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Carnaval: dez fantasias fáceis do Pinterest para fazer na última hora

Há centenas de bloquinhos e festas de carnaval para escolher, mas ainda é possível que você decida sair só depois de uma ligação de última hora dos seus amigos. Para evitar o pânico ao escolher o que vestir (ou se você não gosta muito de se planejar com antecedência), aqui está uma lista de fantasias que você pode facilmente montar e fazer sozinho e em casa. E o Pinterest, ferramenta de descoberta visual que ajuda a planejar a vida desde o que cozinhar até o que vestir, é o recurso ideal para descobrir fantasias para o carnaval.

As pessoas vão ao Pinterest para encontrar inspiração e novas ideias para experimentar – e com o carnaval não é diferente. De acordo com o Relatório de Carnaval, recentemente lançado, o Pinterest viu um aumento de 658% no número de buscas por ideias de carnaval de dezembro para janeiro. De estrelas a cartomante e até mesmo um abacaxi, estas ideias são criativas e vão te ajudar a se inspirar para arrasar nos bloquinhos e festas.

10 fantasias fáceis de Carnaval do Pinterest para fazer neste Carnaval:  

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Sol

Estrela

Girassol

fantasia abacaxi pinterest

Abacaxi

Pool party

fantasia frida pinterest

Frida

Onde está o Wally?

fantasia cartomante pinterest

Cartomante

Corredora/Fitness

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Gato

 

Guia do verão: como não comprometer a beleza da pele por algumas semanas de praia

É durante o verão que muitas pessoas abusam da exposição ao sol sem fotoprotetor, das bebidas alcoólicas, da alimentação gordurosa, dentre outros exageros que causam arrependimento nos meses posteriores, pois comprometem a saúde e beleza da pele. Por isso, para que não haja sustos depois dessa época deliciosa do ano, a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, preparou algumas dicas primordiais e sugestões de produtos que não podem faltar na temporada. Se pelo menos parte das recomendações forem seguidas, certamente a pele continuará saudável por um bom tempo. Confira:

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Foto: Pixabay

Alimentação – frutas, verduras e legumes são bem-vindos, principalmente os que fornecem nutrientes à pele, com propriedades antioxidantes, como a cenoura e a alface, por exemplo. “Invista nas folhas verde escuras, no tomate e no gengibre, que é anti-inflamatório. Uma boa fruta é o melão, pela propriedade imunológica e o do tipo cantalupe por ser fitoestrogenio natural”, conta a dermatologista. Portanto, refeições leves, sem exageros calóricos. As frutas são ricas em fibras, vitaminas e sais minerais, além do elevado teor de água, como pera, uva e melancia. Como recomendação geral, não consuma alimentos de procedência desconhecida, principalmente os vendidos em barracas de rua; nesta época, os mais acessíveis são também os mais perigosos, como os pastéis, cachorros quentes, hambúrgueres e lanches com maionese.

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Bebidas – não se engane, cerveja não hidrata ninguém; pelo contrário, se ingerida em excesso, pode gerar desidratação. “Bebidas como cerveja, vodca e outros destilados ajudam a desidratar, portanto se consumir essas bebidas, não se esqueça da água logo em seguida. Uma boa dica para hidratação é a ingestão de água de coco, isotônicos ou sucos naturais — no caso das frutas cítricas, cuidado para não se expor ao sol e causar manchas”, recomenda. Como as frutas vermelhas são difíceis de achar, há a opção de suco de amora, mirtilo e framboesa. “Não se esqueça: nunca tome bebidas alcoólicas em jejum. Evite as destiladas, não misture tipos diferentes e tome cuidado com os exageros”, argumenta a médica.

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Sol – o horário (de verão) para um bronzeamento saudável é até às 10h e depois das 16h. Fora destes horários, é imprescindível proteger-se, aplicando a cada duas horas uma camada adequada e generosa de protetor solar e hidratar-se com muita água. Caso queira fazer exercícios, é recomendável fazê-los bem cedo, ou no final do dia. “A escolha do filtro solar é primordial, com no mínimo FPS 30 e que contém ativos bloqueadores como dióxido de titânio e óxido de zinco. Para potencializar o efeito, use antes do protetor um creme com antioxidantes com Vitamina C, Vitamina E, Alistin e OTZ 10”, explica. “O mais importante é a reaplicação a cada duas horas ou sempre que transpirar muito ou tomar banho de mar ou piscina. Além disso, não deixe de passar o filtro solar também em dias nublados.”

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Óculos de sol – não se esqueça de usá-los constantemente, porque o excesso de claridade da areia pode causar danos à córnea (inflamação). Além disso, a claridade dos raios solares nos obriga a contrair os músculos ao redor dos olhos, o que pode demarcar linhas de expressão. Os óculos também protegem a área dos olhos do contato com os raios UV, que podem provocar bolsas e flacidez.

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Sono – é de fundamental importância. O ideal é que se tenha, pelo menos, seis horas seguidas de bom sono, diariamente. “É recomendado também o uso de cremes antioxidantes noturnos e que contenham Overnight Repair, um ingrediente que estimula a reparação e regeneração das células que acontece no período noturno”, explica a médica. Mantenha o seu quarto fresco, escuro e confortável.

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Olheiras – se participou de alguma festa que foi longa e no dia seguinte os olhos ficaram inchados, uma alternativa rápida e momentânea é aplicar compressas de chá de camomila gelado por dez minutos e cabeceira elevada que promove vasoconstrição, diminuição do inchaço e ação anti-inflamatória pelo camazuleno e alfa bisabolol presentes na camomila.

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Cabelos – lembre-se que couro cabeludo também queima. Portanto, use produtos específicos para proteção solar para os cabelos e use um chapéu ou um boné. Na praia ou piscina, leve uma garrafinha com água mineral e molhe sempre os cabelos depois de mergulhar. A médica explica que, desta forma, você estará evitando o acúmulo de cloro ou areia nos cabelos. Se não for possível, use um xampu específico para equilíbrio dos cabelos na hora do banho. Durante o banho de sol, não se esqueça do leave-in para não ressecar os fios.

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Proteção para os lábios – eles são, sem dúvida nenhuma, uma das áreas mais sensíveis e delicadas do nosso corpo e precisam sempre estar protegidos contra agressores externos, que causam rachaduras, descamações, ardência e, pior de tudo, herpes, manifestação muito comum nessa época de frequente exposição ao sol, sem falar nos carcinomas. Para reduzir estes efeitos, o ideal é a utilização de princípios ativos importantes, encontrados em filtro solar, cuja ação recai sobre raios UVA e UVB. (Os fumantes precisam ter cuidado redobrado, pois o cigarro aumenta a formação dos radicais livres que atacam a pele e favorecem o aparecimento de vincos e rugas).

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Foto: Lionesse Beauty Bar

Maquiagem – use com moderação e prefira somente hidratantes ou BBcreams, ao invés de usar base. Evite o uso de batons de longa duração e prefira os que possuem proteção solar. Sempre se lembre de remover com produtos especiais para área dos olhos, de preferência bifásicos.

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Corpo – tome muita água, mais do que os dois litros recomendados por dia, porque a transpiração é excessiva nesta época. Use roupas leves, de algodão e de preferência que tenha proteção solar; evite tecidos sintéticos. Na hora do banho, prefira a água de morna a fria, para não ressecar a pele e evite usar desodorante com alto poder antiperspirante, para não gerar inflamação. “À noite, invista em hidratantes pós-banho com ativos potentes como Hyaxel e antioxidantes como OTZ 10 e Coffee Skin. Use hidratantes corporais que podem ser misturados a óleos com partículas de mica dourada para efeito de hidratação e luminosidade”, indica.

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Pernas e axilas – procure fazer a depilação com antecedência, para evitar inflamações. Nunca deixe para depilar com lâmina antes de ir para o sol, porque podem surgir ferimentos que ficam mais irritados ainda com o contato com o cloro ou a água do mar e areia. Depois, não se esqueça de aplicar filtro solar na região.

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Unhas – use base protetora para proteger a placa ungueal, antes de usar o esmalte.

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Areia – depois de frequentar a praia, podem surgir infecções na pele, causadas por fungos e bactérias da areia. Por isso, cuidados com a higiene redobrados.

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Avião – se você for viajar de avião, atenção principalmente no que se refere à hidratação da pele. “Antes de decolar, coloque uma camada generosa de hidratante no rosto e mãos (não esqueça as cutículas). Durante o voo, borrife água termal no rosto várias vezes, se a viagem for longa”. Além da pele do rosto, uma das áreas que mais sofrem com o ar seco das cabines são os lábios. “Eles também devem estar protegidos com protetor labial”, finaliza a médica.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Radiação solar atinge níveis extremos e aumenta risco de câncer de pele

O Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) tem atingido números alarmantes no Brasil e no mundo. Por isso, é preciso muita atenção aos cuidados com a pele, não apenas durante passeios ao ar livre, na praia ou piscina, mas até mesmo na sombra. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, o IUV tem chegado a 14, nível considerado extremo, com alto grau de periculosidade. O índice normal e seguro fica em torno de 3 a 5.

“É extremamente importante adotar medidas fotoprotetoras, como o uso de filtro solar, chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), sempre que for sair de casa. Isso previne problemas de saúde, que podem ser graves, como o câncer de pele”, aconselha o dermatologista José Jabur, especialista em câncer de pele, da Altacasa Clínica Médica e chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo.

Todas as cidades do país vêm registrando níveis de radiação solar extremos, acima dos 12. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm os índices mais altos, inclusive cidades do interior. São José dos Campos (SP) registra nessa época do ano IUV 14, igual a capital paulista; e Santos e Ribeirão Preto (SP) vêm marcando 13. No Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Búzios também chegam ao IUV 13.

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Foto: Pixabay

No caso das crianças, é preciso redobrar a atenção. Estudo recente publicado no Jornal da Associação Médica Americana de Dermatologia mostrou que o uso de fotoprotetor na infância pode reduzir em 40% o risco de melanoma – tipo mais perigoso de câncer de pele – antes dos 40 anos.

“Os pais não devem usar protetor solar em crianças de até seis meses. Por isso, não exponha o bebê diretamente no sol e coloque chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU). Após os seis meses de idade, escolha um protetor com no mínimo FPS 30, e que seja ‘resistente à água’ para não sair com facilidade após uma ducha ou uma rápida entrada no mar ou piscina. É preciso reaplicar o protetor a cada três horas”, orienta o médico.

A Austrália é o continente que mais recebe radiação solar e lá existe uma enorme conscientização da população. Todas as crianças usam protetor solar e chapéus com abas largas para ir à escola, por exemplo. Jabur explica que é importante se inspirar no exemplo australiano e orientar as crianças desde cedo sobre a importância de se proteger do sol.

“Fale sempre com a criança sobre a importância de se proteger do sol para a pele não arder, para evitar queimaduras. Aos poucos, ela mesma vai aprender a colocar o chapéu e o protetor solar, sem que você precise brigar para isso. Estimule esse hábito. Dar o exemplo também é primordial. Mães e pais também devem cuidar da pele ao sol”.

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O horário de máxima intensidade de radiação solar é ao meio-dia. É importante evitar se expor entre 10 e 15 horas. A “regra da sombra” é interessante e serve como dica: se a sombra do seu corpo no chão for menor que a sua altura, não deve ficar exposto ao Sol.

Ao comprar o protetor solar, dê preferência a marcas conhecidas e procure um produto que proteja tanto dos raios UVB (que causam vermelhidão e atingem a camada superficial da pele) quanto dos raios UVA (que penetram na camada mais profunda). Mas se a ideia for ficar na praia ou piscina por muito tempo, o ideal é também usar peças com FPU – camisas, bermudas, chapéus e bonés, que garantem a fotoproteção duradoura. Nas áreas protegidas pelo tecido, não é necessário aplicar o filtro solar na pele.

Os dias nublados também queimam a pele e emitem radiação, mesmo que um pouco mais baixa. As nuvens fazem uma camada leve de proteção, mas não bloqueiam totalmente os raios solares. Portanto, é imprescindível que você também se proteja em dias nublados.

IUV registrado nas últimas semanas nas capitais brasileiras:

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São Paulo:14 / Rio de Janeiro: 14 / Belo Horizonte: 14 / Vitória: 13 / Curitiba: 14 / Florianópolis: 13 / Porto Alegre:12 / Campo Grande: 14 / Brasília/DF:13 / Goiânia: 13 / Cuiabá: 13 / Palmas: 13 / Fortaleza: 12 / Salvador: 12 / Recife: 12/ João Pessoa: 12 / Natal: 12 / Teresina: 12 / São Luís: 12 / Manaus: 12 / Belém:12 / Rio Branco: 13 / Porto Velho: 12 / Macapá: 12 / Boa Vista: 12

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

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O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision

 

Cinco cuidados para um verão mais saudável

Segundo especialista, com o aumento das temperaturas os cuidados com a saúde precisam ser redobrados

O verão é sem dúvidas a estação mais aguardada do ano pela grande maioria da população. Praia, piscina e viagens animam os brasileiros. Porém, segundo Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica da Docway, devido ao aumento das temperaturas, radiação solar e desidratação alguns cuidados com a saúde devem redobrados. Para facilitar essa tarefa, o médico separou algumas dicas especiais para que o Verão seja tranquilo para todos.

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Beba muita água: segundo o médico, nesta época do ano nosso organismo tende a perder mais líquidos e sais minerais, já que transpiramos em maior quantidade para manter a temperatura do corpo controlada, o que pode causar distração. “Consuma pelo menos 2 litros de água e evite o excesso de bebidas alcoólicas ou refrescos muitos doces, já que eles podem acelerar o processo de desidratação”, explica.

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Alimentação rica em frutas, verduras e legumes: é sempre bom optar por uma alimentação mais leve (menos energética) e por alimentos ricos em vitaminas e ricos sais minerais, que fornecem um reforço necessário para o nosso organismo, evitando várias doenças.

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Evite o sol entre das 10h às 16h: esse é o período de maior radiação solar, por isso é bom evitar ficar expostos ao sol durante esse horário, já que os riscos de queimaduras e câncer de pele aumentam.

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Use protetor solar: utilize o protetor sempre 20 minutos antes de sair de casa. Além disso, ele deve ser reforçado a cada duas horas, principalmente se você estiver na praia ou na piscina.

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Abuse dos acessórios: chapéus, bonés e óculos são muito bem-vindos. Sapatos abertos e roupas leves também são aliadas, de preferência as roupas claras, que ajudam a evitar a radiação solar, evitando doenças.

Para finalizar, Costa lembra que os cuidados com idosos, crianças e pessoas com problemas cardíacos e pressão alta devem ser ainda maiores, já que eles estão mais suscetíveis aos problemas causados pelas altas temperaturas. “Aproveite o verão para se divertir, melhorar seus hábitos e praticar atividades físicas. Mas não esqueça da saúde, principalmente se fizer parte de grupos de risco, que exigem cuidados ainda maiores”, completa Costa.

Câncer de pele também pode atingir os lábios; fotoproteção é fundamental

Sendo causado principalmente pela exposição excessiva e sem proteção ao sol, este tipo de câncer atinge principalmente o lábio inferior de pessoas com fototipos de pele baixos. Dermatologista Valéria Marcondes explica quais os principais tratamentos da doença e como preveni-la.

O câncer da pele é um dos tipos de câncer mais comuns, correspondendo a 33% dos diagnósticos da doença no Brasil. E, por mais estranho que possa parecer, o câncer de pele não se restringe apenas ao tecido cutâneo, podendo atingir também os lábios, uma região extremamente delicada, de pele fina, formada por uma semimucosa, ou seja, uma transição da mucosa oral para a pele estratificada que a gente tem ao redor dos lábios.

“Assim como outros tipos de câncer, o câncer de lábios ocorre devido a um crescimento anormal e acelerado de células cancerígenas, sendo que sua principal causa é a exposição excessiva e sem proteção aos raios ultravioletas do sol. Mas, apesar da exposição solar ser o principal fator, o tabaco e o álcool também possuem papel importante no desenvolvimento do câncer de lábio”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

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Segundo a especialista, este tipo de câncer tende a aparecer principalmente no lábio inferior, pois estes ficam mais expostos ao sol devido a sua posição, e em pessoas de pele clara. “Pessoas de fototipos de pele mais baixos possuem menos melanina, pigmento que dá cor a pele e que a protege da ação dos raios solares. Dessa forma, quem tem a pele mais clara acaba desenvolvendo câncer de pele e de lábios mais facilmente. O que, claro, não quer dizer que pessoas de fototipos altos não possam desenvolver este tipo de câncer, apenas estão mais protegidas”, completa.

E, apesar do câncer de lábios poder demorar anos para aparecer, já que os danos dos raios solares são cumulativos, alguns sinais podem surgir antes da doença se instalar de fato. Um exemplo é a Queilite Actínica, uma doença que afeta o lábio devido à exposição constante e desprotegida ao sol e que, apesar de ainda não ser um câncer, tem grande potencial de se tornar maligna.

“Podendo permanecer por muitos anos antes de se transformar em um câncer, a Queilite Actínica é bastante comum em profissionais que trabalham em ambientes externos e começa com uma pequena descamação da área dos lábios que pode evoluir para feridas que não cicatrizam. Em casos mais graves, o lábio incha e podem aparecer manchas brancas e vermelhas, bolhas e sensação de queimação na região”, alerta a médica.

Outros sintomas da doença incluem sangramento, dor e o surgimento de feridas, lesões, bolhas, úlceras e nódulos que não desaparecem na região dos lábios. Ao encontrar qualquer um deles, o mais importante é que você consulte um médico especializado. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de seus lábios, pedir exames para confirmar a doença, como uma biopsia, e dar o diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento para o seu caso.

“Assim como outros cânceres, o tratamento depende do estágio, do quão rápido a doença está progredindo e da saúde do paciente no geral. Se o tumor ainda estiver pequeno, pode ser realizada uma cirurgia para removê-lo, com a possibilidade de uma segunda intervenção para a reconstrução do lábio, dependendo do quanto a estrutura foi afetada. Já em casos em que a doença está em estágios mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas para diminuir o tumor antes de removê-lo cirurgicamente e depois da cirurgia para reduzir o risco de reincidência”, destaca a dermatologista.

Porém, prevenir a doença ainda é o melhor remédio e evitar o câncer não é tão difícil, basta adotar alguns cuidados e hábitos básicos a sua rotina diária. Por exemplo, é fundamental que, além de evitar fumar e ingerir álcool, você não faça sessões de bronzeamento artificial, utilize chapéus e bonés sempre que for se expor ao sol e, o mais importante, aplique diariamente protetores labiais com fator de proteção solar de no mínimo 30 FPS, reaplicando sempre a cada duas horas.

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“É essencial também que você consulte um médico regularmente para detectar qualquer indicio de câncer precocemente. Quando diagnosticado nos primeiros meses do aparecimento, praticamente 100% dos casos de câncer de lábios são curados rapidamente e com pouco ou nenhum dano estético”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.

Baixas temperaturas podem causar problemas à saúde de aves, répteis e roedores

O frio chegou de forma intensa e já vem afetando a saúde dos pets. Normalmente, os tutores de cães e gatos dão uma atenção a mais para os bichos, disponibilizando roupinhas e cobertas extras. Mas aves, répteis e roedores, animais que vem ganhando cada vez mais espaço nos lares brasileiros, também merecem cuidados especiais nessa época do ano.

Para cuidar melhor desses pets no inverno, confira as dicas do veterinário George Ortmeir Velastin, que presta atendimento nos consultórios do pet center HiperZoo, em parceria com o Centro Médico Vetsan.

Cobertura de gaiolas e casinhas

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Nos dias de frio mais intenso, a principal medida para proteger pássaros, roedores e pequenos mamíferos é cobrir a gaiola com capas para esse fim ou tecido, deixando apenas uma lateral aberta. Isso evita a entrada de ar frio, mantém o calor no espaço do animal e garante a troca de ar no espaço. Outra dica importante é disponibilizar tocas e casinhas para roedores e pequenos mamíferos.

“As gaiolas nunca devem permanecer em áreas com corrente de ar, pois, além do frio, o vento também prejudica demasiadamente a saúde dos animais. Deve-se evitar correntes de ar até mesmo nas estações mais quentes do ano”, alerta o médico veterinário responsável pelo atendimento de animais selvagens e pets não-convencionais.

Aquecedores

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O uso de aquecedores de ambiente também é uma boa dica para o conforto dos pets, porém é preciso tomar cuidado para que não fiquem muito próximos aos animais, esquentando-os excessivamente ou, até mesmo, causando queimaduras. A dica é utilizar aquecedores apenas durante à noite e manter umidificadores ou vasilhas com água próximos ao aquecedor para evitar o ressecamento do ar.

Já para os répteis, que são animais exotérmicos, ou seja, precisam de fontes externas para manter sua temperatura corporal, a dica é utilizar pedras, tocas ou placas aquecidas no terrário. É fundamental cuidar com a temperatura do acessório, que deve ficar entre 24ºC e 26ºC. Para os demais animais, a orientação é também manter essa temperatura no ambiente, pois o calor excessivo pode causar desidratação.

Banho de sol

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Pixabay

A exposição ao sol, além de ajudar a aquecer, é importante para manter equilibrada a produção de vitamina D. Mesmo no inverno é preciso cuidar para que haja um espaço com sombreamento na gaiola para o animal se proteger caso sinta calor.

“A exposição ao sol deve ser direta. Não vale colocar a gaiola ou terrário próximos à janela, pois o vidro filtra os raios ultravioletas (UVA e UVB), fundamentais para a saúde dos animais”, comenta Velastin. O ideal é que os banhos de sol sejam diários e com duração de 20 a 30 minutos.

Sinais de alerta

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Para saber se os animais estão sentindo frio é preciso ficar de olho em algumas posturas ou manias que eles podem demonstrar. Por exemplo, as aves ficam com o pescoço para trás e as penas arrepiadas para acumular ar embaixo das penas e manter o calor do corpo. Roedores, pequenos mamíferos e répteis costumam ficar mais escondidos e as cobras mais enroladas.

“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os répteis não hibernam”, comenta o veterinário. “Como eles não têm capacidade de termorregulação, sofrem uma queda no metabolismo se sentirem muito frio. Eles ficam sem se alimentar e se mexer, dando a impressão de que estão em estado de hibernação”. Nesse cenário, os répteis podem desenvolver pneumonia, quadros de diarreia e problemas no crescimento.

A atenção deve ser ainda maior com as aves, pois geralmente elas não param de se alimentar (um sinal comum de alerta), e podem desenvolver aerosaculite, uma inflamação dos sacos aéreos, que é o primeiro estágio para desenvolvimento de pneumonia. Roedores e pequenos mamíferos também podem ficar suscetíveis a diversas doenças e desenvolver pneumonia.

Fonte: HiperZoo – Rua Desembargador Westphalen, 3.448 – Curitiba/PR

N.R. Sou contra ter animais presos, especialmente aves em gaiolas

Saiba como evitar manchas e queimaduras na pele no verão

Conheça os causadores da fitofotodermatose, um tipo de inflamação na pele que pode causar manchas e queimaduras de até terceiro grau. Substâncias entram em contato com a pele e, após a exposição solar, podem causar esses problemas

Fitofotodermatose: o nome é complicado, mas essa é uma alteração comum na pele de muitas pessoas, com o aparecimento de manchas e até queimaduras após o contato com frutas cítricas, perfumes, cosméticos e álcool e posterior exposição ao sol.

“Principalmente no caso das frutas cítricas, é bem comum no nosso país ocorrer a fitofotodermatose, que se produz pelo hábito de preparar limonadas ou laranjadas no verão principalmente, e pelo uso do limão como tempero. Nesse caso, o contato do sumo das cascas dessas frutas com as mãos desencadeia manchas ou queimaduras tanto nas mãos quanto nos locais tocados por elas”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O problema também pode ocorrer por uso de perfumes, cremes e cosméticos que contenham substâncias derivadas das plantas. “O cosmético não necessariamente tem o extrato da planta: às vezes ele tem um conservante, algum estabilizante ou o próprio álcool, que também são causadores da fitofotodermatose”, acrescenta.

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De acordo com a médica, alguns antibióticos (principalmente com substâncias derivadas da penicilina) também podem causar o problema. “Em uso de antibiótico, devemos evitar a exposição ao sol, pois a pele fica mais sensibilizada, isso orque o antibiótico se deposita também na pele e posso ter uma reação de fotomelanose, ou seja, um escurecimento por conta da exposição à radiação solar (de forma geral)”, afirma.

A dermatose ocorre nas áreas de contato com essas substâncias e que recebem a irradiação do sol. “Geralmente, elas surgem dentro das 24 horas seguintes, promovendo um processo inflamatório, e caracterizam-se por eritema como uma queimadura, eventualmente, com formação de vesículas e bolhas, dependendo da intensidade da reação. Pode surgir infecção secundária na evolução, mas a característica principal das fitofotodermatoses é a pigmentação, que pode durar várias semanas. As manchas de pele são acastanhadas e a aplicação do limão, por exemplo, sobre a pele pode produzir queimaduras de até terceiro grau. Há casos em que mesmo lavando-se as mãos, as manchas aparecem”, alerta a médica.

Posteriormente, segundo a especialista, ocorre um acastanhamento da área, uma hipercromia pós-inflamatória, no qual a pele produz um aumento da produção do pigmento de melanina, que migra para as células mais superficiais, na primeira camada da pele, tentando proteger a região afetada.

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Além dos antibióticos, os principais vilões são: frutas cítricas (como limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce, urtiga, cactos, perfumes e cosméticos como loções adstringentes à base de álcool ou produtos de tratamento com peróxido de benzoíla e ácido salicílico.

“Lembrar que as loções tônicas adstringentes que têm álcool devem ser evitadas neste momento anterior à exposição solar, assim como produtos à base de peróxido de benzoíla e ácido salicílico, porque às vezes eles estão na composição de uma loção tônica, de um esfoliante ou de um sabonete. Muitas vezes essa pessoa vai à exposição solar tendo utilizado esse produto e não se dá conta do que aconteceu e isso vai gerar um processo de dermatite irritativa de contato que é potencializada pela exposição solar. Então, muito cuidado com peróxido de benzoíla, ácido salicílico, loções adstringentes que tem na sua composição álcool”, afirma.

Mas a fitofotodermatose ainda tem um agravante: o risco de infecção. “Quando ocorre o processo de fitomelanose, de fitofotodermatose, na hora talvez possamos não perceber, e às vezes ocorre já uma sensibilidade, com uma vermelhidão e eritema local, e posteriormente podemos perceber a formação das vesículas, com microbolhas e bolhas grandes. Dependendo de como isso for tratado, há a possibilidade de ter uma infecção secundária por bactérias da própria flora da pele; por isso é importante buscar ajuda imediata”, afirma a médica.

Se o dermatologista não estiver disponível em um primeiro momento, a especialista sugere buscar ajuda em um centro de referência, pronto socorro ou hospital e depois buscar um tratamento eficaz para a sequela da fitofotodermatose.

Como tratar

“Em um primeiro momento quando ocorre o processo, a gente pede para lavar muito bem com água e sabão de pH neutro, usar água termal na sequência também ajuda bastante. Os cremes à base de pró-Vitamina B5 ou ácido pantotênico fazem uma oclusão, que ajuda a restabelecer a barreira da pele. Em relação às roupas, para não piorar o processo, elas devem principalmente ser de material 100% natural como o algodão e que protejam a região da exposição ao sol. E, claro que quando o dermatologista faz a análise, se necessário ele vai entrar com anti-inflamatório por via oral com analgésicos e até com antibióticos”, afirma.

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Foto:Indian Express

Do ponto de vista local, para tratar as bolhas, é recomendado o uso de pomadas à base de antibióticos locais e muita hidratação. “Se for um quadro que não houve uma queimadura de segundo grau, de terceiro grau, se é um quadro que apenas apresenta um eritema difuso, um vermelho difuso com microvesículas e sensação de sensibilidade e ardência, eu indico lavar abundantemente a área, fazer uso da água termal em torno de 3 a 4 vezes ao dia, hidratantes fisiológicos à base de Fosfolipídeos, de ceramidas, de vitamina E, de manteiga de Karitê, de ácido pantotênico, para recuperar e regenerar, ajudar no processo cicatricial e o uso de protetor solar com filtro físico, nunca químico, para proteger a área lesionada. E, além disso, a roupa que acaba sendo mais uma forma eficaz de proteção”, afirma.

Quanto ao desaparecimento das manchas, a médica conta que isso ocorre de forma espontânea e gradativa, desde que a pele seja protegida da exposição ao sol, com filtros solares potentes e que contenham bloqueio físico, como óxido de zinco e dióxido de titânio. “Alguns ativos despigmentantes podem ser utilizados para acelerar o processo. As reações mais intensas podem exigir o uso de medicamentos para seu controle, que devem ser indicados por um dermatologista”, alerta.

O que evitar

Além de não usar cosméticos com álcool antes de ir ao sol e evitar exposição solar em tratamento com antibiótico, para evitar a fitofotodermatose, a médica ressalta que é muito importante nos dias de verão tomar cuidado com o manuseio de frutas cítricas (como limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce, já que todos esses alimentos liberam substâncias que podem manchar e queimar a pele, após exposição solar. Passeio no campo, fazenda e sítios também deve ser motivo de atenção, no contato com plantas e vegetais por meio da seiva, da casca e dos espinhos.

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“Todas as vezes que manusear qualquer uma dessas substâncias, em especial as frutas cítricas, é necessário lavar não só com água, mas com água e sabão, tendo a certeza que todos os resíduos foram retirados. Deve-se tomar cuidado porque algumas vezes há alguns respingos em braços, abdômen, rosto e isso pode gerar queimaduras. E posteriormente a aplicação ou reaplicação dos filtros solares físicos para proteger essa pele”, finaliza.

Fonte:  Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

Fotoproteção: tudo que você precisa saber (antes do verão) para evitar danos

Ok, o fotoprotetor é o produto base da pirâmide nas recomendações dermatológicas. Mas você de fato sabe o que significam as siglas do seu confuso rótulo? É hora de desmistificar o FPS, PPD, UVA, IR — entre outros. “A falta de entendimento sobre o rótulo do protetor solar pode demonstrar que a pele não está recebendo a proteção que precisa”, destaca a dermatologista Claudia Marçal — membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Muitas pessoas desconhecem a importância de várias dessas siglas. E além delas, já temos como guideline internacional a indicação de antioxidantes como a Vitamina C e E que potencializam a proteção solar”, completa. A dermatologista explica tudo nas linhas abaixo:

Antioxidantes — moléculas que impedem a formação de radicais livres (e em alguns casos revertem os danos causados por eles), os antioxidantes são considerados excelentes aliados no dia-a-dia. “O protetor solar deve ir além dos ativos de proteção: ele deve ser um multibenefícios com elementos de ação antioxidante para imediatamente reparar o processo inflamatório formado em função da radiação”, destaca a dermatologista. “Principalmente quando falamos de ambientes onde há muita poluição ambiental, há a necessidade de complementar a fotoproteção com alguns antioxidantes importantes como as Vitaminas E, C, A, B3, o Resveratrol, o ácido elágico da Romã, extrato de Blueberry, da Folha de Oliveira e de Edelweiss.” Algumas moléculas podem ser adicionadas nessa lista: OTZ 10 (que minimiza os danos do calor), Alistin (considerado um antioxidante universal – que age nas camadas de água e gordura da pele) e Exo-P (um antioxidante que impede os danos dos poluentes).

Células de Langerhans — responsáveis pela defesa imunológica da pele, estão na epiderme e têm forma de estrela. “Elas se locomovem pelo tecido e alertam outras células do sistema imunológico quanto à presença de um organismo invasor”, explica. “O problema é que a exposição à radiação UV pode induzir a uma queda em sua função, diminuindo a atividade imunológica da pele, e isso aumenta a possibilidade de cancerização”.

Cor — “Filtros de alta cobertura, com base e cor fazem parte dos últimos lançamentos em fotoproteção. A cor serve como uma barreira física à luz visível”, conta a médica.

Filtros — divididos entre químicos e físicos, os filtros de fotoproteção atuam de maneiras diferenciadas. “Os filtros físicos são partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação, já os químicos são partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia”, explica. No protetor, é importante associar o uso dos dois, segundo a médica. “Mas os filtros físicos bloqueadores à base de dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco são fundamentais. Eles agem como uma parede de tijolos — onde a luz bate e volta sem absorvência. Os filtros químicos são importantes, mas altamente instáveis; então na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica. “E muitas vezes, os raios UVB e Infrared furam o bloqueio dos filtros químicos de alguns produtos de fotoproteção e causam dano celular que, em consequência, provoca flacidez”, completa.

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Fotoenvelhecimento — “Quando falamos em envelhecimento fotoadquirido, estamos falando da formação precoce de rugas, manchas, mudança na textura da pele, angiogenese (formação de novos vasos), epiderme pergaminácea e flacidez. Com a radiação, as manchas do melasma também podem piorar. Além disso, a radiação ainda aumenta o risco de lesões cancerígenas na pele.” Para evitar danos, anote: é necessário aplicar duas colheres de chá de protetor solar no rosto 30 minutos antes de sair para o sol, e evitar a fotoexposição das 10 da manhã às 4 da tarde (nesse horário, prefira a sombra). “Reaplicar de duas em duas horas em ambientes abertos e de 4 em 4 em ambientes fechados”, orienta.

FPS — sigla de Fator de Proteção Solar refere-se apenas aos raios UVB. “É o valor obtido pela razão entre a dose mínima eritematosa na pele protegida por um protetor solar e a dose mínima eritematosa na mesma pele quando desprotegida”, explica. Mas um FPS alto vai necessariamente me proteger? A dermatologista explica que não: “Hoje se descobriu que a proteção solar que leva em consideração apenas a questão do eritema (vermelhidão) desconsidera a dose suberitematosa, que é um dano criado antes mesmo da pele ficar vermelha, dando origem a chamada “sunburn cells” (ou células que sofreram alterações importantes pela radiação ultravioleta apresentando degeneração no seu DNA, promotoras mais tarde da possibilidade de cancerização)”, destaca a médica, que recomenda FPS de no mínimo 30. “Mas não esqueça a proteção contra o UVA, infravermelho e luz visível!”

Imunoproteção oral — segundo a dermatologista, mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação local e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. “Os filtros imunoprotetores via oral vieram para ficar com propriedades de melhora da resistência cutânea e imunológica. Eles funcionam como verdadeiros guardiões quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol”, enfatiza. Quer saber o que usar? “Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Picnogenol, Astaxantina, Luteina, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez”. Mas, cuidado: isso não substitui o protetor de uso tópico.

IR — Infrared (infravermelho ou IV) – é sentido por meio do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral com a destruição do arquétipo da pele. Além de um maior potencial de cancerização”. A dermatologista explica que, para evitar a flacidez e rugas, é importante o uso do bloqueio físico solar e antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pelo Infrared.

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Luz visível — mesmo não sendo um conceito novo, é necessário pontuar, de acordo com a especialista, que a luz visível continua sendo um perigo. “Presente na nossa rotina diária, ela é capaz de promover a médio e longo prazos um quadro de eritema mesmo que subcutâneo, mas já suficiente para gerar a presença das sunburn cells”, explica. A médica ilustra que a luz visível atua no estímulo da melanogênese, resultando em manchas. “As pessoas que têm tendência ao melasma não podem só pensar em ter um fotoprotetor com UVA e UVB. Tem que ter algum tipo de ativo que combata a ação danosa do Infrared e luz visível. São ativos tirados de extratos vegetais que têm ação anti-inflamatória e bloqueadores como dióxido de titânio”, acrescenta.

PPD — Persistant Pigment Darkening indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nos rótulos, o PPD pode aparecer como FPUVA (Fator de Proteção UVA). “O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS”, explica.

Radicais livres — átomos ou moléculas instáveis e altamente reativas, os radicais livres, em excesso, passam a atacar células sadias, como proteínas, lipídios e DNA. “Ele danifica a membrana e a estrutura da célula, podendo, em casos extremos, levar à morte celular”, explica.

UVA — principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), esse tipo de radiação atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres. “Os raios UVA afetam a pele o ano todo, independente da estação. Esse tipo de radiação não é bloqueado totalmente com protetor solar e traz prejuízos, desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele”, explica a dermatologista.

UVB — a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre às 10 da manhã e às 4 da tarde. “Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta.

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Veículo — gel, creme, loção, spray, bastão: todos esses são veículos dermocosméticos que devem ser considerados na hora da escolha de um fotoprotetor, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. “Pacientes com pele com tendência à acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Pacientes que praticam muita atividade física devem evitar géis, pois eles se diluem facilmente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

 

Cuidados com as crianças no verão

Já dando os seus primeiros sinais, o verão, que começa oficialmente em dezembro, traz com ele o sol escaldante e as altas temperaturas, que podem trazer sérias complicações à saúde como desidratação, queimaduras e envelhecimento precoce, além de provocar o câncer de pele. Com o período de férias escolares nessa estação, as crianças ficam mais expostas a esses riscos e os cuidados precisam ser redobrados em relação à hidratação, à alimentação, ao vestuário e ao tempo para ficar ao ar livre.

As brincadeiras debaixo do sol devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico. Também é importante um equilíbrio entre a alta temperatura externa e o ar condicionado dos ambientes fechados.

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Foto: Pixabay

“A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer da pele. Até às 10h e após às 16h, a exposição solar pode ser feita, mas sempre com o uso do filtro solar, roupa apropriada e chapéu. E, nas crianças maiores, óculos de sol. O ar condicionado deve ser utilizado com cuidado, principalmente se a criança ficar entrando e saindo do ambiente refrigerado”, alerta a professora doutora Silmara Cestari, docente da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); médica do Corpo Clínico e coordenadora da Residência Médica em Dermatologia do Hospital Sírio Libanês, e presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Além da desidratação e da diarreia, os problemas mais frequentes em crianças durante o verão, também é comum o surgimento de doenças de pele como miliária (a popular brotoeja), decorrente do suor, micoses devido à exposição mais frequente aos fungos, larva migrans (conhecida como bicho-geográfico), ocasionada pela penetração na pele de vermes vindos das fezes de cachorros e gatos em terrenos arenosos, e reações de hipersensibilidade a picadas de insetos.

Para que esses efeitos nocivos e doenças sejam evitados, é ideal a ingestão sistemática de água e sucos, o consumo de alimentos leves como verduras e frutas, o uso de roupas com tecidos finos de algodão e cores claras, que armazenam menos calor, além do cuidado frequente da pele com o uso do filtro solar.

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“O protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, para que possa penetrar e agir adequadamente, e deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre que a criança sair do mar ou da piscina”, orienta a dermatologista.

Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)