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Tardes quentes e noites frias: vinhos perfeitos para o outono

Muita gente associa vinho com inverno, lareira, queijinho e cobertas, certo? Mas estamos no meio do outono, outra estação que também pede vinhos específicos para momentos agradáveis nesta que é uma estação perfeita para apreciar belíssimos rótulos da milenar bebida.

É uma estação intermediária, misturando características do verão e do inverno, com um clima ameno que possui dias quentes com noites mais frescas – excelente para degustação de vinhos.

“Os pratos desta época se tornam mais fortes com ingredientes mais temperados, então os vinhos para acompanhamento precisam ser mais encorpados com uma boa presença no paladar. Vinhos frutados com taninos macios e um pouco de frescor são ideais para esta época” explica Ricardo Guira, sócio proprietário da Vinvino, e-commerce de vinhos especializado em garrafas para odas as estações do ano.

Claro que a degustação de vinho precisa considerar as preferências de cada pessoa e é essa variedade que traz excelentes momentos para tardes agradáveis e noites frias

Confira as dicas da Vinvino para o outono:

Pixabay


– Começando com um brasileiro, que é o Fabian Intuição Merlot. Um vinho de corpo médio, ideal para harmonizar com massas com molhos mais leves e pizzas.- Os vinhos do sul do Rhône são perfeitos para harmonizar com uma noite de outono. Eles preenchem todos os requisitos para a meia estação: têm aromas de frutas e especiarias, corpo médio, acidez e álcool bem integrados. A dica é Côtes-du-Rhône Abel Pinchard (Uva: Grenache, Syrah). Harmoniza muito bem com carnes vermelhas, aperitivos e queijos.

– Para quem gosta de Malbec a indicação é de dois vinhos para o outono: um rose e um tinto. Crios Rose Malbec: Vinhos argentino rosé com a assinatura da icônica vinícola Susana Balbo. Ideal para harmonizar com aqueles que ainda são um pouco mais quentes e com pratos à base de peixes e, também, sushis e sashimis.

Red wine

Já o Cadus Tupungato Appellation Malbec é um Malbec argentino encorpado. É um vinho de cor intensa e no nariz aparece uma combinação de frutas vermelhas com notas de mineralidade. Entre 60% e 80% do vinho amadurece por 12 meses em barricas de carvalho francês. Harmoniza muito bem com carnes vermelhas, massas com molho intenso, queijos curados e pratos condimentados.

O site da Vinvino está com diversos vinhos Malbec com preço especiais.

Dia da Pizza: dicas para harmonizar pizza com vinho (que vão além do óbvio)

Brasileiro gosta tanto de pizza que até instituiu um dia para celebrá-la: 10 de julho. A data nasceu em 1985 e até hoje continua sendo um ótimo pretexto para se deliciar com uma boa pizza. E como este ano a data cai em uma sexta-feira, que tal escolher um vinhozinho para acompanhar?

A especialista em vinhos Paula Daidone explica que para uma escolha mais acertada temos que levar em consideração dois pontos: o estilo da pizza e o ingrediente em evidência. “Muita gente se preocupa apenas com o sabor da pizza. Mas o estilo interfere diretamente nessa decisão”, explica Paula.

Se a escolha for por uma pizza ao estilo italiano, por exemplo, como a Napoleta, que está na moda, é necessário levar o molho de tomate em consideração. “Na Itália, o molho de tomate é considerado um ingrediente principal e só vai em receitas que fazem sentido. Não é como aqui, que ele é base, como a massa”, explica Paula. Nesse caso, como o molho de tomate puro e fresco está em evidência, não é indicado consumir vinho tinto.

vinho taça tinto

“Os taninos do vinho tinto podem acentuar ainda mais a acidez do molho e criar um sabor desagradável no paladar. De acordo com as regras italianas de harmonização, só podemos colocar vinho tinto quando o molho de tomate é recheado, como um ragu ou bolonhesa. E isso vale inclusive para uma macarronada”, revela a especialista. A escolha certeira é o vinho branco e aí vale principalmente as uvas italianas, como Greco di Tufo, Vermentino, Verdicchio, Glera e Pinot Grigio. “Não precisamos ficar presos aos vinhos italianos. Há ótimos exemplares de vinhos com uvas autóctones italianas sendo elaborados no Brasil”, revela.

As pizzas tradicionais brasileiras são muito diferentes. Levam cobertura generosa, mistura de ingredientes e o molho é quase imperceptível. Nesse caso, o ingrediente mais aparente é o que pautará a escolha do vinho. “Normalmente, a pizza leva até o nome desse ingrediente, como Calabresa, Rúcula, Palmito, Atum. E aí a gente deve aplicar as regrinhas que usamos para o tal ingrediente em outras receitas”.

Para pizzas com embutidos, como calabresa ou pepperoni, é opção é um vinho com sabor mais intenso e tânico, para limpar a gordura oriunda da proteína animal. Vinhos das uvas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Tempranillo e Touriga Nacional vão muito bem. Pizzas que tem queijo como ingrediente principal, como Margherita, muçarela e 4 queijos precisam de um vinho com mais acidez, para limpar a gordura, e aromático, para neutralizar o aroma do queijo. Boas opções: Torrontés, Alvarinho, Chardonnay e espumantes brut ou nature.

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Foto: Kaboompics/Pixabay

Pizzas que levam proteínas brancas, como frango e peixe, podem ir com vinho branco mais estruturado ou então um rosé, frango com Catupiry com Chardonnay e atum com um rosé de cor mais escura. Pizzas com verduras vão bem com brancos aromáticos, como pizza de rúcula um Chenin Blanc ou palmito com Sauvignon Blanc. E as de legumes ou cogumelos podem transitar entre branco e tinto. Por exemplo, berinjela e cogumelo vão muito bem com Pinot Noir.

Pizza doce também pode e deve ser acompanhada por um vinho. Os espumantes doces e os vinhos de sobremesa são perfeitos para essas receitas. Pizza de chocolate e um vinho do Porto Ruby jovem, chocolate brando e colheita tardia, ou pizza de banana com um espumante moscatel. “Mas se a ideia é inovar, aconselho provar com um vinho tranquilo. Tente um Merlot para acompanhar pizza com chocolate ao leite, Riesling para chocolate branco e Chardonnay com frutas. É uma experiência surpreendente”, finaliza Paula.

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Para facilitar a compreensão sobre o tema, Paula preparou um conteúdo completo, que inclui vídeo no canal do Reserva85 no Youtube e dois artigos no site do Reserva85, para ler, clique aqui e aqui.

Páscoa e vinhos: uma combinação perfeita

Saiba como harmonizar pratos típicos do feriado com vinhos selecionados

Páscoa é um dos feriados favoritos do ano para reunir a família em torno de uma bela mesa para o almoço. Os pratos típicos a base de frutos do mar e o celebrado chocolate pedem bons vinhos para a harmonização perfeita durante a refeição. Cada vez mais difundidos no Brasil, os vinhos passaram a fazer parte das mais variadas comemorações.

A mais famosa e aclamada opção na mesa dos brasileiros durante a Páscoa é o Bacalhau à Gomes de Sá, versão da receita onde o peixe é acompanhado por batatas, ovos e azeitonas. A harmonização perfeita para o prato é um vinho branco, seco e com boa acidez.

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Uma excelente escolha é o Pionero Mundi, rótulo espanhol da vinícola Viña Almirante, feito com a emblemática uva Albariño tradicional da região Rías Baixas. “O Pionero Mundi traz complexidade nos aromas e no paladar, e isso é o resultado do contato das cascas da uva com o líquido”, explica Nicole Negrão Gomes, sommelière da Garage Vinhos, loja conceito da Bodegas Wine na cidade de Curitiba.

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O Risoto de Camarão é um dos principais acompanhamentos escolhidos para compor a mesa durante o almoço do feriado. A receita prática e saborosa harmoniza muito bem com vinhos brancos e rosé. “O BIS Rosé, rótulo da vinícola portuguesa Encostas de Estremoz, é leve, frutado e com um bom final e acompanha perfeitamente um risoto de camarão, bem como saladas e mariscos”, complementa a especialista.

vinho tinto

Como não poderia faltar, a troca de chocolates é o momento mais aguardado da Páscoa e muito se engana quem acha que bons vinhos não fazem parte desse momento. Para Nicole, o Insensato, vinho tinto da Bodegas D. Mateos, harmoniza perfeitamente com chocolates amargos. “O rótulo é saboroso, com taninos macios, frutado e elegante. Além disso, ele harmoniza muito bem com um mix de queijos curados”, completa a especialista.

Fonte: Garage Vinhos

Dia Internacional da Mulher: celebre com vinhos e espumantes

8 de março é o Dia Internacional da Mulher, oficializado pela ONU em 1975. A data faz referência às conquistas, porém, o propósito da celebração é reforçar o muito que ainda falta a ser alcançado nos âmbitos sociais e políticos, buscando a igualdade de gênero, independente da etnia, cultura, idioma ou poder econômico.

No mundo do vinho não é diferente, essa busca por equidade vem se mostrando de forma mais efetiva, onde cresce exponencialmente o número de mulheres envolvidas em todas as fases da elaboração do vinho, desde o cultivo da matéria-prima até seu posicionamento no mercado. Segundo a famosa crítica e escritora inglesa, Jancis Robinson, esta é a década da “feminilidade do vinho”.

Na Itália, por exemplo, as mulheres são representadas pela Associação Nacional “Le Donne del Vino”, fundada em 1988, que atualmente conta com 750 integrantes, no país que mais produz vinhos no mundo. O objetivo é divulgar a cultura e o conhecimento do vinho com a formação e a valorização do papel da mulher no setor vitivinícola. Outro dado que reforça a importância das mulheres em relação aos vinhos é o significativo consumo nos Estados Unidos e na Inglaterra, ultrapassando 50% do público.

Se ainda restam dúvidas sobre a sinergia entre o público feminino e os vinhos, saiba que atualmente nas escolas de Enologia do Brasil a parte mais expressiva dos alunos são mulheres. E para complementar a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) é presidida por uma mulher brasileira, a Regina Vanderlinde.

Pensando nisso, a Casa Valduga selecionou alguns de seus melhores rótulos para celebrar os triunfos femininos e inspirar os próximos avanços. Confira:

Casa Valduga Maria Valduga Brut Vintage

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Esse clássico espumante é uma homenagem à matriarca da Famiglia Valduga e idealizadora do sonho de elaborar espumantes no Brasil apenas pelo método tradicional. De excelente cremosidade, com perlage fino e persistente, resulta não apenas da seleção das melhores uvas Chardonnay e Pinot Noir cultivadas no Vale dos Vinhedos, como também da evolução no silêncio e na penumbra das caves subterrâneas da vinícola por longos 48 meses. É límpido e brilhante, de coloração amarelo palha, como laivos dourados. As notas aromáticas revelam nuances de brioche, pão delicadamente tostado e frutas secas, enaltecendo a complexidade adquirida durante a lenta maturação deste espumante.

Casa Valduga 130 Brut Rosé

Casa Valduga_130 Brut Rosé

Para as mulheres que gostam de complexidade e elegância, essa é a indicação da marca. Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir de safras especiais, por meio do método tradicional, o espumante é mantido durante 36 meses em autólise de leveduras. Luminoso, possui coloração salmão e bouquet expressivo, denotando frutas confitadas e licor de cereja. Ao longo da degustação as notas de sua maturação revelam amêndoas e brioche. Sua cremosidade e elegância são destacados no paladar, com a acidez suculenta, combinada com o retrogosto evidenciado pelos toques amanteigados.

Casa Valduga Storia Merlot

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Segundo a Amavi (Associação dos amantes da cultura do vinho), realizada através da pesquisa de hábitos diários das espanholas, mulheres preferem vinho tinto. Por isso, que tal um Merlot encorpado e de personalidade marcante? Ele possui coloração intensa e profunda. No aroma, notas de frutas vermelhas e compota de figo estão evidentes com grande nitidez. A passagem por 18 meses em barricas novas de carvalho francês proporciona a este tinto notas de chocolate e café de forma muito sutil e elegante. Na boca, apresenta-se denso e volumoso, feito para que aprecia grandes vinhos.

Casa Valduga Naturelle Branco Suave

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Se você, no entanto, prefere vinhos brancos delicados, o Naturelle Branco Suave pode ser uma ótima opção. Elaborado com as variedades Malvasia e Moscato, apresenta coloração amarelo palha, límpido e brilhante. Com predominância de aromas frutados e florais, possui notas de melão, pêssego e limão, complementados com flores brancas. Caracteriza-se pela sua leveza, reflexo do equilíbrio entre acidez e doçura. Além de tudo, é muito refrescante!

Casa Valduga Terroir Merlot Rosé

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Esse rosé seco é produzido 100% com a casta Merlot e tem coloração rosa pêssego, límpido e vivaz. Sua intensidade aromática merece destaque, sendo nítidas as notas de frutas vermelhas maduras, como framboesa, morango e cereja. No paladar, tem um ataque inicial que demonstra todo seu frescor e versatilidade, perfeito para embalar conversas animadas.

Informações: Casa Valduga

Verão: chegou a hora dos vinhos

Em franca expansão no Brasil, o mercado de vinhos oferece opções para a estação mais quente do ano

O verão chegou, e junto com o calor é cada vez mais comum a busca por bebidas refrescantes, que sejam capazes de amenizar, ao menos um pouco, a sensação térmica elevada nesta época do ano. E não é só de cerveja que vivemos. O vinho pode ser uma excelente alternativa para os dias mais quentes. Além de refrescante, a bebida possui propriedades benéficas a saúde e ainda apresenta 50% menos conteúdo energético que sua concorrente.

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De acordo com Abel Blumenkrantz, executivo da Garage Vinhos, a principal dica para consumir vinho no Verão é buscar bebidas com boa acidez, notas frutadas e com bastante frescor, que é o caso dos brancos, rosés e dos espumantes. “Por serem leves e terem baixa presença de taninos, causam uma sensação refrescante e, além disso, acompanham muito bem os pratos mais cotados para a referida estação, como saladas, aperitivos, canapés e pratos leves com frutos do mar e queijos magros”, detalha Blumenkrantz .

Os vinhos brancos, mais tradicionais no Brasil, são cotados para a estação graças à sua acidez equilibrada, seu aroma de frutas cítricas e seu baixo teor alcoólico. São refrescantes e fáceis de beber, sendo muito bem aceitos até mesmo por aqueles que não estão acostumados com a bebida. Já os rosés apresentam quase que as mesmas características do vinho branco leve, porém com um pouco de tanino e coloração em tons de cereja claro e salmão. “São vinhos igualmente refrescantes e versáteis, muito bem aceitos até mesmo para serem apreciados individualmente”, explica o especialista.

Mais tradicionais nas estações com temperaturas elevadas, os espumantes também são uma ótima pedida. Conhecidos pela perlage, as famosas bolinhas originárias da presença do gás carbônico da bebida, os espumantes têm frescor e sabor diferenciados, que dependem também do tipo de uva utilizado na produção e da região de origem.

Para os vinhos brancos, rosés e espumantes, o ideal é que sejam servidos em temperatura entre 8 e 10 °C. “Ao degustarmos em temperatura inferior a essa faixa, as papilas gustativas presente em nossas línguas podem se ‘fechar’, fazendo com que não seja possível apreciarmos a bebida na sua totalidade de sabores”, comenta Blumenkrantz.

Mas se você é do tipo que não abre mão dos tintos, de acordo com o especialista, eles também podem ser degustados nessa época: “O segredo é ficar ligado nas uvas que são utilizadas, e na região em que ele é produzido. Geralmente vinhos com notas frutadas, com poucos taninos e com corpo equilibrado acompanham muito bem um entardecer ou uma noite de altas temperaturas”.

No caso dos tintos, a temperatura ideal é entre 13 e 15 °C. “É importante se lembrar de que adicionar cubos de gelos nessas bebidas não é uma prática recomendada, pois deixará a bebida aguada e dissolverá o sabor original”, completa.

Confira seleção de rótulos especiais para o verão:

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Dicas de vinhos brancos: Bis Branco (Portugal – R$ 53) e Casas del Toqui Sauvignon Blanc Gran Reserva (Chile – R$ 66)

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Dicas de vinhos rosés: Finca La Daniela Malbec Rosé (Argentina – R$ 55) e Navaldar Rosé (Espanha – R$ 59,90)

espumantes

Dicas de espumantes: Las Perdices Charmat Brut (Argentina – R$ 58) e Las Perdices Champenoise Brut Rosé (Argentina – R$ 85)

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Dicas de vinhos tintos: Casas del Toqui Pinot Noir Reserva (Chile – R$ 66)

Fonte: Garage Vinhos

Conheça as dez maiores mentiras já contadas sobre o vinho

Material especial preparado pela Evino tem como objetivo desmistificar alguns tabus e fazer você compreender de vez quais são os mitos e verdades sobre o universo da bebida

As maravilhas do universo do vinho são quase equivalentes às lorotas que o povo espalha por aí. Com o passar do tempo, foram criados muitos rituais e mitos que transformaram o feliz momento de aproveitar uma taça de vinho num acumulado de regras que, na maior parte dos casos, são dispensáveis ou simplesmente desnecessárias. Isso faz com que muitas pessoas se afastem da bebida medo de passar vergonha ou por achá-la complicada demais.

Já pensou que pecado perder a chance de provar um bom vinho porque um dia alguém te falou uma besteira? Para desmistificar alguns tabus e fazer você compreender de vez quais são os mitos e as verdades sobre o universo da bebida, a Evino, um dos maiores e-commerces de vinho do Brasil, identificou alguns tabus conhecidos pela população e reuniu um material especial com dicas da sommelière Natália Cacioli.

1. Quanto mais velho o vinho, melhor.

barris vinho adega

Provavelmente você já ouviu aquela frase “assim como o vinho, fico melhor com o passar dos anos”. Algumas pessoas, de fato, melhoram, já outras viram vinagre. Brincadeiras à parte, a maior parte da produção de vinho é pensada para atender à demanda de consumo imediato. São vinhos de safras mais recentes (de até cinco anos), frutados, macios, fáceis de beber. Uma parcela bem pequena de vinhos é feita para envelhecer, como os famosos Barolo, Brunello de Montalcino ou um Pinot Noir de um grande produtor da Borgonha. São vinhos bem caros e que precisam de um longo tempo de amadurecimento para atingir seu ápice. Esses vinhos encarecem com o passar dos anos e tem quem ganhe dinheiro com isso. Portanto, se você está interessado em beber e não em investir, pode ficar com os vinhos mais jovens sem medo de ser feliz.

2. Se a garrafa é pesada, o vinho é bom

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Se a garrafa é pesada é porque o vidro é mais espesso. Ou seja, foi gasto mais material e a garrafa é, consequentemente, mais cara. Vinhos de guarda usam garrafas espessas para reduzir a incidência de luz (sim, isso influencia o processo de envelhecimento) e para ter uma garrafa mais resistente, já que o vinho ficará guardado por muito tempo. Para vinhos de consumo imediato a espessura da garrafa faz alguma diferença? Não. O produtor pode escolher uma garrafa mais simples para reduzir o custo final do produto. E se gostamos de vinho mais barato? Ah sim, gostamos muito.

3. O fundo da garrafa côncavo indica qualidade. Esse furo deve ser usado para colocar o dedo na hora de servir

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Mesma história da garrafa pesada. Sinceramente? Não sei de onde saiu o mito do fundo côncavo – mas ele existe. Já perguntei para diversos produtores de Itália, Chile e Argentina o que isso significa e todos eles me disseram: nada. É apenas uma característica da linha de produção, mas seguramente não é para colocar o dedo. Ao segurar a garrafa por ali, ela pode escapar da mão e fazer um estrago. Segure com firmeza, pelo corpo da garrafa, mesmo. Isso não é suficiente para fazer o vinho esquentar, como algumas pessoas justificam.

4. Se o vinho é fechado com rosca ou rolha sintética ele não presta

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Foto: NHPR

Dá para escrever uma tese de mestrado sobre esse assunto. Cortiça é um material natural, retirado de uma árvore chamada Sobreiro, presente principalmente em Portugal e que precisa de 25 anos para estar pronta para a primeira extração da cortiça. Ou seja, é um recurso caro e finito. Mas e o que isso tem a ver com o vinho? A cortiça é um tipo de material que permite uma pequena troca de oxigênio entre o líquido na garrafa e o ambiente externo, processo importante para vinhos de guarda. Se você comprou o vinho e vai tomá-lo hoje ou semana que vem, a cortiça não faz diferença. Rolhas sintéticas e tampas de rosca são mais sustentáveis e baratas. E já falamos que gostamos de vinho barato?

5. Vinho meio-seco é doce e não é bom

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Vinho meio-seco não é doce ou mais-ou-menos-doce. A nomenclatura não ajuda – mas a verdade é que os vinhos etiquetados como meio-seco têm, na maioria dos casos, a mesma percepção em boca de um vinho seco. Mas por que isso acontece? Por uma questão de legislação. Quem define se o vinho será etiquetado como “seco” ou “meio-seco” no Brasil é o Ministério da Agricultura. Aqui, a legislação leva em conta apenas a quantidade de açúcar residual, enquanto que, na Europa, é feita uma relação entre açúcar e acidez. Isso faz com que muitos vinhos considerados “secos” na Europa sejam classificados como “meio-secos” no Brasil.

6. Vinho tinto é mais complexo que vinho branco

vinho

São estilos diferentes mas cada um com suas maravilhas e momentos. A principal diferença do vinho tinto para o vinho branco é que o primeiro tem propriedades que vêm da casca da uva: cor e tanino – aquela sensação de adstringência que “seca” a boca. Tanino é um conservante natural e, por isso, é um fator importante para a longevidade do vinho. Os brancos se destacam pela refrescância (tecnicamente chamada de acidez) e, apesar de serem vinhos majoritariamente feitos para consumo rápido, alguns têm grande potencial de guarda. E mais: a vida é mais feliz acompanhada dos deliciosos aromas de um vinho branco.

7. Vinhos com mais de 13% (ou coloque o número de sua preferência aqui) de álcool são superiores

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Foto: Vinhosegins

Tem muita gente que usa o teor alcoólico como indicativo de qualidade, mas sem entender de onde vem esse número. O álcool é resultado da fermentação, que tem origem na transformação do açúcar das uvas pelas leveduras. Ou seja, quanto mais açúcar tem o fruto, maior o potencial alcoólico daquele vinho. Lembrando que o açúcar é da uva – não há adição. Regiões quentes produzem frutos com maior concentração de açúcar e, portanto, seus vinhos têm mais álcool. Vinho tintos variam, normalmente, entre 12% e 15%, enquanto os brancos ficam, na maior parte dos casos, entre 10% e 13%. Mas o fato é que a percepção do álcool na boca depende de muitos outros fatores, que vão além do número estampado no rótulo.

8. Vinho tinto é com carne vermelha e vinho branco é com peixe

churrasco e vinho branco uvinum

Harmonização é muito pessoal. Existem orientações básicas, mas não regras. Vinhos tintos têm taninos (aquela sensação de adstringência) e a gordura ajuda a disfarçar essa sensação, daí a harmonização com carnes vermelhas. Já vinhos brancos e rosés costumam ser mais leves, por isso normalmente são indicados para carnes brancas e outros pratos igualmente leves. Agora imagine um frango à parmegiana: fritura, queijo, molho vermelho – um tinto vai cair muito bem. Outra situação: pleno verão brasileiro, churrasco à beira da piscina e, em vez de um Malbec encorpadão, que tal um espumante geladinho? Resumindo: harmonização não é ciência exata e você pode comer/beber o que tiver vontade.

9. No restaurante o garçom coloca um pouco de vinho na taça para você analisá-lo e decidir se gostou

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Na verdade, a proposta desse ritual em restaurantes é verificar se o vinho tem algum defeito. A degustação é feita rapidamente e não há necessidade (na verdade pega mal) de ficar cinco minutos analisando o vinho e dissertando sobre aromas e sabores. Se você não se sente confortável para fazer essa avaliação, peça ao sommelier do restaurante – faz parte da função dele. E mais: a etiqueta não manda servir o vinho para degustação ao homem da mesa e sim para quem fez o pedido.

10. Vinho rosé é feito da mistura de branco com tinto

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Foto: Kaboompics/Pixabay

Mito. Rosé, na verdade, é um vinho produzido com uvas tintas. Durante a vinificação, o mosto das uvas (ou seja, o suco antes de ser fermentado) fica em contato com as cascas por um breve período para extrair apenas um pouco de cor e aromas.

Fonte: Evino

 

 

Harmonização com bacalhau: vinho branco ou tinto?*

Primeiramente, saiba que você não é o único que tem esta dúvida, esse peixe, que tem estrutura firme e sabor persistente, confunde, principalmente por ter vários tipos e níveis de qualidade.

Em geral, por se tratar de um peixe com sabor e aromas intensos, os vinhos assumem uma posição intermediária entre não se sobrepor ao bacalhau e se posicionar no momento da degustação.

Os vinhos brancos são mais refrescantes e leves, nesse caso a intensidade do bacalhau compromete a degustação do vinho, já os taninos dos tintos, em sua versão mais encorpada, travam uma batalha como o sal do peixe, e se sobrepõem ao sabor. Vale lembrar que existem centenas de receitas de bacalhau ensopado e receitas que levam muito molho. Elas combinam com os vinhos brancos jovens. Já receitas que levam mais sal casam com os taninos dos tintos.

bacalhau com vinho branco

Portanto, antes de definir o tipo de vinho é importante saber a receita que será preparada. Assim, além de aproveitar o bacalhau didaticamente como teste em suas diversas composições, o vinho posteriormente escolhido pode servir de aprendizado e construção de um conceito, determinando uma combinação de prato e bebida.

*Fábio Goes é enólogo

 

Domno traz para o Brasil novos rótulos portugueses

Os vinhos portugueses são reconhecidos pela exclusividade e qualidade de suas uvas, além de sua longa tradição e características da região. Para os amantes de um bom rótulo português, a Domno traz para o Brasil duas versões dos vinhos Terra de Caniços do prestigiado grupo Enoport. Os rótulos chegam ao mercado brasileiro nas opções tinto e branco.

Feito com uvas selecionadas e por meio de um rigoroso processo de vinificação, o Terra de Caniços Branco é um vinho jovem de coloração cítrica amarelada, aroma marcante e notas frutadas, sustentadas pela rica acidez e frescor. Ideal para acompanhar carnes brancas e queijos leves.

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Já o Terra de Caniços Tinto apresenta coloração avermelhada como um rubi, intenso aroma de frutas vermelhas maduras e nuances de especiarias. O paladar é equilibrado e sua textura é macia e aveludada. Acompanha perfeitamente pratos com carnes vermelhas, massas e queijos de média intensidade.

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Os vinhos da Enoport já estão disponíveis no Brasil em lojas especializadas e pelo e-commerce..

 

Veja algumas sugestões de vinhos para presentear no Dia das Mães

O Dia das Mães já se tornou sinônimo de reunir a família e celebrar ao redor da mesa. Nada melhor do que bons vinhos para brindar ou presentear neste momento tão especial. Conheça abaixo algumas opções da vinícola Guaspari.

Guaspari – Vale da Pedra Branco 2015 – R$ 82,00

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Feito com uva Sauvignon Blanc o vinho apresenta aromas intensos e complexos, de frutas cítricas, frutas tropicais e um leve toque floral. Em boca, apresenta excelente equilíbrio e persistência marcante.

Guaspari – Rosé 2016 – R$ 88,00

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Por sua metodologia de vinificação, este vinho é um conjunto harmônico entre uma excepcional complexidade aromática e gustativa proveniente de uma delicada prensagem de uvas Syrah e um cuidadoso acompanhamento da sua fermentação alcoólica. O Guaspari Rosé 2016 é um vinho leve, fresco e com persistência particular.

Guaspari – Vista do Bosque 2015 – R$ 138,00

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Preparado 100% com a uva Viognier, o vinho é frutado e aromático, apresentando aromas complexos e intensos que salientam damasco, nozes e um marcante toque floral.

Guaspari – Vista do Chá 2014 – R$ 194,00

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Este vinho, feito com a uva Syrah, impressiona já à primeira vista, com sua cor forte e aroma elegante e profundo. Suas notas de café são uma característica do terroir da Vista do Chá. Intenso e concentrado, tem taninos sedutores e bem equilibrados. No evento Palais de Grand Cru 2013, organizado pela Ficofi no Petit Palais, em Paris, a safra de 2011 foi elogiada por compradores e críticos, entre os quais o inglês Steven Spurrier, editor da revista “Decanter” e também famoso por ter organizado o “Julgamento de Paris”, em 1976

Informações: Vinícola Guaspari