Arquivo da tag: SVB

Campanha no metrô: “Ser vegano é uma delícia” desmistifica os sabores da comida vegana

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lança movimento para mostrar que existe muito sabor e possibilidades em uma alimentação à base de vegetais

Se você não é familiarizado com a variedade de opções veganas, já deve ter ficado na dúvida se existe bolo, chocolate, pizza, sorvete, hambúrguer e até sobremesas como cheesecake em versões sem leite, ovos e carnes. Pois saiba que tem. E são muito saborosas.

É com essa intenção que a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou na terça-feira (26), a campanha “Ser vegano é uma delícia” que visa aproximar quem não experimentou alimentos veganos e está aberto a aprender – e conhecer – o mundo de sabores inigualáveis que a alimentação vegetal oferece.

A mensagem da campanha está, em um túnel adesivado, ao longo de mais de 25 metros, da Estação Paulista, acesso da Av. Angélica do metrô e em diversos edifícios comerciais, nas redes sociais da SVB e no site da ação, com e-books de receitas disponíveis para quem quer não só provar, mas também preparar as delícias.

“Cada vez mais as pessoas estão descobrindo os sabores e as infinitas possibilidades das comidas veganas, seja em um prato mais natural, ou em novas versões lançadas quase que diariamente por restaurantes, lanchonetes e a indústria”, comenta o presidente da SVB, Ricardo Laurino.

Para ele, um complemento incomparável às opções veganas é o benefício às comidas gostosas é o benefício de saber que estará se nutrindo de um alimento que respeita os animais, o meio ambiente e cuida da saúde.

Além disso, ser vegano hoje é muito mais fácil. As prateleiras dos supermercados oferecem, cada vez mais, uma ampla variedade de produtos prontos para o consumo, como maionese, hambúrguer, queijos e carnes 100% vegetais. São opções que auxiliam, especialmente, a transição para a nova alimentação.

Por isso a SVB facilita a vida de todo vegano – ou de quem deseja experimentar uma das tantas delícias 100% vegetais – com o mapa “Onde tem opção vegana”. Nele, estão cadastrados mais de 3,5 mil estabelecimentos de todo Brasil.

Conforme o levantamento realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) em 2021 e encomendado pela SVB, 32% dos entrevistados disseram escolher uma opção vegana quando essa informação é destacada pelo restaurante ou estabelecimento. Uma prova de que, no Brasil, tem demanda para as comidas deliciosas e sem ingredientes de origem animal.

Informações: SVB

Gastronomia do Ummi Sushi ganha opções veganas no menu

Qualidade e variedade das opções sem peixe e ingredientes de origem animal surpreendem até os paladares mais resistentes

Conhecido pela culinária japonesa de alta qualidade, o Ummi Sushi agora traz também opções veganas no menu, tanto para o delivery quanto para apreciação no restaurante, localizado no bairro Jardim Paulista, em São Paulo. A cozinha foi adaptada perfeitamente para oferecer peças sem nenhum ingrediente de origem animal. Versões trufadas de berinjela e cenoura, aspargos, cogumelo shimeji e edamame estão entre os ingredientes que compõem o combinado vegano com 18 peças oferecido no delivery. No menu, há ainda as entradas com sunomono e edamame que contemplam o público vegano.

Pensadas especialmente pelos chefs Jun Hirooka e Marco Katsumi, que têm mais de 20 anos de experiência na gastronomia, as opções trazem um sabor incrível, que surpreende até mesmo quem não tem o estilo de vida vegano.

Aberto de terça a domingo, o Ummi Sushi, leva para os pratos a beleza do ambiente na Alameda Tietê e aposta na diversificação de sabores proporcionada pelos ingredientes vegetais.

O Ummi investe no nicho vegano por estar atento às demandas dos clientes e do mercado brasileiro. Conforme levantamento encomendado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) no Brasil, em 2021, 32% dos entrevistados disseram que escolhem uma opção vegana quando essa informação é destacada pelo restaurante ou estabelecimento.

Ummi Sushi – Alameda Tietê, 184 – Jardim Paulista – São Paulo

Bendito Cacao Bean To Bar recebe Certificado de Produto Vegano da SVB

Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, adquiriu em maio deste ano, a Certificação de Produto Vegano da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), para seus produtos da linha Bendito Cacao Bean To Bar (Tablete Bendito Cacao 65% 100g, Tablete Bendito Cacao 67% 100g, Tablete Bendito Cacao 70% 100g e Tablete Bendito Cacao 85% 100g).

O certificado garante que o produto não contém ingredientes de origem animal, que a empresa não testa os produtos em animais e, que os fornecedores não testam os ingredientes e matérias primas em animais.

“Para nós é muito importante ter esse certificado e poder tornar a nossa linha Bendito Cacao Bean To Bar ainda mais alinhada às necessidades dos nossos consumidores, especialmente aqueles que tem restrições de alimentação, como o vegetarianismo e/ou veganismo”, comenta Andrei Martinez, Gerente Tree to Store.

Fonte: Cacau Show

Crescimento do veganismo movimenta mercado de produtos substitutos lácteos no Brasil

O mercado de produtos lácteos à base de vegetais cresce e se torna uma grande aposta da indústria no Brasil. O fenômeno observado atualmente no mercado brasileiro já foi presenciado nos Estados Unidos; Associação Brasileira de Supermercado (Abras) avalia que a demanda por produtos vegetarianos é maior do que a oferta no país

Domingo, 1ª de novembro, comemoramos o Dia Mundial do Veganismo. E o mercado de produtos lácteos à base de vegetais é a nova grande aposta da indústrias vegana e vegetariana do Brasil. Após a consolidação dos produtos à base de vegetais que imitam o sabor e a textura da carne animal, como hambúrgueres e embutidos, agora é a vez dos leites vegetais. O grande diferencial neste caso é perfil da demanda, que cresce com a mesma velocidade do surgimento de doenças e intolerâncias associadas ao consumo do leite animal – direcionando um público enorme para os leites alternativos.

Embora não exista um cálculo específico sobre o tamanho do mercado brasileiro de produtos livres de proteína animal, a Associação Brasileira de Supermercado (Abras) avalia que a demanda por produtos vegetarianos é maior do que a oferta no país e responde por boa parte dos R$ 55 bilhões faturados pelo segmento de produtos naturais, anualmente. Empresários estimam ainda que o mercado vegano tenha crescido a uma taxa anual de 40%, nos últimos anos, em média.

Os dados refletem um fenômeno social: atualmente, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência, em abril de 2018. Em grandes capitais como São Paulo, Recife, Curitiba e Rio de Janeiro, esse percentual sobe para 16% — o que representa um crescimento de 75% da população vegetariana nessas regiões, nos últimos seis anos. A mesma pesquisa do Ibope Inteligência encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) mostra que 55% dos brasileiros consumiriam mais produtos veganos, se existissem indicações sobre os produtos no ponto de venda.

De olho nesse mercado em ebulição, empresas como a brasileira Vida Veg apostam alto no Brasil. A companhia está prestes a inaugurar a maior e mais moderna fábrica de substitutos lácteos do País, o que irá causar um grande impacto no segmento de produtos veganos, nos próximos anos. O portfólio de produtos 100% vegetal oferece aos consumidores iogurtes, shakes, queijos e a nova linha de leites vegetais frescos nos sabores de coco, amêndoas e castanha-de-caju.

Anderson Rodrigues, diretor executivo da Vida Veg, afirma que os lácteos de origem vegetal produzem menor impacto ambiental em comparação com os produtos de origem animal. “A produção de cada litro de leite de amêndoas ou de coco demanda 70% menos água em comparação ao leite de vaca, além de não precisar explorar nenhum animal”, explica.

A multinacional de origem grega Violife também enxerga o atual momento como oportunidade. O desembarque dos produtos está previsto para setembro e deverá contemplar uma linha completa de queijos do tipo mozzarela, prato, provolone, parmesão, entre outros. Os queijos veganos da Violife estão entre os mais consumidos nos Estados Unidos e ficaram entre as 20 marcas de queijo mais vendidas no Reino Unido em 2018 – sendo o primeiro do tipo vegano a aparecer na tradicional pesquisa da The Grocers.

“O queijo Violife é unanimidade entre as pessoas que já experimentaram. No teste cego, é muito comum confundirem os produtos com o queijo de origem animal”, explica Paulo Treu, diretor da Global Picks Brasil, empresa responsável pela venda no país.

Mercado Americano

O fenômeno observado atualmente no mercado brasileiro já foi presenciado nos Estados Unidos, há alguns anos. O mercado por lá está mais consolidado e com fôlego cada vez maior. De acordo com dados da Consultoria Nielsen, o mercado varejista de leites vegetais nos Estados Unidos apresentou crescimento de 20% no volume de vendas, em comparação a 2017. As receitas destes produtos cresceram 9% no mesmo período, atingindo US$ 1,6 bilhão e representando um percentual de 13% do mercado total de leites. Os iogurtes (+55%), queijos vegetais (+43%) ocuparam lugar de destaque, seguidos pelas carnes vegetais (+24%) e ovos/maioneses (+16%). Um detalhe em comum que pode ser observado é o crescimento na casa dos dois dígitos.

Mais do que um simples movimento ou tendência, o vegetarianismo e o veganismo se tornaram hoje um grande reflexo do comportamento veggie que tomou conta do Brasil.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)

Pães da Wickbold recebem certificado vegano

Com a novidade, fabricante passa a ter mais da metade do portfólio na categoria. Dentre os selecionados, estão produtos de linhas renomadas como Grão Sabor, Do Forno e Forma

O veganismo é uma das maiores tendências do setor alimentício. Uma prova disso é o estudo do Ibope Inteligência (2019) que mostra que cerca de 29 milhões de pessoas são adeptas desse tipo de alimentação no Brasil e 55% dos entrevistados consumiriam mais produtos veganos se os ingredientes estivessem indicados na embalagem.

selo
Selo da Sociedade Vegetariana Brasileira é confiável e reconhecido nacionalmente

Diante disso, a Wickbold, líder brasileira no segmento de pães especiais e saudáveis, que já contava com diversos produtos isentos de ingredientes de origem animal, acaba de conquistar o Certificado Produto Vegano SVB para diversas linhas no portfólio. Com essa certificação, a fabricante pode utilizar o selo da Sociedade Vegetariana Brasileira, que é confiável e reconhecido nacionalmente, nos produtos veganos.

“Tudo o que nós fazemos tem como base a missão de nutrir e inspirar pessoas para uma vida mais equilibrada. O movimento de alimentação saudável aumenta a cada dia e, dentro desse cenário, temos uma parcela crescente de pessoas ligadas ao veganismo, as quais queremos oferecer uma diversidade de produtos que atendam suas necessidades”, analisa Pedro Wickbold, Diretor de Marketing e Vendas da Companhia.

“Nós temos mais de 65 produtos no nosso portfólio e a maior parte sempre foi vegana. Sentimos a necessidade de comunicar isso mais abertamente para o consumidor, para que ele consiga identificar essa característica nas gôndolas. Agora, eles têm 100% de certeza de que temos muitas opções de pães sem nenhum ingrediente de origem animal”, explica Denise Pacheco, Coordenadora de Marketing.

Conheça as linhas veganas de produtos Wickbold:

wickbold
Grão Sabor: a linha está disponível nos sabores Chia & Macadâmia, Castanha & Quinoa (quadrado e redondo), Multigrãos, 18 Grãos e Maçã, Canela & Passas. Pioneiros no segmento, os produtos combinam farinha de trigo integral com os benefícios dos grãos para trazer uma experiência única de sabor e textura.

Do Forno: a linha de pães premium do tipo artesanal conta com as versões Original, Grãos Ancestrais e 100% Integral (inédito na categoria). Com fatias mais grossas e cascas finas, os produtos foram desenvolvidos à base de massa-madre, um fermento natural que atua como agente de crescimento e sabor, realçando aromas, sabores e textura.

Do Forno Hambúrguer: a linha premium traz produtos inovadores à categoria de pães de hambúrguer industrializados, nas versões Australiano e Malte, este último exclusivo no setor de panificação. Ambos são feitos com ingredientes selecionados, possuem zero colesterol e não contêm gordura trans. O tamanho diferenciado também é outro fator que chama a atenção, pois permite a produção de receitas mais elaboradas.

Forma: reconhecida no mercado e bem posicionada no portfólio da fabricante, a linha possui formato e texturas exclusivos em duas opções: Tradicional e Integral. Ambas oferecem sabor, maciez e nutrição. Além disso, não possuem colesterol e gordura trans na formulação.

Estar Leve: a linha é ideal para quem busca alimentos saudáveis, leves, saborosos e com baixas calorias. Está disponível nas versões: Forma e Integral.

Lanche: os produtos foram desenvolvidos com o objetivo de deixar os lanches mais saborosos e práticos. Os pães de hambúrguer são: Original, com Gergelim e Integral. A linha conta ainda com a opção Hot Dog.

Fonte: Wickbold

SVB anuncia ferramenta online que indica restaurantes com opções veganas no cardápio

Construído a partir do Google Maps, ‘Onde Tem Opção Vegana’ reúne mais de 3,2 mil estabelecimentos no Brasil que oferecem ao menos um prato vegano entre as alternativas.

O novo serviço de localização da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) promete resolver o problema do público que precisa encontrar restaurantes ou estabelecimentos comerciais com opções veganas. O mapa permite identificar os “Embaixadores da Segunda Sem Carne”, que oferecem descontos e promoções e outros benefícios todas as segundas-feiras, além de sugestões em todo o Brasil.

VEGANO
O recurso pode ser acessado a partir de qualquer dispositivo móvel ou computador com acesso à internet – clique aqui . Caso algum estabelecimento que o público conheça não faça parte da relação, é possível solicitar a inclusão. O serviço foi criado com base no trabalho desenvolvido pelo Programa Opção Vegana, cujo objetivo é oferecer consultoria gastronômica e nutricional gratuita a estabelecimentos interessados em incluir pratos 100% vegetais em seus cardápios.

A interatividade proporcionada pela ferramenta oferece funcionalidades que podem ser úteis aos usuários. É possível, por exemplo, calcular a distância, tempo de deslocamento, telefone e horário de funcionamento dos locais sinalizados.

Segunda sem carne

A Campanha Segunda Sem Carne (SSC) do Brasil é considerada a maior do mundo e contempla mais de 100 municípios. O trabalho conta com o apoio de instituições públicas e grandes empresas, beneficiando mais de três milhões de pessoas em todo o Brasil. A iniciativa foi lançada em 2009 pela SVB e atingiu a marca recorde de mais de 80 milhões de refeições a base de vegetais em 2019, crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

03_risotto-crop-veghamburguer-crop-veg
Programação Opção Vegana

Criado há pouco mais de dois anos, oferece consultoria gratuita para desenvolvimento de receitas com alimentos de origem 100% vegetal e foi desenvolvido em parceria com a Humane Society International (HSI). Mais de 1,4 mil estabelecimentos comerciais, em diversos locais do Brasil, contam com o suporte do programa. O trabalho tem o objetivo de promover uma alimentação vegana de qualidade e acessível a toda população.

Abril Vegano quer incentivar a adesão ao veganismo

Ação busca engajar o público em relação ao movimento, alertando sobre os impactos positivos que a alimentação vegana provoca na sociedade, no meio ambiente e na saúde

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou nova campanha online de engajamento batizada de ‘Abril Vegano – Dê o primeiro passo para o veganismo’. O objetivo do trabalho é reforçar os benefícios da dieta 100% vegetal, incentivando a transição nutricional e oferecendo vários materiais gratuitos e já disponíveis online para ajudar as pessoas interessadas. As ações já começaram nas redes sociais e devem se estender ao longo do mês, com veganos enviando convites a amigos não veganos para viverem a experiência do veganismo.

O movimento é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todos os produtos derivados de animais, seja para a alimentação, vestuário ou qualquer outra finalidade. Não é preciso se esforçar muito no atual mundo digital para encontrar materiais e informações que demonstrem a importância de uma alimentação mais saudável e com respeito aos animais e ao meio ambiente”, observa Mônica Buava, gerente de campanhas da SVB.

Motivos para considerar

natureza planeta verde ecologia

A adesão à alimentação vegana pode ser provocada por vários motivos. Entre os principais estão a ética, que se traduz em uma escolha de não compactuar com a exploração, confinamento e abate dos animais. Mais de 10 mil animais terrestres são abatidos por minuto no Brasil para produzir carnes, leite e ovos. Frangos, porcos, bois – como tantos outros – são sencientes (capazes de sofrer e sentir prazer e felicidade) ou seja, têm uma complexa capacidade cognitiva e sentem dor, sofrimento e alegria da mesma forma que os cães que temos em casa.

“Outro aspecto importante é a saúde. Diversos estudos associam efeitos positivos de saúde com a maior utilização de produtos de origem vegetal e restrição de produtos de origem animal. De acordo com inúmeros estudos científicos – cada vez mais frequentes e publicados por instituições idôneas –, o consumo de carnes está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer”, observa Alessandra Luglio, responsável pelo departamento de nutrição da SVB.

O meio ambiente, por sua vez, também é um bom motivo para reconsiderar a forma como nos alimentamos. Segundo a ONU, o setor pecuário é o maior responsável pela erosão de solos e contaminação de mananciais aquíferos do mundo. A entidade também estima que 14,5% das emissões de gases do efeito estufa geradas pelas atividades humanas têm origem no setor pecuário. Quase todo o volume do farelo de soja (97%) e mais da metade do milho produzidos (60%) globalmente são utilizados não para consumo humano, mas para virar ração para as fazendas e granjas industriais, produzindo alimentos a uma eficiência muito baixa.

Por fim, mas não menos importante, está o aspecto social. A produção de alimentos por meio da pecuária não é apenas ambientalmente degradante, mas também contribui significativamente para o desperdício global de alimentos: são exigidos entre dois e 10 quilos de proteína vegetal (soja, por exemplo) para produzir apenas um quilo de proteína de origem animal.

Em um mundo com cerca de um bilhão de pessoas que passam fome, esse volume de desperdício é socialmente inaceitável. Vale ainda mencionar que, estatisticamente, o setor pecuário concentra o maior volume de mão de obra análoga à escravidão do setor rural brasileiro.

Como montar um prato vegano

feijao tropeiro vegano

Mas aí surge a grande questão: como faço para montar um prato vegano? É importante reforçar que um prato 100% à base de vegetais é mais simples do se imagina e não é mais caro. Pode ser muito mais barato, saboroso e sem perder qualidade nutricional.

“Lembre-se de sempre substituir a proteína animal (carnes, ovos e laticínios) por proteína vegetal (feijões, castanhas e outros). É importante que o prato seja composto por 50% de legumes e verduras, 25% de feijões e castanhas e 25% de cereais e batatas”, completa Alessandra.

Para mais informações, basta clicar aqui.

abril vegano

Sobra a Sociedade Vegetariana Brasileira

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é uma organização sem fins lucrativos que promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. Por meio de campanhas, programas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo, a SVB realiza conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. Para mais informações, visite o site ou os perfis da entidade no Instagram, Facebook e Youtube.

Dia Mundial Sem Carne comemora 35 anos hoje

Programa Segunda Sem Carne (SSC) registrou crescimento de 20% em relação a 2019, com mais de 80 milhões de refeições a base de vegetais servidas nos estabelecimentos parceiros.

O Dia Mundial Sem Carne é comemorado hoje (20), como o maior símbolo dos benefícios da alimentação a base de frutas, verduras, grãos e legumes na saúde das pessoas. Criada em 20 de março de 1985, a data representa mais de três décadas de trabalho dos movimentos vegetariano e vegano em todo o planeta.

Para a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), os números são igualmente relevantes. Criada há pouco mais de 17 anos, a organização fechou o ano passado com núcleos ou grupos presentes em 50 cidades do Brasil, promovendo a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa.

Promoção do veganismo

vegetariano

Mais de 1,2 mil cozinheiros e 52 nutricionistas foram capacitados por meio da SSC, no último ano. Com os resultados alcançados por meio das refeições vegetais, cerca de seis toneladas de carne deixaram de ser consumidas ano. O meio ambiente foi poupado em um bilhão de litros de água, 981 mil metros quadrados de área agrícola, 331 mil toneladas de grãos (que poderiam alimentar quase cinco milhões de pessoas), além de 400 mil toneladas de gases que contribuem para o efeito estufa, que deixaram de ser emitidos na atmosfera.

O programa Opção Vegana (OPV) foi outro grande canal de promoção do veganismo, oferecendo consultoria gratuita e levando a alimentação a base de vegetais para mais de 1,4 mil estabelecimentos comerciais, em diversos locais do Brasil. O Curso de Capacitação em Nutrição Vegetariana, por sua vez, capacitou mais de três mil profissionais que atuam na área da saúde.

Defesa dos animais

cruelty-free-grey820

A SVB ainda foi reconhecida, pelo segundo ano consecutivo, como uma das nove instituições sem fins lucrativos mais eficazes do mundo na defesa da causa animal. A avaliação foi feita pela Organização Internacional Animal Charity Evaluators (ACE), referência mundial no setor, e considerou o trabalho de 166 organizações que atuam no mundo.

Sociedade Vegetariana Brasileira

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é uma organização sem fins lucrativos que promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. Por meio de campanhas, programas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo, a SVB realiza conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. Para mais informações, acesse http://www.svb.org.br ou os nossos perfis no Instagram, Facebook e Youtube.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: prevenção começa pelo prato

Estudos científicos revelam que consumir produtos de origem animal pode aumentar o risco de desenvolver a doença em até 64%

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é lembrado hoje (4) em todo o mundo, como forma de alerta conscientização para que as pessoas tenham acesso a tratamento e informações sobre a doença. Anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em decorrência de algum tipo de câncer, em todo o mundo.

A prevenção ainda é considerada o melhor remédio e tudo indica que ela começa no prato. Análises científicas mostram cada vez mais evidências que os fatores alimentares estão diretamente associados ao surgimento da doença.

Produtos de origem animal e o câncer

salsicha e embutidos pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já comprovou que a cada 50 gramas de carne processada consumida, o risco de câncer de cólon aumenta em cerca de 20%. Os grupos de estudos formados pela entidade analisaram mais de 800 estudos diferentes, investigando mais de 12 tipos de câncer em seres humanos, relacionados ao consumo de carne vermelha e carne processada, em vários países e com populações diversas.

“Vale a pena lembrar que o consumo de carne (de todos os tipos), no Brasil, é de 233 gramas por dia, em média, por pessoa, que é 3 a 4 vezes mais o que as diretrizes nutricionais sugerem para a população que come carne”, esclarece o médico nutrólogo e diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Eric Slywitch.

Dieta vegetariana e prevenção ao câncer

O também médico, Sidney Federmann, acrescenta que o consumo regular e diário de leite e seus derivados, como os queijos e a manteiga, é consistentemente associado ao aumento no risco de câncer de próstata, principalmente ao tipo fatal. “A alimentação vegetariana estrita contém centenas de componentes que provocam a morte (apoptose) das células cancerosas a partir de vários mecanismos”, analisa.

O único fator de atenção está relacionado à vitamina B12. “Como a alimentação vegetariana estrita não contém vitamina B12, recomendamos o acompanhamento periódico dos níveis dessa vitamina no sangue. E vale lembrar que a deficiência de vitamina B12 é, também, bastante prevalente na população onívora, igualmente, demandando atenção”, conclui Federmann.

prato vegetariano

Tecnicamente falando, os cereais integrais, leguminosas, legumes e verduras, frutas, sementes e nozes, como a soja, arroz integral, milho, aveia, chás, brócolis, repolho, agrião, feijões, endívia, alho, tomate, morango, uvas têm polifenóis como kampferol, quercitina, galato de epigalocatequina, isoflavonas, miricetina, genistein, resveratrol, que inibem a captação de glicose pelas células cancerosas, causando déficit energético e levando-as à morte.

“Adotar uma dieta vegetariana é uma estratégia inteligente para a prevenção contra o câncer”, avalia Slywitch. Para aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre o assunto, os dados mostram que vale repensar os hábitos alimentares, pois eles podem te salvar.

Quer saber mais? Assista ao vídeo O Câncer e o Consumo de Carne clicando aqui.

 

Alimentos com Vitamina A podem reduzir risco de câncer de pele

 

couve

Segundo estudo publicado em julho de 2019 no Journal of American Medical Association Dermatology, incluir uma batata-doce média ou duas cenouras cozidas diariamente na dieta reduz em até 17% o risco de câncer de pele

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data criada para aumentar a conscientização sobre a doença. O dia 4 de fevereiro serve também para incentivar a adoção de estratégias adequadas para atuar na prevenção do câncer, afinal, até 30% dos casos da doença podem ser prevenidos por meio de cuidados como praticar exercícios físicos, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, realizar exames anualmente, utilizar fotoprotetor diariamente e manter uma alimentação balanceada.

A alimentação possui tamanha importância na prevenção do câncer que um estudo da Brown University, publicado no final de julho no Journal of American Medical Association Dermatology, descobriu que a ingestão de frutas, verduras e legumes ricos em vitamina A está associada a um menor risco de um tipo comum de câncer de pele, chamado carcinoma de células escamosas.

mulher tomando sol protetor solar

E nem é necessário exagerar: ingerir duas cenouras grandes ou uma batata-doce média por dia já reduz em 17% o risco de câncer de pele. “Este é o segundo tipo de câncer de pele mais comum em pessoas de pele clara. O papel da vitamina A em ajudar na renovação das células da pele é bem conhecido, mas sua utilidade na redução do risco de câncer de pele tem sido motivo de controvérsia. O uso de protetor solar, e evitar a exposição à luz solar forte, são as principais recomendações para diminuir a incidência de câncer de pele. O atual estudo sugere que comer frutas e vegetais ricos em vitamina A pode ser outra boa maneira de diminuir esse risco”, diz o dermatologista Jardis Volpe*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A pesquisa atual avaliou ingestões dietéticas de vitamina A e taxas de detecção de câncer de pele em dois grandes estudos observacionais realizados ao longo de vários anos. Os dados do Nurses ‘Health Study foram coletados de 1984 a 2012 e analisaram mais de 75.000 mulheres americanas, enquanto o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde acompanhou mais de 48.000 homens americanos de 1986 a 2012. Os dados coletados no acompanhamento incluíram a ingestão de alimentos, história de câncer de pele, cor do cabelo, incidentes graves com queimaduras solares e história familiar de câncer de pele, todos estes podendo contribuir para o risco de câncer de pele.

Dos 123.000 indivíduos, todos eram de fototipo claro (brancos), o que os colocava em maior risco de câncer de pele. Entre eles, havia quase 4.000 casos de carcinoma de células escamosas durante o período de estudo.

De acordo com o estudo, os pesquisadores estavam procurando evidências de associação entre câncer de pele e ingestão de vitamina A. “A conclusão foi a de que aqueles que tiveram a maior ingestão de Vitamina A proveniente de fontes vegetais tiveram um risco 17% menor de carcinoma de células escamosas em comparação com aqueles com a menor ingestão”, afirma o médico. Na dieta, essa “ingestão maior” pode ser comparada a comer duas cenouras grandes ou uma batata-doce média cozida diariamente.

vitamina_a frutas legumes amarelos laranja

Outra descoberta do estudo foi que a maior parte da vitamina A ingerida era proveniente de frutas e vegetais, e não de suplementos ou de produtos à base de animais. “Alimentos ricos em vitamina A incluem vegetais verdes folhosos como alface, além de cenouras e batatas-doces, e frutas como damasco ou melão. Compostos como a vitamina A, como o licopeno, foram encontrados em tomates e melancia, e também reduzem o risco de câncer de pele”, diz o médico.

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel que é convertida em vários retinóides, que são compostos bioativos necessários para a adequada maturação e diferenciação das células epiteliais. Formas sintéticas desses compostos são empregadas para prevenir o câncer de pele em populações de alto risco, mas têm um potencial significativo para danos. Daí o foco do estudo atual em fontes naturais de vitamina A para a quimioprevenção do câncer de pele é justificada. No estudo, a análise compensou a presença dos outros fatores de alto risco.

Mas é necessário tomar cuidado com relação à Vitamina A. O mesmo estudo também lembrou sobre a toxicidade do nutriente. “Fontes baseadas em animais e suplementos podem elevar os níveis sanguíneos de vitamina A, causando náusea, desequilíbrio do fígado, osteoporose e fratura de quadril. Na pele, pode causar ressecamento e no cabelo pode contribuir para a queda. No entanto, fontes vegetais de vitamina A geralmente não resultam em toxicidade”, lembra o médico.

“Como este estudo foi de natureza observacional, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado com controles ou um grande estudo prospectivo para se chegar a uma conclusão quanto ao papel da vitamina A na redução do risco de câncer”, finaliza.

*Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Hoje é o Dia Mundial do Veganismo

Em celebração à data, nutricionista esclarece dúvidas sobre a transição alimentar e sobre o estilo de vida

Comemorado em várias partes do mundo, 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, 55% da população têm interesse em consumir mais produtos veganos, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidado e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e depois, estender para outros dias aos poucos.

Confira abaixo mais cinco dicas que podem facilitar o processo de transição:

nutritionista e paciente

Orientação profissional: a especialista pontua que é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar sobre como fazer as substituições corretas e evitar deficiência nutricional. “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica.

mulher alimentação 2

Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina.

alimentação-saciedade
Foto: Shutterstock

Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. “Outro ponto essencial é que os pratos saciem a fome. Assim, é possível evitar a vontade por mais comida logo após as refeições”, indica.

hamburguer vegano

Escolher comércios veganos: com o aumento da procura por comidas veganas, tem crescido o número de restaurantes, padarias e cafés que possuem opções saudáveis voltadas para esse público, principalmente nas grandes cidades. Por isso, a dica é procurar por lugares que ofereçam essas alternativas no cardápio.

Depositphotos mulher cama celular
Foto: Depositphotos

Compartilhar ideias: “Há muitos grupos nas redes sociais e sites dedicados ao universo vegano que fornecem dicas de receitas, produtos, lugares e eventos. Essas notícias são extremamente úteis para auxiliar na transição. Até mesmo compartilhar a própria experiência de mudança com outras pessoas pode contribuir na otimização do processo e encontrar amigos que compartilham do mesmo estilo de vida”, conclui.

Fonte: Superbom