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Ansiedade no trabalho: confira dicas de como resolver

No passado, o tema saúde mental era considerado um tabu. Hoje, porém, discussões sobre o assunto não são apenas necessárias, como é também uma questão a ser trabalhada diariamente nas organizações junto com os líderes e departamentos de RH.

Sabendo que mais de 970 milhões de pessoas em todo o mundo têm algum tipo de problema de saúde mental, não é difícil entender por que essas conversas são tão importantes, afinal, a saúde afeta vários aspectos de uma organização, desde a produtividade até a sinergia dentro do local de trabalho.

A ansiedade, uma das causas mais recorrentes nas pessoas, é um termo amplo usado para descrever diversas condições, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia e transtorno de estresse pós-traumático. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o transtorno de ansiedade atinge diariamente 72% dos colaboradores de uma empresa, interferindo diretamente em suas vidas, no âmbito pessoal e, principalmente, profissional.

Um dos maiores desafios dos departamentos de recursos humanos e das lideranças das empresas é saber identificar quando um colaborador está com algum sintoma. Para isso, é muito importante prestar atenção à recorrência de sensações como: dificuldade de concentração, medo constante das coisas darem errado, fadiga, irritabilidade, tonturas, náuseas, palpitações cardíacas, sudorese, tensão muscular, falta de ar, dores de cabeça e boca seca.

“A ansiedade tem como característica principal um estado de preocupação constante, que se manifesta por meio de sintomas físicos e psíquicos, podendo comprometer a qualidade do sono e o bem estar da pessoa de uma forma geral. Níveis elevados de ansiedade podem trazer prejuízos funcionais a todas as áreas da vida do indivíduo, afetando desde seus relacionamentos até o trabalho”, afirma Luciene Bandeira, CEO e Responsável Técnica do Psicologia Viva, parceiro do Gympass.

Pensando nisso, o Gympass, plataforma completa de bem-estar corporativo, apresenta a seguir cinco importantes dicas de como combater a ansiedade no ambiente de trabalho. Confira:

Mova seu corpo

Estar atento a como o movimento o faz sentir e aos efeitos positivos dos hormônios liberados pode fazer muita diferença na maneira como você trabalha. Por isso, faça pausas: levante, respire, beba uma água, vá ao banheiro. Quando você faz uma pausa, seja porque está na hora ou porque você simplesmente sente necessidade, passe alguns minutos prestando atenção ao que está se passando pela sua mente e o que você sente.

Seja autoconsciente

Entenda quais são os gatilhos que geram ansiedade: mesmo que eles não possam ser eliminados de uma hora pra outra, conhecer e compreender essas razões ajuda a descobrir como agir e seguir em frente.

Tire folgas

Pesquisas mostram como pausas regulares são vitais para sua saúde mental, por isso, é muito valioso tirar um tempo para se distrair e reiniciar. Além de ajudar na sua saúde mental, essas pausas proporcionam mais tempo para refletir e ter autoconsciência.

Procure ajuda

Falar sobre ansiedade com uma pessoa que você pode confiar, seja um amigo ou um profissional, irá ajudá-lo a processar essas emoções intensas e a ter ideias para lidar com a situação. Não existe um momento errado para pedir ajuda. Fazê-lo quando precisa alivia potenciais sentimentos de culpa e pressão interna, além de fortalecer a confiança. O apoio profissional pode orientar uma empresa a construir uma equipe mais preparada, trazendo benefícios para todos. Programas de benefícios que sejam amplos, abrangentes, híbridos, múltiplas modalidades e formatos de cuidado com a mente e o corpo cumprem muito bem esse papel de manter todos os colaboradores motivados e um clima organizacional saudável.

Meditação Mindfulness (Atenção Plena)

Foto: SelfSetFreeLiving

Como uma característica marcante da ansiedade é a preocupação excessiva com o futuro, a Meditação Mindfulness, ou de Atenção Plena, é uma das formas mais eficazes para controlar este quadro. “Isto porque são técnicas com foco em vivenciar o momento presente, seja no trabalho ou na vida pessoal, trazendo a mente para o aqui e agora. Apesar de ser originada de filosofias orientais, inúmeros estudos médicos e científicos já foram publicados comprovando seus benefícios não apenas para redução de ansiedade, mas também para melhoria de foco e produtividade no trabalho”, afirma Rodrigo Roncaglio, CEO do Guia da Alma, plataforma de terapias holísticas parceira do Gympass.

Fonte: Gympass

Síndrome de Burnout: você pode estar doente e não sabe

Estresse demais no trabalho por um longo período de tempo pode causar Síndrome de Burnout, fique atenta

No início dos anos 1970, após se autodiagnosticar com um intenso esgotamento profissional recorrente, o psicanalista alemão Freudenberger, denominou esse mal como Síndrome do Esgotamento Profissional, logo depois passou a ser conhecido como Síndrome de Burnout, do inglês to burn out (podendo ser traduzido por “ser consumido pelo fogo”).

A Síndrome de Burnout, associada ao estresse extremo e contínuo no ambiente de trabalho, acaba gerando um estado de exaustão física, emocional e mental. Esse estresse pode ser causado pelas cobranças impostas pelos superiores, seja para cumprimento de horas e datas impossíveis para realizar determinado trabalho, pelo excesso de trabalho mental, por trabalhos em situações tensas ou que apresentam alto risco de acidentes, podendo levar até a morte, ou ambientes de trabalho desarmoniosos e opressivos.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana é importante que todos saibamos que merecemos ser respeitados em nosso ambiente de trabalho, e não devemos aceitar jornadas exaustivas ou qualquer tipo de desrespeito. Nossos superiores e colegas de trabalho não podem normalizar gozações, bullying ou outras situações constrangedoras. Se percebermos que nossos limites não estão sendo respeitados, devemos procurar o setor de recursos humanos da empresa, o psicólogo da empresa ou até mesmo o nosso sindicato.

Esse distúrbio psíquico que acaba afetando todas as áreas da vida da pessoa, por causa do acúmulo de trabalho envolvendo estresse contínuo e tensão emocional, atinge todos aqueles trabalhadores e profissionais de vários setores da sociedade, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, publicitários, operários que trabalham na construção de edifícios, cargos de elevada confiança e responsabilidade, enfim, qualquer trabalho em que há pressão intensa e constante pode levar o indivíduo a sofrer de Síndrome de Burnout.

Os principais sintomas são: cansaço mental e físico extremos, irritabilidade e agressividade, dificuldade de concentração e lapsos de memória, insônia, baixa autoestima, desânimo, depressão, dores de cabeça, sentimentos de fracasso e isolamento social.

“A Síndrome de Burnout também pode acontecer com profissionais liberais, quando eles impõem a si mesmos jornadas de trabalho exaustivas ou múltiplos empregos, como médicos, enfermeiros, advogados, e outros” – complementa Aline.

Para se evitar ou minimizar os impactos da Síndrome de Burnout é necessário que a pessoa tenha um momento para ela, para fazer aquilo que lhe dá prazer: ler, assistir filmes ou sua série preferida, passar o tempo com familiares, conversar com amigos, fazer passeios e viagens, enfim, ter aquele tempo de pausa. Muitas vezes só nos damos conta do problema quando já é tarde. Temos que conhecer os nossos limites. Isso é qualidade de vida. Devemos nos lembrar que não há dinheiro no mundo que compense a perda da nossa saúde.

“Em caso de dúvidas se a situação que está ocorrendo é ilegal, também podemos consultar um advogado. O importante é não esquecermos que, mesmo sendo funcionários de uma empresa e tendo obrigações, também temos direitos que devem ser respeitados” – finaliza Aline.

Caso você apresente os sintomas citados ou tenha suspeitas de que está acometida pela Síndrome de Burnout, deve procurar um psiquiatra para o adequado diagnóstico e tratamento.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicoterapeuta Junguiana. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia. Atende presencialmente na cidade de Lajeado (RS) e também online.

Mais de 70% dos profissionais com mais de 40 anos sofreram preconceito no mercado de trabalho

Pesquisa inédita feita pelo InfoJobs revelou qual é a realidade dos profissionais 40+ dentro do mundo corporativo

Como se já não fosse o suficiente o índice de 14,3 milhões de brasileiros desempregados, uma pesquisa inédita feita pelo InfoJobs, empresa de tecnologias para recrutamento, mostrou que 70,4% dos profissionais com mais de 40 anos revelam já ter sofrido preconceito no mercado de trabalho por conta da discriminação de sua idade. O levantamento foi feito em abril e ouviu 4.588 profissionais.

Na percepção de 78,5% dos respondentes, o mercado não dá as mesmas chances para profissionais 40+, quando comparado com os mais jovens. Ainda segundo o levantamento, 27,1% acreditam que é preciso estar mais atualizado para competir com as novas gerações e 68,4% alegam que muitas vezes nem isso é suficiente para garantir um emprego.

Foto: August De Richelieu/Pexels

Outro dado que chama atenção é que 61,1% dos profissionais afirmam que o principal desafio profissional é a falta de oportunidade de trabalho, enquanto outras dificuldades não chegam a 15% das respostas. “Isso realmente acontece, há menos oportunidades para profissionais mais experientes. É quase como um funil, as opções para cargos iniciais são muito numerosas, enquanto para cargos mais seniores, são cada vez menores. Fora que quanto mais experiência você tem, você é mais caro para uma empresa”, afirma Ana Paula Prado, Country Manager do InfoJobs.

Questionados sobre o que falta para as empresas contratarem profissionais com 40+, 56,2% acreditam que falta reconhecerem o potencial das contratações 40+, enquanto, 30,4% responderam que é necessário romper com preconceitos internos para impulsionar essas contratações. Apenas 12,8% das empresas possuem mais de 50% de funcionários com mais de 40 anos.

Além disso, 99,2% dos perfis de liderança respondentes da pesquisa acreditam que profissionais com mais de 40 anos agregam no ambiente de trabalho. “O que acontece é que mesmo sabendo que esses profissionais vão agregar no dia a dia, muitos recrutadores, e até mesmo empresas, ainda têm em mente que pessoas mais velhas não são mentalmente ágeis, não lidam bem com mudanças e não têm energia – conceitos que estão totalmente ultrapassados e devem ser ressignificados”, completa Ana Paula.

Por fim, questionados sobre como podem se destacar no mercado de trabalho, 25,9% responderam que comprometimento é a chave, seguido por maior tempo de experiência e capacidade de adaptação, ambas com 18.1%.

Foto: CPA/Canada

“Fazendo essa pesquisa, notamos como o tema ainda é um tabu para muitas pessoas e tivemos ainda mais a certeza de que devemos falar sobre ele. Pensando nisso, o InfoJobs lançou uma websérie com quatro episódios que conta com a participação de algumas empresas e reflexões sobre o mercado de trabalho para os profissionais com mais de 40 anos. Nosso maior objetivo é promover impacto positivo nos profissionais 40+ e na sociedade como um todo”, conclui a Country Manager. O primeiro episódio da websérie pode ser conferido a partir da próxima semana no canal do InfoJobs. Inscreva-se e acompanhe, o teaser já está no ar.

Fonte: InfoJobs

Home office se consolida após um ano, mas como tornar essa prática mais saudável?

Para boa parte da população mundial, o trabalho remoto se tornou uma realidade em 2020, e após um ano, o home office vem se consolidando como modelo de trabalho eficiente. Existem empresas que já estão adotando os modelos híbridos, e muitos acreditam que o futuro do trabalho será exatamente neste formato. Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, comenta sobre novos formatos de trabalho e traz 5 dicas para auxiliar os profissionais a viverem um home office saudável e eficiente.

Foto: Lumen/Pexels

De acordo com a pesquisa realizada pela empresa de softwares Salesforce, 42% dos entrevistados gostariam de seguir em casa mesmo com o fim da pandemia. Já no Brasil, o interesse é ainda maior, 57% desejam ter essa possibilidade. Uma outra pesquisa realizada pelo Índice de Confiança Robert Half (ICRH), consultoria de recrutamento, mostra que 91% dos profissionais qualificados acreditam que o futuro do trabalho será de modelo híbrido, revezando entre dias presenciais e remotos.

Neste cenário, muitas empresas ainda prometem beneficiar os colaboradores a trabalhar de qualquer lugar ou o anywhere office, como algumas consultorias em recursos humanos vêm chamando essa tendência.

Para Rebeca Toyama, mesmo com o mundo em constante mudança e novos modelos de trabalhos surgindo, os profissionais precisam estar preparados para uma rápida adaptação. “E as empresas têm um papel fundamental para os profissionais se sentirem seguros, prontos, e competentes nestas mudanças. Apostar em líderes e gestores capazes de se conectar com as equipes para extrair o melhor de cada um, esse ponto já era importante, agora na era do trabalho remoto, se tornou imprescindível. ”, comenta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

Mesmo com o trabalho híbrido, onde os colaboradores se dividem em trabalhar alguns dias no escritório e os outros dias em casa, é necessário manter uma rotina e contar com a organização de tarefas. A especialista lembra ainda a importância de se cuidar da saúde mental e física, pois é a partir de um corpo e uma mente saudável que se consegue manifestar o melhor de cada um. “A importância da organização de tarefas, faz com que os indivíduos tenham equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ter em mente as prioridades e limitações, manter um cronograma do que precisa ser feito já ajuda a administrar bem as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.”, alerta a especialista.

E como fazer para essa prática se tornar eficiente?

Além de cada colaborador cuidar de sua rotina com organização de tarefas e apostar em uma vida saudável, as empresas, por outro lado, precisam implementar novos recursos a fim de definir e reestruturar as necessidades dos profissionais, pensando em novas formas para manter a produtividade, o engajamento e o bem-estar.

“Dificuldades surgem em todas as formas de trabalho, seja presencial, híbrido ou 100% remoto, mas a palavra-chave para evitar desgastes entre os líderes e funcionários é planejamento e comunicação, seja ela síncrona ou assíncrona. Combinar com o time uma estratégia que alinhe valores pessoais e os da empresa, embora não seja fácil, é primordial. ”, finaliza Rebeca.

Para auxiliar os colaboradores e os gestores neste desafio, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca elaborou 5 dicas para viver um home office saudável e eficiente.

=Cuidar de saúde física e mental: todos precisam de um tempo para cuidar do corpo, praticar exercícios, se alimentar e dormir bem. Além disso, faz muito bem conversar com pessoas nutritivas, criar metas e objetivos para cumprir e não se cobrar tanto;
=Mantenha o alinhamento das demandas: mesmo a distância, o contato entre os membros de um time deve manter uma dinâmica colaborativa. Esse alinhamento pode reduzir bastante os desencontros do trabalho remoto;
=Planejar e adequar tempo e tarefas: uma das razões principais que ocasionam o acúmulo de tarefas é ruído de comunicação entre líderes e liderados e as dificuldades de adaptação ao trabalho remoto. Saber lidar com a vulnerabilidade e limitação própria e alheia faz muita diferença;

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=Respeitar a dinâmica pessoal do colaborador: ignorar a vida pessoal do colaborador não vai aumentar sua produtividade, não podemos esquecer que na expressão home office, o home vem antes do office. O teletrabalho está acontecendo dentro da casa do nosso colaborador. Ajudar a equipe a se organizar e se adequar às demandas profissionais passa por compreender a dinâmica pessoal dele.
=Promover bem-estar e reduzir estresse: implantar programas com esse foco. Planejar momentos de distração e divertimento, e incentivar que as equipes tenham uma vida pessoal saudável, não tem preço.

Fonte: Rebeca Toyama é fundadora da ACI – Academia de Competências Integrativas. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Integra o corpo docente da pós-graduação da Alubrat (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), da Universidade Fenabrave, do Instituto Filantropia e da Academia GFAI.

Vitasay50+ e Yunus lançam programa de aceleração focado em empreendedores 50+

Inscrições para aceleração de negócios sociais fundados e geridos por pessoas com 50 anos ou mais vão até 4 de maio

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ reforça o posicionamento da marca de ser uma aliada dos 50+, que são agentes potentes de transformação e que estão cheios de experiência e vitalidade para fazer a diferença no mundo.

A marca Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, e a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais, referência mundial no apoio e desenvolvimento de negócios com foco em impacto social e ambiental, lançam a Aceleradora Vitasay Start 5.0+, primeiro programa de aceleração direcionado a negócios geridos por pessoas a partir dos 50 anos de idade, com foco em inovação social e potencial de transformar a realidade de muitos brasileiros.

O objetivo é selecionar e acelerar negócios de impacto social que contribuam para o avanço nos segmentos de Saúde e Qualidade de Vida, Saúde Mental, Alimentação Saudável, Apoio ao empreendedorismo, Inserção no mercado de trabalho, Aprendizagem ao longo da vida, Educação para novas tecnologias e Economia Circular. As inscrições devem ser feitas pelo site até 4 de maio de 2021.

Além de fomentar soluções que resolvam alguns dos principais desafios do desenvolvimento sustentável do Brasil, como trabalho, redução da desigualdade, saúde, educação e sustentabilidade, a iniciativa tem por objetivo apoiar empreendedores maduros que assumiram novos desafios nessa fase da vida. O aumento na expectativa e qualidade de vida da população tem contribuído para a busca de novas oportunidades entre os maduros, seja pela complementação de renda, por um sonho antigo, vontade de se manterem ativos e participativos no mercado de trabalho, ou pelo desejo de continuar aprendendo.

De acordo com o Sebrae¹, existem 53 milhões de empreendedores no Brasil e 49% deles estão acima dos 45 anos. Apenas em 2020, o contingente de pessoas com mais de 50 anos iniciando um trabalho nas chamadas startups foi de, aproximadamente, 2,5 milhões. Ainda, outro estudo² conduzido pela mesma entidade, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, revelou que os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país, uma tendência que deverá crescer a cada ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)³, as pessoas acima dos 50 anos deverão representar 30% da população até 2030. Apesar disso, uma pesquisa realizada em 2019, pela consultoria Robert Half, concluiu que 69% das empresas não contratam trabalhadores com mais de 50 anos. E entre os receios dos recrutadores com relação a esse perfil estão salário alto (31%), pouca flexibilidade (18%), desatualização (12%) e o risco de ampliar conflitos entre gerações (7%).

Com base neste recorte, o programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ foi desenvolvido em parceria com a unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais para gerar múltiplos impactos positivos. Além de fomentar o empreendedorismo maduro, o programa vai selecionar negócios de impacto social e grande poder de transformação na base da pirâmide, como explica Rui Lira, Head de Inovação Aberta da Yunus Negócios Sociais:

“O impacto que queremos gerar nessa aceleração tem duas perspectivas: intergeracional, conectando os maduros e promovendo conhecimento sobre a nova economia e geração de impacto positivo nos seus negócios, e interseccional para que os negócios acelerados se transformem e ajudem a resolver alguns dos principais desafios sociais que o Brasil enfrenta. Nesse sentido, junto com Vitasay50+, descobrimos oportunidades que endereçam problemas de saúde, educação, emprego e meio ambiente”, disse.

Programa de aceleração

O programa de aceleração Vitasay Start 5.0+ selecionará até seis negócios sociais que atuem com inovação social, seguindo os seguintes critérios:

Impacto Social – complexidade e tamanho do problema endereçado e potencial de transformação para a população; Equipe – qualificação, identificação e motivação da equipe empreendedora responsável; Modelo de Negócio – aquisição de clientes, potencial de sustentabilidade e prospecção financeira e potencial de escalabilidade e replicabilidade; Estágio do Negócio e Solução – a maturidade dos negócios será fundamental para ajudar a definir o conteúdo ofertado para as turmas; Diversidade de Inclusão – a atenção dada à diversidade dentro dos negócios também será um critério, especialmente em relação a diversidade racial, gênero, orientação sexual, idade e pessoas com deficiência; Tecnologia – serão verificadas as tecnologias desenvolvidas para a própria solução e potencial de patentes; Conexão com Corporação – caso a empresa seja B2B, B2B2C, ou potencial desenvolvimento nesses modelos, além da sinergia com posicionamento de marca ou oportunidades dentro da própria Vitasay50+.

Os negócios selecionados passarão por um programa de três meses de aceleração, que conta com quatro Bootcamps online em grupo, mentorias de experts do mercado e acompanhamento semanal da equipe de consultores da equipe da Yunus Negócios Sociais. Ao final, um dos empreendimentos poderá receber um aporte de até R$ 200 mil para maximizar o impacto social do seu negócio.

A participação dos empreendedores é gratuita e o programa não tem contrapartida financeira para os negócios selecionados (equity free).

Aceleradora Vitasay Start 5.0+
Inscrições: até 4 de maio de 2021
Site: Vitasay
Informações: vitasay.start@yunusnegociossociais.com

Sete ideias para ganhar dinheiro em casa

Especialista dá dicas para quem quer investir no universo digital

Ganhar dinheiro trabalhando em casa é um desejo comum entre muitos brasileiros e essa ideia tem se tornado cada vez mais palpável, devido a transformação digital. Segundo informações da consultoria IDados, já são mais de 4,5 milhões de brasileiros nessa situação.

“Essa era uma ideia um pouco ilusória até uns três anos atrás, mas o avanço da tecnologia e a mudança de cenário impulsionada pela pandemia, fez com que esse desejo se tornasse real. Poderemos ver cada vez mais colaboradores abandonando espaços físicos, além disso, uma outra tendência é que veremos pessoas trabalhando com coisas que dão mais satisfação a elas, um movimento parecido com o da passion economy”, avalia Rafael Carvalho, COO da HeroSpark, solução para empreendedores digitais.

Para ajudar quem deseja empreender em casa, o especialista separou 7 ideias e ainda dá dicas para quem quer investir no universo digital. Confira:

1 Produtos digitais

A primeira opção e uma das mais fáceis são os produtos digitais ou os chamados infoprodutos, que nada mais é que os materiais que podem ser comercializados na internet. Entre os exemplos dessa categoria estão áudios, vídeos, podcasts, textos, webinários e livros digitais, por exemplo.

2 Venda ou revenda de produtos

Uma opção para quem quer começar um negócio em casa é vender ou revender produtos. Pode ser roupa, cosméticos ou mesmo bijuterias e esse tipo de negócio pode dar um retorno relativamente rápido, afinal, a indústria da beleza é aquecida durante o ano inteiro. Outras opções dentro dessa categoria são bijuterias artesanais ou produtos vendidos via catálogo que dão a liberdade de trabalhar para mais de uma marca, simultaneamente.

3 Objetos usados

200 Degrees/Pixabay

Se, na verdade, você busca por uma renda extra e não necessariamente uma ideia de negócio para investir e empreender, essa pode ser uma ótima opção. As plataformas ao estilo marketplace como Facebook, OLX, Mercado Livre e Enjoei permitem que você anuncie seus produtos e venda sem sair de casa. Então, que tal dar uma olhada naquela roupa ainda com etiqueta guardada no fundo do armário ou aquele equipamento que você não está mais utilizando ou que já queira trocar por um novo?

4 Alimentação

Uma outra opção que já está caindo no gosto do brasileiro é investir no ramo de alimentação. Se você sabe fazer um doce gostoso, uma comida caseira, marmitinhas saudáveis ou mesmo, produtos artesanais como pães e geleias, esse pode ser um bom início para você!

5 Cursos e mentorias online

Todo mundo tem alguma coisa para ensinar. Se o seu conhecimento sobre um determinado assunto é seu bem maior, por que não considerar ser tutor de cursos online ou mesmo, realizar uma mentoria online?

6 Blog de revenda

MediamodifierPixabay

Uma outra opção é criar um blog de revenda de produtos ou adsense*, você pode revender roupas, acessórios e objetos, assim como criar e vender anúncios em sites da internet.

7 Freelancer

Uma outra opção que também pode ser tendência é o trabalho freelancer. Você pode oferecer serviços para mais de uma empresa e ainda, dependendo do serviço, trabalhar de maneira remota. A principal característica desse modelo é a autonomia, entre as opções de serviços comuns estão redação, revisão, tradução, fotografia, design, programação, redes sociais, entre outros.

“Vale ressaltar que para todas essas opções é possível contratar um freelancer para venda ou redes sociais. O universo digital tem ficado cada vez maior, uma dica para quem quer ganhar um dinheiro extra ou trabalhar em casa é investir em marketing digital, em redes sociais e Experiência do Cliente. Essa é a dica mais valiosa para o cenário que temos, hoje”, finaliza Carvalho.

*adesense: serviço de publicidade oferecido pelo Google Inc.

Fonte: HeroSpark

Mês da Mulher: profissionais femininas ganham 20% menos que os homens

Projeto promove equidade de gênero e protagonismo feminino no ambiente de trabalho

Ainda que as mulheres tenham muita representatividade no mercado de trabalho, de acordo com dados do IBGE, aproximadamente 50% das mulheres brasileiras com mais de 18 anos estão trabalhando, mas 20% delas ganham menos que os homens no mesmo cargo. O estudo Panorama Mulher, elaborado pela Talenses em parceria com o Insper, mostra que em 2019 a participação feminina em cargos de liderança foi baixíssima: 26% no caso de diretorias, 23% em vice-presidência, 16% como integrantes de conselho deliberativo e apenas 13% no papel de presidentes.

Foi pensando em dar protagonismo às mulheres, por meio da autoestima adquirida com a independência financeira e afetiva, que a psicóloga, coach executive e diretora da Duomo Educação Corporativa, Mari Martins, criou o projeto Mulherar.

“Até hoje, algumas expressões de comportamentos femininos são traduzidas como fragilidade, tais como: chorar, emocionar-se, quando, na verdade, eles demonstram sensibilidade, capacidade de entrar em contato com as emoções. Nosso intuito é desmistificar essas ideias e mostrar que elas são capazes e devem ter a autoconfiança que precisam para superar os desafios da vida pessoal e profissional”, conta a especialista.

O trabalho funciona da seguinte forma: diagnóstico e preparação, palestras, workshop e estímulo à prática.

“Durante o diagnóstico, fazemos reuniões, tanto com os gestores quanto com os colaboradores, para afinar quais serão os propósitos a serem abordados. Realizo, então, a palestra Inteiras para Mulherar o Mundo, em que discutimos o cenário que elas vivem na empresa, as ameaças e obstáculos internos e externos para a ascensão feminina, além das mudanças necessárias em prol da diversidade. Já na fase do workshop, são 10 encontros que discutem temas como arquétipos do feminino, inteligência emocional, estereótipos e preconceitos. Por fim, vem o estímulo à prática, em que cada etapa leva um tempo maior para acontecer por meio de um game interativo. A verdadeira transformação está na mudança da autopercepção e fazer diferente”, explica Mari.

Com esse processo, é possível fazer o ambiente corporativo mais próspero, incorporando os melhores talentos dos homens e mulheres para gerar soluções mais criativas, ampliando a diversidade da organização para gerar alta performance e resultados desejados.

“Precisamos fazer aflorar na equipe qualidades psíquicas ligadas ao feminino que é a empatia, espírito de colaboração, afetividade e relação. O mundo precisa desse equilíbrio, avanço das tecnologias, prosperidade, mas também do trato humano mais aguçado”, afirma.

O projeto Mulherar já foi realizado com mais de 300 mulheres de diferentes empresas, com resultados importantes de autoestima, autoconfiança e mais protagonismo tanto na vida pessoal quanto no mercado de trabalho.

Informações no Instagram: Duomo Aprendizagem e Mari Martins

Especialista dá dicas para auxiliar quem está perto de se aposentar

2020 foi o ano com maiores taxas de aposentadorias já concedidas

O número de aposentados no Brasil tem crescido significativamente. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2019 o Brasil somava o número de 30,7 milhões de aposentados, nos últimos sete anos, o aumento foi de 19%.

O INSS informou que em 2020, mesmo com a pandemia, foi o ano com maiores taxas de aposentadorias concedidas desde 2017. Em média, o aumento foi de 4% em relação ao ano passado.

“Apesar do assunto ser conhecido por grande parte da população, algumas dúvidas ainda são presentes na vida de quem está prestes a se aposentar e elas precisam ser respondidas antes do início do processo no INSS. A solicitação da aposentadoria precisa ser feita com muita cautela e responsabilidade no planejamento”, comenta Átila Abella – cofundador da plataforma Previdenciarista – site de consultoria especializado em Direito Previdenciário para advogados.

Por isso, para auxiliar os futuros aposentados, o advogado especialista em direito previdenciário, separou abaixo algumas dicas que podem ser úteis para quem pretende entrar com o processo de aposentadoria.

Planejar-se com antecedência

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Antes de entrar com o pedido da aposentadoria, é necessário verificar se o valor do benefício naquele momento contempla todos os gastos necessários para sustentar o padrão de vida adotado. Custos básicos como saúde e moradia devem ser calculados, para evitar transtornos futuramente, principalmente quando o aposentado estiver sem condições de trabalhar para buscar complemento da renda.

Fazer uma poupança

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Seguindo o pensamento da primeira dica, Átila diz que nem sempre é possível se sustentar com o valor pago pelo INSS. Por isso, é necessário poupar uma quantia mensalmente, evitando gastar com itens supérfluos. Também é recomendável separar um valor para guardar em poupanças ou investir em aplicações conservadoras.

Conhecer como funciona o sistema do INSS

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Muitas pessoas não sabem detalhes do serviço que o INSS presta. Alguns tópicos pouco conhecidos são importantes para o contribuinte. Por exemplo, trabalhadores autônomos devem ser contribuintes por meio do recolhimento como contribuinte individual, enquanto desempregados e pessoas que não realizam atividades remuneradas podem optar pelo recolhimento na condição de contribuinte facultativo para acesso à aposentadoria.

Estar atento às novas regras de aposentadoria

Átila alerta que a Reforma da Previdência, ocorrida em 13 de novembro do ano passado, modificou muito as regras e os cálculos de benefícios do INSS, inclusive alterando a idade para que as mulheres tenham direito à aposentadoria por idade, que a partir de 2023 será de 62 anos, enquanto os homens permanecem tendo direito aos 65 anos e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens que tiverem seu primeiro vínculo após a reforma, a exigência de tempo mínimo passou para 20 anos de contribuição.

Fonte: Previdenciarista

Cinco mudanças trazidas pelo coronavírus que devem sobreviver à pandemia

2020 foi um turbilhão, mas deixará um legado importante para o dia das pessoas

Depois de meses de pandemia da Covid-19, a vacina contra o vírus já é uma realidade bastante próxima, com países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos sendo os primeiros a iniciar a imunização de seus habitantes. No Brasil, por enquanto, o início da vacinação pelo páis está prometida para a próxima semana. A conferir.

Mesmo que ainda não haja uma certeza de quando haverá o início de uma vacinação em massa por aqui, agora as pessoas já conseguem vislumbrar uma luz no fim do túnel, mas, é importante reforçar que o coronavírus segue infectando milhares de pessoas por dia e tirando milhares de vidas Brasil afora. Não podemos, portanto, agir como se a doença não fosse mais uma ameaça, pois, o considerável aumento do número de casos no país e o surgimento de uma segunda onda de contágio na Europa nos comprovam justamente o contrário.

E quando a pandemia passar, alguns hábitos que foram construídos e mudanças que foram implementadas na vida das pessoas devem permanecer. Até porque, após toda população ser vacinada, ainda demorará algum tempo para termos dados confiáveis sobre como será a vida pós-pandemia. De acordo com especialistas, a vacina impedirá que a pessoa adoeça, mas não se sabe se impedirá a infecção e transmissão a outra pessoa não vacinada.

Isso significa que os mesmos protocolos preventivos que todos seguiram ao longo de 2020 – do distanciamento físico ao uso de máscaras de proteção – ainda devem ser seguidos. Além disso, outras mudanças que se instalaram neste período vieram para ficar de vez e, acreditem, isso é algo bastante positivo. Veja quais são eles e a opinião de especialistas:

Home Office – Trabalhando do sofá

Durante a pandemia, a tecnologia também permitiu que qualquer pessoa que trabalha sentada atrás de um computador pudesse se manter distante da sede da empresa e, este novo formato será adotado permanentemente por muitas companhias. No Brasil, os dois mil atendentes do call center da Tim permanecerão em home office. No Magazine Luiza cerca de 1.500 funcionários — de um total de 40 mil— não precisarão mais ir ao escritório. Até mesmo a Prefeitura de São Paulo implementou o trabalho remoto de forma definitiva para os seus mais de 120 mil servidores.

Com esta mudança, empresas podem reduzir os custos de infraestrutura abrindo mão de espaços físicos ou mesmo alugando lugares menores, além de fazer uma economia considerável com energia elétrica, internet, manutenção e suprimentos. Já para os colaboradores, o home office possibilitou, sobretudo, qualidade de vida sem a exaustiva jornada que incluía horas perdidas no trânsito, diminuição de gastos com transporte, alimentação e roupas e também maior convivência com a família.

“A pandemia acelerou a implementação de um sistema de trabalho que levaria ainda muitos anos para ser adotado de forma abrangente. Havia muitas dúvidas sobre a eficiência do home office e se as pessoas manteriam a performance devido às distrações de casa – de filhos à televisão – mas passados nove meses, muitas empresas relatam que a produtividade permaneceu nos níveis anteriores à pandemia, ou até mesmo aumentou. Portanto, esta é uma mudança trazida pela pandemia que, daqui pra frente, deve se estabelecer e fazer parte da vida das pessoas”, explica o consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi.

“Anywhere Office” – Meu escritório é onde eu estiver

A pandemia desmistificou o home Office comprovando às empresas que as pessoas podem produzir ainda mais de suas próprias casas e agora está entrando em cena um novo conceito: o “Anywhere Office”, ou, ‘escritório em qualquer lugar’. Esta nova modalidade vai se estabelecer como uma grande guinada com relação à dinâmica de como muitos trabalham atualmente: se com internet e um laptop podemos trabalhar, o escritório será onde estivermos.

E não se trata de nomadismo digital que é quando a pessoa trabalha de um hostel em Bora Bora ou de um café em Berlim, mas de adequar as necessidades profissionais à vida em um local que contribua para a realização pessoal com saúde física e mental. Por exemplo: por quê viver em apartamentos minúsculos em uma grande cidade se há possibilidade de morar e trabalhar em espaços maiores no interior ou mesmo no litoral? Segundo uma pesquisa da plataforma de comércio OLX, a procura por imóveis em cidades do interior cresceu cerca de 30% no mês de julho. Ao que tudo indica ao observarmos metrópoles pelo mundo, este pode ser o início de um verdadeiro êxodo urbano.

“A partir deste novo formato de trabalho, quando não mais for preciso se deslocar diariamente para ir ao escritório, as pessoas passaram a desejar viver em lugares mais espaçosos para trabalhar e ainda conviver de forma mais harmoniosa com a família. Agora, a prioridade é uma vida mais confortável em lugares onde o custo de vida é mais baixo e com mais segurança – os grandes centros urbanos não são compatíveis com esta nova realidade. Consigo identificar esta mudança como o início de uma nova tendência de comportamento”, comenta Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris.

Produtos que aumentam a proteção? Queremos (precisamos)!

Com o início da vacinação que se aproxima no Brasil, sabemos que em alguns meses a pandemia de coronavírus pode ser apenas uma lembrança pra lá de desagradável. No entanto, ainda não se pode dizer com certeza qual é o futuro da Covid-19. Com base em outras infecções, há poucos motivos para acreditar que o coronavírus SARS-CoV-2 irá embora em breve, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Um cenário mais realista é que ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas que são conhecidas como “endêmicas” na população humana.

Além disso, especialistas vêm afirmando que mesmo que vacinadas, as pessoas ainda podem carregar e espalhar o vírus e, por conta disso, o uso de máscaras e outras medidas de proteção, como lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social, serão necessárias até que a maioria da população seja inoculada. Sendo assim, produtos surgidos com a pandemia com propriedades antibactericidas e antivirais devem fazer parte de nossas vidas de maneira permanente daqui pra frente.

E não estamos falando apenas de máscaras, mas de plásticos que inativam o coronavírus e vêm sendo utilizados para cobrir superfícies diversas, tecidos que por possuírem propriedades anti Covid-19 estão ajudando o setor hoteleiro a expandir as medidas para a segurança de seus hóspedes e até de pisos e tintas de parede que intensificam a proteção das pessoas contra esta doença e outras infecções.

“A pandemia da Covid-19 deflagrou uma nova etapa na guerra com os micróbios. Uma luta histórica contra várias doenças de origem viral ou bacteriana, entre elas a gripe, que reaparece todo ano e, segundo alguns cientistas, poderá vir ainda mais forte. De olho nisso, precisamos criar e aperfeiçoar barreiras contra esses patógenos. E, quanto mais combatermos esses problemas pela raiz, mais evitaremos novos surtos e pandemias. Usar máscaras, lavar as mãos e utilizar produtos com ação antiviral seguirão mesmo após a aprovação da vacina contra o coronavírus. São hábitos que não têm mais volta. Até porque, quando uma epidemia for embora, podemos ter outra batendo à nossa porta”, explica Daniel Minozzi, químico e fundador da Nanox, empresa brasileira de nanotecnologia.

Eventos híbridos – o mundo ao alcance das mãos

Jagrit ParajuliPixabay

Dizer que os últimos meses foram um turbilhão seria um eufemismo. Em questão de dias, eventos ao vivo e conferências planejadas com meses de antecedência foram repentinamente adiadas ou canceladas. Os eventos virtuais se tornaram parte da rotina e, rapidamente, o segmento teve que reaprender a ser eficaz neste novo formato.

Durante este período, uma das lições mais importantes que a indústria de eventos aprendeu foi que, embora os eventos virtuais certamente tenham seus benefícios, os eventos ao vivo sempre serão uma parte importante de qualquer programação de eventos. Sendo assim, os eventos híbridos – aqueles que combinam experiências presenciais e virtuais – serão uma parte essencial na indústria de eventos daqui em diante e serão responsáveis por uma verdadeira transformação na interação do público.

Mas não espere simplesmente uma transmissão ao vivo de uma webcam em um canto, pois é preciso manter os participantes engajados. Agora, do mesmo jeito que os organizadores têm uma equipe de produção para eventos presenciais, precisarão também de uma equipe de produção focada exclusivamente na experiência virtual. “Desde que a pandemia de COVID-19 começou, os eventos virtuais se tornaram a nova opção para empresas e marcas que buscam manter seus clientes engajados durante o longo período de bloqueio. Agora que o mercado lentamente começa a retornar, é preciso se adaptar novamente e os eventos híbridos permitirão aumentar o seu alcance com a transmissão para um público maior do que jamais seria possível pessoalmente”, explica Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e CEO da Wish International.

Telemedicina – saúde pela tela

Com o Covid-19, a medicina despontou como um dos segmentos que mais se valeram da tecnologia para assegurar que a população mantivesse seus fluxos de controle sem comprometer ainda mais o sistema de saúde. No início da pandemia, o Governo Federal autorizou que a prática de consultas virtuais pudesse ser realizada. Desta forma, muitos casos não emergenciais puderam ser tratados sem que os prontos-socorros ficassem lotados de casos que podiam ser facilmente orientados à distância com o devido suporte especializado. Passado este momento crítico, este avanço apoiado por recursos tecnológicos que fazem parte do dia a dia das pessoas, permitirá fechar todo o ciclo do atendimento: do telediagnóstico ao acompanhamento contínuo do paciente, facilitando o processo, salvando mais vidas e garantindo que um número muito maior de pessoas tenha acesso à devida opinião médica ao alcance de um clique. “As plataformas de atendimento virtual são um legado positivo para a saúde. A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso, evita a automedicação e promove a tomada de decisões com respaldo clínico especializado. Esse acesso correto aos serviços de saúde melhora a eficiência do setor como um todo. E olhando para o bem estar do paciente, promove melhores desfechos clínicos, garantindo diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto”, afirma Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.

Sete dicas para empreender depois dos 50

Para especialista da ESPM Rio, o aprendizado perene é essencial para profissionais que desejam iniciar um novo negócio

Não há idade para desenvolver uma atitude empreendedora. Por isso, o lifelong learning, conceito de aprender e se atualizar ao longo da vida, deve ser usado por profissionais diante de qualquer oportunidade na carreira e até mesmo para iniciar um novo negócio. Paula Calil, professora do curso Mercado Sênior – Bora Empreender?, da ESPM Rio, dá sete dicas para pessoas acima dos 50 anos de idade que desejam entender as práticas do mercado e enfrentar as adversidades de um novo negócio.

“Há um certo grau de inquietação e alegria por estar diante da oportunidade de empreender após os 50”, diz Paula. “Esse momento deve possibilitar a essas pessoas um espaço para reflexão não só para o autoconhecimento, mas especialmente para aprender e se capacitar a assumir seu próprio negócio”, completa.

Veja as sete dicas para quem quer empreender após os 50 anos:

Radoan Tanvir/Pixabay

1) Participe sempre de eventos de empreendedorismo e inovação para estar atualizado em relação às diferentes tendências e modelos de negócios. Entidades reconhecidas, como o Sebrae e a Endeavor, oferecem cursos, palestras e uma série de outros benefícios. A ESPM, pelo seu programa de extensão tem se dedicado a oferecer programas que atendam os interessados em empreender, oferecendo uma base sólida com os professores altamente capacitados não só como acadêmicos, mas como profissionais de mercado.

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2) Procure estar atualizado com novas tecnologias de gestão, assim como de comunicação e videoconferência. Inscreva-se em cursos que o capacitem em novas plataformas digitais, que ampliam sua visão de negócio, para que nesse momento de exceção seja possível usufruir de recursos digitais que contribuam à adesão ao home office.

3) Este é o momento de revisitar sua história de vida e história profissional, para reconhecer suas competências e identificar suas fraquezas. Comece pelas competências de relacionamento: suas habilidades de comunicação, sua capacidade de resiliência, sua liderança, sua habilidade em se relacionar com as pessoas, seu conceito de bom atendimento, busca por inovação, entre outras.

4) Independentemente do negócio que for empreender, você irá utilizar fortemente sua rede de contatos (networking). Negociar fará parte do seu dia a partir de agora, lembrando que a base disso sempre será seus contatos.

5) Reveja suas crenças. Tenha sempre em mente que iniciar seu negócio exige um desapego de muitos conceitos e expectativas que você já teve. Além disso, vale lembrar que você não terá mais toda a infraestrutura que um dia se beneficiou como executivo.

6) Tenha em mente que a venda não é a atividade mais importante que planejamento ou gestão do seu negócio, seja ele produto ou serviço. Em outras palavras, vender compulsivamente de nada adianta se você não estiver atento a gestão do seu negócio e ao planejamento de suas atividades no curto, médio e longo prazos.

7) A Internet é a maior fonte de informações para qualquer tipo de negócio. Você poderá iniciar sua pesquisa buscando fontes seguras para entender os negócios existentes no mercado, seja local ou global. Além disso, diversas ferramentas e recursos de busca podem ajudá-lo a entender as melhores práticas (benchmarking) para o negócio que você pretende empreender.

Fonte: ESPM