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Cannabis medicinal é eficaz no tratamento da endometriose

Mulheres possuem grande quantidade de receptores da substância nos órgãos reprodutivos

No Brasil, a endometriose acomete cerca de 15% das mulheres, ou seja, 6,5 milhões de brasileiras por ano. O tratamento da dor secundária da endometriose constitui um desafio histórico na prática clínica e muitos destes tratamentos são à base de hormônios, com uma série de efeitos colaterais.

Segundo artigo da Medical Cannabis Network, os órgãos pélvicos femininos possuem uma densidade muito alta de receptores canabinm0ides, fazendo com que o tratamento da endometriose com medicamentos à base de cannabis seja promissor, principalmente nos sintomas desse distúrbio. “Os receptores canabin0ides são locais onde as substâncias medicinais da planta se ligam e produzem seus efeitos medicamentosos”, explica Maria Teresa Jacob, médica que atende pacientes com a cannabis medicinal.

A Cannabis tem sido utilizada para tratar várias complicações ginecológicas e outras doenças em todo o mundo, pois restabelece o equilíbrio do organismo com menor incidência de efeitos colaterais. “A endometriose, patologia relativamente frequente entre mulheres na fase reprodutiva, compromete enormemente a qualidade de vida pela dor severa e por complicações genitourinárias. Estudos demonstram que a cannabis atua na melhora da dor, com recuperação da qualidade de vida e diminuição de complicações”, completa a médica, que também é especialista em dor crônica.

Os fitocanabinoides, substâncias presentes na cannabis, apresentam alívio para diversos incômodos que acometem as mulheres, sendo uma alternativa mais eficaz e menos invasiva. “Estudos anteriores sugerem que a cannabis tem a capacidade de mitigar problemas de sono, irritabilidade e dor nas articulações, portanto, pode desempenhar um papel significativo em alguns dos sintomas associados à tensão pré-menstrual”, apontam no artigo.

A utilização da cannabis como medicamento não é de hoje, inclusive era receitada pelo médico inglês Sir Reynolds para tratar as cólicas menstruais da rainha Vitória, no século 19. Reynolds foi responsável pela primeira publicação sobre o uso da planta para dor, seus efeitos terapêuticos e adversos na revista científica Lancet, em 1890. “Da mesma forma, observa-se melhora na tensão pré-menstrual, nas cólicas menstruais, nos sintomas indesejáveis da menopausa, nas dores pélvicas crônicas e no desempenho sexual”, finaliza Maria Teresa.

Fonte: Maria Teresa Jacob é formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí. Pós-graduanda em Endocannabinologia, Cannabis y Cannabinoides na Universidade de Rosário, Argentina. Residência médica em Anestesiologia no Instituto Penido Burnier e Centro Médico de Campinas. Especialista em Anestesiologia, Título de Especialista em Acupuntura e Título de Especialista em Dor. Especialização em Dor, na Clinique de la Toussaint em Strassbourgo, França, Cannabis Medicinal e Saúde, na Universidade do Colorado, Cannabis Medicinal. Membro da Society of Cannabis Clinicians (SCC), da International Association for Canabinoid Medicines (IACM), da Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP), da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Internacional de Dor Musculoesquelética (IMS) e da Sociedade Europeia de Dor (EFIC). Atua no tratamento de Dor Crônica desde 1992 e há alguns anos em Medicina Canabinoide em diversas patologias na Bem – Centro de Saúde e Bem Estar, Campinas.

Alimentação e os impactos na vida da mulher durante os períodos de TPM e da menopausa*

Em tempos como esse que vivemos hoje, o cuidado com a saúde se tornou muito mais evidente. Muito além do corpo, músculos e tudo aquilo que remete à estética, a saúde interior ganhou mais importância, se não mais, do que a beleza. O famoso ditado ‘de dentro para fora’ faz muito mais sentido, quando relacionamos a alimentação e seus efeitos benéficos para o corpo, da saúde da pele até o equilíbrio hormonal.

Assim, o consumo de alimentos funcionais, como soja e derivados, peixes, frutas, entre outros encontrados na natureza, são fortes aliados para manter a saúde em dia e prevenir doenças.

Cólicas, inchaços, dores de cabeça e ‘calorões’ são alguns dos sintomas associados aos períodos mais característicos da vida de 49,7% da população em todo o mundo¹, mais especificamente em mulheres. Esses sintomas são conhecidos como o ciclo menstrual e a menopausa durante grande parte da vida de uma mulher. Ambos são variações hormonais, caracterizados pela progesterona e estrógeno, relacionados também a demais fatores como nutrição, estresse, entre outros. Dentre esses fatores, a alimentação adequada ajuda, e muito, no controle e até mesmo na diminuição das manifestações fisiológicas vinculadas a este fenômeno.

Alguns tabus que repercutem pela internet, como o leite de inhame e o chá de amora, já são conhecidos pelo público feminino de forma ampla na tentativa de diminuir tais sintomas. Porém, dentro da nutrição funcional, encontramos alimentos que chamamos de suplementos alimentares onde seus benefícios, comprovados cientificamente, demonstraram mudanças significativas nos sintomas associados à tensão pré-menstrual e à menopausa. Destacam-se entre os suplementos alimentares o óleo de prímula e óleo de borragem.

O óleo de prímula, utilizado há muitos anos por tribos, por meio da infusão em chás e receitas, traz diversos benefícios, entre eles a melhora na saúde capilar, efeito sedativo nos casos de tosse, além de auxiliar o sistema cardiovascular, atuando como estímulo na circulação do sangue. Porém, recentes estudos apontam que o óleo de prímula tem sido eficaz também na diminuição de sintomas como cólicas, inchaços localizados e mudança de humores associados à tensão pré-menstrual em mulheres.² Lembrando que o ciclo menstrual ocorre normalmente de vinte a quarenta e cinco dias, atuando sempre como um preparo para gestação e, por isso, as mudanças hormonais são drásticas para que em caso de gravidez, o corpo esteja adaptado para as diversas mudanças.³

Fisiologicamente, óleo de prímula e óleo de borragem possuem um componente chamado ácido gama linolênico, que age como um regulador importante nas atividades celulares vinculadas ao ciclo menstrual e seus estímulos, através dos hormônios sexuais femininos (progesterona, estrógeno e prolactina). Isso significa que este suplemento alimentar tem o poder de diminuir as manifestações estimuladas pelo desequilíbrio hormonal, reduzindo assim a liberação de estímulos associados aos sintomas e sinais. Neste caso, mulheres que sofrem com dores intensas, mudanças de humores e inchaços no corpo de forma generalizada, encontram um alívio com o consumo deste suplemento alimentar.⁴

Claro que não podemos esquecer as mulheres que, em certo momento da vida, passam pela menopausa ou término permanente do ciclo menstrual que ocorre durante o climatério, onde os sintomas mais populares são a sensação de calor e suor excessivos em conjunto com outras manifestações sexuais.⁵

O óleo de prímula demonstrou resultados positivos, atuando como um importante regulador, no alívio de períodos de intenso calor e sudorese noturna, causados também pelo desequilíbrio hormonal. Um fato curioso deste tão importante suplemento alimentar é que o mesmo auxilia na absorção de cálcio.⁶ A importância desta função à saúde da mulher se comprova na reposição óssea. Progesterona e estrógeno estão amplamente relacionados à absorção efetiva do mineral cálcio, muito conhecido por ser um dos minerais mais importantes para saúde óssea. Devido ao desequilíbrio e redução dos hormônios sexuais femininos neste período, a absorção deste mineral se torna comprometida, muitas vezes resultando na osteoporose em mulheres. Por isso, o consumo dos óleos de prímula e borragem como prevenção se torna importante, uma vez que esta reposição óssea, após o período de menopausa, é muito baixa, comparada ao período de ciclo menstrual.⁷

*Daphne Tuthill Muniz Assi, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, é Supervisora Comercial do Armazém Fit Store.

Referências:
¹ Gender Ratio across the world
² Vitex Agnus-castus l., Oenothera biennis l., Curcuma longa l., como tratamento alternativo na síndrome da tensão pré-menstrual (tpm)
³ A percepção de mulheres sobre a menstruação: uma questão de solidariedade
⁴ Tensão pré-menstrual: mecanismos fisiológicos deflagradores da compulsão e preferências alimentares
⁵ Repercussões da Menopausa para a Sexualidade de Idosas: Revisão Integrativa da Literatura
⁶ Horrobin K. Calcium metabolism, osteoporosis and essential fatty acids: a review. Progress in Lipid Research, v.36, p.131-151, 1997.
⁷ Menopausa: conceito e tratamentos alopático, fitoterápico e homeopático.

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

Maca peruana: efeitos positivos para a fertilidade, a menopausa e a TPM

Porém, seu sucesso atual é graças aos seus efeitos positivos sobre a saúde; a planta, que conquistou os adeptos da boa forma, ganhou espaço entre aqueles que querem turbinar a dieta, fugir das doenças e melhorar até mesmo a libido

A maca peruana, tubérculo encontrado em abundância na região da Cordilheira dos Andes, no Peru, não era muito popular até pouco tempo atrás, mas, atualmente, vem chamando a atenção de estudiosos do mundo inteiro devido às suas propriedades nutricionais e potenciais efeitos terapêuticos. Para seus consumidores nativos, os incas, seus poderes milagrosos já eram explorados de geração em geração desde tempos milenares, mas, para o resto do mundo, os benefícios do consumo da raiz ainda são novidade.

Sua fama recente em países como Estados Unidos, Hong Kong, China, Japão e Brasil se deu graças a descoberta de seu efeito energizante, revigorante e, especialmente, afrodisíaco: de todas as qualidades associadas à maca, o aumento da potência sexual e da libido, tanto de homens quanto de mulheres, são os mais discutidos. Mas não para por aí, o crescente interesse em torno do alimento despertou a curiosidade da ciência, que passou a verificar seus efeitos e já aponta os benefícios de seu consumo, como a capacidade de promover o equilíbrio hormonal, melhorar o humor, regular o metabolismo, favorecer a fertilidade, combater a fadiga, e muitos outros.

Origem do superalimento

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Maca peruana é o nome popular da raiz da planta Lepidium meyenii com a indicação de sua origem. De gosto suave, o tubérculo in natura é semelhante a um rabanete, porém, sua cor pode variar entre bege amarelada e rubro-negra. Seu crescimento acontece em uma região andina isolada e cheia de intempéries do território peruano, por isso, encontrar a raiz em sua forma natural não é muito comum, ela só está presente em seu país de origem, já que depende do clima rigoroso e solo árido da região para se desenvolver.

No Peru, ela costuma ser consumida crua, cozida ou desidratada. Sua farinha também é utilizada para fazer pães e biscoitos, e sua torrefação permite o preparo de “café de maca”. Mas, ainda assim, é possível usufruir dos benefícios do seu consumo, mesmo distante de seu país, isso porque, atualmente, já é possível encontrar seu extrato em forma de farinha ou cápsulas no mercado nacional.

Potente afrodisíaco natural

A fama afrodisíaca do alimentou lhe rendeu seu maior título, o de “estimulante natural” e, para quem duvidava da crença popular, já pode voltar atrás, pois, atualmente os estudos científicos endossam tal efeito e apresentam ainda evidências que corroboram muitos outros benefícios associados à raiz. Sua ação sobre a saúde sexual é estimulante e potencializadora da libido, mas ao contrário dos fármacos comercializados com esse intuito, a maca não possui riscos colaterais à saúde.

Segundo o nutricionista Carolina Fajardo, do portal Ailo, tomar maca peruana, hoje em dia, é muito mais do que uma moda, é uma solução para quem busca uma série de benefícios para a saúde, inclusive a sexual.

“O consumo traz benefícios reais, para se ter ideia, o extrato do tubérculo contém uma boa dose de vitamina C, nutriente fundamental na síntese dos hormônios sexuais femininos que atuam na fertilidade, sexualidade e libido da mulher, e também apresenta a vitamina E, que aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos órgãos sexuais de ambos os sexos, sem esquecer, é claro, do zinco, mineral que trabalha na produção da testosterona, hormônio com ação significativa sob o desejo e desempenho sexual”, afirma a nutricionista.

Eficácia comprovada cientificamente

Em um estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, é possível observar que a ingestão de pequenas porções de maca por homens sadios durante oito semanas resultou no aumento do desejo sexual e ainda apontou uma melhora considerável em outros pacientes com disfunção erétil leve, causada por desequilíbrios hormonais, após a ingestão do extrato de maca seca por doze semanas. As pesquisas ressaltam que ainda é preciso aprofundar as avaliações, no entanto, conclui-se que o uso de maca para estes tratamentos é favorável, especialmente por não haver contraindicações conhecidas a respeito do alimento.

Já em relação às mulheres, uma pesquisa realizada pela BMC Complementary and Alternative Medicin, publicada em 2010 no jornal oficial da Sociedade Internacional de Pesquisa de Medicina Complementar (ICRM), demonstrou que a administração de maca também teve um efeito positivo sobre o desejo sexual de mulheres sadias em período de menopausa.

Mas isso não se aplica apenas a esse grupo, pois, outro estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, afirma que o consumo de maca é capaz de elevar a produção de estradiol, um hormônio sexual feminino responsável pela lubrificação e vasodilatação vaginal, por isso, o extrato de maca favorece mulheres que vivenciam a diminuição da libido devido ao desequilíbrio hormonal.

Aumento da fertilidade

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

A ação desse tubérculo tão poderoso é determinante, inclusive, sob a fertilidade. Publicado no mesmo periódico, outro estudo, conduzido em roedores, comprovou a influência da raiz sob a produção hormonal, demonstrando uma relação possível entre o aumento de progesterona e a diminuição da mortalidade de fetos nas fêmeas que receberam suplementação de maca peruana, apontando, inclusive, que, embora o número de óvulos por período fértil não tenha sofrido alterações, elas tiveram mais crias do que as cobaias do grupo de controle. Os machos também apresentaram melhora na produção de espermatozoides, após o período de duas semanas.

De acordo também com um estudo conduzido no Departamento de Ciências Fisiológicas, da Universidad Peruana Cayetano Heredia, na capital do Peru, a administração de maca a homens por um período de quatro meses aumentou o volume seminal e melhorou a produção de esperma. Segundo especialistas, a maca também tem a capacidade de reduzir a mortalidade dos óvulos femininos. Ou seja, seu consumo regular pode beneficiar homens e mulheres, sem apresentar riscos à saúde.

Importante agente na saúde feminina

Na idade fértil das mulheres, a raiz, além de influenciar positivamente na fertilidade, ainda pode ajudar a aliviar os sintomas da TPM e regular os níveis hormonais, devido aos seus componentes nutricionais, rico em vitaminas e antioxidantes, mas, com o passar do tempo, seus benefícios se tornam ainda mais acentuados, favorecendo as mulheres em duas das fases em que elas mais carecem de aportes que ajudem a estabilizar o organismo: a menopausa.

Um estudo clínico, que avaliou os efeitos da maca sobre os sintomas climatéricos de mulheres com menopausa precoce, em comparação a um placebo, apontou um aumento significativo da sensação de bem-estar, causado por um nível maior de energia e menos ocorrências de episódios de dormência muscular, dores de cabeça reduzidas e diminuição da sudorese noturna nas mulheres que usaram a maca.

A raiz amiga das dietas

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Embora este não seja seu apelo principal, a raiz peruana também caiu no gosto da galera fitness. Com 59% de carboidratos, o tubérculo é uma fonte natural e poderosa de energia, tornando-se um ótimo aliado para os amantes de exercícios e academia que desejam potencializar a boa forma. Já sua alta concentração de fibras também promove mais sensação de saciedade por um período prolongado, levando o indivíduo a comer menos, além de facilitar o processo digestivo, fazendo o intestino funcionar corretamente e eliminando o inchaço corporal. Além desses efeitos, que favorecem o emagrecimento, a maca peruana ainda tem pouquíssimas calorias: duas colheres de chá da farinha, por exemplo, possuem apenas 30 calorias. Suas fibras são capazes de reduzir a absorção de gorduras no organismo.

Outros benefícios do tubérculo

Os benefícios da maca peruana não se limitam apenas a saúde sexual, seus nutrientes básicos promovem uma gama de vantagens ao nosso metabolismo. Segundo a nutricionista, além das fibras, sua composição também é rica em nutrientes como Cálcio, Ferro, Ômega 3 e 9, Potássio, Selênio, Vitaminas do Complexo B, C e E, além de Zinco e Aminoácidos.

Carolina reforça que a maca não é somente um estimulante sexual, ela é considerada um superalimento justamente pela sua riqueza nutricional, que promove mais saúde, agindo, por exemplo, contra o envelhecimento precoce, trabalhando para fortalecer o sistema imunológico, auxiliando no emagrecimento, entre outras funções.

A especialista explica que o tubérculo ainda tem um potencial energético capaz de promover mais vigor e ganho de massa muscular “O uso regular da maca também pode resultar em um aumento da resistência física e melhora do desempenho em exercícios e atividades esportivas. A fadiga também é reduzida sob o uso deste alimento”, aponta a profissional.

MACA peruana

“Como é extremamente difícil de encontrar a raiz natural fora do Peru, a maneira mais segura de consumir é por meio  do uso de farinhas, suplementos e comprimidos do extrato da maca peruana, que oferece praticidade, sem alterar suas propriedades nutricionais. Vale lembrar que é essencial consultar um especialista habilitado antes de iniciar qualquer mudança na dieta, especialmente no caso de idosos, gestantes, lactantes, crianças e nutrizes”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Ailo

 

Sintomas da síndrome do intestino irritável em mulheres e homens

A síndrome do intestino irritável (SII) pode afetar homens e mulheres, mas ocorre com mais frequência em mulheres. Os sintomas comuns em ambos os sexos incluem:

=aumento ou diminuição do número de movimentos intestinais
=fezes mais aquosas, duras, grumosas ou com muco
=diarreia, constipação ou alternância entre os dois
=sensação de que os movimentos intestinais estão incompletos
=inchaço abdominal, cãibras, gases e/ou dores
=azia
=sentir-se desconfortável ou enjoado depois de comer uma refeição normal
=emergências de banheiro frequentes
=dor nas costas
=sintomas que pioram após as refeições

Um estudo publicado pela Fundação Internacional para Distúrbios Gastrointestinais Funcionais (IFFGD) mostrou que os homens nas culturas ocidentais são muito menos propensos do que as mulheres a reportar sinais de SII para o médico. Portanto, não existem dados sobre sintomas específicos de gênero. Os sintomas podem ser constantes, mas para a maioria das pessoas eles vêm e vão em ciclos, ocorrendo pelo menos três dias por mês.

Sintomas nas mulheres

As mulheres geralmente são diagnosticadas com SII durante o período de idade fértil. Elas também tendem a relatar mais distúrbios ginecológicos.

MULHER DOR ESTOMAGO COLICA

Menstruação

Muitas mulheres com a síndrome dizem que seus sintomas variam de acordo com seus ciclos menstruais. Antes e durante o período,  podem relatar ter mais dor abdominal e diarreia. Após a ovulação (dia 14 de um ciclo), podem sentir mais inchaço e constipação.

As mulheres que têm SII são mais propensas a experimentar:

=fadiga
=insônia
=sensibilidade alimentar
=dor lombar
=menstruação dolorosa
=cólicas
=TPM

Gravidez

Cerca de um terço de todas as mulheres grávidas dizem ter aumentado a azia, náuseas e evacuações intestinais ou constipação em comparação com o período em que não estavam grávidas. Quando se trata de vincular a gravidez com um aumento nos sintomas da síndrome, nenhuma pesquisa foi realizada. Mais estudos são necessários para descobrir se esses sintomas são devidos à pressão física do feto nos órgãos internos ou à SII.

Endometriose

A endometriose é uma doença em que o tecido que normalmente alinha o interior do útero cresce fora dele. Alguns estudos indicam que as mulheres com endometriose apresentam maior incidência de sintomas relacionados à síndrome, de acordo com a IFFGD.

Relações sexuais

Se você tem SII, pode experimentar uma diminuição no desejo sexual. Também pode ter desconforto e dor durante as relações sexuais. Isso pode ter um efeito poderoso nas relações sexuais.

Qualidade de vida

Ir ao banheiro frequentemente, sentir dor e desconforto geral podem tornar mais difícil para você trabalhar, ou mesmo fazer atividades em casa e em situações sociais. Muitas mulheres com a síndrome relatam sentimentos de depressão ou isolamento.

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Sintomas em homens

Estudos mostram que os homens nos países ocidentais são menos propensos do que as mulheres a relatar os sintomas da SII. Isso, infelizmente, resultou na falta de dados úteis.

Alguns pesquisadores sugerem que, devido a diferenças hormonais, o intestino masculino pode ser menos sensível aos sintomas da SII. Outros pensam que os homens simplesmente evitam procurar ajuda para tratar o problema.

Qualidade de vida

Como as mulheres, homens com SII podem enfrentar problemas com a intimidade sexual. Homens com a síndrome também podem enfrentar dificuldades em cumprir suas obrigações trabalhistas, domésticas e sociais. Eles também são mais propensos a sofrer de depressão.

Panorama

A síndrome do intestino irritável afeta homens e mulheres de maneiras semelhantes. Ainda não está claro se as mulheres experimentam mais surtos durante a menstruação e a gravidez. Também não está claro se os homens evitam notificar seus médicos sobre essa condição. Mais pesquisas precisam ser feitas sobre este transtorno e como ele afeta homens e mulheres.

Fonte: HealthLine

Evento especial para comemorar a Primavera

TPM – Treino para Mulheres é um sistema de treinamento para otimizar as capacidades físicas e pessoais, específico para mulheres, tendo como pano de fundo o futebol: são exercícios que aliam fortalecimento, condicionamento físico com perdas significativas de até 600 calorias por aula de uma hora. Para comemorar o início da estação mais florida do ano, no dia 23 de setembro, sábado, acontece aula experimental gratuita para mulheres, às 10 horas, no Parque Ibirapuera (na Marquise), bairro da Vila Mariana.

TPM é uma nova forma de se exercitar aliando o treinamento funcional ao futebol. Voltado a mulheres que querem conquistar seus objetivos de uma maneira rápida e divertida e, ao mesmo tempo, aprender ou colocar em prática os fundamentos desse esporte.

Os treinos são baseados em aspectos físicos, técnicos e táticos que utilizam principalmente nosso melhor equipamento: o nosso corpo. As atividades trabalham tanto a parte física (agilidade, equilíbrio, força, resistência, flexibilidade, velocidade, e coordenação) quanto à parte mental (foco, determinação e otimismo) além das capacidades pessoais (cooperação, trabalho em equipe e liderança).

Idealizado por duas amigas de longa data a Bia Gomes e Elaine Valério, que desde crianças, compartilham a paixão pelo esporte. As aulas podem ser feitas em condomínios residenciais, conjuntos comerciais ou empresas, praças e parques e a implementação é rápida, simples e com toda a infraestrutura necessária.

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Evento:
Comemoração do início da Primavera – aula experimental
Data: 23 de setembro
Horário: das 10 às 11 horas – TPM – Mulheres
As vagas são limitadas e a confirmação através do telefone 11 99900 2142 (com Bia)
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – (Na Marquise)
Grátis
Publico: para mulheres
Informações: Aulão Funcional

Chocolate: aliado da saúde e da beleza da mulher

Toda mulher sabe: alguns dias do mês pedem por um chocolate. Mesmo que seja um singelo bombom. Claro, algumas não se contêm e comem um caixa. Mas o chocolate é um aliado ou um vilão na vida da mulher?

Marisa Patriarca, professora de Ginecologia da pós-graduação da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), orienta que o chocolate pode ser muito mais herói do que bandido.  “O chocolate é, sim, um bom aliado em um determinado período do mês. O cacau causa sensações de bem-estar e melhora o humor, principalmente na fase da Tensão Pré-Menstrual, a terrível TPM”, confirma a médica.

Marisa recomenda o consumo daqueles que têm 70% ou mais de cacau na sua fórmula, e pouca gordura, isso porque as substâncias do chocolate elevam os índices de serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, daí melhoram os níveis de sono, a ansiedade e a depressão que acometem muitas mulheres no período pré-menstrual. Também na TPM, o organismo feminino apresenta mudança hormonal e tem o metabolismo alterado, o que impede a absorção de alguns nutrientes. Quando o corpo sente falta de algum nutriente, tende a querer buscá-lo. Por isso, ter vontade de comer um chocolate naquele período é quase um pedido de socorro do organismo.

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Além disso, o chocolate reduz o apetite por doces e ajuda a combater o colesterol ruim (LDL). Por ter antioxidantes, os flavonoides e os polifenóis na sua composição, ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. O chocolate também serve como anti-inflamatório, diminui o risco de diabetes e atenua os danos oxidativos da radiação ultravioleta sobre a pele. Ou seja, deixa a mulher mais bonita.

Porém, a ginecologista recomenda moderação para evitar ganho excessivo de peso e todos os efeitos adversos causados pelo mal consumo. Aliás, como tudo na vida. Então, nessa Páscoa, Marisa Patriarca recomenda: “Bora lá, ser feliz. Você merece!!”

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Fonte: Marisa Patriarca é ginecologista e obstetra , professora de ginecologia do curso de pós-graduação da Unifesp. Tem mestrado e doutorado pela Unifesp. É médica assistente doutora e coordenadora do Setor Multidisciplinar de Pesquisa em Patologia da pele feminina do Departamento de Ginecologia da Unifesp. Chefe do Setor de Climatério do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo ( IAMSPE).

Especialista lista 5 alimentos que aliviam os sintomas da TPM e ensina duas receitas

Desconforto, irritação, inchaço, mau humor e dores: qual mulher nunca passou pelos sintomas clássicos da TPM? Apesar de rotineiro, o período que antecede a menstruação pode causar diversos incômodos físicos e emocionais para as mulheres.

Bastante variável, a síndrome pode se apresentar de forma diferente em cada mulher – algumas podem, inclusive, nem sentir os efeitos desse período. No entanto, a maioria – 80% somente entre as brasileiras – sabe o quanto esses sintomas podem atrapalhar a rotina. Ainda que sua ocorrência seja completamente normal e faça parte das manifestações fisiológicas do corpo feminino, algumas medidas podem ser tomadas para tornar a convivência com a TPM melhor.

De acordo com Marcela Mendes nutricionista da rede Mundo Verde, a alimentação tem uma grande influencia nesses sintomas. “É através dela que o corpo vai produzir as substâncias que fazem a mulher se sentir melhor (ou pior) nesses dias. A deficiência de certos nutrientes dá sinais que ficam mais claros no período pré-menstrual, por isso, ser adepta de um estilo de vida saudável e, sobretudo, ter uma alimentação balanceada, pode minimizar os seus efeitos adversos e tornar os sinais mais brandos”, explica.

Pensando nisso, a nutricionista destacou alguns alimentos que podem amenizar os sintomas da TPM.

Chocolate 70% cacau – Além de ser muito gostoso, o chocolate ajuda a melhorar os sintomas da TPM, porque o consumo estimula áreas do cérebro associadas ao prazer: “O chocolate ajuda a melhorar sintomas como cansaço, falta de ânimo e tristeza. Ao consumir chocolate, há a liberação de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar”, explica. A recomendação diária para obter os benefícios é consumir 30 gramas diariamente.

chocolate

Linhaça – Pequena, mas poderosa, a semente de linhaça tem várias características interessantes. A primeira delas é ser uma das maiores fontes de ômega 3 e ser cheia de nutrientes, como fibras e outras substâncias que ajudam a diminuir o risco de doenças. Além disso, a semente conta em sua composição grandes quantidades de lignanas, um fitoestrógeno com ação similar ao estrógeno, que auxilia diretamente no combate dos sintomas da TPM. A indicação é consumir a linhaça durante as refeições ou em cápsulas.

linhaça

Óleo de prímula e borragem – Talvez você ainda não o conheça este produto, mas o óleo de prímula e borragem é uma combinação que auxilia na produção de substâncias com efeito anti-inflamatório, necessário na formação de compostos que regulam os hormônios femininos. Contribui ainda para diminuição da mastalgia (dor nas mamas). O óleo de prímula e borragem pode ser encontrado em cápsulas, nas lojas Mundo Verde.

primula

Soja e derivados – Por conter Isoflavonas e estrutura química similar ao estrogênio (hormônio sexual feminino), a soja ajuda na prevenção e controle dos sintomas da TPM. Ela pode ser consumida de diversas formas: grãos, proteína texturizada, tofu, bebida de soja, farofas e cápsulas.

soja

Chá de gengibre – Tem propriedade anti-inflamatória, auxiliando na diminuição dos sintomas da cólica. A indicação é consumir o gengibre cortado em sopas, ensopados e sucos, ou mesmo fazendo chás.

gengibre

Além dos alimentos, alguns estudos sugerem que a prática de atividade física pode atenuar os sintomas da TPM. Por isso lembre-se: exercício físico é essencial em todos os momentos de nossa vida.

Receitas Mundo Verde

Pão de Gengibre e Abobrinha

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Ingredientes
1 xícara (chá) de farinha integral
½ xícara (chá) de farinha branca
1 colher (sopa) de adoçante culinário
1 colher (sopa) de semente de linhaça
2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (café) de sal
1 colher (café) de cravo moído
Uma pitada de noz moscada
1 ovo inteiro
1 clara
3 colheres de óleo
4 colheres (sopa) de iogurte desnatado
1 abobrinha ralada
1 colher (chá) de gengibre ralado
Raspas e suco de ½ laranja

Modo de fazer:
Preaqueça o forno a 180ºC. Em um bowl, misture bem todos os ingredientes secos. Em outro bowl, bata ligeiramente o ovo com o iogurte. Nele, acrescente o óleo, as raspas, o suco de laranja e o gengibre. Tempere com cravo, sal e noz moscada. Junte a mistura seca e a abobrinha ralada, mexa bem. Leve a massa para assar por 20 minutos ou até dourar.

Rendimento: 10 fatias. Calorias por porção: 125,9.

Suflê de Chocolate Saudável

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Foto meramente ilustrativa

Ingredientes:
1 colheres (chá) de biomassa de banana verde
1/2 colher (chá) de adoçante culinário
1 xícara (chá) de leite desnatado
2 claras de ovos
1 colher (café) de cacau em pó
2 colheres (chá) de chocolate em barra picada
1 colher (café) de manteiga
1 colher (café) de essência de baunilha

Modo de fazer:
Pegue uma panela pequena e coloque em fogo baixo, adicione o leite, a baunilha e o cacau em barra picado. Mexa até que todo o cacau esteja derretido. Acrescente a biomassa de banana verde, mexa até a consistência de um creme e reserve.
Em um bowl bata as claras em neve e acrescente o adoçante. Una o conteúdo da panela ao bowl e misture suavemente com uma colher de silicone para não “quebrar” a neve. Unte dois ramequins e divida a mistura entre eles. Leve-os ao forno médio preaquecido por 10 minutos. Retire do forno e polvilhe o cacau em pó e sirva.

Rendimento: 2 unidades. Calorias por porção: 129.

Fonte: Mundo Verde

Alimentação e TPM: como a dieta pode influenciar o período pré menstrual

Desconforto, irritação, cólicas… qual mulher nunca enfrentou os sintomas clássicos da TPM? Apesar de rotineiro, o período que antecede a menstruação pode causar diversos incômodos físicos e emocionais. Bastante variável, a síndrome pode se apresentar de forma diferente em cada mulher – algumas podem, inclusive, nem sentir os efeitos dessa etapa. Porém, a grande maioria – 80% somente entre as brasileiras – sabe o quanto os sintomas desse período podem atrapalhar a rotina.

Ainda que sua ocorrência seja completamente normal e faça parte das manifestações fisiológicas do corpo feminino, algumas medidas podem ser tomadas afim de tornar a convivência com a TPM melhor: um estilo de vida saudável e, sobretudo, a alimentação balanceada podem minimizar os seus efeitos adversos e tornar seus sinais mais brandos.

Gangorra hormonal

Não é invenção do universo feminino – os sintomas típicos dessa síndrome tem razões fisiológicas. Desde o começo do ciclo menstrual, que se inicia no primeiro dia de fluxo, os hormônios femininos estrogênio e progesterona têm alterações intensas nos seus níveis, chegando a picos e declínios até o fim do período. Quando a fase conhecida como TPM se aproxima, esses hormônios chegam ao nível mais baixo de produção, e toda essa “gangorra hormonal” é a responsável pelas variações de humor e sintomas físicos na mulher.

No período que antecede a menstruação, a produção de serotonina também é prejudicada. Esse neurotransmissor – conhecido também como “hormônio do bem-estar”, sofre influência direta da baixa dos hormônios sexuais e as consequências são visíveis: a mulher fica emotiva, ansiosa, impaciente e até mesmo depressiva. Além disso, o aumento das prostaglandinas – mediadores químicos dos neurotransmissores – surte efeitos físicos no corpo: presentes em diversas áreas do corpo, inclusive no útero, são elas as responsáveis pelo aumento da sensibilidade nas mamas, dores de cabeça, dores no corpo e as incômodas cólicas.

Tipos e sintomas:

Como a ação desses hormônios difere em cada organismo e até mesmo a cada ciclo, os sinais da TPM costumam variar significativamente em cada mulher. Em vista disso, existe uma classificação dos diferentes tipos de TPM e os sintomas associados, sendo que uma mulher pode apresentar nenhum, alguns ou até mesmo todos eles. Conhecê-los é essencial para que se adote hábitos que ajudem a combater esses efeitos:

TPM A – ansiedade: com a queda do estrogênio, o stress fica em alta devido ao aumento do cortisol. É comum que a mulher fica propensa à irritabilidade, tensão e apresente até mesmo dificuldade para se concentrar ou dormir;

TPM C – compulsão alimentar: quem sofre desse tipo de TPM costuma apresentar um desejo maior por lanches e guloseimas durante esses dias. Isso acontece porque o organismo apresenta uma necessidade energética maior durante essa fase. Além disso, o “mecanismo de recompensa” do cérebro vai buscar alimentos capazes de suprir essa necessidade da forma mais rápida, através de alimentos de alto índice glicêmico;

chocolate mulher

TPM D – depressão: as mulheres que enfrentam esse tipo de tensão pré menstrual costumam sofrer com a queda da auto estima durante esse período, também se irritam com maior facilidade, ficam pessimistas e podem até mesmo apresentar sintomas depressivos – tudo em decorrência da queda da produção de serotonina;

TPM H – inchaço: essa categoria está relacionada ao inchaço acentuado e maior sensibilidade nas mamas e em diversas regiões do corpo. Isso ocorre devido à tendência à maior retenção de líquidos durante esse período, que pode influenciar até mesmo sob o peso;

TPM O – outros sintomas: com diversos agentes influenciando no funcionamento do organismo feminino, é comum que sintomas diversos também estejam presentes: enjoos, náuseas, dores pelo corpo, aumento da acne, e até mesmo queda da imunidade são sintomas relacionados que podem tornar esses dias ainda mais árduos.

Cardápio anti-TPM

Apesar de cíclica, a TPM pode ser menos fatídica para as mulheres: um estilo de vida saudável e bons hábitos alimentares são grandes aliados na luta contra este incômodo mensal. De acordo com a nutricionista Sinara Menezes da Nature Center “Mesmo que boa parte dos sintomas sejam resultantes de agentes fisiológicos, é possível preparar o organismo e oferecer, através da alimentação, nutrientes que atenuem a queda de determinadas substâncias, principalmente a serotonina e a endorfina.” – explica. Para a profissional, um cardápio balanceado, rico em determinados micronutrientes pode melhorar tanto aspectos emocionais quanto físicos. Veja quais alimentos não podem faltar nessa dieta:

Consuma alimentos de baixo índice glicêmico: esses alimentos são capazes de estabilizar a glicose e fornecer energia de forma mais lenta. Combatem a queda brusca do açúcar no sangue e evitam a fome abrupta que leva à compulsão alimentar. Consumir grãos como a lentilha, a ervilha e a soja são boas opções de carboidratos complexos com baixo índice glicêmico capazes de prolongar a oferta de glicose no organismo.

lentilha

Aposte nas fibras: cereais como aveia, o arroz integral e o milho beneficiam o trânsito intestinal por possuírem estrutura mais complexa. Ajudam a combater possíveis constipações e inchaços. Além disso, também fornecem energia de forma mais lenta, mantendo a saciedade por mais tempo.

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Foto: Alvimann/Morguefile

Enriqueça seu prato com triptofano: esse agente precursor da serotonina auxilia na produção do hormônio do bem estar, combatendo às crises de depressão e ansiedade. “Invista em alimentos como o salmão, atum, e queijo – além de ricos em triptofano são boas fontes de proteína animal. Porém, também existem opções de origem vegetal como a banana, o abacate e oleaginosas.” – indica Sinara.

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Foto: Szafirek/Morguefile

Invista em hortaliças: esses alimentos são ricos em vitaminas e sais minerais importantes para o organismo. Vegetais como a cenoura, a abóbora o brócolis e o espinafre a são ricos em cálcio, magnésio e vitamina A e vitamina B6. Esses minerais e vitaminas normalmente ficam em baixa durante o período menstrual e podem estar associados à diversos males dessa fase;

espinafre

Conte com os antioxidantes: por possuírem propriedades anti-inflamatórias e antienvelhecimento, esses alimentos podem ajudar a minimizar sintomas como inchaço, acne, e alterações de humor. “O óleo de prímula, o salmão e a linhaça são ótimas fontes de ácidos graxos eficazes no combate a diversos males do organismo.”

salmão2

Hidrate-se adequadamente: tanto para evitar o inchaço, quanto para auxiliar na digestão das fibras presentes na alimentação. É importante hidratar-se regularmente ao longo do dia, evitando beber muito líquido após as refeições. Como o corpo está em trabalho intenso, é importante redobrar o cuidado com a ingestão de líquidos, optando pelas bebidas mais leves como água de coco, chás relaxantes e, indispensavelmente, a própria água.

agua de coco

O que evitar

Assim como existem os alimentos que podem funcionar como um “santo remédio”, também tem aqueles que agem como vilões, potencializando os efeitos adversos da TPM. De acordo com a nutricionista é importante evitar alimentos que agravem a sensibilidade do corpo feminino “Alimentos industrializados, frituras e doces possuem alto teor de sódio, gorduras e açúcares que podem aumentar tanto o inchaço quanto fazer de fato, a mulher ganhar mais peso. É preciso tomar muito cuidado com o sal, inclusive nas preparações caseiras. Além disso, deve-se evitar o consumo de bebidas à base de cafeína pois eles podem agravar sintomas como a irritabilidade, dores de cabeça e insônia” – aponta Sinara.

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Chá verde faz mal?

De acordo com a nutricionista, se a mulher fizer uso de chás com alta concentração de cafeína como o chá verde por exemplo, deve consumi-lo em menor quantidade ou optar por alternativas de efeito similar como o chá de hibisco, por exemplo. “A ingestão de qualquer bebida ou suplemento à base de cafeína deve ser moderada, e principalmente evitada no final do dia para não atrapalhar o sono.” – explica.

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Chocolate é permitido?

Possivelmente um dos maiores desejos das mulheres durante esse período, a vontade quase incontrolável de comer chocolate está relacionada à queda da serotonina. Esse alimento, além de delicioso, é capaz de estimular a produção desse neurotransmissor. E, de acordo com a nutricionista, apesar de ser um doce, existe uma forma saudável de incluí-lo na dieta: “O ideal é procurar os chocolates com a maior concentração de cacau possível, acima dos 50%. É importante olhar sempre a tabela de ingredientes para garantir que o cacau seja o primeiro ingrediente da lista, o que garante sua alta concentração; e procurar versões com pouca açúcar e gordura.” – aconselha Sinara.

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Hábitos indispensáveis

Para finalizar, a profissional aponta que é essencial que a dieta de combate à TPM não seja seguida apenas nos dias em que ela se manifesta. “Manter uma dieta balanceada durante todo o mês é essencial para que os nutrientes surtam efeito e para que o organismo se beneficie da ingestão desses alimentos. Até mesmo porque essa síndrome é cíclica e presente praticamente durante toda a vida reprodutiva feminina.” Da mesma forma, praticar exercícios físicos contribui para a redução dos sintomas e o ganho de qualidade de vida. E o mais importante: o acompanhamento médico regular é indispensável para assegurar a saúde e bem estar da mulher.

mulher exercicios
Foto: Morguefile/Bonnie Henderson

Fonte: Nature Center 

Suplemento auxilia na reposição de nutrientes essenciais à saúde da mulher

Suplemento vitamínico-mineral da Nutriangels é elaborado com minerais quelatos Albion que proporcionam melhor absorção e menos efeitos colaterais

A síndrome ou tensão pré-menstrual (TPM) afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Estima-se que 80% a 90% das mulheres em fase reprodutiva sofram com alguns dos sintomas desse distúrbio caracterizado por alterações físicas e emocionais que ocorrem durante a fase lútea do ciclo menstrual e prejudicam as atividades cotidianas e relacionamentos sociais.

Entre os sintomas mais comuns da TPM estão a mastalgia (dor mamária), alterações de apetite e humor, inchaço abdominal, dores de cabeça, depressão e ansiedade.

Outro sintoma frequente é a dismenorreia, conhecida como cólica menstrual, que acomete a maioria das mulheres. Sua incidência está associada à restrição da mobilidade e a outros fatores que comprometem a qualidade de vida, como dores nas costas, náuseas, vômitos e diarreia.

Segundo estudos científicos, a TPM está diretamente relacionada à deficiência nutricional. Por isso, a Nutriangels lança no mercado brasileiro Ameliee, um suplemento vitamínico-mineral de alta absorção e eficácia que auxilia na reposição de vitaminas e minerais essenciais para a saúde e qualidade de vida da mulher. A novidade é composta pelas Vitaminas B6 (1,3mg), B12 (2,4 mg), C (45 mg) e E (10mg), Ácido Fólico (240 mcg), Cromo (35 mcg), Ferro (10 mg), Magnésio (200mg), Selênio (34 mg) e Zinco (5 mg).

No entanto, para que um suplemento nutricional faça efeito no organismo, seus nutrientes precisam ser biodisponíveis, ou seja, devem ser ingeridos, absorvidos e transportados em quantidades adequadas para seu local de ação no corpo. E é por essa razão que Ameliee é elaborado com minerais quelatos Albion®, compostos orgânicos quelados no aminoácido glicina que forma um tipo de ‘camada protetora’ do mineral, impedindo que ele sofra interferências de substâncias do organismo ou de outros compostos como fibras, gorduras e fitatos e que provoque efeitos colaterais.

Como Ameliee não contém glúten e nem quantidades significativas de valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras, fibra alimentar e sódio, não provoca ganho de peso, além disso, sua composição foi definida com base em quatro núcleos metabólicos associados aos principais sintomas da TPM, divididos da seguinte forma:

ALTERAÇÕES DE HUMOR – magnésio, vitamina B6, ferro, vitamina B12, ácido fólico
CÓLICAS – magnésio, vitamina B12, vitamina E
ALTERAÇÕES FÍSICAS E HORMONAIS – magnésio, cromo, zinco, vitamina B6
BELEZA DA PELE- selênio, zinco, vitamina C, vitamina E

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Confira os benefícios proporcionados por esses nutrientes:

MAGNÉSIO
O magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas, como metabolismo ósseo, transmissão nervosa, excitabilidade cardíaca, condução neuromuscular, contração muscular e pressão arterial, além de atuar no metabolismo glicoseinsulina.

Estudos comprovaram que mulheres que sofrem com TPM têm níveis mais baixos de magnésio nos leucócitos e eritrócitos e que a suplementação com esse mineral é capaz de diminuir seus sintomas como retenção de líquidos, dor e quadros de depressão e ansiedade. O magnésio também tem ação relaxante muscular, contrabalançando um dos fatores responsáveis pela cólica menstrual provocada pela contração uterina.

FERRO

A deficiência de ferro é considerada a desordem de origem nutricional de maior prevalência no mundo e as mulheres tendem a apresentar menores reservas desse mineral devido às perdas no fluxo menstrual e, portanto, têm maior risco de apresentar anemia. Na mulher adulta, a quantidade de ferro perdida no período menstrual associada às perdas basais é de cerca de 1,25 mg/dia. O ferro desempenha diversos papéis no cérebro que estão relacionados com sintomas da TPM, como alteração de humor e depressão. Esse mineral é cofator essencial para a produção de energia a partir de ATP no cérebro, além de fazer parte da estrutura da hemoglobina, essencial para garantir o oxigênio necessário no cérebro para o metabolismo oxidativo. Também tem ação sobre as enzimas envolvidas na produção dos neurotransmissores relacionados com a regulação do humor.

ZINCO
O aumento de radicais livres pode acelerar o processo de envelhecimento, especialmente o cutâneo, e o zinco é necessário para o funcionamento da principal enzima antioxidante do organismo, o superóxido dismutase. Além da sua ação antioxidante, pesquisas mostraram a relação entre os níveis desse mineral e a acne.
O zinco também participa da regulação dos hormônios insulina e leptina, envolvidos no metabolismo energético e na saciedade. Estudos mostraram que a suplementação com esse mineral elevou os níveis séricos de leptina, hormônio envolvido no controle do apetite, sendo assim, ele pode ser um aliado no controle das alterações cutâneas e mudanças de apetite que ocorrem na TPM.

CROMO
O cromo é um elemento essencial que atua na homeostase da glicose e da insulina. A insulina desempenha importante papel na regulação do balanço energético e um dos mecanismos envolvidos é o aumento da expressão de leptina nas células adiposas e diminuição da ingestão alimentar, o que pode contribuir para amenizar o aumento da necessidade de consumir alimentos na TPM.

SELÊNIO
Muitas das funções fisiológicas do selênio são atribuídas a sua presença em pelo menos 25 proteínas, denominadas seleno proteínas. Diversas dessas proteínas foram caracterizadas como enzimas antioxidantes, servindo para diminuir os danos causados por espécies reativas de oxigênio. Os radicais livres são constantemente formados na pele humana como resultado do metabolismo celular, condições ambientais, inflamação e irradiação solar. Eles têm importante papel nos processos de sinalização celular, além de serem usados para a destruição de vírus e bactérias. No entanto, se a concentração de radicais livres no corpo exceder um limiar crítico, as células ou compartimentos celulares são destruídos. Isso ocorre também com estruturas celulares como fibras elásticas, elastina e colágeno.
Portanto, os radicais livres são um fator decisivo para o envelhecimento da pele, pois essas moléculas, além de destruírem as fibras elásticas, previnem ou reduzem sua regeneração e, como resultado, ocorrem sulcos e rugas na pele.

VITAMINA B6
A suplementação de vitamina B6 tem sido alvo de pesquisas que apontam o envolvimento desse nutriente na fisiopatologia da tensão pré-menstrual. A vitamina B6 participa da síntese de neurotransmissores como serotonina, dopamina, norepinefrina, epinefrina e GABA que são responsáveis pela regulação de diversas funções, como humor, apetite, sono e sensibilidade à dor. Ensaios clínicos sobre a suplementação de vitamina B6 em pacientes com síndrome pré-menstrual mostraram que a suplementação com magnésio e vitamina B6 reduziu diversos sintomas da TPM como depressão, retenção de água, ansiedade e mudanças somáticas, como náuseas, oleosidade da pele e dor de cabeça, entre outros.

VITAMINAS C e E

A vitamina C é um micronutriente essencial para o funcionamento metabólico normal do corpo. É cofator de diversas enzimas envolvidas na biossíntese do colágeno, carnitina e neurotransmissores, no entanto, sua principal função biológica é a de antioxidante hidrossolúvel.

A vitamina E é o antioxidante lipossolúvel ligado à membrana mais importante do corpo. Ela desativa o potencial agressor dos radicais livres e termina reações em cadeia prejudiciais ao organismo, protegendo primariamente os componentes lipídicos da membrana celular.

As vitaminas C e E atuam sinergicamente nas células para prover proteção antioxidante: a vitamina E está localizada na membrana celular, onde age na eliminação de radicais livres, e a vitamina C é abundante no citoplasma aquoso. Por ter um potencial redox menor, a vitamina C pode reduzir a vitamina E oxidada, regenerando sua atividade. Além de sua ação antioxidante, a vitamina E também participa da fisiopatologia das cólicas menstruais, pois atua tanto na liberação e conversão das prostaglandinas (PGs), por sua ação sobre a fosfolipase A2, quanto na inibição da PKC, ajudando a controlar as alterações cutâneas e amenizar as cólicas menstruais.

ÁCIDO FÓLICO e VITAMINA B12

O ácido fólico desempenha funções no cérebro relacionadas à síntese e ação dos neurotransmissores. Pode aumentar a função do neurotransmissor serotonina, diminuindo a destruição do triptofano cerebral. É cofator de enzimas que convertem triptofano em serotonina e de enzimas que convertem a tirosina em norepinefrina/noradrenalina. Também contribui para a formação de compostos associados ao metabolismo energético no cérebro e está envolvido na síntese de neurotransmissores mono aminérgicos e nos sistemas serotoninérgicos, dopaminérgicos e noradrenérgicos.
A vitamina B12 também está associada à síntese de neurotransmissores monoaminérgicos, na manutenção da bainha de mielina dos nervos para condução nervosa normal e ainda participa do metabolismo dos folatos.

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Para quem ficou interessada, inicialmente, a comercialização de Ameliee está sendo feita pela internet, através do e-commerce Nutriangels, e também na Farmácia Sensitiva, localizada na Rua Joaquim Távora, 1524, Vila Mariana, São Paulo.

Informações sobre o produto podem ser obtidas pelo e-mail angels@nutriangels.com.br.