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Dicas de como se cuidar na volta ao trabalho após isolamento social

O governador de São Paulo, João Dória, divulgou a retomada gradual de algumas atividades comerciais. A capital paulista está na fase laranja do plano gradual de flexibilização. Na última semana, cinco setores foram autorizados a reabrir com restrições, dentre eles comércio de rua, imobiliárias e shoppings centers.

Mas e o Covid-19? Quais os cuidados devemos tomar? E na hora do almoço? É seguro ir aos restaurantes? E no trajeto casa trabalho, no ônibus e metrô, como devemos nos proteger já que agora com certeza eles estarão mais lotados.

A volta ao trabalho não significa que vencemos o inimigo invisível, pelo contrário, ele continua entre nós. Medidas como lavagem das mãos, uso de álcool gel, manter distanciamento de no mínimo um metro e meio, evitar aglomerações, aperto de mão, beijinhos, abraços e compartilhamento de copos e outros objetos pessoais, como copos, garrafas, talheres, continuam no topo dos cuidados quando o assunto é prevenção. Isso não se trata apenas de preservar a sua própria vida, é o respeito e consideração pelas pessoas que estão em nossa volta e que também precisam trabalhar.

Bom, vamos falar de um item básico, comida. É seguro almoçar em restaurante (em alguns estados já estão abertos)? Para a nutricionista Adriana Stavro, ainda não é o momento. Então você vai passar fome? Também não. Para a nutricionista o ideal é fazer marmita.

marmita saudável anediblemosaic

Para montar a marmita é fácil. Monte como se estivesse fazendo seu prato de comida em casa, assim fica mais fácil ajustar a quantidade. Pense na sua fome. É só um almoço.

A regra básica é a mesma: 50% da quantidade de comida deve der de verduras e legumes. A outra metade, divida em uma porção de carboidratos, uma de leguminosas e uma de proteínas.

Exemplo:

A salada deve sempre estar separada dos demais alimentos, uma boa opção é montar no pote (receita abaixo). As proteínas (carne, frango ou peixe) devem sempre ser grelhadas ou assadas. Pode ser ovo cozido também. O carboidrato pode ser uma porção de arroz (de preferência integral), batata doce cozida, abóbora cabotiá ou macarrão. As leguminosas podem ser feijão preto ou carioca, podendo ser substituída por ervilha, lentilha ou grão de bico.

São muitos os tipos de marmitas disponíveis para compra. Vidro, elétrica, plástico, vácuo, aço, com ou sem divisórias, coloridas etc. Tem para todos os gostos e bolsos. Eu recomendo sempre a de vidro. Muito prática, fácil de lavar, preserva as características do alimento como sabor e cor, não fica com cheiro e preserva o meio ambiente. Mas ela tem alguns inconvenientes. Para quem depende de ônibus ou metrô ela é pesada e quebra com facilidade.

A segunda opção são as de plástico. Mais leves e não quebram. Porém é necessário prestar atenção na hora da compra, o ideal é plástico livre de bisfenol (BPA) e próprio para aquecer. Eu não recomendo aquecer o alimento na marmita de plástico. O ideal é que o alimento seja colocado em um recipiente de vidro antes de ser levado ao micro ondas, assim, evita que a marmita fique manchada e com cheiro.

Para transportar o ideal é uma sacola térmica. Chegando no local de trabalho guarde na geladeira. Para quem não tem geladeira no trabalho, uma opção é usar cubos de gel congelados para conservar a comida até a hora do almoço. Parece óbvio, mas não guarde sua marmita na sacola térmica sem lavar, além da contaminação o cheiro fica insuportável.

Para transportar a salada, uma opção é montar no pote. Neste caso é importante seguir a ordem dos ingredientes:

salada no pote
1° – molho (pouco)
2° – legumes (pepino, cenoura, beterraba)
3° – leguminosas/grãos (feijão fradinho, grão-de-bico, lentilha, ervilha, feijão moyashi, quinoa, cevadinha, arroz 7 grãos, arroz negro, arroz vermelho)
4° – as folhas (sempre por último)

Mas se optar por comer em restaurantes, veja as recomendações:

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-Lave as mãos na entrada do restaurante e use álcool gel (o restaurante deve fornecer);
-Respeite o distanciamento entre as pessoas (mínimo 1,5m);
-Sente à mesa respeitando o distanciamento (1,5m para a direita, esquerda e a sua frente);
-Entre um cliente e outro, verifique se o restaurante limpou e passou álcool na mesa e nas cadeiras;
-Evite falar durante as refeições;
-Não compartilhe talheres e copos;
-Não prove a sobremesa do amigo com seu talher usado (use uma limpa);
-Cubra boca e nariz com cotovelo ou lenço ao tossir ou espirrar (lave as mãos imediatamente);

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Mircea Iancu/Pixabay

-Não falar em frente a comida;
-Usar um guardanapo para pegar os utensílios compartilhados (os utilizados para colocar comida no prato) e temperos (azeite, vinagre, pimenta, sal);
-Se for usar o banheiro, após a higiene das mãos abra a porta com o auxílio de um papel.

Muito importante

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O uso de máscara é obrigatório. Porém ela não nos protege totalmente contra o vírus, apenas da exposição direta pela tosse ou espirro, ficando os olhos sem proteção. A máscara ainda nos faz levar as mãos mais vezes ao rosto, portanto é fundamental manter as mãos limpas e higienizadas.

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=Ao entrar e sair do ônibus, metrô ou trem, a dica é sempre estar com as mãos higienizadas com álcool em gel. Tenha sempre na bolsa um higienizante, que ajuda a deixar as mãos limpas e protegidas, não só contra o novo coronavírus, mas de outros vírus e bactérias.
=Evite o contato das mãos com as superfícies do ônibus ou metrô e lave-as com álcool gel imediatamente após o uso do transporte público.
=O vírus não infecta as pessoas pelas mãos, e sim quando elas são levadas à boca, nariz, olhos, ouvidos por isso elas devem estar sempre limpas.

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Thinkstock

=Use lenços descartáveis, em caso de tosse ou espirro, e descarte-o imediatamente após o uso em lixeira adequada.
=Ao se apoiar nas barras de apoio, tomem cuidado, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro, por isso use álcool gel antes e depois de andar em qualquer transporte público.
=Mantenha distância de pelo menos um metro da outra pessoa.
=A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda também que as pessoas evitem tocar os olhos, a boca ou o nariz, pois são as portas de entrada para o vírus. Assim como cobrir a boca com a parte de dentro do cotovelo ao tossir e espirrar.

Cuidados pessoais

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=Proteja as vias aéreas. O coronavírus é uma infecção que afeta o sistema respiratório.
=Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas.
=Sempre que espirrar ou tossir, cubra o nariz e boca com um lenço de papel descartável, e logo em seguida descarte-o corretamente no lixo, e não esqueça de lavar as mãos.
=Evite contato próximo com pessoas infectadas ou com suspeita da doença.
=Lave as mãos frequentemente com água e sabão por 20 segundos (no mínimo) e use um antisséptico à base de álcool em gel.
=Use lenços descartáveis para higiene nasal.
=Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, garrafas, talheres, cigarro, piteiras (narguilé), batom, chimarrão e tererê (bebida típica do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul).
=Evite locais fechados e aglomerações (mesmo que seja na casa de amigos).

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=Mantenha unhas curtas, cabelos sempre limpos e presos, e para os homens, se possível, sem barba.
=Higienize celular, notebook, fones de ouvidos e outros objetos pessoais. O celular deve ser higienizado três vezes ao dia, no mínimo. Quanto mais é usado, maior o risco de ser um condutor do vírus e, portanto, maior a necessidade da higienização. O fone de ouvido e o notebook devem ser higienizados sempre após o uso. Para os equipamentos. eletrônicos, o indicado é utilizar o álcool isopropílico 70% (não é a versão em gel). O ideal é desligar o celular, tire a capinha e aplique o produto com um pano macio ou algodão. =Limpe também a capinha. Faça o mesmo com o notebook.

Em casa

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=Limpe frequentemente mesas, cadeiras, maçanetas, interruptores, pias e outras superfícies.
=Mantenha ambientes limpos e bem ventilado.
=Limpe e desinfete objetos e superfícies tocados com frequência.
=Use hipoclorito de sódio 12% na limpeza de superfícies, pois nem tudo pode ser limpado com água e sabão. Estudos apontam que o vírus pode ficar retido em superfícies por até 5 dias, e na falta de álcool nos estoques de supermercados e farmácias, o hipoclorito de sódio 12% (água sanitária) é uma boa alternativa. Dilua 200ml de água sanitária para 5 litros de água .
=Evite usar ventilador. Se uma pessoa contaminada tossir ou espirrar na frente dele, ele pode espalhar o vírus.
=Limpe os brinquedos das crianças no mínimo uma vez.

*Em casa os cuidados com higiene e limpeza são fundamentais, especialmente se há, entre os moradores, idosos acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma entre outras.

Ao chegar em casa da rua

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Foto: Nuzree/Pixabay

=É importante eliminar qualquer possibilidade de espalhar o vírus dentro da residência.
=Tire os sapatos do lado de fora da residência.
=Não encoste em nada sem antes lavar bem as mãos e os antebraços, com água e sabão.
=Deixe tudo o que estiver carregando na entrada da casa, como bolsas, mochilas, chaves, carteira.

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Depositphotos

=Tire a roupa, tome um banho e lave o cabelo antes de fazer outras tarefas.
=Não ande pela casa com a roupa que estava na rua.
=Higienize as maçanetas de porta e interruptores que você possa ter tocado antes de lavar as mãos.
=Cuidados com uso da máscara. Não compartilhe com ninguém.
=Se estiver usando a máscara cirúrgica (branca) troque depois de 2h (tenha pelo menos 2 para intercalar) e ela deve ser descartada no lixo e nunca reutilizada.
=Não deixar a máscara pendurada no pescoço ou braço porque, assim, ela está suscetível à sujeira.

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Conger Design/Pixabay

=Sempre que precisar tirar a máscara, coloque em um saquinho individual. As máscaras de pano devem ser lavadas sempre que chegar em casa. Lavar com água, sabão e água sanitária apropriada. Deixar de molho de 20 a 30 minutos, depois esfregar, enxaguar e colocar para secar. Quando estiver seca passar ferro e guardá-la em um saquinho.

Fonte: Adriana Stavrov é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U.

Cinco razões para escrever os seus planos no pós-pandemia

O psicólogo da rede educacional Minds Idiomas, Augusto Jimenez, desvenda o que acontece na mente quanto raciocinamos a nossa volta ao “novo normal”

O Covid-19 estabeleceu alterações nas rotinas de pessoas de todo o mundo. Até o começo de abril, um terço da população mundial estava em quarentena. Isto é: 2,6 bilhões de pessoas isoladas em suas casas. Quando fala-se desta mudança na rotina das pessoas precisamos falar de ansiedade. O ser humano não é programado para mudanças. O nosso cérebro busca segurança e conforto. Quando precisamos mudar: temos ansiedade. É sair do comum. O conceito de normalidade está atrelado ao de segurança, e é por isso que este período de isolamento é considerado atípico.

De acordo com a mestre e doutora da USP (Universidade de São Paulo), Maria Augusta Rhein, o novo normal nada é mais é que uma proposta de um novo padrão que possa garantir a sequência dos seus humanos, ou seja a sobrevivência. “O Kit Covid (máscara, luvas e álcool em gel) no inicio parece estranho, mas a garantia que nos traz de não ficarmos doentes faz com que assimilemos melhor esse padrão de uso”, explica Maria Augusta.

“A mente dos mamíferos demonstra a importância da socialização. É por isso que neste momento temos um crescente no mundo de indivíduos com depressão e um aumento na taxas de suicídio. Na minha rede educacional, como psicólogo, assim que começou o isolamento, coordenamos reuniões semanais com professores, comercial e administração. Essa interação, mesmo por vídeo, fortalece o sentimento de pertencimento e que não estamos encarando isso sozinhos. Deu muito certo, e desde março tivemos apenas uma solicitação de desligamento dos nossos mais de mil profissionais”, explica o psicólogo da Minds English School.

Uma das técnicas recomendadas pelos psicólogos de todo o mundo é a prática do Mindfulness. Que consiste em estar no presente, com foco na ação presente, porém lembrando dos reflexos a longo prazo daquela ação continuada. ” Na rede Minds Idiomas praticamos nas mais de 70 escolas, o Mindfulness, dentro e fora da sala de aula”, evidencia Jimenez, da Minds Idiomas.

Pensando neste cenário, o psicólogo lista cinco razões para você começar hoje mesmo a anotar os seus planos futuros pós pandemia:

1) A ansiedade diminui

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Isso mesmo. A adrenalina tende a diminuir quando nos acalmamos, e essa adrenalina é potencializada na ansiedade. Ao anotar os seus projetos e traçar ações para alcançá-los, mesmo em casa, você consegue ter uma expectativa na mente de término do confinamento.

2) A endorfina é produzida

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Ao anotar e começar a cumprir pequenos passos para conquistar os seus planos na pós pandemia, picos de endorfina começam a ocorrer. Por exemplo, se você deseja emagrecer 10 quilos até o fim da pandemia, e começar a caminhar na esteira em casa e/ou comer melhor em casa terá a sensação de estar fazendo algo em prol do seu objetivo. Isso traz satisfação ao seu cérebro e a endorfina é desencadeada.

3) O seu currículo ficará melhor

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Sempre que criamos listas de objetivos, ao menos uma das metas se trata de um desejo profissional. Se você perdeu o emprego neste período e/ou quer crescer na sua carreira após tudo isso passar, ao iniciar um curso de idiomas e/ou curso profissionalizante, você chega mais próximo do objetivo de trabalho. Na Minds Idiomas, as matrículas cresceram 10% neste período. Isso porque além de apenas 3% da população brasileira ser fluente no inglês, o idioma será o diferencial no momento da contratação, após a pandemia. Além disso, a maioria dos estudantes tem nos reportado que as aulas remotas oferecem a chance de eles conhecerem pessoas de todo o Brasil, com diferentes profissões e anseios. Isso eleva a endorfina: bem estar por estar convivendo, mesmo que por vídeo, com outras pessoas.

4) Melhora a sua capacidade neural e diminui a sensação de solidão

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Como mencionei no inicio deste material: temos necessidade de contato com os outros indivíduos. Nossa capacidade neural evolui ao termos contato com o outro, mesmo que seja por vídeo. Isso envolve todos os mamíferos, incluindo a nós seres humanos. Por isso, ao anotar as suas metas e percorrê-las, você terá que ter contato com outros indivíduos por vídeo. Isso reflete a sensação de pertencimento e a satisfação individual de estar perseguindo os próprios objetivos.

5) Seu convívio em casa será melhor

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Pexels

Ao escrever as suas metas pós-pandemia e começar a percorrer o caminho para alcançá-las, você começará a ter uma rotina mais estabelecida em casa. Por exemplo: metas como fazer um intercâmbio e/ou ter uma nova colocação no mercado de trabalho fará com que você se dedique para um idioma e veja a sua evolução nele. Traz satisfação, você terá o seu tempo preenchido e concomitantemente as suas relações sociais com quem mora com você melhorará. Porque você estará mais estável.

Fonte: Minds Idiomas

Home office: Adria dá dicas para ajudar na organização e ensina receita de lasanha

Com algumas iniciativas, você consegue tornar os dias em casa mais produtivos

Neste período em que várias famílias estão trabalhando de casa, é necessário reorganizar a rotina. Pais e mães estão enfrentando um desafio inédito de dar conta de todas as tarefas profissionais, ao mesmo tempo em que cuidam da casa, dos filhos e do preparo das refeições.

Pensando nisso, Adria listou oito dicas que vão te ajudar nesta reorganização:

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1. Levante no horário de costume, tome o café da manhã com a família e aproveite o tempo extra em que estaria a caminho do escritório para organizar as primeiras tarefas. Tirar o lixo, dar uma geral no banheiro, colocar a roupa suja na máquina de lavar;

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iStock

2. Neste período, planeje o almoço e o jantar. Dê preferência a pratos práticos, nos quais as carnes, por exemplo, possam servir às duas refeições. Digamos que hoje você vai retirar o frango do congelador. Tire uma porção extra, já pensando na refeição da noite. Tempere, prepare a receita e separe uma parte do frango já pronto para desfiar. À noite você pode preparar uma massa com frango e legumes, refeição leve e nutritiva ideal para o jantar;

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Dissolve

3. Divida as tarefas e as responsabilidades com toda a família. Se seus filhos já têm mais de 7 anos, podem arrumar o próprio quarto. O ideal é que façam a limpeza mais pesada da casa juntos, durante o fim de semana para que, de segunda a sexta, só cuidem da manutenção. Assim, você não vai se atrapalhar em suas tarefas profissionais e eles, caso estejam tendo aulas online, vão poder se concentrar. Com crianças menores, é ainda mais importante deixar tudo organizado no fim de semana, para que seja possível trabalhar com atenção e manter o cuidado com os filhos;

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4. Respeite os horários de home office combinados com a sua empresa e crie realmente uma rotina. Separe um canto da casa para trabalhar, como a mesa de jantar, e deixe claro para a família que vocês só devem ser interrompidos em caso realmente necessário. Peça silêncio, para poder fazer calls ou vídeo conferências de forma sempre profissional. Lembre-se que este é um momento em que a empresa precisa muito de seu empenho;

Penne Adria ao Molho de Espinafre com Tomate Seco

5. Neste momento, alimentos práticos e simples de fazer, serão seus maiores aliados. O preparo de massas, por exemplo, não requer mais de 15 minutos. Junte a elas carnes, peixe ou frango, além de legumes frescos ou em conserva;

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Foto: Goodiegodmother

6. Arroz com feijão também não devem faltar na mesa. Mas, como demoram a ficar prontos, uma dica é cozinhar uma grande quantidade no fim de semana e congelar em pequenas porções;

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7. Entre os utensílios de cozinha que serão mais adequados neste momento, vale destacar o forno. Os pratos feitos no forno, como assados, lasanhas e empadões, são muito práticos. Você pode cuidar da montagem pela manhã, naquela primeira hora reservada para a organização do dia. Os assados requerem maior tempo de preparo e você pode colocar no forno enquanto estiver em seu home office. Já as lasanhas podem ser levadas para assar um pouco antes do horário do almoço. A receita que estamos sugerindo precisa de cinco minutos extras no forno e mais cinco antes de ser servida, tempo suficiente para organizar a mesa e preparar uma salada de acompanhamento antes do início da refeição;

familia salmão

8. A última dica é: em seu home office, respeitar o intervalo de almoço combinado com a empresa. Esta uma hora será essencial para você relaxar um pouco, conversar com sua família e voltar ao trabalho com tranquilidade, dedicando-se às tarefas profissionais.

Agora, confira uma receita que fará sucesso em tempos de home office ou não:

Lasanha de cenoura e couve-flor

Lasanha-de-Cenoura-com-Couve-Flor

Ingredientes
1 cebola pequena picada
1 xícara (chá) de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de margarina (100 g)
3 ½ litros de leite
1 couve-flor grande (só os buquês em pedaços pequenos -n700 g)
2 cenouras médias em rodelas
500 g de mussarela ralada
5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 embalagem de Lasanha Adria (500 g)
Sal e noz-moscada ralada a gosto

Modo de Preparo
Doure a cebola e a farinha na margarina. Junte, aos poucos, o leite mexendo sempre até engrossar. Tempere com o sal e a noz-moscada. Reserve. Em uma fôrma retangular grande e alta nº 4 (30cm x 43cm) espalhe o molho no fundo. Cubra com as folhas de Lasanha Adria e com o molho. Espalhe a couve-flor, a cenoura, a mussarela e o queijo parmesão. Cubra com o molho reservado. Faça camadas de lasanha, molho, couve-flor, cenoura, mussarela e queijo parmesão, terminando com lasanha, molho, mussarela e queijo parmesão. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio preaquecido, por cerca de 45 minutos. Retire o papel e deixe por mais 5 minutos para dourar. Retire do forno e aguarde 5 minutos para servir.

Rendimento: 20 porções

Fonte: Adria

Mulheres na Tecnologia: até quando seremos vistas como um peixe fora d’água?*

Augusta Ada King, Mary Kenneth Keller e Katherine Johnson. Reconhece alguns desses nomes? Augusta foi a primeira programadora da história. Mary, a primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação. Já Katherine Johnson foi uma das funcionárias da Nasa que contribuiu para o projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço, em 1962 – a história é contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Estas três mulheres fizeram história no segmento de tecnologia, mas não recebem o mesmo nível de reconhecimento que outros profissionais com feitos tão importantes quanto os delas, mas com uma diferença: são homens.

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Augusta Ada King ou Ada Lovelace

Dados mais recentes mostram a disparidade entre homens e mulheres no setor de TI. Nas empresas do Vale do Silício (EUA), por exemplo, símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Em companhias como Google, Facebook, Twitter e Apple, as mulheres compõem apenas 30% do quadro de colaboradores. Nossa realidade no Brasil também não é nada animadora: aqui, essas profissionais ocupam apenas 25% dos empregos em TI.

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Mary Kenneth Keller/Pinterest

A conta não fecha desde a faculdade. Nas salas de aula, era comum conviver com grupos formados em sua maioria por homens. Mas, no ambiente profissional, sente-se ainda mais a falta de mulheres. Os obstáculos são diversos. Durante reuniões e apresentações, as mulheres têm muito mais dificuldade de serem ouvidas que os homens. Nossas ideias são menos levadas em consideração que as deles. Isso sem falar nos assédios, em sermos reduzidas a nossa aparência ou à maneira como nos portamos. Em cargos de liderança, uma mulher assertiva é considerada mandona. Ainda mais quando se é jovem, o esforço para se provar competente – ou tão competente quanto outro homem da equipe – é ainda maior.

É uma questão histórica. Desde cedo, os homens são mais estimulados a pensar racionalmente, a tomar as decisões, a serem pragmáticos. Quando crescem, eles tendem a optar por áreas mais técnicas, ao contrário das mulheres, que ouvem desde os primeiros anos o quanto são naturalmente acolhedoras, sentimentais e idealistas. Não à toa, ocupamos a maior parte das profissões da área de humanas.

A gente tenta se impor de alguma forma, seja retomando falas, tentando embasar nossos argumentos de um jeito melhor ou até, eventualmente, adotando uma postura mais rígida. Uma hora ou outra, ignoramos. Entendemos que em nem todos os momentos cabe uma discussão. Respiramos fundo e seguimos acreditando e desempenhando nosso trabalho, pois foi para isso que dedicamos tantas horas de estudo.

Além de ser uma questão justa de igualdade de gêneros, uma equipe diversificada, como encontramos na Neotix, traz novos olhares aos projetos que desenvolvemos. Cada um contribui com suas experiências profissionais, mas, muitas vezes, a vivência é importante para observarmos um tema de forma mais ampla. Essa troca de ideias é fundamental em empresas que querem crescer.

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Katherine Johnson

Quanto mais conseguirmos inspirar outras mulheres, mostrar que elas podem ocupar os cargos que quiserem, na área que desejarem, mais cedo teremos um ambiente igualitário nas empresas. Podemos criar programas de incentivo e capacitação, promover palestras de conscientização, aceitar mais mulheres em cargos de liderança e, principalmente, valorizá-las com salários justos. Trabalhar com tecnologia é criar algo do zero pensando em melhorar a vida das pessoas. Para isso, é preciso ser apaixonado por mudanças, gostar de aprender constantemente e estar disposto a tirar ideias do papel. E, acima de tudo, nenhuma dessas características tem a ver com gênero. É hora de deixarmos de ser vistas como um peixe fora d’água!

*Karen Cristina Pereira Lara é desenvolvedora de sistemas na Neotix Transformação Digital. Graduada em sistemas para internet, também possui pós-graduação em análise de dados com BI e Big Data. Sara Cavalcante Bernardino é Product Designer na Neotix Transformação Digital. Graduada em Design Gráfico, está se especializando em Design Digital e Novas Mídias

Livro escancara a relação entre trabalho e sofrimento

Fruto de intenso processo de pesquisa, que ouviu mais de 800 pessoas, obra debate causas e consequências do adoecimento psíquico em decorrência do trabalho

“Eu escondo minha profissão porque o estigma do funcionário público é de vagabundo ou corrupto”; “Cada entrevista [de emprego] que eu vou é a pior entrevista de todos os tempos”; “Eu não discuto mais. Já cheguei ao ponto de parar no hospital por crise de estresse”. Essas foram algumas das falas das mais de 800 pessoas ouvidas pelo estudo que deu origem ao livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História, de autoria dos professores e empresários Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha, com ilustrações de André Dahmer, o criador da tirinha “Malvados”.

Disponível gratuitamente para download em plataforma digital, a obra joga luz sobre a relação entre a atividade profissional e revela que para 78% das pessoas, o trabalho contribui ou já contribuiu para o seu sofrimento. Os resultados corroboram dados da Previdência Social, que aponta que os episódios depressivos são a 10ª causa de concessão de auxílio-doença, com 43,3 mil casos.

Realizada pela 4CO, consultoria especializada em Comunicação e Cultura Organizacional, a pesquisa contou com a orientação teórico-metodológica de Ruy Braga, chefe do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e o maior estudioso das relações de trabalho no Brasil, que também é prefaciador do livro. Revelando como frustrações, angústias e medos que se manifestam no contexto do trabalho acabam por deteriorar a saúde psíquica das pessoas, os resultados da pesquisa são apresentados em cinco achados:

mulher estresse trabalho

1. O trabalho é sempre violência
Neste achado, debate-se as manifestações de violência que o trabalho apresenta às pessoas desde a infância: do trabalho que afasta pais e filhos e mina relacionamentos às cobranças por arrumar um emprego ou abusos pela condição profissional.

2. O mercado não sabe o que quer
O segundo achado explora uma incoerência que internamente, nas organizações, se manifesta de maneira muito semelhante nos processos de promoção, sempre percebidos como fraudulentos ou algo de fachada.

3. O sofrimento vem de cima
Aqui, fala-se sobre chefes que assediam, mas também muito sobre aqueles que simplesmente são omissos, mesmo frente a casos concretos de adoecimento psíquico. O número de denúncias por assédio moral protocoladas no Ministério Público do Trabalho corrobora a fala dos entrevistados. Enquanto estes se consideram os “salvadores da pátria”, suas equipes os enxergam como imaturos e pouco preparados para os cargos de liderança. Mesmo para os trabalhadores que não possuem, hoje, chefe, essa figura aparece discursivamente, em referência a uma experiência passada ou sobre algum parente ou conhecido.

4. Renda importa, acesso a saúde escraviza e o ócio liberta
A maior parte dos entrevistados afirmou concordar com condições degradantes de trabalho para garantir sua renda, em especial, para garantir o benefício do seguro saúde, no caso dos trabalhadores com vínculo empregatício formal. Ao mesmo tempo, pessoas que usufruem de tempo livre (seja pela desocupação ou jornada flexível) possuem outra perspectiva em relação ao trabalho.

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Pixabay

5. O (não) futuro do (não) trabalho
O quinto e último achado da pesquisa trata da ausência de consciência e reflexão acerca do impacto da perda de proteção social e de mudanças na configuração do trabalho tal qual o conhecemos decorrentes da automação e outras tecnologias.

As escutas da pesquisa – realizadas em formato de focus group e de entrevistas individuais – e o questionário que trouxe resultados quantitativos confirmam os achados que a 4CO encontra em campo há mais de 10 anos de atuação: o adoecimento (mental e físico) das pessoas em decorrência do trabalho – em qualquer regime que seja. Salta aos olhos o fato de o sofrimento aparecer com maior intensidade entre os empregados formais (aqueles com registro em carteira) e, como não é privilégio deste tema, ser mais grave entre mulheres negras.

“O recado é claro: o trabalho está adoecendo e matando as pessoas. Mas a interpretação desse cenário, não é simples. Há, claro, toda uma questão social de perda de proteção social e de uma construção discursiva a respeito do empreendedorismo que se casam perfeitamente nesse momento. Mas, aos dirigentes das empresas, fica um alerta: nenhuma organização será capaz de transformar seus negócios, nesse momento de início da quarta revolução industrial, com um time adoecido e que trabalha, apenas, pelo acesso ao benefício do seguro saúde”, afirma Thatiana Cappellano, sócia da 4CO.

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A idealização do empreendedorismo como a tábua de salvação na busca do equilíbrio entre as frentes profissional e pessoal também aparece de forma bastante contundente na publicação.

“O livro é um chamado à sociedade para refletir sobre o que pode ser feito, individual e coletivamente, para transformar tantas histórias de sofrimento. Lançamos o livro como um convite para uma discussão urgente, que interessa a todos”, afirma Bruno Carramenha, sócio da 4CO.

A publicação não possui fins comerciais e estará disponível na íntegra para download clicando aqui.

Sobre a pesquisa que embasa este livro:

Entre junho e julho de 2019 a 4CO aplicou, com apoio do Prof. Dr. Ruy Braga, que é chefe do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde coordena o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), uma pesquisa de campo – com grupos focais, entrevistas individuais e um questionário online – com vistas a entender as relações entre trabalho e sofrimento. Foram ouvidas 80 pessoas na frente qualitativa divididas em 13 categorias segundo classificação de relação de trabalho da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE.

Outras 754 pessoas responderam o questionário da frente quantitativa que faz parte deste estudo. O livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História é o relato da pesquisa proprietária e sem fins comerciais da 4CO, consultoria brasileira especialista em Comunicação e Cultura Organizacional.

Para o embasamento teórico foram adotadas as obras de Michael Burawoy (The Extended Case Method: Four Countries, Four Decades, Four Great Transformations, And One Theoretical Tradition) e de Christophe Dejours (A Loucura do Trabalho – Estudo da Psicopatologia do Trabalho e A Banalização da Injustiça Social).

livro

Trabalho e Sofrimento Psíquico: Histórias que Contam essa História
Autores: Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha
Ilustrações: André Dahmer
Prefácio: Ruy Braga
Editora Haikai
Grátis em plataforma digital

A startup Labora dá match entre empresas e candidatos acima de 50 anos

Objetivo da nova HR tech é não apenas preencher vagas, mas também atuar junto às empresas para a criação de posições para os mais velhos

Em um cenário no qual o número de idosos vai ultrapassar o de jovens nos próximos 20 anos, a Labora é a primeira HR tech (startup de RH) do Brasil que surge com o objetivo de criar vagas de trabalho para o público sênior.

Por trás da iniciativa está o especialista em longevidade Sergio Serapião, reconhecido pela rede de empreendedores sociais Fellow Ashoka, e que há mais de cinco anos lidera o movimento LAB 60+, com o intuito de redefinir a longevidade e diminuir a desigualdade social. “Nós queremos transformar a experiência de vida dos seniores num ativo valioso, sendo que nosso propósito é auxiliar para que usufruam de seu maior patrimônio — seu tempo de vida”, afirma Serapião.

Ao criar oportunidades de trabalho para seniores, a Labora promove a reintegração dessas pessoas à sociedade, produzindo enorme impacto social. Além de proporcionar renda complementar, o trabalho para a pessoa 50+, segundo o CEO da Labora, melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Serapião explica que a Labora nasceu a partir da observação das três principais dores na maturidade, que são a preocupação financeira, o medo de ficar doente e o isolamento social. A startup busca atacar os três problemas de forma integrada.

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A ideia da Labora é inserir o sênior numa situação de trabalho adequada às suas habilidades e, ao mesmo tempo, auxiliar para que este profissional contribua de maneira determinante para o desenvolvimento das organizações e de toda a sociedade.

As empresas que contratam os talentos seniores também ganham. A diversidade geracional rende bons frutos e pode ser um motor e tanto para transformar negócios. “Ao integrar o público mais velho à corporação, os indicadores de resultados melhoram”, comemora Serapião.

De acordo com o empreendedor, o público sênior tem competências particularmente aderentes às áreas de relacionamento com o consumidor em setores como turismo, educação, comunicação, bancos e lojas. “Pessoas maduras tendem a performar melhor quando é necessário criar empatia com o público e promover acolhimento, por exemplo”, diz.

Profissões do futuro

Entre as frentes de atuação da Labora está aumentar as oportunidades de trabalho para 50+ dentro das organizações – as chamadas profissões do futuro para seniores. “Sabemos que as posições disponíveis foram desenhadas para pessoas com até 40 anos”, conta ele. “O que fazemos é desenvolver posições de trabalho condizentes com as competências e limitações de pessoas acima de 50, 60 ou 70 anos, que podem, de forma inovadora, responder aos desafios e às dores da empresa.”

Valores alinhados

mulher madura trabalho celular

Antes de ser introduzido no mercado de trabalho, o sênior passa por um programa de certificação, que valoriza habilidades e competências construídas por toda sua vida. “Na verdade, os idosos já possuem essas soft skills; a Labora apenas coloca luz a cada uma delas”, explica Serapião.

O passo seguinte é conectar os seniores – já então certificados — com as empresas, mas sempre com o cuidado de “dar matching” de acordo com propósito dos profissionais. “Na idade madura, mais do que fazer algo que sabe, o desejo do sênior é trabalhar com uma causa que ele ama”, explica.

Jornadas de trabalho adaptáveis

Horários flexíveis são ponto de honra na Labora. “Seniores não querem ficar no quadradinho de uma função. Desejam ter jornadas de trabalho flexíveis. Por isso, o sistema Labora permite que escolham o dia e o horário da semana em que querem trabalhar, a cada quinzena”, conta Serapião.

Processo completo

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Stocksy United

As performances dos seniores nas empresas são monitoradas diária e mensalmente, assim como os reflexos do trabalho na saúde deles. O app Labora verifica como a volta ao trabalho impacta os relacionamentos e, ainda, os aspectos psicológicos e sociais do indivíduo. “Se o trabalho não for um fator de fortalecimento da saúde e do bem estar do sênior, não recomendamos”, diz Serapião.

E os resultados consolidados auxiliam a empresa a solucionar seus desafios. “Os seniores registram cada atendimento no app e a empresa passa a compreender melhor seu público, especialmente no que diz respeito ao cliente 50+, que frequentemente é atendido por outro sênior”, complementa o empreendedor.

Informações: Labora

Contratar consultoria de universidades, por meio de uma fundação, pode ser mais vantajoso

Unifesp possui uma gama enorme de áreas de atuação

O início de um novo ano pode ser uma excelente época para contratar os serviços de uma consultoria. Seja para crescer, para investir, para organizar a empresa ou mesmo para sobreviver ou se manter competitivo e relevante no mercado. Especialmente em uma época de crise econômica como a atual.

FreeGreatPicture jovens estudantes

Na maioria das vezes, quando se pensa em consultoria, vem à mente o nome de alguma companhia. Mas existem outras opções, como contratar os serviços de uma universidade. Alguns diferenciais dessa escolha são: a expertise dos profissionais, a inovação que o ambiente universitário proporciona, a contribuição na área de recursos humanos e, por último e não menos importante, a troca de conhecimento entre empresa, professores e alunos.

“Inovação e tecnologia são pilares importantes das empresas modernas, fazendo-as competitivas, sustentáveis e lucrativas. Porém, é preciso lembrar que a universidade é um espaço repleto de conhecimento científico e tecnológico. Os avanços e aprimoramentos mais atuais, antes de chegarem às empresas, são desenvolvidos, testados e absorvidos pela universidade”, afirma o professor Luiz Jurandir Simões de Araújo, Diretor Administrativo da FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo).

Ele, que também é coordenador do Paies (Projetos Acadêmicos de Impacto Econômico e Social) da Fundação, lembra que a Unifesp tem uma gama enorme de áreas de atuação, como atuária, medicina, enfermagem, contabilidade, administração, finanças, economia, pedagogia, geografia e sustentabilidade, entre outras.

“Contratar universidades, intermediadas por fundações adequadamente estruturadas, como é o caso da FapUnifesp, é um caminho natural e fundamental para o desenvolvimento das corporações”, enfatiza.

Para Luiz Jurandir, por envolver alunos e professores, além das enormes vantagens conceituais, contratar uma universidade traz vantagens econômicas para as empresas, sem contar o fato de colaborar na formação dos alunos que poderão aplicar os conhecimentos teóricos a problemas práticos.

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“Ou seja, todos saem ganhando, direta e indiretamente. E, em particular, a sociedade que terá capital humano mais qualificado e soluções práticas para problemas amargos e desgastantes de um país continental como o Brasil, com 8,5 milhões de Km² e 210 milhões de habitantes”, afirma, completando: “A história brasileira acumulou um número exagerado de problemas, mas o mundo moderno criou muitas tecnologias para solucioná-los. Criar soluções usando a força do capital humano da universidade é o foco do Paies”.

Para contratar os serviços ou obter informações – FapUnifesp – Tel.: 11 3369-4001 ou pelo site

Sobre a FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular.
O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi.

Também é objetivo da FapUnifesp ser uma fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

 

Quatro atitudes simples para garantir um ano zen no trabalho

O novo ano chegou, as férias de muitos acabaram e você ainda está procurando as resoluções que vão fazer diferença na sua produtividade e bem-estar no trabalho, essas que vão te permitir alcançar os seus objetivos, sem que sejam impossíveis de segurar passado o mês de janeiro?

Pois bem, essas pequenas mudanças que conseguimos manter em longo prazo são as que vão trazer os resultados duradouros. Se tratam de pequenos hábitos que ajudam a gerenciar de forma inteligente e saudável o seu estresse, de forma a alavancar a sua produtividade e aumentar o seu bem-estar.

Pensando nisso, Armele Champetier, diretora da Yogist Brasil , empresa que desenvolveu um método exclusivo de yoga corporativo, listou 4 dicas para garantir um ano zen no trabalho.

1. Descubra e redescubra o poder da pausa

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No nosso cotidiano moderno, acreditamos que devemos otimizar cada minuto que passamos no trabalho. Tomar um café, ter uma conversa não orientada em trabalho com um colega, sair mais cedo para fazer exercício são desperdícios, tempo de trabalho jogado fora. Entretanto, o que sabemos do funcionamento do nosso cérebro, os estudos experimentais demonstram o contrário: já nos anos 1950, o pesquisador do sono Nathaniel Kleitman definiu o ritmo ultradiano do cérebro humano, correspondendo a ciclos de 90 minutos de atividade e 20 minutos de descanso do cérebro. Várias pesquisas estenderam esse conceito de ciclo de 90/20 minutos às questões de foco e esforço cerebral. Esses ciclos podem variar de estudo para estudo, alguns recomendam a técnica do pomodoro que consiste em 25 minutos de concentração e 5 minutos de pausa, outros sugerem um ritmo de 52 minutos de trabalho seguido de 17 minutos de descanso. Mas todos concordam em um ponto: não é nada produtivo tentar trabalhar 8 horas em seguida. Conceda-se, ou melhor, impõe-se pausas curtas, planejadas, ao longo da sua jornada de trabalho. São pausas de verdade, saindo do celular e se abrindo para o mundo externo que vão ser as mais eficientes.

2.Menos sedentarismo, mais produtividade e criatividade

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Segundo a neurociência, o nosso cérebro tem dois modos de pensar: o modo focado e o modo difuso. O modo focado é o modo de concentração direcionada, quando por exemplo o estudante se prepara para uma prova, repetindo e memorizando os conceitos da matéria. O modo difuso, como diz o nome, já é muito mais disperso, mas não menos importante. São as fases onde o nosso cérebro cria vínculos entre diferentes conceitos, de forma mais ou menos aleatória, gerando novas ideias e fomentando a criatividade. No fim das contas, esse modo é o que traz o maior valor agregado na nossa atividade profissional. Ele acontece quando não estamos pensando em nada e que o cérebro tem toda a liberdade de vaguear. Não é à toa que aparecem os melhores insights debaixo do chuveiro. Uma outra forma muito eficiente de incentivar esse tipo de ideias novas é a caminhada: desça um ponto antes do seu trabalho, ou estacione mais longe do seu trabalho, esses momentos são muito preciosos para a inovação, não deixe de provocá-los.

3.Use e abuse do poder da respiração

respiração

Já fez o teste de ver o que acontece quando você para, e respira de forma consciente e profunda durante 15 respirações (ou seja, uma pausa de aproximadamente 1 minuto)? Se não, faça o teste agora e perceba os efeitos. Se o seu objetivo é saber lidar melhor com o seu estresse, que seja na hora de se concentrar numa tarefa específica, ou em alguma reunião importante, ou até na hora de dormir, a respiração é a sua melhor aliada: sempre acessível e discreta, a respiração profunda, de olhos fechados se possível, focando no movimento abdominal, ajuda a aliviar os efeitos fisiológicos do estresse, redução do ritmo cardíaco, da tensão arterial, da temperatura no corpo e no rosto, a aumento da sensação de bem-estar de clareza da mente. Tem efeitos positivos imediato, aumenta o poder de concentração e o bem-estar, e no longo prazo, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

4.Reorganize as suas prioridades

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Você não precisa se tornar uma pessoa “organizada” para poder usufruir de alguns princípios de otimização do tempo. Ao serviço da sua produtividade: use apenas os dez primeiros minutos do seu dia de trabalho para organizar as suas prioridades, e ter certeza que você está investindo o seu tempo onde precisa, saiba dizer não, pedir uma extensão de prazo, se isolar em um lugar onde não há interrupções indesejadas, e diferenciar o urgente do importante. Pode parecer uma orientação óbvia, mas na prática, não é nada simples. Quando chegamos ao trabalho é muito difícil resistir à tentação e apelos para “apagar incêndios”. Para facilitar a implementação desse novo hábito, marque esses 10 minutos na sua agenda, e considere esse momento consigo como a sua reunião mais importante do seu dia.

Fonte: Yogist Brasil

Confira 6 dicas para transformar as resoluções de ano novo em realidade

Está aberta a temporada para listar as resoluções de ano novo. Você já se programou para 2020? O que pretende fazer, melhorar e experimentar? De acordo com pesquisa divulgada pela revista Inc., cerca de 60% das pessoas estabelecem metas para o próximo ano, no entanto, apenas 8% conseguem alcançá-las.

A maior dificuldade está em arregaçar as mangas e persistir nos objetivos. Pensando nisso, o coach e facilitador dos Seminários Insight, Jacques Giraud, deu dicas valiosas para um ano repleto de realizações durante o workshop “Crie 2020: Decisões essenciais para um ano novo de verdade”, ocorrido no dia 3 de dezembro.

Após uma volta completa ao redor do sol, o sentimento é de renovação e início de um novo ciclo e, por isso, muitos objetivos são traçados. Contudo não basta apenas planejar, é preciso criar um plano de ação com data limite de execução. “Coloque uma meta com tempo definido e se programe para alcançá-la no prazo. Se houver foco e comprometimento pessoal ela será atingida, mas se por acaso você não conseguir, é porque procrastinou”, comentou Giraud.

A procrastinação é o grande empecilho para o cumprimento das resoluções, felizmente é um comportamento que pode ser mudado. E a chave para haver transformação é trabalhar a resiliência, isto é, a arte de transformar crises em oportunidades. O coach descreve o termo como “a qualidade de quem salta outra vez e continua como estava”, ou seja, há que ‘saltar’ até alcançar o objetivo almejado e jamais desistir.

Ação

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Uma coisa é certa: não é possível haver mudança quando se vive na inércia. Por isso, a palavra-chave para conquistar novas metas é ‘agir’. O facilitador dos Seminários Insight explicou que, muitas vezes, a solução é se mover fisicamente ou tentar algo completamente fora da rotina para que o corpo sinta a nova energia chegando. “É preciso reagir às mudanças com entusiasmo”, completou.

Assim como no corpo, a transformação precisa ser sentida na mente também e, para estimular o comprometimento com as resoluções de ano novo, Giraud sugere a adoção de pensamentos alinhados ao resultado que se pretende alcançar. É preciso, portanto, assumir a responsabilidade da própria consciência e deixar o apego pelo passado no intuito de criar uma nova realidade.

Planejando as resoluções

Comprar um carro novo, trocar de emprego e conhecer alguém especial são algumas metas comumente estabelecidas e que possuem um ponto em comum: todas dependem de fatores externos – dinheiro, abertura de vagas e reciprocidade. Não obstante, são justamente aquelas resoluções que são pouco passíveis de serem realizadas. Isso ocorre porque são desejos que fogem da intenção única de quem quer.

Para estabelecer um propósito, o coach aconselhou: “você tem que criar uma meta que tenha a ver com a sua própria experiência de vida”. Dessa forma, melhor que listar vários objetivos para cumprir em 2020, é começar o ano determinando três resoluções que estejam relacionadas a você mesmo e, à medida que forem cumpridas, pensar em novas.

A motivação diária é fundamental para manter o foco nas metas e alcançá-las na medida do possível, o que permite a abertura para novos propósitos. Esse é o segredo para um ano novo exitoso.

Confira aqui 6 dicas para manter o foco no que você quer alcançar:

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1- Criar metas específicas e bem delimitadas;

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2 – Determinar um prazo fixo para cumprir as intenções;

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3 – Programar a mente para agir como se já tivesse alcançado o objetivo;

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4 – Incluir na rotina tarefas relacionadas às metas prioritárias para manter a motivação;

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5 – Observar o caminho trilhado por quem já chegou onde se deseja chegar;

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6 – Tirar pelo menos um dia a cada mês ou bimestre para avaliar o andamento das resoluções.

Sobre Jacques Giraud e os Seminários Insight

Engenheiro por formação, o venezuelano Jacques Giraud conheceu os Seminários Insight quando tinha 17 anos por intermédio de um colega de escola. “As mudanças que senti em minha vida foram significativas: pude entender o que dentro de mim precisava de foco. Também aprendi a fortalecer minhas qualidades e habilidades para manter um nível de compromisso alto, além de adquirir sabedoria para escolher os comportamentos que são coerentes com a minha essência”, explicou.

Criada em 1978, na Califórnia, a metodologia Insight já é difundida em mais de 20 países e tem como objetivo apoiar o participante a direcionar o olhar para dentro de si a fim de explorar suas capacidades, valores, atitudes e qualidades. Trata-se de um espaço para desenvolver o autoconhecimento, o comprometimento pessoal e criar a melhor versão de si, ao elevar o nível de consciência individual.

A série de Seminários é dividida em quatro módulos que promovem o despertar do valor, poder e responsabilidade pessoal de cada um. “O Insight basicamente me deu as ferramentas para empoderar minhas qualidades. Foi um processo de autoconhecimento que me apoiou a trabalhar e fortalecer a melhor versão de mim”, finalizou o facilitador.

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No Brasil, ocorrem seminários nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Informações: Seminários Insight

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

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O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros