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Pecados capitais de beleza que envelhecem e tornam a pele mais vulnerável

Com a flexibilização da quarentena, tome cuidado com esses descuidos na rotina porque eles podem deixar sua pele mais suscetível aos danos externos (e ambientais), o que leva ao envelhecimento precoce

Muitas pessoas ainda ignoram os cuidados com a pele e, mais cedo ou mais tarde, sofrem as consequências. Mas mesmo quem já tem uma rotina skincare pode enfrentar alguns problemas, por falta de informação (ou indicação adequada), preguiça ou ansiedade em ver resultados rápidos. É necessário ter cuidado e cautela, pois alguns desleixos ou abusos podem ser considerados pecados capitais contra a sua pele: e eles favorecem o envelhecimento precoce. Consultamos os melhores experts em beleza e saúde da pele para listar os pecados que, definitivamente, você deve evitar.

mulher usando protetor solar

Não usar filtro solar no frio, em dias nublados ou chuvosos – pode parecer fora de realidade, mas as queimaduras solares também acontecem em dias nublados, no outono e no inverno. E além disso, menos visível que os danos das queimaduras, há alterações subcutâneas que nem sempre percebemos na hora – apenas quando os anos passam. “Isso ocorre porque as nuvens absorvem por volta de 10% da radiação ultravioleta, ou seja, apesar do dia não estar ensolarado, ele tem praticamente a mesma intensidade de radiação ultravioleta que um dia megaensolarado”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A dermatologista lembra que o índice mínimo de filtros solares recomendado é FPS 30. “Mas, para algumas peles muito sensíveis ou com manchas, o ideal é abusar de um FPS mais alto, porque há, sim, diferença de proteção entre FPS. E o protetor deve garantir proteção contra UVA, radiação ultravioleta A, um tipo de radiação que atinge a pele mais profundamente, causa o fotoenvelhecimento, aparecimento das rugas e manchas”, afirma. O fotoprotetor deve ser usado todo dia e repassado após três horas em exposição direta e após quatro horas em ambientes fechados.

mulher cosmetico serum

Abusar do uso de retinoides – nenhum retinoide (retinol ou ácido retinoico) deve ser usado sem que haja a prescrição de um dermatologista! Dito isto, vamos entender por que isso acontece: “Estamos falando de um ácido (vitamina A ácida), que pode provocar irritabilidade, hipersensibilidade, até uma queimadura, quando mal utilizado, em concentração acima do que a pele pode suportar, ou muitas vezes sendo utilizado de uma maneira inadequada, sem orientação médica”, diz a dermatologista Claudia Marçal, professora-fundadora do Dermacademy MB e membro da SBD. Outro problema que pode surgir na pele, com o excesso desse ácido, são os vasinhos: “Quando fazemos peeling ou usamos ácidos, estamos criando um processo inflamatório, ‘queimando a pele’ para ela descamar. Se esse processo for excessivo, abusivo, pode gerar, sim, os vasinhos no rosto”, argumenta Aline Lamaita, angiologista e cirurgiã vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. De acordo com a Dra. Claudia, geralmente os retinoides são prescritos no inverno e não devem ser usados de maneira contínua, pois a pele fica mais fina, avermelhada e delicada, o que a deixa susceptível a agressores ambientais, como mormaço, calor, luz visível, poluição e especialmente o sol. “Seu uso é obrigatoriamente noturno, e o ideal é começar com a aplicação de duas a três vezes por semana, intercalados com nutritivos adequados à pele, como Overnight Repair, Progenitrix, Vitamina C e nutriomega 3, 6, 7 e 9”, diz a dermatologista. E lembre-se: no dia seguinte, é necessário lavar o rosto e usar um filtro solar potente.

mulher usando serum pele

Usar bons produtos na hora errada – quando usamos produtos noturnos durante o dia, corremos o risco de fotossensibilização. Um dos principais erros, nesse sentido, é fazer uso de ácidos de manhã. “Esses produtos podem fazer a pele descamar e deixá-la mais sensível, o que é um perigo tendo em vista que a radiação solar e a poluição podem causar muito mais danos”, explica Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita, embaixadora do CIA – Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, e Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC. Então é importante que esses produtos, quando prescritos pelo dermatologista à noite, ou quando é possível observar no rótulo os posicionamentos “over night”, “creme para noite”, “night cream”, sejam utilizados de fato à noite. “Durante a noite a pele vai experimentar um período de reparação celular, então, os cremes devem ajudar a pele a renovar as células”, afirma Isabel. É o caso do Tenso Active, que é o anti-idade noturno da linha Day & Night da Buona Vita. O creme combate as rugas e minimiza as linhas de expressão e flacidez. Por outro lado, durante o período matutino, a fotoproteção da pele é essencial, então além do filtro solar, devemos apostar em ativos antioxidantes com ações específicas contra poluição e outras agressões ambientais. O Gel Creme Nanocápsulas, creme diurno da linha da Buona Vita, traz Vitamina C para ação antioxidante e FPS 30 para proteger a pele.

cotovelo pele cuidados

Negligenciar as “áreas esquecidas” – na rotina de beleza diária da pele, muitas pessoas concentram-se no rosto, afinal é a região onde surgem rugas e linhas de expressão. “Porém, outras regiões do corpo, como joelhos e cotovelos, também sofrem igualmente, e às vezes até mais (por conta das características da pele da região), com os danos externos que levam ao processo de envelhecimento precoce. Logo, necessitam de cuidados tanto quanto o rosto”, diz a dermatologista Kédima Nassif, membro da SBD. Além disso, não podemos esquecer do pescoço e colo, que também demonstram sinais do envelhecimento. No caso dos joelhos e cotovelos, abuse da vitamina E e óleos naturais. Para o pescoço, colo e a área atrás da orelha, o ideal é estender os cuidados do rosto, com hidratantes associados a antioxidantes com Vitamina C, Alistin e Hyaxel, além da fotoproteção. “Também é necessário usar cremes específicos para área dos olhos e lembre-se de usar um fotoprotetor, já que, nos últimos anos, a incidência de câncer de pele aumentou em 10% nas pálpebras. Vale a pena também apostar nos óculos escuros com proteção UV”, acrescenta Kédima.

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Acreditar que a pele é “imutável” – é um erro comum insistir em cosméticos e fórmulas que foram boas e deram resultados 10 anos atrás. Conforme vão mudando as características da pele, os cuidados que devemos ter com ela se modificam também. Como na adolescência, em que a pele tem tendência a ser mais oleosa, na faixa dos 50 anos há cada vez mais um ressecamento cutâneo. Para fugir do básico na hora de hidratar a pele, o ideal é oferecer ao tecido cutâneo algo a mais, como os peptídeos. Existem centenas de diferentes peptídeos, que são feitos a partir de diferentes combinações de aminoácidos. Eles estimulam a comunicação e proliferação celular, no geral. Segundo o farmacêutico Maurizio Pupo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy, os peptídeos agem na pele quase como se fossem medicamentos: “Eles penetram, vão ao encontro do receptor, ligam-se à célula e produzem determinado efeito. Existem peptídeos que estimulam produção de elastina, ácido hialurônico e agem na cicatrização da pele. Eles são realmente muito importantes”, diz o diretor da marca, que tem dois produtos com peptídeos pró-colagênicos, que trabalham fortemente para estimular colágeno: Collagen Peptide e Sustent C Pro-Collagen. Os produtos agem de maneira eficiente no estímulo ao colágeno, deixando a pele mais jovem.

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Acreditar que procedimentos fazem milagres – é muito comum que as pessoas procurem por procedimentos para rejuvenescer acreditando que sairão do consultório quase que irreconhecíveis. “Porém, não existem procedimentos que rejuvenescerão o rosto em uma única sessão de maneira rápida e simples, pois é impossível reverter de uma única vez todos os danos do envelhecimento causados ao longo de anos”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “O ideal então é conversar com seu médico para verificar a possibilidade da combinação de diferentes procedimentos que, realizados em uma determinada sequência e ao longo de um certo tempo, potencializarão os resultados esperados”, recomenda a cirurgiã. Após a cirurgia, também é preciso adequar alguns hábitos, como parar de fumar, diminuir a quantidade de açúcar e sal na alimentação e ter muito cuidado com bebidas alcoólicas.

mulher madura rosto creme olhos grisalha

Pensar que os cremes mais caros serão a salvação da sua pele – para quem fica muito ligado em novidade, é bom saber que nem sempre comprar um produto inovador vai ser a salvação. “Essa paciente precisa ter a orientação de um especialista, de seu dermatologista. Porque muitas vezes esse produto não é adequado para o tipo de pele, época do ano, fototipo e condições naturais genéticas daquela pele”, afirma Claudia. Além disso, os cremes não fazem milagres. “Quando falamos sobre investimento em anti-aging, isso tem de partir da mudança da qualidade de vida dessa pessoa, pois nós sabemos que a genética é importante, mas ela não responde pela maior parte, quando falamos em equilíbrio e longevidade e com qualidade de vida. Então, os tripés de sustentação como alimentação, atividade física e proteção à ação danosa da radiação ultravioleta. Além disso, ter uma vida com menos estresse é fundamental”, diz a médica. “Muitas vezes, essa paciente precisa de nutracêuticos como Exsynutriment, InCell e Bio-Arct para promover, de dentro para fora, um estímulo às proteínas de sustentação da pele. E hoje temos muitas tecnologias em consultório que podem ser indicadas para um tratamento completo e eficaz do paciente”, finaliza a médica.

 

Dermatologista dá dicas fáceis para cuidar da pele em casa

Hellisse Bastos revela que com cuidados caseiros e simples de ter é possível ficar linda e com a pele em dia mesmo durante a quarentena

Agora, nesta época de quarentena, muitas pessoas estão ficando mais em casa e, com isso, se sentindo mais incomodadas com a estética do rosto e contornos, além de imperfeições que na correria do dia a dia passavam despercebidas.

Apesar do uso das novas tecnologias disponíveis nos consultórios e clínicas de estética certificadas ser altamente recomendadas para a melhora da pele, tanto na diminuição dos poros quanto no tratamento da pele oleosa como na formação de colágeno e diminuição de rugas, com o isolamento e a quarentena fica mais difícil sair de casa para ir a um consultório ou clínica de estética.

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No entanto, a dermatologista Hellisse Bastos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e que atende em Belo Horizonte(MG), aponta alternativas caseiras para cuidar da sua pele. Confira as dicas e tratamentos caseiros para deixar sua tez linda:

Tratamentos caseiros para a pele

Maquiagem com efeito de preenchimento

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Reprodução Instagram da makeup artist Callista Lorian

O preenchimento com ácido hialurônico é como se fosse um jogo de sombra e luz, que realça e destaca partes do rosto. Hoje existem várias técnicas de maquiagem que fazem a mesma coisa que um preenchimento e podem adicionar brilho e cor à pele, como um blush, que pode dar um aspecto mais rosado e saudável ao rosto. Com maquiagem é possível afinar um pouco o nariz jogando contornos nas laterais e iluminando a área central com maquiagem.

Hidratação

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Tenha um bom hidratante para a pele em casa para manter a textura sempre bonita, diminuindo rugas e o aspecto de ressecamento. Escolha um hidratante que seja de boa qualidade, dermatologicamente testado e adequado para o seu tipo de pele.

Esfoliação

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Foto: LiveAbout

Importante para renovação da pele e remover células mortas do rosto. Deve ser feita de 15 em 15 dias para melhorar a oleosidade e retirar impurezas. Esfoliantes caseiros não são totalmente recomendados porque podem causar alergias e ressecamento da pele, além de existir o risco dos ingredientes mancharem a pele quando expostos ao sol. Alguns ingredientes usados nessas receitas caseiras, como o sal grosso e o açúcar cristal, podem agredir a pele, pois as partículas esfoliantes são pontiagudas demais. Por isso, a maneira mais segura para esfoliar a pele é utilizar produtos específicos recomendados por dermatologistas, que podem ser encontrados em farmácias ou feitos por manipulação com prescrição.

Máscaras clareadoras

Existem máscaras caseiras que podem ser usadas para uniformizar o tom da sua pele. Quanto mais uniforme o tom da pele do rosto melhor o aspecto e aparência de rejuvenescida.

Máscara caseira para clarear e melhorar acne

O melhor horário de utilizar a misturinha é antes de dormir, já que depois disso você não entrará em contato direto com o sol, evitando o aparecimento de manchas. O ideal é que você faça essa máscara, ao menos, duas vezes por semana. Em casos mais extremos, faça em dias intercalados (um dia sim e outro não). O legal é que ela é simples de fazer e pode ser aplicada em qualquer tipo de pele.

mulher usando esfoliante pinterest
Pinterest

Ingredientes
2 (duas) colheres de sopa de borra de café
1 clara de ovo batida em neve
1 ou 2 gotas de óleo de gerânio ou de amêndoas

Modo de preparo e aplicação
Misture todos os ingredientes até obter uma pasta com aspecto arenoso. Antes de tomar banho, aplique essa mistura no rosto e tenha bastante cuidado para não esfregar a área dos olhos. Faça movimentos circulares e tenha controle da força para não agredir a pele. Na área dos olhos, aplique a máscara com bastante cuidado. Deixe agir por 10 minutos. Em seguida, retire a máscara com água em temperatura ambiente (ou morna, aproveitando a água do banho). Seque o rosto com cuidado e aplique o creme que você usa normalmente. Se a sua pele for oleosa, use cremes que não utilizem óleos em sua composição.

Doenças raras: importância do diagnóstico precoce e de tratamento são desconhecidos no Brasil

Pesquisa inédita realizada pelo Ibope Inteligência aponta que boa parte da população ignora causas e oferta de cuidados gratuitos por meio do SUS

As informações sobre as doenças raras e a percepção que a sociedade tem sobre elas também são dados pouco comuns no Brasil. Para desmistificar esse cenário, a pesquisa Doenças Raras no Brasil – diagnóstico, causas e tratamento sob a ótica da população apresenta um levantamento inédito, realizado em diferentes regiões do País, que pode contribuir para destacar as lacunas que atrapalham a identificação dos casos e impactam no prognóstico dessas pessoas, trazendo fortes consequências para os pacientes e suas famílias, bem como para os sistemas de saúde.

Dúvidas sobre a importância do diagnóstico precoce, desconhecimento sobre a oferta de tratamentos gratuitos e desinformação a respeito do papel da hereditariedade em muitas dessas enfermidades constituem alguns dos pontos de atenção evidenciados pela pesquisa, que foi aplicada pelo Ibope Inteligência a 2 mil brasileiros, a partir dos 18 anos de idade, em uma parceria com a Pfizer. Participaram do trabalho várias regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital.

“Estamos falando de enfermidades que, juntas, afetam milhões de brasileiros. Em geral são quadros graves, de difícil identificação. Vários desses pacientes acabam levando muito tempo para obter um diagnóstico, o que dificulta o tratamento. Sabemos que existe muita desinformação sobre esse universo, mas há também uma forte carência de dados disponíveis. Por isso, o novo levantamento tem uma grande relevância”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Diagnóstico precoce

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iStock

Identificar precocemente uma doença rara pode fazer diferença na qualidade e no tempo de vida de muitos pacientes. Por outro lado, grande parte das pessoas não está convencida a respeito desse benefício. Quase metade dos entrevistados, ou 42% da amostra, tem dúvidas sobre a relevância dessa medida: 23% dizem que não sabem avaliar se a medida seria efetiva e cerca de um a cada cinco acredita, erroneamente, que “o diagnóstico precoce não faria diferença para as doenças raras, uma vez que a maioria dessas enfermidades não tem cura”.

“Grande parte dessas doenças progride com o passar do tempo, apresentando um aumento na intensidade dos sintomas e um risco maior de levar o paciente a um quadro de incapacidade. Por isso, é preciso conscientizar a população a respeito da importância do diagnóstico precoce. Muitas vezes, ao identificar a doença logo após os primeiros sintomas, o médico consegue controlar o quadro, retardando o seu avanço e evitando os danos irreversíveis”, comenta Márjori.

Tratamento

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A maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa também demonstra desconhecimento a respeito do enfrentamento das doenças raras no Brasil. Quase um terço dos participantes (28%) não tem nenhuma informação sobre o tratamento dessas enfermidades, enquanto um a cada cinco acredita, de forma equivocada, que nenhum dos tratamentos disponíveis no Brasil é oferecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para alguns dos entrevistados existe a crença de que é possível tratar doenças raras apenas fora no Brasil, em países da Europa ou nos Estados Unidos: essa é a percepção de 12% dos ouvidos em Fortaleza, número superior à média geral das regiões entrevistadas, que é de 8%. Em Porto Alegre, porém, essa taxa cai para 6%. Salvador, contudo, apresenta o menor porcentual de entrevistados que dizem saber que alguns tipos de doenças raras contam com tratamento pela rede pública: 36% têm essa informação, ante 43% na capital gaúcha, como mostra a tabela abaixo:

Tabela 1 (002)

Atualmente, o SUS conta com 36 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para doenças raras, com orientações que levam em conta as enfermidades desse segmento que são consideradas prioritárias para o Brasil pelo governo, como a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF)¹, mais comum em descendentes de portugueses2. Grande parte desses tratamentos tem o objetivo de controlar a doença, mas não há cura para a maioria desses quadros. Esse é, contudo, outro ponto de confusão entre os respondentes da pesquisa: mais de um quarto dos entrevistados (26%) acredita que a maioria das doenças raras pode ser curada, taxa que sobe para 28% entre aqueles com 55 anos ou mais de idade¹.

Causas e fatores de risco

idoso idosa parkinson doente

Os dados da pesquisa também indicam que grande parte da amostra (65%) reconhece que a maioria das doenças raras é de origem genética. Por outro lado, uma parcela considerável dos entrevistados afirma desconhecer as causas dessas enfermidades: esse porcentual chega a 20% entre aqueles com 55 anos ou mais.

A relação de algumas dessas enfermidades com regiões específicas ou determinadas etnias constitui outro ponto ignorado por parte da amostra: 32% das pessoas dizem que a possibilidade de prevalência de algumas doenças raras em indivíduos de origem portuguesa, por exemplo, seria um mito, ao passo que outros 39% não sabem responder sobre a predominância de alguns desses quadros na população negra, como é o caso da doença falciforme.

Em outro aspecto, menos de um terço dos entrevistados está consciente de que algumas doenças raras estão relacionadas ao envelhecimento: apenas 29% dos indivíduos ouvidos reconhecem essa possibilidade, enquanto 32% não sabem opinar a esse respeito e 39% consideram essa associação um mito. “De fato, algumas doenças raras apresentam uma prevalência maior na população acima dos 60 anos, como é o caso da amiloidose cardíaca”, exemplifica Márjori.

Ainda em relação à amiloidose cardíaca, apenas 11% dos entrevistados disseram que associariam os sintomas da insuficiência cardíaca (condição que costuma acometer esses pacientes, com falta de ar, cansaço e inchaço nos pés)³ com a possibilidade de ter uma doença rara, uma vez que muitos desses sinais também podem estar ligados a enfermidades bem mais conhecidas, sobretudo as cardiovasculares. No Rio de Janeiro, por exemplo, que abriga um grande porcentual de idosos, 46% dos entrevistados disseram que não fariam essa associação.

Quando perguntados de forma específica sobre as amiloidoses, 73% dos respondentes afirmaram desconhecer totalmente esse grupo de enfermidades. Por outro lado, na pergunta identificada no quadro abaixo, dois tipos de amiloidoses são apontadas como enfermidades raras pelo público pesquisado em uma lista apresentada com outras enfermidades desse segmento, como hemofilia e esclerose múltipla:

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Hereditariedade e planejamento familiar

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A literatura médica indica que grande parte das doenças raras é hereditária, ou seja, pode ser transmitida entre as gerações de uma mesma família. Mas essa relação não está clara para muitos dos entrevistados. Entre aqueles de 25 a 34 anos, faixa etária em que o planejamento familiar é assunto frequente, metade dos respondentes ou acredita que essa associação é falsa ou não consegue avaliar sua veracidade. Tanto em São Paulo quanto em Fortaleza, menos da metade dos indivíduos ouvidos (48%) estão conscientes sobre o componente de hereditariedade de muitas dessas doenças.

Ainda em relação aos participantes de 25 a 34 anos, 46% deles desconhecem a possibilidade de evitar a transmissão aos filhos de alterações genéticas associadas às doenças raras a partir de técnicas de reprodução assistida. A taxa é acima da média geral de todos os participantes, que fica em 42%. Por outro lado, também a respeito do planejamento familiar, cerca de um terço do total de entrevistados tem percepções equivocadas sobre as uniões consanguíneas (quando há algum grau de parentesco entre as partes): 22% não sabem dizer se esse fator aumenta o risco de doenças raras nos filhos e 9% estão convictos de que essa associação seria falsa.

Especialidades médicas

computador médico consulta pixabay

Os resultados indicam, ainda, que a dimensão das doenças raras não é bem compreendida. Pelo menos metade da amostra não sabe avaliar se existem milhares dessas enfermidades ou se haveria poucas dezenas delas. De todo modo, um traço demonstra ser muito bem assimilado pelos participantes: a gravidade dessas doenças. Mais de 70% dos respondentes concordam que essas enfermidades costumam se agravar com o passar do tempo, podendo levar à incapacidade física.

Quando questionados sobre a reação que teriam caso recebessem o diagnóstico de uma doença rara, muitos entrevistados (27% da amostra) demonstram preocupação com a possibilidade de perder a liberdade para as tarefas do dia a dia. Essa foi a principal resposta dos respondentes para essa pergunta. Além disso, 20% deles afirmaram que, se estivessem nessa situação, provavelmente dariam mais valor às pessoas e questões que realmente importam.

Em relação ao auxílio médico, os resultados evidenciam que a população entrevistada carece de informações sobre as especialidades médicas mais indicadas para investigar sinais sugestivos de uma doença rara. Expostos à situação hipotética de descobrir uma enfermidade desse tipo em seu histórico familiar, 35% dos participantes afirmaram que, nessas condições, buscariam um médico mesmo se não apresentassem qualquer sintoma (mas, apesar da iniciativa, não saberiam qual especialidade buscar).

Apenas 1% dos respondentes mencionou a possibilidade de consultar um neurologista mediante a descoberta de uma doença rara em algum membro da família. Em algumas praças, contudo, a figura do geneticista ganha maior expressividade nas respostas para essa pergunta: em Porto Alegre, por exemplo, essa especialidade foi citada por 14% dos entrevistados, taxa que cai para 7% em Fortaleza. De modo geral, entre aqueles que especificam qual médico seria procurado, o clínico geral se destaca, quase um quinto da amostra mencionou essa opção, como demonstra o quadro abaixo:

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Referências:
1. Ministério da Saúde. Disponível para acesso em : http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doencas-raras.
2. Planté-Bordeneuve V, Said G. Familial amyloid polyneuropathy. Lancet Neurol. 2011;10(12):1086-1097. doi:10.1016/S1474-4422(11)70246-0 .
3. Donnelly JP, Hanna M. Cardiac amyloidosis: An update on diagnosis and treatment . Cleve Clin J Med. 2017;84(12 Suppl 3):12-26. doi:10.3949/ccjm.84.s3.02

A pele na “segunda adolescência”: período de forte impacto hormonal na vida da mulher

Assim como na adolescência, em que os hormônios mexem com todo o organismo do jovem, após os 40 anos a mulher enfrenta uma série de alterações na pele por conta da variação hormonal. Descubra como minimizar os impactos

Após os 40 anos, várias áreas do corpo da mulher passam por mudanças significativas que podem interferir na autoestima. “Essa fase é como uma segunda adolescência. É esperado uma possível ‘rebeldia’ por não aceitarmos mudanças no nosso corpo. O declínio físico é inevitável” – afirma Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC.

Ela completa: “O cansaço será maior e a aparência física passará por mudanças. Há os que se importam demais com isso, mas é necessário manter os cuidados com a pele e ter hábitos saudáveis para minimizar esse impacto e aceitar que o envelhecimento também traz benefícios. O corpo fala. É preciso saber ouvi-lo e manter equilíbrio em tudo para ter uma qualidade de vida, de pele e de mente”.

A partir dos 40 anos as glândulas sebáceas diminuem a produção de oleosidade deixando a pele mais ressecada. “A pele dessa faixa etária já tende a estar seca e sensível, com a drástica perda de elasticidade e com o começo da flacidez, além da intensificação das rugas”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

mulher rugas nasoge

“Ocorre também a diminuição da presença dos minerais na pele, podendo determinar naquelas desidratadas o surgimento e dilatação de pequenos vasos na face e no nariz (coperouse). A fragilidade das fibras elásticas e a carência das fibras colágenas solúveis determinam o 1º grau maior das rugas na testa, nasogeniano (bigode chinês) e ao redor dos olhos. Ocorre também uma queda natural na produção hormonal refletindo tudo isto na pele”, diz Isabel.

De acordo com o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em geral, as áreas mais expostas são as que apresentam os sinais de envelhecimento. “Por exemplo a face e as mãos. Isto é consequente principalmente da maior incidência do sol”, diz o médico.

Isabel explica que, nesse processo, há diminuição do aporte de sangue na pele, resultado da combinação dos diferentes fatores como: redução do calibre dos vasos; afinamento da pele; e redução de oleosidade natural que dá proteção e umectação. “Isso exerce um efeito adverso sobre determinados constituintes da epiderme e da derme: queranócitos (pele mais fina), melanócitos (mais manchas), células de langerhans (diminuição do sistema de defesa) e os fibroblastos (redução da produção de fibras elásticas)”, diz a especialista.

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Para cuidar bem da pele e tratar essas alterações, a hidratação do rosto, colo e pescoço são fundamentais, com dermocosméticos que têm função antioxidante, além de ativos que estimulam o colágeno. “Dependendo da pele da pessoa, pode-se aplicar ácido retinóico ou algum outro ácido. Para os que apresentam rosácea, por exemplo, o ácido azelaico ou glicólico são os de melhor escolha para tratar o problema, já que não estimulam a formação de novos vasos”, acrescenta Paola. “Continua sendo indispensável a proteção contra os raios solares, assim como em todas as idades, e nessa idade devemos introduzir nutracêuticos antioxidantes e estimulantes do colágeno”, diz a médica.

Além desses cuidados, Isabel destaca a necessidade de uma alimentação mais equilibrada e natural. “Além disso, quanto ao uso de cosméticos, o ideal é que tenham tecnologia de ponta, de preferência com ativos nanoencapsulados para penetrar profundamente, e tragam bases biocompatíveis. Consumir quantidade de água adequada e melhorar a qualidade no sono para uma reparação do corpo e da pele também são dois fatores essenciais”, diz.

Para quem quer buscar tratamentos em clínica e não sabe por onde começar, o primeiro passo antes de optar por qualquer tipo de procedimento estético para rejuvenescer o rosto, seja ele cirurgia plástica, uso de tecnologias ou aplicação de toxina botulínica, é realizar uma consulta com o cirurgião plástico ou dermatologista.

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“Apenas ele poderá realizar uma avaliação para identificar qual parte do rosto necessita de um rejuvenescimento mais intensivo. Ou seja, o médico poderá indicar se o procedimento precisa focar na melhora da textura da pele, na reposição de volume perdido ao longo dos anos ou no tratamento das camadas mais profundas do rosto, como músculos e ossos. Um diagnóstico preciso é fundamental para atingir os melhores resultados possíveis”, destaca o médico.

 

Hoje é o Dia Mundial das Doenças Raras: cannabis medicinal é opção terapêutica

Hoje, 29 de fevereiro, é o Dia Mundial das Doenças Raras, criado pela Organização Mundial de Saúde* com o objetivo de chamar atenção para estas condições que afetam a mais de 13 milhões de pessoas no Brasil

Existem, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas diagnosticadas com uma das mais de 6.000 doenças raras do mundo e que afetam entre 6% e 8% da população. Mais de 42 milhões destes pacientes estão na América Latina, sendo 13 milhões deles no Brasil.

Cada doença tem características particulares, porém há algumas características comuns a quase todas, como a presença de sintomas desde a infância, os efeitos no desenvolvimento e na qualidade de vida dos pacientes, os efeitos na expectativa de vida e, algumas vezes, o prejuízo das capacidades físicas e mentais. De acordo com a Associação Internacional de Pacientes**, na América Latina o tempo médio entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico de uma doença rara é de cinco anos.

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A falta de conhecimento torna o diagnóstico e o acesso a tratamentos adequados ainda mais difícil, razão pela qual as pessoas com doenças raras enfrentam desafios relativos aos sintomas, complicações e redução da sua qualidade de vida. O impacto vai além do paciente, envolvendo o seu círculo familiar e cuidadores.

Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics, divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth, afirma: “Doenças como a Síndrome X-Frágil, Síndrome de Tourette, Esclerose Tuberosa, Síndrome de Lennox-Gastaut e Síndrome de Dravet estão entre as investigadas pela comunidade científica mundial. Entre os estudos clínicos que estão sendo realizados para conhecer possíveis tratamentos, a cannabis medicinal tem sido apresentada como um dos possíveis coadjuvantes no tratamento destas condições”.

O médico, especialista em medicina farmacêutica, explica que os produtos à base de canabinoides são usados há décadas para ajudar a reduzir a dor, espasticidade, convulsões e inflamações de diferentes condições. Segundo Briques, o estudo científico “Treatment of Tourette’s Syndrome with Delta-9-Tetrahydrocannabinol***”, realizado com 24 pacientes com Síndrome de Tourette, mostrou um efeito terapêutico positivo sobre os tiques motores e vocais. Dois outros estudos recentes**** dos efeitos anticonvulsivos dos canabinoides na síndrome de Dravet concluíram que sua utilização estava relacionada com a redução da frequência das convulsões e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

“Um em cada cinco pacientes de doenças raras sofre de dor crônica. As evidências científicas demonstraram que os canabinoides também podem oferecer efeitos terapêuticos na redução da dor. Um paciente melhor atendido nas suas necessidades também pode reduzir o custo da assistência médica e farmacêutica ao Sistema de Saúde do Brasil”, afirma o médico.

Brique conclui: “Temos que reconhecer o árduo trabalho das pessoas com doenças raras e das suas famílias, que tornou possível chegar ao momento atual do Brasil onde, graças ao avanço da legislação, existe a perspectiva de acesso seguro a canabinoides para o tratamento de diferentes condições de saúde”.

Presidente da Federação Brasileira de Doenças Raras (Febrararas), que representa 150 mil associados no Brasil, e da Casa Hunter, Antoine Daher, afirma que a regulação dos produtos à base de cannabis no mercado brasileiro trouxe esperança para os pacientes.

“Existe potencial terapêutico para os canabinoides em doenças raras do grupo de doenças lisossomais, que acometem a área neurológica”. Ele defende, no entanto, a realização de investigações clínicas. “É necessário agora trabalhar para que se realizem pesquisas clínicas com foco em doenças raras aqui no Brasil”.

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Neste ano, a Febrararas lançou a campanha do “Laço Raro”, símbolo da união de 13 milhões de brasileiros que convivem com uma doença rara. Para colocar o laço no perfil do Facebook basta clicar aqui. 

Microfisioterapia pode ser opção de tratamento do nervo ciático

Tem um ditado que diz: dor não curada, dor instalada. O fisioterapeuta Sérgio Bastos Jr, que trabalha com Saúde Integrativa, lembra que as dores na coluna, especialmente no nervo ciático, podem ter origem física, mas também serem pautadas por traumas vividos e que, se não tratados, podem se tornar dores efetivas no corpo. A questão com o nervo ciático é, talvez, uma das mais comuns que encontramos por aí.

O ciático é o maior nervo do corpo humano, chamado, muitas vezes, de “o grande nervo ciático”, lembra Sérgio Bastos Jr, fisioterapeuta e sócio da Biointegral Saúde, onde trabalha com Saúde Integrativa. “Quando alguém tem um problema relacionado a ele, pode sentir dores extremas e, inclusive, ter uma certa paralisia do corpo, já que ele começa na coluna lombar e se estende pela perna até o dedão do pé, impedindo que haja movimento sem sofrimento, quando inflamado”, explica ele, que questiona: “Microfisioterapia pode ser usada para minimizar e até eliminar dores ligadas ao Nervo Ciático? A resposta é: sim.”

Nervo-Ciatico

Segundo o fisioterapeuta, a microfisioterapia atua encontrando a causa primária de dores e doenças, que estão, geralmente, conectadas com memórias traumáticas gravadas em tecidos de determinadas regiões do corpo. “Dependendo do lugar e intensidade dessas memórias – e esse diagnóstico pode ser feito na própria sessão de microfisioterapia, é possível entender a origem e, inclusive, a fase da vida em que o trauma aconteceu”, revela o especialista. Mas, antes de falar em tratamento, ele nos ajuda a entender um pouco sobre a dor ciática.

A dor ciática geralmente aparece quando existe compressão ou inflamação do nervo. E pode provocar dor intensa no fundo das costas, na região dos glúteos ou pernas, e muita dificuldade em manter a coluna ereta. Como o nervo ciático “passeia” por mais de uma região do corpo, o tipo de dor que sentimos pode ter diferentes origens emocionais, por exemplo. “A nossa coluna indica sempre o quanto estamos certos das nossas verdades e caminhando em direção à vida que desejamos”, lembra o especialista.

Se a dor ciática está localizada na região lombar, geralmente tem sua origem nessa dificuldade de autossustentação, de orientar e comandar a própria vida. “A coluna é o nosso direcionamento”, revela o fisioterapeuta, “então, como está o seu direcionamento de vida? Você se sente capaz de dirigir seus próprios passos e seguir para onde realmente deseja e manda o seu coração. Essa pode ser uma boa pergunta para quem sofre de dores ciáticas na região lombar”.

A dor na região glútea pode provocar dificuldade de sentar-se, por exemplo. E aí, pode estar conectada a uma questão de poder – “É como se perdêssemos o nosso trono, que pode ser tanto o poder financeiro, a voz de comando, o prestígio. A dor na parte glútea do nervo tem uma conotação de “valor” muito forte”, explica.

Já as pernas são nosso meio de locomoção e, ao mesmo tempo, a forma como nos comportamos diante da autoridade e das situações da vida. “Por isso” – lembra ele – “tanto pode estar conectada a um medo de reagir ao novo ou de seguir em busca de seus próprios sonhos, como pode ser uma tradução do receio de ter que se curvar a pessoas ou acontecimentos que não são o que esperávamos. Independentemente de como a dor surgiu, o que mais precisamos entender é que ela pode ter, sim, uma origem emocional”.

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Ilustração: Everyday Health

 

“E é aí que a microfisioterapia entra”, finaliza o fisioterapeuta, “encontrando as raízes do que nos aflige, entendendo o tipo de origem que essa dor tem, para que seja tratada de forma física, incluindo aí exercícios de fisioterapia e, claro, o tratamento médico adequado, mas também que seja entendida como uma resposta do organismo a um processo traumático que precisa ser resolvido, ou, mesmo com todos os tratamentos, a dor pode voltar a aparecer”.

Fonte: Biointegral Saúde

Spa Urbano Aiyuna oferece novo tratamento para celulite

Protocolo define a silhueta, fortalece os músculos e é eficaz na redução de medidas, além de melhorar a dor crônica associada à celulite

A celulite é uma preocupação recorrente em boa parte das pessoas – especialmente entre as mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 95% das mulheres são acometidas pela celulite após atingirem a puberdade, período em que começa a ocorrer a influência do hormônio sexual feminino (estrogênio) no corpo.

Celulite

Celulite é o nome popular da fibroedema geloide, que é o acúmulo de gordura sob a pele. Sua característica principal é o aspecto “ondulado” – chamado popularmente de “casca de laranja” – que a epiderme adquire em algumas áreas do corpo. Ela tende a ocorrer nos locais nos quais a gordura sofre influência mais forte do estrogênio, como nas coxas, nos glúteos, nos flancos e no abdômen.

Ela, em si, não representa um grande problema de saúde, mas pode abalar (e muito) a autoestima de quem as tem. Pensando nisso, o Spa Urbano Aiyuna desenvolveu o tratamento “Tchau, Celulite!”, específico para quem quer melhorar o aspecto da pele através da recuperação da epiderme.

De acordo com César Suzuki, diretor fundador e responsável técnico do Aiyuna Spa, o protocolo personalizado associa a massagem manual com o IFIT, um tipo de aparelho não invasivo que utiliza o vácuo (endermologia) e a eletroestimulação (corrente elétrica de baixa frequência) para mobilizar os tecidos e tonificar os músculos. “O tratamento define a silhueta e fortalece os músculos, pois é eficaz na redução de medidas e da celulite. Além de melhorar a dor crônica associada à celulite, aumenta a autoestima da pessoa”, explica Suzuki.

massagem drenagem corpo pernas

O tratamento utiliza produtos especialmente selecionados. Inicia-se com o esfoliante de algas marinhas, que possui intensa ação desintoxicante, minimiza os edemas e prepara a região para as massagens. Depois, utiliza-se o potencializador corporal, que controla e reduz a gordura localizada ao estimular a produção de colágeno e elastina e possui propriedades anti-inflamatórias, o gel condutor glicerinado ultratonificante que melhora a qualidade e firmeza da pele e o creme de massagem corporal (com fórmula exclusiva de quebra da gordura, possui atuação de 24 horas).

“Para completar a terapia, a cliente leva para casa o home care, que é uma loção anticelulite com ativos que atuam na redução da celulite e da gordura localizada”, conta o responsável técnico do spa. O procedimento dura 40 minutos.

Sobre o Aiyuna Spa

“Fuja da cidade sem sair da cidade” é o conceito que guia o corpo técnico do spa, formado por profissionais especializados e capacitados pelo diretor técnico do Aiyuna. Completando dois anos de atividade em 2019, o Spa Urbano oferece 53 tratamentos para seus clientes, variando entre terapias de relaxamento e bem-estar, complementares e estética. A prática, o ambiente, a atenção aos detalhes, o cuidado, terapias únicas: isso é o que faz com que seja entregue para cada usuário uma experiência ainda mais personalizada.

Informações: Aiyuna Spa

Pele madura tem menor firmeza e hidratação, saiba como tratá-la

Além de tratamentos em clínica, cremes e cápsulas prescritas por dermatologistas melhoram a qualidade da pele madura, que sofre com deficiência natural de estrogênio

Na faixa etária dos 40 aos 50 anos, as rugas se acentuam e a pele começa a ficar marcada com “rugas em repouso”, a flacidez já está em um grau moderado e as queixas são de perda do contorno facial e formação do aspecto “buldogue” das bochechas caídas.

“Ocorre a diminuição dos coxins de gordura da face, a bochecha começa a murchar, então, além da consulta a um dermatologista, que poderá propor alguns tratamentos como toxina botulínica e estimuladores do colágeno, os cremes devem ser usados para melhorar a qualidade da pele, sua hidratação e a questão das manchas”, afirma a farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, Mika Yamaguchi.

Mas sabe por que isso acontece? “O hormônio estrogênio aumenta a elasticidade, firmeza, produção de matriz extracelular e hidratação. Há uma deficiência natural desse hormônio após esse período, então isso contribui para a menor elasticidade, firmeza e hidratação da pele madura”, completa a especialista em dermo e nutricosméticos.

Além disso, outro tratamento que deve ser feito, segundo a farmacêutica, é o de manchas, justamente porque nessa idade elas podem ter várias origens, sejam hormonais, por exposição solar, poluentes ambientais, poluentes digitais, estresse, cigarro e o próprio envelhecimento sistêmico.

“As hormonais são as mais difíceis de serem tratadas, as demais com um bom tratamento tópico e oral e acompanhamento médico são passíveis de tratamentos; mas as manchas do melasma caracterizam uma doença crônica, em que é necessário um acompanhamento contínuo para controle”, diz a especialista.

Pensando nas necessidades da pele madura, Mika afirma que é necessário o uso de ativos que melhorem os seguintes parâmetros: reepitelização da epiderme, auto-hidratação, redensificação, luminosidade e combate à inflamação. Por isso ela sugere os seguintes tratamentos:

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Reepitelização da epiderme: uso de cremes com os ativos Hyaxel e SWT-7, que vão hidratar a pele profundamente, ao mesmo tempo em que ajudam no preenchimento das células. “As cápsulas também devem ser usadas, com ativos como Exsynutriment e Bio-Arct, que juntos promoverão uma melhora da síntese de colágeno, com melhora da firmeza e do funcionamento celular”, afirma.

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Foto: Jeltovski

Auto-hidratação: a farmacêutica sugere os ativos Hyaxel e Arct-Alg, que juntos melhorarão a hidratação natural da pele, triplicando a produção de energia das células da pele. As vitaminas orais indicadas são Exsynutriment (silício para melhorar a sustentação e a flacidez da pele) e In.Cell, que combina vários nutrientes para beneficiar a saúde da pele.

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Redensificação: a união de Scupltessence, Progeline e Densiskin em um mesmo creme promove o redesenho e rearquitetura facial, com efeito ‘Dermorelax’. Para ingestão oral, além de Exsynutriment e In.Cell, a farmacêutica sugere Glycoxil, um ingrediente que tem a capacidade de diminuir os malefícios do açúcar e carboidratos na pele.

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Luminosidade: por meio da associação entre Superox C (aumenta produção de colágeno e ácido hialurônico), Silpearl (associação de silício biodisponível com nutrientes funcionais da pérola para restaurar a luminosidade e o equilíbrio hídrico da pele), Arct-Alg (triplica produção de energia celular) e Overnight Repair (poderoso defensor ambiental além de anti-idade e hidratante), o creme diminui o aspecto opaco da pele, melhorando seu brilho natural. Nas cápsulas, Mika sugere Glycoxil para evitar as manchas provenientes dos malefícios do açúcar e carboidratos, e Bio-Arct, antioxidante que triplica a produção energética, melhorando o aporte de nutrientes.

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Getty Images

Combate à inflamação: para tratar a pele inflamada, Mika sugere Pro Barrier Repair e Connect Cell, que vão minimizar os efeitos da inflamação, além de restabelecer a comunicação celular. Para as cápsulas, além de Glycoxil e Bio-Arct, é indicada a suplementação de FC Oral, um modulador inflamatório, com efeito antioxidante e hidratante.

Mika lembra que, antes de qualquer tratamento, é necessário consultar um médico para personalizar as fórmulas de acordo com a necessidade do paciente.

Fonte: Biotec Dermocosméticos–  SAC: 0800-7706160

Pesquisa mostra que tratamentos para engravidar aumentarão quase 10% até 2026

Um dos motivos do crescimento é o adiamento da maternidade pelos casais

De acordo com um relatório publicado este ano pela consultoria norte-americana Allied Market Research, intitulado “Mercado de serviços de fertilização in vitro, por tipo de ciclo e usuário final: análise de oportunidades globais e previsão do setor, 2019-2026 (IVF Services Market, by Cycle Type and End User: Global Opportunity Analysis and Industry Forecast, 2019–2026)”, o mercado global de serviços de FIV gerou US$ 12.505 milhões em 2018 e a projeção é que atinja US$ 26.376 milhões até 2026, crescendo cerca de 9,8% de 2019 a 2026. De 1978 até hoje, cerca de sete milhões de bebês nasceram por meio desse procedimento no mundo todo.

E por que a expectativa é de mais crescimento? Segundo pesquisas da Sociedade Médica de Fertilidade Europeia (ESHRE), um em cada seis casais tem ou terá problemas de fertilidade. Além disso, há outro motivo bem mais conhecido: as pessoas estão deixando para ter filhos mais tarde e, em muitos casos, elas precisarão de tratamento para alcançar o objetivo. Como a maioria dos países não disponibiliza esse tipo de atendimento gratuito, elas acabarão pagando do próprio bolso. E, em alguns casos, haverá mais de uma tentativa.

“Dependendo do caso, e da idade da mulher – a maioria das pacientes das clínicas de reprodução está na faixa dos 40 anos -, será preciso usar o óvulo de uma doadora. Isso não seria necessário se, por exemplo, o médico ginecologista, que acompanha a paciente abordasse a queda da fertilidade depois dos 30 anos durante as consultas. Assim, se aquela mulher estivesse pensando em adiar a gravidez por um longo período, ela poderia ser informada que existe a opção de congelar seus próprios óvulos para utilizá-los no futuro”, afirma Arnaldo Cambiaghi, especialista em ginecologia e obstetrícia, com certificado de atuação na área de reprodução assistida, e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Felizmente, a medicina está sempre se renovando e novas técnicas, estudos e medicamentos surgem todos os dias. Na reprodução humana não é diferente. Confira duas técnicas voltadas a mulheres maduras:

Estimulação ovariana

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“Não é novidade que mulheres acima dos 40 anos têm uma redução do potencial da fertilidade quando comparadas a mulheres mais jovens e, consequentemente, têm também uma chance menor de sucesso nos tratamentos de fertilização. Mas, o ponto obscuro é: qual o limite de idade da mulher para o tratamento de FIV com os próprios óvulos? A partir de qual idade é recomendável utilizar óvulos de doadoras?”, comenta o médico.

A grande maioria dos insucessos nos tratamentos em mulheres acima dos 40 anos vem da qualidade dos óvulos que elas produzem, por formarem embriões de má qualidade, que podem ser chamados de embriões incompetentes. Em outras palavras e com mais objetividade: os óvulos destas mulheres tendem a formar embriões com alterações cromossômicas inadequados para a implantação.

“Se isso ocorrer, a paciente poderá sofrer abortos ou, em alguns casos, se a gestação se desenvolver, o bebê poderá ter alterações, como, por exemplo, Síndrome de Down. Entretanto, se conseguirmos um número maior de óvulos, poderemos ter uma chance maior de obter embriões de ótima qualidade (embriões competentes) e, consequentemente, um tratamento bem sucedido e filhos saudáveis. Porém, em muitos casos de baixa reserva ovariana, a paciente produz poucos óvulos e, na maioria das vezes, precisamos de um maior número de estimulações – de duas a três”, diz Cambiaghi.

O médico lembra que, para se definir o melhor protocolo para a estimulação ovariana, é importante a compreensão do significado “Individualização e Customização” dos protocolos para a estimulação do ovário. Customizar significa alterar algo para que melhor se adeque os requisitos de alguém; personalizar. Assim, o protocolo de estimulação ovariana deve der individualizado para cada paciente e customizado de acordo com o seu histórico e situação que ela se encontre.

Protocolo com uso prolongado do hormônio de crescimento

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O hormônio de crescimento (GH) atua por meio da estimulação da somatomedina C, ou IGF-1 (fator de crescimento de insulina I). É encontrado em vários tecidos e também nos folículos ovarianos, porém, de acordo com estudos, a quantidade desse hormônio é menor em mulheres que apresentam baixa reserva ovariana. Logo, conclui-se que a redução do IGF-1 altera as funções celulares de mulheres com idade avançada ou acometidas pela Insuficiência Ovariana Prematura.

Partindo desse princípio, pesquisas demonstraram que mulheres com baixa contagem de óvulos, que tiveram o hormônio GH adicionado ao protocolo de estimulação ovariana, tiveram uma melhor resposta folicular. O uso do hormônio GH pode, ainda, aprimorar a qualidade dos óvulos, proporcionando embriões de melhor qualidade e, consequentemente, aumentando as taxas de gravidez. Entretanto, interfere pouco na quantidade de óvulos gerados na indução da ovulação.

“Portanto, se pudermos chegar a um tratamento que ajude as más respondedoras a produzir mais óvulos e de melhor qualidade, ou ambos, seremos capazes de melhorar positivamente a chance de se ter um bebê. Vários tipos de protocolos de suplementação têm sido usados ​​para tentar melhorar os resultados para essas pacientes, e a maioria deles éestimulador das mitocôndrias”, explica o médico.

Para finalizar, Cambiaghi reforça uma mensagem: “Enfatizo que as mulheres devem ser informadas, seja por seus médicos ou pela mídia, que é preferível engravidar antes dos 35 anos, pois é mais seguro, e a probabilidade de se ter um bebê saudável é bem maior se comparada a gestações em idades mais avançadas. Se mesmo assim elas quiserem adiar, congelar os óvulos é a opção mais segura”.

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Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista obstetra com certificado em reprodução assistida. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

Make up free: 6 dicas para conquistar uma pele linda e dispensar a maquiagem

Dermatologista membro da Academia Americana de Dermatologia dá dicas valiosas para mulheres que desejam abandonar a maquiagem. Tratamentos cosméticos, nutracêuticos e com equipamentos podem ser usados para realçar a luminosidade natural e uniformização da face

Sair da casa sem um ponto de maquiagem, uma gota de corretivo ou mesmo uma base, é o anseio muitas mulheres. Mas, para a maioria delas, as manchas, rosácea, acne, danos causados pelo sol e melasma, entre muitas outras coisas, ainda geram dependência da pele facial pelos pigmentos. Mas a dúvida sempre fica: é possível ter uma pele perfeita sem recorrer ao make?

“Uma pele naturalmente bonita deve ser saudável e ter uma rotina de cuidados adequados a cada tipo, idade e época do ano. Independente da boa genética, bons hábitos de vida são pilares que promovem a beleza, saúde e longevidade. A alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, exercícios regulares, baixa ingestão de bebida alcoólica e evitar o tabagismo são fundamentais para a manutenção da beleza da pele, além do uso de fotoprotetores adequados, que são os princípios elementares para prover saúde ao nosso corpo como um todo e, isto, claramente inclui seu maior órgão: a pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O passo a passo diário de cuidados com a pele e o hábito constante de visitar o seu dermatologista podem colaborar muito nesse processo de desistir das bases e pigmentos de uma vez por todas. A dermatologista lembra os principais cuidados:

Limpeza

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O rosto, pescoço e área do colo devem ser lavados de manhã e à noite para controle da oleosidade, retirada da sujidade e das nanopartículas de poluentes que ficam aderidas à superfície da pele. “Os sabonetes devem ter pH próximo ao da pele, sem amidas, sulfas ou parabenos e, de preferência, que apresentem na formulação extratos puros naturais em alta concentração como hamamélis, camomila, calêndula, aveia, malva grapefruit, entre outros”, afirma a médica. Após lavar, o uso de um esfoliante, duas vezes na semana, é bem-vindo. Ele deve conseguir retirar estas pequenas imperfeições do estrato córneo em mais de 50% com remoção de asperezas e microcomedos que ficam depositados no ducto de saída das glândulas sebáceas”, explica. A última etapa conclusiva do ritual de limpeza é a tonificação. “Estes produtos, apesar da nomenclatura tônico, podem ser calmantes, hidratantes, antioxidantes e adstringentes”. Os tônicos têm o papel de recuperar também o PH da pele, além das funções já descritas.

Hidratação com antioxidantes e fotoproteção

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Após lavar e tonificar pela manhã, é o momento de usar um sérum tensor com efeito lifting, hidratante, que promova ação antioxidante e de proteção à barreira cutânea. “Ácido ferúlico e um pool de Vitaminas podem estar na formulação, que é um booster de energia para a boa atividade celular principalmente para atuar da junção dermoepidérmica”, explica. “A seguir o uso de fotoprotetor sempre acima de FPS 30 E PPD sempre 1/3 do total da proteção solar com ação anti UVA”, recomenda. Fototipos mais claros devem aumentar a fotoproteção: FPS 50 no mínimo.

Tratamentos noturnos

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Principalmente durante as épocas mais frias do ano, explica Claudia, à noite é o momento de seguir a prescrição do dermatologista e utilizar compostos à base de vitamina A ácida, alfa-hidroxiácidos e derivados associados a clareadores como hidroquinona, alfa arbutin, decapeptídeo e antioxidantes como o resveratrol a vitamina E e C, as antocianinas presentes nos frutos vermelhos, fatores de crescimento, dentre outras formulações específicas para cada caso, tipo de pele e idade. “O regime de tratamento utilizado é prescrito no receituário e pode variar de acordo com a necessidade da pele, o problema em questão, além do estilo de vida de cada paciente”, destaca.

Não esquecer de lábios e olhos

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A dermatologista lembra que lábios e olhos devem ser tratados com cremes com boa espalhabilidade que promovam a formação de filme na pele da região para maior proteção. “O produto para a região dos olhos deve ser usado duas vezes ao dia e a fórmula em questão adequada a cada idade com ação tensora, nutritiva, hidratante e capaz de melhorar a turgescência local, com hidratação e volumização”, conta. “Quanto aos lábios, para a hidratação das mucosas podemos utilizar substâncias emolientes como a manteiga de karité, a vitamina B5, a Vitamina E, ácido hialurônico, fosfolipídios e glicerina”, recomenda.

Nutracêuticos ajudam

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Os nutracêuticos são fórmulas extremamente benéficas e que potencializam e muito a ação do tratamento tópico, explica a médica. “Eles atuam no combate aos radicais livres, ajudam a hidratar e recuperar a membrana de água e gordura sobre a pele, estimulam a elasticidade das fibras de colágeno e elastina, melhoram a perfusão para a microcirculação periférica, auxiliam na fotoimunoproteção do tecido cutâneo e são importantes no controle de patologias como melasma, dermatite atópica, rosácea e na melhora da condição estrutural de textura, coloração, tônus e viscoelasticidade”, destaca. “Estes produtos devem ser prescritos pelo especialista para cada caso clínico em questão e podem conter ativos como o colágeno peptídeo, Exsynutriment, Glycoxil, silício orgânico, carnosina, resveratrol, picnogenol, polipodium leucotomus, vitamina C, FC Oral, extrato de gengibre e extrato de green tea.”

Tratamentos em clínica

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A curto prazo, os tratamentos em clínicas dermatológicas com lasers e radiofrequências podem ser indicados para resultados mais rápidos. “Os tratamentos mais indicados são o laser de CO2 fracionado com radiofrequência para face e pescoço, o microagulhamento de ouro com radiofrequência, entre outros que são indicados de acordo com a necessidade da pele do paciente”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é  médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.