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Papa Francisco pediu redução do consumo de carne

Ele foi desafiado pela Million Dollar Vegan a adotar uma alimentação vegana em 2019; carta aos participantes da Conferência da Juventude da União Europeia de 2022 fala da relação entre a proteína animal e a destruição da natureza

O Papa Francisco, que em 2019 foi desafiado pela jovem ativista Genesis Butler e pela ONG Million Dollar Vegan a adotar o veganismo durante a quaresma, escreveu uma carta aos participantes da Conferência da Juventude da União Europeia em que pede “uma vida sem desperdícios” e trata da redução do consumo de carne como uma das formas de salvar o meio ambiente.

O evento ocorreu em Praga, entre 11 e 13 de julho. Na mensagem enviada logo no começo da conferência, o Papa cita a importância da redução do consumo de carne para que os jovens se comprometam com uma ecologia integral e quebrem essa tendência autodestrutiva gerada pelo consumismo.

Embora sem detalhar o impacto ambiental gerado pela produção das proteínas animais, o pontífice afirmou que “é conveniente, em certas regiões do mundo, consumir menos carne: também isto pode ajudar a salvar o meio ambiente”.

A Million Dollar Vegan comemora que, mesmo sem ter aceito o desafio de adotar uma alimentação vegana durante a quaresma em 2019, o Papa se mostre aberto a defender um menor consumo de carne e demonstre que entende seus impactos negativos que aceleram as mudanças climáticas.

Já se reconhece que a criação de animais para produzir carne, leite e ovos gera grandes emissões de gases de efeito estufa. Um estudo do Observatório do Clima, divulgado em junho, apontou que em 67% dos municípios brasileiros a criação de gado é a maior responsável pela quantidade de emissões.

“Uma alimentação vegana é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra, não apenas os gases de efeito estufa, mas a acidificação global, eutrofização, uso da terra e uso da água. É muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, detalhou o cientista Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou estudo publicado na revista Science em 2018 sobre os impactos da nossa alimentação no meio ambiente.

O desafio proposto

Há três anos, a ONG Million Dollar Vegan desafia líderes mundiais a adotarem o veganismo. Ao Papa Francisco, foi proposto um desafio para que ele deixasse os produtos com ingredientes de origem animal fora do prato por 40 dias até a Páscoa. Caso aceitasse, a ONG se propunha, na época, a doar US$ 1 milhão para uma instituição de caridade à escolha do pontífice.

Post da campanha

Sobre a Million Dollar Vegan

A Million Dollar Vegan é uma organização sem fins lucrativos internacional dedicada a educar as pessoas sobre os benefícios ambientais, éticos, pessoais e de saúde pública decorrentes da adoção de um estilo de vida baseado em plantas. Além dos desafios a líderes mundiais e de oferecer conteúdo gratuito sobre nutrição e suporte para pessoas que desejam descobrir o veganismo, a Million Dollar Vegan também realiza distribuição de refeições e cestas básicas à base de plantas para pessoas de comunidades mais atingidas pela crise da Covid-19. Em todas as campanhas e ações, o foco central do trabalho é informar sobre como uma mudança para uma alimentação à base de plantas pode beneficiar tanto as pessoas como os animais.

Para receber apoio e informações sobre todos os benefícios do veganismo, acesse o site da Million Dollar Vegan.

Como evitar a deficiência nutricional em dietas veganas

Com mudança na alimentação, os níveis de ferro, B12 e cálcio podem diminuir

Os veganos não consomem nenhum produto de origem animal, como carne, leite e derivados. Com a falta de determinadas comidas na sua dieta, eles precisam procurar outras fontes que compensem o valor nutricional perdido nessa mudança. É o caso do ferro e cálcio, por exemplo. Ambos são extremamente importantes para o funcionamento do organismo. Portanto, o ideal é procurar um nutricionista para receber as melhores orientações em relação à nova alimentação.

André Nascimento, nutricionista e professor de Nutrição da Uninassau Recife, explica que o ferro é o responsável pela produção de hemoglobinas e energia muscular. Ou seja, não pode faltar de maneira alguma no corpo. Sem ele, o sistema imunológico enfraquecerá. “Algumas opções para essas pessoas são brócolis, couve, leguminosas, aveia, quinoa e castanha de caju, por exemplo. Porém, a absorção do nutriente por meio desses alimentos é um processo lento. O ideal é completar a refeição com frutas e vegetais ricos em vitamina C”, explica.

Em relação ao cálcio, o nutricionista comenta que tem um importante papel no desenvolvimento e manutenção dos ossos. A deficiência pode causar fraturas e o surgimento da osteoporose. “Como os veganos não ingerem o leite de vaca, fonte rica em cálcio, eles podem trocá-lo pelo de nozes ou soja. Para manter o nível do nutriente mais alto, há o tofu, as sementes, os legumes e os cereais para o café da manhã”, afirma. A vitamina B12 e o iodo também precisam ser observados. Enquanto a falta do primeiro pode afetar o sistema nervoso, o segundo tem relação com o hipotireoidismo.

Nascimento reforça que nosso corpo não consegue produzir uma grande quantidade de nutrientes. É por isso que o cardápio deve ser formado por diversos alimentos. No caso da deficiência, sintomas indicarão que sua alimentação não está balanceada. Eles podem ser fadiga, problemas de memória, dor de cabeça, unhas fracas, pele ressecada, entre outros.

Para evitar problemas de saúde, é importante realizar a mudança no cardápio com a ajuda de um profissional. Ele vai indicar os alimentos necessários para manter uma vida saudável, planejar suas refeições e fazer acompanhamentos para avaliar a dieta com o passar do tempo.

Fonte: Uninassau Recife

Campanha no metrô: “Ser vegano é uma delícia” desmistifica os sabores da comida vegana

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lança movimento para mostrar que existe muito sabor e possibilidades em uma alimentação à base de vegetais

Se você não é familiarizado com a variedade de opções veganas, já deve ter ficado na dúvida se existe bolo, chocolate, pizza, sorvete, hambúrguer e até sobremesas como cheesecake em versões sem leite, ovos e carnes. Pois saiba que tem. E são muito saborosas.

É com essa intenção que a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou na terça-feira (26), a campanha “Ser vegano é uma delícia” que visa aproximar quem não experimentou alimentos veganos e está aberto a aprender – e conhecer – o mundo de sabores inigualáveis que a alimentação vegetal oferece.

A mensagem da campanha está, em um túnel adesivado, ao longo de mais de 25 metros, da Estação Paulista, acesso da Av. Angélica do metrô e em diversos edifícios comerciais, nas redes sociais da SVB e no site da ação, com e-books de receitas disponíveis para quem quer não só provar, mas também preparar as delícias.

“Cada vez mais as pessoas estão descobrindo os sabores e as infinitas possibilidades das comidas veganas, seja em um prato mais natural, ou em novas versões lançadas quase que diariamente por restaurantes, lanchonetes e a indústria”, comenta o presidente da SVB, Ricardo Laurino.

Para ele, um complemento incomparável às opções veganas é o benefício às comidas gostosas é o benefício de saber que estará se nutrindo de um alimento que respeita os animais, o meio ambiente e cuida da saúde.

Além disso, ser vegano hoje é muito mais fácil. As prateleiras dos supermercados oferecem, cada vez mais, uma ampla variedade de produtos prontos para o consumo, como maionese, hambúrguer, queijos e carnes 100% vegetais. São opções que auxiliam, especialmente, a transição para a nova alimentação.

Por isso a SVB facilita a vida de todo vegano – ou de quem deseja experimentar uma das tantas delícias 100% vegetais – com o mapa “Onde tem opção vegana”. Nele, estão cadastrados mais de 3,5 mil estabelecimentos de todo Brasil.

Conforme o levantamento realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) em 2021 e encomendado pela SVB, 32% dos entrevistados disseram escolher uma opção vegana quando essa informação é destacada pelo restaurante ou estabelecimento. Uma prova de que, no Brasil, tem demanda para as comidas deliciosas e sem ingredientes de origem animal.

Informações: SVB

Abril Vegano: SVB desafia influenciadores e seguidores a provar 30 dias de alimentação à base de vegetais

Nova edição da campanha online incentiva as pessoas a darem o primeiro passo para uma vida de refeições sem carne, leite e ovos   A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) dá a largada no novo mês com uma proposta acolhedora e atual convidando milhares de pessoas a passarem o mês de abril sem nada de produtos de origem animal, como carne, ovos, leite e derivados.


Em nova edição, o desafio Abril Vegano quer incentivar as pessoas a participarem dessa experiência e conhecer um novo mundo de possibilidades e benefícios à saúde, com uma alimentação repleta de leguminosas, cereais, frutas, legumes e verduras.  

Para orientar os participantes, a campanha online vai contar com publicações, lives e um site específico, onde e-books gratuitos estão disponíveis para baixar. Conteúdos que dão suporte à mudança alimentar, como receitas e informações nutricionais serão compartilhadas nas redes sociais e também em um grupo do Telegram.  

Os quatro influenciadores digitais que toparam o desafio de serem embaixadores da campanha são: os atores e atrizes Day Mesquita, José Trassi, Henrique Camargo e Rayssa Bratillieri. Eles receberam um kit com vários produtos veganos e irão compartilhar as dicas e a rotina em seus perfis. Alguns restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro se aliaram a campanha e receberão os embaixadores para provar pratos veganos do restaurante, sem custo (confira lista abaixo).  

 “Topei o Abril Vegano para melhorar minha alimentação, experimentar coisas novas e, também, pela contribuição e amor pelos animais e para o bem do planeta”, comenta o ator Henrique Camargo.   Os embaixadores convidados serão acompanhados pela Renata Victoratti, nutricionista do Departamento de Campanhas da SVB, garantindo o aporte necessário de nutrientes, além de incluir nas refeições o resgate da memória afetiva dos alimentos presentes na rotina deles e, claro, muito sabor.

“O Abril Vegano é uma oportunidade para as pessoas que estão buscando a exclusão ou redução do consumo de carnes ou derivados do leite a dar esse primeiro passo, contribuindo muito com a saúde. Diversas pesquisas afirmam que, a redução do consumo de carnes e a ampliação do consumo de frutas, legumes, verduras, leguminosas e cereais integrais estão ligadas a menores taxas de obesidade, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes e doenças coronarianas“, explica a nutricionista.  

A SVB defende e estimula a alimentação à base de vegetais por entender que ela é a melhor opção para a saúde, os animais e o planeta. Estudos já identificaram que o consumo de carnes, por exemplo, está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.   

Pelo lado do meio ambiente, a pecuária usa quase 80% das terras aráveis do planeta, mas fornece apenas 37% das proteínas (18% das calorias) consumidas, sendo a maior responsável pela erosão de solos, perda de biodiversidade e contaminação de mananciais aquíferos do mundo. A ONU estima que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem nesse setor.   

Já na questão ética, muitas pessoas não têm ideia do sofrimento e número de animais afetados por essa indústria. São abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil, a maioria frangos, porcos e bois – animais com uma complexa capacidade cognitiva e capazes de sentir dor, medo e alegria da mesma forma que os cães.   Além disso, a produção de carne contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal.    

Site oficial da campanha: abrilvegano.com.br
Restaurantes apoiadores:
https://www.instagram.com/popveganfood/ SP
https://www.instagram.com/hitovegano/ SP
https://www.instagram.com/greenkitchenbr/ SP
https://www.instagram.com/purana.co/ SP
https://instagram.com/restbananaverde/ SP
https://www.instagram.com/orgbistro/ RJ
https://www.instagram.com/sushimarlaranjeiras/ RJ
https://www.instagram.com/tevavegetal/ RJ
https://www.instagram.com/revubr/ RJ  

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Veganismo: o risco das cápsulas de suplementos

Uma pesquisa inédita feita pelo Ibope e encomendada pelo Good Food Institute Brasil revelou que quase metade (47%) dos brasileiros reduziu o consumo de carne em 2020. Entretanto, adotar um estilo de vida saudável vai além de selecionar alimentos no almoço e no jantar: é importante ter cuidado também com as cápsulas dos medicamentos e suplementos ingeridos na dieta.
  
A maioria dessas cápsulas tem origem animal. Elas são feitas de gelatina, que é produzida com matéria-prima e proteínas de origem animal. Também chamadas de cápsulas duras, são derivadas do colágeno, extraído da pele e ossos de animais. Podem conter, ainda, plastificantes, corantes e conservantes.  

Como alternativa, vegetarianos e veganos têm apostado nas cápsulas com gelatina vegetal, a chamada ágar-ágar, extraída por meio do processo de fervura de algas vermelhas. É o caso da Curcuvegan, um suplemento alimentar 100% natural desenvolvido pela BenCaps à base de cúrcuma, uma planta com ação anti-inflamatória.

Suplementos veganos x mercado

As vantagens dos suplementos veganos vão desde o processo de produção das cápsulas. Segundo a empresa chinesa de serviços de informações Xinhua Silk Road, a cápsula de origem vegetal é considerada um produto superior por ser isento de aditivos químicos e por seu processo de produção contribuir menos com a poluição.

O suplemento vegano é elaborado a partir de compostos vegetais e são fundamentais para repor algumas vitaminas, minerais e proteínas. Afinal, até mesmo quem ingere carnes pode ter deficiências nutricionais devido ao estilo de vida agitado. A suplementação diária evita as deficiências nutricionais e repõe as necessidades. Dentre os benefícios dos suplementos veganos, estão a melhora da qualidade de vida, correção de deficiências nutricionais e o auxílio na saúde e na composição corporal.

Com a conscientização acerca da diferença de qualidade entre as cápsulas de origem vegetal e de origem animal, esse mercado deve crescer ainda mais e, assim, veganos se beneficiarão com mais opções de produtos de origem não animal.

Desafios para veganos   
  


Muitos não sabem, mas diversos itens que utilizamos no dia a dia têm origem animal, como é o caso das pastas de dentes, sacolinhas plásticas, pneus de carros e até mesmo shampoos. Este pode ser um desafio para quem optou pelo veganismo, e é justamente por isso que é muito importante pesquisarmos como os produtos são feitos.  
  
Depois que um animal é abatido, seus subprodutos são classificados em partes comestíveis e não comestíveis. Estas últimas são usadas em uma variedade de indústrias, incluindo cosméticos, tecidos, produtos farmacêuticos etc.  
  
Informações: Curcuvegan

Restrição alimentar: como seguir uma dieta equilibrada sem perder nutrientes

A lista de tipos de dietas existentes é enorme. Muitos estão em busca de uma nova alimentação por estilo de vida, como é o caso do vegetarianismo ou veganismo, por exemplo, que vem ganhando adeptos nos últimos tempos. Também há dietas mais restritivas para tratar algumas doenças, como celíacos e os intolerantes à lactose. Em todas elas, é importante ficar atento aos cuidados para poder manter uma alimentação equilibrada e sem perder nutrientes.

Intolerância ao glúten e à lactose

Nos últimos anos foi possível notar um crescimento nos diagnósticos de alergia e intolerância ao glúten e a lactose. No dr. consulta, por exemplo, o número de pacientes com intolerância à lactose aumentou desde 2018. Considerando os dados cadastrados entre janeiro e agosto ano a ano, foram 490 diagnósticos em 2018, 512 em 2019, 524 em 2020, e 658 em 2021.

No caso da intolerância ou alergia à lactose, tem basicamente aqueles indivíduos que são desde o nascimento e aqueles que se tornam ao longo da vida, por problemas absortivos decorrentes de algumas condições patológicas ou alterações da microbiota ou, caso mais frequente, por um decréscimo na produção da lactase, a enzima que digere a lactose. Com isso, esse açúcar natural de alguns alimentos deixa de ser bem digerido e pode começar a provocar sintomas como dores abdominais, gases, diarreia.

O tratamento da intolerância à lactose consiste na exclusão da lactose da dieta ou sua significativa redução, dependendo do caso. Quando não bem planejada, pode acarretar deficiência de cálcio e vitamina D na dieta. Para obter o diagnóstico correto é indicado procurar um gastroenterologista que irá avaliar o caso e a conduta mais adequada.

No caso da intolerância ao glúten, a doença celíaca, é uma doença autoimune, que se desenvolve em indivíduos com predisposição, caracterizada pela permanente sensibilidade ao glúten, uma proteína do trigo e de outros cereais (centeio, malte, cevada, por exemplo). A ingestão pode resultar em sintomas gastrointestinais e em inflamação no intestino.

Foto: Shutterstock

Entre os nutrientes associados às deficiências em pacientes celíacos não tratados, destacam-se as vitaminas do complexo B, D, E e os minerais cálcio, zinco, ferro e magnésio. O único tratamento para os indivíduos é uma dieta rigorosa, isenta de glúten, que implica em abolir produtos como, por exemplo, macarrão, pães, bolos, bolachas, cervejas, entre outros. Apenas a eliminação do glúten da alimentação permite que o intestino se regenere por completo da lesão e o organismo se recupere. Contudo, se houver reintrodução do glúten, as inflamações regressam e os sintomas reaparecem.

Vegetarianismo e veganismo

De acordo com uma pesquisa do The Good Food Institute (GFI) Brasil realizada em parceria com o Ibope, 49% dos brasileiros teriam reduzido o consumo de carne, sendo que 39% declararam já consumir alternativas vegetais pelo menos três vezes por semana e 59%, ao menos uma vez por semana. No entanto, a ausência da proteína de origem animal na dieta pode trazer algumas consequências caso não tenha uma orientação adequada para alimentos que possam substituir possíveis carências

Segundo Mariana Maciel, nutricionista referência do dr. consulta, principalmente os mais jovens vêm adotando o vegetarianismo e o veganismo, mas nessa faixa etária é importante ter uma alimentação adequada, já que o corpo ainda está em fase de desenvolvimento.

“Uma pessoa que decide retirar a carne, ou mesmo qualquer tipo de alimento de origem animal, deve procurar uma orientação profissional adequada para evitar possíveis problemas desbalanceamentos da dieta que poderiam levar a deficiência de ferro, cálcio, gorduras do tipo ômega, proteína, além das vitaminas D e B12, que podem ocasionar anemia, queda de cabelo, fraqueza e até problemas de memória”, alerta Mariana.

Reposição de nutrientes

É possível encontrar nos alimentos de origem vegetal a maioria dos nutrientes. A proteína e o ferro, por exemplo, podem ser encontrados na quinoa, soja e seus derivados (tofu, leite de soja), as leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha), os cogumelos, a chia e a linhaça. Aliás, a chia e a linhaça também são algumas das melhores provedoras de ômega-3 entre os vegetais – só é importante que elas sejam batidas para que a liberação da gordura seja mais eficiente.

Embora o leite seja o mais conhecido como principal fonte de cálcio, vegetais também podem conter a vitamina: couve, rúcula, quiabo e brócolis. As bebidas vegetais fortificadas com cálcio também são boas escolhas. E para quem tem intolerância, já existe opções de leite especialmente desenvolvidos sem a lactose.

Já as dietas sem glúten podem implicar na redução do consumo de vitaminas do complexo B e podem ser deficientes em ferro, devido a maioria das farinhas de trigo serem enriquecidas com o mineral. É recomendado incluir hortaliças e alimentos ricos em fibras na alimentação. Quem tem intolerância deve estar sempre atento aos rótulos, os fabricantes precisam informar se há presença ou não de glúten

A maior parte de vitamina D necessária para o organismo é produzida por meio da exposição da pele aos raios de sol, por cerca de 15 minutos diariamente. Além disso, ela é encontrada na gema do ovo, leite enriquecido, nata, manteiga e peixes com alto teor de gordura, como salmão e sardinha. Já a vitamina B12 é majoritariamente encontrada em alimentos de origem animal, como carnes, leites e ovos. “Por isso, é importante buscar orientação profissional para que seja possível avaliar a melhor forma de obter esse nutriente”, pontua a nutricionista do dr. consulta.

Fonte: dr. consulta

Entenda como funciona a reposição de colágeno para os veganos

Especialista explica quais os alimentos de origem vegetal podem ajudar na compensação

Considerada uma das proteínas mais importantes do corpo humano, o colágeno configura 25% de toda a proteína corporal, sendo fundamental para a pele, cabelos, articulações, ossos e até mesmo para os órgãos. No entanto, a partir dos 25 anos o corpo começa a perder gradativamente essa proteína.

Estudos apontam que a falta de colágeno acelera o processo natural de envelhecimento da pele e outros órgãos, pois a redução dessa proteína ocasiona à perda de elasticidade, causando rugas e flacidez. Os músculos também são afetados diminuindo suas fibras e resistência. As articulações ficam mais fracas e a consistência dos ossos diminui.

Para fazer a reposição de colágeno no corpo, é necessário buscar por alimentos que possuem os aminoácidos que formam a proteína. São eles a Glisina, Prolina e Hidroxiprolina, que podem ser encontrados em carne, peixe, leite, ovo, queijo, entre outros.

Mas, como a reposição de colágeno pode ser feita pelos adeptos ao veganismo, uma vez que a hidroxiprolina, um dos aminoácidos mais importantes para construção da pele, não está presente em fontes vegetais?

A dermaticista Patrícia Elias, especialista em saúde da pele explica que “a solução para os veganos é procurar por fontes de colágeno, ou seja, encontrar alimentos de origem vegetal que possuem os aminoácidos certos, possibilitando que o próprio corpo produza o colágeno no organismo”.

A lista de alimentos ricos em prolina e glicina são: ágar-ágar, uma microalga que ajuda na formação do colágeno – interessante consumir junto com Vitamina C que também estimula a produção de colágeno e silício orgânico, um dos maiores precursores diretamente de colágeno – nozes, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-pará, feijão, soja, cebolinha, pepino, repolho, soja, feijão, amendoim, ervilha, quinoa, pistache, algas, semente de abóbora, arroz integral, trigo, aveia, banana, kiwi, couve, espinafre, pepino.

iStock

“Beber bastante água para hidratar o corpo fará toda a diferença em uma pele bonita e saudável, além de dormir bem e cuidar da saúde do intestino”, acrescenta Patrícia.

Segundo a dermaticista, o mais importante da reposição são os resultados atingidos, que elevam a qualidade de vida e evitam doenças ligadas ao desgaste ósseo. “Quem realiza atividades físicas também percebe uma melhora na performance com os benefícios do colágeno, que fortalece a musculatura e as estruturas”, finaliza.

Mercy For Animals estimula consumo de comida saudável e desmistifica veganismo

Ingredientes farão parte da campanha que será lançada nas redes da MFA amanhã, 16 de outubro, quando se comemora o Dia Mundial da Alimentação

O feijão com arroz, combinação perfeita da culinária brasileira, é o protagonista da nova campanha da Mercy For Animals (MFA) para estimular a adesão da população a um cardápio mais saudável, com uso exclusivo de ingredientes vegetais e de fácil preparo. A campanha foi lançada nas redes sociais da MFA em 16 de outubro, data em que se comemora o Dia Mundial de Alimentação, com vídeo manifesto, uma websérie chamada “Comé que faz”, com dicas de preparo de arroz, leguminosas, verduras e vegetais, estrelada pela influenciadora digital Luiza Allan (@naocomosoalface), e o site Feijão com Arroz.

“O nosso propósito é mostrar que é possível fazer a transição para uma dieta vegetal de forma simples, descomplicada e acessível, fornecendo as informações nutricionais dos ingredientes e dando dicas de preparo para apoiar os processos na cozinha de casa ou do estabelecimento”, ensina Lucas Alvarenga, vice-presidente sênior da Mercy For Animals. A MFA é considerada uma das maiores organizações do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo e também na transformação do atual sistema alimentar para que garanta um futuro melhor para o planeta e para todos que o compartilham.

Foto: Goodiegodmother

No vídeo manifesto, a MFA deixa claro que cozinhar é um ato de transformação e revolução, a partir da simplicidade do preparo e do uso de ingredientes que podem ser encontrados em feiras livres, diretamente com produtores e cultivados em espaços urbanos. “Comida honesta vem da terra, vem da feira, do pequeno produtor. Se puder escolher, prefira comida de verdade, a comida que faz bem sem olhar a quem”, recomenda.

Com a websérie “Comé Que Faz”, a influenciadora de Aracaju Luiza Allan quer mostrar que o veganismo não é uma prática elitista. Adepta há quatro anos, primeiro do vegetarianismo e depois do veganismo, Luiza criou o perfil no Instagram @naocomosoalface para ensinar que é possível fazer uma comida saudável, com ingredientes frescos e facilmente encontrados. Na série, ela ensina a fazer arroz, depois o feijão, verduras e vegetais, os dois últimos preparados de quatro formas.

Prato feito campeão

O Brasil é o maior produtor mundial de feijão comum, com uma produção anual de 3 milhões de toneladas e o cultivo de 13 diferentes tipos. Os estados do Paraná, Minas Gerais e Bahia são os principais produtores. Além disso, é um dos 10 maiores produtores de arroz do mundo, com produção estimada de 1,5 milhão de toneladas, sendo que o Rio Grande do Sul é o que mais produz, seguido do Mato Grosso.

Feijão e arroz são dois importantes ingredientes da refeição do brasileiro, devido ao alto valor nutricional em função da quantidade de carboidratos, proteínas, fibra alimentar, minerais, vitaminas, entre outros componentes. Associados com verduras e vegetais preparados na água, no forno ou a vapor formam a combinação perfeita para uma comida saudável e cheia de sabor, com teor nutritivo que dispensa o uso de proteína animal.

“Esse é um hábito muito saudável, pois os ingredientes nutrem e fornecem todas as propriedades típicas de um alimento funcional”, afirma Bruna Nascimento, nutricionista formada pela Universidade Federal do Paraná e especialista em Políticas Alimentares no programa Alimentação Consciente Brasil, da Mercy For Animals. Bruna faz uma ressalva importante sobre o preparo das leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, entre outras): é necessário deixá-las de molho por um período de 12 horas.

Segundo Bruna, essa etapa é muito importante para melhorar o aproveitamento dos minerais, como ferro, cálcio e zinco, e melhorar a função digestiva, evitando a produção de gases e sensação de estufamento que algumas pessoas podem ter ao consumir leguminosas. “Ao deixar os grãos de molho, parte do ácido fítico, que é um composto naturalmente presente nas plantas para sua proteção, vai para a água e é descartada. Esse processo também ajuda na diminuição da rafinose e estaquiose, que são oligossacarídeos (carboidratos) presentes nos feijões e que podem causar flatulência e sensação de desconforto após o consumo”, explicou.

Sobre a Mercy For Animals

Fundada há mais de 20 anos nos Estados Unidos e presente no Brasil desde 2015, a Mercy For Animals (MFA) é uma das principais organizações sem fins lucrativos do mundo dedicada a combater a exploração de animais para consumo, especialmente em fazendas industriais e na indústria da pesca. A MFA trabalha para transformar o atual sistema alimentar e substituí-lo por um modelo que seja mais compassivo com os animais e garanta um futuro melhor para o planeta e todos que o habitam. Atualmente, a Mercy For Animals também opera em outros países da América Latina, no Canadá e na Índia.

Desafio de leites vegetais: ONG incentiva pessoas a adotarem dieta mais saudável e sustentável

Projeto ajuda intolerantes e novos adeptos do vegetarianismo a substituir o leite

A ONG internacional Sinergia Animal lançou o Desafio dos Leites Vegetais, uma ferramenta gratuita pensada para as pessoas que querem ou precisam parar de consumir laticínios de origem animal. Durante sete dias, os inscritos recebem comunicações diárias com dicas, receitas com substituições e informações sobre os impactos na saúde e no meio ambiente causados pelo consumo de leite animal.

“O projeto visa ajudar vegetarianos, que de acordo com pesquisa Ibope já são 14% da população brasileira, a fazerem a transição para o veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de todos os tipos de produtos de origem animal. Além disso, também contempla pessoas que sentem desconforto digestivo após a ingestão de lactose, que segundo levantamento do Instituto Datafolha representam 35% dos brasileiros acima de 16 anos, e aqueles que desejam simplesmente explorar novas receitas”, explica Mirelle Coppi, coordenadora de ativismo e comunicações da Sinergia Animal.

Ela destaca que retirar o leite de origem animal da alimentação faz muitas pessoas descobrirem novos ingredientes e sabores. “Uma das vantagens dos leites vegetais é a diversidade: você pode fazê-lo com diversos insumos, desde soja, aveia, passando por todos os tipos de castanhas e sementes. Essa variedade pode tornar nossa alimentação muito mais nutritiva e também mostra que as alternativas podem muitas vezes ser baratas e acessíveis”, lembra Coppi, destacando que no desafio os inscritos aprendem não apenas a fazer o próprio leite vegetal, mas também diversas receitas como molhos, tortas e patês. 

Os hábitos de consumo dos brasileiros estão mudando

Foto: Steve Buissinne/Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Euromonitor revelou que preocupações com a saúde, meio ambiente e bem-estar animal estão mudando os hábitos de consumo de produtos animais no Brasil. Entre 2013 e 2018, por exemplo, o consumo de bebidas vegetais como leite de coco, arroz, amêndoas e de outras castanhas registrou um crescimento de 35% ao ano no Brasil.

Não são poucos os motivos que explicam essa transformação. Segundo estudo realizado pela Universidade de Oxford, as emissões de gases de efeito estufa causados pela produção de leite de origem animal são até três vezes maiores do que as de alternativas vegetais. Ao mesmo tempo, estudos têm relacionado o consumo de leite de vaca com desenvolvimento de cânceres de próstata e de mama e de diabetes. Além disso, a produção de leite animal levanta preocupações a respeito da forma como as vacas são tratadas na pecuária industrial.

Conheça os benefícios de algumas das principais alternativas:

Leite de amêndoas

O leite de amêndoa é um dos mais utilizados e tem um sabor especial de nozes! É baixo em calorias, menos gordura saturada e mais gordura insaturada do que o leite de vaca. Quando feito em casa, é um dos leites vegetais que mais agrada as pessoas. Além de ter benefícios para a saúde, como gorduras saudáveis e alto índice de vitamina E. 

Leite de soja

É uma das alternativas com maior teor de proteína e menor impacto na pegada de carbono (muito menor que o leite de vaca!). As pessoas também consomem leite de soja por conter isoflavonas, que, de acordo com pesquisadores, têm efeitos anticâncer. Rico em cálcio e fósforo, pode ajudar a prevenir doenças cardíacas e osteoartrose. Também possui alto teor de ferro e vitaminas do grupo B, como folato e B6.

Leite de aveia

Foto: Antonis Achilleos – Food Stylist: Rishon Hanners

Você verá que a aveia produz um leite cremoso com sabor suave, perfeito tanto para bebidas quentes quanto para ser utilizado em várias receitas! Pode ser feito facilmente em casa e, portanto, é uma alternativa barata. Fornece mais vitamina B2 do que o leite de vaca e é rico em fibras e carboidratos de absorção lenta.

“Ainda é comum encontrar pessoas com receios sobre dietas vegetais, especialmente quando se trata de sabor — o que é absolutamente normal, já que a maioria de nós cresceu mergulhado em uma cultura alimentar muito dependente do consumo de animais. Mas o universo da alimentação vegetal é imenso e possui opções para todos os gostos. E é tendo em mente essa enorme variedade de sabores e das diferentes preferências das pessoas que propomos o desafio”, conta Coppi. 

Informações: Desafio dos Leites Vegetais da Sinergia Animal

Beco do Batman terá ação com peixe vegano para celebrar Dia Mundial do Veganismo

Neste final de semana, quem comprar um Fakie Fish & Chips grande no Sirène Fish & Chips ganha outro

No próximo domingo, 1º de novembro, será celebrado o Dia Mundial do Veganismo, que tem como objetivo disseminar a prática de abster o uso de produtos de origem animal, seja na alimentação ou no vestuário, para reduzir os impactos ambientais e a exploração animal, além de difundir os efeitos benéficos para a saúde humana.

O Sirène Fish & Chips, tradicional rede brasileira de fish & chips, entrou nessa corrente junto com a Germinou, empresa que propõe uma mudança na alimentação trocando produtos feitos de proteína animal por produtos à base de plantas, e fará uma ação especial entre os dias 31 de outubro a 2 de novembro: quem comprar uma unidade do cone grande de Fakie Fish & Chips, ganha outra.

O Fakie Fish & Chips é o tradicional Fish & Chips em sua versão vegana, feito com o “Fakie Fish’, desenvolvido em parceria com a Germinou, sua base é de soja não transgênica em um preparo que utiliza técnicas chinesas milenares, aprimoradas através de séculos, acompanhadas das deliciosas batatas rústicas da casa.

Dados da última pesquisa Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), divulgada em 2018, apontam que cerca de 30 milhões de brasileiros já se declaram vegetarianos, cerca de 14% da população. Segundo a mesma pesquisa, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro, esse número sobe ainda mais, chegando a 16%.

O preparo é exclusivo do estabelecimento e para a ação do Dia Mundial do Veganismo ele será comercializado nas três unidades da rede em Curitiba (Jockey Plaza, Vicente e Trajano) e, também, nas unidades das cidades de Balneário Camboriú (SC), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP), com preços a partir de R$ 33.

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“É a nossa manobra para a galera que não consome proteína animal voltar a se sentir em casa no Sirène”, comenta o sócio fundador da rede Sirène, Alexandre Lopes. A promoção é válida até o final do dia 2 de novembro ou até durarem os estoque para delivery, take away ou ainda para quem quiser consumir em uma das lojas, com toda segurança e protocolos de distanciamento exigidos para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Sirène Fish & Chips: Rua Harmonia, 150 – Vila Madalena, São Paulo. Horário de funcionamento: terça a sexta, das 16h às 22h; sábado e domingo, das 14h às 22h.