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Novembro Branco: 10 perguntas e respostas sobre a relação entre fumo e câncer

90% dos casos de câncer de pulmão possuem como origem o tabagismo. Por isso, no mês de conscientização da doença, é fundamental alertar sobre o diagnóstico precoce e os prejuízos

Novembro Branco é dedicado à conscientização do câncer de pulmão, doença que tem como origem em 90% dos casos o tabagismo. Os fumantes possuem um risco 20 vezes maior de desenvolverem tumores pulmonares, fazendo com que o alerta seja visto com ainda mais sensibilidade para este grupo em especial.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), apesar dos dados não serem novidades, os tumores pulmonares ainda lideram o ranking de doenças oncológicas com maior número de óbitos todos os anos. Além disso, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 30 mil pessoas terão o diagnóstico da doença em 2021.

Um dado alarmante, também apresentado pelo Inca, indica que aproximadamente 10% dos brasileiros acima de 18 anos fumam – ou seja, 20 milhões de pessoas são fumantes no país. Mesmo o Brasil sendo reconhecido mundialmente por suas campanhas de combate ao fumo, esse desafio ainda é grande. Segundo Mariana Laloni, oncologista do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, é necessário alertar quanto ao uso de vaporizadores de fumo, que têm sido usados principalmente por jovens.

“Apesar da redução do consumo de cigarros no país, em decorrência das campanhas de conscientização e proibições do fumo, que vêm sendo aplicadas em locais públicos desde a década de 1990, o número absoluto de tabagistas ainda é alarmante. E os novos dispositivos tecnológicos de vape, que conquistam especialmente as chamadas gerações Millennial e Z, sob a falsa justificativa de serem menos nocivos à saúde e por seu design moderno – que serve como atrativo adicional para essa parcela da população -, representam uma ameaça ainda maior de retrocesso na luta contra o tabagismo”, comenta a especialista.

No mundo, a OMS aponta que atualmente 8 milhões de pessoas vão a óbito por causa de doenças relacionadas ao tabaco. No Brasil, esse número pode chegar a 156 mil mortes anualmente – uma média de 428 por dia. Vale lembrar ainda que o tabagismo vai muito além do câncer de pulmão, incluindo problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, infarto e Acidente vascular cerebral (AVC), entre outros.

Iluminando o caminho

Com o avanço da ciência, as diferentes maneiras de tratar o câncer foram se transformando ao longo dos anos. No caso das neoplasias de pulmão, as alternativas terapêuticas têm sido indicadas para o enfrentamento da doença, como é o caso da radioterapia isolada. “A indicação depende principalmente do estadiamento, tipo, tamanho e localização do tumor, além do estado geral do paciente”, diz Mariana.

A imunoterapia exerce um papel importante para o enfrentamento do câncer de pulmão. A partir do reconhecimento do tumor pelo organismo, e que com o passar do tempo ele irá se “disfarçar” para não ser reconhecido e crescer, a técnica consiste em fazer com que o corpo ative uma espécie de chave, religando a resposta imunológica para agir contra o problema.

“Embora o sistema imune esteja apto a prevenir ou desacelerar o crescimento do câncer, as células cancerígenas sempre dão um jeitinho de driblá-lo e, assim, evitar que sejam destruídas. O papel da imunoterapia é justamente ajudar os ‘soldados’ de defesa do organismo a agir com mais recursos contra o câncer, produzindo uma espécie de super estímulo para que o corpo produza mais células imunes e assim a identificação das células cancerígenas seja facilitada – devolvendo ao corpo a capacidade de combater a doença de maneira efetiva”, explica a especialista. Entretanto, é fundamental alertar que antes de remediar, o câncer de pulmão deve ser prevenido. Para Mariana, a melhor alternativa é sempre parar de fumar.

A seguir, a oncologista Mariana Laloni esclarece dez perguntas e respostas comuns sobre a relação entre o fumo e o câncer.

O fumo pode aumentar o risco de câncer de pulmão?
Sim
. O tabagismo pode aumentar em aproximadamente 20 vezes o risco de desenvolver câncer de pulmão. Cerca de 90% dos casos estão relacionados ao fumo.

Quais são os principais sintomas do câncer de pulmão?
Nas fases iniciais da doença, onde a chance de cura é maior, o problema é, infelizmente, silencioso, não apresentando sintomas. Já nas fases em que o câncer está mais avançado, o paciente pode apresentar sinais no aparelho respiratório, como tosse, dor no peito e falta de ar.

Quais são os principais tipos de câncer de pulmão?
Existem dois tipos de câncer de pulmão, sendo eles o carcinoma de pequenas células e o de não pequenas células. Geralmente, o segundo caso corresponde a 80 a 85% dos casos, podendo ser subdividido em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. No mundo, o tipo mais comum é o adenocarcinoma, atingindo 40% dos pacientes.

Como é o tratamento para câncer de pulmão?
Para o tratamento adequado, é importante analisar o estadiamento, subtipo, tamanho e localização do tumor, além se o paciente possui algum tipo de comorbidade. Caso a doença esteja em seu estágio inicial e localizado apenas no pulmão, a indicação é de cirurgia ou radiocirurgia, uma radioterapia direcionada. Já nos casos mais avançados, porém sem lesões à distância, o tratamento escolhido pode ser a combinação da quimioterapia e radioterapia, podendo consolidar a imunoterapia. Quando existem metástases, o caminho para os recursos irá depender do tipo de tumor.

Além do câncer de pulmão, o tabagismo aumenta o risco de outros tipos de câncer?
Sim. Além do câncer de pulmão, o fumo pode aumentar os riscos para o câncer de de cabeça e pescoço, boca, laringe, faringe e bexiga.

Quais são os principais elementos cancerígenos dos cigarros convencionais?
Ao todo, existem quase cem tipos diferentes de substâncias cancerígenas nos cigarros tradicionais. As principais são: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, nicotina e alcatrão. Dentre elas, é importante ressaltar aida a mais perigosa em termos cancerígenos: a nicotina.

Qual dessas substâncias causa dependência em cigarros?
É justamente a nicotina, uma vez que provoca a sensação de prazer e pode levar ao vício. Essa substância psicoativa faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) da OMS.

O cigarro eletrônico também aumenta o risco de câncer de pulmão?
Sim. Como ele vaporiza um líquido com grande quantidade de nicotina, a substância também pode elevar os riscos da doença. Mas, vale lembrar que ainda não se sabe qual a extensão de impacto no desenvolvimento de cânceres, devido ao desenvolvimento recente e uso variado do produto: há pessoas que fumam apenas ele, outras que consomem cigarros eletrônico e convencional, aquelas que nunca fumaram cigarro convencional e foram direto para o eletrônico, as que substituíram o convencional pelo eletrônico, etc.

Depois de quanto tempo sem fumar há a diminuição do risco de desenvolvimento de cânceres ligados à nicotina?
Com o passar das horas e dias, os benefícios à saúde são bastante perceptíveis e as chances de desenvolvimento de cânceres também diminui com o passar dos anos – com 10 anos sem fumar, os riscos são considerados baixos. Mas, dependendo da carga tabágica – número de maços por dia vezes o número de anos que a pessoa fumou – é importante continuar de olho.

Que impacto haveria nos diagnósticos de câncer se todos os fumantes do mundo conseguissem se livrar do vício agora?
O principal impacto seria a diminuição de aproximadamente 33% do número de casos de câncer diagnosticados e, ao longo do tempo, uma redução ainda mais expressiva.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Médico explica tratamento pelo qual Rita Lee vai passar após diagnóstico de câncer de pulmão

Câncer de pulmão: imunoterapia e terapias avançadas estão revolucionando o combate à doença; tratamentos baseados no conceito de oncologia de precisão, cirurgias minimamente invasivas e programa antitabagismo estão entre as grandes aliadas para qualidade de vida dos pacientes

Rita Lee, um dos ícones do rock brasileiro e uma das mais queridas cantoras do país, descobriu um tumor no pulmão esquerdo. Ela, que está com 73 anos, passava por exames de rotina no Hospital Israelita Albert Einstein. No Instagram, a equipe da cantora postou sobre o assunto e acrescentou: “Ela já se encontra em casa e dará sequência aos tratamentos de imuno e radioterapia”.

Rita Lee fotografada em casa pelo marido, Roberto de Carvalho. Reprodução Instagram

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, ao ano, mais de 30 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pulmão, fazendo com que o tumor esteja entre os líderes em volume de incidência no país – cerca de 13% de todos os casos registrados. E cabe a ele mais um título pouco valoroso: o de doença oncológica que mais mata todos os anos. O levantamento mais recente sobre esses índices no Brasil, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer (2019), indica 29.354 mortes em decorrência dessa neoplasia maligna a cada 12 meses.

Contudo, há boas notícias que devem promover a melhora desse cenário: graças ao avanço proporcionado pelas pesquisas científicas nos últimos anos, os tumores de pulmão atualmente contam com um arsenal poderoso, que, somados à quimioterapia, radioterapia e outras condutas de cuidado, tem revolucionando o combate a esse tipo de câncer. Entre as mais recentes, a imunoterapia – que ativa o sistema imunológico por meio de uma combinação de medicamentos biológicos avançados – é apontada como uma aliada valiosa e eficaz em muitos casos, podendo ser combinada ou não a outras alternativas terapêuticas.

O tratamento recebeu dedicatória do Prêmio Nobel de Medicina em 2018 e, desde então, se estabeleceu como caminho importante para pacientes com Câncer de Pulmão, inclusive aqueles que apresentam metástases, por seu potencial de ação em tumores mais complexos, com um acúmulo de mutações genômicas alto. Dados apresentados na Associação Americana de Pesquisa do Câncer, em Chicago, no mesmo ano, já mostravam a Imunoterapia como a responsável por maior qualidade de vida e probabilidade de sobrevivência, modificando de forma imediata as práticas médicas no tratamento de algumas formas da doença desde então.

“Essa prática terapêutica vem apresentando resultados muito significativos para casos de neoplasias malignas de pulmão. Em linhas gerais, alguns tipos de câncer são capazes de driblar o sistema imunológico usando uma espécie de ‘camuflagem’ para não serem notados ou ‘desligando’ os mecanismos responsáveis por identificar que há algo errado com aquela célula. A imunoterapia tem então a missão de potencializar o sistema de defesa do corpo para combater o câncer, oferecendo ferramentas para que o organismo enxergue essas células anormais e as combatam. Ou seja, o caminho passa a ser o fortalecimento do sistema imune do próprio indivíduo, com menos chances de efeitos colaterais e aumentando não apenas as possibilidades de sucesso, mas também de bem-estar ao paciente”, argumenta Carlos Gil Ferreira, Líder de Oncologia Torácica do Grupo Oncoclínicas e Presidente do Instituto Oncoclínicas.

O médico lembra que nem todos os casos de câncer podem ser tratados com uso de imunoterapia, mas estudos para descoberta de novas drogas imunoterápicas seguem em curso, o que permitirá que cada vez mais pessoas sejam beneficiadas. Atualmente, além da indicação para alguns tumores de pulmão, os imunoterápicos podem ser adotados para tratar cânceres de bexiga, rins, cabeça e pescoço, melanoma, leucemia e linfoma de Hodgkin. Estudos clínicos apontam ainda para avanços consideráveis em alternativas de uso para subtipos específicos de câncer de mama e colorretal.

Combate ao tabagismo e individualização também são palavras de ordem

O arsenal de avanços na Oncologia tem ainda como aliada a análise genética, tanto para a precisão diagnóstica, quanto para o direcionamento de tratamentos cada vez mais pautados pelo olhar individualizado e eficácia nos resultados. Segundo Carlos Gil Ferreira, exames que ajudam a detectar o perfil molecular de tumores de pulmão têm se mostrado importantes ferramentas no controle da condição.

“Esse tipo de teste proporciona maior precisão e melhor qualidade no diagnóstico, o que é fundamental para uma definição precisa do tratamento. Isso porque, apenas conhecendo com precisão a célula cancerígena o profissional de saúde conseguirá especificar o melhor tratamento para aquele caso”, ressalta.

O presidente do Instituto Oncoclínicas cita estudos que comprovam esses impactos positivos, entre eles uma análise publicada no New England Journal of Medicine em agosto de 2020 , que mostra que a mortalidade em nível populacional devido ao câncer de pulmão diminuiu acentuadamente durante 2013-2016. Além disso, as taxas de sobrevivência após o diagnóstico melhoraram com o tempo, o que, conforme descrito pelos autores, é resultado da melhora nos índices de detecção precoce combinadas a esses avanços no tratamento, levando pouco a pouco à redução das taxas de letalidade pela doença.

Adicionalmente, seguindo essa visão voltada à união de esforços para obtenção de melhores resultados em toda a linha de cuidados ao paciente, o Carlos Gil ressalta que o combate ao fumo é essencial para reduzir os riscos de incidência de tumores de pulmão.

“Nunca é tarde para abandonar o vício. Mesmo no caso de pacientes com diagnóstico de câncer, aqueles que largam o cigarro obtêm uma melhora na capacidade de oxigenação que favorece a redução de possíveis efeitos colaterais das terapias empregadas e contribui para uma melhor resposta ao tratamento, com ganhos evidentes para a qualidade de vida”, finaliza, reforçando que em linha com esta percepção, o Instituto Oncoclínicas lançou neste ano um programa próprio de cessação do tabagismo.

Fonte: Carlos Gil Ferreira é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutorado em Oncologia Experimental – Free University of Amsterdam. Foi pesquisador Sênior da Coordenação de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) entre 2002 e 2015, onde exerceu as seguintes atividades: Chefe da Divisão de Pesquisa Clínica, Chefe do Programa Científico de Pesquisa Clínica, Idealizador e Pesquisador Principal do Banco Nacional de Tumores e DNA (BNT), Coordenador da Rede Nacional de Desenvolvimento de Fármacos Anticâncer (REDEFAC/SCTIE/MS) e Coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Câncer (RNPCC/SCTIE/MS). Desde 2018 é Presidente do Instituto Oncoclínicas e Diretor Científico do Grupo Oncoclínicas.

Cigarro acelera envelhecimento da pele e favorece o aparecimento de rugas e flacidez

Dermatologista Jardis Volpe explica como reverter as alterações na pele causadas pelo hábito de fumar, como as rugas que, segundo estudo realizado pela Santa Casa de São Paulo, são 38% mais evidentes em fumantes do que em pessoas que não fumam

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo, e o cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde. Afinal, ele está relacionado a uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares crônicas, incluindo asma, infarto do miocárdio e até mesmo câncer. Porém, os perigos do cigarro não afetam apenas o interior de nosso organismo, causando danos também a nossa pele, já que induz ao envelhecimento precoce.

Lovely and fashionable senior woman enjoying a cigarette outdoors on a rooftop.
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“Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a viçosidade e luminosidade e torna-se amarelada e flácida”, explica o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação a pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele.

“Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta o dermatologista.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõe o tecido cutâneo.”

A má notícia é que as alterações causadas pelo cigarro são, geralmente, irreversíveis. Porém, parar com o hábito de fumar evita que novos danos sejam causados. Além disso, é possível melhorar a qualidade da pele danificada pelo tabagismo através de cuidados diários com o tecido e a realização de tratamentos dermatológicos.

“Em casa, o ex-fumante pode fazer uso de cosméticos hidratantes, antioxidantes e anti-idade formulados com ativos que colaborem para o rejuvenescimento e melhora da saúde da pele, como ácido retinoico, ácido hialurônico, Alistin, Hyaxel e vitamina C. O paciente também deve fazer uso de nutracêuticos para restabelecer a saúde da pele e ajudar na formação de colágeno de boa qualidade. As substâncias mais indicadas são: Exsynutriment, Glycoxil e Bio-Arct”, destaca o médico.

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“No consultório é possível a realização de procedimentos que visem tratar alterações especificas causadas pelo cigarro. Para rugas e linhas de expressão, por exemplo, podem ser feitas aplicações de preenchedores injetáveis e toxina botulínica. Já para reduzir manchas o laser de picossegundos é recomendado”. Mas é importante ressaltar que tal melhora na aparência da pele demora a aparecer mesmo após o abandono do cigarro e a adoção de uma rotina de cuidados com a pele, pois a interrupção dos danos do tabaco no tecido cutâneo não é imediata.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Combate ao fumo: Instituto Lado a Lado pela Vida realiza mobilização em São Paulo

Além do tradicional pulmão inflável gigante, haverá uma equipe de seis enfermeiros e três promotores, em frente ao prédio da Fiesp, orientando a população

Noventa por cento dos casos de câncer de pulmão estão ligados ao hábito de fumar. O tabagismo é ainda dos principais fatores de risco para outros tumores, como bexiga, língua, boca, laringe e estômago, sem falar em outras doenças pulmonares e cardiovasculares.

Por esse motivo, nesta quinta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Instituto Lado a Lado pela Vida realiza mais uma ação da campanha Respire Agosto. Trata-se de uma mobilização em frente ao prédio da Fiesp, em São Paulo, com objetivo de conscientizar a população sobre os males causados não apenas pelo cigarro convencional, mas também por charutos, cachimbos, narguilés e vaporizadores – também conhecidos como cigarros eletrônicos.

No local, seis enfermeiras orientarão a população sobre o diagnóstico precoce do câncer de pulmão, enquanto três promotoras ficarão responsáveis pela distribuição de material informativo para as pessoas que passarem em frente ao prédio da Fiesp. Além disso, o tradicional pulmão inflável gigante da campanha, de 6 metros de altura por 6 metros de largura e 1,5 metro de profundidade também será instalado no local, chamando a atenção da população.

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do pulmão. A doença atingiu mais de 31 mil brasileiros no ano de 2018, mas mesmo com números tão impressionantes, a sociedade ainda não entende, de fato, a gravidade da neoplasia.

Brasileiros desconhecem o câncer de pulmão

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Isso foi o que mostrou uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Datafolha, sob encomenda da biofarmacêutica AstraZeneca do Brasil e apoiada pelo Instituto Lado a Lado. O estudo ouviu mais de 2 mil voluntários, entre pacientes diagnosticados com a doença e população em geral, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Distrito Federal.

Segundo o levantamento, apesar de 97% da população dizer que conhece a doença, 70% acredita ser fácil diagnosticá-la precocemente – o que contradiz a realidade da doença, uma vez que apenas 20% dos casos são diagnosticados em estágios iniciais.

A falta de conhecimento por parte dos pacientes é ainda mais preocupante: 35% não sabe em qual estágio foi diagnosticado; e poucos conhecem tratamentos mais inovadores e recentes, como a terapia-alvo e a imunoterapia, com 9% e 17%, respectivamente. Este cenário agrava os impactos sociais, já que, segundo o estudo, 32% dos pacientes entrevistados deixaram de trabalhar por complicações da doença.

O cenário do tabagismo

Mesmo que a exposição à poluição do ar ou agentes químicos, inalação de poeira e fatores genéticos sejam fatores de risco, o tabagismo é o principal causador do câncer de pulmão. O fato é reconhecido por 72% da população e 70% dos pacientes, que apontam o cigarro como principal fator de risco. Além disso, 95% da população entendem que o fumante passivo também é prejudicado.

Contudo, segundo a pesquisa, 29 milhões de brasileiros fumam e menos da metade daqueles diagnosticados com a doença excluíram o tabagismo de suas vidas, uma vez que apenas 48% informaram que pararam de fumar após o diagnóstico. Por outro lado, 35% desses pacientes moram com alguém que é tabagista, indicando que o fumante passivo também é suscetível à doença.

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, e o quarto entre as mulheres”, diz Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL. “Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”.

Marlene reforça o quanto é importante alertar a população sobre os exames periódicos. “Ao deixar de realizá-los e permitir o avanço de um possível tumor, as chances de cura são muito mais difíceis”, finaliza ela.

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Mobilização Câncer de Pulmão
Campanha Respire Agosto
Dia Nacional de Combate ao Fumo
Dia 29 de agosto, quinta-feira
Das 10 às 15 horas
Local: Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313

Hábitos de fácil introdução no cotidiano reduzem chances de doenças no coração

Atualmente, cerca de 300 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos vítimas de arritmias cardíacas, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). “A prevenção é a melhor maneira para manter o coração fora de riscos e alguns hábitos simples inseridos no dia a dia podem evitar problemas futuros”, afirma Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina.

Abaixo, o especialista elenca cinco hábitos de fácil introdução no cotidiano que podem reduzir consideravelmente as doenças cardiológicas:

Controle os fatores de risco

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A maior parte das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas se a pessoa controlasse o colesterol ruim (LDL) do corpo. Portadores ou pessoas com histórico familiar de diabetes e hipertensão devem redobrar a atenção.

Faça exames preventivos

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Principalmente após os 40 anos, é importante realizar exames de rotina para o coração. Um possível problema pode ser evitado ou minimizado, se descoberto com antecedência. Antes dessa idade, a pessoa deve procurar um cardiologista se perceber algum sinal atípico.

Pratique exercícios com regularidade e mantenha o peso sob controle

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Fazer atividades físicas regularmente é benéfico para a saúde no geral. Porém, se tratando do coração, é ainda mais: hormônios como a endorfina liberados pelo organismo após o exercício relaxam a parede das artérias. Com a queda da pressão arterial, a taxa de glicose diminui e o índice do colesterol bom aumenta. A recomendação é praticar 30 minutos de qualquer atividade física (ex: corrida, musculação, esportes com bola etc.), no mínimo três vezes por semana.

Não fume

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O tabagismo é um dos maiores potencializadores de doenças no coração. Entre as mais comuns causadas pelo fumo estão pressão alta, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Priorize alimentos saudáveis

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A alimentação saudável é um dos principais fatores para evitar doenças cardiovasculares. O ideal é investir em frutas e verduras e é primordial evitar o excesso de sal e açúcar. Frituras e alimentos processados devem ser consumidos com moderação. Esses alimentos são verdadeiros vilões, já que podem elevar o colesterol ruim (LDL), um dos responsáveis por depositar gordura na parede das artérias.

Fonte: Hospital Santa Catarina

Cardiologista do HCor alerta: tabagismo triplica risco de infarto

O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e poderá causar um terço a mais de mortes até 2030 do que agora. Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda.

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento do câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é a saúde cardiovascular. O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos.

“Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular”, explica Abrão Cury, cardiologista do HCor.

A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. “A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente”, diz o cardiologista.

Pare de fumar e reduza as chances de ter um infarto

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Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). “Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro”, alerta.

Para o cardiologista, a única forma de reduzir as chances de ter um infarto é parar de fumar. “É importante lembrar que optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuir os riscos de infarto. Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante”, aconselha Cury.

Programa Vida Sem Cigarro HCor

cigarro parar fumar tabaco pixabay

O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos. E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor possui o Programa Vida Sem Cigarro – um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas online – ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

O programa online tem início entre a primeira e a última avaliação presencial realizada pelo médico, psicólogo e, se necessário, por um nutricionista. “A maior parte do programa é realizada à distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas”, esclarece a coordenadora do Programa Vida sem Cigarro e gerente do Serviço de Psicologia do HCor, Silvia Cury Ismael.

O projeto consiste em sessões de 30 minutos, com o objetivo de orientar o processo de cessação do cigarro, além de entrega de material de apoio. “Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablete e celular”, explica a coordenadora do programa.

Segundo a psicóloga Silvia Cury Ismael, os jovens começam a fumar na idade de 10 a 15 anos e, muitas vezes, por influência dos pais (meninos) e por questões emocionais (meninas). A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino. “O narguilé entre jovens têm sido um grande vilão por causar dependência, e ser um passo para outras drogas além do cigarro”, pontua Silvia.

Consultas presenciais: com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, médico e nutricionista, se for necessário, especializada em tabagismo, o programa tem como objetivo a avaliação e reavaliação do paciente, para melhor dinâmica do programa.

Consultas online: acompanhamento à distância com psicólogo por vídeo consulta com o objetivo de orientar, apoiar dificuldades e prevenir recaídas.

Para conhecer o programa e se cadastrar, basta acessar o site Vida Sem Cigarro ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico do HCor pelo telefone (11) 3053-6611 ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Fumantes passivos têm 30% a mais de chance de desenvolver câncer de pulmão

Dados indicam que mais de 14 milhões de brasileiros inalam involuntariamente a fumaça de cigarros; Efeitos nocivos das substâncias tóxicas aumentam risco de desenvolver tumores malignos

Ontem foi o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e é importante lembrar que o Brasil conta com cerca de 21 milhões de fumantes, o que representa 12% da população, segundo dados do Ministério da Saúde. Na fumaça há de quatro a nove mil substâncias tóxicas das quais pelo menos 70 são altamente carcinogênicas.

O câncer de pulmão costuma ser o mais associado ao indivíduo tabagista, mas ele também pode ser o responsável pelo aparecimento de cânceres na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim e bexiga. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 31.270 novos casos de câncer no pulmão em 2018, sendo que a maioria deles é provocada pelo fumo.

Os fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos, também estão sujeitos a enfrentar os danos do tabagismo. Pesquisas apontam que a fumaça que sai do cigarro contém cerca de três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais predisposição a desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica Mariana Laloni, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumentado risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia. A oncologista ressalta que o risco de câncer de colo de útero chega a ser 73% maior em mulheres fumantes passivas, em comparação as mulheres não tabagistas.

medico mulher teste pulmão

Recentemente especialistas conseguiram provar que não estar em contato com a fumaça já não é o bastante para não sofrer com os malefícios. Um estudo publicado na revista Pediatrics mostrou que ambientes defumados pelo tabaco também estão repletos de partículas cancerígenas, que podem permanecer por até dois meses.

“O fumo de terceira mão, aquele cheiro forte que fica impregnado em almofadas, tapetes e cortinas, apenas para citar alguns exemplos, também representa riscos à saúde e evidencia o quanto o cigarro pode afetar o bem estar das pessoas que convivem em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos com a fumaça gerada pelos fumantes ativos”, finaliza Laloni.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO

Conscientização do câncer de pulmão: a importância do diagnóstico precoce

Precisão na definição do tratamento e conhecimento sobre o tumor aumentam as chances de controle da doença em 70%

Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, que é o segundo tipo de neoplasia mais comum no Brasil entre os homens e o quarto entre as mulheres. Em 2015, 16.930 pessoas do sexo masculino e 13.680 do sexo feminino morreram no país em decorrência da doença, segundo o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade).

Para alertar e informar sobre a importância do diagnóstico precoce, foi criada a campanha Respire Agosto, uma realização do Instituto Lado a Lado Pela Vida com apoio das farmacêuticas AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer e do laboratório Hermes Pardini. A campanha será veiculada pelas redes sociais do instituto no Facebook e pelo Instagram, que trarão informações sobre o câncer de pulmão, sintomas, prevalência, testes para identificação do tumor e tratamentos existentes. No final de cada post, haverá um link para o portal do instituto, que fornece ao internauta dados mais aprofundados sobre a enfermidade.

O foco da campanha é disseminar informações sobre este tipo de câncer, cuja incidência global pode chegar a 1.8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de mortes (de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS¹). A iniciativa também visa a reforçar a importância do acompanhamento médico de rotina para a saúde do órgão.

Assintomática em fases iniciais, a doença pode ser diagnosticada em qualquer pessoa e em qualquer idade. A prevenção é fundamental para a redução da incidência da doença que, no Brasil, pode checar a mais de 31 mil novos casos no biênio 2018/2019², sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva).

As causas da doença variam entre as pessoas e podem incluir histórico familiar, hábitos como tabagismo e estilo de vida. O excesso de exposição à poluição do ar e fatores genéticos, por exemplo, também são fatores de risco³.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica o médico oncologista, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida e pesquisador da Northwestern University de Chicago, Marcelo Cruz. “O processo para o diagnóstico da doença é o primeiro passo para o controle do câncer. Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Por meio da análise do genoma é possível identificar biomarcadores que podem ser utilizados como parâmetros biológicos e que determinam, por exemplo, o tipo da doença e quais as opções terapêuticas mais eficazes para um determinado indivíduo. O médico ainda explica que a indicação correta do tratamento amplia as chances de resultados efetivos. “O câncer de pulmão tem variações e cada caso deve ser tratado com unicidade, o que nos exige tratamentos personalizados. A medicina de precisão eleva as chances de controle da doença para 70%, isso aliado à qualidade de vida para o paciente, com menos efeitos colaterais e resultados em taxas de sobrevida”

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Pixabay

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Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia.

“A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

A campanha reforça a relevância do diagnóstico rápido e alerta a população de que o câncer de pulmão cresce anualmente entre indivíduos não fumantes. “Atualmente, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Fique atento aos sintomas

O câncer de pulmão pode ter origens e evoluções diferentes, porém os sinais são os mesmos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico4.

Radiografia do câncer de pulmão no Brasil

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 20165 avaliou a percepção da população brasileira a respeito do câncer de pulmão e revelou que 76% dos entrevistados nunca conversaram com um médico sobre a doença. Entre as 2.044 pessoas ouvidas, em cerca de 130 municípios do país, houve a confirmação de que 17% não sabiam o que fazer para reduzir riscos e não desenvolver a enfermidade, demonstrando o quanto o câncer de pulmão é pouco compreendido pela população. Desse universo, 39% não se preocupavam com a doença, pois não eram fumantes.

Sobre o Instituto Lado a Lado Pela Vida

Há dez anos o Instituto Lado a Lado pela Vida tem se dedicado a levar informação sobre saúde e conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. Fazemos isso por meio de nossas Campanhas e Pilares, atuando em todo o Brasil.

3 em cada 4 pacientes com câncer de bexiga são ou foram fumantes

Tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença

Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde faz um alerta importante sobre a relação do cigarro com o câncer de bexiga.

Levantamento inédito feito pelo departamento de urologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da pasta gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, indica que 73% dos pacientes diagnosticados com câncer de bexiga na unidade foram ou ainda são fumantes.

Entre as 1.130 cirurgias realizadas no hospital para retirada deste tipo de tumor desde 2013, 854 foram feitas em homens e 276 em mulheres. No total, 823 pacientes relataram ter o vício, sendo 657 do gênero masculino e 169, feminino.

Segundo a literatura médica, o câncer de bexiga é o segundo tumor do trato urinário mais frequente depois do que acomete a próstata, afetando tanto homens quanto mulheres. A principal causa é o tabagismo. De acordo com Cláudio Murta, coordenador do departamento urologia do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, os homens têm mais propensão a ter a bexiga afetada pelo tumor do que as mulheres, devido a fatores genéticos ou hormonais, por exemplo. Porém, em ambos os casos, a maioria das pessoas ainda sofre com a falta de informação.

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“Esses pacientes chegam ao nosso hospital sem ter ideia de que o hábito de fumar pode prejudicar outras áreas além do pulmão. São substâncias que causam alteração celular. Elas saem do sistema respiratório, vão para corrente sanguínea, são filtradas pelos rins e se depositam na bexiga, onde acontece a transformação chamada ‘maligna”, explica. Na unidade, o tratamento consiste na remoção do tumor por meio de raspagem da bexiga e, em casos mais graves, a retirada do órgão, com tratamento e acompanhamento posterior.

Especialistas acreditam que fatores como exposição a alguns produtos químicos industriais, não beber líquidos em quantidade suficiente, idade, infecções, questões genéticas e histórico familiar colaboram para o surgimento deste tipo de câncer, mas que o tabagismo atualmente é a maior causa do desenvolvimento da doença. “Por isso, podemos afirmar que, sem sombra de dúvidas, a principal prevenção contra o câncer de bexiga é não fumar ou parar com este hábito”, finaliza Murta.

Sobre o hospital

O Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini é o primeiro centro público de saúde especializado em transplantes de órgãos e tecidos no Brasil. Seu departamento de urologia realizou no último ano mais de 40 mil consultas e cerca de 4.500 cirurgias.

A unidade fica no Jardim Paulista, zona sul da capital, e atende de forma referenciada pacientes encaminhados pelos municípios, via central de vagas estadual.

Fonte: Assessoria de Imprensa do  Hospital Euryclides de Jesus Zerbini