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Livro escancara a relação entre trabalho e sofrimento

Fruto de intenso processo de pesquisa, que ouviu mais de 800 pessoas, obra debate causas e consequências do adoecimento psíquico em decorrência do trabalho

“Eu escondo minha profissão porque o estigma do funcionário público é de vagabundo ou corrupto”; “Cada entrevista [de emprego] que eu vou é a pior entrevista de todos os tempos”; “Eu não discuto mais. Já cheguei ao ponto de parar no hospital por crise de estresse”. Essas foram algumas das falas das mais de 800 pessoas ouvidas pelo estudo que deu origem ao livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História, de autoria dos professores e empresários Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha, com ilustrações de André Dahmer, o criador da tirinha “Malvados”.

Disponível gratuitamente para download em plataforma digital, a obra joga luz sobre a relação entre a atividade profissional e revela que para 78% das pessoas, o trabalho contribui ou já contribuiu para o seu sofrimento. Os resultados corroboram dados da Previdência Social, que aponta que os episódios depressivos são a 10ª causa de concessão de auxílio-doença, com 43,3 mil casos.

Realizada pela 4CO, consultoria especializada em Comunicação e Cultura Organizacional, a pesquisa contou com a orientação teórico-metodológica de Ruy Braga, chefe do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e o maior estudioso das relações de trabalho no Brasil, que também é prefaciador do livro. Revelando como frustrações, angústias e medos que se manifestam no contexto do trabalho acabam por deteriorar a saúde psíquica das pessoas, os resultados da pesquisa são apresentados em cinco achados:

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1. O trabalho é sempre violência
Neste achado, debate-se as manifestações de violência que o trabalho apresenta às pessoas desde a infância: do trabalho que afasta pais e filhos e mina relacionamentos às cobranças por arrumar um emprego ou abusos pela condição profissional.

2. O mercado não sabe o que quer
O segundo achado explora uma incoerência que internamente, nas organizações, se manifesta de maneira muito semelhante nos processos de promoção, sempre percebidos como fraudulentos ou algo de fachada.

3. O sofrimento vem de cima
Aqui, fala-se sobre chefes que assediam, mas também muito sobre aqueles que simplesmente são omissos, mesmo frente a casos concretos de adoecimento psíquico. O número de denúncias por assédio moral protocoladas no Ministério Público do Trabalho corrobora a fala dos entrevistados. Enquanto estes se consideram os “salvadores da pátria”, suas equipes os enxergam como imaturos e pouco preparados para os cargos de liderança. Mesmo para os trabalhadores que não possuem, hoje, chefe, essa figura aparece discursivamente, em referência a uma experiência passada ou sobre algum parente ou conhecido.

4. Renda importa, acesso a saúde escraviza e o ócio liberta
A maior parte dos entrevistados afirmou concordar com condições degradantes de trabalho para garantir sua renda, em especial, para garantir o benefício do seguro saúde, no caso dos trabalhadores com vínculo empregatício formal. Ao mesmo tempo, pessoas que usufruem de tempo livre (seja pela desocupação ou jornada flexível) possuem outra perspectiva em relação ao trabalho.

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Pixabay

5. O (não) futuro do (não) trabalho
O quinto e último achado da pesquisa trata da ausência de consciência e reflexão acerca do impacto da perda de proteção social e de mudanças na configuração do trabalho tal qual o conhecemos decorrentes da automação e outras tecnologias.

As escutas da pesquisa – realizadas em formato de focus group e de entrevistas individuais – e o questionário que trouxe resultados quantitativos confirmam os achados que a 4CO encontra em campo há mais de 10 anos de atuação: o adoecimento (mental e físico) das pessoas em decorrência do trabalho – em qualquer regime que seja. Salta aos olhos o fato de o sofrimento aparecer com maior intensidade entre os empregados formais (aqueles com registro em carteira) e, como não é privilégio deste tema, ser mais grave entre mulheres negras.

“O recado é claro: o trabalho está adoecendo e matando as pessoas. Mas a interpretação desse cenário, não é simples. Há, claro, toda uma questão social de perda de proteção social e de uma construção discursiva a respeito do empreendedorismo que se casam perfeitamente nesse momento. Mas, aos dirigentes das empresas, fica um alerta: nenhuma organização será capaz de transformar seus negócios, nesse momento de início da quarta revolução industrial, com um time adoecido e que trabalha, apenas, pelo acesso ao benefício do seguro saúde”, afirma Thatiana Cappellano, sócia da 4CO.

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A idealização do empreendedorismo como a tábua de salvação na busca do equilíbrio entre as frentes profissional e pessoal também aparece de forma bastante contundente na publicação.

“O livro é um chamado à sociedade para refletir sobre o que pode ser feito, individual e coletivamente, para transformar tantas histórias de sofrimento. Lançamos o livro como um convite para uma discussão urgente, que interessa a todos”, afirma Bruno Carramenha, sócio da 4CO.

A publicação não possui fins comerciais e estará disponível na íntegra para download clicando aqui.

Sobre a pesquisa que embasa este livro:

Entre junho e julho de 2019 a 4CO aplicou, com apoio do Prof. Dr. Ruy Braga, que é chefe do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde coordena o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), uma pesquisa de campo – com grupos focais, entrevistas individuais e um questionário online – com vistas a entender as relações entre trabalho e sofrimento. Foram ouvidas 80 pessoas na frente qualitativa divididas em 13 categorias segundo classificação de relação de trabalho da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE.

Outras 754 pessoas responderam o questionário da frente quantitativa que faz parte deste estudo. O livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História é o relato da pesquisa proprietária e sem fins comerciais da 4CO, consultoria brasileira especialista em Comunicação e Cultura Organizacional.

Para o embasamento teórico foram adotadas as obras de Michael Burawoy (The Extended Case Method: Four Countries, Four Decades, Four Great Transformations, And One Theoretical Tradition) e de Christophe Dejours (A Loucura do Trabalho – Estudo da Psicopatologia do Trabalho e A Banalização da Injustiça Social).

livro

Trabalho e Sofrimento Psíquico: Histórias que Contam essa História
Autores: Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha
Ilustrações: André Dahmer
Prefácio: Ruy Braga
Editora Haikai
Grátis em plataforma digital

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

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A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

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Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora

Contratar consultoria de universidades, por meio de uma fundação, pode ser mais vantajoso

Unifesp possui uma gama enorme de áreas de atuação

O início de um novo ano pode ser uma excelente época para contratar os serviços de uma consultoria. Seja para crescer, para investir, para organizar a empresa ou mesmo para sobreviver ou se manter competitivo e relevante no mercado. Especialmente em uma época de crise econômica como a atual.

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Na maioria das vezes, quando se pensa em consultoria, vem à mente o nome de alguma companhia. Mas existem outras opções, como contratar os serviços de uma universidade. Alguns diferenciais dessa escolha são: a expertise dos profissionais, a inovação que o ambiente universitário proporciona, a contribuição na área de recursos humanos e, por último e não menos importante, a troca de conhecimento entre empresa, professores e alunos.

“Inovação e tecnologia são pilares importantes das empresas modernas, fazendo-as competitivas, sustentáveis e lucrativas. Porém, é preciso lembrar que a universidade é um espaço repleto de conhecimento científico e tecnológico. Os avanços e aprimoramentos mais atuais, antes de chegarem às empresas, são desenvolvidos, testados e absorvidos pela universidade”, afirma o professor Luiz Jurandir Simões de Araújo, Diretor Administrativo da FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo).

Ele, que também é coordenador do Paies (Projetos Acadêmicos de Impacto Econômico e Social) da Fundação, lembra que a Unifesp tem uma gama enorme de áreas de atuação, como atuária, medicina, enfermagem, contabilidade, administração, finanças, economia, pedagogia, geografia e sustentabilidade, entre outras.

“Contratar universidades, intermediadas por fundações adequadamente estruturadas, como é o caso da FapUnifesp, é um caminho natural e fundamental para o desenvolvimento das corporações”, enfatiza.

Para Luiz Jurandir, por envolver alunos e professores, além das enormes vantagens conceituais, contratar uma universidade traz vantagens econômicas para as empresas, sem contar o fato de colaborar na formação dos alunos que poderão aplicar os conhecimentos teóricos a problemas práticos.

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“Ou seja, todos saem ganhando, direta e indiretamente. E, em particular, a sociedade que terá capital humano mais qualificado e soluções práticas para problemas amargos e desgastantes de um país continental como o Brasil, com 8,5 milhões de Km² e 210 milhões de habitantes”, afirma, completando: “A história brasileira acumulou um número exagerado de problemas, mas o mundo moderno criou muitas tecnologias para solucioná-los. Criar soluções usando a força do capital humano da universidade é o foco do Paies”.

Para contratar os serviços ou obter informações – FapUnifesp – Tel.: 11 3369-4001 ou pelo site

Sobre a FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular.
O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi.

Também é objetivo da FapUnifesp ser uma fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

 

Quatro atitudes simples para garantir um ano zen no trabalho

O novo ano chegou, as férias de muitos acabaram e você ainda está procurando as resoluções que vão fazer diferença na sua produtividade e bem-estar no trabalho, essas que vão te permitir alcançar os seus objetivos, sem que sejam impossíveis de segurar passado o mês de janeiro?

Pois bem, essas pequenas mudanças que conseguimos manter em longo prazo são as que vão trazer os resultados duradouros. Se tratam de pequenos hábitos que ajudam a gerenciar de forma inteligente e saudável o seu estresse, de forma a alavancar a sua produtividade e aumentar o seu bem-estar.

Pensando nisso, Armele Champetier, diretora da Yogist Brasil , empresa que desenvolveu um método exclusivo de yoga corporativo, listou 4 dicas para garantir um ano zen no trabalho.

1. Descubra e redescubra o poder da pausa

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No nosso cotidiano moderno, acreditamos que devemos otimizar cada minuto que passamos no trabalho. Tomar um café, ter uma conversa não orientada em trabalho com um colega, sair mais cedo para fazer exercício são desperdícios, tempo de trabalho jogado fora. Entretanto, o que sabemos do funcionamento do nosso cérebro, os estudos experimentais demonstram o contrário: já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Esses ciclos podem variar de estudo para estudo, alguns recomendam a técnica do pomodoro que consiste em 25 minutos de concentração e 5 minutos de pausa, outros sugerem um ritmo de 52 minutos de trabalho seguido de 17 minutos de descanso. Mas todos concordam em um ponto: não é nada produtivo tentar trabalhar 8 horas em seguida. Conceda-se, ou melhor, impõe-se pausas curtas, planejadas, ao longo da sua jornada de trabalho. São pausas de verdade, saindo do celular e se abrindo para o mundo externo que vão ser as mais eficientes.

2.Menos sedentarismo, mais produtividade e criatividade

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Segundo a neurociência, o nosso cérebro tem dois modos de pensar: o modo focado e o modo difuso. O modo focado é o modo de concentração direcionada, quando por exemplo o estudante se prepara para uma prova, repetindo e memorizando os conceitos da matéria. O modo difuso, como diz o nome, já é muito mais disperso, mas não menos importante. São as fases onde o nosso cérebro cria vínculos entre diferentes conceitos, de forma mais ou menos aleatória, gerando novas ideias e fomentando a criatividade. No fim das contas, esse modo é o que traz o maior valor agregado na nossa atividade profissional. Ele acontece quando não estamos pensando em nada e que o cérebro tem toda a liberdade de vaguear. Não é à toa que aparecem os melhores insights debaixo do chuveiro. Uma outra forma muito eficiente de incentivar esse tipo de ideias novas é a caminhada: desça um ponto antes do seu trabalho, ou estacione mais longe do seu trabalho, esses momentos são muito preciosos para a inovação, não deixe de provocá-los.

3.Use e abuse do poder da respiração

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Já fez o teste de ver o que acontece quando você para, e respira de forma consciente e profunda durante 15 respirações (ou seja, uma pausa de aproximadamente 1 minuto)? Se não, faça o teste agora e perceba os efeitos. Se o seu objetivo é saber lidar melhor com o seu estresse, que seja na hora de se concentrar numa tarefa específica, ou em alguma reunião importante, ou até na hora de dormir, a respiração é a sua melhor aliada: sempre acessível e discreta, a respiração profunda, de olhos fechados se possível, focando no movimento abdominal, ajuda a aliviar os efeitos fisiológicos do estresse, redução do ritmo cardíaco, da tensão arterial, da temperatura no corpo e no rosto, a aumento da sensação de bem-estar de clareza da mente. Tem efeitos positivos imediato, aumenta o poder de concentração e o bem-estar, e no longo prazo, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

4.Reorganize as suas prioridades

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Você não precisa se tornar uma pessoa “organizada” para poder usufruir de alguns princípios de otimização do tempo. Ao serviço da sua produtividade: use apenas os dez primeiros minutos do seu dia de trabalho para organizar as suas prioridades, e ter certeza que você está investindo o seu tempo onde precisa, saiba dizer não, pedir uma extensão de prazo, se isolar em um lugar onde não há interrupções indesejadas, e diferenciar o urgente do importante. Pode parecer uma orientação óbvia, mas na prática, não é nada simples. Quando chegamos ao trabalho é muito difícil resistir à tentação e apelos para “apagar incêndios”. Para facilitar a implementação desse novo hábito, marque esses 10 minutos na sua agenda, e considere esse momento consigo como a sua reunião mais importante do seu dia.

Fonte: Yogist Brasil

Confira 6 dicas para transformar as resoluções de ano novo em realidade

Está aberta a temporada para listar as resoluções de ano novo. Você já se programou para 2020? O que pretende fazer, melhorar e experimentar? De acordo com pesquisa divulgada pela revista Inc., cerca de 60% das pessoas estabelecem metas para o próximo ano, no entanto, apenas 8% conseguem alcançá-las.

A maior dificuldade está em arregaçar as mangas e persistir nos objetivos. Pensando nisso, o coach e facilitador dos Seminários Insight, Jacques Giraud, deu dicas valiosas para um ano repleto de realizações durante o workshop “Crie 2020: Decisões essenciais para um ano novo de verdade”, ocorrido no dia 3 de dezembro.

Após uma volta completa ao redor do sol, o sentimento é de renovação e início de um novo ciclo e, por isso, muitos objetivos são traçados. Contudo não basta apenas planejar, é preciso criar um plano de ação com data limite de execução. “Coloque uma meta com tempo definido e se programe para alcançá-la no prazo. Se houver foco e comprometimento pessoal ela será atingida, mas se por acaso você não conseguir, é porque procrastinou”, comentou Giraud.

A procrastinação é o grande empecilho para o cumprimento das resoluções, felizmente é um comportamento que pode ser mudado. E a chave para haver transformação é trabalhar a resiliência, isto é, a arte de transformar crises em oportunidades. O coach descreve o termo como “a qualidade de quem salta outra vez e continua como estava”, ou seja, há que ‘saltar’ até alcançar o objetivo almejado e jamais desistir.

Ação

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Uma coisa é certa: não é possível haver mudança quando se vive na inércia. Por isso, a palavra-chave para conquistar novas metas é ‘agir’. O facilitador dos Seminários Insight explicou que, muitas vezes, a solução é se mover fisicamente ou tentar algo completamente fora da rotina para que o corpo sinta a nova energia chegando. “É preciso reagir às mudanças com entusiasmo”, completou.

Assim como no corpo, a transformação precisa ser sentida na mente também e, para estimular o comprometimento com as resoluções de ano novo, Giraud sugere a adoção de pensamentos alinhados ao resultado que se pretende alcançar. É preciso, portanto, assumir a responsabilidade da própria consciência e deixar o apego pelo passado no intuito de criar uma nova realidade.

Planejando as resoluções

Comprar um carro novo, trocar de emprego e conhecer alguém especial são algumas metas comumente estabelecidas e que possuem um ponto em comum: todas dependem de fatores externos – dinheiro, abertura de vagas e reciprocidade. Não obstante, são justamente aquelas resoluções que são pouco passíveis de serem realizadas. Isso ocorre porque são desejos que fogem da intenção única de quem quer.

Para estabelecer um propósito, o coach aconselhou: “você tem que criar uma meta que tenha a ver com a sua própria experiência de vida”. Dessa forma, melhor que listar vários objetivos para cumprir em 2020, é começar o ano determinando três resoluções que estejam relacionadas a você mesmo e, à medida que forem cumpridas, pensar em novas.

A motivação diária é fundamental para manter o foco nas metas e alcançá-las na medida do possível, o que permite a abertura para novos propósitos. Esse é o segredo para um ano novo exitoso.

Confira aqui 6 dicas para manter o foco no que você quer alcançar:

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1- Criar metas específicas e bem delimitadas;

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2 – Determinar um prazo fixo para cumprir as intenções;

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3 – Programar a mente para agir como se já tivesse alcançado o objetivo;

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4 – Incluir na rotina tarefas relacionadas às metas prioritárias para manter a motivação;

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5 – Observar o caminho trilhado por quem já chegou onde se deseja chegar;

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6 – Tirar pelo menos um dia a cada mês ou bimestre para avaliar o andamento das resoluções.

Sobre Jacques Giraud e os Seminários Insight

Engenheiro por formação, o venezuelano Jacques Giraud conheceu os Seminários Insight quando tinha 17 anos por intermédio de um colega de escola. “As mudanças que senti em minha vida foram significativas: pude entender o que dentro de mim precisava de foco. Também aprendi a fortalecer minhas qualidades e habilidades para manter um nível de compromisso alto, além de adquirir sabedoria para escolher os comportamentos que são coerentes com a minha essência”, explicou.

Criada em 1978, na Califórnia, a metodologia Insight já é difundida em mais de 20 países e tem como objetivo apoiar o participante a direcionar o olhar para dentro de si a fim de explorar suas capacidades, valores, atitudes e qualidades. Trata-se de um espaço para desenvolver o autoconhecimento, o comprometimento pessoal e criar a melhor versão de si, ao elevar o nível de consciência individual.

A série de Seminários é dividida em quatro módulos que promovem o despertar do valor, poder e responsabilidade pessoal de cada um. “O Insight basicamente me deu as ferramentas para empoderar minhas qualidades. Foi um processo de autoconhecimento que me apoiou a trabalhar e fortalecer a melhor versão de mim”, finalizou o facilitador.

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No Brasil, ocorrem seminários nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Informações: Seminários Insight

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

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O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

Inscrições para processo seletivo de Residência Multiprofissional Unifesp vão até dia 26

ATUALIZAÇÃO: o prazo das inscrições foi prorrogado para o dia 1º de dezembro

 

A Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informa que o Processo Seletivo de Residência Multiprofissional (prova) 2020 será realizado no dia 8 de dezembro de 2019.

O processo seletivo 2019/2020 será constituído por três etapas: prova objetiva, prova teórico-prática e pontuação acadêmica. Podem participar profissionais que tenham graduação nos cursos oferecidos, sendo que para Psicologia será exigido o Título de Psicólogo.

A Residência Multiprofissional é oferecida pela Unifesp desde 2010. O processo seletivo 2018/2019 teve quase mil inscritos e a expectativa da comissão para este ano é que os números aumentem. Hoje, a Universidade Federal de São Paulo tem 11 Programas de residência multiprofissional em saúde no campus São Paulo, dois no Campus Baixada Santista e três programas de residência Uniprofissional em Saúde campus São Paulo.

São oferecidas 196 bolsas distribuídas nas áreas: enfermagem, enfermagem obstétrica, psicologia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, farmácia, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e física médica. A carga horária nos dois anos ultrapassa 5.000 horas.

Interessados que atendam ao perfil das vagas podem se inscrever clicando aqui,  até as 18 horas do dia 26 de novembro. É cobrada taxa de R$ 320,00 e a bolsa é de R$ 3.330,43.

Atendimento SUS

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Os programas têm docentes, tutores e preceptores qualificados para desenvolver tanto a parte teórica quanto a prática. Todos estão engajados em integrar as diferentes categorias profissionais em um único propósito, atender o usuário do SUS.
O atendimento ao usuário do SUS e sua família, por uma equipe multiprofissional, vem sendo incorporada de maneira progressiva e contribuirá oferecendo ao cliente e comunidade conhecimento e motivação para adotar atitudes de mudança e vencer os desafios. Vale frisar que é oferecida aos residentes do segundo ano a oportunidade de realizar estágio optativo em diferentes instituições públicas e privadas, inclusive do exterior.

A residência multiprofissional em saúde e uniprofissional são modalidades diferenciadas de formação, oferecendo aprofundamento dos conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo favorecendo uma articulação entre a academia e os serviços que atendam as diretrizes do SUS. Os programas são orientados por uma visão diferenciada na qual as diversas profissões devem efetivamente estar integradas para o cuidado do usuário do SUS.

Informações: Unifesp

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.

FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como Missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular. O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi. Seu objetivo é ser uma Fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

Residência Multiprofissional

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Apesar de já existir há vários anos, a Residência Multiprofissional ainda é pouco divulgada e conhecida, especialmente pela população que, quando muito, tem noção da residência médica. Podemos defini-la como um projeto de cooperação intersetorial para beneficiar a inserção qualificada de profissionais da saúde no mercado de trabalho, especialmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde. Alguns até chegam a considerá-la uma Pós-Graduação Lato Sensu como todo curso de especialização, só que voltada para a educação em serviço e destinada às categorias que integram a área de saúde.

Os programas de Residência se submetem à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS, coordenada conjuntamente pelo Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. De acordo com a Resolução CNS nº 287/1998, os programas de Residência Multiprofissional devem receber profissionais graduados nos seguintes cursos: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

E a melhor parte é que não importa se o candidato se formou este ano ou há décadas. É possível ingressar em uma Residência Multiprofissional em Saúde a qualquer momento da carreira. O CNRMS não impõe idade limite ou tempo máximo de atuação na área para que o profissional possa se candidatar a uma vaga. No entanto, as Instituições têm autonomia para estabelecer algumas regras.

Um pouco de história

“Em 1999, o então Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, junto a atores do Movimento Sanitário, articularam-se formando grupos interessados em criar, reavivar e reinventar residências em saúde da família. A proposta, construída em um seminário, era criar um modelo de Residência Multiprofissional, onde embora fossem preservadas as especialidades de cada profissão envolvida, seria criada uma área comum, especialmente vinculada ao pensamento da velha saúde pública, acrescida de valores como a promoção da saúde, a integralidade da atenção e o acolhimento.

Um movimento que contou com a participação dos órgãos formadores, das Associações de Ensino das respectivas áreas, da Federação Nacional dos Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas), da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), conseguiu elaborar e propor diretrizes curriculares para os cursos de graduação da área da Saúde, publicadas a partir de 2001 na forma de resoluções pelo Conselho Nacional de Educação. No ano de 2002 foram criadas 19 residências multiprofissionais em saúde da família, com financiamento do Ministério da Saúde, com formatos diversificados, mas dentro da perspectiva de trabalhar integradamente com todas as profissões da saúde.

Tendo tido sua primeira versão elaborada em 1998, e sua terceira versão editada em 2000, sob a coordenação da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH), do Conselho Nacional de Saúde, o documento “Princípios e Diretrizes para a Gestão do Trabalho no SUS, a NOB/RH-SUS vem subsidiar a gestão do trabalho, bem como a política de desenvolvimento dos trabalhadores do SUS”*.

*Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios – Ministério da Saúde (2006)

 

Programa de mentoria ajuda empreendedores acima dos 50 anos a lançar negócios

Participantes vão planejar e colocar suas empresas no mercado com menor risco. O programa utiliza metodologia específica para a faixa etária, desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseada na andragogia

Nextt 49+, hub de inovação voltado para pessoas acima de 50 anos, está inaugurando um programa de mentoria específico para o público maduro interessado em empreender. Na prática, o programa irá oferecer apoio e aceleração para os negócios do público sênior, com o menor risco e a maior efetividade.

A expectativa é atender empreendedores em diferentes estágios de seus negócios. “Por meio de um processo estruturado, os principais desafios e questionamentos deverão ser confrontados e atendidos”, explica Mauricio Turra, um dos diretores da Nextt 49+ e idealizador do projeto.

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O programa de mentoria da Nextt 49+ , voltado a quem está iniciando, terá encontros semanais e prevê cinco fases: descoberta, ideação, validação, concepção e expansão. O processo todo é bastante ágil, envolvendo até cinco meses (dependendo da complexidade do negócio), mas esse tempo poderá ser menor, em função do estágio que o empreendimento se encontra.

O Programa de Mentoria utiliza uma metodologia específica voltada para o público adulto e desenvolvida pelo trio de diretores do hub, baseado na andragogia, valorizando a experiência e os saberes de cada empreendedor. Prevê também o acompanhamento do negócio de cada participante.

Para isso, cada empreendedor será orientado por um mentor com experiência profissional e acadêmica. O trio de diretores da Nextt 49+ conhece em profundidade o ecossistema das startups e das novas empresas. São eles Mauricio Turra, Ismael Rocha e Luiz Fernando D. Garcia, que têm em comum, além da vivência no mundo executivo, a docência e a direção em uma das mais renomadas instituições do País na área de negócios, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, de onde saíram recentemente.

A Nextt 49+ ganhou destaque em todo o País ao se lançar como primeiro hub de inovação voltado a empreendedores acima dos 50 anos, em meados de abril de 2019.

Mais sobre a NEXTT 49+

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Primeiro hub de inovação do Brasil voltado para o público acima de 50 anos, chegou ao mercado para auxiliar profissionais em transição de carreira e, até mesmo, aposentados que desejam empreender, em um ambiente desenhado para o networking e a conectividade.

Por trás da Nextt 49+ estão Luiz Fernando D. Garcia, Ismael Rocha e Mauricio Turra Ponte, trio que tem em comum a direção em uma das mais renomadas instituições de ensino do País na área de negócios, propaganda e marketing.

Localizado na capital paulista, no bairro da Vila Mariana, o hub fica em um casarão dos anos 1930 – ambiente amigável para empreendedores veteranos — e conta com todo suporte e estrutura para o sucesso dos negócios.

Programa de Mentoria Nextt 49+
Inscrições: site Nextt 49+
Endereço: Rua Capitão Cavalcanti, 38, Vila Mariana – São Paulo – SP
Telefone: (11) 94109-6653
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Você é leniente? Professor da FGV dá dicas para alcançar um grau de suavidade

Ultimamente temos ouvido muito a palavra leniência relacionada a acordos jurídicos em processos na justiça, onde um acusado em processos econômicos colabora com a investigação delatando outros crimes e pessoas envolvidas.

Mas a leniência tem um significado além do palavreado jurídico. De origem latina, leniência quer dizer aquele que é manso, lene, suave, agradável, brando, leve, tolerante.

Para o professor Luciano Salamacha, consultor de empresas e especialista em carreira, a leniência pode levar bons resultados a uma empresa, a uma equipe ou uma carreira. “É o que a maioria das empresas busca num profissional.”

Segundo Salamacha, que também leciona gestão e estratégia no MBA da FGV Management, algumas pessoas se equivocam dando duas desculpas clássicas para não ser leniente: “Não consigo ser suave diante da pressão diária e falta de tempo no ambiente corporativo”.

O professor afirma que, justamente esses dois critérios, são a alavanca para essa mudança e a prática da leniência. Salamacha dá cinco dicas para incorporar a leniência na sua forma de ser:

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1- A pressão no trabalho não vai mudar, faz parte do mundo empresarial e, justamente para aguentar e dar respostas à pressão, o profissional tem que ser leniente. Pratique.

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2 – Não acredite que somente quando os problemas diminuírem você terá chance de ser leniente. Esse é um paradoxo falso. Paradoxo é aquela situação que te coloca em contradição. E quanto mais problemas, mais necessidade de se ter um bom profissional, e quanto mais problemas e necessidade de um bom profissional, mais leniente ele deve ser.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

3- Fuja, se proteja, evite pessoas que interferem negativamente e influenciam aumentando a dimensão de um problema. Colegas que aumentam a criticidade das situações podem tirar o seu objetivo de ser mais suave. Chame para si a responsabilidade em avaliar o problema e dê a ele o tamanho e importância que merece.

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4- Quando a pessoa não é leniente, normalmente é rigorosa, pouco flexível e, às vezes, intransigente. A intransigência é a falta de capacidade de transigir, de estabelecer acordos. Como uma pessoa dura e inflexível pode envolver as pessoas da empresa para atingir objetivos? Como fará bons acordos? Certamente não será lembrada quando a necessidade exigir uma pessoa que unifica, que “coloca a bola no chão” nos momentos de crise.

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5- Faça uma autocrítica. A leniência, essa palavra que está mais popular nos dias de hoje, pode significar um alto grau de evolução de um profissional ou de uma empresa.

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6 – Todo leniente deve sempre ter um conjunto de projetos pessoais e profissionais que o estimulam a se manter focado em coisas boas e saudáveis, evitando a pressão do dia a dia e, que possam envolvê-lo em coisas negativas. Logo, cultuar a prática de bons projetos é um dos fundamentos para se manter leniente. Invista!

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Healthista

Salamacha lembra que a suavidade é a presença da audição e da tolerância. Qualidades que deveriam estar presentes em todas nossas relações e no nosso cotidiano. Jamais a leniência estará ligada à falta de presença e de argumentação, mas como se deve argumentar para ser ouvido. Então, seja “ suave na comando “ e boa jornada.

Fonte: Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração de empresas brasileiras e multinacionais, Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos, faz parte do “Quadro de Honra de Docentes” da FGV Management. Coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, autor de livros e artigos científicos. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Sete dicas para quem deseja trocar de emprego depois dos 40 anos

Algumas tradições ainda nos fazem acreditar que mudar de profissão depois dos 40 anos ou mais é loucura. “Você vai perder sua estabilidade?”, “Vai querer começar do zero?”, “E se der errado? Como vai pagar a casa? E a escola dos seus filhos?”, são perguntas que surgem para quem planeja essa transição. Ainda somos da geração em que se manter 20 ou 30 anos na mesma empresa é sinônimo de uma carreira estável e bem-sucedida.

Mas como falar de estabilidade e sucesso em um mundo onde tantas coisas acontecem por minuto e tudo muda tão rápido? A especialista em estratégia e gestão da Effecta, Janaina Manfredini, comenta que a realidade mudou e que quem não quiser acompanhar vai ficar para trás.

“Ser resistente à mudança pode gerar sofrimento desnecessário e, até mesmo, um atraso em relação às mudanças do mundo. Não adianta fugir, esse cenário de mudanças constantes e imprevisíveis é o nosso momento atual, e te garanto, isso não é tão complicado como parece”, completa Janaina.

A especialista separou ainda sete dicas para quem, com 40 anos ou mais, está criando coragem de se jogar em outras áreas. Veja:

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Pixabay

1. Use suas experiências ao seu favor: a cada dia que passa vamos vivendo situações que nos trazem novas experiências, somos mais maduros, seguros de si e menos impulsivos, características que são importantes para o começo de uma carreira.

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2. Faça uma lista dos seus pontos fortes: separe aqueles pontos em que você sabe que pode confiar, que lhe ajudaram até agora. Se tiver dificuldades, pergunte para pessoas que já trabalharam com você.

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3. Faça uma lista do que deseja encontrar na sua nova fase: pense o que tolera e o que não admite. Essa lista vai lhe ajudar a não entrar em uma fria, a não mudar pelos motivos errados e não aceitar qualquer coisa. Use a sua experiência para avaliar essas questões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

4. Planeje-se: estamos falando de uma mudança que vai mexer não só com a sua vida, mas com todos que de alguma forma estão ligados a você. Isso não deve te prender, mas deve te fazer pensar. Compare as atribuições, faças as contas, liste os prós e contras, converse com pessoas que confia e analise cada ponto antes de bater o martelo, isso lhe trará segurança em todas as novas decisões, sejam elas quais forem.

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Pexels

5. Converse com outras pessoas: use sua rede de contatos, procure quem já trocou de emprego ou quem está atuando com o que você gostaria de atuar. Caso não conheça ninguém nesses perfis, procure. Pode ser através de outros contatos ou diretamente nas redes sociais, o máximo que pode acontecer é a pessoa não te responder.

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6. Entenda o que você vai precisar melhorar: para alcançar o sucesso no novo desafio, o que você precisa mudar? Seja em seu comportamento, nos seus conhecimentos técnicos ou em seus relacionamentos, anote as mudanças necessárias e vá atrás para fazer acontecer.

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7. Pilote sua ideia: que tal se voluntariar para miniprojetos em ONGs ou em empresas de amigos? Você saberá os pontos a ajustar, e isso lhe ajudará a estar mais seguro, seja em uma entrevista de emprego ou como prestador de serviços. Se sua ideia é empreender com produto, faça o piloto, o plano de negócios e coloque na linha do tempo para entender o momento dos movimentos maiores.

O segredo é não se precipitar, até que sua decisão esteja bem clara e segura, continue fazendo o seu melhor no que faz agora, isso também ajudará na sua autoconfiança. E jamais pare de sonhar e entender que devemos melhorar quem somos e o que fazemos durante todos os dias de nossas vidas.