente, quando se trata de doenças não transmissíveis, em quatro doenças principais (doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas).

Neste cenário, a falta de conhecimento sobre o assunto está sufocando a luta contra a doença renal crônica e aumentando a mortalidade associada à DRC. “Por isso, a campanha deste ano pede que o mundo fique ciente da DRC para compreender ativamente quais medidas relacionadas à saúde renal que cada um pode colocar em prática, por exemplo, a atenção com a pressão arterial, uma causa que envolve todos da comunidade renal, mundialmente falando – médicos, cientistas, enfermeiras e outros profissionais de saúde, pacientes, administradores, especialistas em políticas de saúde, funcionários do governo, organizações de Nefrologia e fundações. Todos precisam saber quais são as estratégias que podem ser aplicadas com o objetivo de oferecer mais atenção à saúde renal no estabelecimento de políticas governamentais. Isso pode gerar grandes benefícios, tanto para os pacientes como para os orçamentos de saúde”, explica Osvaldo Merege, presidente da SBN.

Além disso, a campanha 2022 reforça a importância de incentivar o público a:
-adotar uma dieta e estilo de vida saudável (sendo necessário acesso à água potável, exercícios, dieta saudável, controle do tabaco e prevenção da mudança climática) para manter uma boa saúde renal e preservar a função renal por mais tempo em pessoas com DRC – isso também aumenta a consciência da importância dos rins;
-conscientizar mais o paciente renal e seus familiares afim de capacitá-los para alcançar mais resultados na qualidade de vida, que são significativos e importantes para quem possui DRC, incluindo a insuficiência renal;
-incentivar e apoiar os médicos de atenção primária a melhorarem o reconhecimento e gestão de pacientes com DRC em todo o espectro de prevenção, detecção precoce de doença e atendimento para a insuficiência renal;
-integrar a prevenção da doença renal crônica e da insuficiência renal às doenças não transmissíveis nacionais e programas de serviços abrangentes e integrados, melhorando a detecção precoce e rastreamento de cuidados renais em nível nacional e informar os políticos sobre o impacto da doença renal e da insuficiência renal na saúde e sua carga associada aos orçamentos/sistemas de saúde para encorajar a adoção de políticas e alocação de recursos, garantindo a todos uma boa qualidade de vida com a DRC.

Sobre a Doença Renal Crônica

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doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Tema do Dia Mundial do Rim: “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Este ano, a data é celebrada hoje, 12 de março.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

“Consideramos que o Dia Mundial do Rim 2020 repetirá o grande sucesso dos anos anteriores, sucesso esse que se reflete no número progressivamente maior de atividades, sendo o Brasil o atual campeão em ações em todo o mundo. Para isto, há o engajamento de diversos profissionais de saúde, assim como da maioria dos associados da Sociedade”, comenta Marcelo Mazza, presidente da SBN.

Ele completa: “Este ano, inclusive, o engajamento por parte dos associados começou antecipadamente, com grande participação na campanha lançada pela SBN para a definição da melhor frase envolvendo a palavra creatinina no tema oficial, o que proporcionou a escolha de duas frases ‘Ame seus rins, dose sua creatinina!’ e ‘É exame de rotina? peça a creatinina!’. Com essas frases, a SBN acredita que grande parte da população será orientada quanto ao rastreio para a DRC, o que pode causar grande impacto em termos de saúde pública”.

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Com o tema “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”, diversas atividades serão realizadas no Brasil visando ressaltar a importância da saúde renal e conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e diagnóstico precoce da DRC.

Sobre a Doença Renal Crônica

A doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos.

Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Exame simples ajuda a proteger os rins de doenças

Toda vez que contraímos um músculo, nosso corpo produz uma proteína chamada creatina fosfato. Essa substância, sintetizada a partir dos alimentos, é a responsável por garantir a energia necessária para caminhar, fazer exercícios na academia, carregar a sacola de compras, entre várias outras atividades comuns do dia a dia.

A quebra dessa proteína durante o metabolismo celular produz uma espécie de resíduo, a creatinina, que vai para a corrente sanguínea e chega aos rins para ser filtrada e eliminada. Medir o nível de creatinina no sangue, portanto, é uma forma simples de saber como anda a saúde renal. A importância de incluir esse exame na rotina de saúde é o tema deste ano do Dia Mundial do Rim.

O médico Bruno P. Biluca, do centro de nefrologia Fenix Alphaville, ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento das doenças renais e a evolução gradativa para a falência dos rins. “Uma quantidade elevada de creatinina no sangue mostra que a filtração não está adequada, ou seja, os órgãos estão trabalhando de forma insuficiente”, explica.

Estima-se que um em cada dez brasileiros tenha doença renal. A maioria, porém, não sabe disso e acaba descobrindo o problema tardiamente, necessitando fazer diálise ou transplante. Quase 130 mil pessoas dependem hoje da hemodiálise no país.

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“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de controlar a evolução da doença renal, com alimentação e medicamentos. Mas, infelizmente, não é o que ocorre. A doença renal é silenciosa e praticamente não apresenta sintomas nas suas fases iniciais. Quando os pacientes descobrem, geralmente, já estão em estágio avançado”, afirma Biluca.

Segundo o especialistas, pessoas com diabetes, pressão alta, obesidade e casos de doenças renais estão mais propensas a desenvolver problemas nos rins, mas, mesmo sem apresentar esse fatores de risco, é essencial monitorar a saúde do órgão, com exame de sangue para dosagem de creatinina e também o exame de urina tipo 1. Essa é justamente a recomendação da campanha do Dia Mundial do Rim, que tem como slogans “Ame seus rins, dose sua creatinina!” e “É exame de rotina? peça a creatinina!”.

“Caso haja alguma alteração nos resultados, a pessoa deve procurar imediatamente um médico nefrologista para fazer uma investigação mais aprofundada e iniciar o tratamento”, reforça Biluca.

Em geral, os níveis considerados normais para adultos são de 0,5 a 1,1 miligramas por decilitro em mulheres e de 0,6 a 1,2 em homens, mas o especialista lembra que podem variar de pessoa para a pessoa, de acordo com a idade, condições físicas, alimentação, prática de exercícios, massa muscular, entre outros, daí a necessidade de uma avaliação médica criteriosa.

Apesar de assintomática no início, Biluca recomenda atenção a alguns sinais, como dificuldade de urinar, espuma ou coloração avermelhada na urina, vontade de ir ao banheiro a toda hora, náusea, inchaços e dor na região lombar.

Conheça os estágios da doença renal:

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Fase 1 – função renal de 90%. Geralmente, a pessoa não apresenta qualquer sintoma. É importante adequar a dieta e manter sob controle o diabetes e a hipertensão para evitar o agravamento.
Fase 2 – função renal entre 60% a 89%. Também costuma ser assintomática. Exige monitoramento constante por meio de exames.
Fase 3 – função renal entre 30% e 59%. Podem aparecer inchaços, edemas, cansaço, falta de apetite e anemia. Alguns tratamentos, inclusive com medicamentos, podem contribuir para retardar a progressão.
Fase 4 – função renal de 15% a 29%. Os sintomas passam a ser mais evidentes. Há necessidade de diálise, tratamento em que máquinas substituem os rins, fazendo a filtração de toxinas, líquidos e sais do organismo.
Fase 5 – função renal menor do que 15%. É a fase mais avançada da doença renal. Os pacientes são totalmente dependentes da diálise ou do transplante.