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Como a alimentação pode influenciar a qualidade do sono?

Hábito alimentar ruim e excesso de gordura corporal, especialmente no abdome e na região do pescoço, podem favorecer obstrução da via aérea, dificultando o sono restaurador

Há um mecanismo chamado ciclo circadiano, também conhecido por relógio biológico. É ele que regula o sono e o apetite, duas reações do organismo intimamente ligadas. Por isso, a alimentação pode ter sim influência direta no sono e o que se ingere durante o dia, principalmente antes de dormir, pode ter um papel muito importante para uma noite de sono de boa qualidade.

“É necessário evitar, pelo menos duas horas antes de dormir, refeições volumosas e grandes quantidades de líquidos. Também alimentos de digestão lenta e gordurosos. Bebidas gaseificadas, cafeinadas, como café, chá preto ou verde. Além dos alimentos apimentados”, comenta Lunara da Silva Freitas, nutricionista, Doutora em Ciências pelo InCor/FMUSP e Professora da Faculdade Morgana Potrich, Mineiros-GO.

Lunara ainda explica: “A alimentação é fundamental para que tenhamos um sono mais saudável e, ao ignorar essa relação, estamos comprometendo de forma importante todo o funcionamento do nosso corpo. A princípio, temos uma relação importante a ser trabalhada: obesidade e sono. A obesidade apresenta múltiplas causas, é uma condição bastante complexa. Mas o que podemos de fato afirmar é que a obesidade pode, de forma direta ou indireta, comprometer a saúde do sono”.

Apesar de não ser estabelecida uma relação causal, obesidade e privação de sono parecem estar relacionadas.

“O hábito alimentar ruim e o excesso de gordura corporal, especialmente no abdome e na região do pescoço, podem reduzir o espaço de passagem do ar pelas vias aéreas, favorecendo distúrbios como por exemplo, a apneia obstrutiva do sono” completa a nutricionista.

Apesar da relação do sono com a má alimentação ser multifatorial, a apneia do sono é um distúrbio relacionado à piora da qualidade de vida e sono, além de problemas de saúde como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. A apneia deve ser investigada e tratada nos casos moderados e graves. No Brasil, estudo publicado em 2019 mostrou que a prevalência da apneia obstrutiva do sono em adultos entre as idades de 30 a 69 anos pode chegar a 49,7% da população, de acordo com uma das medidas utilizadas no estudo.

Alguns sinais que podem indicar a presença do distúrbio são: ronco, cansaço diurno constante, dificuldade de concentração, dores de cabeça matinais, humor depressivo, falta de energia, esquecimento ou hábito constante de acordar para ir ao banheiro.

Uma vez que a apneia do sono é diagnosticada, o tratamento mais comumente indicado é a adoção regular do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas). No Brasil, o tratamento para apneia pode ser realizado com equipamentos ResMed, líder mundial de soluções para o tratamento da condição. Pacientes podem acompanhar sua própria terapia com CPAP por um aplicativo gratuito e fácil de usar, chamado myAir™. O app fornece uma pontuação diária sobre como a pessoa dormiu e inclui vídeos e informações personalizadas de treinamento com base nos dados de terapia.  O uso de tecnologias para engajamento do paciente como o myAir demonstrou melhorar a adesão ao tratamento.

Fonte: ResMed

Especialistas dão dicas para escolher, preservar e descartar colchões

O sono é essencial para uma vida saudável, porém, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira do Sono, de 2019, 65% dos brasileiros têm problemas para dormir. As causas são inúmeras, como insônia, estresse, doenças respiratórias e até a qualidade do colchão. Um colchão velho ou de má qualidade pode acarretar inúmeros problemas físicos e desconfortos na hora de dormir, afetando, consequentemente, o descanso mental, o humor e a produtividade diurna das pessoas. Atenta às necessidades individuais, a indústria colchoeira tem investido em produção e materiais tecnológicos para promover um conforto cada vez mais personalizado.

“O nosso DNA é ligado ao sono, logo, cada indivíduo tem um tipo de necessidade. A indústria têxtil inova para, através do toque, do sensorial, adicionar outras funções ao colchão que não seja apenas acomodar o corpo, mas dar segurança e bem-estar. É essa demanda de conforto que temos observado atualmente e que tende a crescer, principalmente numa sociedade onde os indivíduos estão cada vez mais ocupados e dormindo menos”, explica Guilherme Koury, CEO do Grupo CBP, parceiro da Basf, a quem ela fornece matéria-prima, como TDI e Poliol para fabricação de colchões. Ao longo dos 14 anos de parceria, já foram produzidas 146 mil toneladas de unidades que, se fossem empilhadas, alcançariam uma altura equivalente ao prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa.

Pìxabay

Sergio Junior, gerente de vendas isocianatos da Basf, dá algumas dicas para apoiar a decisão na hora de escolher seu colchão:

=Se possível, tentar sentir a densidade da espuma. A escolha por um colchão mais mole ou mais rígido é subjetiva. O que agrada a uns pode não agradar a outros;
=Observar o tecido que reveste a espuma para verificar se ele proporciona conforto térmico;
=Mudar a posição do colchão de tempos em tempos para equilibrar o peso sobre a espuma, evitando marcas permanentes e garantir a qualidade por mais tempo;
=Buscar por produtos com certificado de qualidade, pois isso garante que foram produzidos com materiais adequados;
=O tempo médio de durabilidade de um colchão é de 10 anos. É indicado fazer a troca após esse período a fim de evitar problemas respiratórios e alérgicos também, pois os colchões tendem a acumular ácaros com o tempo.

Conforto para o meio ambiente também

Para o descarte de colchões velhos, Sergio Junior orienta que o consumidor busque pontos de coletas ou serviços de reciclagem de empresas privadas. A Basf, por exemplo, desenvolveu um processo de reciclagem química para colchões usados, para transformá-los em novos produtos. Os testes-piloto estão sendo realizados na Alemanha. Com projetos voltados para a economia circular, a BASF está abrindo novos caminhos e respondendo às expectativas crescentes em matéria de sustentabilidade da indústria de espuma e de colchões, bem como às expectativas dos consumidores.

Fonte: Basf no Brasil

Entenda a relação entre atividade física e sono

Estudos apontam que exercícios físicos ajudam a atingir o sono reparador e auxiliam de forma benéfica em distúrbios, como a apneia

Em uma análise de Charlene Gamaldo, M.D., diretora médica do Johns Hopkins Center for Sleep no Howard County General Hospital, nos Estados Unidos, pessoas que praticaram pelo menos 30 minutos de exercícios moderados notaram diferença na qualidade do sono, no mesmo dia em que praticaram atividade física.

Foto: Zing Images/Getty Images

“Atividade física é fundamental para a saúde de uma forma geral, como todos sabem, tanto para a mente, quanto para o físico. Como médico, reforço a importância da prática de exercícios físicos regularmente. Além disso, já sabemos da melhora em índices glicêmicos, metabolismo, pressão arterial, bom humor diário, entre diversos outros fatores”, declara Rodrigo Pedrosa, cardiologista, médico do sono e coordenador do Laboratório do Sono do Procape da Universidade de Pernambuco.

Segundo o cardiologista, ao praticar exercício físico há uma melhora na condição do sono reparador, o mais profundo e de melhor qualidade. O sono restaurador, promove o bem-estar para o dia todo. Além da boa relação com a melhora da ansiedade, do humor, do bem-estar e da disposição. “Afinal, ao dormir, as pessoas não estão apenas repousando, o organismo também está metabolicamente ativo e uma série de hormônios importantes para a saúde estão sendo produzidos”, afirma Pedrosa.

A atividade física regular pode afetar positivamente distúrbios do sono como a apneia obstrutiva, por meio da perda de peso, aumento do tônus muscular das vias aéreas superiores e da diminuição do acúmulo de fluido no pescoço. Os principais benefícios para os pacientes incluem a redução da gravidade da condição e da sonolência diurna, além de aumento da eficiência do sono durante a noite e consumo máximo de oxigênio.

O médico aponta que em um estudo4 foram observados os efeitos do exercício físico na composição corporal de pacientes com apneia do sono, pois houve melhora do percentual de gordura e massa corporal total e da circunferência do pescoço. Segundo ele, a atividade física pode melhorar de forma objetiva a composição corporal, diminuindo a severidade da apneia.

A apneia do sono é um distúrbio comum relacionado a piora da qualidade de vida e sono, além de problemas de saúde como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares., que deve ser investigada e tratada nos casos moderados e graves. No Brasil, estudo publicado em 2019 mostrou que o percentual pode chegar a 49,7% da população.

Alguns sinais que podem indicar a presença do distúrbio são: ronco, cansaço diurno constante, dificuldade de concentração, dores de cabeça matinais, humor depressivo, falta de energia, esquecimento ou hábito constante de acordar para ir ao banheiro.

Ainda que a atividade física seja auxiliar, uma vez que a apneia do sono é diagnosticada, um dos tratamentos mais indicados é a adoção regular do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas). No Brasil, o tratamento para apneia pode ser realizado com equipamentos ResMed, líder mundial de soluções para o tratamento da condição. Pacientes podem acompanhar sua própria terapia com CPAP por um aplicativo gratuito e fácil de usar, chamado myAir. O app fornece uma pontuação diária sobre como a pessoa dormiu e inclui vídeos e informações personalizadas de treinamento com base nos dados de terapia, que melhoram a adesão ao tratamento.

Fonte: ResMed

Melhore a saúde a partir de pequenas atitudes diárias

Renata Gorjão, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul, orienta sobre os cuidados e indica pequenos hábitos que promovem qualidade de vida

Com uma rotina cheia de afazeres e obrigações, cuidar da saúde muitas vezes fica em segundo plano. Ao contrário do que muitos imaginam, ter uma vida mais saudável não é difícil, e para isso, pequenas atitudes diárias podem ser realizadas.

Renata Gorjão, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul, separou algumas dicas para melhorar a qualidade de vida. Confira:

Alimentação

Uma boa alimentação pode ajudar diretamente nossa saúde, mas é importante dizer que nossa dieta não precisa ser restritiva, o ideal seria diminuir o consumo de comidas industrializadas e com muita gordura e açúcar. Optar por frutas, legumes e cereais.

Atividade física

A prática de atividade física está diretamente ligada à qualidade de vida e saúde. Prova disso é que a Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society), mostra que quando fazemos exercícios físicos em intensidade vigorosa pelo menos três vezes por semana ou moderada cinco vezes por semana, podemos diminuir as chances de câncer. “Para quem busca praticidade, indico as caminhadas, videoaulas de pilates ou yoga. O importante é fazer exercício por pelo menos 60 minutos, três vezes por semana”, destaca Renata.

Qualidade do sono

O sono tem um papel fisiológico muito importante. Este período de descanso, possibilita a recuperação do desgaste promovido pelas atividades desenvolvidas durante o dia (nosso período ativo). Mas além disso, nesta fase, ocorre a liberação de alguns hormônios importantes, como da melatonina. Este hormônio tem um papel muito importante não só na regulação do início do próprio sono, como também tem um papel antioxidante, combatendo radicais livres, dentre outros efeitos que têm sido estudados.

Hidratação

A ingestão de água é muito importante para o transporte de nutrientes, para o funcionamento do cérebro e do sistema renal. Quando o consumo de água é muito baixo, ocorrem sintomas como dificuldade de concentração nas atividades diárias. Além disso, a desidratação pode ser muito grave promovendo alterações musculares e cardíacas, visto que a água é o nosso principal solvente, sendo responsável por manter o equilíbrio dos eletrólitos no nosso organismo.

Pequenas pausas durante o trabalho

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Embora não existam estudos científicos descrevendo exatamente de que forma estas pausas durante o trabalho devem ser realizadas, é um consenso por exemplo, que aqueles que trabalham muito tempo no computador, devem fazer pausas ao longo do dia, longe da tela do computador. Além disso, a postura no trabalho também deve ser alterada, com pequenas pausas para realização de alongamentos, por exemplo. Isto pode melhorar a qualidade de vida e evitar sobrecarga de determinados grupamentos musculares.

Faça algo por você

O lazer é muito importante para a mente e o corpo. Fisiologicamente, atividades prazerosas liberam mediadores como a serotonina, que são importantes por aquela sensação de felicidade. “Em um estudo recente realizado por nosso grupo, no qual mulheres diabéticas participaram de um programa de aulas de dança, observamos que além da boa adesão ao programa de exercícios, devido à interação social que a atividade promove, elas apresentaram melhora da glicemia, de marcadores inflamatórios e do equilíbrio da resposta imunológica”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Gorjão é graduada em Farmácia-Bioquímica; Doutora em Ciências. Com pós-doutorado na área de Fisiologia, com ênfase em Fisiologia Celular. Professora titular do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul.

Sono na pandemia: dormir mais que o habitual deve ser um sinal de atenção

Neste longo período de pandemia, os reflexos físicos e mentais já deixaram de ser previsões para tornarem realidade para boa parte da população. A queda na qualidade do sono não ficou de fora dessa lista de efeitos externos que impactam na regulação rítmica de diversos processos fisiológicos do organismo. Segundo o otorrinolaringologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ronaldo dos Reis Américo, é preciso atentar ao volume de sono, desmistificando a percepção de que dormir por mais horas significa eficiência do sono.

O especialista afirma que dormir por mais tempo de maneira rotineira pode indicar distúrbios de latência e baixa eficiência do sono. “Neste período pandêmico, pesquisas nacionais recentes mostram que os distúrbios de sono atingem até 50% da população do país. E, entre as mudanças, está o aumento do volume de horas de sono, sem que haja como reflexo a ampliação da qualidade deste ato”, conta Américo

Dormir por mais horas já é uma rotina na vida de aproximadamente 26% dos brasileiros, como cita o artigo ‘Fatores associados ao comportamento da população durante o isolamento social na pandemia de Covid-19’. O otorrinolaringologista do Edmundo Vasconcelos lembra que é preciso atenção a essa realidade pois o sono tem papel fundamental na saúde. “É durante este momento do dia que regulamos a homeostase do corpo, liberamos grande carga de hormônios e consolidamos a memória”, enfatiza.

Além do maior volume de horas de sono, o cenário de tensão vem colaborando para mais insônia, sonolência excessiva diurna (SED), dificuldade de dormir e acordar em horários propostos e anormalidades comportamentais ligadas ao sono. De acordo com Américo, é importante dar atenção a esse hábito a fim de evitar que as alterações se tornarem crônicas, com efeitos duradouros e tratamento mais difícil.

Para evitar essas consequências, o médico aconselha seguir medidas de higiene de sono e nunca fazer uso indiscriminado de medicamentos sem supervisão médica, uma vez que eles podem gerar efeitos colaterais significativos e interagir de forma negativa com outras substâncias.

Como pôr em prática a higiene do sono:
• Opte por atividades mais calmas após o anoitecer;
• Diminua, de forma progressiva, a luminosidade do ambiente;
• Reduza o uso de aparelhos eletrônicos emissores de luminosidade como televisores e computadores;
• Estabeleça uma rotina para o sono, com horário estabelecido para dormir e acordar.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Pesquisa mostra por que algumas pessoas sentem fome o tempo todo

Pesquisa da Universidade King’s College London, publicada no Nature Metabolism, explica que pessoas que experimentam grandes quedas nos níveis de açúcar no sangue várias horas depois de comer acabam sentindo fome e consumindo centenas de calorias a mais durante o dia

Por que será que algumas pessoas sentem fome o tempo inteiro? Um estudo publicado no começo de abril na Nature Metabolism desvendou por que algumas pessoas sentem fome sempre e lutam para perder peso, mesmo em dietas com controle calórico. “A pesquisa diz que algumas pessoas experimentam uma queda brusca nos níveis de açúcar no sangue de duas a quatro horas depois de comer, o que estimula a fome. O trabalho destacou ainda a importância de compreender o metabolismo pessoal quando se trata de dieta e saúde”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

A equipe de pesquisa coletou dados detalhados sobre as respostas de açúcar no sangue e outros marcadores de saúde de 1.070 pessoas após comerem cafés da manhã padronizados e refeições escolhidas livremente por um período de duas semanas, somando mais de 8.000 cafés da manhã e 70.000 refeições no total. “Os cafés da manhã padrão eram baseados em muffins contendo a mesma quantidade de calorias, mas variando na composição em termos de carboidratos, proteínas, gorduras e fibras. Os participantes também realizaram um teste de resposta ao açúcar no sangue em jejum (teste oral de tolerância à glicose), para medir o quão bem seu corpo processa o açúcar”, explica.

Os participantes usaram monitores contínuos de glicose (CGMs) para medir seus níveis de açúcar no sangue durante todo o estudo, bem como um dispositivo para monitorar a atividade e o sono. “Eles também registraram os níveis de fome e estado de alerta usando um aplicativo de celular, juntamente com exatamente quando e o que comeram durante o dia. Estudos anteriores que analisaram o açúcar no sangue depois de comer se concentraram na maneira como os níveis aumentam e diminuem nas primeiras duas horas após uma refeição, conhecido como pico de açúcar no sangue. No entanto, após analisar os dados, essa pesquisa notou que algumas pessoas experimentaram ‘quedas de açúcar’ significativas de 2 a 4 horas após esse pico inicial, onde seus níveis de açúcar no sangue caíram rapidamente abaixo da linha de base antes de voltarem a subir”, afirma Marcella.

Essas pessoas tiveram um aumento de 9% na fome e esperaram cerca de meia hora a menos, em média, antes da refeição seguinte do que as pessoas que não experimentam essa queda brusca, embora comessem exatamente as mesmas refeições. “Os participantes que sofriam essa forte queda nos níveis de açúcar também ingeriram 75 calorias a mais nas 3 ou 4 horas após o café da manhã e cerca de 312 calorias a mais durante todo o dia do que os outros”, explica a médica. Esse tipo de padrão pode potencialmente se transformar em 20 libras de ganho de peso ao longo de um ano, o equivalente a 9 kg.

Há muito se suspeita que os níveis de açúcar no sangue desempenham um papel importante no controle da fome, mas os resultados de estudos anteriores foram inconclusivos. “Agora, a pesquisa mostrou que as quedas de açúcar são um indicador melhor da fome e da ingestão de calorias subsequente do que a resposta inicial do pico de açúcar no sangue após comer, mudando a forma como pensamos sobre a relação entre os níveis de açúcar no sangue e os alimentos que comemos”, explica a médica nutróloga.

Segundo Marcella, muitas pessoas lutam para perder peso e mantê-lo, e apenas algumas centenas de calorias extras por dia podem chegar a vários quilos de ganho de peso ao longo de um ano. “A descoberta de que o nível da queda do açúcar depois de comer tem um grande impacto sobre a fome e o apetite tem um grande potencial para ajudar as pessoas a entender e controlar seu peso e saúde a longo prazo”, explica. O ideal, segundo a médica nutróloga, é reduzir o consumo de açúcares, buscando uma alimentação mais rica em nutrientes como fibras, gorduras saudáveis e proteínas.

A comparação do que acontece quando os participantes comem as mesmas refeições de teste revelou grandes variações nas respostas de açúcar no sangue entre as pessoas. Os pesquisadores também não encontraram nenhuma correlação entre idade, peso corporal ou IMC, embora os homens tenham quedas de açúcares um pouco maiores do que as mulheres, em média.

Foto: Shutterstock

“Escolher alimentos que funcionem em conjunto com sua biologia única pode ajudar as pessoas a se sentirem saciadas por mais tempo e a comer menos no geral”, explica a médica. Esse estudo abre caminho para orientação personalizada baseada em dados para aqueles que procuram controlar sua fome e ingestão de calorias de uma forma que funcione com o corpo, e não contra ele”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Ansiedade tem cura? Confira cinco formas de aliviar sintomas e tentar se curar

Será que a ansiedade tem cura? Será que é possível ter um nível de ansiedade que seja saudável? Nos dias de hoje, muita gente precisa aprender a lidar com a ansiedade, que nada mais é do que uma emoção natural do ser humano. Emoção, entretanto, que pode prejudicar a qualidade de vida e o dia a dia das pessoas.

No texto de hoje, além de responder às questões levantadas acima, você vai entender mais sobre o fenômeno da ansiedade e de aprender cinco formas de aliviar os sintomas de forma natural ou com medicamentos.

A ansiedade pode ser saudável?

A resposta é: sim. Existem níveis saudáveis e funcionais de ansiedade. A ansiedade é uma emoção natural, que todo ser humano tem a capacidade de sentir. Então, se todo o ser humano é capaz de sentir ansiedade, não faz sentido dizer que a ansiedade é uma doença. Afinal, se a capacidade de sentir ansiedade é algo universal, deve ser porque ela tem alguma função. E se você estuda a fundo o fenômeno da ansiedade, você entende a função natural da ansiedade: ela prepara o seu corpo para um perigo no futuro.

Você já deve ter percebido que a sua ansiedade aparece, na maioria das vezes, associada a algum problema ou perigo futuro. Por exemplo, se você tem que se preparar para uma prova daqui a duas semanas e ainda não estudou, você sente ansiedade. Ou se você tem uma conversa difícil com o seu marido e ainda não pensou em como irá conduzir o diálogo, você terá ansiedade. Em outras palavras, a ansiedade é uma emoção natural que serve para avisar você de um perigo futuro, para que você se prepare para esse perigo.

Portanto, se a sua ansiedade não lembrasse você de estudar, talvez você não se sentisse pressionado o suficiente para se dedicar ao estudo e passar na prova; se a sua ansiedade não lembrasse você de que essa conversa difícil está prestes a acontecer, talvez você chegasse despreparada na conversa e a conversa se transformasse numa briga. Assim, a ansiedade pode ser saudável quando ela ajuda você a se preparar para um perigo real do futuro.

Ansiedade tóxica

Assim como a gente falou da ansiedade saudável, a gente precisa falar da ansiedade tóxica, que é quando a ansiedade passa do nível saudável. A ansiedade pode ficar tóxica toda vez que você tem alguns sintomas físicos de ansiedade e tem preocupação excessiva relacionada a um problema, mas essa preocupação não se transforma em atitudes práticas para resolver o problema.

Ou seja, quando, em vez de conseguir usar a ansiedade para sentar e estudar, você fica remoendo aquele problema na sua cabeça e nada de prático acontece. Ou, por exemplo, quando em vez de se preparar para essa conversa difícil com o marido, você fica remoendo ela na cabeça e chega para a conversa despreparada.

Tratamentos naturais para ansiedade:

Mesmo não podendo dizer que a ansiedade tem cura, vamos começar com os tratamentos naturais para a ansiedade. Selecionamos três para vocês:

Exercício físico

O primeiro dos tratamentos naturais é aumentar o exercício físico na sua vida. Exercício físico é um antidepressivo natural e um ansiolítico natural. Além disso, pessoas que praticam exercícios físicos regularmente têm de 30% a 50% menos chance de desenvolver um transtorno de ansiedade do que pessoas que não praticam. Isso significa que praticar atividade física, nem que seja uma simples caminhada dia sim e dia não, pode ser uma ótima atitude de prevenção contra transtornos de ansiedade.

Sono

O segundo tratamento natural para a ansiedade é melhorar o sono. Dormir mal causa uma piora nos sintomas de ansiedade na maioria das pessoas. Seguindo a mesma lógica, dormir bem causa uma melhora e uma diminuição dos sintomas de ansiedade para a maioria das pessoas também. E é por isso que você pode tomar, hoje, atitudes simples para melhorar o seu sono – atitudes que custam zero reais e têm um alto poder de impacto. Por exemplo, Você pode começar a fazer uma rotina de sono. Ou seja, ter um passo a passo antes de dormir que se repete, sempre igual, para acostumar o seu cérebro com a hora de dormir. Também, outra atitude muito útil para ter um sono melhor é escutar um relaxamento guiado todo dia antes de dormir. Confira abaixo o relaxamento guiado feito pela Eurekka.

Psicoterapia

Foto: Shutterstock

E a terceira forma de tratamento natural contra a ansiedade é a psicoterapia. A função mais importante da terapia para a pessoa com ansiedade é ensinar ela a se autoacalmar e ajudar ela a enfrentar as coisas que causam ansiedade, em vez de fugir. Porque, na terapia, você consegue reverter esse ciclo vicioso que cada vez faz você ficar mais isolado. Em alguns casos, o terapeuta ajuda você a fazer isso com técnicas da psicologia e você consegue enfrentar os seus medos e ansiedades, um pouquinho de cada vez. E de todos os tratamentos naturais, esse é um dos que mais tem efeito.

Tratamentos medicamentosos para ansiedade:

No tratamento com um médico e com um psiquiatra para ansiedade, existem dois medicamentos que são os mais comuns, ok? O primeiro tipo de medicamento são os remédios antidepressivos e o segundo tipo de medicamento são os remédios calmantes.

Remédios antidepressivos

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Pouca gente sabe disso, mas os remédios antidepressivos também são usados para o controle da ansiedade! Por isso, não fique assustado se o seu psiquiatra receitar um remédio antidepressivo e o seu caso for ansiedade. O objetivo desse remédio é equilibrar a química do seu cérebro, para que você tenha um pouco mais de ânimo e um pouco menos de agitação.
Esses remédios não têm efeito imediato, mas começam a fazer efeito a partir de duas ou três semanas de uso. Alguns dos princípios ativos mais comuns nesse tipo de remédio são: fluoxetina, sertralina, paroxetina, escitalopram, citolopram etc.

Remédios calmantes

Foto: Morguifile/Starblue


Os remédios calmantes, diferentes dos remédios antidepressivos, têm um efeito imediato. Geralmente, o remédio calmante é receitado pelo psiquiatra para ser usado durante um momento de crise ou logo antes de dormir para facilitar o sono.
Esses remédios não devem ser usados em excesso, pois podem causar dependência, ao contrário dos remédios antidepressivos. Nomes comuns desses remédios: alprazolam, clonazepam, rivotril e diazepam.

Fonte: Eurekka

Mulheres paulistas têm mais chances de terem insônia, aponta estudo

Questões hormonais e culturais levam as mulheres a vivenciarem o distúrbio do sono com maior frequência do que os homens; tecnologia de startup do Supera Parque ajuda no tratamento

Quase o dobro, cerca de 18,1%, das mulheres paulistas têm insônia crônica se comparado aos homens na mesma situação, cerca de 10,7%, segundo estudo publicado, em 2020, na revista Sleep Health. Diversos estudos já comprovaram que os distúrbios do sono são muito comuns entre as mulheres e podem causar problemas de saúde física e emocional se não forem cuidados.

Diferentes fases da vida da mulher, como TPM, gestação, pós-parto e menopausa, têm relação com a insônia e não podem ser negligenciadas para não trazer problemas futuros. Por exemplo, durante a gravidez, 80% encaram alguma dificuldade para dormir e, na menopausa, esse percentual pode chegar a 60%.

Neide Souza, 55, é um desses casos. Ela dormia menos de quatro horas por noite e suas queixas já persistiam há mais de 15 anos. “Tomava dois comprimidos para dormir, mas não resolvia. Isso trouxe diversas consequências negativas para minha vida”, lembra.

A chefe do setor de sono da Mulher da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora do Instituto do Sono, Helena Hachul, comenta que questões hormonais tipicamente femininas associadas a condições psicossociais, questões sociais e ambientais influenciam diretamente no sono na mulher.

“São muitas questões que fazem com que a mulher tenha insônia e isso se reflete na vida, tanto pessoal como profissional, dela. Dentro desse cenário, as modificações hormonais ao longo da vida aumentam a vulnerabilidade a fatores estressantes e, consequentemente, aos riscos à saúde e ao bem-estar, corroborando para o aumento da prevalência de insônia na mulher”.

Riscos

A pessoa quem tem insônia não fica apenas mais irritada ou cansada. Noites maldormidas podem trazer outras complicações, como pressão alta, diabetes e aumento de peso, levando a mais problemas de saúde física e mental, principalmente quando se tornam um problema crônico.

“A insônia pode afetar performances cognitivas, como memória, humor e atenção, e o equilíbrio homeostático. Dessa forma, o sono tem efeito modulador na fisiopatologia de diversas doenças inflamatórias, autoimunes e alérgicas, podendo atuar como gatilho ao desenvolvimento e agravo destas e de outras inúmeras comorbidades em variados sistemas, inclusive o imunológico, com prejuízo na defesa do organismo”, destaca a especialista.

Tecnologia ajuda no tratamento

A tecnologia também é um aliado para melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas como a insônia. Terapia digitais, por exemplo, são muito úteis e outra para quem quer melhorar a insônia sem o uso de medicamentos.

Gabriel Natan Pires, pesquisador do Instituto do Sono e diretor de pesquisa da startup SleepUp, sediada no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, explica que o uso de terapia digital para tratamento de insônia é uma realidade já comum nos EUA e Europa.

“Muitos estudos feitos nos Estados Unidos e na Europa já fazem uso da terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCCi) virtual que é mais acessível e barata do que a TCC convencional. Os resultados mostram que a TCCi on-line é tão eficaz quanto a presencial para a maioria das pessoas”, afirma.

Pires ressalta que a SleepUp é pioneira em trazer essa técnica ao Brasil e 85% dos usuários do aplicativo são mulheres. “O TCCi é o tratamento de primeira linha que utilizamos”.

Maria Ane Dias, 36, é uma das usuárias do serviço. Ela tem insônia desde criança e passou por uma mudança de hábitos após iniciar em 2020 a terapia virtual. Ela intensificou a procura por orientações que pudessem ajudá-la.

“Comecei a usar o aplicativo da SleepUp por causa da calculadora de sono, que mede a eficiência do tempo que passo dormindo, e depois comecei a explorar outras funcionalidades. Tudo isso me trouxe mais consciência sobre mudanças de hábitos e ações práticas que melhoraram a minha insônia para não precisar ficar usando remédio”.

Dicas práticas

Para Helena, identificar se há outros problemas de saúde associados à insônia é essencial para tratar o distúrbio corretamente e que há outras técnicas de higiene do sono para seu tratamento não farmacológico.

“Algumas dicas que podem ser facilmente inseridas no cotidiano para o tratamento não farmacológico da insônia são: fazer a última refeição até às 20h; evitar alimentos ricos em xantinas e cafeína (chás pretos, café, refrigerantes à base de cola); estabelecer uma rotina do sono e evitar praticar atividades físicas com regularidade após às 18h”, finaliza.

Sobre o SleepUp

Aplicativo que oferece atendimento integrado para insônia, com tratamento virtual e personalizado por profissionais de saúde e monitoramento contínuo com tecnologias vestíveis. Foi fundada em 2019. O aplicativo está disponível para aparelhos com sistema Android e, em breve, também para IOS.

Livro-caixinha traz dicas para uma boa qualidade do sono e evitar noites de vigilância

Pelo menos 73 milhões de brasileiros sofrem com algum distúrbio do sono – os dados são da Associação Brasileira de Sono. E, durante a pandemia, por conta do estresse, da ansiedade e da depressão, esse quadro parece ter piorado ainda mais. Para ajudar os leitores a terem uma boa noite de sono e prestar mais atenção nos detalhes que envolvem a qualidade desse repouso, a Matrix Editora lançou o livro caixinha Qualidade do Sono – 50 práticas para ajudar a dormir melhor de Abdré Barbosa.

São 50 cartões que podem ser lidos de forma aleatória e que contém dicas que vão desde os alimentos indicados para comer antes de dormir até sugestões do que pensar, falar, ler. Com isso, é possível se desligar um pouco das notícias, do mundo lá fora e focar no relaxar e no repouso tão fundamentais para que o dia seguinte seja produtivo.

Alguns exemplos:

A partir das 20h, eduque sua mente a trazer a concentração para o aqui e agora. Evite embarcar em pensamentos ansiosos do amanhã. Esses pensamentos estimulam o sistema ansiogênico: joga noradrenalina no corpo, aumenta o cortisol (hormônio do estresse) e deixa você em alerta, dificultando o sono.

Antes de dormir, agradeça por algo que aconteceu ao longo do seu dia. Feche os olhos e volte a atenção a, pelo menos, quatro coisas boas que aconteceram. Essa atividade, além de ajudar a desacelerar a mente, produz relaxamento pois cada memória boa está associada a experiências emocionais boas (mais dopamina) e isso ajuda a relaxar.

Tomar um copo de leite morno, além de ativar memórias sensoriais de quando éramos crianças, ajuda a relaxar de dentro para fora por causa da temperatura do leite. Também é rico em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que ajuda a relaxar.

Sobre o autor
André Barbosa é psicólogo clínico especializado em terapia cognitivo-comportamental. Escreve mensalmente em blogs e jornais, além de criador e administrador de algumas das maiores páginas do Instagram (@opsicologo) e do Facebook (opsicologooficial) sobre psicologia. Já publicou pela Matrix Editora os livros-caixinha Desafios Comportamentais, Caixinha Antidepressão e Curativo Emocional.

Livro caixinha Qualidade do Sono – 50 práticas para ajudar a dormir melhor – Matrix Editora – Preço: R$ 37,00

Chá é bebida funcional mais popular do mundo; confira dicas para escolher o melhor para você

Entenda os diferentes benefícios dos diferentes tipos de chás e qual é o melhor para o seu objetivo. Sommelier de chá Fabi Calvo dá dicas para o preparo perfeito

Foto: Thiago Morgado

Você sabia que o chá é uma das bebidas mais consumidas do mundo? São consumidos anualmente cerca de 331 bilhões de litros da bebida quente e 41 bilhões de litros da versão gelada, de acordo com uma pesquisa da Euromonitor. A popularidade desta bebida milenar, preparada a partir das folhas da planta Camellia sinensis, não é à toa. Entre os motivos que os amantes da bebida têm para não abrir mão do consumo regular vão desde benefícios à saúde, emagrecimento, aliado da concentração e até como parte de tratamento de beleza.

“O poder do chá está fortemente relacionado às altas concentrações de antioxidantes presentes em suas folhas e que são liberados no líquido após a infusão, que pode ser realizada à quente ou a frio”, pontua a sommelier de chá Fabi Calvo. Essas substâncias protegem contra doenças do coração, AVC e câncer, além de auxiliarem na redução do mau colesterol – o LDL.

Além de mais qualidade de vida, o consumo da bebida pode conter o segredo para uma vida mais longa. De acordo com um estudo publicado no periódico científico da Sociedade Europeia de Cardiologia o consumo semanal de pelo menos 3 xícaras de chá pode acrescentar anos de vida.

Dicas para obter o máximo de sabor e benefícios do chá

Para extrair o máximo do potencial do chá, alguns cuidados precisam ser levados em conta na hora do preparo. “O tempo ideal de infusão varia de acordo com cada qualidade de chá, branco, verde, matcha, preto, amarelo… A temperatura da água é outro ponto que exige atenção, pois também precisa ser adequada, começando em 70ºC para chás mais delicados como o amarelo e o branco, podendo ir até 85ºC ou 90ºC para chás escuros. Se a água for quente demais as folhas queimarão o que compromete o sabor e a qualidade da bebida”, destaca Fabi.

Diferentes chás para cada objetivo

Emagrecimento:

O chá é uma excelente opção de bebida para quem está de dieta, buscando uma vida mais saudável ou mesmo tentando eliminar alguns quilinhos. A bebida é naturalmente sem calorias e ainda pode ajudar a acelerar o metabolismo.

Foto: Serving Joy

O chá puerh – o chá fermentado conhecido no Brasil como chá vermelho é o mais adequado para auxiliar no processo de emagrecimento. Pois, a cafeína, somada aos polifenóis, ajudam na diminuição da absorção de gordura potencializando a queima de gordura e perda de peso. “ Além disso, é importante não adoçar a bebida com açúcar, mel ou melado, pois isso adiciona calorias e pode causar ganho de peso”, pontua a sommelier de chá.

Os chás comprados prontos em latas e garrafas podem ser armadilhas, muitas das composições vendidas no mercado apresentam adição de açúcares, adoçantes artificiais e outros ingredientes que podem comprometer a tabela nutricional do produto.

Disposição:

Matcha

Para quem não gosta de café, ou deseja reduzir o consumo da bebida, mas precisa de um “gás” a mais no dia para dar conta das tarefas, o chá preto e matcha podem ser excelentes aliados. “Logo pela manhã tomar uma xícara de chá preto ou matcha ajuda a mandar o desânimo pra longe. O consumo do Matcha, que é um pó verde bem intenso e fininho, deve ser limitado a até 3 xícaras por dia, evitando o período da tarde e da noite e não excedendo 5 xícaras diárias, pois é extremamente estimulante devido à alta concentração de cafeína”, orienta a especialista em chás Fabi Calvo.

Digestão:

Sabe aquela sensação de que exagerou na comida? Ao invés de correr para a farmacinha para se automedicar, dê uma chance ao chá. Uma xícara de chá Oolong, também conhecido como chá azul, após o almoço ajuda a reduzir a sensação de estômago pesado por facilitar o processo digestivo.

Antes de dormir:

O mito de que não se deve tomar chá antes de dormir é na verdade um mal entendido. “De fato, algumas variáveis, como alguns Oolongs e Matcha devem ser evitados antes de dormir por possuírem ação estimulante. Contudo, nos chás branco, amarelo e verde, as substâncias responsáveis por essa excitação estão menos presentes e não interferem no sono, podendo inclusive ser aliados no processo de relaxamento”, explica Fabi.