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Setembro Amarelo alerta para os preocupantes números de depressão

No mês de prevenção ao suicídio, a atenção volta-se para a doença que se tornará a mais incapacitante a partir de 2020

Criado em 2015, o Setembro Amarelo tem como objetivo a conscientização para prevenção do suicídio. Em seu quinto ano, a campanha tem crescido devido ao aumento desenfreado de casos de transtornos mentais, como a depressão, muitas vezes responsáveis por criar nas pessoas o desejo de tirar a própria vida.

Para combater esse mal, o Setembro Amarelo alerta para a necessidade de falar sobre depressão, suicídio e outros transtornos que ainda são considerados tabus em diversos setores da sociedade. “É um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima esteja com ideias suicidas”, aponta o movimento.

Dados divulgados pela própria OMS corroboram com o que diz o movimento. De acordo com o órgão, nove em cada 10 casos de suicídio poderiam ser evitados. Por isso, a necessidade de busca por ajuda de pessoas com transtornos mentais, mas também de sensibilização daquelas que estão ao redor de quem apresenta comportamentos que indicam tendências suicidas.

Alguma coisa está fora da ordem

Estudos chancelados pela OMS em 2018 mostram que 800 mil pessoas se suicidam todos os anos, e que essa é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, os números também assustam. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde revelou que, em média, um caso de suicídio acontece a cada 46 minutos no país.

Não por acaso, os dados ligados a transtornos psicológicos também são alarmantes. De acordo com a OMS, em estudo divulgado no ano passado, 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão ao redor do mundo. Não à toa, essa será a doença mais incapacitante do planeta a partir de 2020.

“Muitos motivos podem levar pessoas a tirarem suas próprias vidas, como estresse, problemas financeiros ou amorosos, doenças crônicas e dores, mas o suicídio está diretamente ligado à depressão. E ambos têm apresentado números preocupantes”, afirma Melina Cury Haddad, psicóloga da Care Plus.

Até mesmo quem parece ter a vida dos sonhos está suscetível a esse mal. Recentemente, o comediante, ator e youTuber Whindersson Nunes precisou se afastar do público para se cuidar da depressão. Em 2018, o maior medalhista olímpico da história, o nadador norte-americano, Michael Phelps, também revelou lutar contra o distúrbio e a ansiedade. Outro que fala abertamente da dificuldade de lidar com a depressão é o premiado ator e humorista Jim Carrey.

mulher ansiedade depressao medo pixabay

Novo cenário pede novos serviços de saúde

A atenção a comportamentos preocupantes nas pessoas ao redor, como alterações no humor, no sono e no apetite, desânimo, fadiga excessiva, entre outros, é fundamental. “Ao perceber algum colega ou familiar nessa situação, ofereça apoio, ouça com gentileza, adotando uma postura livre de julgamentos ou sermões, e auxilie a pessoa a procurar ajuda profissional, pois a depressão é uma doença e deve ser tratada como tal”, comenta Melina.

Foi justamente com isso em mente que a operadora de saúde Care Plus criou um novo programa. O Mental Health é focado em saúde mental e busca entender qual a melhor jornada para os pacientes que precisam de tratamento para doenças mentais. Trata-se de um programa que vai além do que a ANS exige e fornece tratamento personalizado, avaliando a necessidade de cada indivíduo para poder dar o melhor cuidado.

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Fonte: Care Plus

 

Levou um fora? Quatro atitudes para superar*

Existem diversas maneiras para lidar com um fora. Ou, melhor dizendo, há formas de enfrentar a situação e lidar com aquela ferida no ego, evitando que prevaleça a baixa autoestima e o sentimento de tristeza e vazio que ficam nos dias após ter o coração partido.

Alguns tentam superar esses momentos indo em bares, postando fotos nas redes sociais, saindo para noitadas ‘eternas’. Outros preferem ‘curtir’ a fossa em casa, ligar uma música triste em volume alto e sair do quarto só quando necessário. Mas o que de fato acontece é que ninguém está preparado para passar por esse momento.

Tudo na vida é uma decisão e, decisão opera no campo da atitude. Por exemplo, a escolha de como encarar um fora do namorado/namorada ou paquera faz parte desse processo. E é nesse contexto que hoje eu dou quatro dicas de como superar essa fase, sem precisar fugir dos seus sentimentos, mas, sim, encará-los de frente:

Atitude #1 – Desabafe

mulher homem conversa trabalho pexels
Pexels

É melhor colocar para fora do que guardar as suas tristezas para você! Converse com familiares, amigos e coloque tudo para fora. É bom receber conselhos, ver a situação de outra perspectiva, ter acolhimento e receber motivações para superar essa fase.

Atitude #2 – Racionalize que a culpa não é sua

casal separado

Aqui, meus amigos, talvez seja a dica mais importante. Você não pode agradar aquele que não tem o mesmo interesse e objetivos que você. Na verdade, depois que tudo passar, é gratificante o sentimento de ver que aquela pessoa saiu da sua vida para você poder continuar trilhando ao lado de quem te quer ver realmente feliz.

Atitude #3 – É bom viver a dor: ajuda a afastá-la

chorar choro

Não fuja da dor de ter sido desprezada(o). Isso não resolve o problema, só o posterga. É preciso chorar se for necessário e ficar um pouco sozinha(o). Mas tente ser leve para que isso não vire uma depressão ou obsessão. Uma hora a dor acaba, pode ter certeza!

Atitude #4 – Diminua as expectativas com relação ao seu parceiro

casal sombra

Essa atitude fica para depois que você sofreu o primeiro fora. A grande lição que você aprende quando tem o coração partido é a de diminuir as expectativas sobre o próximo parceiro. É muito importante fantasiar menos a relação e viver o momento aos poucos, sem colocar a “carroça na frente dos bois”.

Sendo realista, você consegue interpretar melhor os sinais que recebe após as investidas no período de paquera ou diante de determinados comportamentos do seu parceiro.

Dito tudo isso, a dica final para superar o fora é: tenha atitude positiva e supere! Todo mundo já passou por isso na vida. E, acredite: isso passa! Pode ter certeza.

*Uranio Bonoldi é professor de MBA de Tomada de Decisão da Fundação Dom Cabral, consultor em gestão, governança corporativa, planejamento estratégico, liderança e processos de decision making.

 

Veja alguns alimentos que espantam a tristeza e o mau-humor*

Sentir tristeza e ficar “péssima” de vez em quando é uma reação natural a situações difíceis, como o fim de um relacionamento, uma demissão ou uma doença que aflige alguém que amamos, ou até mesmo conviver diariamente com um chefe ou colega chatos, isso afeta o emocional de qualquer um.

Quando estamos deprimidos, temos tendência a optar por alimentos pouco saudáveis, abusar de doces e bebidas alcoólicas, o que só piora ainda mais os sentimentos de “menos-valia”.

A depressão pode ter diversas causas, mas é possível combater a maioria delas com alimentos certos, aqueles que irão formar substâncias que atuam no cérebro, corrigem deficiências de vitaminas e minerais e estabilizam o açúcar no sangue, trazendo bem-estar.

Não importa o quanto você esteja deprimida ou triste, a escolha sábia de alimentos pode fazê-la sentir-se mais feliz e os efeitos são, acredite, imediatos.

Veja alguns alimentos importantíssimos para fazer você se sentir mais feliz:

kefir

=Peixes pequenos, ovos, iogurtes, kefir.

=Carboidratos ricos em fibras

+Diminua a ingestão de cafeína e de álcool

=Abasteça-se de Vitamina D (tome sol por 10 minutos todos os dias, fora do horário perigoso para à pele – das 10 às 16 horas)

abacate

=Abacate

=Chocolate Amargo

= Aveia

= Banana

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Pixabay

= Morango

= Couve

= Castanha-do-pará

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Foto Agromix.In

= Semente de gergelim

= Alho

= Melancia

ginger gengibre

= Gengibre

*Sabina Donadelli é nutricionista, apaixonada pelo poder dos alimentos, garante que a comida pode fazer maravilhas pelas pessoas. Formada e pós-graduada em Nutrição, alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana. Ela afirma que nas doses e combinações certas, as refeições podem auxiliar no tratamento de doenças, auxiliam na perda de peso, corrigem distúrbios, espantam a tristeza, rejuvenescem a aparência e, entre tantos outros benefícios, ainda nos levam à felicidade.

Por que a perda do animal de estimação pode ser tão difícil de suportar?

Para algumas pessoas, a morte de um animal de estimação pode ser mais difícil do que a perda de um parente. Aqui está o porquê.

Quem disse que os diamantes são o melhor amigo de uma garota nunca possuiu um cachorro ou gato. Se você já perdeu um amado animal de estimação, sabe o quanto esse velho ditado é verdadeiro.

De cães a gatos, de canários a lagartos, nós humanos formamos ligações inquebráveis com nossos amigos peludos, emplumados e escamados. De certa forma, quase todos os pets são animais de terapia. Eles podem não ter certificados ou usar coletes especiais que lhes dão status de assento autorizado em aviões, mas eles melhoram muito nossas vidas de várias maneiras.

Numerosos estudos mostraram evidências de que os animais de estimação não apenas proporcionam companhia e trazem alegria, mas também ajudam as pessoas a se recuperarem ou lidarem melhor com uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer e distúrbios mentais.

E quando um animal de estimação morre, pode ser uma experiência emocionalmente devastadora que pode ter um impacto negativo em nossa saúde mental e física.

cachorro foto saudade getty images
Getty Images

Na verdade, o New England Journal of Medicine relata que uma mulher de 61 anos começou a sentir fortes dores no peito após a morte de seu cão. Ela foi internada no pronto-socorro, onde os médicos a diagnosticaram com Cardiomiopatia Takotsubo – também conhecida como “síndrome do coração partido” – uma condição com sintomas que imitam um ataque cardíaco.

Depois de ser tratada com medicamentos, ela finalmente se recuperou, mas a morte de seu Yorkshire Terrier literalmente quebrou seu coração. A perda de um animal de estimação pode ser tão difícil quanto perder uma pessoa – ou, em alguns casos, até pior.

Pesquisadores descobriram que o apoio social é essencial para a recuperação durante o processo de luto. No entanto, enquanto outros são rápidos em ajudar a confortar uma pessoa que está sofrendo com a perda de outra pessoa, a atitude da sociedade em relação à perda de pet é muito diferente.

As pessoas geralmente não recebem apoio suficiente após a morte de um animal de estimação, o que pode aumentar o sofrimento emocional e levar a sentimentos de vergonha e isolamento. Isso pode ser particularmente difícil para as crianças que estão experimentando a perda de um animal de estimação pela primeira vez.

A perda de animais de estimação pode ser especialmente difícil para as crianças

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Leah Carson, agora uma jovem adulta, lembra seu primeiro animal de estimação. Era uma cachorra mix de Golden Retriever chamada Sandy.

“Nós crescemos juntas e ela fez tudo com a nossa família. Lembro-me de brincar na neve, fazer caminhadas e [momentos doces como] Sandy me seguindo até o meu quarto quando cheguei da escola ”, diz Leah.  “Quando eu tinha 11 anos de idade, Sandy teve câncer e nós tivemos que colocá-la para dormir. Eu chorei uma tonelada. Eu estava tão triste e confusa. Foi a primeira vez que perdi alguém que amava. Depois, houve muito silêncio em sua ausência”.

As memórias que Leah tem de Sandy são ao mesmo tempo animadoras e dolorosas, especialmente para aqueles que experimentaram pessoalmente uma perda semelhante em uma idade jovem.

Roxanne Hawn, autora de “Heart Dog: Surviving the Loss of Your Canine Soul Mate” (coração de cachorro: sobrevivendo à perda de sua alma gêmea canina, em tradução livre) entende que as crianças são especialmente vulneráveis ​​a mal-entendidos e luto após a morte de um animal de estimação. Ela aponta que há uma variedade de maneiras pelas quais pais e adultos podem ajudar as crianças durante o processo de luto.

“Eu sugiro participar de projetos memoriais para focar sua dor e a tristeza de seus filhos de maneiras produtivas”, diz ela, acrescentando: “É melhor abraçar a dor por meio da ação do que ignorá-la.”

Roxanne diz que o luto como família pode ajudar as crianças a processar melhor a perda, e sugere atividades nas quais cada membro da família pode participar quando sentir a necessidade.

“Peça a todos que escrevam quantas lembranças felizes puderem em pedaços coloridos de papel e coloquem todos esses bons pensamentos em uma tigela bonita”, diz ela, oferecendo um exemplo. “Sempre que alguém experimentar um surto de pesar, pode pegar um desses pedaços de papel e, pelo menos por um instante, lembrar de um momento mais feliz. As crianças que ainda não sabem escrever ou soletrar podem contribuir com desenhos de seus animais de estimação. ”

Ela também sugere permitir que as crianças mantenham alguma lembrança de um animal de estimação com elas, como uma coleira ou um brinquedo favorito – especialmente durante os dias imediatamente após a perda -, pois isso pode ajudar.

A idade não facilita

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Com uma vida inteira de experiências, os idosos podem parecer estar melhor equipados para lidar com a perda de um animal de estimação, mas o oposto geralmente é verdadeiro.

“Perder um animal de estimação é extremamente difícil para os idosos. É mais do que o sofrimento normal ”, diz Lisa Frankel, PhD, psicoterapeuta de Los Angeles. “Os idosos já lidaram com tantas perdas: amigos, família, estrutura de vida, esperança, contato físico, comunidade”.

Ela acrescenta: “Animais de estimação, especialmente cães, dão a eles um propósito, companheirismo, uma razão para se exercitar e socializar. Quando um cachorro morre, tudo isso se vai”.

Na prática, Lisa trabalha com muitos pacientes que estão sofrendo de profunda tristeza pela perda de um animal de estimação. Ela aponta como sentimentos de culpa e vergonha muitas vezes podem complicar o processo de luto. Ela cita exemplos de pessoas que perderam seu animal de estimação quando atacaram coiotes ou porque foram atropelados por um carro, elas dizem que sentem que poderiam ter feito mais para salvar seu animal de estimação. Além disso, ela aponta outros que tomaram a difícil decisão de sacrificar o animal de estimação e que são assombrados pela decisão.

Ela insiste que as pessoas que perderam um animal de estimação nessas circunstâncias sejam compassivas e perdoem a si mesmas, além de passar tempo com outras pessoas que entendam seus sentimentos. Ela também sugere organizações como grupos de apoio a luto de animais de estimação, o que pode ser um grande conforto para alguns.

“A terapia individual pode ser útil também”, diz Lisa. “Muitas pessoas têm dificuldade em se abrir em grupos e se saem melhor com o aconselhamento individual. Se a terapia desencadear outras perdas ou traumas, essas perdas também podem ter que ser analisadas. O sofrimento que é realmente debilitante ou dura excepcionalmente por muito tempo pode ser complicado pela associação a outras perdas e traumas. A terapia individual pode ser realmente importante para entender essa conexão e trabalhar com ela.”

Como lidar

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Ilustração: LoveThisPic

Embora nenhuma abordagem ao enfrentamento funcione para todas as pessoas que perderam um animal de estimação, há muitas opções e recursos disponíveis para ajudar.

Além das sugestões oferecidas por Lisa, ela também recomenda dois livros, “How to ROAR: Pet Loss Grief Recovery” (como rugir: a recuperação do sofrimento da perda do animal de estimação) de Robin Jean Brown, e “The Loss of a Pet: A Guide to Coping with the Grieving Process When a Pet Dies” (a perda de um animal de estimação: um guia para lidar com o processo de luto quando um animal de estimação morre”) por Wallace Sife, fundador da Association for Pet Loss and Bereavement. Nenhum deles publicado no Brasil.

O blog Pet Loss Help publicou uma extensa lista de recursos de luto que inclui várias linhas diretas de suporte para perda de animais de estimação e informações sobre grupos de apoio em diferentes estados nos Estados Unidos, além de recursos online adicionais.

Você deveria adotar outro animal de estimação?

abrigo animais
Foto: Hamia

Nunca haverá outro animal de estimação como o que você perdeu, e o pensamento de adotar outro pode parecer desleal, mas não é. Animais de estimação enriquecem nossas vidas e nós, por outro lado, enriquecemos às deles.

Há muito a ganhar permitindo-se amar novamente e os tutores de animais de estimação têm muito amor para dar. Adotar um novo animal de estimação pode ser exatamente o que o médico pediu para ajudar a consertar um coração partido.

Fonte: HealthLine

Cães sofrem com a tristeza e o estresse causados pela solidão

Muitas pessoas que têm animais de estimação precisam deixá-los sozinhos em casa, mas a solidão pode causar vários problemas comportamentais e de saúde nos animais. Por isso, confira a seguir os principais motivos para não deixá-los solitários por muito tempo e descubra como evitar os problemas.

1. Bagunça

cachorro casa bagunça animals look
Animal’s Look

Alguns cães, para descontar seu estresse, ansiedade, raiva e medo, podem destruir objetos e partes da casa, cavar buracos, comer plantas e, além de deixar sua casa uma bagunça, acabam se machucando. Para evitar o transtorno de ver sua casa destruída e seu pet machucado, estimule a atividade física. Passeie e brinque diariamente com seu bichinho para que eles gastem energia e também se sintam amados. O carinho é a condição mais importante para que o animal tenha a segurança que você o ama e voltará sempre para casa depois de momentos de ausência.

2. Automutilação

cachorro se lambendo thriftyfun
Foto: thriftyfun

O cão pode morder ou lamber exageradamente extremidades do seu próprio corpo, como rabo e patas, machucando-se seriamente. Para prevenir esse comportamento, crie um ambiente estimulante para ele. Um lugar agradável e cheio de atrativos fará com que o animal veja o lado positivo de ficar sozinho. Disponibilize brinquedos educativos, ossinhos para que possam morder e objetos seguros que o animal goste de brincar. Também é possível deixar algum pano com o cheiro do dono para que ele se sinta seguro e não sofra com o medo de ser abandonado. Confira os melhores brinquedos para cachorro.

3. Mudança de comportamento

cachorro doente abatido deitado
O animal também pode passar a demonstrar agressividade, agitação, depressão e falta de apetite. Uma boa solução para evitar a mudança de comportamento é investir em adestramento. O cão treinado por um profissional consegue ser educado desde pequeno a ficar sozinho sem grandes problemas. As técnicas de treinamento ensinam o cão a se comportar de forma adequada e não sofrer com a solidão. Aprenda a identificar e tratar a depressão canina!

4. Ansiedade e pânico

cachorro medo mother nature network

Todos os sintomas citados anteriormente podem acontecer simultaneamente e indicar que o cão está sofrendo com a síndrome da ansiedade de separação. Quando isolado, o cão tem crises de pânico, late ou uiva desesperadamente, faz bagunça, se automutila e sofre com o medo de ser abandonado. Não há provas que a doença tem propensão a ser desenvolvida por algumas raças específicas, mas cães de pequeno porte que geralmente convivem mais com seus donos ou cães que foram abandonados e sofreram na rua tendem a desenvolver a síndrome com mais facilidade.

Se você notar que seu cão apresenta esses comportamentos, procure por um veterinário e adestrador para que eles possam diagnosticar a doença e iniciar o tratamento. Geralmente, eles recomendarão adestramento e medicamentos para deixar o cão mais calmo, afirma a veterinária especialista em comportamento canino, Lívia Romeiro do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Além disso, existem algumas medidas que podem minimizar o sofrimento do animal. Mais do que estimular a atividade física, criar um ambiente interessante e investir em adestramento, não faça da sua despedida e chegada um grande evento e preze pelo conforto do seu pet.

Fonte: Vet Quality Centro Veterinário 24h

 

 

Como lidar com as angústias de fim de ano?

Psicóloga explica o sentimento de vazio que atinge alguns nesta época e como revertê-lo

Quando a época de fim de ano se aproxima, muitas pessoas ficam melancólicas, com um aperto no peito e uma sensação de vazio. Esse sentimento é bastante comum, já que é um período em que se tem a percepção do término de um ciclo, podendo haver uma reavaliação das condutas e realizações no decorrer dos doze meses.

“A própria mídia estimula isso, focando no direcionamento de novas metas, como alcançar um bem ou alguma mudança corporal. E, se identificarmos que poucas coisas foram realizadas em relação ao planejado no ano anterior, pode, sim, ocorrer um sentimento de frustração”, explica a psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Melo.

No entanto, a especialista aconselha a tentar conviver de forma saudável com as angústias, pois podem ser usadas para o crescimento pessoal e maior desenvolvimento no próximo ano, visando a uma percepção diferente sobre os objetivos e oportunidades.

“A positividade varia muito de pessoa para pessoa. Há indivíduos com maior inclinação para encarar a vida de maneira positiva, apesar das intercorrências do dia a dia. Contudo, se o ano de alguém não foi bom, é importante ponderar e avaliar os motivos por não ter sido um ano de vitórias e trabalhar dentro de si mudanças para evitar que isso ocorra novamente. Essa já é uma maneira positiva de lidar com os problemas e futuras mudanças”, comenta.

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Outro ponto de atenção é caso tenha crianças no círculo de convivência. A psicóloga esclarece que as crianças são seres sensíveis e, por isso, é bastante difícil esconder os sentimentos para elas. “Caso ocorra alguma tristeza ou chateação, e no caso de elas perceberem, não há restrição em falar sobre o assunto, mesmo que não conte os pormenores da angústia. É importante que a criança saiba que não somente coisas positivas são compartilhadas, mas também os sentimentos ruins, sendo uma proposta para que elas compreendam e identifiquem como lidar com os problemas”.

Não só nos fins de ano, mas sempre é preciso avaliar os erros e acertos do passado. “Perceber novas condutas para o futuro e traçar planos com estratégias para cumpri-los pode ser um bom jeito de renovarmos as esperanças para o ano novo e sempre que algo não estiver saindo da maneira que gostaríamos”, finaliza Aline Melo.

Fonte: Grupo São Cristóvão Saúde

 

 

Síndrome de Final de Ano sem causa tratada pode levar a distúrbios severos

Descobrir o motivo, refletir e mudar alguns comportamentos, sobretudo, ter uma visão positiva da vida geram desfechos positivos para quem sofre com a síndrome.

Nesta época do ano, com a proximidade do Natal e do Réveillon, a população é dividida entre aquelas que sentem alegria e aquelas que sentem tristeza. Em destaque, algumas pessoas tendem a sentir sentimentos negativos, seja por motivos de perdas, desemprego ou até uma avaliação negativa da vida sem motivo concreto. De acordo com a psicóloga, escritora e fundadora do Psicodicas, Marilene Kehdi, esse conjunto de sintomas físicos e psicológicos que surgem nesta época é diagnosticado como Síndrome de Final de Ano.

O aglomerado de sinais clínicos, que acomete diversas pessoas, em maior ou menor grau, tem como destaque os sentimentos de frustração, profunda tristeza, desamparo e solidão, os quais irão influenciar, de forma latente, na qualidade de vida, neste período do ano.

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Marilene exalta que essas emoções surgem sem que a vítima tenha controle sobre elas e trazem junto vários sintomas físicos, entre eles, náuseas e dores de cabeça. Além disso, os sintomas comportamentais, como apatia, insônia, alterações no humor e, ainda, sintomas psicológicos, como por exemplo, a ansiedade e o pânico.

Segundo a psicóloga, as vítimas desse conjunto de sintomas apresentam algumas caraterísticas, como frustração com a própria vida, insegurança ou algum transtorno psiquiátrico de base, como o Transtorno de Humor. Em casos mais graves, alguns desenvolvem depressão, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, pensamentos suicidas e podem chegar até mesmo a própria tentativa de suicídio.

Como alerta, é preciso que haja uma psicoavaliação para saber a causa que gerou a síndrome para, então, dar prosseguimento ao tratamento psicológico. Caso não haja o tratamento em relação a causa que leva à essa síndrome, o distúrbio será recorrente nesse período do ano. Em situação mais crítica, pode evoluir para uma depressão severa, fobia, síndrome do pânico ou transtorno alimentar.

“O melhor a fazer para não ficar todo ano na época das festas desencadeando essa síndrome é tratá-la, descobrir a causa, e, a partir desse ponto, refletir e mudar alguns comportamentos, sobretudo, ter uma visão positiva da vida”, ressalta a especialista.

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Ilustração: Pixabay

Saber o que está gerando esses sentimentos fará com que esse indivíduo mude a percepção de si e de alguns fatos que estão o enfraquecendo. A chave do sucesso terapêutico é fazer com que a pessoa que esteja sofrendo da Síndrome de Final de Ano mudar seu padrão de pensamento, ou seja, identificar e entender quais pensamentos a enfraquece.

Fonte: Marilene Kehdi é pós-graduada em Atendimento Clínico, Psicossomática, Geriatria e Gerontologia Social, e possui aprimoramento em Saúde Mental, Neuropsicologia, Psicologia Hospitalar e Psicopatologia. É autora de sete livros e fundadora do site Psicodicas. 

A epidemia da depressão, por Cyro Masci

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Uma em cada oito pessoas irá necessitar de tratamento para depressão em algum momento de sua vida, e essa proporção aumenta a cada dia. A depressão aumentou praticamente 10 vezes em apenas um século, e está atacando cada vez mais cedo.

Por qual motivo a depressão está aumentando tanto? Acredita-se que não exista uma única depressão, mas várias. Para um médico psiquiatra, a tristeza que se segue a um evento de perda é muitíssimo diferente da depressão que segue seu curso independentemente do que aconteça no meio social da pessoa e das suas experiências individuais.

De modo geral, a depressão pode ter origem entre fatores puramente situacionais, como a depressão que se segue a uma perda de pessoa querida seguida do luto, até ser consequência de fatores puramente biológicos, como a depressão que aparece e se mantém sem motivo algum.

Mas seja ela qual for, parece que é fortemente afetada pelas condições de vida e crenças de cada época. Até os anos 1950, a ansiedade dominou o cenário. Não é de espantar que Sigmund Freud acreditasse que quase todas as ações humanas e boa parte dos transtornos mentais tivessem origem na ansiedade.

Já nossa época, ao que parece, está muito mais marcada pela falta de controle e impotência diante dos acontecimentos.

Contrastando com os valores caóticos, com a dissolução da ordem mundial da primeira metade do século passado, nosso tempo possui valores mais estáveis, aonde cada pessoa sabe razoavelmente bem onde está e para onde caminha. O problema aparece justamente nos fracassos desse caminho, nas tentativas malogradas em se alcançar o poder, a posse e o domínio de bens materiais e outros menos palpáveis.

Assim, e a meu ver, o controle da depressão passa, necessariamente, por uma revisão dos valores pessoais, especialmente da competição insana e da luta por poder e ostentação.

Mas há boas novas. Várias abordagens de tratamento, tanto medicação tradicional quanto abordagens não convencionais – mas que possuem evidências científicas de qualidade, segurança e eficácia – têm avançado muito e prometem bons horizontes para quem sofre de depressão.

Cyro Masci é Especialista em Psiquiatria pelo Conselho Federal de Medicina, Pós-Graduado em Acupuntura Médica pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura.