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Reclamação sobre dor no ombro é superada apenas por dor lombar; saiba como protegê-lo

Condição atinge até 50% da população em geral, segundo dados da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED)

Você cuida bem dos seus ombros? Pois saiba que essa articulação pode sofrer ao longo da vida devido a vícios de postura que são adotados no dia a dia, além de traumas e movimentos repetitivos. Mesmo que você não perceba, há certos movimentos e posturas que podem comprometer a saúde dos seus ombros.

Conforme a idade avança, é muito provável que você sinta dores no ombro por uma série de razões. “A queixa de dores na região os ombros é algo muito comum na prática da fisioterapia”, comenta Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em Pilates e RPG.

“A pessoa pode começar a sentir dores em atos simples do dia a dia, como pentear o cabelo, tentar fechar um zíper na parte de trás das costas, pegar algum objeto localizado acima da cabeça. A dor também pode aparecer ao levantar levemente os braços, um pouco acima dos ombros” cita Walkíria. A dor pode surgir lentamente ou abruptamente. Além disso, pode ser uma dor mais leve ou insuportável”.

Com a ajuda da fisioterapeuta, listamos abaixo as cinco condições mais comuns que podem causar dores nos ombros. Confira.

Manguito rotador

A lesão no manguito rotador corresponde a cerca de 70% dos casos de dor no ombro. O manguito rotador é o nome que se dá a um grupo de músculos e tendões que ajuda a manter os ombros em seu encaixe, bem como permite os movimentos circulares da região. Entre os principais sintomas estão dor e rigidez no ombro ao levantar o braço acima da cabeça ou quando é preciso estender os braços para a parte posterior do tronco.

“Vale lembrar que problemas no manguito rotador podem estar relacionados ao processo degenerativo próprio do envelhecimento dos tendões. Isso ocorre devido a mudanças na vascularização do manguito ou ainda a alterações metabólicas associadas à idade. Como causas secundárias, podemos citar traumas relacionados a acidentes”, comenta Walkíria.

Ombro congelado

O ombro congelado, cujo termo médico é capsulite adesiva, é outra causa comum de dor nos ombros. Ocorre quando há espessamento e enrijecimento dos tecidos ao redor da articulação do ombro. Geralmente se desenvolve em pessoas de 40 a 60 anos.

Osteoartrite

GettyImages

Embora menos comum do que em outras articulações do corpo humano, a osteoartrite também pode afetar os ombros. Nesses casos, o fator chave é o envelhecimento.

Bursite/Tendinite

A bursa é uma estrutura que contém o líquido sinovial, responsável por reduzir o atrito entre o músculo e osso. Os tendões e a bursa dos ombros podem inflamar, muitas vezes devido ao
uso excessivo da articulação em movimentos repetitivos ou a fatores anatômicos.

Fraqueza muscular

Foto: Michael Heim/EyeEm/Getty Images

A má postura, bem como treinos de força indevidos podem enfraquecer os músculos que movimentam a cabeça do úmero e a escápula. Como isso, os movimentos do ombro se tornam ineficientes. A elevação dos ombros, por exemplo, é uma postura muito comum e que pode causar dores severas na região tanto nos ombros, como na região cervical.

“O estresse é um dos motivos que podem contribuir para elevarmos os ombros, quase sempre sem perceber. Com os ombros elevados, a rotação da cabeça fica mais limitada, podendo comprometer a cervical”, reforça Walkíria.

“Por outro lado, temos os ombros refletidos para a frente do corpo. Isso pode ocorrer, principalmente, quando a pessoa está em uma mesa trabalhando em um computador. É comum inclinar o corpo para frente. Os ombros e a cabeça acabam saindo do eixo correto”, completa.

Em todos os casos, temos uma desorganização da musculatura, da tensão e da força, que compromete os ombros, podendo levar ao encurtamento e ao enfraquecimento da região”, diz a especialista.

Proteja seus ombros

StockSnap/Pixabay

A melhor maneira de prevenir lesões e dores na região dos ombros é fazer alongamentos e exercícios de fortalecimento.

“A fisioterapia pode ser muito importante quando há dor e inflamação. Além de atuar nessas duas condições, o objetivo das sessões é corrigir possíveis vícios de postura para prevenir novas lesões”, comenta a fisioterapeuta.

Na alta do paciente, podemos ainda passar alongamentos e exercícios de fortalecimento que podem ser feitos em casa, com adaptações para quem não tem halteres ou instrumentos profissionais. É importante buscar fontes confiáveis caso a pessoa opte por procurar treinos em redes sociais e sites. Em muitos casos, isso pode agravar as lesões.

“Alongar os ombros é algo simples e deve ser uma prática diária. Previne lesões, bem como aumenta a flexibilidade. Exercícios para os músculos da região dos ombros são fundamentais para estabilizar a articulação e, claro, para fortalecimento muscular”, encerra Walkíria.

Dicas de como evitar males causados pelo uso excessivo de smartphones às articulações

O uso do celular foi incorporado em nossa rotina diária, pois trata-se de uma forma de conexão mais ampla com o mundo. Se utilizarmos a linha do tempo, vamos entender que esta realidade é muito recente, não mais que 20 anos. Contudo atingiu de forma muito rápida todas as camadas sociais.

Segundo dados do IBGE de 2018, cerca de 138 milhões de pessoas fazem uso do celular somente no Brasil, sendo em sua maioria o público jovem entre 25 e 34 anos, com quase 90%). Já a população acima dos 60 anos atinge 60%. Ou seja, sofremos uma mudança de hábito de comunicação e informações muito intensa e rápida.

O uso do celular para leitura de informações, ou mesmo como forma de escrita, implica em duas situações agravantes. A primeira delas envolve o movimento da coluna cervical no sentido de inclinação para frente (flexão do pescoço), para a visualização da tela do celular. A segunda envolve a digitação de textos, o que implica no uso coordenado do polegar para acionar as letras na tela do celular.

Para o ortopedista e cirurgião das mãos do HCor, Marcelo Rosa de Rezende, está comprovado que os movimentos repetitivos utilizados para digitar mensagens no teclado dos smartphones podem provocar tendinite, bursite, rizartrose (atinge a articulação da base do polegar), entre outros tipos de lesões ou disfunções articulares que afetam não só as mãos, mas também os braços, ombros e até os músculos presentes nesta região do corpo.

“Isso ocorre porque grande parte dos usuários ainda costuma passar horas com estes aparelhos entre os dedos, sem se dar conta do desgaste físico que estão sofrendo. Contudo, há meios de lidar com a situação. Medidas como alongamentos e pausas em períodos longos de uso ajudam a prevenir o problema. Porém, o melhor ainda é recorrer ao celular apenas em casos de real necessidade e, principalmente, procurar manter a postura corporal correta ao utilizá-lo”, afirma Rezende.

Cuidado com a postura!

Em relação a coluna cervical observamos que a postura, em flexão da coluna cervical, leva a um desequilíbrio da musculatura estabilizadora da região, o que induz aos vícios posturais a longo prazo, bem como de quadros de cervicalgia (dor no pescoço, com eventual irradiação para região posterior das costas e ombro). “Já o movimento de digitação utilizando os polegares, leva a uma sobrecarga decorrente do uso repetitivo da musculatura do polegar, o que causa o surgimento das tendinites nessa região”, esclarece.

garota adolescente menina celular

Uso do celular entre os jovens: um estudo sueco avaliou jovens que usam o celular para a escrita de textos durante anotações em sala de aula, e constatou que as pessoas que desenvolveram o quadro doloroso mais importante foram aqueles que eram mais habilidosos e, portanto, mais rápidos para a escrita no celular. “Ou seja, a destreza pode ser considerada uma vantagem. No entanto acarreta a um potencial maior para o desenvolvimento de tendinites no entorno do polegar”, explica o ortopedista.

mulher idosa celular depositphotos

Uso do celular entre os idosos: se considerarmos que as pessoas mais idosas usam o celular de uma forma crescente, devemos estar atento para um grande risco representado pela queda. “Com a idade perdemos muito de nossas funções fisiológicas como às relacionadas ao aparelho músculo esquelético, visual, além das funções proprioceptivas (equilíbrio das articulações). Portanto, com o avanço da idade estamos naturalmente mais sujeitos as quedas – que associado ao eventual uso de celulares pode ser um dado agravante no aumento do número de pacientes que caem, podendo levar a fraturas em especial no membro superior”, diz.

Rezende ensina que, quando for digitar, é importante manter a postura corporal correta. Para isso, é preciso alinhar os braços e procurar apoia-los em uma mesa: “Tente deixar o aparelho afastado de si. A tendência é que os braços fiquem melhor acomodados e você não precise flexionar tanto o pescoço para baixo, na hora de verificar a tela. Embora essa seja a maneira mais segura de digitar, ela não precisa ser adotada de maneira rígida. O que cada usuário precisa fazer é tentar encontrar uma forma de manter os braços bem apoiados, o celular afastado e o pescoço o mais reto possível, para diminuir o risco de problemas causados por esforço repetitivo”.

Evite a qualquer custo!

mulher ocupada trabalho

Não é só escrevendo mensagens, sem as devidas precauções, que podemos colocar a saúde das nossas articulações em risco. Segundo Rezende, existem hábitos na hora de falar ao telefone que também podem fazer muito mal, e precisam ser evitados a qualquer custo. Um deles é o de segurar o celular entre um dos ombros e a cabeça, enquanto as mãos estão ocupadas.

“Por mais rápida que seja a conversa, o melhor é interromper o que está fazendo, desocupar as mãos e levar o aparelho ao ouvido usando uma delas. Isso evita que o contorcionismo necessário nesse tipo de manobra prejudique o pescoço, os ombros e o maxilar”, alerta. “Com estes cuidados, é possível utilizar os smartphones de maneira mais segura e saudável”, enfatiza o ortopedista do HCor.

Para orientar os usuários sobre como utilizar os seus smartphones de maneira mais anatômica e menos danosa às articulações, o Marcelo Rezende tem algumas dicas. “Dores e incômodos provocados pelo uso continuo de celulares podem ser evitados ou mesmo reduzidos por meio de medidas relativamente simples”, afirma:

Mulher celular smartphone Depositphotos 33

=Procure usar o celular para leitura, na linha dos olhos, para evitar, assim, a flexão do pescoço.

organização trabalho mesa celular

=Utilize o celular apenas para realizar textos curtos, e sempre com os antebraços apoiados.

mulher executiva celular
Pexels

=No caso do uso do polegar na digitação, é importante procurar utilizar ambos os polegares, e não somente um, e busque digitar numa velocidade menor.

nulher celular

=Nunca desça escadas ou ande nas ruas e calçadas usando o celular. Pois o risco de queda é muito grande. Esta orientação vale para todos, em especial aos idosos.

Fonte: HCor

Ortopedista ensina exercícios que melhoram a tendinite

Alongar e fortalecer regiões acometidas com a inflamação é fundamental

A tendinite é uma inflamação ou inchaço do tendão, estrutura fibrosa que une o músculo ao osso, e pode ocorrer em qualquer parte do corpo, entretanto os casos mais comuns são nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, joelhos e tornozelos. O principal sintoma da doença é a dor intensa ao realizar tarefas diárias, como segurar um copo, usar o computador e tentar alongar a parte do corpo que está com o tendão afetado.

O ortopedista do Centro de Qualidade de Vida de São Paulo, Marco Otani, explica que as causas para o surgimento da tendinite são diversas, como falta de alongamento muscular, postura inadequada e movimentos repetitivos. “Permanecer muito tempo sentado sem se alongar e utilizando o mouse ou o tablet, por exemplo, podem acarretar a doença. Além disso, a idade do paciente e o estresse também são fatores de risco, pois com o passar dos anos, a circulação sanguínea que irriga o tendão fica deficiente e o estresse ocasiona contraturas musculares que prejudicam os tendões causando a inflamação”, explica.

O tratamento da tendinite é feito com anti-inflamatórios, uso de bolsas de gelo, com fisioterapia, repouso absoluto do local afetado e com exercícios que podem ser feitos em casa e ajudam a aliviar as dores, como indica o especialista.

Exercícios para tendinite do punho

1° exercício (Alongamento)
Posição do paciente: posição de gato (com as duas mãos e joelhos no chão).
Os punhos têm que estar em extensão (com as palmas das mãos para baixo), dedos em direção ao joelho e cotovelos estendidos.
Movimento: pressionar os dedos para baixo e levar o corpo para trás, como se fosse sentar nos calcanhares, segurar por 15 segundos e repetir três vezes.

2° exercício (Alongamento)
Posição do paciente: posição de gato com os punhos em flexão (palmas das mãos para cima) e encostar um punho no outro.
Movimento: pressionar os dedos para baixo e levar o corpo para trás, como se fosse sentar nos calcanhares, segurar por 15 segundos e repetir três vezes.

3° exercício (Fortalecimento)
Posição: sentado com os braços apoiados sobre uma mesa até a altura do cotovelo com a palma da mão voltada para cima, segurando um halter de 1kg.
Movimento: realizar o movimento de flexão de punho lentamente com halter, três séries de 15 repetições.

4° exercício (Fortalecimento)
Posição: sentado com o braço apoiado sobre uma mesa até a altura do cotovelo com a palma da mão voltada para baixo com halter de 1kg.
Movimento: realizar o movimento de extensão de punho com halter lentamente, três séries de 15 repetições.

mãos

Exercícios para tendinite de braço (alongamento/ombro)

Posição: em pé, de frente para a parede com os braços apoiados nela e com a palma da mão voltada para baixo, em extensão de ombro acima de 90° graus.
Movimento: Manter por 30 segundos, três séries. Em seguida, realizar o mesmo movimento, realizando abdução de ombro com flexão de ombro e mantendo apoiado na parede durante 30 segundos, três séries.
Fortalecimento (tendinite de braço/ombro)

Posição: em pé, pernas afastadas e joelhos semiflexionados.
Movimento: segurar um bastão com os cotovelos estendidos, realizar o movimento de flexão do ombro até o limite da dor ou da amplitude de movimento. Realizar três séries de 12 repetições.

Posição: em pé, perna afastadas e joelhos semiflexionados.
Movimento: realizar o movimento de flexão de ombro anterior até 90° graus, utilizando halter de mais ou menos 1kg.

Posição: em pé, perna afastadas e joelhos semiflexionados.
Movimento: segurar um halter entre 1kg e 2kg, flexionar e estender o cotovelo, realizar três séries de 12 repetições.

Posição: em pé, pernas afastadas e joelhos semiflexionados.
Movimento: segurar uma bola de 20 cm de diâmetro com os cotovelos flexionados a 90° graus. Apertar a bola e em seguida relaxar. Realizar três séries de 12 repetições.

Posição: em pé, perna afastadas e joelhos semiflexionados.
Movimento: segurar uma faixa elástica, com os cotovelos flexionados a 90° graus. Realizar o movimento de rotação externa e em seguida relaxar. Realizar três séries de 12 repetições.

Fonte: CQV