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10 de novembro: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Saiba quais são os cuidados para evitar a perda de audição precoce

Você já ouviu falar do Dia Nacional de Prevenção a Surdez? Pois é, este dia 10 de novembro foi escolhido para conscientizar a população sobre como é importante cuidar bem da audição.

De acordo com o Ministério da Saúde, a perda ou diminuição da capacidade de ouvir pode ser causada por uma série de fatores: otites mal cuidadas ou de repetição; uso de remédios ototóxicos (prejudicais à audição); problemas no tímpano, tumores, envelhecimento, trabalho em locais barulhentos; uso contínuo de fones de ouvido em volume alto; e hereditariedade, entre outros fatores.

Para evitar a perda auditiva precoce, os cuidados com a audição devem ser os mesmos que temos com o restante de nosso corpo. Achar que surdez é preocupação somente na terceira idade é coisa do passado. Apesar do distúrbio ser frequente em idosos devido à degeneração das células sensoriais da audição ou do nervo auditivo, também pode atingir crianças, adolescentes e adultos; e em escala cada vez maior, por causa da ‘overdose’ sonora que nos rodeia.

“Sempre que sentirem uma diminuição na audição ou zumbido – que pode ser o primeiro sinal de perda auditiva -, devem buscar a orientação de um especialista para evitar o agravamento do problema”, alerta a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

A boa notícia é que podemos tomar precauções para evitar a perda de audição precoce. Existem várias formas de prevenção. Ter conhecimento delas é fundamental. Colocá-las em prática é mais importante ainda. Marcella Vidal, especialista em audiologia, dá várias orientações.

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• Em casa, modere o som da televisão e de aparelhos sonoros (em volume de até 60 decibéis);

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• Não ligue a TV, rádio, máquina de lavar, liquidificador e outros eletrônicos ao mesmo tempo;

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• Evite o som muito alto no carro e circule com os vidros fechados para evitar os ruídos externos;

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• Não deixe seus ouvidos se costumarem ao som alto, nem em casa, nem no carro, nem no trabalho. Preste atenção e proteja-se;

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Foto: Casuarinas Casa de Festas

• Evite permanecer por longos períodos em ambientes fechados com música alta;

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Pixabay

• Em festas, shows ou micaretas, fique longe das caixas de som. Se houver zumbido é sinal de alerta que deve ser investigado.

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• Use protetores auditivos, em você e principalmente nas crianças, quando estiverem em locais muito barulhentos;

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Pixabay

• Adolescentes e adultos que usam fones de ouvido correm mais risco de perda auditiva, principalmente ao ouvirem música em volume elevado e por horas seguidas. O limite máximo é de 85 decibéis por 45 minutos. Para redução dos riscos, a opção são os headphones, que vedam melhor o som ambiente, possibilitando que se escute música em volume menor;

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Pixabay

• Dê um descanso aos ouvidos. Mantenha-se em silêncio sempre que possível, principalmente depois de dias agitados. A prática traz uma série de benefícios, inclusive para a audição.

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• Cuidado com objetos pontiagudos ou hastes flexíveis na região da orelha. Eles podem empurrar a cera para o tímpano ou até perfurar a membrana timpânica, afetando a audição.

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• Cuidado com gripes, otites e sinusites mal curadas. Infecções frequentes e que não forem devidamente tratadas podem causar danos à audição. Qualquer sensação incômoda, procure logo um otorrinolaringologista.

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• Cuidado com medicamentos que podem causar danos à audição, como anti-inflamatórios e até aspirina, que tomada em excesso pode levar à perda auditiva.

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• Cuidado com a música alta nas academias. O barulho pode chegar a 110 decibéis. Proteger a audição também é cuidar do corpo.

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• No ambiente de trabalho, não esqueça de utilizar protetores auriculares sempre que exposto a ruídos elevados.

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• Atenção motoqueiros! Motocicletas, principalmente as de média e alta cilindradas, emitem ruídos em torno ou acima de 95 decibéis.

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Foto: Eldecare.org

• Quem tem mãe e/ou pai com problemas auditivos deve procurar um especialista com antecedência. Em muitos casos, a perda de audição é fator genético.

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Cartaz campanha do Teste da Orelhinha

• Faça o teste da orelhinha logo após o nascimento do bebê, mas avalie também a audição na época da alfabetização. Criança que não ouve bem tem dificuldades na aprendizagem.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Mitos e verdades sobre perda auditiva

A perda auditiva pode ser causada por diversos fatores, como envelhecimento, genética e hábitos ruins ao longo da vida relacionados ao excesso de barulho, por exemplo. Segundo dados do Hear-it, site referência no tema, a capacidade de ouvir, em geral, diminui a partir dos 40 anos e mais da metade das pessoas que chegam aos 80 anos têm deficiência auditiva.

A exposição frequente a sons elevados, seja em casa, no carro, no trabalho, ao frequentar shows e boates, é um grande risco para a audição e muita gente ainda não se deu conta disso.

É melhor ficar atento desde cedo para chegar na fase madura com a audição ainda em dia. Preste atenção. A fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas, analisou os principais mitos e verdades quando se trata de saúde auditiva. Saiba quais são:

1 – Escutar música alta em fones de ouvido pode causar perda auditiva

mulher ouvindo musica fone de ouvido stocksnap pixabay

Verdade. Segundo a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia, a perda auditiva ocorre porque o hábito frequente de ouvir música com som muito alto pode causar danos às células ciliadas, responsáveis pela audição, que não se regeneram. “O limite de exposição a sons recomendado é de 85 decibéis; e quanto mais tempo exposto ao volume alto, pior para as orelhas”, alerta. Foi o caso do cantor britânico Brian Johnson, líder do AC/DC, que desde 2016 relata o problema em entrevistas e palestras.

2 – Cera de ouvido em excesso pode causar surdez

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Mito. O acúmulo de cera pode impedir o som de chegar ao tímpano. Entretanto, não pode causar surdez. “Esse problema pode ser resolvido com a remoção do excesso de cerume e, posteriormente, a pessoa conseguirá ouvir de forma adequada”, esclarece Marcella Vidal.

3 – Zumbido e sensação de tontura podem ser sintomas de perda auditiva

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Verdade. Tanto o zumbido quanto a sensação de tontura podem ser indícios de problemas auditivos. “O ideal é procurar um médico otorrinolaringologista para ter o diagnóstico correto e saber o melhor tipo de tratamento. Em alguns casos, a indicação é o uso de prótese auditiva”, pontua.

4 – Perda auditiva não tem solução

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Mito. Em grande parte dos casos, a dificuldade para ouvir pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos, adequados para cada grau de perda auditiva. Marcella Vidal explica que as próteses auditivas estão cada vez mais tecnológicas e modernas. “Elas são capazes de amplificar os sons, ajudando as pessoas no processo de reabilitação auditiva de maneira bastante eficaz”, conta.

5 – Infecção de ouvido pode causar perda de audição

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Verdade. As infecções de ouvido – otites –, podem trazer transtornos caso ocorram de forma repetitiva e sejam tratadas de forma errada. É necessário ficar atento, em especial no caso de crianças, que são mais suscetíveis a inflamações. Para evitá-las, o ideal é tratar de maneira adequada gripes e dificuldades respiratórias, pois isso pode afetar diretamente a audição. “A qualquer sinal de dificuldades para ouvir, é importante procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação detalhada”, finaliza a fonoaudióloga da Telex.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Mutirão da audição no Largo da Batata faz testes gratuitos de audiometria

Realizado pela Cochlear, líder global em implantes auditivos, até 18 de agosto

Até o dia 18 de agosto serão feitos os testes de audiometria e otoscopia, conscientizando a população quanto aos riscos que podem levar à surdez, como infecções, uso de fone de ouvidos com som alto, e também diminuir o preconceito em relação ao uso de aparatos auditivos.

A unidade móvel e os especialistas estarão na escultura ‘Aprender Brincando’, patrocinada pela Cochlear e produzida pelo artista, Bruno Ferrari, localizada no Largo da Batata.

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Mutirão da Audição
Avenida Brigadeiro Faria Lima x Rua Teodoro Sampaio, Pinheiros
Data: De 3 a 18 de agosto no Largo da Batata
Horários:
De terça a quinta das 7 às 19h
Sábado e domingo das 9 às 17h

Hoje é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

É muito barulho. Na rua, no trabalho ou em casa temos a constante sensação de que o “volume da vida” aumentou. Buzinas, carros de som, camelôs, obras, fones de ouvido, eletrodomésticos, pessoas conversando em tom alto, gritaria de crianças, cachorro, telefone, equipamentos eletrônicos… Ufa!

São tantos sons ao redor que às vezes fica difícil até saber de onde vem cada um. E nós seguimos aumentando o volume para ouvirmos melhor o que realmente nos interessa. Essa overdose sonora que nos afeta voluntária ou involuntariamente pode trazer sérios riscos à saúde dos ouvidos. Neste dia 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, que tal abaixar o volume e ficar alerta para algumas dicas?

Já se sabe que a perda auditiva começa a surgir mais cedo entre os moradores de grandes cidades e o trânsito pode ser um dos vilões. Para fugir do barulho do tráfego intenso e da movimentação nas ruas muitas pessoas recorrem aos fones de ouvido. Eles são nossos parceiros para ouvir música. Mas esse companheiro inseparável pode ser muito perigoso se o volume do som nos fones estiver em níveis acima do recomendado. Dê preferência aos fones estilo concha, que além de serem mais confortáveis, se ajustam ao ouvido garantindo maior isolamento do barulho ambiente e permitindo que você mantenha o volume da música em nível adequado aos ouvidos.

“O problema relacionado ao uso de fones de ouvidos está ligado ao volume do som e ao tempo diário das pessoas em contato com o ruído. A exposição intensa e frequente acima de 85 decibéis pode provocar danos irreversíveis à audição com o passar do tempo”, conta a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

A especialista em audiologia ressalva, no entanto, que as consequências do uso frequente de fones de ouvido não são as mesmas para todos. Além de variar de acordo com o período de exposição ao ruído, a perda aditiva está ligada também à predisposição genética de cada um. “Recomendamos aos jovens que usam fones com frequência que façam uma audiometria. É o exame que informa se há perda de audição e como proceder para evitar o agravamento do problema”, aconselha.

O nível de barulho em casa também tem grande impacto na saúde auditiva. TV, rádio, liquidificador, aspirador de pó, secador de cabelos, aparelhos de som, jogos de videogame, smartphones e tablets fazem parte do nosso cotidiano e podem facilmente extrapolar os limites de decibéis. É fundamental estar atento ao barulho que eles emitem em benefício da saúde auditiva. Se perceber que o barulho está incomodando, uma solução barata e inteligente é usar protetores de ouvido.

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Outra situação em que vale usar protetores auriculares é se você é amante do ronco de um motor. Estudo do Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação, dos EUA, constatou que uma moto emite ruídos em torno de 95 decibéis. Lembrando que ruídos acima de 85 dB podem causar alterações na estrutura interna do ouvido e perda permanente de audição com o decorrer dos anos. Imagina o estrago que o hábito de pilotar diariamente a moto pode causar!

Os danos à audição podem começar até mesmo no ambiente escolar, trazendo riscos às crianças desde a sua formação. O barulho típico da criançada fazendo algazarra no pátio, na sala de aula, gritando e correndo pelos corredores é um cenário natural na infância, mas que esconde um problema.

O excesso de ruído que envolve os alunos – e os professores – pode causar estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva, que não será sentida de imediato, mas terá reflexos mais tarde. Além disso, é importante que os pais examinem a audição de seus filhos logo no início da vida escolar. Crianças com dificuldades para ouvir não aprendem direito, costumam ter conflitos de relacionamento e apresentam distúrbios de comportamento como distração ou retraimento em excesso. É preciso investigar para que isso não afete o aprendizado.

“A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo. Dependendo do volume e do tempo de exposição ao som elevado, além de uma predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada ao longo da vida. E as novas gerações serão as maiores vítimas dessa perda precoce, em razão do uso de fones, boates, da vida cada vez mais barulhenta”, alerta a fonoaudióloga da Telex, que é especialista em audiologia.

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Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Quando o dano ainda é pequeno, é mais fácil devolver os sons ao indivíduo, geralmente com o uso de aparelhos auditivos. O problema é que a maioria das pessoas que têm problemas de audição não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico seja protelada por muitos anos. A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, discretos, alguns são até invisíveis, pois ficam dentro do canal auditivo, como os da Telex.

Ao desconfiar de dificuldades para ouvir, consulte um médico otorrinolaringologista para obter um diagnóstico preciso. A partir de avaliações como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Dia Nacional do Surdo: discutir sobre perda auditiva é importante

A perda auditiva é uma condição natural – perde-se conforme os anos passam, mesmo que, em sua maioria, as pessoas a percam ainda durante a idade ativa, por problemas auditivos antes da meia idade.

A otorrinolaringologista e mestre em cirurgia clínica Rita de Cássia Cassou Guimarães explica que uma das causas mais comuns da deficiência auditiva é a exposição prolongada a ruídos – dentre eles, principalmente, se encontra o som alto, com ou sem uso de headphones, que pode levar a pessoa a adquirir diversos graus de surdez.

Os fones de ouvido transmitem altos níveis de vibração sonora (decibéis). Em um censo, foi apontado que cerca de 28,8% de adolescentes brasileiros (os usuários mais frequentes) já têm zumbidos – uma pressão nos ouvidos que causa dificuldade em compreender o que se ouve – em níveis comparados a adultos.

“A probabilidade desses jovens, ao entrarem em um contato prolongado com elevados níveis de ruídos, apresentarem problemas auditivos já aos 30 ou 40 anos é enorme”, explica Rita. Em geral, no Brasil estima-se que, ao menos, 15 milhões de pessoas já sofrem com algum tipo de perda auditiva ao entrar em contato com barulhos intensos.

Para os fones, a solução não é aboli-los, mas, sim, usá-los com moderação, sem o exagero no volume do aparelho – como explica a médica. O limite auditivo seguro do som contínuo é de 80 decibéis: “É preciso escutar o som e, ao mesmo tempo, o que está a sua volta”, orienta a especialista. O modelo de concha é o mais recomendado, então opte em usá-lo.

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“Essas dicas são importantes para cuidar da audição e proteger os ouvidos. Fique atento ao tempo de exposição ao som alto: o ideal é fazer uma pausa de dez minutos a cada hora de barulho intenso”, finaliza Rita.

Fonte: Rita de Cássia Cassou Guimarães é otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

Ringo, o gato albino e surdo mais meiguinho do mundo

Ele chegou no comecinho de noite em um domingo de setembro de 2010, uma semana antes do meu aniversário. Minhas irmãs o trouxeram escondido no ônibus e no metrô. Para elas, ele também era ela… mas ao chegarem, eu olhei bem aquele pequeno ser que parecia uma bolinha, que se não estivesse tão suja e cheia de pulgas seria branca, e percebi que era um menino.

Quieto, parecia estar com muita fome. Ele estava acompanhando outro gato pela rua quando decidiu entrar na casa delas, algo meio suicida, levando-se em conta que elas têm um pit bull nada amigável com outros animais. Elas o resgataram, esconderam no quarto e me ligaram. Afinal, o que era mais um gato para quem já tinha quatro? E eu não tive como recusar.

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Ringo e Sting

Eu o separei dos demais, como ensinam, quando já se tem gatos. O correto é ir introduzindo o novo habitante aos poucos. No dia seguinte, ele já tomou banho no pet shop e passou por uma consulta veterinária. Estava tudo bem, deveria ter uns três meses. Eu o batizei de Ringo, em homenagem ao quarto beatle, Ringo Starr. Ele tem olhos azuis, uma carinha alegre e é estrábico. Aos poucos, ele logo conquistou a amizade do Sting, que havia sido o último adotado (outro dia conto a história dele, que é bem bonita também). Os dois se tornaram inseparáveis, até a chegada do Pelé, que também vale outro perfil aqui.

Voltando ao meu bebê, pois ele sempre será meu bebê, não sei ao certo quando me dei conta de que havia algo estranho com ele. Quando algum som muito alto assustava os outros gatos, ele permanecia igual, só se alterava ao notar a mudança do comportamento dos demais. Quando se usava o aspirador de pó em casa, por exemplo, os gatos todos saíam de perto, exceto ele. Comecei a desconfiar, e fiz uns testes bem caseiros, do tipo gritar bem perto dele. E nada. Assim, descobrimos que Ringo é surdinho. Mais, descobrimos que ele é um gato albino.

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E o que são gatos albinos? Explicando de forma bem simples, são gatos totalmente brancos, graças a uma mutação genética, e muitos deles são surdos. Interessante que aqueles que têm olhos de cores diferentes costumam ser surdos apenas do ouvido do lado do olho azul. Eles não podem tomar muito sol, por correrem o risco de desenvolver câncer de pele.

E, adivinhe se Ringo não ama tomar sol?! Sempre preciso ficar atenta, e chego ao extremo do ridículo de não tirá-lo do sol, mas abrir uma sombrinha e criar uma boa proteção sobre ele. E ser surdo não atrapalha a vida dele, aliás, em dias de jogos ou em época de festas de fim de ano, ao contrário dos outros, ele não sofre nada.

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Bom, Ringo já é um gatinho especial, certo? Mas não parou por aí. Um dia, estava exatamente como estou agora, escrevendo algo quando senti um movimento forte embaixo da mesa, ao olhar, ele estava se debatendo. Desesperada, notei que estava tendo convulsões, comecei a gritar e minha irmã mais nova, que estava aqui, me ajudou a tirá-lo do chão.

Eu o peguei no colo e desci as escadas do meu prédio correndo, sem caixa de transporte, sem celular, sem bolsa e fui direto para o veterinário, que atendia na mesma rua em que moro. Cheguei lá e falei que achava que ele tinha tido um choque, pois havia fios e tomadas. O rapaz me disse que ele ser epiléptico era menos perigoso que levar um choque. Para eu tomar cuidado.

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Ringo tentando se drogar ao enfiar o focinho no meu tênis…

Dias depois, acordei assustada, sentindo um movimento fora do normal embaixo da minha cama. Achei que alguns gatos estavam brigando, ao olhar, era Ringo tendo outra convulsão, e perto de uma tomada novamente. Eu o tirei do chão imediatamente, o coloquei na cama e fiquei desesperada… era de madrugada. Chorando, falava que ia passar… e passou. No dia seguinte, levei-o na veterinária, que entrara no lugar do rapaz que havia saído. Ela não pode fazer muita coisa, pois, novamente, achava que ele havia cutucado a tomada.

Porém, na terceira vez que ele teve convulsões, descobri que não era por causa de possíveis choques elétricos. Ele estava dormindo na caixa de transporte. A partir deste dia, a veterinária me disse para dar Gardenal, mas que o correto era procurar um veterinário especialista, um neurologista. Fui até à Faculdade de Medicina Veterinária da USP, onde fui muito mal atendida e perdi muito tempo. Conversei com ela que, então, me disse para procurar um dos mais conhecidos da área, que dava aulas e atendia na Faculdade de Medicina Anhembi-Morumbi: João Pedro de Andrade Neto. Consegui agendar e lá fomos nós.

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Todo gato tem muito de equilibrista, não?

É muito interessante ver como fazem o diagnóstico, com testes e tal, mas, claro, foram pedidos raio X do cérebro e, se fosse possível, uma ressonância magnética. Sendo que este segundo exame, como sabem, é bem caro. Porém, o raio X apontou que havia algo no cérebro do meu bebê, sim. Só que não fazem cirurgias no cérebro de animais, ao menos aqui no Brasil. O que deve ter acontecido a ele é que, ainda bebê, tenham batido na cabecinha dele ou ele mesmo a bateu, mas algo criou uma lesão que está lá, parada, não cresce, não diminui, mas causa as convulsões.

Começamos o tratamento, mas não há muito o que fazer. Ele toma Gardenal até hoje, porém, em doses que foram aumentando durante os anos. Depois, ele começou a ser atendido por outro neurologista da Anhembi-Morumbi, também muito prestigiado, Wagner Sato. Desde então, ele está sobre controle, mas, de tempos em tempos, infelizmente, ele tem convulsões. O que me faz chorar, sempre…

Outro momento que me deixa chateada são as duas vezes por dia em que tenho de dar remédio para ele. Ringo, claro, odeia. Ele tenta se esconder debaixo da cama, baba, me olha como se me perguntasse “por quê?” e eu peço desculpas e digo que o amo muito.

Talvez eu dê mais atenção a ele que aos outros, por motivos óbvios, mas Ringo é tão meiguinho, tão doce, um gato diferente mesmo. Apesar de surdo, ele mia, e muito, e alto… Talvez por não ter noção alguma de sons.

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Preguiça, preguiça, preguiça…

Rotina

Quem tem gato sabe que eles adoram rotina, alguns têm lugares preferidos pela casa, o lado certo de ficar na hora de comer, parecem o Sheldon da série The Big Bang Theory. Por exemplo, todas as noites, quando me sento ou deito no sofá para assistir ao jornal ou outra coisa na televisão, Ringo vem e se deita no meu colo. De vez em quando, estou em pé e ele se esfrega em mim, ou “escala” minhas pernas. Claro que esta última me machuca, mas eu tento resistir, como resisto em me levantar ou me mover para não incomodá-lo quando está colado em mim. Entendedores, entenderão!

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Você mandou me tosar, agora não vou te deixar passar roupa…

Uma coisa que ele faz, e que eu acho muito engraçada, é “montar” nos outros gatos, como se fosse “cruzar”, ele morde a nuca e começa a fazer uns sons engraçados. A veterinária diz que é para mostrar domínio, não é algo sexual. Mas é engraçado de se assistir.

Poderia escrever mais mil coisas sobre meu bebê, que hoje tem oito anos. Ele já é um adulto, quase um idoso na “conta felina”, mas para mim ele é e sempre será “meu bebê”.

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Mamis, tô ligando pra te lembrar de trazer sachê, please…

 

Projeto verão em boa forma: cuidado com o som alto nas academias

Intensidade da música durante a malhação pode chegar a 110 decibéis, 25 a mais do que o tolerado, segundo especialistas

O verão chegou e academias lotadas. Pessoas indo em busca do tempo perdido com aquela preguiça do inverno e outras correndo para manter tudo no lugar. O que todos querem mesmo é o corpo em forma, para fazer bonito em sungas e biquínis. E, para estimular a malhação, a música não pode faltar nas academias. E é aí que mora o perigo.

É preciso ficar atento ao volume em que os professores colocam as músicas. De acordo com pesquisa realizada na George Mason University, da Virgínia (EUA), o volume das músicas que embalam as aulas de spinning, zumba, jump e ginástica localizada pode atingir 110 decibéis, um nível extremamente perigoso e fator de risco para a saúde dos ouvidos, já que o excesso de barulho ao longo da vida pode acelerar a perda auditiva.

Além das músicas altíssimas, o ruído é causado também pelos frequentes gritos dos professores ao microfone para manter os alunos no ritmo da malhação e indicar a troca de exercício.

“Nosso ouvido tolera bem até 85 decibéis. Na medida em que o volume passa dos 100 decibéis, aumenta o risco de lesões na cóclea – órgão dentro da orelha responsável pela audição. Dependendo da frequência e do tempo de exposição ao som elevado, o aluno – e também o professor – podem sofrer danos auditivos de forma contínua e elevada ao longo da vida”, explica a fonoaudióloga Isabela Papera de Carvalho, da Telex Soluções Auditivas, que é especialista em audiologia.

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Professores de academia correm mais riscos

Os professores, por estarem em seu ambiente de trabalho por um tempo maior do que os alunos, sofrem ainda mais com o excesso de exposição ao barulho. Segundo estudo realizado em Curitiba, que investigou o perfil audiológico de 32 professores de academias de ginástica,15% deles apresentavam perda auditiva neurossensorial para frequências agudas. Zumbido (24%), sensação de ouvido tampado (15%) e baixa concentração (15%) foram as queixas mais relatadas por esses profissionais de educação física.

Portanto, para ao menos atenuar os riscos de danos à audição em razão do som em excesso na academia, é indicado o uso de protetores auriculares. O uso desses atenuadores, como também são chamados, já é obrigatório em muitas indústrias, para profissionais que trabalham em ambientes com ruídos da mesma intensidade que os emitidos nas academias. “Eles reduzem o volume excessivo, mas quem usa não deixa de ouvir o que as outras pessoas falam e nem as músicas”, explica a fonoaudióloga.

Atenção aos fones de ouvido

Nem só de aulas animadas se vive na academia. Os equipamentos para aquecer a musculatura ou queimar calorias, como esteira, bicicleta ergométrica, transport, entre outros, são super concorridos e os companheiros inseparáveis dos atletas são os fones de ouvido. Eles também podem ser um vilão para a audição se utilizados em volume muito alto e por longos períodos.

Alguns modelos permitem maior clareza da música sem que necessariamente o indivíduo tenha que aumentar o som. Esses geralmente se ajustam melhor ao ouvido, são mais confortáveis e permitem um máximo isolamento do barulho ambiente, estimulando o usuário a manter o volume em nível confortável aos ouvidos, já que assim, naturalmente, o indivíduo ouve melhor o som das músicas.

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“Recomendo às pessoas que usam fones de ouvido com frequência que façam uma avaliação chamada audiometria. É o exame que revela se o paciente já tem perda auditiva e como deve proceder, a partir daí, para evitar o agravamento do problema”, conclui a especialista da Telex.

 

As principais causas da surdez

A audição complementa os nossos demais sentidos, assim, sendo fundamental para vida humana. Desempenha um importante papel para fazermos amigos e manter nossos relacionamentos com outros, além de ter uma função de nos fornecer equilíbrio.

Assim, cuidar da saúde auditiva continua a ser o melhor modo de evitar doenças que acarretam na perda da audição. Tanto jovens quanto idosos devem procurar desenvolver uma rotina de testes de audição, visto a perda auditiva acontecer por diversas causas. No infográfico preparado pela  Clínica Sadeb, são abordamos as seis principais causas de surdez, conhecê-las pode nos ajudar a lidar com esse problema e preservar a saúde auditiva.

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Música alta pode prejudicar audição

No fone de ouvido, no carro ou na balada: especialistas alertam que música alta pode prejudicar audição

Muitos não sabem, mas podem estar provocando perda auditiva ao abusarem do volume alto em diversas situações do dia a dia. Para ajudar as pessoas a identificarem o problema, especialistas da rede Direito de Ouvir desenvolveram um teste com perguntas

Não é difícil encontrar jovens e adultos com algum sintoma de perda de audição, este não é um problema comum apenas a quem possui uma deficiência ou entre idosos. Um dos fatores que influenciam o aumento de casos em pessoas abaixo dos 60 anos é a exposição ao som muito alto ou o uso inadequado dos fones de ouvido. Atualmente cerca de 10% dos pacientes atendidos pela rede de reabilitação auditiva, Direito de Ouvir, não pertencem a terceira idade, nem tão pouco nasceram com deficiência auditiva. Na maioria destes casos, são pessoas usuárias de fones de ouvido por exemplo, ou mesmo músicos que normalmente estão sempre expostos ao som em volumes muito altos.

Apesar de muitos procurarem assistência médica assim que percebem que estão com dificuldade de ouvir, muitos acabam ignorando o problema por falta de informação, o que pode agravar ainda mais a situação e evoluir para algo mais sério. “É importante sempre procurar um médico assim que os primeiros sinais de que a audição está comprometida surgirem, pois assim é mais fácil reverter o quadro e evitar complicações”, explica a fonoaudióloga e diretora técnica da rede Direito de Ouvir, Andréa Abrahão.

Zumbido no ouvido pode ser indício de perda auditiva

Um barulho similar a um apito que aparece geralmente no ouvido após uma pessoa ouvir música alta. Essa sensação comum é conhecida como zumbido e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, afeta mais de 28 milhões de brasileiros. Geralmente o ruído é notado em situações silenciosas ou em que não existe a presença de um som ambiente. O efeito do zumbido pode variar para cada pessoa, ou seja, em alguns casos são mais leves e passageiros, já em outros podem ser mais graves e podem causar situações incômodas como a perda do sono e dificuldade de concentração.

“Apesar de existirem diversos fatores que podem desencadear o aparecimento do zumbido, é fundamental fazer uma avaliação médica, pois se trata de um sintoma associado à perda auditiva”, alerta Andréa. Entre as situações que podem influenciar o surgimento do problema estão a exposição prolongada a sons acima de 85 dB e problemas de saúde como alergias, diabetes e medicamentos.

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Além do zumbido, há outros sinais que podem indicar o início de uma perda auditiva. Para ajudar as pessoas a identificarem o problema, especialistas da rede Direito de Ouvir desenvolveram um teste com perguntas:

01 – Você ouve zumbidos com frequência?

Sim  Não

02 ´- Costuma ter a sensação de que o ouvido esta tampado?

Sim  Não

03 – Em uma conversa, as pessoas costumam repetir as perguntas que fazem para você?

Sim  Não

04 – Percebeu alguma mudança na maneira de se comunicar ao telefone? Tem tido alguma dificuldade?

Sim  Não

05 – Assiste televisão com o volume muito alto?

Sim  Não

06 – Tem dificuldade em acompanhar conversas em grupo?

Sim  Não

07 – Tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo?

Sim  Não

08 – Dificuldade em ouvir a campainha ou a porta?

Sim  Não

09 – Finge que entendeu o que foi conversado, tendo dificuldade em admitir a perda auditiva e procura ajuda?

Sim  Não

10 – As pessoas dizem que você fala muito alto e você não percebe?

Sim  Não

Se você, ou seu filho, respondeu “Sim” para três ou mais dessas perguntas, deve visitar um médico otorrinolaringologista (especialista em orelhas, nariz e garganta) ou uma profissional fonoaudiologista para uma avaliação auditiva.

Saúde auditiva no mundo da música

A banda norte-americana Pearl Jam decidiu investir em uma ação inusitada para e conscientizar as pessoas a respeito dos danos que a música em volumes excessivos pode causar.

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A turnê da banda, que teve início em abril, conta com um stand onde serão distribuídos plugs auriculares para serem utilizados durante o show. Os fãs poderão postar fotos nas redes sociais usando os equipamentos com a hashtag #pjcares.

Não é difícil encontrar casos de músicos que tiveram problemas de audição em decorrência da profissão. Brian Johnson, ex-vocalista da banda australiana AC/DC, pouco antes de sair da banda, teve que adiar apresentações de sua turnê pelos Estados Unidos, pois foi alertado pelos seus médicos que corria o risco de ficar surdo.

Fonte: Direito de Ouvir

Dia Nacional de Combate à Surdez: alerta sobre uso de fone de ouvido

No atual contexto de hiperconectividade, índice de perda auditiva aumenta gradativamente sobretudo entre adolescentes e jovens

Em casa, no trânsito, no trabalho, na academia. O fone de ouvido tornou-se onipresente. O que nem todos sabem é que o uso excessivo do aparelho pode causar sérios problemas de saúde, levando, inclusive, a perda irreversível da audição. De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda auditiva atinge cerca de 360 milhões de pessoas independentemente da idade.

Nesse contexto, para marcar o Dia Nacional de Combate à Surdez – hoje, 10 de novembro, o Sistema de Conselhos criou uma campanha nacional. A partir do mote “Baixe o Volume e Ouça Bem Sempre”, o principal objetivo é alertar a população sobre os perigos do uso excessivo de fones de ouvido com volume alto.

Problemas auditivos não são exclusividade da terceira idade. No atual contexto de hiperconectividade, principalmente nos grandes centros urbanos e a partir de dispositivos móveis como smartphones e tablets, o índice de perda auditiva aumenta gradativamente sobretudo entre adolescentes e jovens. E isso acontece na maioria das vezes em razão do hábito cotidiano de usar fones de ouvido com volume muito alto.

O mais preocupante, segundo os pesquisadores, é que a perda auditiva é gradual, cumulativa e pode ser irreversível dependendo do volume e do tempo de exposição. Na área de saúde, o fonoaudiólogo é o profissional com competência para atuar na avaliação e na reabilitação auditiva de pessoas em qualquer idade. O Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia alerta: diminua o volume hoje, e ouça bem sempre. Ao primeiro sinal de perda auditiva, procure imediatamente um fonoaudiólogo. Ele é o profissional habilitado pela Lei 6965/81 para realizar exames audiológicos.

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Fique atento:

– Exposição a sons altos por muito tempo pode causar perda auditiva.

– Uma dica: baixe o volume até ouvir os sons do ambiente.

– Outra dica: retire seus fones por 15 minutos a cada 45 minutos de uso.

– Por último: limpe seus fones sempre e evite compartilhar.

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Fonte: Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia