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Entenda como a temperatura pode afetar o gosto e o sabor dos alimentos

Especialista explica o efeito da temperatura no gosto umami e sua relação com os demais gostos

Você já parou para pensar que a temperatura dos alimentos pode afetar o sabor? Ou então, que a mesma comida pode ter sabores diferentes dependendo da temperatura a que foi submetida?

Se você é daqueles que gosta de uma refeição mais quente ou mais fria, não há certo ou errado, e isso vai depender de fatores relacionados à percepção e aos costumes. É uma experiência individual na hora da degustação.

A doutora em Ciência de Alimentos pela Unicamp e consultora do Comitê Umami, Hellen Maluly, explica que isso acontece por conta da percepção somatossensorial, ou seja, uma mistura de diferentes estímulos que entram em contato com a epiderme da boca e com a mucosa da língua, que pode variar de acordo com o grau de temperatura.

Segundo a pesquisa “The Effect of Temperature on Umami Taste”, um estudo que busca entender as associações entre diferentes estímulos, menciona que o umami, considerado como o quinto gosto do paladar humano, depende da temperatura para intensificar sua percepção. “Temperaturas mais baixas reduzem a sensibilidade ao gosto umami. No entanto, com relação à adaptação gustativa, o gosto umami não é afetado, diferente do gosto doce (proporcionado pela sacarose)”, esclarece a especialista. Isso também vale para o gosto amargo, que pode aumentar ou diminuir a sensibilidade, dependendo do grau da temperatura.

Os resultados também demonstraram que o gosto umami é dependente do gosto salgado e, para avaliar esta relação, utilizaram-se nos experimentos glutamato monossódico e glutamato monopotássico. Assim, verificou-se que na ponta da língua os efeitos foram semelhantes, mas o mesmo não ocorreu na boca toda. Já quando associado ao gosto salgado, este aumentou a sensibilidade quando a temperatura estava reduzida a 10° Celsius.

Mas, a pergunta que fica é: existe uma temperatura ideal para saborear um prato?

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A especialista explica que temperaturas ideais são aquelas em que a receita permite viver a sua experiência, sem que a boca seja afetada pela sua intensidade. Porém, cada alimento ou bebida irá exigir uma temperatura de serviço, que deve respeitar o desejo e a cultura do anfitrião.

Fonte: Portal Umami

Mudanças de temperatura afetam o sistema imunológico

Os mais vulneráveis são crianças, idosos e portadores de doenças crônicas

Após o Brasil passar por uma onda histórica de frio, com temperaturas negativas e neve na região Sul, os dias de sol e calor voltam a surgir. Com isso, espirros, tosses e alergias também aparecem. Em épocas de variações climáticas, é preciso saber como proteger o sistema imunológico, principalmente durante a pandemia de Covid-19.

“O tempo frio e o aumento da poluição lesionam diretamente a mucosa do nariz, ressecando-a. Isto aumenta o risco de invasão de vírus e bactérias, e pode desencadear crises de asma, rinite e até ataques cardiovasculares”, explica o pneumologista da Doctoralia, Ciro Kirchenchtejn .

Além do tempo frio, o confinamento causado pelo novo coronavírus faz com que a exposição ao sol diminua, interferindo diretamente na produção de vitamina D, essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico. “Se durante o isolamento o indivíduo aumentar o consumo de álcool ou tabaco, também pode ter seu sistema imunológico prejudicado”, alerta o pneumologista.

Ainda segundo o especialista, é importante reforçar a atenção aos hábitos que afetam diretamente o bom funcionamento no nosso corpo. “Ao invés de consumir produtos industrializados, as pessoas devem dar preferência aos alimentos in natura, fontes diretas de fibras e vitaminas que garantem a integridade das nossas defesas. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas merecem cuidados redobrados, pois são os mais vulneráveis neste período”, revela Kirchenchtejn.

Para ajudar na proteção, é importante estar com a saúde em dia. “Todos devem ser vacinados para os agentes mais comuns, como a gripe e o pneumococo, e manter acompanhamento médico, a fim de garantir a estabilidade e a melhora das doenças crônicas”, reforça o pneumologista.

Coronavírus

O frio pode aumentar a resistência do vírus no meio externo, como em corrimões, mesas e balcões. “Por isso, é fundamental manter o uso de máscaras e a higiene frequente das mãos, principalmente antes de levá-las ao rosto, além do isolamento social, pois a transmissibilidade é ainda maior com a junção de tempo frio e aglomeração em locais fechados”, orienta  Kirchenchtejn.

Fonte: Doctoralia

 

Oscilação de temperatura em um mesmo dia pode ‘estressar’ e desidratar a pele

Em um mesmo dia, a diferença de temperatura entre máximas e mínimas pode chegar a 15ºC. Isso faz com que a nossa pele fique estressada, pois recebe estímulos diferentes do meio ambiente. Dermatologista explica como prevenir problemas

Nos últimos dias, principalmente o sudeste do Brasil tem virado refém das oscilações de temperatura em um mesmo dia, de forma que o calor provocado pelo sol, em questão de horas, vence e é vencido pelo frio de inverno.

“Num intervalo de 24 horas, experimentamos temperaturas muito altas e muito baixas, com diferenças de máximas e mínimas que podem chegar a 15ºC. Isso é motivo de preocupação para a imunidade do nosso corpo e pode causar também problemas de pele, por conta desse estresse constante das oscilações”, diz o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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“Quando falamos em estresse por conta das oscilações, estamos nos referindo aos estímulos que o meio ambiente dá à pele: enquanto o calor instiga a produção de oleosidade, o frio (juntamente com a baixa umidade do ar) retira até 25% da umidade da nossa pele, causando ressecamento”, completa o médico.

O dermatologista explica que, por meio do suor, o corpo regula sua temperatura, preservando calor durante temperaturas quentes e frias, respectivamente: “O problema é que as grandes variações em um mesmo dia podem confundir nosso corpo e aumentar o estresse fisiológico. Com isso, fisiologicamente nosso corpo tem dificuldade na regulação da ingestão de líquidos, resultando em desidratação, cãibras musculares e fadiga, que podem deixar a pele com aspecto cansado, sem viço e desidratada”.

O problema é que, no período noturno, geralmente o frio é mais rigoroso e algumas pessoas usam o aquecedor, como forme de ter uma noite menos “gelada”. “Mas esse aquecimento retira muita umidade da nossa pele, favorecendo ressecamento, vermelhidão, secura e irritação. A situação pode piorar se no dia seguinte o calor tomar conta, pois a pele ficará mais oleosa e não necessariamente mais hidratada, pois hidratação da pele é um equilíbrio entre água e óleo. Nesse caso, teríamos excesso de óleo e falta de água”, diz. Além de manter a pele hidratada, o dermatologista diz que o umidificador de ar pode ajudar.

Para enfrentar o problema, que também pode causar rachaduras na pele, levando a uma maior secura e sensibilidade, o dermatologista indica cremes reparadores e altamente hidratantes, com substâncias que promovam hidratação imediata e duradoura, como Hyaxel e Overnight Repair (que deve ser usado à noite). Outra boa dica é manter sempre por perto o hidratante com antioxidantes como Alistin, Exo-P e Vitamina C e o protetor solar.

Para potencializar ainda mais o efeito do hidratante, o médico indica evitar contato com poeira, poluição do ar e lugares lotados. “Lave as mãos frequentemente com sabão e água morna. E use um hidratante específico para as mãos. Também é importante manter-se hidratado, portanto beba muita água”, diz o médico.

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Outro cuidado é com relação à dieta, de forma que é necessário comer bem durante o almoço e jantar para ajudar o corpo a lidar com as flutuações de temperatura e resistir a infecções. “Prefira alimentos quentes durante o período noturno e alimentos frescos durante o dia. Chá e café durante o dia devem ser evitados, pois eles ajudam a causar desidratação. Os nutracêuticos também podem ser aliados nesse processo, com substâncias como InCell e FC Oral, para promover nutrição e hidratação celular, de dentro para fora”, finaliza.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista; diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical Scho

Queda de temperatura: prepare o corpo com estratégias nutricionais

As quedas de temperatura, que se iniciam com a chegada do inverno e se intensificam nos próximos meses, podem comprometer o equilíbrio do organismo, especialmente em relação ao sistema imunológico. Para evitar isso, torna-se necessária a adoção de estratégias que modulem o corpo antes da previsão do tempo mudar. A alimentação é uma forte aliada nesse aspecto, tendo em vista que o aporte adequado de vitaminas, minerais e fitoativos é eficaz no aumento das defesas imunológicas.

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Formado por componentes específicos que sofrem influências de nutrientes, o sistema imune depende de um bom funcionamento do intestino, que possui alta associação com a chamada imunidade inata, responsável por defender o corpo contra infecções e resfriados agudos.

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Foto: Max Straeten / Morguefile

Certos nutrientes, especificamente a glutamina, a arginina, os ácidos graxos essenciais e as fibras dietéticas (com destaque às prebióticas) são necessários para o crescimento e função normal das células presentes na mucosa intestinal e, consequentemente, das imunológicas. Para isso, a inclusão de cereais integrais, sementes, oleaginosas e leguminosas é recomendada.

Segundo Karla Maciel, nutricionista consultora da Naiak, os micronutrientes também devem ser ajustados na alimentação destinada aos preparos do corpo para o frio. Dentre eles, pode-se destacar o ferro, zinco, selênio, cobre, vitaminas C, E e D e as do complexo B, especialmente riboflavina (B2), ácido fólico e niacina (B3).

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Eles atuam como cofatores enzimáticos do sistema antioxidante endógeno, potencializando a ação das principais enzimas com esse papel de reduzir o estresse oxidativo. “É preciso ressaltar, ainda, que o ácido fólico, largamente presente em vegetais verde-escuros, favorece a síntese de glóbulos brancos, essenciais para otimizar a imunidade”, completa.

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Um grupo de fitoquímicos que merece atenção quando se fala em imunidade são as catequinas e antocianinas, presentes no chá verde e frutas roxas, respectivamente. Estudos clínicos demonstram a capacidade destes compostos em atuar como imunomoduladores e antioxidantes, reduzindo os radicais livres que potencializam o desenvolvimento de doenças.

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Por fim, um nutriente que deve ser listado é o ômega-3. Com alta capacidade em atuar como anti-inflamatório, o seu consumo por meio da alimentação e de suplementos de qualidade, é ideal para minimizar processos inflamatórios decorrentes das mudanças bruscas de temperatura.

Fonte: Karla Maciel – nutricionista consultora da Naiak – CRN 46500