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Altas temperaturas e suor excessivo: o que fazer?

Nos dias quentes de verão, após a prática de atividade física ou mesmo em situações emocionais, a transpiração ganha a cena. O suor é uma reação importante do organismo para manter o controle de temperatura do corpo. No entanto, esse mecanismo pode ter um comportamento amplificado para quem sofre com a hiperidrose. Segundo a dermatologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isis Veronez Minami, os pacientes que convivem com o quadro suam de forma excessiva até mesmo em repouso.

Uma das condições que define isso é o hiper funcionamento das glândulas sudoríparas – quadro que pode começar já aos primeiros sinais da adolescência e pode ser classificado como hiperidrose primária. Mas há outras causas para o excesso de suor, como uso de medicações ou o efeito de condições patológicas como a menopausa, infecções ou tumores. Nesses casos, a hiperidrose é do tipo secundária.

Apesar dos diferentes agentes desencadeantes do efeito, uma coisa é certa: a estação mais quente do ano é um momento difícil para os pacientes que convivem com o quadro. A dermatologista explica, que apesar de não existir cura, alguns hábitos e tratamentos são eficientes em amenizar os desconfortos causados pela transpiração abundante. “Nem sempre há como evitar a exposição às altas temperaturas, mas pode-se optar por roupas de tecidos naturais, procurar ambientes mais frescos e arejados, evitar ficar ao sol e até mesmo entender os fatores que pioram a condição, como o estresse, por exemplo, para evitar a situação”, comenta a médica.

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Além da atenção às causas que desencadeiam o quadro, há diferentes tipos de tratamento para a condição, que variam conforme a intensidade do problema. Entre as alternativas medicamentosas há loções antitranspirantes, medicações para consumo por via oral ou injetável – como no caso da toxina botulínica – ou até mesmo a opção cirúrgica. “Há uma gama grande de possibilidades capazes de amenizar esse desconforto que pode causar em algumas pessoas constrangimento e ansiedade”, diz.

Alguns pacientes com hiperidrose podem sofrer com outra condição, a bromidrose – ou o mau cheiro causado pela colonização de bactérias nos locais de maior produção de suor. “É comum existir essa associação. Esse é um motivo de queixa muito ouvido em consultório. Mas é importante reforçar que esse é um quadro que pode ser facilmente solucionado. Muitas vezes, conseguimos melhorar a bromidrose mesmo com a pessoa mantendo a hiperidrose. Em outros casos, ambos os quadros são amenizados”, conclui.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Estudo diz que toxina botulínica pode ser usada para tratamento de depressão

Pesquisa publicada na revista médica Scientific Reports apontou que pacientes que se submeteram à aplicação da toxina botulínica para diversas finalidades apresentaram quadros depressivos com menor frequência.

Figurando entre os procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, a toxina botulínica é uma das principais opções para a correção de rugas e marcas de expressão, visto que, se aplicada corretamente, a substância é capaz de paralisar a musculatura, eliminando, consequentemente, as rugas da região. Mas se engana quem acredita que esta é a única funcionalidade da toxina.

“Inicialmente, a toxina botulínica era utilizada pela oftalmologia, para o tratamento de blefaroespasmo, passando em seguida a ser usada no tratamento de espasmos musculares em pacientes neurológicos. Só muito tempo depois a substância passou a ser aplicada para o tratamento de rugas e hoje pode ser utilizada para diversos fins, desde tratamento de enxaqueca até melhora de cicatrizes”, explica o cirurgião plástico, Mário Farinazzo, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

E, com o avanço das pesquisas médicas, cada vez mais funcionalidades da toxina botulínica são descobertas. Por exemplo, um estudo publicado em julho desse ano na revista médica Scientific Reports apontou que a substância também pode ser utilizada no tratamento de quadros depressivos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram um banco de dados de cerca de 40 mil pessoas que se submeteram à aplicação de toxina botulínica para verificar o que esses pacientes experenciaram após o tratamento. A partir dessa avaliação, os estudiosos observaram que pessoas que receberam injeções da substância em seis diferentes locais relataram depressão com frequência de 40 a 80% menor do que pacientes submetidos a tratamentos diferentes para as mesmas condições.

“A relação entre depressão e toxina botulínica já é conhecida há algum tempo, visto que muitos cirurgiões notam uma melhora nos quadros depressivos após o tratamento. Mas até então acreditava-se que esse efeito estava ligado à amenização das linhas na testa, o que impede certas expressões que reforçam emoções negativas. No entanto, o presente estudo apontou que essa relação ocorre não importando onde a toxina é aplicada”, destaca Farinazzo.

Dessa forma, o estudo mostra-se de grande relevância por apresentar uma nova alternativa de tratamento para uma doença extremamente comum e perigosa. No entanto, ainda é preciso mais pesquisas para entender realmente o mecanismo por trás do impacto da toxina botulínica em quadros depressivos. De acordo com os autores do estudo, algumas possibilidades incluem o transporte da substância para regiões do sistema nervoso central envolvidas no controle das emoções ou a ação terapêutica da toxina sobre condições que podem contribuir e agravar quadros depressivos.

“É importante ressaltar que o estudo possui algumas limitações, visto que, apesar dos estudiosos terem excluído relatos de pessoas que tomavam antidepressivos, é possível que alguns indivíduos tenham ingerido medicamentos dessa classe sem notificarem. Logo, mais estudos são fundamentais antes que a toxina botulínica seja incluída na lista de tratamentos para depressão”, completa o cirurgião.

Outras indicações

Enquanto a ação da toxina botulínica em quadros de depressão ainda está em estudo, outras indicações da substância já são comprovadas cientificamente e amplamente utilizadas. Por exemplo, em casos de paralisia facial, a toxina botulínica pode ser utilizada para melhorar a assimetria da face causada pela contração dos músculos, melhorando assim a harmonia do rosto. Além disso, a substância pode ser utilizada na melhora de cicatrizes hipertróficas e queloides.

“A toxina botulínica pode ajudar para que a cicatrização ocorra de forma adequada, sendo usada preventivamente, já no dia da cirurgia, quando há necessidade de reduzir a tensão local para dar pontos na pele, evitando assim a formação de cicatrizes espessas e inestéticas”, completa o especialista.

Doenças de pele, como a acne e a rosácea, também podem ser tratadas com a toxina botulínica, bem como a sudorese excessiva. Porém, é fundamental utilizar a toxina com cuidado e apenas sob orientação médica, já que o uso indiscriminado da substância, em grandes doses ou em um espaço de tempo muito curto, pode levar a uma tolerância à toxina, que não fará mais efeito. “Por isso, o mais importante é que você consulte um médico antes de realizar qualquer procedimento. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para seu caso”, finaliza Farinazzo.

Fonte: Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros.

As diferenças entre aplicação de toxina botulínica A e preenchimento de ácido hialurônico

A dermatologista Adriana Vilarinho conta em detalhes as diferenças entre os procedimentos dermatológicos mais solicitados no consultório

Com o grande volume de informação sobre procedimentos estéticos e dermatológicos, principalmente os minimamente invasivos, tem sido mais comum o desejo de mudança, mas, antes de qualquer procedimento, principalmente na face, é importante consultar a opinião de um médico para entender as diferenças entre os tratamentos e o que é recomendado ou não em cada caso.

A dermatologista Adriana Vilarinho, esclarece alguns pontos para diferenciarmos dois dos principais tratamentos não cirúrgicos: a aplicação de toxina botulínica A (Botox) e o preenchimento de ácido hialurônico, que compõe a linha de produtos Juvéderm.

Botox, marca comercial registrada da Allergan, é utilizada também para fins estéticos. Trata-se de uma substância injetável derivada de uma toxina produzida pelo Clostridium botulinum, a bactéria responsável pelo botulismo. Segundo Adriana, por meio da inibição da neurotransmissão entre terminações nervosas e fibras musculares, o Botox relaxa a musculatura e suaviza as rugas. “A aplicação do produto representa um dos procedimentos mais realizados no rejuvenescimento facial e, desde 1992, tem sido usado na medicina estética e dermatológica. É um método seguro para melhorar as famosas ‘ruguinhas’”, completa a profissional.

Os efeitos da toxina começam a surgir em um a três dias após a aplicação e atingem o efeito máximo cerca de duas semanas após o procedimento. Segundo a dermatologista, a duração da resposta depende do local onde foi aplicada e da dose usada e os pontos ideais para a aplicação são: linhas horizontais na testa; elevar o olhar; suavizar rugas entre sobrancelhas; melhora das linhas nos cantos dos olhos, os “pés de galinha”, e atenuar rugas periorais verticais, o “código de barras” que fica acima dos lábios.

Os tratamentos com toxina botulínica A e preenchimentos faciais com ácido hialurônico são procedimentos distintos. A aplicação da toxina tem o intuito de relaxar a musculatura, suavizando rugas já existentes e evitando que novas apareçam, não tem a ação de preenchimento e por isso não é indicado para aplicação nos lábios, por exemplo.
Já os preenchedores possuem a finalidade de reestruturar a face, melhorar o contorno, recuperar volume e hidratar a pele. O ácido hialurônico é uma das substâncias usadas para esta finalidade. Ele preenche o espaço entre as células e, em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, preenche as rugas e sulcos.

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Foto: University of Utah Health

Na linha de preenchedores de ácido hialurônico Juvéderm, podemos contar com os seguintes produtos:
• Volite: hidrata e melhora a elasticidade e textura da pele.
• Volbella: indicado para linhas finas e refinamento.
• Volift: indicado para contorno e volume labial.
• Voluma: indicado para rugas e linhas mais profundas, para restauração de volume e estruturação do rosto.

Segundo a médica, alguns dos lugares mais comuns de aplicação do preenchedor de ácido hialurônico são: olheiras – com o envelhecimento podem ocorrer depressões nessa região; bochechas, para garantir uma aparência mais jovem; as dobras nasolabiais, famoso “bigode chinês”; “linhas de marionete”, os sulcos que se estendem do canto da boca até o queixo e para aumento de volume labial. “Os preenchedores de ácido hialurônico têm duração média de 9 a 24 meses, dependendo do produto e do organismo, ou seja, da resposta de cada paciente”, completa a médica.infografico_botox_juvederm_Prancheta 1 (002)

Apesar de funções distintas, os procedimentos podem se complementar para um tratamento em conjunto. Segundo a profissional, o envelhecimento facial resulta de uma combinação de alterações que envolvem a pele e os tecidos subjacentes. Rugas, redução dos níveis de colágeno, atrofia e deslocamento da gordura subcutânea, bem como a redução óssea, estão envolvidos neste processo.

“A toxina botulínica A diminui as rugas dinâmicas da face, enquanto os preenchedores a base de ácido hialurônico ‘restauram’ uma aparência jovem, através da substituição do volume perdido dos tecidos. Com os preenchedores, podemos projetar ângulos faciais, preencher espaços e apagar rugas mais grossas. A associação dos dois pode ser benéfica quando bem indicada e feita com parcimônia. É possível combiná-los e eles podem, inclusive, ser feitos no mesmo dia. ”

A dermatologista comenta que cada paciente deve ser avaliado individualmente, com suas características próprias e peculiaridades. Antes do tratamento, o médico deve determinar se as queixas são apropriadas para o tratamento com toxina botulínica A e preenchedores. “Nenhum procedimento é isento de complicações, por isso, certifique-se de que o profissional em questão é habilitado e pode tratar qualquer efeito colateral ocasional relacionado aos preenchedores ou à aplicação da toxina botulínica A”.

Para atender as expectativas do paciente e a naturalidade dos procedimentos, a médica aconselha que na consulta sejam definidas prioridades e expectativas conjuntas (necessidade e resultados possíveis/previstos). “Fotografias tiradas antes e depois são úteis e importantes para avaliar a melhora e acompanhar todo o tratamento”, revela a médica.

Os procedimentos podem resgatar uma beleza original e a confiança de cada paciente, sem que se perca a naturalidade. Ser original também é encarar a mudança que deseja e se abrir para novas experiências, como um procedimento estético.

Fonte: Allergan

Botox funcional: descubra em quais casos as agulhadas são boas aliadas da saúde

Quem pensa que aplicação de botox é sinônimo de vaidade e só tem a função de suavizar rugas e marcas de expressão está bem enganado. A toxina botulínica tem várias indicações na odontologia e pode ser utilizada funcionalmente no tratamento de diversas doenças relacionadas ao sistema neurológico e muscular.

Dores na face, problemas relacionados com bruxismo, ATM (Articulação Temporomandibular) e DTM (Disfunção Temporo Mandibular) estão entre as indicações da substância para fins terapêuticos.

Segundo Willian Ortega, cirurgião dentista especialista em harmonização orofacial, a aplicação de botox promove relaxamento muscular da região tratada reduzindo dores. “Em determinados casos a paralização do músculo pode ser benéfica trazendo uma sensação de alívio ao paciente e diminuindo até o uso de medicamentos para dor ou inflamação. Além do mais, o excesso de força e carga sobre os dentes pode acarretar em desgaste acentuado, mobilidade e até perda dos mesmos”, explica.

Dores de cabeça, sequelas de paralisia facial periférica, sequelas decorrentes de AVC ou espasmos que causam movimentos anormais como repuxamento da face e fechamento involuntário do olho em apenas um dos lados do rosto, também estão entre os males combatidos com o botox. “A toxina botulínica entra como peça-chave para enfraquecer o músculo da região afetada e consequentemente reduzindo o movimento e promovendo uma melhor simetria facial”, completa o especialista.

Há até casos de recomendação do botox para crianças que sofrem de estrabismo. “Quanto mais cedo iniciar, mais eficiente é o tratamento”, acrescenta Ortega. Segundo o especialista, as quantidades de aplicações e doses são avaliadas individualmente, assim como a frequência do uso da substância que geralmente acontece de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses, período de duração da atuação da toxina botulínica.

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Toxina botulínica pode ser usada para dores de cabeça

Fonte: Willian Ortega é graduado pela Unipar (Universidade Paranaense), especialista em Ortodontia e Pós- Graduado em Harmonização Orofacial. Diretor professor da Facial Academy. Especialista em Implantodontia pela Uningá. Também ministra cursos e palestras pelo Brasil e no Exterior.

 

Envelhecimento causa pele enrugada como pergaminho, mas maus hábitos influenciam

A pele enrugada, também conhecida como “pele de pergaminho” ou “pele de elefante”, é uma condição em que a pele sofre pela diminuição do colágeno, ficando mais flácida, enrugada e com perda de elasticidade

O enrugamento da pele é um sinal comum do envelhecimento. Nossa pele vai perdendo elasticidade ao longo do tempo, fazendo com que sua textura fique cada vez mais enrugada, sendo essa a principal causa da “pele de pergaminho” ou “pele de elefante”. No entanto, a maioria de nós tem pele enrugada antes mesmo de alcançar a velhice.

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“Se você olhar para os cotovelos, por exemplo, verá que a pele tem uma textura enrugada como um fino papel amassado. Quando envelhecemos, a tendência é que esse tipo de pele tome conta do pescoço, braços, mãos, pernas e rosto. Esse envelhecimento da pele tem influência genética, mas se dá principalmente por fatores externos, como a exposição aos raios ultravioletas, por exemplo”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Segundo Rubez, rugas se formam a partir de expressões faciais repetidas. “Por exemplo, um sulco se forma abaixo da superfície da pele quando sorrimos ou franzimos a testa. No entanto, fatores externos agravam o problema, como a exposição aos raios do sol e o fumo. Essa pele mais enrugada é causada pela diminuição da produção de colágeno, que torna a pele mais flácida e com falta de elasticidade. A exposição ao sol, a desidratação e o tabagismo potencializam o problema”, diz.

Para ajudar a aumentar a elasticidade da sua pele e retardar o aparecimento da pele de pergaminho, é importante manter-se bem hidratado, evitar muita exposição ao sol e utilizar protetor solar com no mínimo FPS 30 todos os dias, além de ter uma dieta saudável e equilibrada, repleta de alimentos ricos em antioxidantes. Uma vez que a pele já está envelhecida, alguns tratamentos podem ser aplicados. Rubez fala um pouco sobre eles:

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Toxina Botulínica: a aplicação da toxina pode ser tanto corretiva quanto preventiva. “O bloqueio dos movimentos musculares da face resulta em uma redução das linhas de expressão e impede que uma ruga dinâmica se torne uma ruga estática”, informa o médico.

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Preenchimento facial: “Feito com ácido hialurônico, o preenchimento facial é um dos principais procedimentos estéticos realizados atualmente, devido aos bons resultados alcançados e pela segurança da substância, que já é presente no nosso organismo. O ácido hidrata e traz vitalidade à pele, pois atrai moléculas de água entre as células, proporcionando volume às áreas tratadas, melhorando o contorno facial e promovendo uma aparência mais harmônica.”

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Bioestimuladores de colágeno: aplicados através de cânulas ou agulhas eles promovem a produção de colágeno pelo organismo. “Há um benefício grande da flacidez e qualidade da pele, a partir de 2 a 3 sessões e os efeitos podem durar até 2 anos”.

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Lifting facial: “É a cirurgia plástica recomendada para rejuvenescimento facial. Indicada para casos mais avançados de envelhecimento da pele da face, mais comum em pacientes a partir de 50 anos e que precisam de um tratamento mais acentuado”, afirma o cirurgião plástico. O lifting facial elimina rugas, flacidez e remove o excesso de pele, além de “levantar o rosto”, amenizando sulcos e melhorando o contorno da face, segundo o cirurgião.

É necessário que qualquer um dos tratamentos citados seja conduzido por um cirurgião plástico qualificado, pois só ele saberá avaliar as demandas do paciente e os cuidados pré e pós-procedimentos.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp. 

Beautification utiliza os padrões de proporções para embelezar o rosto – sem modificá-lo

O mundo da beleza está em constante evolução. Os estudos na área não param e, com eles, novos conceitos são criados. É o exemplo das intervenções faciais realizadas hoje, que diferem de anos atrás. A busca não é a perfeição do rosto e, sim, criar uma harmonia do todo, deixando-o com aspecto mais atraente e menos cansado.

É aí que entra o conceito de Beautification. Segundo a Merz, uma das principais empresas de estética do mundo, este termo refere-se a uma combinação de intervenções não cirúrgicas para obter equilíbrio estético e funcional da face.

De acordo com a dermatologista Bárbara Saavedra, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é possível embelezar o rosto a partir de um estudo criterioso de proporções, medidas e ângulos.

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“A ideia é alcançar o embelezamento da face, com intervenções sutis, minimizando as assimetrias e realçando áreas que merecem destaque, sempre com naturalidade e preservando as características de cada pessoa. Para isso, é necessário um olhar individualizado e um conhecimento adequado de anatomia”, explica a médica.

Primeiro é importante fazer uma análise aprofundada dos pontos de sustentação da face. Segundo a dermatologista, é preciso dar atenção a três camadas diferentes: ossos, músculos e gordura. “Elas compõem a estrutura facial e são responsáveis por alterações que podem ocorrer ao longo do tempo. A partir daí, são definidas as áreas que devem ser melhoradas e os procedimentos adequados para cada caso – e até mesmo a combinação deles”, diz.

Muitas técnicas são usadas na abordagem de Beautification. O preenchimento à base de ácido hialurônico é uma delas. “Pode ser usado, por exemplo, para dar volume e/ou reposicionamento malar, é o caso do famoso ‘efeito blush’; melhorar o contorno do rosto e dar projeção para o queixo; e aperfeiçoar a proporção dos lábios”, explica. Neste último, é possível aplicar a Liplush Technique, um método inovador que utiliza produtos da linha Belotero, com diferentes densidades de ácido hialurônico, e atua em áreas e pontos pré-definidos para realçar a beleza dos lábios, com mudanças sutis.

Outro exemplo é a toxina botulínica. Ela é usada para melhorar o sorriso – pessoas que têm sorriso gengival ou invertido -, para suavizar rugas e modelar as sobrancelhas. “O Grid 21 é uma das grandes invenções aqui. Lançado recentemente, é uma técnica personalizada de aplicação da toxina botulínica purificada. É usado para modelar a sobrancelha e tratar a testa, funcionando como um guia de orientação para o médico”, explica Bárbara.

Por último, o bioestimulador de colágeno e o ultrassom microfocado são usados para tratar flacidez superficial e profunda e melhorar a qualidade da pele. “Muito vezes, utilizo a combinação do Ulthera e Radiesse para potencializar os resultados. Cada um atinge uma camada da pele e, juntos, estimulam uma quantidade maior de colágeno, deixando a pele mais firme e bonita”, explica.

“Além disso, em alguns casos, costumo usar o Radiesse para dar suporte para o rosto. Ele é um bioestimulador versátil e consegue atuar no contorno facial também, deixando-o mais definido. É ideal para interferências menores, nas quais o preenchedor não se faz necessário, já que a ideia não é volumizar”, acrescenta.

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A médica diz que o conceito está longe de propagar padrões ideais. Não existe um nariz ou uma boca que se adaptem a todas as pessoas. O importante é fazer um tratamento que valorize a beleza de cada um. “O objetivo é que o paciente conquiste uma face mais proporcional, com ângulos e contornos definidos, uma pele bonita e com frescor, sem exageros e respeitando a sua personalidade”, finaliza.

Fontes:

Bárbara Saavedra é médica dermatologist, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) inscrita no Cremesp sob número 143664.

Merz: uma das principais empresas de estética do mundo e oferece um portfólio completo para tratamentos estéticos minimamente invasivos. A farmacêutica é detentora das marcas Belotero (preenchedor e volumizador à base de ácido hialurônico, consagrado em mais de 50 países em todo o mundo), Radiesse (bioestimulador de colágeno) e Xeomin (toxina botulínica A purificada). 

Dermatologista esclarece mitos e verdades sobre o botox

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo, e não é à toa que surjam muitas dúvidas e inverdades sobre o assunto. Tendo em vista esta realidade, o dermatologista Gustavo Saczk desmistificou algumas questões sobre essa substância que é febre no mundo da estética.

Há oito anos atuando na dermatologia, o médico é chamado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática.

Mitos e verdades

Botox  pode ser usado para preencher lábios, bigode chinês ou qualquer área que precise de volume.

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Mito: isso é feito por meio de preenchimento. A toxina botulínica não preenche ou aumenta o volume de determinada região. Ao contrário, o botox é usado para suavizar rugas e linhas de expressão por meio do relaxamento do músculo, sem preenchimento.

O efeito do botox não é permanente

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Verdade: ele dura de 4 a 6 meses. Lembrando que pacientes com muita expressão facial terão uma durabilidade menor da paralisação.

Sua expressão facial não vai ser alterada

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Verdade: isso se o dermatologista ou cirurgião plástico que fizer a aplicação respeitar os pontos corretos de aplicação. A ideia é diminuir as rugas sem alterar sua fisionomia.

 Cremes não substituem o botox

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Verdade: eles atuam junto, buscando melhorar sua beleza. O tratamento antissinais deve ser feito de forma global, em conjunto.

Nada substitui uma plástica se o paciente tem indicação, mas o botox será usado junto, assim como os cremes

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Verdade: não adianta achar que fazendo plástica você não precisará de botox caso ainda queira melhorar as rugas. As aplicações da toxina botulínica podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois, além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial. Este tratamento também pode ser uma opção para pacientes com receio dos procedimentos mais invasivos ou mesmo para pacientes que buscam resultados eficazes sem períodos de recuperação.

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento

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Verdade: o mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento. O Botox pode ser aplicado em qualquer idade, não causando resistência ou diminuindo seu efeito com o passar do tempo, se for aplicado corretamente. Assim, ele pode funcionar como preventivo no surgimento das rugas.

Seu efeito não é imediato

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Verdade: as primeiras mudanças são percebidas após 48 horas, entretanto, os efeitos podem ser notados de forma mais completa em até 15 dias após a aplicação.

Botox é diferente do preenchimento

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Verdade: como foi dito antes, ele faz a paralisação da musculatura no local em que é aplicado, não sendo capaz de corrigir rugas estáticas, que são mais profundas e que aparecem mesmo quando você não está movimentando o rosto. Mas pode suavizar rugas que estão começando a aparecer.

Se você tem excesso de pele nas pálpebras, o botox pode dar uma sensação de peso nos olhos

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Verdade: nesses casos, o dermatologista tem que ser criterioso na aplicação.

O tratamento tem duração, em média, de 6 meses

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Verdade: podendo ser mais ou menos tempo, dependendo do organismo de cada paciente. Ao término desse período é necessário procurar o dermatologista para fazer uma reaplicação.

Fonte: Gustavo Saczk é formado pela Universidade Federal do Paraná (2011), consolidou seu nome como um dos principais profissionais da área de saúde em Curitiba onde é considerado o ‘mestre do botox’ e surpreende por não fazer nenhuma marcação antes da aplicação, um dom aperfeiçoado com a prática. Também se destaca no tratamento de cicatrizes causadas pela acne. Criou o “Minuto de pele” – pílulas em vídeo de 1 minuto – onde ele fala sobre diversos assuntos da Dermatologia, seja estética, cirúrgica ou clínica. Também participa do quadro “Minuto de Pele”, uma vez por semana, na Rádio Clube FM, em Curitiba.

Ácido hialurônico e toxina botulínica: você sabe a diferença entre eles?

Conheça as principais características e indicações dos “queridinhos” do ramo de tratamentos dermatológicos

Consultórios dermatológicos são procurados, cada vez mais, por homens e mulheres que desejam investir em melhorias na pele e atenuar marcas no rosto. Para isso, recorrem a diversos tratamentos modernos que trazem resultados visíveis e naturais. Dentro dessa variedade de inovações técnicas, procedimentos com ácido hialurônico e com toxina botulínica são os mais recomendados, apesar de serem bem diferentes.

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Produto biológico da bactéria Clostridium botulinum, a toxina botulínica é uma neurotoxina que age como barreira entre os estímulos dos neurônios e os músculos da face, atuando como um paralisante muscular. Dessa forma, o produto é recomendado para rugas dinâmicas do rosto – ou seja, que se tornam mais aparentes diante movimentação facial.

Já o ácido hialurônico é uma substância natural da pele responsável por sua hidratação e elasticidade. Quando injetado na pele, o polímero preenche o espaço existente entre as células, possuindo também a capacidade de volumizar. Com o avanço da idade, o organismo reduz a produção natural de ácido hialurônico na pele que, consequentemente, perde sua firmeza e volume natural.

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Por isso, tratamentos com ácido hialurônico são indicados para devolver o aspecto jovem e saudável da pele. Um dos preenchedores de ácido hialurônico mais conhecidos do mercado, Restylane, repõe o volume perdido ao longo dos anos de forma natural. O procedimento reduz sulcos conhecidos como “bigode chinês” e “linhas de marionete”, destaca as maçãs do rosto e também tem o poder de atenuar rugas.

O tratamento com Restylane consiste em aplicações pouco invasivas que trazem resultados visíveis desde a primeira sessão. Enquanto os procedimentos com toxina botulínica trazem efeitos com duração de 4 a 5 meses, os resultados de Restylane continuam visíveis mesmo após 18 meses. Ele pode ser aplicado em três regiões da face: terço superior, terço inferior e terço médio. O produto está no mercado há mais de 20 anos e já atingiu a marca de 40 milhões de tratamentos pelo mundo.

É importante ressaltar que ambos os tratamentos dermatológicos devem ser realizados por médicos especializados e pensados de acordo com as características de cada indivíduo.

Fonte: Galderma

Efeito Red Carpet para as festas de fim de ano

Conheça os procedimentos capazes de deixar pessoas comuns com a pele igual a de atrizes de Hollywood

No meio da correria para o final do ano você lembra que sua pele carrega todas as marcas de cansaço e desgaste possíveis. Como chegar linda a um evento ou às festas como o esperado Réveillon?

A solução é simples: vá ao dermatologista. Pesquisas e novos aparelhos, cada vez mais modernos, além de produtos mais eficientes têm permitido que mulheres e homens ganhem o chamado “efeito Cinderela” em apenas alguns dias.

“Há procedimentos que podem ser feitos no dia anterior, ou até mesmo horas antes de um grande evento e continuar a agir nos dias seguintes”, conta Leila Cavalin Alves, dermatologista da Peleclin. Mas, para exibir aquele glow que só as divas de Hollywood têm, é importante procurar um profissional qualificado, que indique o melhor recurso para o tipo de pele e a expectativa que você tem do tratamento.

São diversas possibilidades, como combate a manchas, melhora da aparência, hidratação etc. Confira alguns tratamentos pouco invasivos e indicados para essa época do ano:

Tudo novo: para uma mudança grande, sem a necessidade de cirurgia, a indicação é o MD Codes. Ele promove um lifting facial com a aplicação de ácido hialurônico.

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Rugas e marcas de expressão: essas temidas podem dar o aspecto cansado à pele. A sugestão é aplicação de toxina botulínica, capaz de deixar o rosto com aparência relaxada. Outra opção é o preenchimento com ácido hialurônico, que recupera, com naturalidade, as marcas mais profundas e devolvem a juventude. O laser fracionado não ablativo melhora a superfície e a densidade da pele, dá firmeza e rejuvenesce sem descamação.

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A atriz Charlize Theron no tapete vermelho do Oscar 2010

Como uma noiva: um dos efeitos mais conhecidos é o “Véu de Noiva”. O nome vem do efeito causado pelo Fotona, laser de última geração, capaz de dar um “up” imediato no visual e deixar a pele com viço e textura melhores. O tratamento promove um micropeeling que remove as células mortas e estimula a renovação e a produção de colágeno. Nos dias seguintes à sessão continua agindo sobre as manchas. Sem contra indicação em praticamente todos os casos, ele pode ser realizado no dia anterior ou até 8 horas antes do grande evento. “Nos dois primeiros dias, o brilho e o viço são radiantes”, conta Cintia Calvet, também dermatologista da Peleclin.

Olheiras e bolsas: uma das opções é o microagulhamento de ouro, capaz de tratar flacidez, rugas e manchas. O Agnis, aparelho usado na Peleclin, tem avançada tecnologia em sistema de radiofrequência microagulhada e atua no estímulo natural da produção de colágeno e elastina no tecido.

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Vermelhidão: tecnologias como luz pulsada e LED ajudam a reduzir áreas avermelhadas da pele, seja por aumento de vasos sanguíneos ou por inflamações.

Cuidados importantes: de acordo com as médicas, a maioria das pessoas pode acessar os tratamentos acima. Eles são contraindicados para gestantes e lactantes. Ainda assim, a avaliação prévia, feita por um dermatologista, é fundamental.

“A pessoa pode ter alguma alergia, ou outro impeditivo para o tratamento. E isso só o médico pode avaliar”, afirma Leila, que aponta algumas complicações destes procedimentos.

Alguns exemplos são a obstrução dos vasos sanguíneos, que pode levar à necrose da pele e a embolia, que é o deslocamento do produto por um vaso sanguíneo até outro órgão, provocada por preenchimentos mal sucedidos. Tratamentos de manchas de pele podem virar um problema quando ela, na verdade, é um câncer de pele, e não uma mancha benigna. Os lasers e peelings também podem trazer maus resultados quando pioram manchas preexistentes ou provocam queimaduras.

Na foto Leila Cristina Cavalin Alves e Cíntia Andréa Cavalin de Magalhães Calvet
As dermatologistas Leila Cristina Cavalin Alves e Cíntia Andréa Cavalin de Magalhães Calvet

Fonte: Peleclin

É possível ter a pele bonita e saudável em todas as estações do ano

A cada estação, um novo começo. A primavera é uma boa época para realizar procedimentos estéticos dermatológicos, como tratar olheiras, rugas ou flacidez, já que a recuperação é mais rápida neste período. Porém, devemos lembrar que a decisão mais importante ao fazer um procedimento é consultar o médico dermatologista, especialista indicado para fazer o diagnóstico de doenças da pele, cabelos e unhas e prescrever tratamentos específicos.

Alguns procedimentos são bastante comuns nesta época do ano. Os mais comuns são a aplicação de toxina botulínica, o preenchimento com ácido hialurônico, os tratamentos a laser, a radiofrequência, os peelings, o microagulhamento e o ultrassom microfocado, sendo que todo procedimento precisa de planejamento.

Portanto, levar em conta o tempo necessário para aguardar a recuperação da pele ou mesmo a época mais adequada para fazer tal procedimento, garantem um planejamento estético adequado e resultados mais seguros para o paciente e sua saúde.

Essa época também é indicada para realizar aplicação da toxina botulínica para hiperidrose (suor excessivo) nas axilas, mãos ou pés. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lembra que a rotina diária de cuidados com a pele envolve pelo menos três passos básicos: limpar, tratar e proteger.

“Não existe uma idade ideal para começar a cuidar da pele nem regra de tratamento para cada idade, mas de um modo geral, a partir dos 25 anos, medidas preventivas devem ser adotadas, usando produtos especializados para cuidados com a saúde da pele, além de tratamentos dermatológicos que induzem a produção de colágeno e reparam danos solares”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga.

Vale ressaltar que todo procedimento estético dermatológico deve ser acompanhado por um médico, para que eventuais complicações possam ser percebidas, diagnosticadas e tratadas.

Realizar uma visita ao consultório ou na clínica onde o procedimento será realizado, prestando a atenção aos detalhes, é um bom meio de saber se o local escolhido terá a estrutura e a segurança necessárias para iniciar o tratamento. Desconfie de locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, têm muita rotatividade de profissionais e não disponibilizam equipamentos e produtos de qualidade, por exemplo.

Verifique também se o local tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e confira a higiene do espaço e se os materiais são descartáveis. Lembre-se de que casas e imóveis residenciais não devem ser considerados para a prática de procedimentos invasivos. No consultório é possível observar os quesitos de biossegurança dos procedimentos.

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O conhecimento das técnicas de aplicação e da anatomia local também são fundamentais para o bem-estar e segurança do paciente.

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