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Vinho e sobremesa: saiba como harmonizar corretamente

Não é segredo para ninguém que o universo da confeitaria proporciona experiências únicas através da combinação infindável de ingredientes. Uma receita bem elaborada tem o poder de melhorar o dia de qualquer um – um pedaço de bolo acalenta corações tal qual um abraço apertado.

Mas é claro, toda experiência gastronômica pode, e deve, ficar mais completa e especial. Uma das formas de celebrar a complexidade da confeitaria é adicionar um toque de outro universo igualmente mágico e cheio de possibilidades: o do vinho. Engana-se, aliás, quem pensa que a harmonização de vinhos restringe-se tanto a receitas salgadas como a eventos altamente refinados. O vinho é, acima de tudo, amplo e democrático.

Nessa arte de harmonizar vinhos com comidas, a experiência adocicada no paladar pode ser verdadeiramente enriquecedora. Para comprovar essas possibilidades, Cake By Yu, Ateliê de Bolos e Doces na Vila Mariana, e o sommelier de vinhos e cervejas Elias Varella, dão dicas incríveis. Confira:

Quais são os vinhos que mais harmonizam com receitas adocicadas?

Existem combinações clássicas com os chamados “vinhos licorosos”, que também são conhecidos como “vinhos de sobremesa”. Dentre eles, destacamos o famoso húngaro Tokaji e o francês Sauternes. Também não poderia deixar de citar os famosos vinhos fortificados, como o icônico Vinho do Porto nas suas versões Tawny e Ruby, os Late Harvest, ou vinhos de colheita tardia, em que as uvas são maturadas por um longo período, concentrando grande quantidade de açúcar. Outra boa opção são os espumantes mais adocicados, como o italiano Asti, assim como Champagne ou Cava nas suas classificações mais doces (Sec, Demi-Sec e Doux).
Apesar de essas serem algumas das opções de vinhos doces que combinam com sobremesas, não se prenda somente a eles. Dependendo da sobremesa, alguns vinhos secos, como um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, um Chardonnay californiano com longo envelhecimento em barricas, um Riesling alemão ou até mesmo alguns vinhos tintos como o Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Zinfandel, podem criar harmonizações surpreendentes!

Na gastronomia brasileira, temos muitos doces com alto teor de açúcar entre os queridinhos, principalmente aqueles com cobertura de brigadeiro. Nesse caso, o vinho ajuda a quebrar esse excesso? Quais cepas equilibram o paladar?

Depende muito da sobremesa. Mas pensando na cobertura com brigadeiro, que é um chocolate doce, eu sugeriria um Vinho do Porto Ruby, por combinar pela semelhança, ou um espumante tinto do Piemonte chamado Brachetto d’Acqui, que possui perlage e acidez suficientes para equilibrar o dulçor da sobremesa.

Quais são os “no go’s” da harmonização entre vinhos e pratos adocicados?

Tudo depende do tipo da sobremesa. Temos que pensar na intensidade, na quantidade de açúcar e nas notas complementares, como a adição de frutas ou especiarias. A comida e a bebida têm que interagir de forma harmônica para que uma não se sobressaia em relação à outra. É uma questão de bom senso e de conhecer bem a sobremesa e o vinho que se deseja harmonizar. Para citar um exemplo: uma sobremesa delicada à base de frutas cítricas não combina com um vinho tinto encorpado e adstringente; assim como um bolo de chocolate amargo não harmoniza em nenhum aspecto com um vinho branco delicado.

Quais dicas você daria para um couvert levemente ‘açucarado’, com vinho, e equilibrado para abrir o paladar?

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Uma boa escolha são os espumantes adocicados. Além de ser uma tradição iniciar uma refeição com um espumante, a perlage e a acidez ajudam a abrir o paladar. A melhor opção vai depender do couvert e do gosto do cliente, mas um espumante com Moscatel, um Cava ou Champagne costumam agradar bastante.

Por fim, após o isolamento social e pensando em um evento completo, com entrada, prato principal e sobremesa com vinhos, quais escolhas são certeiras do começo ao fim?

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Temos que pensar numa escala de intensidades, que vá do mais leve para o mais encorpado. E claro: tudo vai depender do menu de comidas proposto. De modo geral, abrimos o evento com um espumante, já que a perlage e acidez ajudam abrir o paladar, como já mencionado. Para entradas leves, saladas ou carnes brancas, podemos harmonizar com vinhos brancos vibrantes. No prato principal, se pensarmos em carnes vermelhas e pratos intensos e estruturados, os tintos amadeirados e encorpados, como um Syrah ou um Cabernet Sauvignon, podem ser uma boa opção. Por fim, para as sobremesas, podemos aproveitar todas as dicas que foram passadas aqui, seja um vinho fortificado, de colheita tardia, licoroso ou até mesmo um belo espumante!

Fonte: Cake By Yu

Vila Don Patto realiza live sobre vinhos e curiosidades nesta sexta-feira

Transmissão conta com as participações da sommelier Marina Florian e do diretor do complexo, Tulio Patto

Com lives sobre diversos assuntos relacionados ao cotidiano do complexo turístico e enogastronômico, a Vila Don Patto fará nesta sexta-feira, 11 de setembro, às 20 horas, uma transmissão sobre vinhos e suas curiosidades no canal oficial do Instagram .

Para quem não sabe, a vinicultura faz parte do DNA da Vila Don Patto, que foi fundada pelo filho do patriarca da família, Julio Patto, há mais de um século. Quando José dos Santos Patto chegou ao Brasil, vindo de Portugal, aos 19 anos, fundou a adega “Minho e D´Ouro” e começou ali uma jornada no universo de uvas e vinhos. É justamente essa história de família, aliada aos conhecimentos da especialista, que Tulio Patto conversará mais com Marina Florian, do canal @derepentesommelier.

Atualmente, além da Adega localizada no complexo, na qual é possível comprar os sucos integrais e vinhos chilenos da casa, a Vila Don Patto comercializa seus produtos em sua loja virtual, recém-inaugurada, disponível clicando aqui.

Informações: Vila Don Patto

Receitas de drinques de inverno da Vila Don Patto para você fazer em casa

Sommelier Vicente de Paula ensina os segredos e ingredientes para fazer as bebidas e aquecer a estação mais aconchegante do ano

A Vila Don Patto, complexo gastronômico localizado no Roteiro dos Vinhos de São Roque, a 65km de São Paulo, está se preparando para encarar a estação mais fria do ano. E para deixar essa época ainda mais aconchegante, o sommelier da Vila, Vicente de Paula, ensina três receitas de drinks de inverno, fáceis de serem preparadas, para curtir em casa.

Entre as receitas estão a de Porto Short, Irish coffee (café irlandês) e Conhaque Caramelo. Confira abaixo os ingredientes, o passo a passo e os copos ou taças indicados para cada um:

Porto Short

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Ingredientes
30ml gim de sua preferência
30ml Campari
50ml Porto Branco

Modo de preparo
Disponha cada dose dentro de uma coqueteleira, misture delicadamente e sirva em taça para Martini, finalizando com rodela de laranja e casca laranja de decoração.

Irish coffee (café irlandês)

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Ingredientes
75ml café quente e forte
45ml de uísque de sua preferência
1 colher de chá de açúcar
30ml creme de leite batido sem chegar ao ponto de chantilly

Modo de preparo
Disponha cada dose dentro de uma coqueteleira, acrescente o açúcar e misture delicadamente até dissolver. Sirva em taça alta e finalize com o creme de leite.

Conhaque Caramelo

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Ingredientes
40ml de conhaque de sua preferência
50ml de calda de caramelo

Modo de preparo
Disponha a calda de caramelo por uma xícara de Hot Drink, acrescente a dose de conhaque e complete com leite bem quente vaporizado. Finalize com canela em pó.

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Para saber mais, acesse o IGTV da Vila Don Patto. Além disso, e para quem quiser apreciar as delícias servidas nos restaurantes da Vila, o complexo tem oferecido os serviços de delivery e drive-thru com toda a segurança para os clientes, com o menu sempre aos finais de semana.

Encontro The Women terá degustação especial de vinhos

Ser amante de um bom vinho é fácil. Mas quem nunca passou por aquela cena clássica: na prateleira de um supermercado ou diante de uma carta no restaurante, se depara com milhares de opções de vinho disponíveis e fica completamente perdida em relação a qual bebida levar para casa ou pedir ao garçom?

Dúvidas como qual vinho combina melhor com o prato escolhido, qual é a uva mais leve, qual a melhor safra. Será que tudo isso importa? E é com esse tema tão interessante que o The Women fará o seu terceiro encontro de 2019: “Dicas do Sommelier, da degustação a compra certa!”, que será realizado no dia 30 de maio, em São Paulo, no Show Room da Marel Design Mobili, no Jardim América.

O evento faz parte de mais uma experiência diferenciada de conhecimento e descontração proporcionada para um grupo de 20 a 30 mulheres. Além da degustação das bebidas e de um bate-papo para entender tudo sobre o universo dos vinhos, o convite também inclui um coquetel receptivo, um delicioso jantar harmonizado preparado pelo proprietário do espaço Marel Design Mobili, Fábio Tonetti, e sorteio de presentes exclusivos.

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“A ideia dos nossos encontros é justamente criar conexões reais e proporcionar atividades que contribuam para o desenvolvimento pessoal, o networking e a oportunidade conhecer outras mulheres maravilhosas”, conta a idealizadora do projeto, Theka Moraes.

Para realizar a degustação e ensinar tudo o que há de mais interessante sobre os vinhos, o The Women convidou o sommelier Fernando Diniz. A ideia deste encontro é, além da degustação, fornecer um conteúdo bem explicativo com foco em aprender a avaliar as diferenças entre as bebidas, entender as características das uvas de diferentes regiões do mundo, realizar compras assertivas e saber comparar valores de acordo com o custo benefício de cada vinho.

“Fiz uma seleção especial de vinhos da Importadora Vinissimo para esta noite. As mulheres terão a oportunidade de degustar vinhos tintos, brancos e roses, originários de países como Argentina, Espanha e Itália”, conta Fernando. Durante o evento, ainda será abordado tudo sobre os utensílios essenciais para uma boa degustação como taças, abridores de garrafas, decanters, aeradores e adegas.

“Será uma aula bem completa. E, ainda para finalizar este encontro especial, falaremos sobre a harmonização de alimentos e bebidas, para a mulherada não correr mais o risco de errar na hora de escolher o vinho para aquele jantar especial”, finaliza o sommelier.

O evento deste mês ainda conta com uma supernovidade: a Movida Aluguel de Carros será um dos parceiros e preparou um presente especial para as participantes. A locadora com a frota de carros mais nova e completa do mercado realizará a ação Carona com a Movida, que sorteará duas participantes para ganhar uma carona exclusiva com carros da locadora.

Sobre o palestrante

Formado pela Associação Brasileira de Sommelier, Fernando Diniz atua no mercado de vinhos a 10 anos. É docente do Senac Osasco no curso de vinhos; sommelier da Importadora Vinissimo. Já visitou mais de 50 vinícolas entre Europa e América do sul, tendo participado de diversas análises de vinhos.

Sobre Theka Moraes

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Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Amilla Store, Movida, Dress&Go, Villa Pano, Estética Santa beleza, Rox Acessórios, Footner, Su Chapiro, Casa Miracolli, Cris Lopes e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

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Serviço

Dicas do Sommelier, da degustação a compra certa!
Data: dia 30 de maio
Horário: 19 horas
Local: Show Room da Marel
Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1903, Jardim América, São Paulo (SP).
Valor: R$ 289,00 por pessoa

Informações e reserva de vaga: as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou clicar aqui.

 

Sommelier dá dicas de harmonização para a ceia de Natal

Sommelier do restaurante Verbena, localizado no Hotel Transamerica São Paulo, dá dicas de harmonização para a ceia de Natal

O final do ano chegando e junto com ele uma das comemorações mais esperadas de todas: o Natal. Para muitos, além da união em família, também é a data ideal para combinar o que há de melhor na gastronomia típica das festas com vinhos e espumantes. E é nesse momento que essa tal harmonização pode despertar dúvidas. Por isso, o sommelier do Hotel Transamerica São Paulo, Isaac Moura, preparou algumas dicas que vão surpreender e levar a qualidade da adega do restaurante Verbena para sua casa.

Frango/Peru

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Um peito de frango preparado de diferentes maneiras pode oferecer um grande leque de combinações. Quando cozido, é um prato suave e delicado, e pede o acompanhamento de vinhos brancos e elegantes, como o Sauvignon Blanc. Uma sugestão do sommelier é o chileno Amayna Uva Sauvignon Blanc. Já o peru, uma das carnes mais clássica das refeições de Natal precisa de um acompanhamento que não roube seu brilho e que acentue seu sabor. A ave assada pede uma bebida curinga, com notas frutadas e adocicadas como o Pinot Noir.

Porco

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As carnes de porco são carnes leves, geralmente classificadas como rosadas, que harmonizam tanto com vinhos brancos quanto com tintos leves. Uma boa pedida, segundo Isaac Moura, é harmonizar com vinho branco argentino Alamos Uva Chardonnay. Os amantes de embutidos também podem se deliciar ao combinar presuntos, salsichões defumados e salsichas ao lado de um belo exemplar de Malbec, como é o caso de outro argentino, o vinho tinto Angelica Malbec.

Peixes

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Pratos preparados com peixe costumam ser mais leves. Por isso, é comum que a harmonização tenda a puxar para o suave vinho branco, como o Cono sur bicicleta Uva Gewurztraminer. Outros crustáceos, como lagosta, camarão e lagostim conduzem bem o paladar com molhos e vinhos brancos, como um Chardonnay passado por madeira.

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Além das combinações, o sommelier dá dicas de outras bebidas que não podem faltar nas comemorações de final de ano: destaque para os espumantes Chandon Brut, Chandon Rose e Moet&Chandon Imperial Rose Brut. Entre os tintos, Moura indica o chileno Adobe reserva Uva Carmenere Orgânico e o italiano Chianti Gentilesco Uva Sangiovese. Todos os vinhos e espumantes fazem parte da carta do restaurante Verbena, localizado no Hotel Transamerica São Paulo.

Fonte: Hotel Transamerica São Paulo

Três dicas para quem está começando a degustar vinhos

O vinho é uma das bebidas mais antigas e populares do mundo, no entanto, algumas pessoas ainda não possuem o hábito de apreciá-la por culpa da aura de elitismo que se criou em torno dela ou por pensar ser necessário se tornar um especialista primeiro.

O sommelier da Decanter, Sidney Lucas, ressalta que não é necessário ser um especialista em degustação para apreciar um bom vinho. “É preciso estar disposto a conhecer novas sensações, desfrutando o que a bebida tem de melhor: o sabor”, ressalta.

Para conhecer e dar os primeiros passos no mundo do vinho, veja as principais dicas de Lucas:

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1. Comece a beber sem preconceitos: experiente o branco, o tinto, o rosé, vá do suave ao seco. Desta forma, começará a identificar qual é o estilo de vinho que mais lhe agrada. E acredite, tem para todos os gostos.

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2. Pesquise: ao gostar de algum vinho que tenha experimentado, busque algumas informações a respeito da região, da uva utilizada e sobre o produtor. Assim, você terá muito conhecimento a médio prazo.

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3. Degustação: a degustação envolve o sentido visual, o olfativo e o gustativo. Observe a intensidade da cor, sinta o aroma da bebida, e por último, beba e deixe o líquido passar por toda boca, para que consiga sentir todos sabores.

Prova de vinhos no Alentejo_Crédito - Divulgação Turismo do Alentejo

“Não é preciso de muita coisa para começar a apreciar o que o vinho tem de melhor, basta ter uma boa companhia e um vinho que agrade o seu paladar”, finaliza Lucas.

Fonte: Decanter

Como abrir e armazenar o vinho em casa

Sommelier ensina a cuidar do vinho em casa e afirma: “não é preciso ter uma adega climatizada”

Adega climatizada, taças sofisticadas e preços altos são coisas que não precisam estar associadas ao vinho. O sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais, explica que armazenar vinho em casa pode ser muito mais simples e barato. “Tem gente que acha que precisa de adega climatizada, mas isso é um mito”, explica.

Antes de explicar sobre a melhor forma de manter as garrafas de vinho em casa, Bertin conta que a temperatura ideal varia de 6ºC para vinhos brancos ou rosé a 15ºC para vinhos tintos. “Os tintos com uvas Pinot Noir, Merlot ou Gamay, menos encorpados, podem ser consumidos com um pouco menos de temperatura”, conta.

Um cantinho escuro para guardar

O sommelier ensina que as garrafas de vinho devem ser armazenadas em um local arejado e sem oscilação de temperatura: “O mais importante é deixá-las em local que não receba muita luz natural ou artificial, justamente para evitar que esquentem”. Aqui, vale a regra de ouro conhecida pela maioria das pessoas: manter as garrafas deitadas. “É importante que a rolha fique sempre úmida para não ressecar e se desmanchar quando for aberta”, destaca o especialista.

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Os cuidados mais específicos com o vinho devem ocorrer depois que a garrafa foi aberta. “Antes mesmo de abrir, caso ela tenha sido armazenada à temperatura ambiente, é importante levar à geladeira”, explica o especialista. “O vinho tinto se resfria o suficiente após 20 minutos na geladeira, mas o vinho branco, rosé ou espumante pode permanecer por uma hora refrigerando, ou então 20 a 30 minutos no congelador, com muito cuidado para que não congele”, ensina.

Depois do brinde

É depois de retirar a rolha que surgem as dúvidas. “Muita gente acha que o vinho não pode ser armazenado depois de aberto e que a garrafa deve ser completamente consumida, mas isso não é verdade”, explica Bertin, aliviando para aqueles que não querem desperdício, mas também não desejam beber demais.

“O problema é que muita gente acha que a garrafa vai sobreviver por mais de uma semana, sendo que ele vai oxidar neste tempo”, alerta. “O vinho não estraga de um dia para o outro, mas não dura tanto”.

vinho

Após abrir a garrafa e consumir uma ou duas taças, Rodrigo Bertin sugere recolocar a garrafa na geladeira, desta vez em pé. “O segredo é reduzir ao máximo a superfície de contato do vinho com o oxigênio, para não oxidar tão rápido”, explica, justificando que a garrafa deitada aumentaria o contato do líquido com o ar. Se isso for feito, a bebida permanece boa para consumo por mais dois ou três dias. “Os mais alcoólicos e encorpados duram mais que os leves”, explica.

Dois segredos para o vinho durar mais

Se esses poucos dias não são suficientes, o sommelier ensina dois truques que podem aumentar a vida útil da bebida. “O primeiro é passar o vinho restante da garrafa grande, de 750ml, para uma menor, de 375ml, e guardar na geladeira da mesma forma, em pé e com a rolha bem colocada”. Assim, o processo de oxidação será retardado por mais um ou dois dias.

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A tática mais eficiente, no entanto, é utilizar uma bomba a vácuo para reduzir ao máximo o contato do vinho com o ar externo. “É um acessório fácil de ser encontrado que funciona como uma tampa especial para a garrafa”. O sommelier destaca que os vinhos mais encorpados permanecem bons para consumo por mais uma semana se for utilizada a bomba a vácuo. “Considere cinco ou seis dias em caso dos vinhos mais suaves e menos alcoólicos”.

 

Sommelier dá dicas de harmonização para a Páscoa

Um dos pratos mais emblemáticos da Páscoa é o bacalhau. Versátil, o peixe dessalgado pode ser combinado a diversos ingredientes e para cada receita, um vinho diferente. E para ajudar na escolha, o sommelier executivo da Grand Cru, Massimo Leoncini, elegeu os melhores vinhos para nessa harmonização.

“O bacalhau é melhor harmonizado com um vinho branco. Dependendo dos ingredientes, variamos a potência do vinho entre leves e encorpados. Para quem não abre mão de um bom vinho tinto, dá para apreciar o prato com uma opção mais leve”, explica Leoncini.

Veja abaixo as sugestões:

Bacalhau

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Bacalhau à moda portuguesa
A receita leva bacalhau dessalgado com batatas, cebola, alho, ovo e azeitona. A sugestão é o Meio Queijo Douro Tinto 2014 (R$ 69,00)

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Bacalhau confit
A receita é feita com lombo de bacalhau dessalgado em confit de azeite, acompanhada por tomate, cebola e ervas frescas. A escolha é o Van Zellers Alentejano Tinto 2015 (R$ 64,00).

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Bacalhau à lagareiro
A receita é feita com a posta de bacalhau passada em ovo e farinha e cozido. Normalmente acompanha batatas aos murros, cebola e brócolis. A sugestão é o Adega Guimarães Vinho Verde (R$ 59,00)

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Bacalhau às natas
A receita é feita com bacalhau dessalgado com batatas cortadas em pequenos cubos fritas, cebola e ervas frescas e finalizada no molho bechamel, natas, farinha de pão e queijo ralado. Para esse prato, o melhor é o Van Zellers Douro Branco 2015 (R$ 99,00).

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Bacalhau à brás
A receita é feita com bacalhau dessalgado, cebola, alho, azeite, ervas frescas, ovo e finalizada com batata palha. A sugestão é o Churchill’s Estate Douro Branco 2016 (R$ 123,00).

Chocolate

“Para harmonizar o chocolate, é preciso prestar atenção na quantidade de gordura proveniente da manteiga de cacau e do leite. Para equilibrar essa balança, precisamos de um Vinho do Porto ou de sobremesa que seja encorpado, ou seja, um vinho que tenha força para quebrar a gordura no paladar” ressalta Massimo. Veja abaixo os vinhos escolhidos.

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Chocolate ao leite
Vinho do Porto Tinto Churchill’s Ruby Reserva (R$ 134,00)

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Chocolate meio amargo
Vinho Tinto San Marzano Passito 11 Filari Primitivo Manduria Dolce 2014 500 Ml (R$ 149,00)

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Chocolate amargo
Vinho Do Porto Tinto Churchill’s Tawny 10 Anos 500 Ml (R$ 259,00)

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Chocolate branco
Vinho Do Porto Branco Churchill’s Dry White 10 Anos 500 Ml (R$ 189,00)

Fonte: Grand Cru

Como entender os rótulos de vinhos e nunca mais se confundir

Sommelier Rodrigo Bertin ensina a diferença entre rótulos de vinhos e dá o guia pra não errar na escolha

Basta pegar um vinho na mão que muitos já surtam: o que são todas essas informações no rótulo? O sommelier Rodrigo Bertin, especialista em harmonizações e criador do projeto Vinho Mais, conta que bastam algumas dicas para aprender a analisar o rótulo de um vinho.

“O primeiro passo é verificar se é um vinho do velho mundo, ou seja, a Europa, ou do que chamamos de novo mundo, que são todos os outros continentes, incluindo Ásia e Oceania”, conta. No entanto, o especialista destaca que as regras apontadas são apenas convenções, e podem variar conforme a marca. “Um produtor de vinho pode criar o rótulo que achar melhor, mas a maioria segue um determinado padrão”, conta.

Informações comuns em todos os rótulos

Independente da origem, do tipo e da qualidade do vinho, existem algumas informações comuns a todos os rótulos. “A primeira delas é a safra, que mostra de qual ano é o vinho”, explica, alertando que 80% de tudo o que é produzido deve ser consumido ainda jovem. “Nem sempre o vinho mais antigo é o melhor, salvo raras exceções, por isso dizemos que na maioria dos casos o vinho branco deve ser consumido em até três anos, e o vinho tinto em até cinco anos”, resume.

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Foto: Carlos Ben

A graduação alcoólica e o volume da garrafa também são informações presentes em todos os rótulos. “A graduação alcoólica dá uma ideia do quanto encorpado é o vinho (mais leves quando com menos de 12,5% e mais encorpados quando com mais de 13,5%), e o volume padrão das garrafas é de 750ml, mas há as meias garrafas com 375ml e as opções de 1,5l, mas são mais incomuns”.

Velho Mundo X Novo Mundo:

Segundo o sommelier, os vinhos franceses, italianos, e de outros países da Europa, trazem o nome da vinícola em destaque. “Os rótulos dos vinhos dos continentes americano e africano, por exemplo, geralmente nomeiam o vinho e o usam como marca, deixando o nome da vinícola em menor destaque, mais embaixo, enquanto os europeus apenas se orgulham do nome da vinícola”, explica.

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O especialista ainda ressalta que a região de produção dos vinhos, abaixo do nome da vinícola, são características dos vinhos europeus. “Normalmente os rótulos do velho mundo não colocam nem mesmo a uva utilizada, pressupondo que o consumidor vai saber qual é só de ver a região, diferente dos rótulos do novo mundo, que sempre indicam se é Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec, entre outras”, ensina o sommelier.

Rodrigo ensina também que os vinhos da Europa costumam ter uma sigla que funciona como Apelação de Origem. “A sigla DOCG, por exemplo, significa Denominação de Origem Controlada e Garantida, e indica uma qualidade criteriosa de avaliação do vinho”, explica, destacando que as bebidas de fora do velho mundo costumam não ter a sigla, que também pode ser IGT (ou IGP) e DOC (ou DOP) no velho mundo.

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Por fim, o especialista conta que tanto os vinhos do velho mundo quanto os do novo mundo podem apresentar classificação de qualidade, como Reservado (apenas no “novo mundo), Varietal, Roble, Crianza, Reserva (ou Riserva em italiano), Gran Reserva, e por último a classificação Premium ou Reserva Especial. “Os rótulos do velho mundo seguem regras muito rígidas do governo dos países, que controlam a qualidade do vinho que consta essas classificações, mas no caso do novo mundo, o padrão é menos rígido e pode haver variação na qualidade apesar do nome”, explica.

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Questionado se o maior controle e tradição dos vinhos europeus faz deles melhores, o especialista não hesita. “Existem vinhos melhores ou piores em todos os continentes, de todas as uvas e estilos”, conta, reforçando que a definição de qual vinho é melhor deve ser feita por quem bebe. “No fim das contas, é você quem define pelo seu paladar qual vinho prefere”, explica.

 

Cinco passos para começar a entender de vinho

Especialista em harmonizações e sommelier dá dicas para conhecer mais da bebida sem precisar parecer esnobe

Quem não gostaria de entender mais de vinho e poder dividir com os amigos uma boa bebida? Segundo o sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais, muitas pessoas se sentem perdidas e não sabem como começar a entender um pouco mais de vinho.

“É mais fácil do que você imagina”, explica, alertando que o vinho não precisa ter status de sofisticação. “Antes de pensar em estudar ou entender de vinho, é importante beber o que você preferir. Confie no seu paladar”, sugere.

Antes de listar os passos essenciais a todos que querem entrar no “mundo do vinho”, Rodrigo destaca que o paladar para a bebida costuma ser mais preparado para os vinhos mais doces, leves e frutados. “É comum que a pessoa comece a tomar vinho e não goste tanto dos mais encorpados e, com o tempo, o paladar vai se adequando”, explica.

Pensando nisso, Rodrigo destaca o que devem fazer as pessoas que querem tomar mais vinho, mas se sentem perdidas e não sabem por onde começar.

1- Observar a diferença das garrafas

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O sommelier explica que existe uma espécie de regra seguida pelos produtores de vinho que facilita na escolha do que será consumido. “As garrafas bordalesas, que são mais retas, costumam conter vinhos mais encorpados e amadeirados, enquanto a garrafa borgonhesa, que é mais curvada e afinada, tem vinhos mais leves e adocicados. “É um primeiro passo para fazer essa identificação”, conta.

2- Verificar o design do rótulo

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Rodrigo Bertin também conta que o tipo de rótulo da garrafa também já é um bom indicador do tipo de vinho. “Rótulos tradicionais com fundo branco ou creme, por exemplo, geralmente são de vinhos mais fortes, ásperos e antigos”, explica, comparando-os aos rótulos mais modernos, jovens e divertidos. “É claro que esse tipo de regra pode ter exceção, mas já é uma forma de analisar o vinho antes”, explica.

3- Olhar para a gradação alcoólica

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Os vinhos mais leves contêm uma gradação alcoólica de até 13º. Os vinhos mais encorpados possuem teor alcoólico acima dos 14º. “Olhe para o rótulo e preste atenção nisso para já ter uma ideia se você vai gostar ou não do vinho”, explica, lembrando que os de teor alcoólico entre 13º e 14º são os famosos vinhos medianos ou de meio corpo.

4- Verificar a passagem do vinho por madeira

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Foto: Bruno Scherer

“Os vinhos que passam por madeira já têm uma estrutura maior, porque a madeira inibe um pouco do sabor da fruta”, conta o sommelier. Por isso, se não há informação da passagem do vinho por barricas de madeira, significa que ele é mais leve e frutado. “Os vinhos leves não aguentariam passar por tonéis e teriam o sabor da madeira superando o da uva”, resume.

5- Ler qual a safra do vinho

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O especialista também conta que outra informação fácil de analisar é a safra do vinho. “Via de regra, as safras mais jovens são mais leves e os vinhos mais antigos, ou seja, que aguentam mais tempo de envelhecimento, são mais encorpados”, analisa o sommelier.

Por fim, Rodrigo Bertin conta que todas essas regras podem ter exceções, mas são parâmetros importantes para ter ideia de que tipo de sabor sairá de dentro da garrafa. “Mesmo assim, eu sempre digo que os amantes do vinho mais iniciantes precisam experimentar vários tipos de vinho, pois o gosto vai se aprimorando”, explica.

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Conforme as pessoas experimentam e degustam, vão acostumando o paladar com mais corpo e mais potência dos vinhos mais sisudos. “Quem gosta de tomar vinho bebe todos os tipos, de acordo com o que o momento pede. Mas quem está começando provavelmente vai preferir começar pelos mais leves”, conclui.