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Cabelo curto ainda é tabu, mas popularidade deve aumentar

Pesquisa realizada pela plataforma de conteúdo Tudo pra Cabelo, da Unilever, via Instagram, revelou dados interessantes sobre o que as mulheres acham dos cortes de cabelo mais curtos. Os resultados são, em alguns pontos, inusitados: 45% das entrevistadas responderam que, atualmente, estão com o cabelo curto ou querem aderir ao corte.

A atriz Halle Berry e seu cabelo shaggy

Sobre os estilos favoritos, 37% gostam do repicado/shaggy, enquanto 34% acham o clássico chanel bem interessante. O pixie, modelo mais rente à cabeça, ficou em terceiro lugar na preferência, com 18%. O curto com franja veio na sequência, com 11% dos votos.

Charlize Theron e seu corte pixie

Para 32% das mulheres que participaram da enquete, entretanto, existe a vontade de cortar o cabelo acima da altura dos ombros, só que elas acabam desistindo da ideia por achar que outras pessoas podem julgá-las pelo novo estilo. Tal receio tem raízes sociológicas:

“Ao longo da história ocidental, mulheres com mechas mais curtas foram associadas (erroneamente) ao que a sociedade da época não aceitava bem, como pessoas de classe menos abastadas, com pouca saúde ou rebeldes demais para casar e serem submissas ao marido. Essa herança do machismo lá do passado acaba persistindo até hoje em forma de críticas sobre os cabelos curtos das mulheres. Na década de 1920, entretanto, as ‘influenciadoras’ da época, como cantoras e atrizes, resolveram usar os cabelos curtos como símbolo de emancipação, força e estilo. Isso fez com que tais penteados passassem a ser sinônimo de atitude e descontração”, diz Paula Roschel, autora do livro “#Sororidade – quando a mulher ajuda a mulher”.

Recentemente, durante as Olimpíadas de Tóquio, a discussão voltou à tona com uma série de críticas recebidas pela arqueira sul-coreana An San, adepta do corte bem curto. Todavia, junto com as críticas via rede social, também surgiu uma imensa onda de apoio de outras atletas e público em geral. “O que aconteceu de ruim com An San teve como efeito rebote uma importantíssima onda de sororidade, na qual mulheres levantaram suas vozes para falar que ela pode ser o que quiser, assim como todas as outras mulheres”, completa Paula.

A atriz Mariska Hargitay

Além do statement que o cabelo curto traz, como a ruptura de padrões antigos, o estilo também vem se popularizando entre as mulheres por sua versatilidade. A enquete detectou que para 48% das respondentes o cabelo curto significa praticidade e, para 25%, liberdade.

Jamie Lee Curtis, Meryl Streep, Christine Lagarde e Cássia Kiss

“Cabelo curto é mais do que uma questão estética. É bem-estar. Muitas mulheres se sentem bem com os fios curtos e outras gostariam de aderir, mas não têm coragem. A verdade precisa ser uma só: se estamos bem com nós mesmas, não importa o julgamento das pessoas.” diz Maria Clarice Gaudencio Sobrinho, psicóloga de São Paulo.

Fonte: Tudo pra Cabelo/Unilever

Tabu lança shampoo a seco

Para aquelas mulheres que querem estar sempre com o visual em dia mesmo quando o tempo é curto, ou estamos em quarentena, a Dana Cosméticos vem para dar aquela força. A marca traz o Shampoo a seco da Tabu Collection para deixar os fios ainda mais cheirosos.

O produto age de forma eficaz e instantânea contra a oleosidade e aquele desconforto causado pelo suor. E com uma fragrância suave e refrescante, ajuda a trazer de volta a maciez e o movimento dos seus cabelos.

Possui uma embalagem prática que cabe na bolsa para que você possa cuidar dos cabelos aonde estiver. Basta agitar bem o produto e aplicar uniformemente, caso tenha problema com oleosidade pode ser aplicado diretamente na raiz.

O Shampoo a Seco está disponível em duas fragrâncias, Leve e Refrescante e Suave.

Informações: Dana Cosméticos

 

Tabu ainda é principal obstáculo para combate ao suicídio

Setembro Amarelo: especialistas da Doctoralia analisam as principais questões envolvendo a depressão
Para marcar o Setembro Amarelo – mês da campanha brasileira de combate ao suicídio – a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, conversou com especialistas para desvendar os principais estigmas sobre esse assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio, número 2,3% maior do que o registrado no ano anterior.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, transtorno mental mais associado ao risco de suicídio, sendo 11,5 milhões de brasileiros – deixando o país em quinto lugar entre os mais afetados e em primeiro quando se fala de América Latina.

Entre as principais questões, o tabu e o preconceito existente em relação aos transtornos mentais ainda são as principais barreiras ao tratamento. “É possível observar uma mudança de mentalidade, mas ainda precisamos melhorar muito. Esse cenário não está tão ruim como era há 20 anos, mas na prática vemos muito preconceito, às vezes isso vem do próprio paciente”, destaca o psiquiatra e membro da Doctoralia, Rafael Dias Lopes.

“Por ser uma doença de ordem mental, acontece de a pessoa ser subestimada, questionada e até ter seu problema minimizado e relativizado”, completa a psicóloga especialista em saúde mental e membro da Doctoralia, Tatiane Paula Souza.

Os profissionais são unânimes dizendo que o primeiro passo do tratamento é acolher a pessoa que se encontra em situação de risco. “Ela precisa sentir que pode falar sobre o que está sentindo, que não será julgada por isso e nem terá seu problema tratado como frescura”, pontua Lopes. “A pessoa que está em sofrimento e chega a verbalizar que tem vontade de sumir ou que não aguenta mais viver, precisa se sentir acolhida, o que não acontece geralmente. É preciso entender que não se trata de uma pessoa fraca, pelo contrário, ela é corajosa e está buscando ajuda”, complementa Tatiane.

MULHER TRISTE DEPRESSÃO

Dúvidas comuns

Dentro da plataforma, a Doctoralia dispõe do serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde, de forma gratuita e anônima. A maior parte das dúvidas relacionadas a esse assunto são sobre as medicações para o tratamento da depressão. Entre elas é possível observar questionamentos sobre quais são os riscos de dependência e os efeitos colaterais de medicamentos para tratamento dessa patologia.

Os especialistas esclarecem que existem diversos transtornos mentais que podem estar associados ao suicídio e a necessidade de medicação varia de acordo com o caso, portanto somente um médico pode avaliar o paciente e medicar de acordo com o quadro de cada um.

“A depressão é a causa mais conhecida para o suicídio, mas não é a única. A pessoa precisa passar por uma avaliação para se estabelecer o diagnóstico, depois disso é possível discutir a medicação, dosagem e duração necessária de tratamento. Também é importante unir o acompanhamento do psiquiatra com o tratamento psicológico”, pontua Lopes.

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De forma geral, todos os profissionais sinalizam que é essencial observar os sinais que podem indicar mudanças comportamentais de uma pessoa com risco de suicídio e buscar ajuda profissional é fundamental. “O isolamento, por exemplo, pode ser um forte indício. Se a pessoa muda muito o seu comportamento habitual, abandonando as coisas do dia a dia, não quer conversar, chora muito, fala sobre morte ou faz referências ao suicídio, é essencial consultar um profissional o quanto antes”, afirma Lopes.

A psicóloga Tatiane sinaliza ainda que os sinais podem ser discretos e não verbais. “A pessoa pode apresentar bastante ambivalência, pois existe um conflito interno. De modo geral, o comportamento é marcado por um sofrimento intenso, com traços de desesperança e desamparo”.

Fonte: Doctoralia