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Como a produção da vacina a torna segura

O Brasil tornou-se referência mundial em vacinação, disponibilizando 19 vacinas para 20 doenças em seu Calendário Nacional de Vacinação. Anualmente, o Ministério da Saúde trabalha em campanhas para garantir que a cobertura de pessoas vacinadas atinja as metas necessárias para evitar epidemias de certas doenças.

Porém, algumas coberturas sofreram quedas nos últimos anos e, por conta disso, doenças ameaçam a população depois de anos de controle. Para que as pessoas não deixem de se vacinar, parte do objetivo das campanhas é garantir o entendimento de que a vacinação, além de muito necessária, é segura.

Por dento de etapas do processo de produção de algumas vacinas, o farmacêutico Henrique Silva explica como funciona esta fabricação para que o produto chegue seguro para a população. Hoje, Silva trabalha na área de Life Science da Merck, que fornece insumos para alguns fabricantes de vacina, e separou os principais processos que garantem a sua segurança:

Inativação do vírus

virus sarampo

A maior parte das vacinas contém o micro-organismo causador da doença, ou parte deste, para que o corpo crie imunidade contra ele. A aplicação de um vírus no corpo, por exemplo, pode gerar estranhamento, porém, o farmacêutico explica que este vírus passa por um processo de atenuação ou inativação antes de ser aplicado na vacina.

A inativação envolve tratamento químico ou a exposição a uma temperatura elevada, desta maneira, o vírus perde a capacidade de se reproduzir e logo, infectar a pessoa com a doença. “Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, ou seja, não possuem todas as estruturas necessárias para se multiplicar sozinhos, para isso, ele precisa utilizar uma célula para duplicar o seu DNA. Quando está inativado, perde esta capacidade, garantindo que a pessoa recebedora da vacina não desenvolverá a doença”.

Uma vez que o processo é validado e submetido a constante controle de qualidade, o risco de produzir um lote de vacina com vírus ativado é nulo.

Eliminação de contaminantes

Com filtração e tratamentos químicos, o vírus e os componentes presentes na vacina são separados de qualquer contaminante externo que possa apresentar algum risco ao organismo.

São várias as etapas que passam por validação, inclusive as de filtração, visando garantir que cumpram efetivamente com a sua função. Desta maneira, serão removidas todas as demais substâncias produzidas pelas células e eventuais impurezas, as quais não devem estar presentes na vacina.

Armazenamento

Uma etapa importante para garantir a eficácia das vacinas é o armazenamento adequado. Durante toda a produção, as vacinas são armazenadas em tanques de aço ou bolsas plásticas. Essas bolsas são produzidas com um material de alta qualidade e tecnologia para que nenhum componente presente no plástico contagie o conteúdo. Isto garante que a vacina fique livre de qualquer contaminante.

Vigilância e controle de qualidade

A segurança da vacina é principalmente garantida pela pesquisa clínica, realizada previamente a autorização para comercialização de toda substância medicamentosa. Na manufatura, a segurança é compartilhada pela vigilância e controle de qualidade. “Para começar, as fábricas precisam de uma licença de funcionamento que é concedida após rigorosas e necessárias inspeções das agências regulatórios do país”, explica Silva.

Durante todo o desenvolvimento do processo, diversas avaliações são executadas para cada etapa de produção, garantindo que cada uma cumpra com o objetivo a que se destinam e assim garantam a segurança.

Além disso, todas as vacinas devem ser registradas e conseguem aprovação de comercialização apenas após a apresentação de diversos documentos que garantem as boas práticas e a comprovação que existe segurança para o uso humano.

Mas afinal, como funciona a vacina?

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Foto: Portal Brasil

Ao chegar no organismo, a bactéria ou vírus inativado estimula o sistema imunológico a criar uma memória. Desta maneira, o organismo já entendeu que aquele vírus representa uma ameaça para ele e consegue responder muito mais rápido caso o vírus original e ativado aparecer no corpo.

“O nosso corpo tem a capacidade de gravar que uma célula é perigosa para ele e criar ferramentas para se proteger contra ela, e é assim que a vacina funciona. Antes mesmo de você adquirir uma doença, o seu organismo já aprendeu a se proteger dela e assim, você ficará protegido”, complementa o farmacêutico.

Fonte: Merck

Sarampo pode ocasionar sérias complicações na visão

Nos últimos meses, o Brasil registrou 3.339 casos de sarampo em 16 estados, com quatro mortes, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado na última sexta-feira (13). Neste período, o Distrito Federal registrou três casos. Causado por um vírus transmitido pelas secreções respiratórias, o sarampo é uma doença infectocontagiosa aguda grave e provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos. Além de manchas na pele, febre e mal-estar, a doença pode causar graves lesões nos olhos.

“A infecção pode causar desde um quadro leve de conjuntivite ou ceratite, até complicações mais sérias como úlcera de córnea com risco de desenvolver cicatrizes corneanas ou perfurações, entre outros casos, podendo evoluir para cegueira”, explica o oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio.

Recomenda-se a avaliação oftalmológica caso a pessoa acometida pelo sarampo apresente hiperemia, irritação ocular, fotofobia, lacrimejamento, ardor e embaçamento visual.

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Mulheres que não foram vacinadas e contraem o sarampo durante a gravidez, apresentam risco de transmissão ao feto por meio da placenta, podendo o bebê sofrer alterações da retina, catarata e nervo óptico com potencial de cegueira. “Nestes casos, é comum o bebê nascer com catarata congênita, doença que é responsável por 4 em cada 10 casos de perda da visão na infância”, afirma o especialista.

A única forma de prevenir o sarampo é a vacinação. Não existe um tratamento específico para a doença. O tratamento profilático (preventivo) com antibióticos é contraindicado.

Nos casos sem complicações, o ideal é manter a pessoa bem hidratada e alimentada e combater a febre. Os sintomas podem demorar até oito semanas para desaparecerem.

Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo vai ocorrer de 7 a 25 de outubro e o público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos.

Oftalmologista Hilton Medeiros
Oftalmologista Hilton Medeiros

Fonte: Clínica de Olhos Dr. João Eugenio

Os perigos escondidos por detrás dos mitos da vacinação

É preciso receber a dose bloqueio da vacina do sarampo? As reações das vacinas podem ser graves? Adultos devem ser vacinados? A vacina da gripe causa a doença. Ana Paula Moschione Castro, doutora em pediatria, especialista em alergia e imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Clínica Croce, tira as dúvidas que existem em torno das vacinas.

1 – Vacinas causam autismo.

criança brinquedo autismo pixabay
Pixabay

Mito. E bem perigoso. Estudos científicos sérios foram realizados e não mostraram essa relação do espectro do transtorno autista e vacinas. Essa fake news pode gerar uma onda antivacinas perigosa, que traz consequências muito ruins, como é o caso da epidemia de sarampo que estamos acompanhando no momento.

2 – Somente as crianças devem ser vacinadas.

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Mito. Adultos também devem se vacinar. É muito importante a vacinação contra o tétano, a febre amarela. E hoje ainda temos à disposição para os adultos vacinas contra o herpes zoster, hepatite A e B, ou seja, uma série de imunizações à disposição que devem ser tomadas pelos adultos. Tenha a sua carteirinha de vacinação em dia, pois isso pode garantir saúde e, consequentemente, qualidade de vida.

3 – Vacinas podem ter contraindicações.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Verdade. Aqui vale o conceito de vacinar, para estimular o sistema imunológico a criar uma resposta de defesa contra um agente nocivo. Existem dois grupos para contraindicação: aqueles pacientes que não podem receber microrganismos vivos, que são as vacinas atenuadas (febre amarela, herpes zoster, sarampo e rubéola) estão contraindicadas. O outro grupo é o de pacientes que apresentaram reações alérgicas graves contra a vacina. Essas reações alérgicas sempre precisam ser discutidas com o médico.

4 – Sempre que me vacino contra a gripe fico gripada.

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Mito. A vacina contra a gripe não causa a gripe, pois é uma vacina inativada e indicada para proteger somente contra um tipo de gripe, que é a influenza. Na época do inverno existem outros vírus, como o rinovírus, que levam a quadros parecidos com gripes, mas não são. A vacina contra a gripe é segura, com uma cobertura ampla e não causa gripe.

5 – Quem está com febre não pode se vacinar.

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Verdade. Em parte! Ainda que a febre não seja uma contraindicação à vacina, podemos ter dois desdobramentos quando se vacina uma criança com febre: não sabemos se o pico de febre está relacionado à vacina ou ao à infecção, e nós, médicos esperamos nos quadros altos de febre, com duração de três a quatro dias, que a febre passe. Causas não conhecidas de febre também pode ser uma contraindicação. Melhor aguardar a criança melhorar.

6 – Alérgicos não devem se vacinar.

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Mito. E grande! Pacientes alérgicos se beneficiam de vacinas contra a gripe, contra pneumococo. Precisa tomar cuidado com algum componente que está presente na vacina que desencadeia a reação alérgica, como o ovo, por exemplo. Ou se o paciente teve uma reação alérgica grave específica à aquela vacina. Mesmo para pacientes com alergia à proteína do ovo, as vacinas contra a gripe e sarampo são liberadas. Não generalize que alérgicos não devem se vacinar, pois é o contrário, há grandes benefícios.

7 – Vacina é perigoso para idoso.

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Foto: Portal Brasil

Mito. Muitos estudos já comprovam que vacinar idosos contra a gripe e pneumonia melhora demais a qualidade de vida desses pacientes e reduz a mortalidade. Vacinar-se contra o tétano é fundamental, a vacina de herpes zoster também é muito importante, já que minimiza uma grande complicação que é a neurite herpética, ou seja, o paciente que deseja longevidade precisa ter a carteira de vacinação em dia.

8 – Toda vacina dá reação.

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Mito. As vacinas são extremamente seguras. As reações mais comuns acontecem em até 10% dos vacinados, com dor local e febre, que passa em um, dois dias. A maioria não apresenta reação. Mas sempre é aconselhável tirar suas dúvidas com o seu médico.

9 – Já me vacinei contra o sarampo e não preciso mais tomar nova dose.

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Mito. Infelizmente, estamos vivendo uma epidemia de sarampo. Um aumento gigantesco no número de casos. Ainda que você tenha recebido as duas doses da vacina contra o sarampo depois de um ano de idade, é necessário receber uma terceira dose caso haja alguém com a doença no seu trabalho, condomínio, escola, ou seja, perto do seu convívio. É a chamada dose de bloqueio. O sarampo é uma doença grave, pode matar e a vacina é a única forma de prevenção. Somente pacientes em tratamento de quimioterapia ou com algum comprometimento da imunidade estão contraindicados a receber a vacina do sarampo. A vacina contra o sarampo é extremamente segura.

Fonte: Clínica Croce

Estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie fazem campanha de vacinação

Ações, que acontecem entre 17 e 20 de julho, têm como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos

Entre 17 e 20 de julho, as estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela de metrô, recebem a campanha de vacinação contra o sarampo. A ação que visa reforçar a imunização na cidade, é uma parceria da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo, com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

A vacina oferecida é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é a única forma de prevenir a ocorrência dessas doenças na população. Para receber a vacina, é necessário que o passageiro tenha em mãos um documento de identificação. O objetivo da iniciativa no metrô é imunizar quem não tem a disponibilidade de receber a dose durante a semana, e tem como um dos públicos-alvo jovens entre 15 e 29 anos.

Vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola

Prazo estendido para vacinação de Sarampo.
Foto: GESP

Data: 17, 18 e 19/7
Horário: Das 13h às 18h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Paulista – Rua da Consolação, n°2367

Data: 20/7
Horário: Das 10h às 16h
Local: Estação Higienópolis-Mackenzie – Rua da Consolação, n°1.050

Shoppings Penha e Frei Caneca oferecem vacina tríplice viral neste sábado

Ação é preventiva contra sarampo, rubéola e caxumba

Neste sábado (29), os shoppings Penha e Frei Caneca recebem a Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba. A vacina tríplice viral é indicada para pessoas a partir de 15 anos. Para participar é necessário levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e RG e estar dentro dos parâmetros da OMS.

Como a vacina possui contraindicações, profissionais capacitados estarão à disposição no local para fazer as checagens necessárias e auxiliar nas dúvidas da população. Confira abaixa o local e horário de cada shopping:

Vacina tríplice viral - Bernardo Portella - Ascom - Bio-Manguinhos
Vacina tríplice viral – Foto: Bernardo Portella – Ascom – Bio-Manguinhos

Vacinação no Shopping Penha
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 17h
Local: Piso 1 / em frente a loja Via Uno.
Endereço: Rua Dr João Ribeiro, 304, Penha de França/ São Paulo
Mais Informações: (11) 2095-8240

Vacinação no Shopping Frei Caneca
Quando: 29/06
Horário: das 10h às 16h
Local: Entrada Principal
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César
Mais Informações: (11) 3472-2075

 

Problemas respiratórios exigem atenção redobrada no inverno

Especialistas do Hospital Leforte apontam o que deve ser levado em conta nesta época do ano

Os vírus respiratórios circulam o ano todo, porém nos meses de outono e inverno sua ocorrência se torna mais frequente devido a manutenção das pessoas em locais fechados e com pouca circulação do ar. O inverno começa oficialmente no próximo dia 21 de junho e fica o alerta: quais os cuidados necessários quando se fala em doenças respiratórias? Para a redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, o Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas denominadas “etiqueta respiratória”.

Etiqueta respiratória

mulher espirro

“Etiqueta respiratória são algumas ações facilmente aplicadas pela população como: higienização das mãos frequente com álcool em gel ou água e sabão; utilizar lenço descartável para a higiene nasal; cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar o contato próximo a pessoas com sinais ou sintomas respiratórios.

Além destas medidas, as pessoas que apresentam sintoma de gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas); restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação; evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados; adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos”, destaca Emy Akiyama Gouveia – Coordenadora Corporativa Médica de SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do Grupo Leforte.

Vacinas

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Especialistas do Hospital Leforte são unânimes quando o assunto são as vacinas. “Estamos falando de mecanismos comprovadamente eficazes na defesa do organismo humano contra agentes infecciosos virais ou bacterianos. Daí a importância de estar com a carteira de vacinação em dia, não só as crianças, mas os adultos”, ressalta Emy. Para a prevenção das doenças respiratórias temos disponível a vacina contra o vírus da influenza (reforço anual) e a vacina antipneumocóccica que possuem indicações específicas.

Influenza

mulher gripe nariz espirro

A especialista também aponta que, no caso da vacina da gripe, é importante fazer o reforço todos os anos, devido às mutações do vírus influenza e pelo fato de que a imunidade que cai ao longo dos meses: “o tempo de manutenção dos anticorpos é variável, em média dura apenas de 6 a 12 meses”. O serviço público oferece a vacina trivalente (H1N1, H3N2 e o influenza do tipo B Victoria). No setor privado, no entanto, é possível encontrar a versão tretavante, que inclui o tipo B Yamagata. “Temos os grupos mais suscetíveis como crianças, idosos e doentes crônicos, mas o ideal é que todos estejam protegidos”, destaca.

Bronquiolite

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Foto: Spencer Selover/Pexels

A bronquiolite é uma doença infecciosa viral causada pelo VSR (vírus sincicial respiratório) e acomete principalmente crianças até os dois anos de idade. Suas complicações podem ser pneumonias e insuficiência respiratória aguda. Em alguns casos, há necessidade de internação. Não há vacina específica. Para as crianças prematuras menores de 34 semanas, existe o Palivizumabe, que é um anticorpo monoclonal que a criança começa a tomar em fevereiro e segue até junho para a prevenção da bronquiolite. “É bom que os pais saibam que ela é fundamental para prematuros e crianças com problemas respiratórios nesta faixa etária ou mesmo cardiopatas, a fim de se evitar a bronquiolite”, destaca o coordenador da UTI Pediátrica do Leforte, Evandro Salgado.

Bebê chiador

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Foto: MammaPourFemme

Tecnicamente chamado de lactente sibilante, o bebê chiador (que tem chiado no peito) é visto com um potencial asmático, mas o diagnóstico definitivo da doença só ocorre após os dois anos. “Até esta idade, o que chamamos de lactente sibilante é bebê com uma alergia que pode ser causada pela poeira do ar, ácaro ou alergias alimentares, entre outras causas. São pacientes mais propensos a contrair um quadro gripal e vírus”, explica Salgado. “Neste caso, indicamos que os pais procurem um médico, até mesmo para evitar uma possível confusão com outra doença que é a bronquiolite”.

Como cuidar das alergias respiratórias, gripes e resfriados

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A ida ao pronto-socorro também deve ser ponderada diante do risco de se contrair uma infecção. Por isso, é sempre bom ter, se possível, um médico de confiança e também atuar na prevenção, como o simples cuidado em lavar as mãos ou usar máscaras, em alguns casos. “A diminuição das chuvas e da umidade do ar facilita a disseminação de partículas irritantes da via aérea, como a poeira, ácaros e poluentes como a fuligem, além de vírus e bactérias. Como pessoas também tendem a ficar mais juntas e em lugares fechados, com pouca ventilação, este cenário proporciona um risco maior de ter uma gripe ou um resfriado”, destaca Elias Lobo Braga, coordenador da otorrinolaringologia do Leforte.

Segundo ele, o resfriado é uma infecção normalmente das vias aéreas superiores, causada por vírus. O mais comum deles pertence a subtipos do rinovírus, que provoca sintomas como obstrução nasal, espirros, indisposição, dor de garganta e de cabeça leves, geralmente sem febre.

O resfriado é autolimitado e dura até 7 dias. A gripe, por sua vez, é causada pelo vírus influenza, com sintomas muito parecidos ao resfriado, embora mais intensos, com febre alta e desconforto respiratório, com duração de até 15 dias. “Com esses sintomas mais fortes e com maior duração, é aconselhável buscar uma unidade médica para fazer o tratamento adequado”, reforça Braga.

Já em relação à alergia, o ideal é buscar se distanciar das suas causas e fazer acompanhamento com o especialista.

Fonte: Leforte

Asma no inverno: cinco dicas para evitar as crises

As pessoas que sofrem com asma, ou que conhecem alguém que tem a doença, sabem que é preciso estar sempre em alerta para os riscos de crises. Como a condição acompanha o paciente ao longo da vida, o acompanhamento médico e os cuidados devem ser mantidos durante todas as estações. Apesar de haver muita preocupação com as doenças pulmonares crônicas durante o verão, o inverno também pode apresentar algumas armadilhas para esses pacientes. Confira alguns cuidados para evitar as crises durante a estação mais fria do ano!

1. Cuidado com ar-condicionado/aquecedores

arcondicionado

As mudanças de temperatura entre ambientes externos e internos são típicas do inverno. A tentativa de se aquecer pode acabar em armadilha para pacientes asmáticos, porque a oscilação de temperatura é um dos gatilhos para as crises. O pneumologista Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, aponta que “a mucosa nasal das pessoas que possuem asma é mais sensível e detalhes como o ar mais seco, poeira, fumaça do cigarro, poluição e até mesmo o pólen podem ser estímulos para uma reação alérgica”, explica o médico. Além disso, a poluição das grandes cidades também pode contribuir para a piora da doença. A dica é manter sempre o ambiente arejado e fazer a limpeza das narinas para evitar ressecamento.

2. Roupas de cama e agasalhos

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Com as baixas temperaturas, blusas e cobertores são indispensáveis para se aquecer. Como vivemos em um país tropical, mantas e casacos peludos costumam sair dos armários só entre julho e setembro, o que pode ser um gatilho para os asmáticos, pois nesse tempo em que ficam guardados, acumulam muita poeira e ácaros. Os asmáticos devem saber se estão com a doença controlada. A Iniciativa Global para a Asma (Gina) afirma que há alguns indícios que podem indicar a falta de controle da asma, apresentados nas últimas quatro semanas: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos, necessidade de medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e limitações na rotina. Nesses casos, o médico afirma que “os alérgicos devem evitar o contato direto com agentes alergênicos como ácaros, poeira doméstica, mofo, fumaça, pelos de animais e pólen, e dar preferência aos edredons, cobertores, casacos e travesseiros fabricados com material sintético e/ou antialérgico”.

3. Deixe o cigarro de lado

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A asma é uma doença crônica e inflamatória de causa alérgica que leva à falta de ar e chiado no peito, e aliada ao consumo de cigarro torna-se ainda pior. Em um estudo feito com mais de 10.000 pacientes asmáticos foi reportado que 59% dos pacientes tinham a doença fora de controle, 19% a tinham bem controlada e apenas 23% conviviam com ela totalmente controlada. O estudo indicou que os pacientes que convivem com ela mal controlada são mais frequentes entre fumantesii.

4. Esteja sempre com as vacinas em dia

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

“Infecções virais, como gripes e resfriados, são muito comuns nesta época do ano e podem provocar ou piorar as reações alérgicas. Para minimizar as ocorrências de crises, é extremamente importante fazer o tratamento correto das alergias respiratórias durante todo o ano e estar sempre atento às campanhas de vacina contra gripe” afirma Gomes.

5. Não deixe o tratamento de lado

medico mulher teste pulmão

Quando a asma não é diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a internações e até à morte. Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2015 indicam que as enfermidades crônicas não transmissíveis, como a asma, foram a causa de cerca de 72,6% das mortes no Brasil. O número é espantoso, porque 10% da população brasileira possui a condição no país. Uma das opções de tratamento é o tiotrópio, que melhora a função pulmonar e reduz em 21% o risco de exacerbações em pacientes com asma grave e muito grave.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Complicações da gripe: entenda a importância de se vacinar

A vacina contra a gripe é capaz de prevenir complicações sérias, que podem, até mesmo, resultar em óbito

Ficar resfriado não é nada agradável. Nariz entupido, coriza, espirros, dor no corpo e desânimo são os sintomas mais comuns. No entanto, ficar enfermo dessa forma nem se compara com as sérias complicações que uma gripe pode causar. A principal diferença entre gripe e resfriado está em sua gravidade. A gripe pode evoluir com sérias complicações, como a pneumonia e a inflamação dos músculos cardíacos e da membrana que recobre o coração.

Os primeiros alvos da campanha de vacinação contra a gripe (influenza) promovida pelo sistema público de saúde foram as crianças e gestantes. Em um segundo momento, desde o dia 22 do mês passado, também puderam se vacinar os trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, mulheres no puerpério, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas e com outras categorias de risco clínico e a população carcerária, incluindo os funcionários do sistema prisional.

A infectologista da clínica de vacinação Maximune, Cláudia Murta, explica que a vacina protege o paciente dos tipos de vírus mais comuns que estão em circulação. “A gripe é causada pelos vírus Influenza. Ao ser vacinado, o indivíduo desenvolve uma proteção, que não permite que ele desenvolva a doença pelos vírus contidos na vacina”, diz. Ela, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que a vacina começa a oferecer proteção após 15 dias de sua aplicação e ela não causa gripe pois é feita com vírus inativado (vírus morto).

Os sintomas principais da gripe são febre alta, dor muscular, dor de garganta e de cabeça, coriza e tosse seca, segundo o Ministério da Saúde. Além desses sinais, é possível que o paciente tenha a sensação de cansaço, fraqueza, diarreia, vômitos e perda de apetite. Em casos de complicações, pode ser necessária internação hospitalar, dependendo da gravidade, a doença pode até mesmo levar ao óbito.

“A principal complicação da gripe é a pneumonia. Caracterizada por ser uma infecção nos pulmões, se a pneumonia não for tratada rapidamente, pode gerar sérios problemas, como a dificuldade de respirar, bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e derrame pleural (acúmulo de líquidos em torno dos pulmões)”, alerta a infectologista.

Para Cláudia Murta, é preciso disseminar as informações corretas a respeito da vacina contra a gripe, pois ainda há muitas inverdades sendo ditas. “A vacina não é capaz de provocar a gripe em pessoas que a recebem; ela não faz mal ao bebê, em casos de gestantes. É preciso deixar claro que a vacina protege o indivíduo de contrair a gripe, e não o resfriado. Outro ponto importante a se destacar é o de que a ciência já descartou qualquer tipo de ligação entre vacina e autismo”, aponta a infectologista. De acordo com ela, esses são os pontos mais discutidos e ressaltados por pessoas que são receosas em tomar a vacina.

doenças frio mulher espirro gripe doente

A vacina contra a gripe tem que ser tomada anualmente, pois o vírus Influenza está em constante mutação. Sendo assim, uma equipe de cientistas move esforços em todos os anos para que seja feita a adaptação da composição da imunização.

Pessoas que não constam da lista de prioridades de vacinação do governo e que desejem se proteger contra a gripe (e evitar suas complicações) podem ser vacinadas em clínicas de vacinação particulares.

Fontes:

Cláudia Murta é especialista em Clínica Médica e em Infectologia Mestre em Medicina Tropical pela UFMG Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações
Maximune – Clínica de Vacinação

Campanha contra a gripe atinge 21% do grupo prioritário; sábado será Dia D

Dia D de mobilização será no próximo sábado, dia 4 de maio. O público-alvo total da campanha contra a gripe é de 59,5 milhões de pessoas

Até o dia 30 de abril, 12,2 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe em todo o Brasil. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades de saúde para receber a vacina gratuitamente até o dia 31 de maio. O sábado de vacinação, em que os postos de ficarão abertos em todo o país, será realizado no dia 04 de maio. O total de pessoas vacinadas considera o público estimado de profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 59,5 milhões de pessoas até o final da campanha contra a gripe. Dessas, 46,9 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta terça-feira (30), 21,6% dessa população recebeu a vacina contra a gripe – ou 10,1 milhões de pessoas.

O público com maior cobertura contra a gripe, até o momento, é de puérperas, com 38,8%, seguido pelas gestantes (33,4%); indígenas (27,6%); crianças (26,4%); idosos (21,5%); trabalhadores de saúde (17,1%) e professores (14,2%).

Para a realização da campanha, estão em funcionamento 41,8 mil postos de vacinação, com o envolvimento de 196,5 mil pessoas e a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

Casos de gripe no Brasil

mulher gripe nariz espirro

Neste ano, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A(H1N1)pdm09, com registro de 213 casos e 55 óbitos.

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe teve início no dia 10 de abril em todo o país. No primeiro momento, foram priorizadas as crianças e gestantes. A vacinação está aberta para todos os públicos desde o dia 22 de abril.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Farmácias fazem campanha de vacinação contra a gripe

Droga Raia e Drogasil aplicam vacina contra gripe em 11 lojas da capital paulista desde 11 de abril

A Drogasil e a Droga Raia, que fazem parte da RD, estão aplicando a vacina contra a gripe em 11 lojas da capital paulista. Nas farmácias, a vacinação atende principalmente a população que não faz parte dos grupos de risco determinados pelo governo para receber a vacina gratuitamente. Dessa forma, o restante da população também pode se proteger da doença. As duas redes têm três tipos de vacina da gripe disponíveis: Influvac, Fluquadri e Fluarix.

De acordo com o diretor de novos negócios da RD, Dioscoro Gomes, as vantagens de optar por tomar a vacina nas farmácias são muitas. “O cliente que procura nossas farmácias para tomar vacina sabe que vai encontrar um ambiente moderno, seguro, dentro dos padrões mais avançados. Além disso, ele sabe que não enfrentará filas e vai pagar um preço justo por um produto de alta qualidade”, explica.

Apesar de estarem habilitadas a aplicar vacinas desde 2017, a Droga Raia e a Drogasil ainda não conseguiram ampliar o número de lojas certificadas para a aplicação por conta das dificuldades impostas pela legislação e fiscalização, não só na cidade e no Estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. A expectativa era ter 90 lojas autorizadas para aplicar vacinas este ano, mas por causa dos requisitos dos órgãos reguladores, apenas 11 lojas foram habilitadas.

“As exigências são inúmeras, o investimento é alto. E, apesar de haver leis permitindo a vacinação em farmácias, temos de pedir licença específica para cada loja. Mesmo assim, queremos ampliar esse serviço para toda a população. Somente a nossa rede tem mais de 1.850 lojas em 22 Estados. Até o fim do ano teremos mais de 2 mil lojas no Brasil. Imaginem se estivermos autorizados a aplicar vacinas em uma boa parte desses pontos. Estaríamos ajudando o governo a controlar diversas doenças, aliviando o atendimento no sistema público saúde. Seria um bem muito grande para toda a sociedade”, afirma Gomes.

A vacina contra a gripe custa R$ 88,55 nas farmácias da rede e pode ser aplicada dentro dos horários de funcionamento das lojas, que ficam abertas de segunda a domingo, inclusive feriados, das 7 h às 23 h. Além disso, para dar mais comodidade aos clientes, as lojas têm estacionamento.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Veja abaixo as lojas Droga Raia e Drogasil que aplicam a vacina contra a gripe:
· Rua Maranhão n.º 812, Higienópolis
· Rua Dr. Mario Ferraz n.º 247, Itaim Bibi
· Rua Sócrates n.ºs 240 e 250, Vila Sofia.
· Avenida Morumbi n.º 3.600, Jardim Leonor
· Avenida Barão de Melgaço n.º 214, 220 e 226, Real Parque
· Rua Afonso Sardinha n.º 13, Lapa
· Avenida Morumbi n.ºs , 7.898, 7.906, 7.912, 7.920, 7.920 A, Santo Amaro
· Rua Pamplona n.º 1.792, Jardins
· Rua Sabará nº 442, Higienópolis
· Rua João Lourenço n.ºs 331 e 343, Vila Nova Conceição
. Alameda Barão de Limeira n.ºs 1.087, 1.097 e 1.101, Campos Elísios