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Gastrite: quais os melhores alimentos para consumir no dia a dia?

Nutricionista dá dicas do que evitar e o que pode ser ingerido para melhorar os sintomas

A gastrite é uma inflamação na mucosa que reveste a parede do estômago. Segundo estimativa da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), essa condição afeta cerca de 70% da população do país. Alguns hábitos podem ajudar a controlar e melhorar os sintomas, um deles é a alimentação balanceada e equilibrada.

Geralmente causada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarro e estresse, a gastrite é uma doença que pode ser autoimune — a quando o sistema imune produz anticorpos que agridem e destroem as próprias células gástricas do organismo — ou ambiental — quando são irritadas por excesso de determinados produtos. Entre os principais sintomas está dor de estômago intensa, azia, sensação de empachamento e enjoo. Em alguns casos, pode ocorrer a perda de apetite e a presença de sangue nas fezes.

Foto: RitaE/Pixabay

Segundo a nutricionista e professora do curso de Nutrição do Uninassau — Centro Universitário Maurício de Nassau, Flávia Ribeiro, a alimentação ajuda a diminuir a inflamação e devolver bem-estar com a diminuição dos sintomas. “A dica principal é investir em um cardápio que ajude a restaurar a mucosa gástrica, consumir legumes cozidos (beterraba, brócolis, lentilha), frutas não ácidas e evitar gorduras. Podem ser utilizados chás de cúrcuma, alecrim e o consumo de oleaginosas, como nozes e castanhas-do-pará. Outros itens indicados são os grãos integrais, frango, peixe e frutas com bastante água e fibras, como melão, mamão e pera”, ensina.

Ainda de acordo com Flávia, devem ser evitados café, refrigerante, chá verde, guaraná, chá preto, sal em excesso, frituras, açúcar, bacon, enlatados, molhos prontos, frutas cítricas e carnes processadas, como salsicha, linguiça, peito de peru, mortadela, salame, presunto. “As pessoas não vão conseguir mudar a alimentação de vez de uma hora para outra. É interessante, para quem tem gastrite, também procurar a ajuda de um nutricionista. Dá até comer o que gosta, mas sem exageros e, claro, priorizar uma dieta equilibrada para atenuar os sintomas e contribuir para o bem-estar”, explica.

Além dos alimentos, é importante respeitar o processo de mastigação e não ter intervalos muito longos entre as refeições. “É bom não ficar muito tempo em jejum por causa do ácido clorídrico, porque, sem a comida para digestão, o ácido machuca ainda mais essa mucosa já irritada. A mastigação também é importante para os alimentos entrarem já bem triturados e não machucar a mucosa”, finaliza.

Fonte: Uninassau

Alimentação saudável, baseada em vegetais, ganha cada vez mais adeptos no Brasil

Preocupações com a saúde, com o meio ambiente, e o bem-estar animal mudam hábitos alimentares

Há alguns anos o mundo assiste ao despertar de uma nova geração de pessoas que opta por um estilo de vida mais sustentável, essa turma vem mudando conceitos e, em especial, o da alimentação.

A mais recente pesquisa realizada no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), data de 2018 e aponta que 14% da população brasileira se declarou vegetariana, isso significa que pelo menos de 30 milhões de pessoas não comem carne em nosso país e estima-se que desse total, cerca de 7 milhões sejam veganos, ou seja, não utilizam nenhum tipo de produto ou insumo de origem animal e nada que tenha sido testado em animais.

Hoje, esse número pode ser bem maior e essas pessoas têm optado por uma dieta mais saudável, com menor ingestão de carne e de produtos industrializados e maior consumo de vegetais.

Tipos de dietas

O primeiro passo é entender as diferenças entre os diversos tipos de vegetarianismo, separados pela ingestão de certos tipos de alimentos:

  1. Ovolactovegetariano: é o vegetariano que não consome carnes, mas come ovos, leite e derivados.
  2. Ovovegetariano: não comem carnes, leite e derivados. Só comem ovos;
  3. Lactovegetariano: não ingerem carnes e ovos, mas consomem leite e derivados;
  4. Vegetariano estrito: não come nenhum alimento de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados;
  5. Vegano: igual ao vegetariano estrito, mas também não usa nenhum produto que tenha origem ou que foi testado em animais, como lã, couro, seda ou produtos de cosmética.

Para conhecer um pouco mais sobre o vegetarianismo e suas versões e esclarecer as dúvidas sobre a eficácia e a segurança dessas dietas, procuramos a ajuda de Thamara Spada, especialista em nutrição clínica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Antes de tudo, uma dica que vale para todo e qualquer tipo de dieta. “Uma alimentação diversificada, com pratos coloridos, inclui diariamente a ingestão de frutas, verduras, legumes, carboidrato, proteínas e lipídios (gorduras saudáveis) e é importante para todos, tanto para onívoros (que se alimentam de carne e vegetais), quanto — e de maneira particular — para os vegetarianos ou veganos, que buscam com a ingestão de vegetais a absorção de todos os nutrientes que o organismo necessita”.

Para quem já é adepto de uma alimentação vegetariana ou vegana, a especialista reforça conceitos fundamentais. “Para vegetarianos e veganos é importante, em todas as refeições, consumir carboidratos (encontrados em batatas, mandioca, mandioquinha, cará, inhame, arroz integral), proteínas (encontradas em leguminosas como o feijão e oleaginosas — como castanhas e linhaça), lipídios (presentes também nas oleaginosas), fibras (encontradas nas frutas e hortaliças em geral) – que possuem as vitaminas e os sais minerais que o organismo necessita para funcionar bem”, aconselha a nutricionista.

Turbine a dieta com as escolhas certas

Pixabay

Alguns cuidados devem ser tomados na escolha dos alimentos para potencializar seus efeitos. “Verduras verde-escuras (brócolis, espinafre, catalonha, escarola) são excelentes fontes de ferro, que para ser melhor absorvido deve ser ingerido com um alimento fonte de vitamina C, como laranja, tangerina, limão e acerola”, esclarece a especialista.

Outra precaução importante diz respeito ao consumo de alimentos que contém cálcio (leite e derivados), que não devem ser ingeridos com as verduras verde-escuras, porque diminuem a absorção do ferro. “O cálcio para quem é vegetariano pode ser encontrado no leite e seus derivados, já para o vegano, em leites vegetais, que são enriquecidos com cálcio. Além de ser encontrado também no gergelim (tahini, pasta de gergelim ou a semente)”, exemplifica.

Sobre o ômega 3, considerada uma gordura saudável, a nutricionista afirma que a experiência de deficiência desse ácido graxo não é uma exclusividade só do vegano e do vegetariano, mas sim da população em geral, porque não consome em sua rotina alimentos fontes de ômega 3. “Para os vegetarianos a ingestão de ômega 3 vem das oleaginosas e sementes. Em geral não precisa de suplementação encapsulada, basta consumir do próprio alimento.”, orienta.

A deficiência de Vitamina B12, que é essencial para a produção dos glóbulos vermelhos e atua diretamente no sistema nervoso, pode causar vários prejuízos à saúde, com sintomas como sensação de fraqueza, tontura, fraqueza muscular. “As fontes alimentares de vitamina B12 para os vegetarianos são as algas, produtos fermentados, ovos e leite”, sugere a especialista.

Porém, quando a deficiência já está instalada, somente a alimentação não é suficiente para correção, e neste caso, é necessária a suplementação.

Cuidados importantes na aquisição de alimentos

Alguns cuidados devem ser tomados na hora de armazenar os alimentos e “Se você vai guardar frutas, verduras e legumes em geladeira, aproveite para limpá-los antes, lembrando que tudo o que for consumido cru deve ser higienizado com hipoclorito ou água sanitária, mas é importante ler o rótulo e seguir a diluição adequada indicada pelo fabricante do produto”, orienta.

Outra dica da nutricionista é não deixar frutas abertas na geladeira por mais de dois dias. “Depois desse prazo os produtos começam a sofrer alterações nutricionais e microbiológicas (proliferação de fungos e bactérias), que podem transformar um alimento sadio em algo nocivo ao organismo”, adverte.

Quando for comprar produtos como palmito, é importante prestar atenção ao local onde estão armazenados, depois averiguar a procedência e a validade e ainda observar se a água de salmoura está translúcida. “Quando a água estiver turva, significa que o produto não está tão bom. Mas se houver dúvida quanto à qualidade do palmito, por exemplo, o ideal é ferver por 15 minutos antes de ingerir porque microrganismos, como os responsáveis pelo botulismo, não sobrevivem em altas temperaturas”, elucida a nutricionista.

Antes de mudar a dieta, procure um especialista

Por se tratar de uma alimentação que pode ter redução na ingestão de alguns nutrientes encontrados mais facilmente em alimentos de origem animal, como vitamina B12 e cálcio, é importante que quem quer fazer a transição para a alimentação vegetariana ou vegana seja acompanhado por um médico e, de preferência, por um nutricionista. Assim, pode ser prescrita uma dieta individualizada e balanceada, e ser feito um rastreamento sobre alguma deficiência nutricional pré-existente e se há necessidade de suplementação. “É muito comum deficiências nutricionais em onívoros e esta deve ser corrigida/suplementada concomitante a transição para o veganismo. Então é importante avaliar nos exames de sangue os níveis de vitamina B12, ácido fólico, ferritina, transferrina, cálcio e vitamina D e avaliar a necessidade de suplementação”, esclarece a especialista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Refeição à base de vegetais sai até 60% mais barata do que com ingredientes de origem animal

Diante da escalada da inflação da carne, pratos mais saudáveis economizam renda familiar, aponta levantamento da Mercy For Animals em capitais

A diferença do custo de preparar pratos tradicionais contendo carne bovina e utilizando apenas vegetais – mantendo as mesmas características nutricionais – pode chegar a até 60%.

MCStudio79/Pixabay

Este é o resultado de um levantamento feito pelo programa Alimentação Consciente Brasil (ACB), promovido pela ONG Mercy for Animals (MFA) no Brasil, com base em comparativos nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

A pesquisa analisou os valores de uma refeição tradicional que inclui feijão carioca, arroz branco, cenoura com abobrinha, salada de alface, tomate e beterraba, e sobremesa (laranja). A única diferença foi a substituição da carne moída por hambúrguer de feijão.

Na capital pernambucana, por exemplo, uma refeição tradicional com carne moída, que custaria R$ 5,17 para ser preparada, cai para R$ 3,15 se tiver apenas produtos vegetais no seu preparo, numa economia de 39%. Na tabela a seguir, veja a diferença em cada capital:

Para efeito de comparação, a substituição de uma refeição tradicional por um prato à base de produtos 100% vegetais, durante um mês (30 dias), geraria economia total no orçamento individual de R$ 141,30 em Belo Horizonte, R$ 140,10 em São Paulo, R$ 108,30 no Rio de Janeiro e R$ 60,60 no Recife, conforme a pesquisa.

“A substituição da carne bovina por feijão ou outras leguminosas, como lentilha, grão-de-bico, entre outras, é uma saída mais em conta e mais saudável para as pessoas continuarem a ter um consumo de proteína e ferro adequados”, explica Bruna Nascimento, nutricionista e Especialista Sênior em Políticas Alimentares da MFA.

Versatilidade

Segundo Bruna, o feijão é uma ótima fonte desses nutrientes, assim como de fibras. Um pedaço de 100g de carne pode ser substituído, por exemplo, por sete colheres de sopa de feijão ou uma concha grande. Ela acrescenta que o feijão pode ser preparado cozido ou em outros formatos, como hambúrguer, almôndega e patê.

“Ao fazer essa substituição, também vale a pena atentar ao consumo de algum alimento rico em vitamina C junto ou logo após as refeições. Isso ajuda a aumentar a absorção do ferro presente nos feijões”, alerta a nutricionista, citando o consumo de frutas e suco natural.

Alimentação consciente

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

O programa Alimentação Consciente Brasil (ACB) tem o objetivo de incentivar o aumento do consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, verduras e grãos, que devem ser a base de uma alimentação saudável e sustentável, de acordo com as principais autoridades mundiais relacionadas à saúde e ao meio ambiente.

Em seus cinco anos de existência, o programa já contribuiu para que mais de 15 milhões de refeições à base de vegetais fossem servidas em instituições parceiras do poder público, oferecendo uma consultoria inteiramente gratuita para adaptação de cardápio, treinamentos teóricos em educação nutricional e ambiental para nutricionistas e equipes pedagógicas e treinamentos práticos em cozinha vegetal para equipes de cozinha.

“Fazendo essa inclusão no cardápio de instituições que servem refeições em larga escala, como escolas e restaurantes populares, conseguimos contribuir significativamente para uma mudança sistêmica na cultura alimentar. Apesar de não ser um objetivo do programa, a otimização de recursos em instituições do poder público é uma consequência que possibilita um reinvestimento em uma maior diversidade de alimentos de origem vegetal nos cardápios ou até no fomento de formas mais justas de produção, como a agricultura familiar”, diz Alice Martins, Gerente Sênior de Políticas Alimentares do ACB.

Fonte: Mercy For Animals

Carne de planta é opção mais saudável? Nutricionista destaca mitos e verdades

Vegetarianos e veganos apostam em proteínas que não são de origem animal na hora de escolher o alimento que vai consumir. Com a crescente de pessoas que buscam por esse estilo de vida, uma das opções no mercado é a carne de planta. Geralmente, a soja, a ervilha, o grão-de-bico, cogumelos, feijões, lentilha, além de condimentos, são utilizados como bases para essa comida. Mas, apesar desses ingredientes naturais, ela contém conservantes e faz parte dos alimentos industrializados.

Segundo o nutricionista e coordenador do curso de Nutrição da Uninassau Recife, Diego Ricardo, se engana quem acredita que essa seja uma das opções mais saudáveis. “O produto é vegetal, mas é mito ele ser super saudável. A única coisa que pode não ter na composição é o colesterol. Porém, pode conter bastante conservante, para durar nas prateleiras do supermercado até chegar ao consumidor final”, conta.

Por ser industrializado, esse alimento pode se igualar aos ultraprocessados disponíveis do mercado. “Existe uma diferença, se o intuito for apenas não consumir nada de origem animal, essa é uma opção. Mas se o objetivo for a procura por alimentos saudáveis, a carne de planta dos mercados não dever ser considerada”, informa.

Ainda de acordo com o nutricionista, trocar o frango, o peixe e até a carne vermelha por um embutido vegetal é trocar “seis por meia dúzia”. “Quando a indústria de alimentos coloca produtos no mercado para as massas e os mais pobres, geralmente eles são de pior qualidade nutricional”, comenta.

Uma das melhores alternativas para quem deseja parar de consumir proteína animal é produzir o alimento em casa, utilizando apenas ingredientes naturais. “Existem várias receitas na internet. Mas, para quem deseja mudar a alimentação, é necessário procurar um nutricionista para substituir os alimentos da forma correta, sem perder o valor nutricional diário que o corpo precisa”, finaliza.

Por Millena Araujo/Uninassau

Abril Vegano: SVB desafia influenciadores e seguidores a provar 30 dias de alimentação à base de vegetais

Nova edição da campanha online incentiva as pessoas a darem o primeiro passo para uma vida de refeições sem carne, leite e ovos   A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) dá a largada no novo mês com uma proposta acolhedora e atual convidando milhares de pessoas a passarem o mês de abril sem nada de produtos de origem animal, como carne, ovos, leite e derivados.


Em nova edição, o desafio Abril Vegano quer incentivar as pessoas a participarem dessa experiência e conhecer um novo mundo de possibilidades e benefícios à saúde, com uma alimentação repleta de leguminosas, cereais, frutas, legumes e verduras.  

Para orientar os participantes, a campanha online vai contar com publicações, lives e um site específico, onde e-books gratuitos estão disponíveis para baixar. Conteúdos que dão suporte à mudança alimentar, como receitas e informações nutricionais serão compartilhadas nas redes sociais e também em um grupo do Telegram.  

Os quatro influenciadores digitais que toparam o desafio de serem embaixadores da campanha são: os atores e atrizes Day Mesquita, José Trassi, Henrique Camargo e Rayssa Bratillieri. Eles receberam um kit com vários produtos veganos e irão compartilhar as dicas e a rotina em seus perfis. Alguns restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro se aliaram a campanha e receberão os embaixadores para provar pratos veganos do restaurante, sem custo (confira lista abaixo).  

 “Topei o Abril Vegano para melhorar minha alimentação, experimentar coisas novas e, também, pela contribuição e amor pelos animais e para o bem do planeta”, comenta o ator Henrique Camargo.   Os embaixadores convidados serão acompanhados pela Renata Victoratti, nutricionista do Departamento de Campanhas da SVB, garantindo o aporte necessário de nutrientes, além de incluir nas refeições o resgate da memória afetiva dos alimentos presentes na rotina deles e, claro, muito sabor.

“O Abril Vegano é uma oportunidade para as pessoas que estão buscando a exclusão ou redução do consumo de carnes ou derivados do leite a dar esse primeiro passo, contribuindo muito com a saúde. Diversas pesquisas afirmam que, a redução do consumo de carnes e a ampliação do consumo de frutas, legumes, verduras, leguminosas e cereais integrais estão ligadas a menores taxas de obesidade, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes e doenças coronarianas“, explica a nutricionista.  

A SVB defende e estimula a alimentação à base de vegetais por entender que ela é a melhor opção para a saúde, os animais e o planeta. Estudos já identificaram que o consumo de carnes, por exemplo, está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.   

Pelo lado do meio ambiente, a pecuária usa quase 80% das terras aráveis do planeta, mas fornece apenas 37% das proteínas (18% das calorias) consumidas, sendo a maior responsável pela erosão de solos, perda de biodiversidade e contaminação de mananciais aquíferos do mundo. A ONU estima que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem nesse setor.   

Já na questão ética, muitas pessoas não têm ideia do sofrimento e número de animais afetados por essa indústria. São abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil, a maioria frangos, porcos e bois – animais com uma complexa capacidade cognitiva e capazes de sentir dor, medo e alegria da mesma forma que os cães.   Além disso, a produção de carne contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal.    

Site oficial da campanha: abrilvegano.com.br
Restaurantes apoiadores:
https://www.instagram.com/popveganfood/ SP
https://www.instagram.com/hitovegano/ SP
https://www.instagram.com/greenkitchenbr/ SP
https://www.instagram.com/purana.co/ SP
https://instagram.com/restbananaverde/ SP
https://www.instagram.com/orgbistro/ RJ
https://www.instagram.com/sushimarlaranjeiras/ RJ
https://www.instagram.com/tevavegetal/ RJ
https://www.instagram.com/revubr/ RJ  

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Qual é a diferença entre frutas e vegetais?

Frutas e vegetais constituem a base de uma dieta nutritiva, eles contêm vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes. Ambos têm classificação botânica e culinário. Botanicamente as frutas são a estrutura portadora de sementes das plantas com flores, enquanto os vegetais consistem em caules, folhas e outros componentes de plantas comestíveis.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, do ponto de vista culinário, frutas e vegetais são classificados com base no sabor. As frutas geralmente têm sabor doce ou azedo e podem ser utilizadas em sobremesas, lanches ou sucos. Os vegetais têm um sabor mais suave e geralmente são consumidos como acompanhamento ou prato principal.

Neste sentido é fácil conceituar quais alimentos são frutas e quais são considerados vegetais. No entanto, existem diversas plantas que são tecnicamente frutas, embora sejam frequentemente classificadas como vegetais. Os tomates são o exemplo mais conhecido e controverso disso.Outros exemplos comuns de frutas que são confundidos com vegetais incluem o pepino, pimentões, berinjelas, azeitonas, abóboras, vagens de ervilha e quiabo

Embora haja muitas frutas que são confundidas com vegetais, há poucos vegetais que são considerados frutas. No entanto, algumas variedades de vegetais têm um sabor naturalmente mais doce e são usados de forma semelhante às frutas em sobremesas, tortas e assados. Abatata-doce é um deles. Apesar de seu sabor doce, ela é, na verdade, um tipo de raiz vegetal, não uma fruta. A torta de batata doce é uma sobremesa tradicional do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Outros vegetais com sabor naturalmente mais doce incluem beterraba e cenoura.

Nutricionalmente, quais são as semelhanças?

Frutas e vegetais têm muitas semelhanças em termos de nutrição.Ambos são ricos em fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e naturalmente pobres em sódio e gordura.Devido ao seu sabor doce, as frutas tendem a ter uma quantidade maior de açúcar natural (frutose) e calorias em comparação com a maioria dos vegetais.

Para cada 100g de frutas, as Kcal variam entre 90-646kcal, e a quantidade de açúcar entre 4-34,8g,bem mais que os vegetais folhosos, que a cada 100g contém em média 65-177kcal e 1,4-4,9g de açúcar.

Em comparação com os vegetais, as frutas também podem conter mais fibras . Para cada 100g, a quantidade de fibras varia de 2-15g, enquanto os vegetais folhosos fornecem 1,2-4g. Quando comparamos a quantidade de fibras das frutas com as dos tubérculos as diferenças são menores. Para 100g de frutas, a quantidade de fibras é2-15g e de 1,1-9,5 para os tubérculos.

O conteúdo de água também é altamente variável. Os vegetais folhosos podem ser compostos de 84-95% de água, enquanto as frutas contêm um pouco menos, entre 61-89%, já os tubérculos variam entre 62,3 a 94,6%.

Existem também diferenças de nutrientes entre as diferentes categorias de frutas e vegetais.

Tubérculos: existem inúmeras raízes que constituem uma extensa biodiversidade, assim, eles adicionam variedade à alimentação, além de oferecer vários benefícios, como atividades antioxidantes, diminuição da glicemia, hipocolesterolêmicas, antimicrobianas e imunomoduladoras. Vários constituintes bioativos, como compostos fenólicos, saponinas, proteínas, e ácidos fíticos, são responsáveis pelos efeitos observados. Os tubérculos têm imenso potencial como alimentos funcionais e ingredientes nutracêuticos a serem explorados na redução do risco de doenças e no bem-estar geral. Cenoura, batata, mandioca, beterraba e nabo são tubérculos.

Frutas cítricas: os componentes bioativos presentes nas frutas cítricas incluem vitamina C, betacaroteno, flavonoides, limonoides, ácido fólico e fibra alimentar. São frutas cítricas: abacaxi, acerola, cupuaçu, laranja, lima, limão e tangerina.

Vegetais crucíferos: os vegetais crucíferos ganharam popularidade devido às suas propriedades aparentes de combate ao câncer. Este grande grupo de plantas é diversificado e inclui: rúcula, brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve. Entre os vários vegetais, o brócolis parece estar mais intimamente associado à redução do risco de câncer em órgãos como o colo, pulmão, próstata e mama. Os efeitos foram atribuídos, às suas quantidades de glicosinolatos,uma classe de glicosídeos contendo enxofre, e seus produtos de degradação, como os isotiocianatos que os diferenciam de outros vegetais.

Frutas vermelhas: as frutas vermelhas são baixas em calorias e ricas em fibras. Eles contêm antioxidantes, como vit C e E, e micronutrientes, como ácido fólico, cálcio, selênio, betacaroteno e luteína. Os fitoquímicos encontrados incluem os polifenóis, juntamente com altas proporções de flavonoides, incluindo antocianinas. As mais consumidas incluem as amoras, framboesa, mirtilo, morangos, açaí e groselha.

Folhas verdes: a família dos vegetais de folhas verdes escuras, fornece muitos nutrientes, como vit A , C, K, antioxidantes, fibras, folato, magnésio, cálcio, ferro, potássio, luteína e a zeaxantina. A ingestão diária destes vegetais indicam relação inversa entre a degeneração macular relacionada à idade, podem ajudar a reduzir o risco de certos tipos de câncer, particularmente os de mama e pulmão, além de contribuir para a prevenção de doenças cardíacas e derrame.

Vegetais verde-escuros: brócolis, espinafre, alface, couve, nabo e mostarda

Vegetais vermelhos e laranja: tomates, pimentão vermelho, cenoura, batata doce, abóbora, abóbora

Feijão e ervilha: feijão vermelho, lentilha, grão de bico e feijão preto. Não inclui feijão verde ou ervilha verde.

Vegetais com amido: batata branca, milho, ervilhas

Outros vegetais: alface americana, feijão verde, cebola

Fruta: todas as frutas frescas, congeladas, enlatadas e secas e sucos de frutas (laranja e suco de laranja, maçã e suco de maçã, banana, uva, melão, frutas vermelhas e passas).

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Curso de formação em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard Medical School
Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto Valéria Pascoal (VP) Pós-graduada EM Fitoterapia pela Courses4U.

Deseja adotar uma dieta vegetariana? Conheça produtos que podem ajudar na transição

Entre queijos vegetais e produtos feitos à base de planta, Superbom explica como fazer a mudança de vida da forma mais natural possível

Com a forte presença de movimentos cruelty free nas redes sociais nos últimos anos, as dietas vegetarianas e veganas – muitas vezes vistas como um estilo de vida – passaram a ser cada vez mais disseminadas e aceitas pela população em geral, conquistando cada vez mais adeptos e simpatizantes. Prova disso é que, enquanto em 2012 apenas 8% da população do Brasil se declarava vegetariana, em 2020, 14% dos brasileiros (ou cerca de 30 milhões de pessoas) afirmaram não consumir nenhum tipo de carne em suas refeições.

O estudo realizado pela Sociedade Vegetariana Brasileira ainda vai além, mostrando que 63% dos entrevistados gostaria de reduzir o consumo de produtos de origem animal em seu dia a dia. Os dados e estimativas indicam que as dietas veganas e vegetarianas, agora não sendo vistas sob uma perspectiva restritiva, tendem a seguir este crescimento e se estabilizar ainda mais no país até 2030.

Seja em dietas vegetarianas, veganas ou flexitarianas (quando a pessoa faz frequentes refeições sem produtos de origem animal, mesmo que não completamente), uma importante pauta é como realizar a transição alimentar de forma gradual e sem extremismos para que a mudança ocorra da maneira mais natural possível. Pensando nisso, a Superbom conta em seu catálogo com diversos produtos que podem facilitar na transição daqueles que desejam adaptar sua alimentação às dietas livres de produtos animais.

“Uma das nossas principais preocupações é oferecer alimentos saborosos e nutritivos que façam com que as pessoas sintam o mesmo prazer de comer carnes e queijos ‘tradicionais’. Nossos produtos vegetais e plant-based passam por diversas etapas de curadoria e controle de qualidade que, quando chegam à mesa dos nossos consumidores, fazem com que eles percebam que dietas vegetarianas e veganas não são necessariamente sinônimos de restrição, mas sim de prazer e satisfação”, declara David Oliveira, Diretor de Marketing da empresa.

A Superbom conta em seu catálogo com diversos produtos como carnes plant-based e queijos veganos que são ideais para aqueles que desejam adotar a dieta, mas que têm dificuldade em desapegar de produtos de origem animal. Enquanto as carnes vegetais da marca têm cheiro, sabor e textura semelhantes à da carne tradicional, os queijos são compostos em grande parte por água, amido, óleo de coco e extrato de levedura, sendo livres de leite e qualquer componente animal.

Outra preocupação relatada muitas vezes ao adotar uma dieta vegetariana é ideia de que este estilo de vida pode levar a alguma deficiência nutricional, pois acreditam que os alimentos de origem animal são mais completos nutricionalmente. Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, explica, no entanto, que é importante atentar-se à inclusão de fontes de proteínas vegetais na dieta e, quando necessário, suplementar alguns nutrientes como a vitamina B12. Segundo a profissional, as leguminosas como feijões, grão de bico, lentilha e ervilha (presente nas carnes vegetais da marca) são uma ótima alternativa para substituições, proporcionando uma alimentação que favorece a saciedade e supre as necessidades do organismo.

“As pessoas estão percebendo cada vez mais que dietas vegetarianas e veganas podem ser tanto saborosas quanto nutritivas, trazendo benefícios ao nosso corpo quando feitas de forma balanceada e saudável. Assim como em toda alimentação, equilíbrio é a chave. Minha dica para aqueles que desejam se aventurar nas dietas livres de componentes animais é que fiquem atentos aos rótulos dos produtos e prefiram sempre aqueles que são feitos com alimentos naturais e sem aditivos químicos. Sendo feitos com base em alimentos de verdade, você terá uma alimentação equilibrada e saudável e realizará sua transição alimentar da melhor maneira possível”, finaliza a nutricionista.

Sugestão de produtos disponíveis no catálogo da Superbom para a transição alimentar:

Burger Gourmet Vegan da Superbom

O Burger Gourmet Vegan da Superbom é uma inovação no mercado vegetariano/vegano. Um burguer vegano com cheiro, sabor e textura semelhante ao de origem animal, no entanto, totalmente plant based por ser um hambúrguer à base de ervilha.

Com 15g de proteína, esse hambúrguer vegano complementa o cardápio com facilidade, sendo o elemento que faltava para criar os melhores lanches com mais sabor e nutrição. Rico em proteínas vegetais, o hambúrguer de ervilha contém vitaminas A, B9 e B12 além dos minerais zinco e ferro, sendo uma ótima opção para substituir o hambúrguer de origem animal.

O hambúrguer pronto sem carne animal da Superbom está disponível em embalagem com 227g.

Frango Vegano em Pedaços à Base de Ervilha

O Frango Vegano à base de ervilha Superbom é uma inovação para o mercado vegetariano. Depois da versão ovolactovegetariana, demos um upgrade e apresentamos a versão de frango vegano que substitui o frango de carne animal.

Enriquecido com vitaminas A, B9 e B12, bem como dos minerais ferro e zinco, o frango vegano pronto é prático e permite excelentes combinações na elaboração de diferentes receitas, como aperitivos, saladas ou pratos quentes.

Com textura macia e sabor único, o frango sem carne animal vem em pedaços e está disponível em embalagem de 400g.

Steak à Base de Ervilha Sabor Frango

Crocante, delicioso e super saudável, os famosos empanados ganharam uma versão vegetariana, à base de ervilha. O Steak Vegetariano sabor Frango da Superbom é uma ótima opção para qualquer refeição. Contém vitaminas A, B9 e B12, e os minerais ferro e zinco. Vai ser difícil resistir!

Linguiça Tradicional à Base de Ervilha

A Linguiça Tradicional à Base de Ervilha Superbom é um alimento ovolactovegetariano pronto para o consumo. É fonte das vitaminas A, B9 e B12, bem como dos minerais ferro e zinco. Excelente combinação no preparo de aperitivos, acompanhamentos ou pratos mais elaborados. Sua textura é macia e, no paladar, é surpreendente.

Salsicha à Base de Ervilha

Excelente na elaboração de cachorro quente vegetariano, a salsicha à base de ervilha é versátil, podendo ser usada em muitas outras preparações.

Com a salsicha ovolactovegetariana seu hot dog nunca mais será o mesmo! textura é macia e o sabor é surpreendente. Estando disponível em embalagem de 300g, a salsicha ovolactovegetariana substitui a salsicha de carne animal.

Vegan Cheese Mussarela 200g

O Queijo Mussarela Vegano da Superbom não possui leite e não tem nenhum componente de origem animal, além de ser um produto de grande versatilidade. Vegan friendly, esse queijo vegano é um alimento 100% vegetal. Escolha o prato e faço sucesso com deliciosas receitas com queijo vegano. É um produto livre de alergênicos e com um sistema abre e fecha, prático e fácil de armazenar – também disponível na versão 480g.Vegan Cheese Gourmet Parmesão 200g

O Queijo Vegano sabor Parmesão Gourmet é um alimento 100% vegetal e vegan friendly. Esse queijo vegano é livre de alergênicos e e, em comparação ao queijo brie tradicional, possui baixo valor calórico.

Muito prático, o queijo vegano sabor parmesão não possui leite e não tem nenhum componente de origem animal, podendo ser consumido frio ou quente. Sirva como aperitivo ou prepare deliciosas receitas com queijo vegano.

Sanduíches, macarronadas, molhos ou até mesmo pizzas veganas e pão de queijo vegan agora ficaram bem mais fáceis de preparar e agradar!

Vegetale

A maionese vegana Vegetale é um alimento 100% vegetal, ou seja, não contém leite animal ou qualquer outro componente de origem animal, ou até mesmo que possa causar algum dano ao reino animal.

Fonte: Superbom

Safra do mês de outubro: nutricionista lista quais os alimentos saudáveis

Frutas e vegetais (FV) estão disponíveis durante o ano todo, mas você sabia que cada estação tem sua própria lista de frutas e vegetais?

Consumir alimentos da safra tem muitos benefícios dentre eles:

=São mais abundantes, portanto, custam menos.
=Comprar sazonalmente, garantirá o consumo de variedade, o que o ajudará a ter uma alimentação balanceada.
=Recebem menos pesticidas porque estão dentro do seu ciclo natural de cultivo
=São mais saborosos e nutritivos
=Têm aroma mais acentuado

Confira os alimentos da safra de outubro

Frutas

-Abacaxis são deliciosos, com poucas calorias e ricos em nutrientes e antioxidantes.

-Acerola é fonte de vitamina C e minerais importantes

-Banana-nanica: mais doce e muito aromática. É mais rica em potássio de todas as variedades de banana.

-Banana prata: não é tão doce quanto a maioria das outras bananas. É a variedade mais consumida no Brasil. Assim como a banana-maçã, é importante fonte de manganês além do potássio.

Foto: Giovanni42/Pixabay

-Cajus são ricos em fibras e gorduras saudáveis. Eles também contêm vitaminas e minerais benéficos à saúde

-Mangas contêm alto nível de vitamina C, fibras e pectina tornando-se uma fruta perfeita que ajuda no controle do alto nível de colesterol

-Caqui é uma fruta de clima tropical, e por isso é cultivado em praticamente todo o país. É uma excelente fonte de vitaminas C e E que, ambas auxiliam na defesa e no bom funcionamento do organismo. Além disso, possui um elevado teor de fibras, o que contribui para o bom funcionamento do intestino.

Pixabay

-Jabuticaba: fonte de fito químicos que ajudam a prevenir o câncer, ótimo para a saúde do fígado e previne o envelhecimento.

-Laranja lima é uma fruta para bebês e gestantes. É muito recomendada por ser menos ácida e com vitamina C em abundância, possuindo ainda antioxidantes e características com ação anti-inflamatória.

Legumes

-Alcachofra, aspargo, berinjela, beterraba, ervilha, fava, pepino, tomate caqui.

Verduras

-Almeirão, catalonha, cebolinha, coentro, espinafre, hortelã, mostarda.

É importante comer verduras e legumes pois estes alimentos fornecem nutrientes vitais para a saúde e manutenção do corpo:

-São naturalmente pobres em gordura e calorias e sem colesterol.

-Os vegetais são fontes de vitaminas e minerais.

-Dieta rica em verduras e legumes pode reduzir o risco de várias doenças, dentre elas, problemas cardíacas, derrame, diabetes, hipertensão e muitas outras.

Pescados:

Foto: Tarasov/Pixabay

Atum, bonito, corvina, lambari, linguado, pintado, robalo, salmão, tilápia.

O peixe é uma excelente fonte de proteína de alta qualidade. As espécies gordurosas também contêm ácidos graxos ômega-3 saudáveis para o coração e outros benefícios, incluindo proteção da visão e melhora da saúde mental. Além disso é fácil de preparar e muito gostoso.

Fonte: Adriana Stavro é Nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein, Pós-graduada em Nutrição funcional pela VP e em Fitoterapia pela Courses4U

Estação das flores e cores: quais alimentos típicos e benefícios de consumi-los durante o período?

Na hora de comprar frutas, legumes e verduras para consumir em casa, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração, são eles: preço, se estão frescos, orgânicos ou não e que além de não conter agrotóxicos, também priorizam a sazonalidade dos produtos, e a escolha de alimentos mais frescos fazem toda a diferença.

Segundo o próprio Guia Alimentar para a População Brasileira, feito pelo Ministério da Saúde, o consumo de alimentos regionais, oriundos da agricultura familiar, que respeitam a natureza e técnicas agrícolas naturais são infalíveis para melhorar a saúde. Por esse motivo, com a entrada da primavera, nada melhor que aproveitar os FLVs da estação. E você sabe quais são eles?

Principais vantagens de escolher esses produtos

Além de gerar economia para o bolso, as frutas da estação saem do pé na hora certa e chegam ao consumidor de forma mais fresca e saborosa. Para escolher as frutas da safra, a Raízs, foodtech que conecta pequenos produtores de orgânicos com consumidores das cidades, possui um supermercado online com diversas opções de frutas da época, desde as mais comuns, até algumas que não estão sempre disponíveis nos supermercados, sacolões e hortifrutis, sempre respeitando a sazonalidade e o tempo da natureza.

Além disso, a foodtech comercializa produtos orgânicos 25% mais baratos que os habituais, isso porque elimina intermediários da cadeia e faz uma ligação direta entre produção e cliente.

Quais são os produtos da época?

De acordo com o Organis – Associação de Promoção dos Orgânicos, na primavera, a safra de frutas é marcada pela alta da acidez, com a presença do kiwi, maracujá, abacaxi, e outras como mamão, morango, manga e pêssego.

Já com relação às verduras da época, é neste período que o almeirão, o brócolis e o espinafre aparecem em abundância; e no caso dos legumes, os mais comuns são: abobrinha, alcachofra, berinjela, beterraba, ervilha, tomate e cenoura.

É a hora certa de aproveitar as cores e sabores da estação Todos esses produtos estão disponíveis no site Raízs, que entrega na Capital Paulista, Campinas e Região, Grande ABC e Litoral, clique aqui e veja as opções.

Consumir café e vegetal e diminuir carnes processadas influencia gravidade do Covid-19

Estudo com dados de pacientes britânicos cruzou a gravidade da Covid-19 com hábitos alimentares para concluir que severidade dos casos tem relação também com alimentação potencialmente inflamatória

O estado nutricional influencia a imunidade, mas a associação específica entre quais alimentos pioram ou evitam graus severos da doença ainda é uma conexão difícil. Apesar disso, um estudo recente da Northwestern University (Chicago – EUA), publicado em junho no periódico Nutrients, constata que alimentos como café e vegetais podem ajudar a evitar casos graves de Covid-19, enquanto carnes processadas estão relacionadas ao desenvolvimento de maior severidade da doença.

“O sistema imunológico desempenha um papel fundamental na suscetibilidade de um indivíduo e na resposta a doenças infecciosas, incluindo Covid-19. Um dos principais fatores modificáveis que afetam a função imunológica é o comportamento alimentar que influencia o estado nutricional. Estudos ecológicos do Covid-19 relatam correlações favoráveis com vegetais e padrões alimentares específicos, como a dieta mediterrânea. Alguns suplementos dietéticos foram encontrados para ter uma associação com a infecção SARS-CoV-2. No entanto, os pesquisadores deste estudo recente usaram dados da Inglaterra, do UK Biobank, e relataram que o consumo de café e vegetais foi associado favoravelmente ao desenvolvimento de quadros leves da doença, após a infecção pelo vírus”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Foram analisados dados de 37.988 pessoas entre 40 e 70 anos de idade no início do estudo, das quais 17% testaram positivo para Covid-19. Embora o fator nutricional possa teoricamente impactar a suscetibilidade à Covid-19, poucas investigações testaram especificamente a hipótese. O baixo nível de vitamina D está associado à infecção, gravidade e mortalidade pela doença, segundo estudos; alto consumo de álcool e menor consumo de café e chá foram associados à gravidade da doença também.

Na investigação pela base de dados britânica, os pesquisadores concluíram que o consumo habitual de 1 ou mais xícaras de café por dia foi associado a uma redução de cerca de 10% no risco de Covid-19 em comparação com menos de 1 xícara/dia. “O café não é apenas uma fonte importante de cafeína, mas contribui com dezenas de outros constituintes; incluindo muitos implicados na imunidade. Entre muitas populações, o café é o principal contribuinte para a ingestão total de polifenóis, em particular os ácidos fenólicos. Café, cafeína e polifenóis têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, de forma que o consumo de café se correlaciona favoravelmente com biomarcadores inflamatórios, como PCR, interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α), que são também associados à gravidade e mortalidade de Covid-19. O consumo de café também foi associado a um menor risco de pneumonia em idosos”, explica a médica.

No caso das frutas e vegetais, explica Marcella, elas são fontes dietéticas ricas em vitaminas, folato, fibra e vários fitoquímicos, como carotenoides e flavonoides. “Essas substâncias têm propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e antivirais e, portanto, são imunoprotetoras. No estudo atual, o consumo de pelo menos 0,67 porções por dia de vegetais (cozidos ou crus, excluindo batatas) foi associado a um menor risco de infecção por Covid-19. Estudos ecológicos recentes do Covid-19 relatam que países com alto consumo de alimentos com atividade antioxidante potente ou antienzima conversora de angiotensina (ACE), como repolho cru ou fermentado, têm uma taxa de mortalidade por Covid-19 mais baixa em comparação com outros países”, explica.

Segundo os pesquisadores, estudos de vegetais e alimentos fermentados relataram que cada aumento de grama por dia no consumo médio nacional de repolho, pepino ou vegetais fermentados diminuiu o risco de mortalidade para Covid-19 em 11% a 35%.

Já o consumo de carne processada de apenas 0,43 porções/dia foi associado a um maior risco de Covid-19 no UK Biobank. No entanto, o consumo de carne vermelha não apresentou risco, sugerindo que a carne não processada não está relacionada a casos graves. “Carne processada refere-se a qualquer carne que foi transformada por meio de salga, cura, fermentação, defumação ou outro processo para realçar o sabor ou melhorar a preservação”, explica a médica nutróloga.

Salsichas, bacon e presunto são os principais contribuintes para a ingestão de carne processada e geralmente contêm sal enriquecido com nitratos e/ou nitritos. Conservantes e outros aditivos estão sendo usados cada vez mais, embora sejam difíceis de medir em estudos observacionais. “Carnes processadas também são características de uma dieta de estilo ocidental, o que pode afetar adversamente a imunidade”, explica a médica.

“Apesar da limitação do estudo, como não ter dados simultâneos de pandemia sobre outros fatores de risco estabelecidos (distanciamento e uso de máscaras), esse é um trabalho importante para pensarmos em incluir vegetais e café na dieta, e principalmente limitar o consumo de carnes processadas, com o objetivo de melhorar a imunidade”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.