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Menopausa X cabelo: entenda o que acontece com os cabelos nesta fase

A menopausa é um processo fisiológico pelo qual a mulher passa por volta dos 50 anos. O principal marco dessa fase é o fim do ciclo menstrual e reprodutivo feminino. Antes de a menstruação cessar completamente, no entanto, há diversas modificações que podem ser sentidas no corpo da mulher. E o cabelo também muda, como por exemplo, em relação ao ritmo de crescimento e ao volume.

A chegada da menopausa é marcada pelo ressecamento e mudança da espessura e da cor dos fios. Mas, sem dúvida, uma das características mais marcantes é a queda acentuada de cabelo. Assim como acontece com as demais partes do corpo, os fios também sofrem com a ação do tempo. Com o passar dos anos, ocorre uma queda hormonal natural, fazendo com que o cabelo fique mais ressecado. Embora a menopausa não tenha uma data certa para chegar, é comum que ocorra entre os 45 e 60 anos. Durante esse período, a produção de progesterona, estrogênio, colágeno e elastina diminui significativamente, que são os principais responsáveis por manter os fios mais saudáveis, e, inevitavelmente, os cabelos refletem essa mudança.

“Manter os cabelos naturalmente compridos e volumosos pode se tornar um pouco mais difícil a partir dessa fase. Pode-se esperar no período da menopausa uma velocidade mais lenta de crescimento e a presença de cabelos mais finos e menos hidratados, ou seja, quebradiços e mais opacos”, esclarece o cabeleireiro e tricologista Tharik Bonomo.

A perda de densidade de cabelo tem um impacto tão grande que é mesmo o terceiro maior motivo para a insatisfação capilar em todo o mundo e pode fazer com que as mulheres sintam uma súbita perda de confiança e autoestima. Um estudo feito com cinco mil mulheres revelou que os maiores desejos eram mais volume, cabelos mais fortes e espessos e, no geral, mais fios. O problema é que, com a menopausa, o envelhecimento do cabelo acelera drasticamente, e se torna cada vez mais difícil preservar a densidade, como a maioria das mulheres deseja.

Apesar dessas mudanças, o tricologista afirma que o cabelo na menopausa ainda pode ser lindo e saudável. Para isso, existem diferentes estímulos nos quais se pode apostar. “O acompanhamento com o especialista, desde o início do período dos primeiros sintomas da menopausa, ajuda a selecionar os tratamentos adequados precocemente e, devido a isso, alcançar um resultado mais eficaz: como a aplicação de loções que ajudam a prolongar o crescimento dos fios, aplicações injetáveis diretamente no couro cabeludo, laserterapia capilar, entre outros”, ressalta Bonomo. Para isso, é indicado sempre uma avaliação com profissional cabeleireiro ou tricologista onde se é avaliado os melhores serviços e tratamentos a serem feitos.

Bonomo, que é especialista em biomedicina estética, tricologista e cosmetólogo traz algumas dicas para auxiliar nos cuidados com as madeixas nessa fase da vida, confira:

-Beber bastante água é essencial para ajudar a preservar as funções do organismo e manter a hidratação da pele e dos cabelos em dia.

-Atividades físicas estimulam a regeneração capilar, pois ajudam a controlar, reverter ou evitar o acúmulo de gordura, reduzindo também a queda dos fios. Além disso, os exercícios liberam endorfinas, que são as responsáveis pela sensação de bem-estar. Ao praticar uma atividade física, ocorre uma redução natural dos níveis de estresse e ansiedade, aumentando a proteção e a força dos fios.

-O tratamento dos fios durante a menopausa precisa começar de dentro para fora, o que significa que é imprescindível cuidar da alimentação. Uma dieta balanceada, rica em vitaminas, proteínas, cálcio e magnésio é importante para manter a força do cabelo e estimular o crescimento dos fios.

-A lubrificação natural dos fios e do couro cabeludo também diminui em virtude do processo de envelhecimento. Por isso, é importante investir na hidratação.

-Embora muita gente assuma com orgulho os cabelos brancos, pintá-los é ainda bastante comum. Se o cabelo não estiver bem cuidado antes da coloração, a química irá tornar os fios ainda mais frágeis. O tonalizante é uma boa opção para tingir os cabelos de forma menos agressiva.

“Além de buscar um acompanhamento especializado, fique sempre atenta às mudanças na textura dos fios e recorra aos cuidados necessários para manter a boa saúde deles sempre”, finaliza Bonomo.

Cabelos grisalhos necessitam de cuidados especiais

Os fios brancos aparecem aos poucos. Algumas mulheres já ganham mechas grisalhas antes dos 30 anos, outras têm as raízes embranquecidas com o tempo. Não há uma idade certa para que o grisalho comece, o processo é gradual e tem início entre 35 e 45 anos.

Durante a pandemia, muitas mulheres deixaram de pintar seus fios e assumiram os cabelos grisalhos ou brancos. Essa “Revolução Grisalha” vem de mulheres de personalidade forte e com discurso sobre aceitação da passagem do tempo. Dentre essas mulheres estão muitas famosas como Glória Pires, Astrid Fontenelle, Preta Gil e Samara Felippo, entre outras.

“Porém, esses cabelos necessitam cuidados especiais, são fios que já perderam algumas propriedades, possuem cutículas mais abertas e, sendo, assim ficam mais porosos”, comenta o cabeleireiro, tricologista e cosmetólogo Tharik Bonomo.

De acordo com ele, os fios suportam menos tração e processos químicos. Portanto, para manter a cabeleira platinada bonita e saudável, é preciso certo grau de dedicação.

O cabelo “perde a cor” naturalmente porque a função de uma célula responsável pela melanina das madeixas é reduzida progressivamente ao longo do tempo. Primeiro vem o grisalho e depois os fios começam a ficar embranquecidos. “Com a falta do pigmento, os fios ficam mais fracos e exigem cuidados específicos, tendo em vista que a proteína influencia e estimula a maciez e hidratação capilar.” explica o tricologista.

Os cabelos naturalmente brancos podem sofrer algumas quedas e ficam mais vulneráveis diante de químicas e colorações. Por isso, é indicado que mantenha uma rotina de hidratação e nutrição uma vez por semana, assim como ter cuidados básicos. As principais vitaminas que previnem o aspecto envelhecido são A e E. Elas geralmente são encontradas em produtos que contenham tocoferol, por isso a necessidade de consultar os rótulos.

Como cuidar dos cabelos brancos

O cabelo grisalho ou branco necessita de cuidados especiais para ficar com uma aparência saudável e elegante. Os fios necessitam de hidratação, fortalecimento e, principalmente, proteção térmica. O especialista traz dicas de como manter esse cuidado, confira:

Utilize produtos indicados

Use produtos adequados para os cabelos grisalhos, isso auxilia no cuidado e saúde dos fios. “Shampoos e condicionadores matizadores, possuem propriedades antioxidantes e hidratantes, que ajudam a evitar o amarelamento dos fios devido à exposição ao sol. Até perder 100% da cor, o fio pode nascer meio amarelado. Esse tipo de produto ameniza a situação”, explica Tharik.

Mantenha uma boa hidratação

O cabelo branco é mais ressecado. Como ele tende a ficar mais fraco e poroso, acaba tendo dificuldades em absorver água e outros nutrientes essenciais. A hidratação é uma das formas mais simples e fáceis de cuidar dos fios acinzentados, já que pode ser feita por meio de uma rotina caseira de cuidados. Invista em cremes de hidratação ricos em nutrientes que potencializem a força dos fios, responsáveis pelo brilho e maciez.

Proteja do sol

Como os cabelos estão sem pigmento, e consequentemente mais sensíveis, os fios são muito suscetíveis aos danos da radiação. Utilize produtos com filtro solar.

Evite aparelhos térmicos

Segundo o tricologista Tharik, aparelhos que utilizam fontes de calor como secadores, babyliss ou chapinha, devem ser evitados em cabelos grisalhos. O uso com frequência danifica e leva à quebra dos fios. Em caso de utilização desses aparelhos, um bom protetor térmico é fundamental.

Na literatura há comprovação que a suplementação com ácido fólico (vitamina B9) atua diretamente nos melanócitos ( células responsável pela síntese de melanina), com isso ajuda inclusive na diminuição dos cabelos brancos. “Observei no dia a dia, clientes que suplementam com essa vitamina, o cabelo novo nasce com a base escura, mesmo o fio sendo branco. Clientes que possuem até 5% de cabelos brancos têm uma resposta bem interessante suplementando com o ácido fólico, chegando a quase não ter mais fios brancos”, esclarece Tharik.

O que deixa os jovens grisalhos

Já reparou que algumas pessoas ganham fios brancos antes dos 30 anos? A predisposição genética conta bastante nesses casos, mas há fatores externos que também favorecem essa prematuridade, como exposição à poluição do ar e radiação ultravioleta, além de tabagismo e dieta, assim como também picos muito frequentes de estresse. “Ter acompanhamento de um especialista na área é indispensável nestes momentos”, finaliza.

Fonte: Tharik Bonomo atua na área de beleza há 18 anos. Experiência como Cabeleireiro e Maquiador em Jacques Janine. Gestor, Cabeleireiro e Esteticista em Tharik Bonomo Salon & Estetic. Pós graduação em Tricologia e Terapia Capilar – Facuminas. Pós graduação em Biomedicina Estética – Faveni. Pós graduação em Cosmetologia Avançada – Faculdade Futura. Tecnólogo em Estética e Cosmética – Universidade Santo Amaro -Unisa. Cursa o último ano de Bacharelado em Biomedicina.

Cabelos: como lidar com as alterações que a menopausa traz

Tricologista alerta para o cuidado com a alimentação e suplementação nutricional para a diminuição as alterações e perdas de cabelos

A menopausa é um momento importante da vida das mulheres. Não apenas pelas mudanças significativas no padrão endócrino que até o início do climatério se mostrava mais regular, mas também porque acompanha outras mudanças que são significativas no sentido da fisioanatomia geral do organismo. O médico e tricologista Adermir Leite Junior aponta que entre as alterações nessa fase da vida da mulher “Cabelos secos, quebradiços, distróficos, eflúvio telógeno crônico, alopecia androgenética e alopecia senil são frequentes e os cuidados para manter a qualidade dos fios e reduzir o risco de perda capilar passa pela alimentação”.

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Especialista na área tricológica há mais de duas décadas, Leite Junior cita um dos estudos onde as informações são esclarecedoras e ajudam a explicar essa associação. “Em um artigo publicado no periódico Menopause Reviews (2016), a médica Goluch-Koniuszy deixa claro o quanto a dieta é fundamental para a manutenção da saúde capilar. Partindo de uma base simples, a de que muitos alimentos têm nutrientes essenciais para a produção de hormônios esteroides, assim como para a formação de fios com boa estrutura proteica. Dentre os compostos que devem estar presentes nos alimentos para uma boa saúde capilar, os aminoácidos sulfurados, como a cisteína e a metionina, são precursores de queratina e estão em maior destaque. A L-Lisina ajuda a saúde da pele e da região do folículo piloso, conhecida como bainha radicular interna, responsável pela forma e volume dos cabelos”.

Ele ressalta o quanto uma dieta com compostos essenciais durante toda a vida é benéfica para manter a saúde capilar e que, durante a menopausa, essa alimentação não pode ser esquecida, mas, ao contrário, incrementada. O médico complementa ainda que no estudo a autora elenca duas recomendações:

– Alguns minerais são importantes para o crescimento capilar: zinco, ferro, cobre, selênio, silício, enxofre, magnésio e cálcio.

– Ajudam na saúde do cabelo: vitamina C, vitamina A e vitamina do complexo B.

Foto: Jeltovski

Sobre os polifenóis, a autora lembra que os flavonoides, classe de polifenóis mais estudada em mulheres na menopausa, são importantes antioxidantes. Neste grupo encontram-se as flavononas, flavonas, isoflavonas e as antocianinas. Na superfície da pele, essas substâncias agem com antirradicais livres e, nas porções mais profundas da pele, agem como protetoras contra as radiações ultravioletas. Também melhoram a circulação sanguínea, o que acaba por contribuir para a saúde dos cabelos, além de algumas agirem como fitormônios, podendo contribuir com a atividade das células da papila dérmica e da matriz dos folículos pilosos.

O tricologista destaca ainda que “os flavonoides do chá verde estimulam o crescimento dos cabelos por aumento da fase de anágena, a de maior atividade na raiz dos cabelos. Alguns flavonoides podem inibir a enzima 5-alfa-redutase, que tem papel importante no surgimento da calvície masculina e feminina, como é o caso do Saw palmetto, também conhecido como Serenoa repens”.

Alguns alimentos já são velhos conhecidos por aliar sabor e benefícios. É o caso do chocolate com cacau 70% ou mais, e vegetais/frutas em geral, que no estudo são apontados como boas fontes de flavonoides, e entram como sugestão alguns bem conhecidos no Brasil e que o médico considera de fácil integração na dieta: cebola, tomate, pimenta, pimentão brócolis, frutas vermelhas, maçã, frutas cítricas, uvas e grãos que, em geral, também são ricos em flavonoides.

“É muito importante lembrar que uma boa alimentação é a base de uma boa saúde. No caso dos cabelos, em especial das mulheres na menopausa, os cuidados com a alimentação são importantíssimos para que alterações de qualidade e quantidade de fios não sofram interferência. O processo de aging capilar, já descrito na literatura médica, não está apenas vinculado ao embranquecer dos fios, mas também às mudanças de estrutura que os fios desenvolvem, assim como ao surgimento de alopecias de severidade variada”, explica o tricologista.

Além da alimentação e suplementação nutricional, ele lembra que cuidados medicamentosos e cosméticos podem ser fundamentais para a boa saúde e manutenção dos cabelos, principalmente quando a mulher já tem predisposição à perda capilar ou sofre com outras patologias que, de certa forma, podem causar perda de cabelos direta ou indiretamente.

Fonte: Ademir C. Leite Jr. é médico, Presidente da Academia Brasileira de Tricologia. É certificado como Tricologista pela Internacional Association of Trichologists (IAT). Membro e diretor da IAT. Palestrante internacional e diretor da Classe nica HTRI e do CAECI onde ministra cursos em Tricologia. Autor de vários livros.

Sete dicas para acelerar o crescimento de seus cabelos

Afinal, quais são os cuidados que devemos tomar para tratar a queda capilar e deixar os cabelos mais fortes, compridos e saudáveis

A partir dos 25 anos, muitas mulheres e homens percebem que seus cabelos estão caindo em ritmo mais acelerado, segundo a Sociedade Brasileira do Cabelo. “Existem diversas causas para esse fenômeno de queda dos fios, que podem sofrer com a miniaturização (ou seja, ficando cada vez mais finos) quando é um problema genético ou caírem de forma intensa por conta de dietas restritivas, estresse ou pós-parto”, afirma Lucas Fustinoni, médico tricologista, referência internacional em Tricologia e membro da World Trichology Society e da European Hair Research Society.

Mas hoje existem diversos tratamentos para recuperar a força e a saúde dos fios. Abaixo, o especialista dá algumas dicas:

Verifique se o nível de ferro no seu sangue está adequado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial é anêmica, ou seja, possuem uma condição caracterizada de deficiência na concentração da hemoglobina devido à falta de ingestão de ferro. “Sabemos que o ferro é responsável por fazer com que seu corpo produza hemoglobina, elemento do sangue com a função de transportar oxigênio dos pulmões para nutrir todas as células do organismo, incluindo aquelas que alimentam seus fios. Por isso, ele é tão importante para o crescimento capilar”, explica o tricologista. Quer saber quais alimentos contam com esse nutriente? Invista no feijão, espinafre, lentilha, castanha-de-caju e carne vermelha.

Foto: Scibosnian

Invista em bons alimentos como o ovo. As carências de vitaminas, minerais, proteínas, gorduras e carboidratos de boa qualidade também impactam na saúde dos fios e do couro cabeludo. “Seu cabelo é composto principalmente de proteínas, portanto, incluir quantidades adequadas em sua dieta é vital para o crescimento do cabelo”, afirma o tricologista. “Alimentos que são boas fontes de proteínas são peixe, frango, carne magra, ovos, feijão, quinoa, tofu e leguminosas. O ovo por exemplo é um velho conhecido quando o assunto é saúde capilar, sendo incluído em receitas caseiras de hidratação dos fios. Sua boa ‘fama’ vem do fato de que o ovo é rico em proteínas, ácidos graxos, aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais como zinco, selênio e ferro. Esses micronutrientes são envolvidos nos processos de formação da fibra capilar e de multiplicação das células da raiz do cabelo, facilitando o processo. É por isso que o consumo de ovos contribui para sua saúde capilar”, diz o médico. Outras boas fontes de zinco incluem sementes de abóbora, peixe, ovos e lentilhas. No caso do selênio, este mineral é rico em enzimas que ajudam os folículos pilosos a ficarem protegidos contra agressões ambientais. “Além do ovo, a castanha-do-pará é uma boa fonte desse nutriente”, acrescenta Fustinoni.

Converse com seu médico sobre suplementos. A correria do dia a dia, muitas vezes, dificulta a obtenção de todos os nutrientes e vitaminas que nosso corpo precisa. Em alguns casos, você pode precisar de vitaminas orais, como Exsynutriment, Biotina e Vitamina C, para tornar seus cabelos mais grossos e resistentes. “Sabemos que o folículo rico em colágeno permite uma ancoragem de alta eficiência diminuindo a queda do cabelo, por isso essas substâncias são importantes. Além disso, elas ajudam a promover um incremento do fluxo de nutrientes permitindo o aumento da produção de queratina e, por consequência, melhora significativa da densidade capilar”, explica o médico.

Evite penteados apertados e jamais durma com ele preso. “Evite rabos de cavalo mega-apertados, pois a tensão pode e vai quebrar o cabelo”, diz Dr. Lucas. Os melhores prendedores ou xuxinhas são feitos com tecido mais suave. “Uma alternativa interessante é usar os “hashis” de madeira. Além disso, se o seu cabelo é propenso a quebrar, você nunca deve dormir com ele preso, pois isso atrapalha os fios”, ensina Fustinoni.

Cuidado com chapinhas e secadores. “As ferramentas de calor podem remover a umidade dos seus fios, o que pode torná-los frágeis e quebradiços. Além disso, a agressão constante do calor ao couro cabeludo por inflamar os folículos e dificultar o crescimento dos fios. Também evite o uso de água quente quando lavar o cabelo, pois o calor abre as cutículas, tornando os fios mais suscetíveis aos danos do secador e da chapinha, além de piorar quadros de caspa”, destaca o médico.

Invista no minoxidil. Muitas pessoas fazem uso do Minoxidil para auxiliar em tratamentos de calvície e queda de cabelo. Geralmente encontrado nas farmácias na concentração de 5%, esse medicamento tópico age aumentando a circulação sanguínea do couro cabeludo e melhorando a oxigenação da região. “Dessa forma, o medicamento prolonga a fase anágena, ou seja, a fase de crescimento do cabelo e promove o crescimento de fios mais fortes e saudáveis”, explica Fustinoni. Mas atenção: para aplicação correta, primeiro deve-se dividir o cabelo em cinco partes e, começando pelo centro, é preciso que você aplique cinco borrifadas de Minoxidil em cada uma delas, em seguida massageando o couro cabeludo até completa absorção do produto.

Faça uso de equipamentos baseados em ledterapia. Para quem procura por resultados mais rápidos uma boa dica é utilizar aparelhos que utilizam da Low Light Level Therapy (Terapia de Luz com Baixa Potência), ou seja, que usam de LEDs para espessar os fios, aumentar a quantidade de cabelos e prolongar a fase de crescimento dos fios. “São bonés ou capacetes que usam a luz vermelha no comprimento de 660 nanômetros, que fornece energia, na medida em que a estrutura celular localizada nas membranas da mitocôndria são estimuladas a produzir mais ATP nas células. O efeito esperado é de engrossamento e aumento do número de fios no couro cabeludo, além de ser um auxílio na penetração das loções prescritas pelo dermatologista”, finaliza o médico.

Fonte: Lucas Fustinoni é médico tricologista, referência internacional em Tricologia e membro da World Trichology Society, da European Hair Research Society, da Uktranian Hair Research Society, da Sociedade Italiana de Tricologia e da Associação Argentina de Tricologia. Graduado em Medicina, Dr. Lucas Fustinoni é divulgador científico de Tricologia e Estética, Fellowship de Estética em Miami, e possui o maior canal do Youtube do mundo sobre Tricologia e Estética.

Sem enrolação: tricologista esclarece dúvidas sobre cabelos cacheados e crespos

O Brasil é uma nação de diversidades. E isso se traduz também nos cabelos, sendo o país com mais tipos no mundo. Entre eles, os fios cacheados e crespos são maioria, representando 70% deles, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Beleza Natural, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

Mas se antes as madeixas encaracoladas eram motivo (desnecessário) de vergonha, hoje elas ganham cada vez mais visibilidade, com produtos e tratamentos específicos. Um “carinho” merecido, na opinião da médica especializada em Dermatologia clínica e cirúrgica e tricologista, Carla Bortoloto, professora da Pós-Graduação em Dermatologia das Faculdades BWS, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da American Academy of Dermatology (AAD).

“As madeixas crespas e cacheadas necessitam de cuidados especiais, já que devido ao formato espiralado do fio, a oleosidade natural do cabelo, produzida na raiz, enfrenta dificuldades para chegar às pontas, tornando-os mais frágeis e ressecados”, explica.

Daí a importância em se manter os cuidados com a higiene e hidratação dos fios, além de procurar se alimentar de forma balanceada para manter os fios longe de problemas como frizz, quebra e queda.

A seguir, a médica esclarece algumas das principais dúvidas sobre a saúde e a beleza dos cabelos crespos e cacheados:

O cabelo crespo cresce menos?
Na verdade, os fios cacheados e crespos crescem na velocidade normal, mas devido à sua textura, eles enrolam, causando a impressão de “encolhimento”. Para “aumentar” a velocidade de crescimento dos cachos o ideal é manter uma alimentação equilibrada, com frutas, vegetais, proteínas e minerais. Usar suplementos orais também pode ajudar, mas essas vitaminas devem sempre ser prescritas por um especialista.

Foto: GoodHousekeeping

Os cabelos crespos caem mais?
Perde-se, em média, de 100 a 120 fios de cabelo por dia. Os cabelos crespos são mais frágeis, por isso quebram mais, mas caem na mesma quantidade que os outros tipos de fios. O que causa a impressão de que os cabelos crespos caem mais é o fato de que às vezes, os fios se soltam da raiz, mas ficam enrolados nos outros cachos e vão se acumulando ali ao longo do dia. Então, na hora de pentear ou de lavar, a quantidade de cabelos “em queda” parece maior. Para evitar a queda, invista na alimentação balanceada e saudável, incluindo no cardápio frutas, legumes, vegetais, grãos e outros alimentos in natura (de origem vegetal e animal). Além disso, mantenha os cuidados gerais com a higiene e evite processos químicos muito agressivos.

Cabelos crespos e cacheados têm mais pontas duplas?
As pontas duplas são causadas por agressões à cutícula do cabelo (parte externa do fio) e podem surgir em qualquer tipo de fio. Entretanto, o problema é mais recorrente nos crespos e cacheados, não apenas devido à sua fragilidade natural, mas, principalmente, aos excessos térmicos, como o uso de chapinha e secador, e químicos, como tinturas, progressivas e relaxamentos. Para prevenir o problema, o ideal é reforçar a hidratação dos fios. Além disso, tratamentos como queratinização e cauterização auxiliam na reposição da massa dos cabelos.

Realizar hidratações caseiras é o suficiente para manter a saúde e beleza dos fios cacheados e crespos?
Não. As mechas cacheadas e crespas possuem características e necessidades próprias, em especial precisar de uma maior hidratação. As hidratações caseiras não conseguem penetrar integralmente na fibra capilar, tornando o cabelo quebradiço, com frizz e pontas ressecadas. Além disso, alguns ingredientes utilizados nessas receitas, como as frutas cítricas, podem manchar a pele e, em casos mais graves, ocasionar queimaduras no couro cabeludo.

Os danos causados pelo uso de química são mais fortes nos cabelos crespos?
De maneira geral, todos os tipos de cabelo sofrem com a ação das químicas, seja coloração, alisamento, relaxamento. No entanto, o cabelo crespo tem uma estrutura mais frágil que o torna mais propenso à quebra. Por isso, os cuidados com esse tipo de fio devem ser redobrados. Da escolha dos produtos às técnicas empregadas, tudo deve levar em consideração a textura original das mechas.

Produtos com queratina fazem bem aos cabelos crespos?
A queratina (proteína responsável por dar rigidez ao fio) é o principal componente do cabelo, mas ela vai se desgastando aos poucos devido a agressões externas, como a exposição ao sol, por conta da radiação e do calor, a poluição, o excesso de produtos químicos. Tratamentos como a queratinização ou o uso de produtos que apresentem queratina em sua formulação podem ajudar a reconstruir a fibra e acabar com a porosidade, entretanto é preciso estar atento, pois o excesso da proteína pode tonar a haste capilar rígida demais, tornando o fio mais fácil de quebrar. Por isso é importante sempre contar com a avaliação de um profissional para saber se essa reposição é de fato necessária.

O cobre presente na água faz mal aos cabelos crespos?
O cobre presente na água do chuveiro vai acumulando nos fios a cada lavagem, tornando os cabelos mais frágeis e sensíveis aos raios UV emitidos pelo sol e também aos tratamentos químicos, como alisamentos e colorações. Uma forma de prevenir o problema é usar no chuveiro um filtro para barrar o cobre, encontrado em loja de materiais de construção.
Vale lembrar, no entanto, que na alimentação, o cobre desempenha papel fundamental. Alimentos como fígado, lentilha e semente de girassol e chocolate, auxiliam na composição celular e para cabelos o cobre fundamental para o crescimento, tanto em velocidade quanto em volume.

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Por que o cabelo crespo sofre com a ação a água do mar?
Em contato com a água do mar, os cabelos sofrem um processo de desidratação. Resultado: fios opacos, com eletricidade estática (frizz) e, em alguns casos, mais quebradiços e “elásticos”. Para curtir o mar sem estresse, capriche nas hidratações durante o período. Fios hidratados possuem escamas mais fechadas e ficam menos suscetíveis aos danos. E a recuperação também é mais fácil.

Fonte: Carla Bortoloto é médica especializada em Dermatologia Clínica e Cirúrgica, tricologista, professora da Pós-Graduação em Dermatologia das Faculdades BWS, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da American Academy of Dermatology (AAD).

Não adianta passar mel, óleo de coco, abacate e ovo no cabelo se você tem uma alimentação ruim

Receitas caseiras têm poder limitado na atuação tópica para melhora dos fios de cabelo. Seria bem melhor introduzir esses ingredientes na alimentação diária, pois trarão benefícios não só para o cabelo, mas para o corpo todo. Em contrapartida, alimentação rica em açúcar só piora qualidade capilar

Uma busca rápida na Internet e encontramos diversos (e bons) ingredientes alimentares em um mix de receitas para melhorar a hidratação e a nutrição dos fios capilares. Mel, óleo de coco, abacate, ovo, aveia, banana, mamão e abóbora estão entre os alimentos que figuram nas receitas caseiras para salvar os fios.

Mas se você só vai ao mercado comprá-los para passar nos cabelos enquanto tem uma alimentação recheada de açúcar e frituras, o resultado será zero (e é melhor você inverter essa lógica e consumir esses ingredientes nas suas refeições).

“O excesso de açúcar na dieta, que geralmente vem acompanhado de uma ingestão reduzida em proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes (condicionais para manter a saúde do organismo como um todo e ainda sobrar para o adequado aporte à pele, cabelo e unhas), pode comprometer a saúde dos folículos capilares aumentando a possibilidade de eflúvio (queda intensa dos cabelos). Muito açúcar circulando é um dos fatores que propicia um desequilíbrio da microbiota e aumenta o perfil inflamatório do organismo como um todo”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“Como o cabelo não é um órgão ou tecido vital, seu corpo nunca priorizará suas necessidades nutricionais. Portanto, devido à natureza descartável do cabelo, um desequilíbrio nutricional geralmente afeta primeiro o cabelo, causando fraqueza e queda”, afirma Kédima Nassif, dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Resumindo: você pode caprichar na receita caseira (que tem um efeito tópico mais limitado), mas se sua alimentação for ruim, o resultado será pequeno e quase irrelevante.

De acordo com a tricologista, o cabelo é composto principalmente de proteínas, portanto, incluir quantidades adequadas em sua dieta é vital para o crescimento dos fios. “Alimentos que são boas fontes de proteínas são peixe, frango, carne magra, ovos, feijão, quinoa, tofu e leguminosas. O ovo por exemplo é um velho conhecido quando o assunto é saúde capilar, sendo incluído em receitas caseiras de hidratação dos fios. Sua boa ‘fama’ vem do fato de que o ovo é rico em proteínas, ácidos graxos, aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais como zinco, selênio e ferro. Esses micronutrientes são envolvidos nos processos de formação da fibra capilar e de multiplicação das células da raiz do cabelo, facilitando o processo. É por isso que o consumo de ovos contribui para sua saúde capilar”, diz a tricologista Kédima. Melhor que aplicar diretamente nos fios é ingerir o alimento.

“Aproximadamente 85% do cabelo é formado de queratina, que é uma proteína, e por ser um tecido de excreção, é formado de aminoácidos sobressalentes para essa função. Se não houver sobra de proteínas, não há boa síntese de queratina. Além disso, minerais metálicos como ferro e cobre além de vitaminas do complexo B como a biotina participam da manutenção da saúde capilar”, diz Marcella.

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O mel, por exemplo, é muito mais que um açúcar natural e conta com outros componentes como ácidos orgânicos, minerais, antioxidantes e aminoácidos. “O mel possui a maioria dos elementos minerais essenciais para o organismo humano, especialmente o selênio, manganês, zinco, cromo e alumínio. Essas propriedades são altamente benéficas à saúde”, diz a médica nutróloga. “O zinco ajuda na recuperação e reparação dos tecidos e contribui para o fortalecimento do seu cabelo. A sua carência pode levar a um aumento da queda de cabelo e a um couro cabeludo seco e escamoso. Já o selênio cria uma barreira nos fios contra os radicais livres”, afirma Kédima.

Outro oligoelemento importante para o crescimento e fortalecimento do fio de cabelo é o silício, segundo Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos. “Ele é um elemento importante para formação e estrutura do fio, além de ajudar muito nesta melhora da qualidade do cabelo. O ideal, nesse caso, é a suplementação de Exsynutriment, um silício estabilizado em colágeno marinho hidrolisado e que fornece silício biodisponível para o organismo. Associado com cisteína, cistina, bio-arct mais vitaminas pode melhorar a saúde capilar, por esta razão é importante sempre consultar um dermatologista ou tricologista para se ter uma indicação precisa e o melhor resultado no cabelo”, afirma a farmacêutica.

O óleo de coco e o abacate, por sua vez, são fontes de boas gorduras, que ajudam a hidratar e a nutrir os fios. “O abacate, além do magnésio que ajuda a deixar o cabelo mais forte, tem Vitamina E, que além de ajudar na hidratação natural, tem atuação antioxidante interessante contra os danos ambientais”, diz a tricologista. Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, em alguns casos, a suplementação pode ser bem-vinda. “O In.Cell é um ingrediente funcional preparado a partir da gema do ovo esterilizada rica em DHA. Ele contém aminoácidos essenciais, lipídeos e ácidos graxos mono e poli-insaturados (ômegas 3, 6, 7 e 9) nas proporções adequadas para o consumo humano, garantindo reparação e nutrição celular, ideais para um cabelo sadio e bonito”, diz a farmacêutica.

Segundo Kédima, consumir ferro também ajuda na saúde e beleza dos fios. Os níveis de ferritina (ferro armazenado) são extremamente importantes para o crescimento do cabelo. “Se sua dieta permitir, tente comer carne vermelha magra pelo menos duas vezes por semana. Caso contrário, tente adicionar um suplemento nutricional de ferro à dieta ou invista em folhas verde-escuro como o espinafre, que tem altos níveis, um mineral crucial para a formação do cabelo e para o transporte do oxigênio no sangue, oxigênio esse que chega às raízes capilares favorecendo sua multiplicação e a presença de fios com bom crescimento e espessura”, diz a tricologista.

Foto: Dvir;/Morguefile

Uma dica importante para melhorar a absorção do ferro é, próximo à refeição, apostar na vitamina C. “O ferro de origem vegetal é melhor absorvido se você o ingerir juntamente com a vitamina C. Beba um copo de suco de laranja ou limão espremido na hora ou coma uma de suas frutas e legumes favoritos para ajudar na absorção de ferro”, diz Marcella. O seu cabelo também agradece: a vitamina C é um antioxidante poderoso e cofator na produção de colágeno, essencial para o fortalecimento da pele e do cabelo.

Invista também em fontes de vitamina A, como a cenoura e a abóbora. “Ela vai ajudar na produção normal de sebo. No entanto, cuidado com o excesso desse ingrediente que pode fazer com que o cabelo caia”, afirma Kédima. E antes de investir apenas em receitas caseiras, o ideal é buscar ajuda médica. “Com mudanças no hábito alimentar e a prescrição individualizada de suplementos alimentares, muito do aspecto indesejável do cabelo pode ser minimizado”, finaliza Marcella.

FONTES:
Kédima Nassif é dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC.
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Mika Yamaguchi é farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos. Especialista em prescrições dermo e nutricosméticas.

Aumento da queda de cabelo na quarentena

Especialista fala sobre fatores de influência e tratamentos disponíveis

Neste período de quarentena, em que as pessoas tiveram suas rotinas alteradas, o aumento da queda de cabelo tem sido uma queixa recorrente. Uma série de fatores contribuiu para esse aumento, com o stress e a ansiedade encabeçando a lista. Em uma rede de salões de beleza de São Paulo, não foram poucas as clientes que demonstraram preocupação com o problema.

É o que conta a Especialista em Terapia Capilar Kammily Carvalho, do Shades Studio Jardim Pamplona: “Tenho recebido muitos questionamentos relacionados à queda de cabelo. Em grande parte dos casos, a queda acentuada está diretamente relacionada ao momento de isolamento social”, diz a profissional.

Com a sua experiência e formação em tratamento de dermatites do couro cabeludo e queda precoce, a especialista explica: “O nosso cabelo tem três fases: o período durante o qual o cresce chama-se fase anagênica e dura cerca de 1 a 4 anos. A segunda fase chama-se catagênica, é quando a conclusão da produção de fibra ocorre e dura de 2 a 3 semanas. A última fase, conhecida como telogênica, é quando o fornecimento de nutrientes é interrompido, dessa forma, o cabelo cai, deixando espaço para o crescimento de um novo fio e o reinício do processo. É normal cair uma média de 100 a 120 fios diários. Em alguns casos, essa quantidade se multiplica, principalmente por fatores hormonais, pois o folículo piloso é sensível às alterações hormonais”.

Além dos hormônios, os cabelos podem apresentar queda por fatores nutricionais, emocionais e doenças de base autoimune. Outros indícios foram apontados pela cabeleireira, como eflúvio telógeno, fator reversível no qual o cabelo cai depois de uma experiência estressante; alopecia androgênica, que é a perda permanente de cabelo, causando a calvície; seborreia – doença cutânea que provoca manchas descamativas e vermelhas na pele e no couro cabeludo; e alopecia areata, queda repentina de cabelo que começa com uma ou mais áreas calvas circulares, que podem se sobrepor. A ansiedade causada pelo período pandêmico, o estresse e a má alimentação contribuem para a deficiência na ingestão vitaminas e proteínas que ajudam a fortalecer o folículo piloso.

Apesar desses diversos fatores, a especialista destaca alguns pontos que ajudam a evitar a queda excessiva dos fios:

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• É ideal lavar o couro cabeludo todos os dias ou dia sim, dia não, para evitar a oleosidade (fator que também estimula a queda excessiva e acentuada, podendo evoluir para outros agravantes, como a caspa);

• Não deixar o cabelo tracionado (esticado) por muito tempo;

• Não dormir com o cabelo molhado;

• Tentar diminuir o estresse;

• Melhorar a alimentação e ingestão de vitaminas;

• Ir sempre ao cabeleireiro ou profissional especializado em tratamento antiqueda e realizar um tratamento de limpeza do excesso de produtos na raiz do cabelo;

• Atenção e cuidado com produtos de alisamento, relaxamento, progressivas ou qualquer química que venha a ser aplicada no couro cabeludo e podem provocar alergias e queimaduras;

• Cuidado com os produtos finalizadores, para evitar o entupimento e a circulação sanguínea no couro cabeludo e poros;

• Desembaraçar os cabelos no banho.

Em casos mais graves, o recomendado é buscar um tricologista, especialista em queda de cabelo e calvície, que irá descobrir qual é a causa da queda e orientar sobre o tratamento. Alguns salões oferecem tratamentos nesse sentido, como argiloterapia, alta frequência, ozonoterapia, luz de led e óleos essenciais.

“Aqui no Shades Pamplona, a especialista Kammily Carvalho desenvolve tratamentos que aliam essas ferramentas e produtos de qualidade e confiabilidade, de marcas reconhecidas no mercado de tratamento para queda e dermatite”, finaliza Maria Eugênia Dickerhof, proprietária da rede.

Fonte: Shades Studio

A beleza dos cabelos brancos que também devem ser sedosos, macios e saudáveis

Cabelos estão sempre sujeitos a estilos e tendências. Seja o corte que a atriz adotou na novela, a cor que combina mais com a estação, o estilo liso de ser, os cachos libertadores, mas ninguém esperava que cabelo branco poderia estar na moda. É isso mesmo, exibir uma vasta cabeleira branca está em alta, quando o assunto é o que o seu cabelo diz sobre você. Mas não esqueça que a regra é clara, vale para qualquer tipo, os cabelos devem ser saudáveis e bonitos sempre, em todas as formas e variações.

mulher cabelos grisalhos
Os fios brancos individuais aparecem de repente, mas se multiplicam assustadoramente para as mulheres. E o que é pior, em locais no couro cabeludo que podem comprometer a sua aparência. Pensando nisso muitas mulheres resolveram assumir os cabelos brancos e dar um basta nas aplicações de tinturas todo mês e, até mesmo, a cada quinze dias.

Mas esses cabelos brancos também precisam de cuidados especiais. A diretora da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, no Rio de Janeiro, a dermatologista e tricologista Joana D’arc Diniz, explica que não se pode descuidar da saúde dos cabelos, mantendo o fio mais branco e brilhante. “Para evitar o amarelamento, comum na cor branca, existem xampus específicos. Diversas opções ajudam a realçar a cor prata dos fios brancos, remover o amarelo dos grisalhos e neutralizar o amarelo do descolorido”, informa a especialista.

Cabelos brancos exigem cuidados redobrados. Quem assume os fios brancos tem grande preocupação em mantê-los bonitos. Além dos xampus específicos para o tipo de cabelo, a terapia capilar permite a melhor irrigação sanguínea na região, o que vai otimizar a nutrição celular. Outra técnica com resultados eficazes é a laserterapia, que garante a oxigenação das células no couro cabeludo.

O que causa o cabelo branco?

shutterstock mulher cabelo grisalho curto
É bom esclarecer que o fio branco não é um fio doente, ruim, nem menos liso ou macio que os demais. Eles até ficarão mais grossos, mas com o tempo, voltam a ficar com a espessura natural. O que define a cor dos cabelos é a quantidade e o tipo de melanina contida nos fios.

“A melanina é encontrada sob diversas formas. Cabelos pretos e castanhos contêm eumelanina, um pigmento escuro. Ruivos e louros possuem um pigmento brilhante chamado feomelanina. Já os cabelos grisalhos contêm uma pequena porção de melanina, enquanto que cabelos brancos, nenhuma”, diferencia a especialista em tricologia, a ciência que estuda a diversidade dos cabelos.

O cabelo branco aparece porque ocorre um fenômeno anatômico chamado apoptose, que é a morte da célula que produz a melanina. A morte desta célula (melanócito) é determinada geneticamente. Portanto, a questão genética é um fator crucial para desencadear o problema. Existem famílias em que jovens, antes dos 18 anos, já apresentam cabelos brancos. Analisando pelo ponto de vista racial, nos brancos, se manifestam entre os 35 e 45 anos, nos amarelos, entre os 45 e 55 anos, e nos negros, a partir dos 55 anos.

Além da questão genética, um déficit nutricional pode impulsionar a profusão de cabelos brancos. É raro, mas a baixa ingestão de cobre pode levar a um embranquecimento precoce dos cabelos. Para retardar o surgimento de uma vasta cabeleira branca, é necessário a ingestão regular do mineral, encontrado no chocolate meio amargo e nos frutos do mar.

mulher meia idade grisalho
O estresse pode desencadear indiretamente o processo de embranquecimento dos fios. “Traumas que geram queda capilar, como o eflúvio telógeno, o vitiligo capilar ou a alopecia areata, podem levar os próximos fios a nascerem sem pigmentação”, finaliza a a dermatologista.

Fonte: Joana D’arc Diniz é Diretora Científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética – RJ e Diretora da Sociedade Brasileira do Cabelo – RJ. Coordena o Curso de Pós-Graduação em Medicina Estética da F.T.E. Souza Marques, onde atua como Coordenadora Médica do Ambulatório de Toxina Botulínica e Preenchimentos Temporários. É professora convidada do Mestrado em Medicina Estética da Universidade das Ilhas Baleares na Espanha. É membro da U.I.M.E. (Union Internationale de Médecine Esthétique) e integra o G.I.S.C. (Grupo Internacional para Estudo da Carboxiterapia).

Estresse, sono irregular e má alimentação podem prejudicar saúde dos cabelos

Maus hábitos praticados durante o isolamento social podem favorecer o surgimento de caspa, dermatite seborreica, fios brancos e até mesmo queda capilar. Médica tricologista dá dicas para evitar esses problemas

Devido à pandemia do Covid-19, estamos vivendo em isolamento social para evitar a proliferação do vírus. Como resultado, a rotina da maior parte das pessoas sofreu mudanças drásticas e muitos cuidados importantes foram esquecidos, o que pode ser realmente prejudicial à saúde do organismo e, principalmente, dos cabelos.

“Nesse período de quarentena, os nossos hábitos estão desregulados. A alimentação está prejudicada, o sono insuficiente ou de má qualidade e estamos sofrendo com grande quantidade de estresse. Mas é preciso agir para reverter essa situação, pois essa mudança na rotina pode prejudicar a saúde dos cabelos e favorecer o aparecimento de problemas como queda capilar, caspa e o surgimento precoce de fios brancos”, explica a dermatologista e tricologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

queda de cabelo

De acordo com a especialista, a alimentação desbalanceada, por exemplo, pode causar o enfraquecimento dos fios e, consequentemente, queda intensa. “A alimentação possui impacto direto sobre o estado dos cabelos, pois é a responsável por fornecer os nutrientes para o crescimento e fortalecimento adequado dos fios. Logo, investir em uma alimentação balanceada durante esse período é fundamental”, afirma.

“Então, para conquistar cabelos bonitos e saudáveis durante a quarentena, evite o consumo de açúcar, carboidratos refinados e alimentos de alto índice glicêmico que, além de favorecerem a inflamação do organismo e o surgimento de dermatite seborreica, causam a liberação de hormônios que inibem a divisão de células da raiz dos fios, contribuindo assim para o afinamento capilar”, recomenda a médica.

No lugar, invista em uma dieta rica em proteínas, como leite, ovos e carne, e antioxidantes naturais, presentes nas frutas e verduras. “Uma ótima opção é o espinafre, já que possui altos níveis de ferro, mineral crucial para a formação do cabelo e para o transporte do oxigênio no sangue para as raízes. Os peixes também são muito importantes, pois são fontes de proteína, ferro, vitamina B12, ômega 3, cálcio e fósforo, micronutrientes que estimulam a formação de cabelos fortes e saudáveis.”

cabelos-danificados

Além da alimentação, é indispensável também que você preste atenção e gerencie os seus níveis de estresse. “Isso porque em momentos de tensão emocional liberamos cortisol, que, a longo prazo, pode favorecer o surgimento de quadros inflamatórios que impedem o crescimento adequado dos fios. Estudos têm apontado também que o estresse propicia o surgimento de fios brancos devido a liberação de noradrenalina, que pode causar danos nas células responsáveis pela produção do pigmento que dá cor aos fios”, alerta a tricologista.

Por isso, nesse período estressante de isolamento social, devemos ficar atentos aos cabelos para identificar um possível aumento na quantidade diária de fios caindo. “A preocupação com a queda deve ser um alerta quando o número de fios caindo é maior que 100, se o volume capilar diminui acentuadamente ou se começarem a surgir falhas”, aconselha Kédima. Além disso, é preciso investir em cuidados que vão ajudar na redução do estresse, como praticar meditação, investir em pequenos descansos ao longo do dia, manter uma rotina regrada e praticar alguma atividade que te dê prazer.

Por fim, é importante também que você durma bem e garanta que seu sono está sendo de qualidade. Segundo Kédima, quando dormimos mal nosso organismo sofre com alterações hormonais que estão relacionadas a piora da queda de cabelo e ao surgimento de lesões inflamatórias, como caspa. Além disso, a falta de sono prejudica o sistema imunológico e, logo, o couro cabeludo torna-se um alvo mais fácil de infecções sebáceas.

mulher dormindo sono

“Por isso, tente dormir de 7 a 8 horas por dia e antes de deitar evite assistir televisão ou ficar no celular, já que a luz azul emitida por esses aparelhos pode prejudicar a qualidade do sono. No lugar, procure tomar um banho, acender uma vela, usar produtos com aromas calmantes, ler e meditar, pois são hábitos que podem te ajudar a dormir melhor, principalmente se realizados próximo ao horário que você dormia antes do isolamento social”, recomenda a médica.

calvicie cabelo queda

Mas caso você note qualquer alteração nos fios durante o período de isolamento social, seja queda, caspa ou surgimento de fios brancos precocemente, o mais importante é que você consulte um médico, mesmo que por atendimento online. “Apenas ele poderá realizar um diagnóstico correto e identificar a verdadeira causa do problema, prescrevendo assim o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Kédima.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

Tricologista desaconselha deixar de lavar os cabelos durante a pandemia

Viviane Coutinho também recomenda continuar a hidratar os fios e deixar os secadores e pranchas de lado

thinkstock cabelo oleoso

O distanciamento social vem provocando mudanças nos costumes das pessoas. Uma delas é lavar menos os cabelos. Pesquisa feita por uma das maiores fabricantes de produtos de higiene do mundo (Unilever) aponta que as quarentenas diminuíram em até 25% a demanda por produtos como xampu e condicionador. A tricologista Viviane Coutinho desaconselha a medida.

“O cabelo é um dos nossos marcadores de saúde, mantê-los saudáveis é primordial . E uma ação superimportante é conservá-los limpos. Lembrando que o couro cabeludo é pele e retém sujidade. E, quando desequilibrado, pode gerar disfunções na saúde e futuras quedas. Um conselho que sempre dou é higienizá-lo mais neste período, pois ele também é um condutor de contaminação”, pontua a profissional.

Aliás, Viviane afirma que não podemos deixar de ter outros cuidados com os fios, como hidratação, na quarentena.

mulher cabelo oleoso

“Os nossos cabelos sofrem agressões físicas o tempo todo, como o pentear, a poluição, a água quente, o atrito com o travesseiro, o desembaraçar. E alguns cabelos sofrem, além disso, agressões químicas, perdendo nutrientes importantes para composição de fios saudáveis. Portanto, é essencial que nós devolvamos esses nutrientes para equilibrar novamente o cabelo”, esclarece a expert, que aconselha a deixar para depois os procedimentos que agridem os fios.

“Nesta época de pandemia, um conselho em que tenho dado é deixar os cabelos descansarem de tantos procedimentos, deixar de usar secadores e chapinhas, neste momento, faz com que eles sofram menos agressões. Se unir a isto a um cronograma capilar, entregando nutrientes, seus cabelos só irão te agradecer”, aconselha a tricologista.

Além de aconselhar a manter os cabelos limpos, a profissional faz outras recomendações para evitar que o novo coronavírus se aloje nos fios: “Se sair à rua, prendê-los ou usar touca e trocar fronha de dois em dois dias”.

Viviane também lembra que a alimentação é primordial para manter a nutrição dos cabelos em dia.

cabelo oleoso

“Lembrando que, como nossos cabelos são anexos do corpo, nossos estoques precisam estar bem para que eles recebam os nutrientes. Devemos acrescentar à nossa alimentação bastante proteínas (afinal, a maior parte dos fios são compostos por elas), legumes e verduras. Além de evitar gorduras, carboidratos e açúcares, que prejudicam a saúde capilar”, finaliza.

Fonte: Viviane Coutinho é pós-graduada em tricologia e terapia capilar pela Universidade Anhembi Morumbi; certificada pela Internation Association of Trichologists; Membro da Academia Brasileira de Tricologia; Docente da Academia Brasileira de Tricologia