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Desvendando a cirurgia para tumor cerebral: é arriscada? Deixa sequelas?

Maioria dos tumores cerebrais merecem ser operados e estudos demonstram raríssimas sequelas quando a cirurgia foi extremamente segura e bem planejada

A descoberta de um tumor em qualquer parte do corpo, especialmente no cérebro, costuma ser acompanhada de muito medo e apreensão, pois, afinal, é esse órgão que comanda nosso corpo. Nesse contexto de insegurança, muitos pacientes geralmente questionam se vale mesmo a pena operar e se a cirurgia pode deixar sequelas.

“De uma forma geral, praticamente todos as lesões que aparecem no cérebro e que nos levem a suspeitar de tumor merecem ser operadas; temos como exceções algumas lesões que são muito arriscadas para serem operadas, alguns tumores muito benignos e pequenos que podem ser apenas observados, e raros tumores mais comuns em crianças que soltam marcadores no sangue e na água que banha o cérebro (líquor) que podem ser imediatamente tratados, pois a cirurgia não gera benefício. As cirurgias costumam ser tranquilas, e existem várias formas de evitarmos que a cirurgia deixe sequelas, assim podemos tranquilizar bastante os pacientes que vão precisar enfrentar o centro cirúrgico”, explica o médico neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola).

Segundo o especialista, no momento não há como falar em prevenção de tumor cerebral para a população em geral. “Mas podemos afirmar que para pacientes que possuem herança genética com risco de gerar tumores, existem formas de prevenir câncer e outros tumores benignos”, diz o médico. Quando o tumor é identificado, a cirurgia é a melhor opção.

“Fica muito mais fácil tratar o cérebro que está com pouquíssimas células tumorais, do que tratar um punhado de células anormais tumorais que podem inflamar e gerar sintomas no paciente, além de ficar mais fácil sobrar alguma célula resistente a quimioterapia e a radioterapia. Ou seja, se possível vamos tirar o máximo de tumor sem deixar qualquer sequela, a partir daí vamos poder analisar qual tumor se trata, para escolher o melhor tratamento para hoje e para o futuro”, diz o médico.

O neuro-oncologista enfatiza que geralmente a cirurgia exige muita técnica do médico. “O neurocirurgião faz um pequeno corte e chega no cérebro com muita cautela, entrando e sempre afastando gentilmente as estruturas nobres. Geralmente o tumor vai sendo removido com materiais cirúrgicos pequenos, aspirando muitas vezes, e com ajuda de microscópio, além da ajuda de outros médicos, que ficam observando de diversas formas se o paciente apresenta qualquer risco de sequela ou se o cirurgião está próximo de alguma parte nobre, como a área da fala e da visão.

Costumam ser cirurgias não muito longas, com uma recuperação rápida que costuma levar um dia na UTI (geralmente mera precaução, zelo) e um a dois dias no quarto antes da alta. Às vezes, pela inflamação que a cirurgia gera, alguma dificuldade neurológica momentânea pode ficar aparente após a cirurgia, mas quase todas elas somem após alguns dias”, diz o médico.

Com relação às sequelas, ao decidir operar, os médicos nunca têm como objetivo deixar sequelas. “A maioria dos estudos demonstra raríssimas sequelas quando a cirurgia foi extremamente segura e bem planejada, e realizada por profissional bem treinado e com conhecimento em neuro-oncologia cirúrgica. Quando um neurocirurgião entra em campo para operar um paciente é para retirar o máximo de tumor possível sem deixar danos”, destaca. No entanto, sintomas neurológicos no pós-operatório podem ser comuns, e dependem muito do tamanho do tumor e aonde ele está, mas devem ser transitórios, segundo o Dr. Gabriel Batistella.

“O cérebro não gosta que alguém toque nele, mexa e o movimente, além do fato de que a remoção do tumor pode gerar uma inflamação por algum tempo, afetando zonas totalmente saudáveis do órgão. Na recuperação após a cirurgia, muita coisa acontece, o ar que entra some, sangue é limpado pelo próprio corpo do paciente, o cérebro ‘se ajeita’ novamente, e a inflamação reduz, fazendo com que os sintomas sumam. Pacientes que apresentam sequelas fixas são pacientes que já tinham áreas do cérebro infiltradas pelo tumor, e mesmo que o cirurgião não retirasse, ainda assim teriam um déficit decorrente disso”, explica o neuro-oncologista.

O acompanhamento após o procedimento é fundamental. Além de o paciente ficar um tempo no hospital, curto, para observação e segurança, ele deve voltar no consultório do cirurgião cerca de 10 dias após a cirurgia, para retirar os pontos.

“O paciente que retira um tumor deve ter um neuro-oncologista clínico ou um oncologista para dar seguimento no tratamento, geralmente a consulta já aconteceu antes da cirurgia, ou este médico ‘entra em campo’ no pós-operatório, de preferência na mesma semana. A maioria dos pacientes vai precisar esperar cerca de 4 a 8 semanas após a cirurgia para fazer uma radioterapia ou quimioterapia, então neste tempo aproveitamos para conhecer o paciente, explicar tudo, examinar o tumor, buscar estratégias, reabilitar quem precisa ser reabilitado e fazer o máximo com esse tempo para permitir que o paciente comece o tratamento com muita força e garra”, explica o médico.

Ilustração: Kateryna Kon/Shutterstock

Após a cirurgia, explica o médico, o paciente deve realizar, obrigatoriamente, uma ressonância magnética ou, caso indisponível, uma tomografia de crânio com contraste até 48h após a cirurgia (mas de preferência imediatamente após a cirurgia). “Este exame serve para mostrar o quanto de tumor saiu. Em seguida, o paciente possivelmente vai fazer outra ressonância ou tomografia para planejar a radioterapia, seguido de outra ressonância cerca de duas a três semanas após terminar a radioterapia. Quando os ciclos de quimioterapia começam, temos o hábito de fazer ressonância a cada dois ou três ciclos, com o objetivo de garantir que o tratamento está fazendo efeito, e para identificar necessidades de mudar o tratamento o quanto antes, caso necessário. Costumamos dizer que o paciente precisa seguir religiosamente o cronograma oncológico, pois isto é o que garante a segurança e melhor resultado no tratamento”, finaliza o neuro-oncologista.

Fonte: Gabriel Novaes de Rezende Batistella é médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO).

Dor mista afeta 6 em cada 10 pessoas que apresentam algum tipo de dor no corpo

Dor é uma queixa presente em 70% das consultas médicas, sendo a dor mista o tipo mais comum

Ontem, 17 de outubro, foi comemorado o Dia Mundial Contra a Dor, a data tem o objetivo de conscientizar sobre a importância de aliviar qualquer tipo de dor para melhorar a qualidade de vida das pessoas que a sentem. A Associação Internacional para o Estudo da Dor (cuja sigla em inglês é IASP), define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável, com potencial para causar danos reais ao tecido. Essa é uma das queixas mais comuns nas consultas médicas e estima-se que esteja presente em 70% delas.

Podem ser classificadas em diferentes tipos, como a dor nociceptiva ou muscular – quando envolve os receptores de dor – chamados de nociceptores – localizados principalmente nos tecidos moles e nas articulações. Podem ser causadas por uma lesão traumática como um golpe ou uma torção. Outro tipo é a neuropática, que surge a partir do sistema nervoso central como, por exemplo, dor de um membro fantasma ou no sistema nervoso periférico, como a neuropatia.

Existe também a chamada dor mista, que atinge 6 em cada 10 pessoas que apresentam algum tipo de dor no corpo. Esse tipo afeta as fibras musculares e nervosas ao mesmo tempo e no mesmo local e pode ser acompanhada de sintomas como ardor, formigamento, pontadas e dormência, além de apresentar distúrbios no sono, ansiedade, depressão, queimação, sensação de frio, choque elétrico e sensação de pontadas.

É importante buscar o diagnóstico correto e um tratamento adequado para qualquer tipo de desconforto, no entanto, vale ressaltar que ainda não existem protocolos ou exames diagnósticos para identificar a dor mista, o que se tornou um desafio para os médicos. Atualmente o diagnóstico desse tipo de dor se dá por meio da revisão do histórico clínico do paciente, além de um exame físico completo, realizado por um médico.

Embora se saiba que não existe uma pergunta mágica para identificar a dor mista, Rainer Freynhagen, juntamente com outros autores, propôs no artigo “Quando considerar a dor mista?”, alguns questionamentos que podem fazer a diferença e que podem servir como uma estrutura básica para ajudar a identificar o tipo predominante de dor:

=Onde exatamente é sentida a dor?
=Com que palavras ela pode ser descrita?
=Há quanto tempo ela é sentida?
=Em uma escala de 0 a 10, qual é a intensidade da dor em repouso e durante o movimento?
=A dor é constante? Aumenta durante o repouso ou movimento?
=Está relacionada a uma causa identificável? Como começou e como evoluiu?
=Foi tratada com alguma coisa?
=Causa sofrimento psicológico?
=Além da dor, existem outros sintomas ou alterações que causam preocupação?

O tratamento da dor mista geralmente depende do histórico médico do paciente e da intensidade, mas uma das opções para tratá-la farmacologicamente é a combinação de diclofenaco, que ajuda a reduzir a dor e a inflamação e vitaminas B (B1, B6 e B12), que atuam nas fibras nervosas. Essa combinação age na origem do problema e proporciona alívio também no caso de dor mista.

É sempre recomendável que um especialista em saúde avalie o seu caso. Consulte um médico.

Fonte: P&G Health, divisão de saúde da P&G

Dermatologista dá dicas de como lidar com os poros

A dermatologista Luciana Garbelini explica como lidar melhor com esta estrutura da pele que muitos buscam esconder a qualquer custo

Ter uma pele perfeita e, principalmente, sem poros só é possível ao usar um dos diversos filtros das redes sociais. E é só olhar um pouco mais de perto que qualquer pele normal – e saudável – vai apresentar poros. E que bom que estão lá.

“Os poros são estruturas que compõem a pele porque apresentam uma função. A busca por minimizá-los ou ‘extingui-los’ a qualquer custo não é saudável não só para a derme, mas para saúde como um todo”, diz a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica que leva seu nome em São Paulo.

Os poros são aberturas naturais da pele. Têm relação com os pelos e por meio deles a derme expele diversas secreções, como oleosidade e suor. “Apesar de em um primeiro momento pensarmos nessa estrutura por um viés estético, os poros desempenham diversas funções fisiológicas” afirma a dermatologista.

Poros não são inimigos

Entre as funcionalidades desta estrutura uma das principais é a regulação de temperatura e hidratação natural da pele, criando um ambiente adequado para a microbiota cutânea existente em diferentes regiões do corpo. “Assim, toda pele saudável deve e precisa apresentar poros, podendo estar mais ou menos dilatados” diz a médica. “O correto é tratá-los para que se mantenham em boas condições e desempenhem suas funções adequadamente, e como consequência o aspecto estético consegue ser alcançado”, explica Luciana.

Uma das principais reclamações relacionadas aos poros é por conta do aspecto dilatado. E se tratando de tamanho, a produção de óleo pela pele interfere diretamente nessa questão. “Regiões com oleosidade em excesso apresentam tendência a terem poros mais evidentes. Além disso, o envelhecimento – e consequentemente a flacidez – também evidenciam essas estruturas”. A especialista explica ainda que nesse caso há uma alteração estrutural da pele em diversos níveis, o que atinge e reflete em todas as camadas da pele. “Assim, os poros também acabam ficando mais frouxos e, portanto, mais perceptíveis ou dilatados,” diz.

Como disfarçar sem deixar de cuidar

No caso de poros dilatados, a etapa da higienização é fundamental. Como essa abertura em excesso pode ter como primeira causa o aumento da produção de oleosidade pela pele, manter a derme limpa – sem exagero – faz com que essa estrutura não fique sobrecarregada ou desregulada. “E diferentemente do que muitos acreditam, a hidratação também ajuda no tratamento dos poros dilatados. Isso faz com que a pele entenda que não precisa produzir óleo em excesso para repor o que foi retirado durante o passo da limpeza.”

A temperatura é mais um fator de influência no aspecto dos poros. “As estações acabam influenciando em uma maior dilatação ou não dos poros, assim esse problema pode ser evidenciado durante o verão, por exemplo”. Porém, se a questão tiver relação com a época do ano, com adaptações na rotina e nos produtos de skincare – levando em conta essa variante – se torna mais fácil resolver o problema.

Outro passo do skincare que ajuda com os poros dilatados é a esfoliação. “A esfoliação além de contribuir com a limpeza, consegue remover os resíduos que estão mais presos à pele. A prática promove a renovação celular, e assim a pele mais ‘jovem’ que está embaixo da camada solta de células mortas apresenta mais tônus e poros menos dilatados.”

Os peeling e lasers também são ferramentas interessantes na busca por um tratamento mais imediato ou intenso. “O uso de certos ácidos dentro do skincare também pode trazer em associado esse objetivo de diminuir a oleosidade da pele, e ajudam na retração dos poros. Além disso, os bioestimuladores de colágeno injetáveis ao estimularem a produção de colágeno e uma melhora estrutural da pele, também acabam auxiliando com o aspecto dos poros como mais um dos benefícios da sua aplicação.”

Assim, a dilatação em excesso dos poros faz com que resíduos e bactérias se acumulem nesses locais, se tornando um ambiente propício para o desenvolvimento de cravos. E quando isso acontece com inflamação, ocorre a formação da acne. “O importante é lembrar que disfarçar os poros pode ser o objetivo, mas que uma pele sem eles não é algo real. Além disso, almejar uma pele perfeita deve estar muito mais associado com a busca por uma pele saudável do que conquistar uma derme sem manchas, rugas ou poros,” conclui a dermatologista.

Fonte: Luciana Garbelini é dermatologista pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro, Pós-graduada em cosmiatria e estética no Instituto Superior de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia=

Médica dá dicas de cuidados para a pele durante a menopausa

Como o envelhecimento é inerente a tudo que existe, a menopausa é um marco e faz parte do ciclo natural na vida da mulher. A sensação de que nada mais será como antes, assim como foi na primeira menstruação, será também na última, encerrando um ciclo. Da mesma forma, como também é único o período reprodutivo, em que a mulher passa por uma gravidez. A mulher é feita de fases, e cada uma está relacionada ao sistema hormonal.

Antes da menopausa, a mulher passa por um período chamado de climatério, que nada mais é do que a transição da fase reprodutiva para a pós-menopausa. Seu início ocorre, aproximadamente entre os 40 e 50 anos e termina com a última menstruação, dando início ao novo ciclo: a menopausa.

Precisamos entender que é na fase do climatério que os hormônios femininos começam a diminuir. Além disso, a menopausa tem uma grande influência psicológica sobre a mulher. É todo um conjunto de fatores, relacionados com o envelhecimento, não apenas cronológico, mas também o fotoenvelhecimento da pele, causado por fatores ambientais; exposição solar excessiva, sedentarismo, má alimentação, tabagismo, má qualidade do sono, além das deficiências hormonais, ou seja, é um outro tipo de envelhecimento, e que em sua maioria, acontece por falta de cuidados com a pele e com a saúde como um todo. E considerando isso, as alterações são ainda mais significativas associadas ao declínio hormonal.

Luciana Toral, médica especialista em Medicina Estética Avançada, também Idealizadora do Curso de Imersão “Hands On”, no qual ela ensina, na prática, técnicas de aperfeiçoamento em botox, preenchimento, fios de PDO e bioestimuladores, explica: “O principal hormônio que na menopausa tem uma queda significativa é o estrógeno, que é responsável pela estruturação da pele, aumentando a espessura e a vascularização, além de ajudar no colágeno, que faz esse suporte estrutural e funcional. Então, quando o estrógeno diminui por conta da menopausa, há também uma redução importante das fibras de elastina e colágeno, responsáveis pela sustentação da pele e uma diminuição da vascularização sanguínea levando uma redução da capacidade de retenção de água e é por isso que a pele fica mais seca. Além de diminuir a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, deixando a pele mais fragilizada”.

Com todos esses fatores causados pela diminuição do estrógeno, a pele fica atrófica e com a perda do tônus e da elasticidade, também fica mais fina, seca, flácida, com rugas e mais frágil, inclusive pode ocorrer uma dificuldade até na cicatrização de feridas.

“E ao diminuir o estrógeno, acaba ocorrendo uma preponderância de hormônios andrógenos que pode resultar no aparecimento de pelos mais grossos, inclusive no queixo e na face lateral do rosto feminino”, afirma a médica.

Prevenção

A partir dos 30 anos, as fibras de colágeno caem 1% ao ano, na menopausa caem 2% ao ano. Isso significa que nos anos pós-menopausa, a mulher passa a perder o dobro, além daquilo que já vinha perdendo desde os 30 anos. Por isso, somado aos cuidados básicos, envolvendo boa alimentação, sono saudável e atividades físicas, é necessário um skincare bem feito, uma rotina de dermocosméticos e o indispensável protetor solar, principalmente no verão e na fase pós-menopausa.

Procedimentos

Segundo Luciana, os procedimentos estéticos mais indicados são a toxina botulínica; para melhorar as linhas de expressão, o preenchimento, para reter os impactos do envelhecimento, e principalmente os bioestimuladores de colágeno injetáveis, principalmente em rosto, pescoço e mãos, que são os locais onde aparecem mais os sinais da velhice. “Os três procedimentos são importantes na menopausa, principalmente os bioestimuladores de colágeno, que costumo, indicar para pacientes mais jovens, também, a fim de que, assim, elas consigam criar uma reserva de colágeno lá na frente, na pós-menopausa, com grandes privilégios para a pele”, finaliza Luciana.

Fonte: Luciana Toral é médica especialista em Medicina Estética Avançada, possui diversos títulos dentro da medicina estética, também ministra cursos. É proprietária da LT Medicina & Estética Avançada na cidade de Ibaiti/PR e idealizadora do Curso Imersão Hands On, no qual ensina profissionais a aperfeiçoarem técnicas de preenchimento, botox, fios de PDO e bioestimuladores.

Talika traz ao Brasil Lipocils Máscara, produto que ressignifica o conceito de máscara para cílios

Mais do que uma maquiagem, o cosmético é um item de tratamento, que proporciona um crescimento natural aos cílios, após dois meses de uso

Uma máscara que dá volume, comprimento, curvatura, realça a pigmentação natural e ainda trata os cílios. Essa é a proposta do novo Lipocils Máscara, de Talika, uma verdadeira revolução que une a maquiagem ao tratamento e crescimento dos cílios. Isso porque, além de embelezar o olhar com uma aparência exuberante e bem definida dos fios, o produto é formulado com o seu lendário sérum para os cílios ― que aumenta e acelera seu crescimento em aproximadamente 29%, após dois meses de uso.

A maquiagem, disponível na cor preta, é de longa duração e, mesmo sendo à prova d’água, é fácil de ser removida. Os ingredientes ativos e tecnológicos presentes no cosmético são responsáveis pelo tratamento da região, deixando os cílios naturalmente mais longos, mais grossos e mais fortes.

Os ingredientes ativos do produto trazem vários benefícios:
• Lendário Complexo Botânico: hamamelis, maçã, urtiga, castanha e erva-de-são-joão, para o crescimento ― cílios mais longos, mais brilhantes e mais fortes;
• Tripeptídeo: com efeito antienvelhecimento, reforça a raiz dos cílios e retarda sua queda;
• Peptídeos de amaranto: penetram na fibra dos cílios deixando-os mais espessos e brilhantes;
• Provitamina B5: hidrata e estimula a renovação celular dos fios;
• Coleus forskohlii: aumenta a produção de melanina para fios naturalmente mais escuros.

Com Lipocils Máscara seu tratamento para crescimento dos cílios fica ainda mais fácil, pois você trata os cílios enquanto se maquia: basta aplicá-lo pela manhã antes de sair e, à noite, aplicar seu Lipocils ou Lipocils Expert de rotina, para obter os melhores resultados.

Outro ponto que merece destaque é o pincel aplicador, feito em silicone ― o que torna o acessório mais higiênico ― e com a extremidade inclinada, que proporciona um efeito extra de flexibilidade e cílios mais extensos, além de facilitar o alcance e cobertura dos fios menores.

Lipocils Máscara – Preço sugerido: R$ 329,00

Onde encontrar: Drogaria Iguatemi

Atrofia vaginal: 45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com a doença

Sintomas são pouco discutidos e a condição ainda é subdiagnosticada;Desconforto afeta a autoestima e impacta a qualidade de vida

Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista, Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico. “Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento, e isso não é verdade. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista.

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Tratamento

No Brasil existem diversos tratamentos disponíveis para esta condição. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos e comprimido de estradiol, lançado recentemente.

“Trata-se de um comprimido, intravaginal, que proporciona uma liberação gradual e controlada do estradiol (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal. É um tratamento seguro e eficaz de longo prazo. Quanto mais cedo for iniciado, melhor para a paciente”, explica o especialista.

O medicamento deve ser administrado, com orientação médica, em três etapas: na primeira e segunda semana de uso é necessária uma aplicação diária do comprimido, já no período de manutenção, a aplicação é mais espaçada, duas vezes por semana.

“A fácil administração do comprimido e eficácia comprovada gera uma grande aderência ao tratamento. Os incômodos causados pela atrofia vaginal têm um impacto significativo não apenas no bem-estar físico, mas também no emocional e psicológico da mulher”, ressalta Luiz Steffen, diretor médico da Besins Healthcare, laboratório responsável pela terapia.

Renew lança Tratamento Duplo Antissinais e Marcas de Acne

Quando o assunto é cuidado com a pele, um problema muito recorrente é a acne adulta, frequentemente causadora de danos à cútis, como manchas e marcas. Para tratar este problema, Renew acaba de lançar o novo Tratamento Duplo Antissinais e Marcas de Acne. Ele ajuda a melhorar a aparência de marcas de acne avermelhadas e amarronzadas. Também é antissinal e melhora a textura da pele, reduzindo linhas e rugas. E ajuda a diminuir a aparência dos poros.

Formulado com o Biotcs Complexo, o tratamento contém uma mistura de pré e pós-bióticos, incluindo ácido láctico, para ajudar a equilibrar, suavizar e estimular uma pele com a aspecto mais saudável e jovem. Sua fórmula é leve, livre de óleo e de rápida absorção deixando a pele com aspecto matte. É indicado para todos os tipos de pele, até as sensíveis. Em 3 dias, veja uma melhora significativa na aparência de marcas e na textura da pele. Em 2 semanas, a pele fica com aspecto mais jovem.

Modo de uso

Com a pele limpa, use pela manhã ou à noite. Massageie suavemente o produto sobre o rosto e pescoço. Se estiver usando pela manhã, use protetor solar em seguida.

O preço sugerido para o Tratamento Duplo Antissinais e Marcas de Acne é de R$ 139,90. O produto pode ser adquirido com uma revendedora Avon ou pelo e-commerce.

Informações: Avon SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Médico lista estratégias para se livrar da compulsão alimentar

Exagerar na quantidade de comida e continuar comendo, mesmo sem fome, é um comportamento muitas vezes rotineiro e nada saudável, mas que não deve ser confundido com a compulsão alimentar. Quem sofre desse transtorno consome grandes quantidades de alimentos de forma impulsiva em intervalos curtos e depois se sente culpado por essa prática.

O médico Paulo Lessa aponta que é necessário procurar ajuda profissional para resolver o problema. “Procure um médico que entenda do assunto e que tenha uma equipe multidisciplinar para te ajudar da melhor forma possível”, recomenda.

O profissional elencou cinco tipos de estratégias para lidar com a doença e fazer o tratamento adequado.

Descubra qual é o seu gatilho

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Será que existe alguma situação ou evento que acabe fazendo com que você coma mais? “Ansiedade e estresse são causas comuns para o desencadeamento de uma compulsão alimentar. Tratar desses problemas ajuda, e muito, a se livrar da alimentação desenfreada”, explica.

Invista em uma alimentação rica em fibras

“Alimentos ricos em fibras, como leguminosas, grãos, cereais, frutas e vegetais, promovem uma maior sensação de saciedade. Dessa maneira, a fome passará mais rápido e você terá mais tempo entre uma refeição e outra”, acrescenta o médico.

Não quebre o jejum com alimentos refinados

O jejum pode ser uma boa técnica para quem quer perder peso, mas ele deve ser quebrado com comida de verdade. “Nada de pão, bolo, macarrão e outros similares”, ressalta Lessa.

Coma sem pressa

A pressa é inimiga da perfeição e amiga da compulsão alimentar. “Quando estamos com fome e começamos a comer, nosso cérebro envia para o nosso corpo que estamos realizando essa ação e, então, começamos a sentir o efeito de saciedade. Porém, isso leva um tempo, então, quanto mais rápido você comer, mais alimentos você irá ingerir antes de se sentir satisfeito.”

Reduza o açúcar

O açúcar não causa problemas apenas no nosso corpo, como doenças ou ganho de peso, mas também modifica o nosso psicológico. “Alimentos ricos em açúcar liberam hormônios de relaxamento e bem-estar para o cérebro. Isso poderia ser bom, porém, a consequência é que acabamos ingerindo mais doces para prolongar esse prazer”, finaliza.

ISTs e saúde bucal: a boca também pode ser infectada no ato sexual

Infecções sexualmente transmissíveis são contraídas pela boca no sexo desprotegido

Uma das preocupações atuais da Odontologia é com o risco de infecções adquiridas nas relações sexuais sem preservativos e que podem afetar a saúde bucal. Isso porque o sexo desprotegido tornou-se mais frequente, principalmente entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2017, quase metade dos jovens entre 15 e 24 anos não usam camisinha. Apenas 56,6% dos jovens dessa faixa de idade usam a proteção.

Doenças como Aids, sífilis, herpes genitais, HPV, Hepatite (A, B e C) e gonorreia também são transmitidas pelo sexo oral sem uso de preservativo, representando as chamadas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), uma terminologia recentemente adotada para substituir a anterior demonimada DST (doenças sexualmente transmissíveis). Esses males podem ser contraídos e se manifestarem na região da boca e não só isso: problemas como gengivite e cárie dentária profunda aumentam o risco de contágio, o que requer atenção de um cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento.

Dreamstime

“Tivemos recentemente uma epidemia de sífilis em que diversos casos de manifestações bucais da doença foram diagnosticados. Os cirurgiões-dentistas estão recebendo esses indivíduos em seus consultórios e podem ajudar a diagnosticar e quebrar a cadeia de transmissão”, diz Desiree Rosa Cavalcanti, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia (Crosp).

Os sintomas mais comuns de ISTs na boca são:
=Manchas ou placas brancas;
=Feridas na boca, dolorosas ou não;
=Feridas na pele ao redor da boca;
=Orofaringe avermelhada;
=Dor ao engolir;
=Placas brancas nas amígdalas, semelhantes à amigdalite;
=Secreções branco-amareladas.

“Depende do tipo de IST contraída. A sífilis, por exemplo, pode se manifestar na boca em qualquer uma de suas fases (primária, secundária ou terciária), sendo que a fase secundária é a mais encontrada e se caracteriza por manchas ou placas branco-pálidas, que podem ser dolorosas e acometer qualquer parte da boca, mas principalmente língua, mucosa labial e gengivas”, explica Denise.

Darwin Laganzon/Pixabay

“Já no caso do HIV (vírus da Aids), a presença de lesões na boca pode estar relacionada a um estágio de descontrole da doença ou ocorrer antes do diagnóstico e tratamento, enquanto a gonorreia e a clamídia oral podem afetar a orofaringe, gerando eritema, dor e desconforto ao engolir”, detalha.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o não uso de preservativos impactou diretamente no aumento de casos de HIV entre jovens. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para o patamar de 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, aumentou de 3,0 para 5,4 no mesmo período.

Diante desse cenário, ressalta-se a importância do preservativo, que ainda é a melhor forma de prevenção contra uma IST, seja de transmissão oral ou não. Mas, para deixar a saúde bucal longe dos riscos também é preciso manter uma boa higiene da boca para evitar problemas bucais como úlceras, gengivite ou doenças periodontais, que podem servir como meio de entrada de vírus e de bactérias causadores das infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, é essencial a realização de testes diagnósticos e a busca pelo tratamento rápido e adequado para o caso de suspeita de IST por contágio oral. “É importante que o cirurgião-dentista seja assertivo em sua comunicação com o paciente. Ele deve ser sincero, discreto e transmitir confiança. Um ambiente adequado e reservado em que ele possa estar a sós com o paciente facilita muito a comunicação para explicar o que o faz suspeitar de uma IST e recomendar a realização de testes diagnósticos, como os testes rápidos e a citologia esfoliativa. Sífilis, HIV, hepatites B e C já possuem testes rápidos eficazes e a maioria dos pacientes aceita a realização dos testes, especialmente diante de um profissional que lhe traz segurança”, completa a cirurgiã-dentista.

Fonte: CRO-SP

Será que minha tontura é labirintite?

Especialista do Hospital Paulista explica como diferenciar a labirintite de outras doenças que também se manifestam com mesmos sintomas

De acordo com o otoneurologista Ricardo Dorigueto, do Hospital Paulista, o termo labirintite é geralmente utilizado de modo incorreto por pacientes e, até mesmo, por alguns profissionais da saúde, como sinônimo de tontura.

O especialista faz um alerta para os riscos de doenças neurológicas, psiquiátricas, cardíacas, hormonais e metabólicas, manifestadas com os mesmos sintomas. De fato, a maioria dos pacientes que se queixa de tontura possui doenças localizadas no labirinto ou em suas conexões com o sistema nervoso, mas não é a labirintite, caracterizada pela inflamação do labirinto.

Segundo Dorigueto, é importante que, ao sentir tontura, o indivíduo procure um médico, que pode ajudar a identificar a doença ou qual condição de saúde que está causando este sintoma.

“Erros alimentares, estresse emocional, automedicação e hábitos inadequados de sono e postura devem ser corrigidos. Neste momento de isolamento social, é necessário ficar atento também ao nervosismo, insônia e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, nicotina e doces”, destaca o especialista.

A patologia, no entanto, pode ser evitada por meio da adoção de hábitos saudáveis, praticados no dia a dia, além de uma dieta equilibrada, livre de gordura e açúcares; e da prática de atividades físicas regulares.

Diagnóstico

A melhor forma de diagnosticar a tontura é por meio de avaliação médica minuciosa. Como os sintomas costumam ser bastante comuns em pessoas que sofrem de outras patologias, como diabetes, hipertensão e até esclerose múltipla, é comum que ela seja facilmente confundida com outra doença.

“Caso haja algum desses sintomas, é importante que o paciente procure um profissional o quanto antes. A avaliação médica é importante não só para diagnosticar a labirintite, mas qualquer uma das doenças mencionadas”, ressalta o médico.

Segundo Dorigueto, o diagnóstico da tontura pode ser auxiliado por meio de exames complementares sofisticados, como a videonistagmografia, o vHIT (teste do impulso cefálico com vídeo) e o VEMP (Potencial Evocado Miogênio Vestibular), indicados pelo profissional caso haja necessidade.

Tratamento

O tratamento da doença pode variar de acordo com o quadro clínico do paciente. O acompanhamento pode ser feito por um médico generalista ou otorrinolaringologista especializado em tontura (otoneurologista), principalmente quando os sintomas são persistentes e prejudicam as atividades de vida diária do paciente.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia