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Mistura de frio com tempo seco pode causar otites, dores de garganta e alergias respiratórias

Especialistas do Hospital Paulista dão dicas de prevenção aos problemas, mais comuns nas baixas temperaturas

Ainda estamos no outono, mas as baixas temperaturas no Brasil têm feito com que muitas pessoas vivenciam uma sensação de inverno. Na capital paulista, os termômetros registraram 1,1ºC na madrugada de 20 de maio, a temperatura mais baixa para o mês nos últimos 32 anos. Já no Rio Grande do Sul, o frio intenso trouxe neve e foi responsável pelo fechamento de diversas escolas.

A mistura do tempo seco, comum da estação, com o frio elevado pode trazer diversos danos à saúde. Gripes, resfriados e agravamento dos quadros de asmas, rinites e sinusites estão entre as patologias mais comuns causadas pela baixa imunidade provocada pela estação.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Gilberto Ulson Pizarro e Cristiane Passos Dias Levy também alertam para as dores de garganta e otites — infecções e inflamações do ouvido –, que tendem a aumentar com o frio e podem causar problemas graves, como a surdez, caso não tratadas precocemente e adequadamente.

Dor de garganta

Problema muito comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme o médico, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura. Apesar do Outono, estávamos em uma temporada de sol e tempo quente, o que acarreta o surgimento do problema”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o tempo seco. “A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir.”

Otites

Outro grande afetado durante o frio pode ser o ouvido, por conta das otites, infecções que atingem o ouvido médio e parte interna do tímpano e costumam ser dolorosas por conta de inflamações e do acúmulo de secreções. Caracterizadas por três diferentes tipos – otite externa, otite média e otite interna -, elas são mais comuns em crianças, mas podem atingir todas as pessoas em variados momentos da vida.

Pizarro detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva, e indica algumas recomendações básicas:

-Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após o banho;
-Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
-Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone.

Alergias respiratórias

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Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o outono costuma ser uma estação bastante delicada, podendo potencializar crises e desconfortos por conta do tempo seco.

“Durante o frio, é comum o surgimento das alergias respiratórias. Em decorrência das quedas bruscas na temperatura, as pessoas tendem a buscar seus casacos e agasalhos que normalmente estão guardados há muito tempo, o que é péssimo para alérgicos, já que fechados em armários juntam muitos ácaros”, explica Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

-Tomar bastante água;
-Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
-Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
-Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
-Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
-Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
-Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
-Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
-Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
-Buscar auxílio médico e não abandonar o tratamento após a chegada do calor.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Dermatologista ensina como diminuir impactos do tempo seco na pele

Tempo seco pode gerar ressecamento, dermatites e até infecções secundárias

Quando o assunto é pele, beleza e saúde é sinônimo de hidratação. Mas, em tempos de baixa umidade do ar e altos índices de poluição é mais difícil mantê-la hidratada e combater a agressão dos radicais livres (moléculas que danificam as células saudáveis do corpo e estão relacionadas ao envelhecimento).

As mudanças climáticas podem afetar a saúde da pele de diversas formas e esses efeitos podem ser sentidos diretamente na sensibilidade, hidratação e capacidade de renovação celular. De lábios rachados até rosto com ressecamento intenso, esses sintomas são comuns durante esse período de tempo seco.

“Vermelhidão e coceira são sintomas de dermatite e acontecem devido ao ressecamento excessivo. No tempo seco, as impurezas presentes no ar podem gerar esse problema. Além disso, o organismo desidratado diminui a camada de gordura da pele, que funciona como uma barreira contra agentes externos”, explica Maria Paula Del Nero dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A médica explica que doenças como a dermatite atópica e a psoríase também podem piorar, levando muitos pacientes aos consultórios dermatológicos com exacerbação das lesões. Tomar líquido e usar cremes hidratantes ajudam a evitar esses problemas, pois essas medidas favorecem a retenção de água. Reduzir a temperatura do chuveiro também ajuda!

A dermatologista lista abaixo medidas práticas para passar pelo período de estiagem sem prejudicar a saúde da pele.

=Evite banhos quentes e demorados;

=Use sabonetes líquidos com hidratante no banho;

=Ingerir no mínimo 2 litros de água por dia;

=Use cremes à base de ácido hialurônico;

=Aplique cremes hidratantes após o banho no corpo todo;

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=Ingerir cápsulas de ácido hialurônico e ômega 3 com indicação médica.

Fonte: Maria Paula Del Nero é formada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto-Unesp; Estágio em Dermatologia no Hospital Darcy Vargas; Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; International Fellow da Academia Americana de Dermatologia; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; Diretora da Clínica Healthy Dermatologia desde 2001.

Tempo seco: como se cuidar de maneira natural

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal de umidade relativa do ar varia entre 40% e 70%. Nos últimos e nos próximos dias, o país todo enfrenta estado de atenção – já que a umidade do ar tem se mantido baixa.

E com um tempo muito seco, seguido ainda de oscilações de temperatura, é hora de tomar alguns cuidados para a saúde não sair prejudicada. O farmacêutico naturopata Jamar Tejada, da capital paulista, deixa algumas dicas.

Hidrate-se

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Para aumentar o consumo de água – que é essencial para manter o nível de hidratação corporal adequado nesses dias – os chás podem ser uma boa solução para variar nos sabores e consumir ainda mais líquidos.

Tenha plantas por perto

As plantas fazem o papel de umidificador caseiro já que liberam vapor no ar. Alguns exemplos são a aloe vera, palmeira de jardim e ficus e diversas outras espécies de philodendron e dracena que através das folhas, flores e caules deixam o ambiente mais úmido.

Umidificador caseiro

Para fazer um umidificador caseiro basta ferver duas xícaras de água em uma panela e colocar no ambiente ainda quente. Repetir a ação sempre que a água esfriar.

Homeopatia

A homeopatia ajuda a manter suas mucosas nasais saudáveis. A hydrastis ou paris quadrifólia são algumas utilizadas no trato respiratório e assim ajudam a restabelecer o equilíbrio. Ainda dentro da homeopatia podem ser utilizados os próprios tecidos da mucosa nasal, pulmão, laringe e faringe, chamados nosódios que quando indicados restabelecem a energia e integridade vital desses órgãos. Outro exemplo são as tinturas de algumas plantas como o eucalipto, que ajuda a expectorar e evita quadros de infecção que são tão comuns em clima seco.

Solução simples e natural

Foto: iStock

Para fazer uma solução nasal salina natural basta uma simples mistura de água com sal para ajudar a irrigar as mucosas. Para preparar o soro adicione 1 colher de chá de bicarbonato de sódio e 2 colheres de sal marinho em 250 ml de água fervida. Utilize um conta-gotas, uma seringa ou uma caneca para lavar narinas de 2 a 3 vezes ao dia . Isso ajuda a dispensar o uso de fluidificantes, vasoconstritores e descongestionantes nasais medicamentosos.

Fonte: Jamar Tejada é farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (Ulbra), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (Fapes), Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da Anjo da Guarda A Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.

Inverno rigoroso: veja dicas para se proteger do tempo seco

A baixa umidade registrada pode elevar casos de doenças respiratórias, especialista dá dicas de cuidados para esta época do ano

A previsão é de que os próximos dias sejam gelados e com baixa umidade. E, quando se fala dos efeitos de tempo seco e com temperaturas mais baixas na saúde, doenças respiratórias vêm logo à cabeça, como rinite e sinusite. Por isso, nesse período, é preciso redobrar os cuidados com a saúde a fim de evitar as famosas irritações e infecções do trato respiratório.

Segundo Camila Oliveira, coordenadora farmacêutica da rede de farmácias Extrafarma, “Uma crise alérgica, se não controlada, pode ocasionar problemas maiores. Principalmente durante a pandemia, em que sintomas dessas doenças respiratórias podem ser similares aos do coronavírus. E um cuidado redobrado evita a superlotação de postos de saúde e maiores riscos de contaminação”.

A farmacêutica também reforça a importância de que todos fiquem atentos à hidratação, e, sempre que necessário, procurem a orientação de profissionais da área da saúde. O tempo seco também aumenta a procura e a utilização de umidificadores de ar. Camila dá alguns conselhos para o bom funcionamento desses importantes aliados. Veja a seguir seis dicas para o uso correto de umidificadores:

Qualidade da água

Romy Michaud/Pixabay


Como os umidificadores não realizam a fervura da água, o ideal é optar sempre pela água filtrada, para evitar que esses aparelhos espalhem bactérias pelo ar.

Troca da água

Recomenda-se trocar a água do reservatório todos os dias e limpá-lo semanalmente, para evitar o acúmulo de sujeiras que podem reduzir a vida útil do aparelho e prejudicar a qualidade do ar no ambiente.

Limpeza para evitar a proliferação de germes e bactérias


Os umidificadores de ar funcionam por meio de um disco de rotação, que lança a água em um difusor. Quando a água passa pelo difusor, em formato de pente, se transforma em minúsculas gotas que são lançadas ao ar em formato de névoa fria. A limpeza do aparelho deve ser meticulosa, para evitar a proliferação de germes e bactérias.

Controle da umidade recomendável no ambiente

Os umidificadores que possuem higrômetro acoplado são considerados melhores, uma vez que esse mecanismo permite o auto ajuste do aparelho, fazendo com que ele seja desligado quando a umidade recomendável (60%) é atingida no ambiente. Porém, se o modelo do umidificador que possui em casa não conta com essa tecnologia, mantenha-o ligado por durante apenas duas ou três horas para evitar a alta umidade e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, e, ao dormir, mantenha uma porta aberta do ambiente para o escape do excesso.

Tamanho do espaço

The Spruce

Os umidificadores podem não ter utilidade quando sua capacidade é mal dimensionada e acionados em espaços com mais de 40 m².

Posicionamento

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Para evitar umidade excessiva em paredes e móveis e a aparição de fungos nocivos à saúde, como o mofo e o bolor, posicione o umidificador longe de móveis e eletrodomésticos. Além disso, não deixe a saída de umidade apontar diretamente para uma parede.

Ao final do uso, antes de guardar o aparelho, esvazie o reservatório de água e retire toda a umidade utilizando um pano macio e seco.

Fonte: Extrafarma

Alimentos que minimizam os efeitos do tempo seco

O tempo seco auxilia no aumento da transmissão do novo coronavírus, favorecido pela combinação do ar frio e baixa umidade, mas a alimentação pode ajudar nesse combate

Se o tempo seco e os dias frios já aumentam naturalmente os casos de gripes e resfriados, em época de pandemia os alertas ficam em nível máximo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o ideal para a saúde humana é que a umidade do ar seja superior a 60%. Para driblar o problema, a médica nutróloga Ana Luisa Vilela, da capital paulista, ensina como minimizar os malefícios desse clima por meio da alimentação.

melao

Engana-se quem acha que a regra de ingestão de dois litros por dia é a solução para tudo. “A real quantidade de consumo ao dia varia de acordo com alguns padrões individuais e não adianta encher a barriga de água junto com as refeições. O consumo deve ser feito entre os intervalos e nunca durante para não comprometer a absorção dos nutrientes e aumentam ainda o consumo de bons alimentos ricos em água na alimentação”, alerta a médica.

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Foto: 1zoomme

Por isso que alguns cuidados são fundamentais para atravessar o clima e essa fase de contágio sem esquecer da dieta e da saúde. “A melancia e o melão, por exemplo, apresentam cerca de 90% de concentração de água, além de serem ricas em vitaminas e minerais, que colaboram para manter a hidratação, inclusive a da pele”, diz.

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Foto: Hotblack

Para Ana alguns alimentos ricos em enxofre ajudam a descongestionar as vias respiratórias nesses dias secos do ano, pois evitam o muco provocado pela poluição. “O enxofre, junto com o consumo de água, torna mais fácil a eliminação desse muco nas vias respiratórias. São eles: gengibre, cebola, alho, batata doce, salsinha e cebolinha”, finaliza.

Fonte: Ana Luisa Vilela é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP. 

Dicas para o controle da conjuntivite alérgica, comum em dias de tempo seco

Olhos vermelhos, coceira e inchaço são alguns dos sinais; doença é comum nas estações de tempo seco e quente

Uma das manifestações clínicas da alergia ocular é a conjuntivite alérgica, que atinge, aproximadamente, 20% da população e, em 40% a 60% das vezes, está associada a outras doenças alérgicas como asma, dermatite atópica e rinite alérgica, sendo frequentemente subdiagnosticada. É mais comum durante os dias quentes, secos e ventosos, típicos da primavera, verão e outono, sendo os ácaros da poeira e os pólens de grama os principais agentes desencadeadores. Na região Sul, pode ocorrer pela exposição aos pólens de grama, sendo este quadro conhecido como polinose.

A alergia ocular é um grupo de doenças de hipersensibilidade mediada por IgE, desencadeada pelo contato dos alérgenos dispersos no ar, como os ácaros da poeira, pólens de grama, epitélios de animais domésticos, esporos de fungos, levando a uma inflamação alérgica da conjuntiva.

Apesar de interferir muito na qualidade de vida, as conjuntivites alérgicas são consideradas formas benignas de alergia ocular. Mais raramente, o olho pode ser acometido por outros tipos de alergia ocular, que apresentam sintomas persistentes, crônicos, que podem afetar a córnea e causar danos à visão. São elas, a ceratoconjuntivite atópica, que acomete adultos, e a ceratoconjuntivite vernal, mais comum em crianças.

Durante o 46º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado no fim do mês em Florianópolis (SC), o tema “Alergia Ocular” será debatido por especialistas. O evento espera reunir cerca de 1.500 pessoas.

De acordo com Elizabeth Mourão, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a conjuntivite alérgica se manifesta sempre com prurido (coceira) nos olhos associado à hiperemia da conjuntiva (olho vermelho/irritado), lacrimejamento e inchaço de pálpebras, que geralmente acometem os dois olhos. Pode haver desconforto visual e sensação de corpo estranho. Nos casos mais graves e crônicos, os olhos encontram-se constantemente inflamados, com secreção gelatinosa e dor / desconforto ao olhar diretamente para a luz (fotofobia).

“O diagnóstico das conjuntivites alérgicas é clínico, baseado nos sintomas e exame físico, que vão ajudar a identificar o tipo de alergia ocular. Também é necessário identificar o alérgeno suspeito por testes de alergia na pele (prick-teste) e/ou no sangue pela dosagem de IgE específica”, explica a especialista.

Dicas para melhor controle da conjuntivite:

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– Lavar as mãos sempre que brincar com os animais de estimação ou após contato com tintas, perfumes, produtos de limpeza e outros irritantes.

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Foto: Ashley Frogley/MorgueFile

– Usar óculos de sol sempre que estiver ao ar livre, para diminuir o contato com o pólen ou poeira diretamente sobre os olhos e reduzir o desconforto visual.

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– Evitar passeios a parques, campos, cortar grama ou fazer serviços de jardinagem durante a primavera.

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Foto: Anita Peppers/Morguefile

– Utilizar ar-condicionado com filtro, manter as janelas fechadas do carro.

Novos Tratamentos

A higiene ambiental para diminuir a exposição à ácaros, por exemplo, pode reduzir a frequência das crises. Aplicar compressas frias nos olhos ou lavar os olhos com água fria e aplicar os colírios refrigerados ajuda no controle da coceira/desconforto ocular.

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Conjuntivite – Fonte: WebMd

“O tratamento da conjuntivite alérgica é feito com colírios, que têm propriedades anti-histamínicas e anti-inflamatórias, reduzindo a coceira e a vermelhidão nos olhos. O uso de lágrimas artificiais também deve ser usado, atuando com uma barreira a penetração de alérgenos e irritantes e prevenindo o olho seco, que pode estar associado ao processo inflamatório. A imunoterapia específica (vacina com alérgenos) está indicado para o tratamento da conjuntivite alérgica perene e sazonal, e atua como um tratamento que modifica a história da doença e induz tolerância aos aeroalérgenos”, detalha Elizabeth.

Novos tratamentos, como imunomoduladores, imunossupressores e imunobiológicos, que atuam reduzindo a inflamação da conjuntiva, sob a forma de colírios, pomadas oftálmicas e injetáveis, também podem ser indicados.

Fonte: Asbai

Confira alguns mitos e verdades das alergias respiratórias

As doenças alérgicas são bastante comuns acometendo cerca de 30% da população mundial¹. Ou seja, se você não é alérgico, é muito provável que alguém muito próximo a você tem ou já teve alguma crise. Pensando nisso, gostaria de sugerir a lista abaixo com seis mitos comentados por Mariana Sasse, gerente médica da GSK, e que irão desmistificar algumas crenças e ajudarão os pacientes a entenderem melhor as crises alérgicas e como podem se prevenir.

1 – Apenas fatores novos desencadeiam alergias?

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Mito – É muito comum os pacientes chegarem ao consultório relacionando um quadro alérgico a algo novo utilizado, como xampu, sabonete, remédio ou roupa. A alergia é a resposta excessiva do organismo a alguma coisa que deveria ser tolerada². Pode ser um remédio que a pessoa usa há 20 anos, pode ser um sabonete que ela sempre usou e por algum motivo desenvolve a alergia. São agentes presentes na nossa rotina e bem conhecidos. No caso da alergia respiratória, normalmente são poeira, ácaros e mofo por exemplo².

2 – Rinite e asma. Uma desencadeia a outra?

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Depende – Existe uma relação muito frequente entre as duas doenças. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, apresentam também rinite¹. Por outro lado, a rinite alérgica é considerada um fator de risco para a asma, sendo observado que em torno de 40% dos pacientes com rinite apresentam asma¹.

3 – O cigarro piora o quadro dos alérgicos?

cigarro
Verdade – O tabagismo causa inúmeros malefícios para a saúde. Ele é um irritante da mucosa nasal e respiratória³ e por isso é um fator que contribui para a sensibilidade da mucosa, piorando os casos alérgicos².

4 – As pessoas tendem a apresentar quadros alérgicos mais frequentes no inverno?

poeira movel sujo limpeza pano
Depende – A ocorrência da alergia se dá por sintomas sazonais ou perenes. Os sintomas sazonais estão relacionados, principalmente à sensibilização e à exposição ao pólen5. Quando a sensibilização se der por motivos perenes como, por exemplo, ácaros e poeira, os sintomas ocorrerão ao longo de todo o ano5.

5 – Todo remédio para alergia causa sono?

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Mito – Isso não é uma verdade. Hoje em dia, existem anti-histamínicos de várias gerações. Os de primeira geração realmente dão bastante sono, mas hoje já temos produtos que não causam sonolência, sendo bem tolerados e seguros¹.

6 – A alergia respiratória é considerada uma doença crônica?

janela
Verdade – A asma e a rinite são doenças inflamatórias crônicas das vias respiratórias, desencadeadas pela exposição frequente e repetida aos alérgenos inaláveis e agravada por poluentes ambientais¹. Por isso é fundamental que as pessoas tenham cuidados frequentes com a casa e com a saúde¹. Se você vai para uma casa de praia ou uma casa de campo, por exemplo, o ideal é que essa casa seja limpa (tirar poeira, aspirar o colchão, limpar cortinas), deixar as janelas abertas e que seja bem arejada¹.

Referências:
1 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Regional do Rio de Janeiro. A doença do século XXI: alergia-perguntas e reposta. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 41 p.
2 – Adde, FV. et al. Asma ou bronquite? Qual o diagnóstico do meu filho? 2006 In: Sociedade de Pediatria de São Paulo.
3 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. II Consenso Brasileiro sobre Rinites 2006. Rev Bras Alerg Imunopatol 2006; p 29-58.
4 – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Previna-se contra as doenças alérgicas no outono. 
5 – Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 2012; 75(6): 1/41.

 

Condicionador é importante arma para proteger cabelos do frio, tempo seco e poluição

Especialista dá as principais dicas para promover uma blindagem dos fios contra os efeitos de agressores ambientais como vento, baixa umidade do ar e poluição.

Agora que o tempo frio e seco já chegou, é hora de se preparar para a baixa umidade do ar, manhãs frias, poluição, garoa durante o dia e noites geladas. “Nos dias de frio, os cabelos também estão expostos a agressões que podem danificá-los, ressecá-los e deixá-los sem brilho e sem vida. São ventos mais fortes, baixa umidade e poluição. Portanto, caso os cuidados necessários sejam adotados imediatamente, com toda certeza os cabelos estarão lindos e sedosos, preparados para o próximo verão”, comenta Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos.

De acordo com o dermatologista Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os componentes naturais são os mais indicados durante as baixas temperaturas, pois eles auxiliam no aumento da circulação, oxigenação e hidratação do couro cabeludo, como as proteínas, que formam um filme, evitando, desta forma, a perda de água e a desidratação. “Elas podem ser extraídas do trigo, arroz, seda, soja e outros cereais, e estão disponíveis no mercado cosmético na forma de um complexo chamado Bioex Cereais, dentre outras eficazes opções que já existem no mercado brasileiro”, afirma o médico.

O dermatologista e a farmacêutica explicam que os condicionadores são muito importantes nesse processo e listam os melhores ativos de acordo com cada tipo de cabelo.

Cabelo oleoso:

Defenscalp – Extrato de oleandro composto em oenoteina B. Diminui a produção do sebo preservando e mantendo a microbiota do couro cabeludo. Impede a formação e aderência da caspa.

Capillisil C – Ativo biotecnológico com alta concentração de Silício Orgânico, o que confere uma ação efetiva na epiderme, derme e nos fios capilares. Atua no bulbo capilar e queratinócitos, reduzindo a queda e aumentando a densidade capilar, além de possuir ação anti-inflamatória e antiqueda. Recomendado para o tratamento da queda dos cabelos, para o controle da seborreia e para os cuidados dos cabelos oleosos e enfraquecidos.

Cabelo seco:

penteando os cabelos keratinbeautyblog
Foto: keratinbeautyblog

Bio.Acetum Balsâmico – Composição balanceada de vinagre balsâmico, alfa e poli-hidroxiácidos, açúcares e polissacarídeos. Reequilibra o pH dos fios, sela as cutículas promovendo brilho e hidratação intensa.

Bio Elixir Purcelin – Com a vantagem de ser leve e não gorduroso, forma filme lipofílico de proteção ao redor de todo comprimento do fio, protegendo-o contra agressores físicos e químicos.

Amisol Trio- Também forma filma ao redor do fio, por seu composto fosfolipídico, protegendo os cabelos das agressões

Bioex Cereais – Complexo de proteínas de origem vegetal, rico em polissacarídeos de alto e baixo peso. Possui efeito restaurador e protetor, conferindo maciez, brilho, condicionamento e textura agradável aos cabelos.

Cabelos com Tintura:

secando cabelo toalha

Bio Restore – Concentrado de cisteína e aminoácidos do trigo. Penetra profundamente no córtex promovendo uma restauração da estrutura interna dos cabelos protegendo a fibra durante o processo químico. Uniformiza a coloração, intensifica e mantém a cor.

Hydra.Sil – Silício Orgânico ligado à molécula do pantenol. Protege a hidratação capilar interna durante os processos químicos e fornece nutrientes essenciais para melhorar a força e a resistência dos fios.

Cabelos com Progressiva:

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Reparage – Sistema exclusivo composto por proteínas e uma sequência ideal dos principais aminoácidos estruturais da queratina: serina, ácido glutâmico e cisteína. Protege contra sinais visíveis do envelhecimento dos cabelos. Aumenta o diâmetro do fio envelhecido e repara as fibras capilares. O ativo repõe aminoácidos e proteínas, devolvendo a saúde capilar, além de ter a função de aumentar o diâmetro do fio e impedir a cascata de danos resultantes do envelhecimento ambiental. Impede a desnaturação das proteínas externas, evitando, com isso, a quebra da cutícula e exposição do córtex. Muito bem indicado após processos químicos no cabelo.

Tamariliz – Forma um filme sobre a superfície do cabelo. Como também penetra nos fios, é uma excelente indicação para fortalecimento da estrutura do cabelo, absorvedor de UV, antioxidante e protetor da cor natural ou artificial.

Liponutrium Hair – Complexo vegetal lipofílico de alto desempenho. Age minimizando e eliminando as perdas causadas pelo atrito e desgaste em todos os níveis capilares. Proporciona um cuidado multinível e uma reparação profunda, principalmente em cabelos que passaram por processos químicos de progressivas, alisamentos e tinturas.

Por fim, a farmacêutica lembra que a consulta com um médico é sempre importante, pois ele também pode prescrever vitaminas orais, que vão atuar de maneira importante para restaurar a hidratação natural desse fio. “Substâncias como FC Oral, Bio-Arct, Exsynutriment, InCell são utilizadas para proteger os cabelos e conferir maior nutrição ao fio”, finaliza o médico.

Fonte: Biotec Dermocosméticos 

Cuidados no tempo seco: atenção ao ambiente dos pets é importante

O outono chegou e, por conta do tempo seco, é hora de ficar atento com seu pet. Principalmente tutores de cachorros com focinho achatado (braquicefálicos), como os boxers, pugs, shih-tzus e lhasa apsos. O motivo é que, por conta do formato do crânio, eles têm maior dificuldade para respirar e os olhos também ficam mais expostos ao clima.

cachorro pug

Mas nada disso é motivo para pânico, já que não é difícil cuidar bem do seu animal de estimação. “Nesta época do ano, problemas respiratórios e conjuntivites podem afetar os pets com mais intensidade” – explica o médico-veterinário Marcello Machado, gerente técnico nacional da Total Alimentos.

gato na cama3

Então, como evitar o desconforto? Antes de mais nada, é preciso olhar ao redor: o ambiente deve ter uma temperatura confortável. “No período de clima seco e frio, faça uso de agasalhos e roupinhas, especialmente para os cães. Também vale a pena colocar cobertores no local onde o pet dorme. Lembrando que é fundamental manter os locais limpos e secos, e as roupas e cobertas sempre limpas e livres de poeira”, diz Machado. O excesso de poeira, e de ácaros, pode desencadear alergias e outros males respiratórios.

cachorro roupinha pixabay

Muito se fala da importância da água durante as altas temperaturas, mas ela deve estar disponível o tempo todo, também, no frio. Como em grande parte do Brasil, o tempo frio acontece durante as estações mais secas, não se esqueça de checar a tigela de água, que deve estar bem limpinha.

“Independentemente da temperatura que está fazendo, o esforço físico desidrata o pet, então é muito importante o fornecimento de água durante os passeios, inclusive”, alerta Machado.

gato bebendo agua fonte Icon Home Design
Foto: Icon Home Design

Evite apenas água muito gelada. Nessa época do ano, procurar oferecer água na temperatura ambiente. Como de praxe, qualquer comportamento estranho, de desânimo e falta de apetite, leve o seu cão ao veterinário. Em caso de desidratação, é possível tratar do animal em casa, mas a decisão em relação a qualquer tipo de terapia deve ser estabelecida por um profissional.

veterinaria com cachorro

“Uma desidratação leve pode sim ser tratada em casa, mas a desidratação pode envolver doenças potencialmente perigosas”, diz o veterinário. Afinal de contas, a desidratação é um indício, e não uma enfermidade em si. “É preciso entender o que levou a esse quadro. Alguns sintomas são os vômitos e diarreias. Nesses casos, uma avaliação mais detalhada de um profissional veterinário é muito importante para controlar e curar o animal”, completa.

Fonte: Total Alimentos

Atenção: a partir de abril, não postarei mais sobre animais/natureza/meio ambiente neste espaço, mas, sim, no blog criado apenas para esses temas: Se Meu Pet Falasse, clique no nome e irá para a página automaticamente. Por favor, se gosta de animais, siga-o. Obrigada.

Salvar

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

veterinario olho oftalmo

3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

gato coçando os olhos warren photographic
Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz