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Virologista da Fiocruz alerta sobre o risco iminente de novos supervírus

Durante o Foro Inteligência, Couto Motta afirmou que modo de vida atual favorece a seleção de vírus mais devastadores

O virologista e chefe substituto do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo da Fiocruz, Fernando do Couto Motta, debateu no último dia 23, durante o Foro Inteligência, o risco iminente da chegada de novos supervírus. Ele alerta que os vírus deverão trazer cada vez mais prejuízos, devido à modificação do ambiente – seja por meio do aquecimento global, da derrubada de florestas, da abertura de estradas ou da domesticação de animais silvestres.

“Essas situações nos colocam em contato com novos reservatórios de parasitas e forçam os vírus a se adaptar, com a busca de novos hospedeiros como o ser humano”, explica Couto Motta.

O pesquisador acrescenta que, “para completar a tragédia”, a população mundial se tornou extremamente numerosa e reunida em centros urbanos, o que permite uma grande concentração de hospedeiros. “Nesses casos, a evolução tende a favorecer vírus de ação rápida e devastadora. A realidade em que vivemos automaticamente seleciona agentes mais virulentos”, diz o virologista. Ele acrescenta ainda que eliminar vírus é uma tarefa extremamente difícil, porque até hoje não se sabe se eles de fato têm vida.

Couto Motta chama atenção para o perigo que a facilidade com que os vírus mudam e trocam genes traz para a vida humana. Essa característica permite que eles evoluam rápido e se multipliquem em diferentes grupos. “Ninguém sabe dizer quantas doenças eles causam. O que se conhece são algumas maneiras com que eles causam tanto estrago”, reforça o pesquisador.

Ao contrário de bactérias, que possuem uma batelada de pequenos órgãos para produzir energia, Couto Motta descreve os vírus como nada mais do que “um conjunto de DNA e enzimas embrulhadas para presente em uma camada de proteína”. Um presente de grego, diz ele. “Para se replicar, ele precisa invadir outros seres e se apropriar dos instrumentos de que eles dispõem. Os vírus têm algumas características de seres vivos, como gerar descendentes, e não têm outras, como uma existência autônoma”, afirma o virologista.

De qualquer forma, os vírus reúnem uma enorme complexidade no minúsculo espaço que ocupam. Milhares de vezes menores que uma bactéria, só podem ser vistos com potentes microscópios eletrônicos. Não se sabe como surgiram. É provável que sejam bactérias que perderam várias organelas e a capacidade de viver por conta própria ou pedaços de células que se desprenderam. O fato é que são antigos a ponto de terem interferido na evolução de quase todas as espécies. Uma prova disso veio com o mapeamento do genoma humano, quando foram encontradas sequencias genéticas de vírus escondidas no nosso DNA.

Como a SARS e o Covid-19 provaram, atualmente é muito fácil para um parasita pegar um avião e aparecer em outro lugar do mundo. “Portanto, não fique surpreso se outras grandes epidemias se alastrarem pelo mundo mais vezes”, observa o virologista.

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A saída para lidar com o problema está nas vacinas. Para Couto Motta, o programa nacional de vacinas do Brasil sempre foi um exemplo. “Somos um dos poucos países produtores de vacinas. O Brasil sempre importou tecnologia para adaptar e produzir a própria vacina, temos esse conhecimento”, finaliza.

Sobre o Foro Inteligência

O Foro Inteligência reúne o Brics Policy Center e a Insight, com o apoio do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e da Casa de Afonso Arinos. Com a proposta de manter um canal aberto com países como China, Rússia, Índia e África do Sul, visa apresentar palestras, cursos e seminários abordando problemas brasileiros não convencionais e que tangenciam as nações do bloco.

O Brics Policy Center fará a ponte com os países emergentes. Pela primeira vez, assuntos brasileiros profundos, como as facções criminosas, a questão das fronteiras do país, a ameaça dos supervírus e bactérias, gargalos da industrialização da indústria brasileira, e verdades e mentiras sobre o interesse do capital estrangeiro em investir no Brasil, serão acessados a partir de um olhar convergente com o eixo dos demais países emergentes.

Site esclarece dúvidas sobre vacinas contra Covid-19 que começam a ser aplicadas no Brasil

Depois de receber autorização das autoridades de saúde, a campanha de vacinação contra a Covid-19 começa a ser distribuída para a população da primeira fase, que engloba profissionais de saúde na linha de frente de combate à doença, além de idosos.

O trabalho de desenvolvimento das vacinas foi intenso e cerca de um ano após o surgimento da pandemia, a imunização já está sendo disponibilizada. Apesar de o tema ser destacado diariamente na mídia, muitas são as dúvidas relacionadas a esse tipo de proteção. Para esclarecer as principais questões, o Campus São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lançou uma página na internet, no formato de perguntas e respostas.

O conteúdo aborda pontos como a eficácia, tempo de proteção e efeitos colaterais existentes no processo de imunização.

Os interessados podem acessar a página clicando aqui.

Queda na vacinação acende alerta para volta de doenças erradicadas

Ontem (9) foi celebrado o Dia Nacional da Imunização; e um especialista observou a importância de os pais manterem a disciplina na vacinação. Imunizações precisam ser renovadas até a idade adulta

O Programa Nacional de Imunização (PNI), formulado em 1973, é referência mundial. O Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e é um dos poucos países no mundo que ofertam de maneira universal um rol extenso e abrangente de imunobiológicos.

Porém, a alta taxa de cobertura, que sempre foi sua principal característica, vem caindo nos últimos anos, inclusive para crianças pequenas, colocando em alerta especialistas e profissionais da área, o que reforça a importância do Dia Mundial da Imunização, celebrado nesta terça-feira, 9 de junho.

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O farmacêutico hospitalar Renato Antônio Campos Freire, que vai inaugurar uma clínica de vacinação no Órion Shopping, em Goiânia, explica que na infância as crianças não têm imunidade e não conseguem combater sozinhas as doenças, por isso a vacinação é essencial. “Geralmente, até os dois anos os pais são mais cautelosos, depois relaxam. Mesmo para as vacinas gratuitas não vão”, diz ele.

O especialista afirma que datas como o Dia Nacional da Imunização são importantes, pois lembram as pessoas da ação e reforçam que a vacina não é proteção apenas individual. “Dependendo da doença e da região, se 80% da população é vacinada, os outras 20% também ficam protegidos”, diz.

Segundo dados preliminares do ano passado do Ministério da Saúde, divulgados em março deste ano, pela primeira vez desde 1994 – quando começou a disponibilização de dados – o País não atingiu a meta de vacinar 95% do público-alvo em nenhuma das 15 vacinas do calendário público. Isso inclui a cobertura vacinal em crianças de até 1 ano, a qual também está em queda no Brasil.

A taxa de vacinação da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, passou de 102,3% em 2011 para 90,5% em 2018, segundo dados divulgados oficialmente em 2019. O número está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 95% da meta estipulada.

Ainda de acordo com esse estudo, a taxa da poliomielite, contra paralisia infantil, caiu de 101,3% em 2011 para 86,3% em 2018. A cobertura vacinal da BCG, contra formas graves da tuberculose, era de 107,9% e também caiu para 95,6%, no mesmo período. O problema se estende para a meningocócica C, que antes tinha uma taxa de 105,6% e passou a ter apenas 85,6% de cobertura vacinal. Freire, que também é mestre em tecnologia farmacêutica, explica que a estimativa dos órgãos de saúde para uma campanha de vacinação é baseada nos anos anteriores e quando esse número é ultrapassado a meta passa de 100%.

Renato salienta que há vacina em todas as idades. “Para adolescentes, por exemplo, temos a HPV, reforço de DPT meningite, para adultos temos a hepatite e a pneumonia, e para idoso, além da gripe, muito conhecida, temos a herpes zoster, para pessoas a partir de 50 anos”. “A diferença das vacinas chamadas obrigatórias das sugeridas é que as primeiras o governo fornece gratuitamente, principalmente na fase infantil. Mas existem outras vacinas também para outras faixas etárias, que são recomendadas pelos profissionais da saúde, que são muito importantes. Se a pessoa tem condição, ela deve adquirir para preservar a saúde”.

Queda é preocupante

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O especialista vê de perto a queda dos números dos dados oficiais. “Temos uma preocupação com essa negligência, a população tem que ter consciência, não só o poder público. Quando se deixa de vacinar está contribuindo com a volta da doença e se gasta mais também, pois a cada um dólar investido em prevenção se economiza, em média, 16 dólares no tratamento”, ressalta ele, que reforçou que a vacinação é um tecnologia avançada para atuar antes da contaminação.

Coronavírus

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Sobre os estudos acerca de uma vacina para o novo coronavírus (Sars-Cov-2), Renato Freire, que atua na área há 25 anos, também mostra animação. “Estou otimista, pois vejo algo que não acontece há anos, o compartilhamento de informações. Os laboratórios têm segredos, que não costumam revelar para os concorrentes, por isso, normalmente, pode-se levar até cinco anos para produzir uma vacina, mas já estamos na terceira fase”, disse se referindo à vacina em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, que iniciou a etapa de testes em humanos na última semana.

Pelo menos dez mil pessoas serão vacinadas para averiguar a eficácia do produto. Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o imunizante, entre eles o de Liverpool, comandado pela imunologista brasileira Daniela Ferreira.

Do total, duas mil dessas vacinas serão testadas no Brasil a partir desta semana, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Normalmente, os testes em humanos podem levar até seis meses. No melhor cenário, se tudo ocorrer bem, podermos ter uma vacina até o final do ano. Porém, depois ela ainda precisará ser produzida em larga escala para beneficiar todos”, finaliza o especialista.

Viagem de férias: saiba quais vacinas você deve tomar

As férias chegaram para muitos e, com isso, as pessoas já começam a planejar viagens que podem ser tanto para o litoral ou regiões interioranas do país, quanto para destinos fora das fronteiras brasileiras. Porém, antes de listar os locais que serão visitados, comprar as passagens, fazer as reservas de hotéis e organizar as malas, é também muito importante verificar se a carteira de vacinação está em dia e ainda se informar quanto as vacinas exigidas para a entrada em países estrangeiros.

Essa preocupação com a imunização vacinal para as viagens, se mostra ainda mais necessária quando são observados dados recentes do Conselho Europeu de Assessoria em Saúde de Viagem, que apontam que 40% das pessoas que vão visitar outros locais, chegam a procurar orientação médica somente momentos antes do embarque no avião ou de começar a percorrer a estrada. O documento também mostra que 20% das pessoas só marcam consultas com profissionais da saúde quando falta menos de 14 dias para a viagem, e menos de 10% possuem a carteirinha de vacinação atualizada.

De acordo com a farmacêutica e sócia-administradora da clínica de vacinação Maximune, Manuella Duarte, o mais indicado é que antes de viajar, as pessoas procurem pela orientação médica com mais ou menos um mês de antecedência, para que assim sejam tomadas as doses das vacinas que estão faltando na carteirinha. Essa antecipação é importante, pois, algumas das vacinas levam semanas para gerar a proteção almejada, por isso, as mesmas devem ser tomadas ao menos 15 dias antes da viagem.

“Já para as pessoas que irão viajar ou fazer conexões em países que exijam a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), é recomendado que verifiquem nos sites da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Organização Mundial da Saúde (OMS), quais vacinas são indicadas para a visitação do país de destino”, aconselha.

Exigido em cerca de 135 países, o certificado pode ser emitido e retirado nos Centros de Orientação para Saúde do Viajante da Anvisa, unidades credenciadas do Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas particulares credenciadas.

“A nossa clínica também oferece a certificação e o acompanhamento quanto as vacinas, mas hoje contamos com uma nova tecnologia que pode amenizar o sofrimento de pessoas com ‘aicmofobia’ ou fobia de agulhas. A inovação se trata de um sistema de injeção sem agulha, que até então não existia em Belo Horizonte. Proporcionando maior segurança, agilidade e menor desconforto ao ato de vacinação, o dispositivo foi desenvolvido para aplicações de vários medicamentos e vacinas de forma intramuscular ou subcutânea. O equipamento, por meio de um jato fino e em alta velocidade, penetra a pele e injeta o medicamento ou vacina no corpo em poucos segundos”, ressalta a farmacêutica.

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Segundo Manuella, a imunização vacinal para a realização de viagens pode evitar a contaminação e disseminação de doenças endêmicas e contagiosas, além de impedir eventuais transtornos, como por exemplo, a não concessão do carimbo do passaporte, que dá direito a entrada de viajantes em várias nações ao redor do mundo.

“Para a prevenção de doenças que não são epidêmicas, mas que apresentam um alto número de casos em determinadas regiões, é aconselhável que além das imunizações obrigatórias, as pessoas também procurem se informar sobre as vacinas que são recomendadas para a prevenção de enfermidades presentes em áreas de risco”, diz.

Atualmente, entre as imunizações mais exigidas para as viagens internacionais está a vacina contra a febre amarela, que é obrigatória para a entrada em países como o Afeganistão, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bahamas, Bolívia, China, Colômbia, Cuba, Índia, Venezuela, Paraguai e dentre muitas outras nações pertencentes a América do Sul e ao continente africano.

Já no grupo das vacinas que são recomendadas para viagens ao exterior estão as imunizações contra a Hepatite A e Febre Tifoide, que se direcionam a pessoas que irão visitar países asiáticos, africanos e cidades litorâneas. Estas vacinas são indicadas, principalmente, para viagens a locais sem saneamento básico adequado.

A vacina contra a Meningite Meningocócica é necessária para viagens ao interior da África, Índia e áreas do Oriente Médio. Por fim, para quem deseja viajar para alguns países europeus como Itália, Portugal, Romênia e Ucrânia, é importante que se imunizem contra o sarampo.

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Foto: Portal Brasil

Para quem não vai sair do país, mas quer explorar as belezas do litoral brasileiro, é prudente se imunizar com as vacinas contra a Febre Amarela, Febre Tifoide, Hepatites A e B, Poliomielite, Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite Meningocócica, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela e Tuberculose.

Fonte: Maximune

 

Como preparar seu pet para visitar pacientes em hospitais

Lei recente do município de São Paulo amplia possibilidades de levar animais de estimação para visitas hospitalares, contribuindo para a recuperação do paciente

 

Chega de saudade: agora, cães, gatos e outros animais domésticos podem ser levados para visitar pacientes em hospitais municipais de São Paulo, por conta da lei nº 355/2017, recentemente aprovada. A iniciativa se une a hospitais privados que já abrem as portas para os pets, por considerarem que este contato contribui para a recuperação dos pacientes. Esta novidade pode deixar muitos tutores pensando: como preparar o seu animal de estimação para estas visitas?

É importante lembrar que a entrada dos pets precisa ser autorizada previamente pelo hospital. No caso dos hospitais municipais de São Paulo, a comissão de infectologia da instituição decide caso a caso, baseada nos regulamentos internos, no estado de saúde do paciente e nas condições de saúde do pet. A lei exige a apresentação de um laudo do médico veterinário para a liberação.

“Primeiramente, o tutor deve levar o animal para avaliação do médico veterinário, que poderá explicar melhor os prós e contras de uma visita a um hospital. Como recomendações gerais, o animal de estimação precisa estar limpo e completamente saudável. Ele deve estar com a vacinação em dia e sem pulgas ou carrapatos, entre outros parasitas”, afirma Fabiana Avelar, gerente de produto da Zoetis.

A avaliação do pet é importante por dois fatores: tanto para protegê-lo de eventuais contaminações no ambiente hospitalar quanto para evitar a transmissão de parasitas e de doenças para os humanos, as chamadas zoonoses.

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Foto: Wideopenpets

“Na verdade, manter o seu animal de estimação limpo e saudável deve ser uma preocupação diária do tutor. Nos casos das visitas hospitalares, essa preocupação precisa ser redobrada, sempre visando o bem-estar do próprio pet e o daqueles com quem convive”, finaliza.

Ainda, de acordo com a lei, para entrar nos hospitais, os animais domésticos precisam estar em caixas de transporte ou usar guias presas em coleiras.

Confira o calendário de vacinação do seu pet e conheça as linhas completas de vacinas e antiparasitários visitando o site da Zoetis.

 

Vacinas indispensáveis para proteger pets e tutores

Imunização preserva não apenas a saúde dos animais, mas toda a família de doenças que podem ser transmitidas por eles para os humanos

Nos últimos anos, os animais de estimação conquistaram mais espaço dentro de casa e passaram a ser vistos como membros da família. Essa mudança de comportamento gerou mais proximidade e afeto, mas também mais responsabilidades. Além de reforçar os cuidados com a higiene dos pets e com a limpeza da casa, os tutores precisam ficar mais atentos à saúde deles, o que inclui as vacinas. Doenças como raiva, giardíase e leptospirose, por exemplo, podem ser contraídas por animais e transmitidas para os seus donos. Respeitar o calendário de vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, protegendo os pets e a família.

Nessa época do ano, o grande alerta é para a imunização contra a gripe, tanto em humanos quanto em cães, para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos até a chegada do inverno, estação do ano onde a incidência da doença é maior. Porém, existem outras vacinas importantes para garantir a saúde de cães e gatos.

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Segundo o médico-veterinário Luciano Granemann e Silva, proprietário da Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com, elas são classificadas em “obrigatórias” e “recomendadas”. O calendário de vacinação que orienta os médicos-veterinários no Brasil segue o protocolo do Comitê Latino Americano de Vacunologia em Animales de Compañia (Colavac), de 2016, publicado naquele ano na Revista Clínica Veterinária, Ano XXI, número 124, setembro/outubro.

“A antirrábica e a polivalente, que imuniza os animais contra sete doenças consideradas graves, são as duas obrigatórias desse calendário, tanto para cães quanto para gatos, e devem ser aplicadas no primeiro ano de vida, conforme orientação do fabricante, e depois ter reforços anuais”, afirma. Já, a contra a gripe, embora não obrigatória, está entre as recomendadas para preservar a saúde e o bem-estar dos cães. Os gatos, entretanto, não necessitam dessa imunização.

Outras três que fortalecem o controle de doenças infecciosas nos pets são: giárdia, Leishmaniose e ProHeart, sendo esta para prevenir o Dirofilaria immitis, verme do coração. “É preciso estar atento a incidências, surtos e outras manifestações de determinadas doenças na região onde o animal vive, o que consequentemente o expõe a um maior risco”, aconselha.

Segundo Luciano, “em 18 anos de profissão, não houve um registro sequer de doenças infectocontagiosas em animais imunizados anualmente na clínica”. Em 2017, a clínica Cão.Com aplicou 1.573 doses, sendo 191 contra a gripe. Para 2018, a expectativa é um aumento de 20% devido a maior conscientização dos tutores quanto a importância da prevenção.

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Vacinas éticas

Luciano alerta para os cuidados na hora de escolher o estabelecimento onde a substância é administrada. A sugestão é que seja sempre aplicada por um médico-veterinário. Outro ponto importante é o tipo. “Nós só aplicamos vacinas éticas, que são inovadoras, produzidas por laboratórios de ponta que as estudam a fundo e publicam artigos sobre elas. Elas são vendidas apenas para médicos-veterinários, o que confere maior segurança aos tutores e seus pets”, explica.

É importante também se informar sobre a forma como são armazenadas. “São organismos vivos muito sensíveis a variações. A indicação dos laboratórios é que sejam conservadas entre 2ºC e 6ºC e que não fiquem mais do que 30 minutos fora dessa condição”, afirma Luciano. A Cão.Com tem duas geladeiras específicas para o armazenamento de vacinas biológicas.

Fonte: Cão.Com – Rua Madre Benvenuta,1.642, Santa Mônica / Travessa Stodieck, 52, Centro – Florianópolis. 
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Gripe de outono também afeta os pets

Dica do veterinário da Petz é manter a vacinação em dia e deixar os pets sempre bem hidratados para evitar a queda da imunidade

Os bichinhos de estimação também sentem a mudança no clima e, com ela, o aumento da propensão às gripes. As principais doenças que os atingem nesta época são a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques.

O veterinário Felipe Chaguri, da Petz, afirma que a imunização é a melhor forma de proteger os pets: “Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos”.

Sinais e tratamento

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Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

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Foto: Warren Photographic

Outras alterações que podem ocorrer nesta época:

• Conjuntivite: com o ar mais seco, os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos. O que provoca a infecção chamada de conjuntivite. Animais de focinho mais curto tem mais incidência de conjuntivite. Para aliviar esses sinais, a limpeza dos olhos deve ser feita com algodão e água bem delicadamente. Mas é importante procurar um médico veterinário para que os sinais não persistam ou piorem.

• Problemas respiratórios: alguns pets podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória nos dias secos. O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias.

• Bichinhos de focinho bem curto ou achatados (braquicefálicos) têm dificuldade de respiração e maior predisposição para esses problemas, assim como filhotes e os pets mais idosos.

Fonte: Petz

A importância de vacinar os animais de estimação

Assim como os humanos, os bichinhos de estimação estão suscetíveis a dezenas de doenças que podem ser facilmente prevenidas com algumas vacinas de reforço anual.
A imunização deve ser iniciada o quanto antes, logo quando o pet é filhote ou assim que é adotado na fase adulta.

O que são vacinas?

Vacinas são imunizações permanentes ou temporárias contra doenças bacterianas, virais, entre outras. Sua função é auxiliar na criação de anticorpos pelo organismo, para que o sistema imunológico esteja preparado para combater doenças antes de o indivíduo entrar em contato com os micro-organismos causadores. Entenda melhor a virose em cães.

Sua matéria-prima é o próprio organismo causador da enfermidade, mas de uma forma enfraquecida ou inativada. Com isso, ocorre uma reação imunológica do corpo que recebe essa quantidade de vírus ou bactéria e são criadas defesas específicas para combater esse respectivo agente infeccioso.

Qual a importância da vacinação para pets?

Em cães, a vacina previne doenças como:

cinomose;
coronavirose;
hepatite infecciosa;
leishmaniose visceral;
leptospirose;
parvovirose;
parainfluenza e Adenovírus Tipo 2;
raiva.

Já em gatos, as principais doenças são:

calicivirose;
clamidiose;
leucemia viral felina (FeLV);
panleucopenia felina;
raiva;
rinotraqueíte.

Alguma dessas doenças — como a cinomose — possuem taxas de contágio e de mortalidade altíssimas e, inclusive, algumas são zoonoses — como a raiva — e, portanto, podem passar para os seres humanos.

Como a imunização deve ser feita?

O correto é sempre checar com o médico veterinário para ele passar o protocolo adequado para o animal, já que não se pode vacinar animais com a saúde debilitada, ou que estejam passando por estresse, afirma o veterinário Cauê Toscano do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Em cachorros, as principais vacinas são as polivalentes, que podem cobrir 8 (V8), 10 (V10) ou 11 (V11) doenças. Elas incluem doenças como cinomose, coronavirose, hepatite infecciosa, parvovirose, leptospirose (de 2 a 5 tipos), parainfluenza e adenovírus tipo 2.

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Em cães filhotes recomenda-se que a vacinação seja assim:

6 a 8 semanas de vida — primeira dose da Polivalente;
10 a 12 semanas — segunda dose da Polivalente;
14 a 16 semanas — terceira dose da Polivalente;
a partir de 120 dias de vida — primeira dose da vacina anti-rábica;
o reforço deverá ser anual para a Polivalente e para a anti-rábica;

Em adultos ou cães que nunca foram vacinados:

mais de 12 semanas de vida — primeira dose da Polivalente e da vacina anti-rábica;
21 a 30 dias após a primeira dose da polivalente, aplicar a segunda dose;
o reforço de ambas vacinas será anual.

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Foto: Pixabay

Em gatos filhotes o esquema de vacinação é assim:

60 dias de vida — primeira dose da Múltipla;
90 dias de vida — segunda dose da Múltipla;
120 dias de vida — primeira dose da anti-rábica;
o reforço das duas será todo ano.

Em gatos adultos ou que não foram vacinados ainda:

mais de 120 dias de vida — primeira dose da Múltipla e da anti-rábica;
21 a 30 dias após a primeira dose — aplicar a segunda dose da Múltipla;
o reforço deverá ser anual para ambas.
A vacina Múltipla dos gatos inclui doenças como Rinotraqueíte, Clamidiose (Tríplice, Quádrupla e Quíntupla), Calicivirose, Panleucopenia e Leucemia Felina.

Confira a carteira de vacinas de seu cão ou gato e agende uma consulta com o veterinário o quanto antes para deixar tudo em dia.

Fonte: Vet Quality

Adotou um filhote? Conheça as vacinas que cães e gatos precisam tomar

Seguir um calendário vacinal completo e efetivo é fundamental para garantir a saúde e a longevidade do animal de estimação, além de impedir a disseminação de doenças como a raiva, a leptospirose ou a giardíase em seres humanos. Vaciná-los preventivamente também evita doenças que podem deixar sequelas nos animais como, por exemplo, a leucemia felina.

Há três tipos de classificação de vacinas: essenciais, complementares (ou não essenciais) e não recomendadas (Tabela 1). “As essenciais devem ser aplicadas em todos os cães e gatos, indiferentemente de raça, tamanho ou idade, pois são vacinas que, em geral, previnem doenças fatais, de grande incidência ou com potencial de passarem aos seres humanos (zoonoses)”, explica o médico veterinário e Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada para Animais de Companhia da Zoetis, Alexandre Merlo.

“As vacinas complementares são indicadas de acordo com a avaliação comportamental do animal, região em que vive e outros fatores, seguindo os critérios do médico veterinário. Já as não recomendadas são, principalmente, aquelas que apresentam poucos estudos clínicos sobre sua eficácia ou que protegem contra doenças pouco relevantes”, complementa.

Alexandre lembra que, na composição de um produto, podem existir componentes vacinais essenciais e não essenciais, por isso é importante consultar sempre o médico veterinário.

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Quando vacinar?

Cães e gatos devem ser vacinados nas primeiras seis a oito semanas de vida. As vacinas são repetidas a cada três a quatro semanas, até que o animal tenha 16 semanas ou um pouco mais. É muito importante respeitar as recomendações da bula das vacinas na hora de adotar um protocolo vacinal, o qual pode ser individualizado pelo médico veterinário.

Uma parte integrante da vacinação dos filhotes de cães e gatos é a vacina de “reforço”, que é tradicionalmente aplicada aos 12 meses de idade ou 12 meses após a última vacina da série primária. O principal objetivo é assegurar a proteção imunológica do animal.

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Foto: Pixabay

“A vacinação em filhotes é de suma importância para que cresçam saudáveis e evitem certas doenças na fase adulta. A vacinação deve ter reforço anual e ser sempre orientada pelo médico veterinário. A prevenção é um dos principais caminhos para o bem-estar do animal”, salienta Alexandre Merlo.

Confira algumas doenças que acometem cães e gatos e saiba como preveni-las:

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Proteção Garantida

Para oferecer maior tranquilidade aos médicos veterinários, a Zoetis possui o programa Proteção Garantida. De acordo com o programa, caso um animal tenha sido vacinado contra determinada doença, utilizando os produtos da empresa, e posteriormente for diagnosticado com a mesma doença, a Zoetis dará o suporte necessário para ao médico veterinário responsável pelo animal, a realização dos exames laboratoriais e despesas relacionadas ao tratamento (internações e medicações) nos casos devidamente comprovados e de acordo com o regulamento do programa*.

Conforme conta Fabiana Avelar, Gerente de Produto de Animais de Companhia da Zoetis, o programa Proteção Garantida é mais uma forma da Zoetis apoiar os veterinários, trazendo mais segurança e confiança na hora da vacinação. “Com esse programa, nosso objetivo é oferecer vacinas de qualidade e também tranquilidade ao profissional veterinário em relação aos animais de estimação sob os seus cuidados, os quais sabemos que são considerados membros de tantas famílias. Além disto, o programa promove o diálogo com o proprietário e a conscientização da vacinação para prevenir importantes doenças, muitas delas zoonoses que podem contagiar as pessoas, garantindo longevidade e bem estar aos animais.”

*Todas as informações se encontram no regulamento do programa. O programa é destinado única e exclusivamente aos médicos veterinários.

Fonte: Zoetis

Cuidados para quem quer adotar um gato

Saiba mais sobre comportamento, hábitos, alimentação e outras curiosidades sobre os bichanos

Para quem quer adotar um gato, é importante conhecer um pouco mais sobre suas manias e necessidades únicas. Entender seus hábitos contribui para a saúde e o bem-estar do bichano.

Os gatos são conhecidos por estarem entre os animais mais limpos do mundo e por sua independência. Também são carinhosos e brincalhões.

Confira as dicas do médico veterinário e Gerente Técnico de Animais de Companhia da Zoetis, Alexandre Merlo, para cuidar bem do seu:

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1. Gatos dormem muito: “Não estranhe se seu gato dormir por longos períodos. Esse é um hábito normal para os felinos e, apesar de eles fazerem isso em qualquer lugar da casa, é melhor providenciar um cantinho próprio onde se sintam seguros para os momentos de sono”.

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2. Gatos gostam de brincar: “Mesmo dormindo muito, os gatos também adoram passar o tempo e gastar energia brincando. Os brinquedos preferidos são aqueles que possuem penas, sininhos, cordas coloridas soltas – o importante é que sejam chamativos para eles. Às vezes, o objeto mais simples e menos esperado será aquele do qual o gato irá gostar mais”.

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3. Gatos não gostam de comer e beber água perto da caixa de areia: “Os felinos vão se sentir incomodados se tiverem que comer ou beber próximo à caixa de areia. Explico: logo que os gatos fazem suas necessidades na areia, eles as enterram, se protegendo ao evitar que um possível predador sinta o seu cheiro. Sendo assim, ele não se sentirá seguro em se alimentar próximo ao local que pode ser descoberto por outros animais”.

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4. Gatos gostam de água fresca e em movimento: “Por isso, sempre troque a água das vasilhas de seu gato, se possível mais de uma vez ao dia. Fontes com água vertendo também são um sucesso. Procure colocar muitas vasilhas de água pela casa, uma vez que eles são preguiçosos para beber. E atenção: quanto mais amplas as vasilhas, melhor – eles não gostam de mergulhar os bigodes na água.”

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5. Gatos não precisam de banhos regulares: “A menos que o médico veterinário prescreva banhos por algum fator específico, os gatos não necessitam deste tipo de limpeza com frequência. Pode ser um mero capricho do tutor. O que é importante fazer todos os dias, até nos animais de pelagem curta, é a escovação dos pelos, pois isso evita que pelos soltos sejam engolidos por eles quando se lambem”.

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Foto: Pixabay

6. Gatos não podem comer certos alimentos humanos: “Evite dar ração de outros animais para o seu gato, bem como alimentos para humanos como, por exemplo, cebola, alho, uvas passas, cafeína, chocolate, ovos, leite e carnes cruas. O ideal é conversar com o médico veterinário para conhecer mais sobre a alimentação dos gatinhos e conhecer a ração mais indicada para eles”.

gato dormindo

7. Gatos vivem muito bem solitariamente: “Ao contrário do que se pensa, gatos costumam ser felizes vivendo sozinhos. Eles não têm a mesma necessidade dos cães, e, às vezes, a chegada de um companheiro pode ser um transtorno.”

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8. Gatos precisam de vacinas que vão além da antirrábica: “A vacina contra a raiva já é bem conhecida entre os tutores de gatos, mas não é a única que deve estar presente no calendário de vacinação. Os gatos podem ser infectados com a leucemia felina, que é uma doença infecciosa que enfraquece o sistema imunológico e não tem cura. Além disso, eles também podem adquirir doenças respiratórias e gastrointestinais. Para evitar a leucemia, os bichanos podem ser imunizados com a vacina Fel-O-Vax LV-k IV + Calicivax (quíntupla felina) da Zoetis, indicada apenas para animais que não apresentam a doença. Já para protegê-los das demais doenças, a Zoetis dispõe da Felocell CRV e da Felocell CRV-C, que protegem contra Panleucopenia, Rinotraqueíte e Calicivirose. A Felocell CVR-C também protege contra a Clamidiose”.

A recomendação final do Gerente Técnico de Animais de Companhia da Zoetis é que o tutor faça o acompanhamento periódico do seu animal de estimação no médico veterinário, para que ele possa ajudá-lo com as vacinas, alimentação e demais necessidades.

Fonte: Zoetis