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Síndrome dos Ovários Policísticos: alimentação correta é fundamental

Nutricionista da clínica Origen explica a relação dos alimentos com a disfunção hormonal-metabólica

“A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma síndrome hormonal-metabólica que acomete as mulheres, podendo impactar na saúde reprodutiva. Se manifesta nos pacientes de maneira heterogênea, existindo, portanto, diferentes sintomas e características apresentadas, alguns com relação direta com o metabolismo dietético, como, por exemplo, o elevado percentual de gordura e a resistência insulínica (quando o organismo tem dificuldade em reconhecer o hormônio insulina, que ajuda a controlar a quantidade de açúcar no sangue)”, explica a nutricionista clínica Bárbara Dora Alves Fernandes, que atua com nutrição e fertilidade na clínica Origen e é membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

A nutricionista Bárbara Dora Alves Fernandes

Mulheres que têm a SOP e almejam realizar o grande sonho de ser mãe devem redobrar a atenção sobre a alimentação. Sim, o que elas comem podem interferir na síndrome, dificultando as chances de gravidez. Neste contexto, a alimentação e o estilo de vida têm papel fundamental no controle dos sintomas, e a ausência de uma dieta equilibrada pode piorar a SOP, inclusive contribuir para um prejuízo na ovulação.

A Síndrome dos Ovários Policísticos afeta cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva. É uma disfunção hormonal que pode levar a uma não ovulação mensal, e que se torna crônica. Nesse caso, não ocorre o crescimento de folículos, não há produção dos hormônios estrogênio e progesterona e, consequentemente, não há menstruação. Ela pode surgir logo após a primeira menstruação ou tardiamente, em resposta a algum gatilho hormonal relacionado com o aumento da insulina ou ganho de peso. Embora a medicina não tenha um consenso sobre as causas da doença, nota-se que ela ocorre em maior frequência quando já há um caso anterior na família.

Mas o que a comida tem a ver com a síndrome? Se a SOP está relacionada a uma disfunção hormonal ligada ao desequilíbrio de insulina no organismo e ao possível ganho de peso, a alimentação é ponto primordial nesse contexto. Segundo Bárbara, mulheres com a síndromedevem manter uma rotina equilibrada entre alimentação e atividade física para melhorar sua qualidade de vida e controle da doença.

“Alimentos ricos em carboidratos refinados prejudicam o controle de peso e pioram o quadro de resistência insulínica, consequentemente, podem agravar a SOP. As gorduras saturadas precisam ser evitadas na rotina alimentar por seu potencial pró-inflamatório, além de também contribuírem para um descontrole do peso. Bolos, roscas, biscoitos, pães feitos com farinhas refinadas, doces, alimentos ultraprocessados ricos em açúcares, fas- food, carnes vermelhas e gordurosas, são exemplos de alimentos que não devem ser consumidos diariamente”, alerta.

Alimentos para incluir na dieta

Para atenuar os sintomas da SOP, ajudando, inclusive, no controle do peso e percentual de gordura, é importante incluir na dieta alimentos fontes de proteínas e fibras que melhoram o controle glicêmico das refeições. “Folhosos, vegetais, frutas com casca, peixes, frango, ovos, queijo branco, castanhas, são alimentos que podem ser incluídos diariamente. Alimentos fontes de inositol – composto natural, produzido por nosso organismo e também encontrado em alimentos, e que auxilia na ação dos neurotransmissores, como a serotonina – podem melhorar sintomas de mulheres com SOP e ciclos anovulatórios. São eles fígado, lecitina de soja, trigo integral, gérmen de trigo, amendoim, batata doce, repolho, melão e laranja”, cita a nutricionista.

O cromo e as vitaminas do complexo B também são nutrientes importantes para o controle da glicemia e da insulina, presentes na canela e em vegetais verde escuros como couve, rúcula, espinafre.

Identificando e tratando a SOP

Para saber se a mulher sofre da SOP, são analisados sintomas e feitos exames de sangue que avaliam os níveis dos hormônios FSH, LH e prolactina. A ultrassonografia também é indicada para verificar se há indícios de aumento do volume ovariano, quando podem ser detectados folículos que não se desenvolveram e foram depositados nos ovários.

O tratamento da SOP é feito com medicamentos, que se mostram muito eficazes, dispensando procedimentos mais invasivos, como cirurgias. Para as mulheres com SOP que querem ser mães, o tratamento indicado é a indução da ovulação. Para aquelas que ainda não querem ter um bebê e buscam a regulação do fluxo menstrual, adotam-se as pílulas anticoncepcionais com o intuito de equilibrar as disfunções hormonais.

Fonte: Origen – fundada há mais de 20 anos pelos médicos Marcos Sampaio e Selmo Geber, a Clínica Origen de Medicina Reprodutiva nasceu com o objetivo de centralizar a atenção médica, a disponibilidade da tecnologia e o acolhimento humano no bem-estar e respeito a seus pacientes, auxiliando-os na realização do sonho da maternidade

Suplemento auxilia no tratamento de síndrome que causa infertilidade nas mulheres

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é uma desordem endócrina que atinge cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo e é uma das principais causadoras da infertilidade. “Durante o processo de ovulação, é normal o aparecimento de cistos, que fazem parte do funcionamento dos ovários e desaparecem a cada ciclo menstrual.

A SOP interfere neste processo de ovulação devido ao desequilíbrio hormonal, fazendo com que estes cistos permaneçam ali e modifiquem a estrutura ovariana, tornando o órgão até três vezes maior que o tamanho normal”, explica a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora técnica da Pharmapele.

Segundo a especialista, as causas da SOP ainda não são totalmente conhecidas. Porém, acredita-se que alguns fatores como a genética e, principalmente, a resistência insulínica tem relação com a origem do distúrbio, pois levam ao desequilíbrio hormonal.

“Os sintomas variam de pessoa para pessoa, assim como a gravidade da doença. A falta de ovulação, a menstruação anormal e altos níveis de hormônios masculinos são os principais sinais da síndrome. Porém, outros sintomas como o aumento de pelos no rosto, seios e abdômen, a formação de acne e o ganho de peso também podem indicar a presença do distúrbio”, afirma. “Além disso, em casos mais graves, podem surgir complicações a longo prazo como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer do endométrio.”

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O diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais como o ultrassom ginecológico e a verificação dos níveis de hormônios através do exame de sangue. Já para o tratamento da SOP, manter uma dieta leve e balanceada acompanhada da prática de exercícios físicos é fundamental para a melhora da resistência insulínica, fertilidade e a regulagem da ovulação.

“A parte medicamentosa do tratamento consiste no controle dos sintomas e complicações. Por isso, são receitados anticoncepcionais para regular o ciclo menstrual, indutores de menstruação para ajudar no processo de ovulação, hipoglicemiantes para controlar a resistência insulínica, além de medicamentos para reverter o quadro de infertilidade”, destaca a farmacêutica.

Recentemente, estudos descobriram que uma molécula que nosso corpo produz a partir da glicose chamada de inositol também pode melhorar os sintomas associados com a síndrome dos ovários policísticos, especialmente os inositóis Mio-inositol (MI) e D-Chiro Inositol (DCI).

“Baixos níveis de DCI foram observados em pessoas com resistência à insulina e SOP, dando suporte a teoria de que estes pacientes experimentam uma severa desregulação do metabolismo de inositol. Por isso, a administração de ambas as isoformas do inositol é um tratamento simples e seguro que age sobre a modulação da insulina, melhorando assim a função ovulatória e diminuindo as concentrações de andrógenos”, explica a especialista.

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De acordo com Luisa Saldanha, outros ativos também podem ser suplementados junto com o tratamento medicamentoso convencional para otimiza-lo e diminuir a ocorrência de efeitos colaterais. Por exemplo, a suplementação da Coenzima Q10 reduz o stress oxidativo e melhora a ovulação. Já o Extrato de feno-grego (50%) favorece a redução dos cistos e o retorno do ciclo menstrual normal.

“É importante que antes de tomar qualquer medicamento você consulte um médico. Cabe a ele a avaliação do melhor tratamento, levando sempre em conta fatores como os sintomas, as complicações e a pretensão da paciente de engravidar ou não”, finaliza.

Fonte: Pharmapele é uma rede de farmácias de manipulação, com 30 anos de experiência em medicamentos personalizados e cosméticos de tratamento

Vinho tinto pode ajudar no tratamento dos ovários policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição que afeta o funcionamento dos ovários. As três características mais comuns da SOP incluem menstruações irregulares, excesso de hormônios masculinos (andrógenos) e ovários com vários pequenos cistos (micropolicísticos).

Embora a causa exata da SOP não seja totalmente conhecida, ela está relacionada a níveis hormonais anormais, incluindo altos níveis de insulina. As mulheres com ovários policísticos produzem quantidades mais altas do que a média de testosterona e outros “hormônios masculinos”.

“É um dos distúrbios endócrinos mais comuns que afetam a ovulação e a fertilidade de cerca de 5% a 10% das mulheres em idade fértil. Recentemente cientistas descobriram que o resveratrol – um composto natural encontrado no vinho tinto e uvas -, pode, nessas mulheres, moderar os hormônios andrógenos e os fatores de risco de diabetes, além de ajudar a resolver o desequilíbrio hormonal”, diz Arnaldo Cambiaghi, ginecologista, especialista em reprodução humana e diretor do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia) .

A elevação desses hormônios pode contribuir para infertilidade, ganho de peso, acne ou excesso de pelos do corpo, além de outros problemas de saúde, como diabetes. A maioria das estratégias de tratamento atuais se concentra em preocupações individuais, como fertilidade, hirsutismo ou obesidade. O uso de pílulas anticoncepcionais para diminuir a produção de andrógenos.

Segundo os pesquisadores, o novo estudo – publicado no Endocrine Society’s Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, jornal da prestigiada Universidade de Oxford – é o primeiro ensaio clínico para avaliar os efeitos endócrinos e metabólicos do resveratrol.

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“Já sabemos que o resveratrol é um potente antioxidante, agora, esta pesquisa comprova que ele pode contribuir até para o equilíbrio hormonal. Claro que não se deve sair bebendo quantidades absurdas de álcool. Uma taça de vinho tinto por dia é o suficiente. Tomar suco de uva, de preferência orgânico, também ajuda, pois o resveratrol é um polifenol encontrado principalmente nas sementes de uvas e na película das uvas escuras”, finaliza Cambiaghi.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica como Fertilidade Natural, Grávida Feliz, Obstetra Feliz, Fertilização um ato de amor, e Os Tratamentos de Fertilização e As Religiões, Fertilidade e Alimentação, todos pela Editora LaVida Press e Manual da Gestante, pela Editora Madras.