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Dicas para uma ceia mais econômica – por Mauricio Lopes*

Com a pandemia e esse momento de tantas incertezas que ainda estamos vivendo, preparar as festividades do final de ano continua sendo um desafio para conseguir equilibrar o orçamento. Procurar novas alternativas de ingredientes, apresentações e técnicas de preparo é o segredo para vencer esse desafio de garantir a comemoração com cara de festa sem estourar os custos.

As ceias de Natal por todo Brasil ainda têm como preparação principal proteínas e frutos importados, caros para o momento. Mas é possível buscar opções mais baratas e tão saborosas quanto. O tender, o bacalhau, o peru, a castanha, ameixas e outros ingredientes típicos dessa época podem ser substituídos ou ter sua participação reduzida no cardápio, em quantidades mais modestas, sem abrir mão da identidade festiva.

Anchovas – Pixabay

O bacalhau, por exemplo, pode ser trocado por filé de pescada, anchova, tainha, entre outros pescados, que podem ser preparados desfiados, assados, em saladas, cremes ou combinados com frutos do mar, resultando em uma apresentação mais nobre.

Outra boa saída é o preparo de tortas utilizando esses pescados e frutos do mar. É uma forma de fazer render esses ingredientes mais caros, trazendo novos sabores e uma bela apresentação para a mesa natalina.

O peru tem destaque nas mesas natalinas principalmente por seu tamanho família e apresentação festiva. Pode ser substituído por uma ave à altura como o chester, que foi criado para isso, mas com um sabor mais popular e peito farto para uma boa apresentação. As frutas natalinas podem ser substituídas por frutas da época como abacaxi, figo, ameixa, melancia e podemos também montar mesas mesclando as frutas da época com itens importados que normalmente encontramos neste momento como castanha, amêndoa, noz, cerejas e ameixas vermelhas. Com certeza esse mix vai deixar sua mesa mais econômica e tão linda quanto.

Esse é também um momento para brindarmos, com as bebidas em posição de destaque. Hoje o Brasil é destaque no mundo com seus espumantes de ótima qualidade e custo baixo. Encontramos bons produtores e safras consagradas com facilidade no mercado, bastando procurar uma loja especializada e seguir as dicas e recomendações dos profissionais que normalmente estão disponíveis no estabelecimento. Na maioria das vezes, é melhor do que se arriscar em supermercados populares com opções mais baratas, mas com pouca qualidade.

Também vale brindar com drinques e coquetéis preparados com destilados, frutas, sodas, tônicas e sucos. São mais econômicos, rendem mais e são mais refrescantes para o clima quente do momento, além de permitir muita criatividade na hora do preparo.

É importante neste momento ficar atendo ao desperdício. Podemos sim preparar uma mesa farta e linda, mas sempre calculando quantidades e número de pessoas envolvidas na comemoração para que não tenham muitas sobras no final. Uma festa bem calculada evita excesso de sobras que podem estar contaminadas para serem reaproveitadas, tempo perdido no preparo e dinheiro que poderia ser usado de forma mais consciente. O ideal, e até mesmo inevitável, é que as sobras sejam em pequena quantidade, devendo ser separadas para produções de reaproveitamento para o almoço do dia seguinte, que na maioria das casas já virou tradição.

*Mauricio Lopes é chef formado em Gastronomia e Eventos, atua como docente na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) nos cursos de graduação, pós-graduação e de educação continuada, complementou sua formação com cursos no Culinary Institut of America, no Institut Paul Bocuse, na Universidad Peruana de Ciências Aplicadas e em oficinas na Catalunha (azeites) e na Itália (panificação). Trabalha ainda com consultoria, treinamento e planejamento de eventos.

O importante vínculo entre avós e netos

Relacionamento entre idosos e crianças é fundamental para criar sentimentos de pertencimento

O Dia dos Avós é comemorado neste domingo, 26 de julho, em todo o Brasil. A data é significativa, pois é um momento para demonstrarmos carinho com nossos vovôs e vovós, mas também é uma oportunidade para pensarmos sobre a importância deste relacionamento, principalmente para a vida das crianças.

avo neta cozinha freepik
Freepik

Conversamos com o professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Eduardo Fraga Almeida Prado, que afirma que este relacionamento possui uma importância social significativa, principalmente no que diz respeito ao processo de socialização da criança.

“Sentir-se amado pelos avós contribui para que a criança se desenvolva com a crença de que é alguém que possui qualidades e é digna de ser amada. Bons relacionamentos são verdadeiros ‘alimentos afetivos’, tanto para a criança quanto para os avós”, declara o docente.

O professor explica que esse convívio promove um fortalecimento da autoestima da criança. “Sentir-se aceito e amado pelos avós, assim como sentir-se aceito por seus pares é relevante e contribui para a construção de autoestima elevada em qualquer criança”, diz Prado.

Para os idosos, conviver com as crianças é uma oportunidade de ver o desenrolar de novas gerações, já que eles “testemunham o crescimento das gerações que lhes são posteriores e, por vezes, projetam ideais, sonhos e expectativas em seus netos”.

O convívio entre netos e avós poder ter, inclusive, impactos nos estudos das crianças. “Bons vínculos podem auxiliar para a construção de um bom desempenho escolar de uma criança. Por outro lado, sabemos que uma criança que esteja passando por conflitos emocionais pode tornar-se mais ansiosa e inibida e estes fatores podem contribuir para uma queda no rendimento escolar”, afirma o professor mackenzista.

Todavia, no atual contexto que vivemos, o Dia dos Avós será celebrado em meio à pandemia do coronavírus. Eduardo Prado alerta que é importante manter o distanciamento físico, principalmente para preservar pessoas idosas, que estão no grupo de risco da doença.

Grandparents And Grandchildren Reading Book On Garden Seat

“A preservação da saúde daqueles que amamos deve ser o eixo norteador de qualquer forma de interação nos dias atuais”, lembra ele. Por isso, manter contato de forma virtual e trocar presentes de forma remota é a recomendação dada pelo especialista para não perder as demonstrações de carinho tão importantes.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Neurociência explica por que pessoas se arriscam durante pandemia do coronavírus

Já faz tempo que estamos em isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Em São Paulo, por exemplo, apesar da retomada gradual das atividades neste mês de julho, permanecemos em casa, com a rotina totalmente alterada, pelo menos, desde março.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Neurociências Cognitiva e Social, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Paulo Boggio, é totalmente normal nos sentirmos cansados após tanto tempo distantes.

bebida cerceja amigos

“Somos uma espécie muito social, vivemos em grupos. O isolamento limita isso e por um lado aumenta a vontade das pessoas”, explica o professor da UPM. Neste contexto, até a falta que sentimos de abraços e de tocar pessoas queridas tem explicação. “O toque físico resulta na liberação de hormônios e auxilia na percepção de conforto e bem-estar; a ausência do toque pode ser um problema para quem está vivendo sozinho”, acrescenta.

Se tornou muito comum vermos pessoas que relaxaram a questão do distanciamento físico e muitos culpam justamente esse “cansaço de quarentena”. Cenas de aglomerações, reuniões e festas foram noticiadas e compartilhadas em redes sociais. Mas de acordo com o professor, isso não pode ser creditado a esta “fadiga de isolamento”. Existem outros fatores que podem levar uma pessoa a considerar se expor ao risco de contrair a Covid-19 em uma aglomeração.

Boggio explica que este tipo de situação passa pelo que a Neurociência chama de percepção de risco. “Juntamos várias informações objetivas que nos chegam e avaliamos subjetivamente se é um risco baixo, médio ou alto. Não é algo muito racional”, afirma. Por isso, algumas pessoas optam por se expor, enquanto outras seguem com a rotina de isolamento.

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Foto Cottonbro/Pexels

Essa diferença de percepção passa por uma questão social. No contexto em que vivemos, não houve uma liderança que passasse informações de forma confiável, além do fenômeno das fake news ter demonstrado uma grande força. Por isso, as informações que coletamos para analisar os riscos da situação chegaram até nós de forma conflitante.

“Se a gente considerar que as informações chegam com conteúdos conflitantes ou com pesos diferentes, a percepção de risco vai variar.”, diz Boggio. No entanto, é extremamente importante que a consciência de se manter isolado permaneça, por conta da necessidade de não colocar outras pessoas em perigo de contaminação. Por isso, apesar da percepção de risco variar, a consciência de coletividade deve ser fortalecida.

“Seria necessário haver lideranças apresentando direções e informações de forma coerente e precisa. Isso ajudaria a promover uma percepção de risco adequada para a situação e a fomentar nas pessoas o senso coletivista e cooperativo”, analisa o professor.

mulher sofá cachorro mascara

Mesmo que várias localidades já estejam em processo de relaxamento do isolamento e várias atividades econômicas estejam retomando o funcionando, não é hora de relaxar com a pandemia. Os altos números ainda não permitem que tenhamos uma rotina “normal”. Por isso, continue firme, faça sua parte, e se possível, fique em casa.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Setembro Amarelo: prevenção ao suicídio, Mackenzie realiza ações de conscientização

Segundo dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos. Atenta a essa realidade, Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), do campus Higienópolis, por meio do Proato, Programa de Atenção e Orientação ao Aluno, da Capelania Mackenzie e do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), realiza uma série de atividades para conscientizar às pessoas sobre a depressão e à importância da detecção precoce da condição.

Uma dessas ações é a “Chame para uma conversa”, organizada pela Capelania, com o intuito de incentivar o diálogo como uma forma de prevenção às doenças psicológicas e ao suicídio. O atendimento para conversas sobre o assunto é feito pelo PROATO no mezanino do prédio João Calvino. Já os casos de emergência são enviados para o Serviço Médico.

Além disso, durante essa última semana de setembro, acontecem palestras relacionadas ao tema, direcionadas a profissionais da saúde, pais e cuidadores:

“Bullying – Como identificar para prevenir suas consequências?”

Para falar sobre o bullying e suas consequências, no dia 27 de setembro, o 4° Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil, organizado pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal e sediado pelo Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, da UPM, promove evento com o tema “A Criança no Século XXI”.

Gisela Oliveira de Mattos, psiquiatra, psicodramatista com especialização em violência doméstica contra criança e adolescentes, apresentará a palestra na qual tratará do delicado tema e seus desdobramentos, oferecendo medidas de atenção e prevenção. Para participar, basta acessar este link e realizar sua inscrição.

Serviço
Data: 27 de setembro
Horário: 19h às 20h30
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie – Auditório Benedito Novaes Garcez, Rua Itambé, 143 – Higienópolis
Inscrição: Aqui

“Suicídio: epidemia silenciosa”

No dia 28, a palestra fica por conta do chanceler Davi Charles Gomes, que abordará o tema “Suicídio: epidemia silenciosa”, o evento ocorre no auditório do Centro Histórico, no Encontro para Professores Cristãos.

Serviço
Data: 28 de setembro
Local: Centro Histórico do campus Higienópolis, prédio 1.
Horário: Coffee 16h30/ Palestra 17h

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Para conhecer mais sobre a campanha do Setembro Amarelo, acesse a publicação do Ministério da Saúde: Prevenção do suicídio: sinais para saber e agir.

Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie