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Como evitar a deficiência nutricional em dietas veganas

Com mudança na alimentação, os níveis de ferro, B12 e cálcio podem diminuir

Os veganos não consomem nenhum produto de origem animal, como carne, leite e derivados. Com a falta de determinadas comidas na sua dieta, eles precisam procurar outras fontes que compensem o valor nutricional perdido nessa mudança. É o caso do ferro e cálcio, por exemplo. Ambos são extremamente importantes para o funcionamento do organismo. Portanto, o ideal é procurar um nutricionista para receber as melhores orientações em relação à nova alimentação.

André Nascimento, nutricionista e professor de Nutrição da Uninassau Recife, explica que o ferro é o responsável pela produção de hemoglobinas e energia muscular. Ou seja, não pode faltar de maneira alguma no corpo. Sem ele, o sistema imunológico enfraquecerá. “Algumas opções para essas pessoas são brócolis, couve, leguminosas, aveia, quinoa e castanha de caju, por exemplo. Porém, a absorção do nutriente por meio desses alimentos é um processo lento. O ideal é completar a refeição com frutas e vegetais ricos em vitamina C”, explica.

Em relação ao cálcio, o nutricionista comenta que tem um importante papel no desenvolvimento e manutenção dos ossos. A deficiência pode causar fraturas e o surgimento da osteoporose. “Como os veganos não ingerem o leite de vaca, fonte rica em cálcio, eles podem trocá-lo pelo de nozes ou soja. Para manter o nível do nutriente mais alto, há o tofu, as sementes, os legumes e os cereais para o café da manhã”, afirma. A vitamina B12 e o iodo também precisam ser observados. Enquanto a falta do primeiro pode afetar o sistema nervoso, o segundo tem relação com o hipotireoidismo.

Nascimento reforça que nosso corpo não consegue produzir uma grande quantidade de nutrientes. É por isso que o cardápio deve ser formado por diversos alimentos. No caso da deficiência, sintomas indicarão que sua alimentação não está balanceada. Eles podem ser fadiga, problemas de memória, dor de cabeça, unhas fracas, pele ressecada, entre outros.

Para evitar problemas de saúde, é importante realizar a mudança no cardápio com a ajuda de um profissional. Ele vai indicar os alimentos necessários para manter uma vida saudável, planejar suas refeições e fazer acompanhamentos para avaliar a dieta com o passar do tempo.

Fonte: Uninassau Recife

Abril Vegano: SVB desafia influenciadores e seguidores a provar 30 dias de alimentação à base de vegetais

Nova edição da campanha online incentiva as pessoas a darem o primeiro passo para uma vida de refeições sem carne, leite e ovos   A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) dá a largada no novo mês com uma proposta acolhedora e atual convidando milhares de pessoas a passarem o mês de abril sem nada de produtos de origem animal, como carne, ovos, leite e derivados.


Em nova edição, o desafio Abril Vegano quer incentivar as pessoas a participarem dessa experiência e conhecer um novo mundo de possibilidades e benefícios à saúde, com uma alimentação repleta de leguminosas, cereais, frutas, legumes e verduras.  

Para orientar os participantes, a campanha online vai contar com publicações, lives e um site específico, onde e-books gratuitos estão disponíveis para baixar. Conteúdos que dão suporte à mudança alimentar, como receitas e informações nutricionais serão compartilhadas nas redes sociais e também em um grupo do Telegram.  

Os quatro influenciadores digitais que toparam o desafio de serem embaixadores da campanha são: os atores e atrizes Day Mesquita, José Trassi, Henrique Camargo e Rayssa Bratillieri. Eles receberam um kit com vários produtos veganos e irão compartilhar as dicas e a rotina em seus perfis. Alguns restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro se aliaram a campanha e receberão os embaixadores para provar pratos veganos do restaurante, sem custo (confira lista abaixo).  

 “Topei o Abril Vegano para melhorar minha alimentação, experimentar coisas novas e, também, pela contribuição e amor pelos animais e para o bem do planeta”, comenta o ator Henrique Camargo.   Os embaixadores convidados serão acompanhados pela Renata Victoratti, nutricionista do Departamento de Campanhas da SVB, garantindo o aporte necessário de nutrientes, além de incluir nas refeições o resgate da memória afetiva dos alimentos presentes na rotina deles e, claro, muito sabor.

“O Abril Vegano é uma oportunidade para as pessoas que estão buscando a exclusão ou redução do consumo de carnes ou derivados do leite a dar esse primeiro passo, contribuindo muito com a saúde. Diversas pesquisas afirmam que, a redução do consumo de carnes e a ampliação do consumo de frutas, legumes, verduras, leguminosas e cereais integrais estão ligadas a menores taxas de obesidade, níveis de colesterol, pressão arterial, diabetes e doenças coronarianas“, explica a nutricionista.  

A SVB defende e estimula a alimentação à base de vegetais por entender que ela é a melhor opção para a saúde, os animais e o planeta. Estudos já identificaram que o consumo de carnes, por exemplo, está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.   

Pelo lado do meio ambiente, a pecuária usa quase 80% das terras aráveis do planeta, mas fornece apenas 37% das proteínas (18% das calorias) consumidas, sendo a maior responsável pela erosão de solos, perda de biodiversidade e contaminação de mananciais aquíferos do mundo. A ONU estima que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem nesse setor.   

Já na questão ética, muitas pessoas não têm ideia do sofrimento e número de animais afetados por essa indústria. São abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil, a maioria frangos, porcos e bois – animais com uma complexa capacidade cognitiva e capazes de sentir dor, medo e alegria da mesma forma que os cães.   Além disso, a produção de carne contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produzir apenas 1 kg de proteína de origem animal.    

Site oficial da campanha: abrilvegano.com.br
Restaurantes apoiadores:
https://www.instagram.com/popveganfood/ SP
https://www.instagram.com/hitovegano/ SP
https://www.instagram.com/greenkitchenbr/ SP
https://www.instagram.com/purana.co/ SP
https://instagram.com/restbananaverde/ SP
https://www.instagram.com/orgbistro/ RJ
https://www.instagram.com/sushimarlaranjeiras/ RJ
https://www.instagram.com/tevavegetal/ RJ
https://www.instagram.com/revubr/ RJ  

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Restrição alimentar: como seguir uma dieta equilibrada sem perder nutrientes

A lista de tipos de dietas existentes é enorme. Muitos estão em busca de uma nova alimentação por estilo de vida, como é o caso do vegetarianismo ou veganismo, por exemplo, que vem ganhando adeptos nos últimos tempos. Também há dietas mais restritivas para tratar algumas doenças, como celíacos e os intolerantes à lactose. Em todas elas, é importante ficar atento aos cuidados para poder manter uma alimentação equilibrada e sem perder nutrientes.

Intolerância ao glúten e à lactose

Nos últimos anos foi possível notar um crescimento nos diagnósticos de alergia e intolerância ao glúten e a lactose. No dr. consulta, por exemplo, o número de pacientes com intolerância à lactose aumentou desde 2018. Considerando os dados cadastrados entre janeiro e agosto ano a ano, foram 490 diagnósticos em 2018, 512 em 2019, 524 em 2020, e 658 em 2021.

No caso da intolerância ou alergia à lactose, tem basicamente aqueles indivíduos que são desde o nascimento e aqueles que se tornam ao longo da vida, por problemas absortivos decorrentes de algumas condições patológicas ou alterações da microbiota ou, caso mais frequente, por um decréscimo na produção da lactase, a enzima que digere a lactose. Com isso, esse açúcar natural de alguns alimentos deixa de ser bem digerido e pode começar a provocar sintomas como dores abdominais, gases, diarreia.

O tratamento da intolerância à lactose consiste na exclusão da lactose da dieta ou sua significativa redução, dependendo do caso. Quando não bem planejada, pode acarretar deficiência de cálcio e vitamina D na dieta. Para obter o diagnóstico correto é indicado procurar um gastroenterologista que irá avaliar o caso e a conduta mais adequada.

No caso da intolerância ao glúten, a doença celíaca, é uma doença autoimune, que se desenvolve em indivíduos com predisposição, caracterizada pela permanente sensibilidade ao glúten, uma proteína do trigo e de outros cereais (centeio, malte, cevada, por exemplo). A ingestão pode resultar em sintomas gastrointestinais e em inflamação no intestino.

Foto: Shutterstock

Entre os nutrientes associados às deficiências em pacientes celíacos não tratados, destacam-se as vitaminas do complexo B, D, E e os minerais cálcio, zinco, ferro e magnésio. O único tratamento para os indivíduos é uma dieta rigorosa, isenta de glúten, que implica em abolir produtos como, por exemplo, macarrão, pães, bolos, bolachas, cervejas, entre outros. Apenas a eliminação do glúten da alimentação permite que o intestino se regenere por completo da lesão e o organismo se recupere. Contudo, se houver reintrodução do glúten, as inflamações regressam e os sintomas reaparecem.

Vegetarianismo e veganismo

De acordo com uma pesquisa do The Good Food Institute (GFI) Brasil realizada em parceria com o Ibope, 49% dos brasileiros teriam reduzido o consumo de carne, sendo que 39% declararam já consumir alternativas vegetais pelo menos três vezes por semana e 59%, ao menos uma vez por semana. No entanto, a ausência da proteína de origem animal na dieta pode trazer algumas consequências caso não tenha uma orientação adequada para alimentos que possam substituir possíveis carências

Segundo Mariana Maciel, nutricionista referência do dr. consulta, principalmente os mais jovens vêm adotando o vegetarianismo e o veganismo, mas nessa faixa etária é importante ter uma alimentação adequada, já que o corpo ainda está em fase de desenvolvimento.

“Uma pessoa que decide retirar a carne, ou mesmo qualquer tipo de alimento de origem animal, deve procurar uma orientação profissional adequada para evitar possíveis problemas desbalanceamentos da dieta que poderiam levar a deficiência de ferro, cálcio, gorduras do tipo ômega, proteína, além das vitaminas D e B12, que podem ocasionar anemia, queda de cabelo, fraqueza e até problemas de memória”, alerta Mariana.

Reposição de nutrientes

É possível encontrar nos alimentos de origem vegetal a maioria dos nutrientes. A proteína e o ferro, por exemplo, podem ser encontrados na quinoa, soja e seus derivados (tofu, leite de soja), as leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha), os cogumelos, a chia e a linhaça. Aliás, a chia e a linhaça também são algumas das melhores provedoras de ômega-3 entre os vegetais – só é importante que elas sejam batidas para que a liberação da gordura seja mais eficiente.

Embora o leite seja o mais conhecido como principal fonte de cálcio, vegetais também podem conter a vitamina: couve, rúcula, quiabo e brócolis. As bebidas vegetais fortificadas com cálcio também são boas escolhas. E para quem tem intolerância, já existe opções de leite especialmente desenvolvidos sem a lactose.

Já as dietas sem glúten podem implicar na redução do consumo de vitaminas do complexo B e podem ser deficientes em ferro, devido a maioria das farinhas de trigo serem enriquecidas com o mineral. É recomendado incluir hortaliças e alimentos ricos em fibras na alimentação. Quem tem intolerância deve estar sempre atento aos rótulos, os fabricantes precisam informar se há presença ou não de glúten

A maior parte de vitamina D necessária para o organismo é produzida por meio da exposição da pele aos raios de sol, por cerca de 15 minutos diariamente. Além disso, ela é encontrada na gema do ovo, leite enriquecido, nata, manteiga e peixes com alto teor de gordura, como salmão e sardinha. Já a vitamina B12 é majoritariamente encontrada em alimentos de origem animal, como carnes, leites e ovos. “Por isso, é importante buscar orientação profissional para que seja possível avaliar a melhor forma de obter esse nutriente”, pontua a nutricionista do dr. consulta.

Fonte: dr. consulta

Pesquisa mostra que 90% dos brasileiros têm interesse em alimentos vegetais

 Consumir produtos saudáveis é principal fator de atração

Estudo sobre hábitos de consumo divulgado recentemente pela Ingredion, líder mundial no mercado de soluções em ingredientes, mostra que 90% dos brasileiros se dispõem a ingerir alimentos derivados de plantas e vegetais (plant-based). É a taxa mais alta entre os países pesquisados (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru).

A pesquisa, feita em conjunto com a consultoria Opinaia, abordou também questões como qualidade de vida e sustentabilidade.

“Há um consenso geral sobre a importância da alimentação na qualidade de vida. Hoje, comer bem significa ser saudável. Por isso, no consumo de alimentos e bebidas, busca-se saudabilidade, indulgência e acessibilidade econômica, ao mesmo tempo em que há grande interesse em saber a origem dos ingredientes consumidos diariamente”, explica Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant- Based Protein, América do Sul da Ingredion. Nesse contexto, os alimentos vegetais têm um terreno fértil para se desenvolver.

Tendências e hábitos alimentares

Um dos pontos mais marcantes do relatório revela que, em 2020, mais de um terço dos Sul- Americanos se identificam com alguma alternativa alimentar atual, sendo que 37% dos entrevistados da região se reconhecem seguindo o veganismo, o vegetarianismo, o flexitarianismo ou o pescetarianismo; 80% consideram essas correntes mais saudáveis, 44% o adotam para prevenir doenças e 39% para ter opções mais variadas.

O estudo mostra que a predisposição para o consumo de alimentos derivados de plantas e vegetais é alta, contabilizando 89% de interessados. Os maiores países a apontarem esse interesse foram registrados no Brasil (90%) e Peru (89%). Já na Argentina, observam-se níveis de relevância um pouco mais baixos (78%), os quais 22% indicam diretamente que não têm interesse em consumir esse tipo de produto.

Em relação aos fatores de decisão, o principal motivo da compra de alimentos plant-based é o cuidado com a saúde (56%); depois, porque são mais nutritivos (28%) e para experimentar novos sabores (26%). No Brasil, Argentina, Chile e Peru, a possibilidade de ter opções variadas também se destaca.

No sentido oposto, nos países pesquisados, o principal motivo da não compra de alimentos plant-based está relacionado ao alto preço (59%). Quando falamos de aceitação de produtos, as categorias mais aceitas são: massas (74%), iogurtes (73%), biscoitos (69%) e sorvetes (69%).

Para entender melhor as barreiras do consumidor, os atributos que eles esperam são: preço acessível (61%), sabor agradável (57%) e facilmente encontrado nas prateleiras (32%).

Saúde e qualidade de vida

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Em um contexto global sensibilizado pela pandemia da Covid-19, saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse na região (42%). Com exceção da Argentina, nos demais países alcançados pela pesquisa, alimentação ou culinária figuram entre as 5 primeiras dimensões.

Dos entrevistados, 42% afirmam que saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse em meio ao cenário da pandemia da Covid-19. Ainda 73% dos entrevistados da América do Sul afirmam que o tema “alimentação” lhes interessa muito. No Brasil, apenas 1% diz não ter interesse sobre o assunto.

O estudo mostra que 81% dos brasileiros se consideram satisfeitos com a saúde e também satisfeitos com a alimentação. Além disso, existe um consenso geral sobre a importância de se alimentar bem para ser saudável.

Em todos os países analisados, a alimentação é apontada como o aspecto mais relevante para o bom estado de saúde (65%), seguida da atividade física (47%).

Consumo e alimentação

Freepik

“A crise global provocada pela Covid-19 não só colocou a questão da saúde no radar da população, mas também tem provocado uma reflexão sobre sustentabilidade e impactos ao meio ambiente. Nesse sentido, a opinião pública brasileira não é diferente. Hoje os cidadãos-consumidores exigem qualidade e confiabilidade das suas marcas, além de saudabilidade e respeito ao meio ambiente”, analisa Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant-Based Protein, América do Sul.

Qualidade, saudabilidade e confiança são os três atributos mais levados em conta pelos consumidores na hora da compra de alimentos ou bebidas, segundo os indicadores do estudo. O brasileiro considera importante que as marcas informem sobre a origem dos ingredientes.

A nível regional, 67% dos entrevistados consideram a sustentabilidade das marcas muito importante, porém quando avaliamos a Argentina separadamente esse número cai para 45%, sendo a mais baixa dos países avaliados. No Brasil e Peru, mais de 70% exigem uma postura responsável da marca em relação à sustentabilidade. Na Argentina, apenas 58% consideram importante saber a origem dos alimentos, enquanto no Peru esse número sobe para 87%, seguido do Chile (74%) e Brasil (73%).

Tanto para alimentos em geral quanto para alimentos de origem vegetal, o sabor e a capacidade de reconhecer os ingredientes no rótulo são os atributos mais relevantes. No Brasil, o sabor é o fator mais importante para os alimentos em geral, com 43%, já para os alimentos de origem vegetal, esse número cai para 40%. Quando se trata de um alimento geral, 29% consideram importante reconhecer todos os ingredientes, enquanto para os de origem vegetal a importância cai para 25%.

Sobre a pesquisa

Foram ouvidas 5.705 pessoas nos 5 países, de 6 a 24 de março deste ano. No Brasil houve 1.545 entrevistas. A margem de erro é de 1,3 ponto percentual, para mais ou para menos.

Sobre Ingredion

Ingredion Incorporated, com sede em Chicago, é a fornecedora líder mundial para o mercado de soluções de ingredientes, com clientes em mais de 120 países e vendas anuais de quase US﹩ 6 bilhões. A empresa converte grãos, frutas, vegetais e outros materiais à base de plantas em ingredientes de valor agregado para as indústrias de alimentos, bebidas, nutrição animal, cervejaria, entre outras. Possui centros de inovação INGREDION IDEA LABS® em todo o mundo e mais de 11.000 funcionários. Junto com seus clientes, desenvolve soluções inovadoras para cumprir seu propósito de unir pessoas, natureza e tecnologia para melhorar a qualidade de vida.

É possível conciliar low carb e vegetarianismo

Os nutrientes necessários para manutenção da saúde do organismo devem ser buscados em boas fontes de proteínas e gorduras provenientes dos vegetais

É muito comum as pessoas atestarem que não é possível conciliar o vegetarianismo à estratégia alimentar low carb. Isto porque a prática se caracteriza por reduzir o consumo de carboidratos, e por buscar as calorias necessárias para o corpo humano em proteínas, principalmente, as encontradas em produtos de origem animal.

Ao contrário da impressão corrente, a Associação Brasileira LowCarb (ABLC) afirma que é perfeitamente possível adaptar a estratégia low carb aos hábitos alimentares dos vegetarianos. Como no vegetarianismo é excluído total ou parcialmente um grupo de macronutrientes que provem aminoácidos e ácidos graxos essenciais à vida humana, a ABLC recomenda que, quem optar por adotar esta estratégia alimentar, seja em um contexto low carb ou não, busque ajuda de um nutricionista e/ou profissional da área de saúde para que sua dieta seja adequada às suas necessidades.

Além de ser uma estratégia que restringe carboidratos, a low carb é uma prática alimentar que se baseia no consumo de alimentos naturais e na restrição de alimentos ultraprocessados. Então, se alguém deseja aderir à prática deve evitar açúcares, farináceos e o excesso de amido, que se transformam em glicose no sangue, levando ao aumento do hormônio insulina e, consequentemente, ao maior armazenamento de gordura no corpo.

Foto: Jerzy Gorecki

Segundo o diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, muitos vegetarianos quando iniciam a prática sem acompanhamento de um profissional de saúde tendem a optar por uma dieta baseada em pães, massas, bolos e batatas fritas, a fim de buscarem a energia necessária para o bom funcionamento do corpo, já que folhas verdes tais como couve, espinafre, alface, agrião e rúcula, não apresentam calorias significativas e, isoladamente, não conferem saciedade.

Foto: Sunnysun0804/Pixabay

Com a proteína da carne banida de sua dieta, Souto esclarece que os vegetarianos devem ter como principal fonte de calorias, não os carboidratos refinados e industrializados, mas as boas gorduras, que podem ser encontradas em diversos produtos vegetais, como: frutas (abacates); oleaginosas (nozes, castanhas, macadâmias, amêndoas); laticínios (principalmente queijos e manteiga) e azeite de oliva e óleo de coco. Além disso, o aporte proteico adequado também deve ser garantido em uma dieta vegetariana bem formulada.

Pixabay

De acordo com o médico, ovos também são importantes aliados nessa estratégia alimentar, pois, além de serem excelente fonte de gordura, são ricos em proteína. “Para quem não apresenta problemas de digestibilidade e autoimunidade, comer feijões e lentilhas é recomendável, pois também colaboram no aporte de proteínas”, explica o diretor-presidente a ABLC.

Pessoas que aderiram à low carb e optaram por não consumir carnes podem achar que o vegetarianismo é incompatível com essa prática alimentar. Como dito, não é viável ter como base da alimentação humana somente folhas verdes. Conforme Souto, quando combinados a boas fontes de proteínas vegetais, os vegetais folhosos e, também, os vegetais de baixo amido (couve-flor, berinjela, brócolis, cenoura, cebola, alho etc.) são unanimidade em termos nutricionais, estando universalmente associados a bons desfechos de saúde em 100% dos estudos clínicos.

Frutas devem ser ingeridas com parcimônia

Enquanto hortaliças podem fazer parte basicamente de qualquer dieta, a ingestão de frutas deve estar de acordo com a necessidade de cada pessoa. O diretor-presidente da ABCL explica que se o objetivo não é a necessidade de controle de peso, o consumo de frutas sem restrições é uma opção.

“Se a pessoa precisa perder peso ou já tem resistência à insulina, glicose no sangue se alterando, mas não tem diabetes, é recomendado consumir frutas com moderação”, diz Souto. Neste caso, é melhor optar por frutas menos açucaradas. As campeãs nesse quesito são coco e abacates. As frutas vermelhas, tais como morango, mirtilo, framboesa e amora, também têm poucos açúcares e são boas opções. Outras, como ameixa, melão, pêssego, laranja, maçã, e mamão, contêm níveis moderados de açúcar e podem se adequar à dieta.

Steve Buissinne/Pixabay

Entre as frutas contendo mais açúcares estão banana, figo, uva, manga, abacaxi e melancia. Caso não haja problemas de saúde, estas frutas podem ser consumidas, desde que tenha atenção às quantidades. Essas questões são individuais, e um nutricionista pode ajudar a calcular as porções adequadas, de acordo com as necessidades e objetivos de cada um. Para os adeptos de very low carb (VLC), essas frutas devem ser evitadas. A banana, por exemplo, é tão açucarada que equivale neste quesito a mais de 20 morangos.

Apesar de não serem proibidas em uma estratégia alimentar low carb, Souto destaca que frutas não são bons lanches para se fazer de estômago vazio. Isto porque os níveis de glicose no sangue podem se elevar rapidamente, ocasionando fome uma ou duas horas depois, assim que os níveis voltarem a baixar. Conforme o diretor-presidente da ABLC, a melhor opção de lanche numa estratégia low carb é aquela que une boa proteína e boa gordura.

Assim como em qualquer outra dieta, é possível conciliar a opção pessoal de restringir o consumo de produtos de origem animal, como no caso do vegetarianismo. Contudo, recomenda-se que haja acompanhamento de um nutricionista com experiência no assunto a fim de garantir que a estratégia seja corretamente formulada e bem-sucedida.

Fonte: Associação Brasileira LowCarb (ABLC) 

Transição para o vegetarianismo: cuidados nutricionais

O número de pessoas aderindo a uma alimentação vegetariana, vegana ou simplesmente reduzindo o consumo de produtos de origem animal, cresce a cada dia. Os vegetarianos são definidos como pessoas que não comem carne, frango ou peixe. Dependendo da inclusão ou exclusão dos derivados animais, a dieta recebe uma definição específica: ovo-lacto-vegetariana (inclui ovos, leites e derivados), ovo-vegetariana (inclui ovos), lacto-vegetariana (inclui leites e derivados), vegetariana estrita (não inclui nenhum produto de origem animal) ou vegana (exclui produtos de origem animal na alimentação, higiene e vestuário).

Para a nutricionista Adriana Stavro, quer você escolha seguir uma dieta vegana, vegetariana ou flexiterian (reduz o consumo de carne), os benefícios para sua saúde são muitos. As dietas com foco em plantas são naturalmente ricas em fibras, pobres em gordura saturada e fontes de fito químicos, que ajudam a diminuir o risco de várias doenças. Estudos mostram que os vegetarianos são 40% menos propensos a desenvolver câncer, quando comparado aos onívoros. Alimentação à base de vegetais podem reduzir o risco de doenças cardíacas, hipertensão, osteoporose e diabetes mellitus do tipo 2.

Porém, antes de adotar um regime alimentar vegetariano, é aconselhável examinar se existem carências nutricionais. Para isso, devem ser realizadas exames de rotina que incluam os níveis de ferro, vitamina D, complexo B (em especial destaque para a vitamina B12), cálcio e iodo. Na presença de uma deficiência, esta deve ser corrigida através da combinação correta de alimentos ou suplementos alimentares, e com monitoração de um profissional da saúde qualificado.

Após a exclusão de possíveis carências nutricionais, a eliminação do consumo de carne e pescado pode ser imediata. No entanto, a transição para um regime alimentar vegetariano deve ser adaptada a cada indivíduo. Algumas pessoas preferem eliminar as carnes de um dia para o outro, enquanto outras preferem uma redução gradual.

O regime alimentar “flexitarian diet” corresponde às expectativas das pessoas que pretendem uma transição gradual. Esta é uma dieta baseada em produtos de origem vegetal, com um consumo ocasional de carne e pescado. Quem adota esta prática, aumenta progressivamente o número de refeições vegetarianas.

Tendo em consideração que a adaptação de uma dieta vegetariana requer uma modificação dos hábitos alimentares, a organização assume um papel importante. Este planejamento permite a adoção de uma alimentação equilibrada, o que significa que deve fornecer proteínas completas, ou seja, que contenham todos os aminoácidos essenciais, gorduras de boa qualidade (amêndoas, nozes, azeite, abacate), carboidratos integrais (grãos, farináceos integrais), vitaminas e minerais (frutas, verduras, legumes).

Os ovo-lacto-vegetarianos podem facilmente obter proteínas de qualidade, através do consumo de ovos e de lacticínios. Para os vegetarianos estritos e veganos, que excluem todos os alimentos de origem animal, o desafio é maior, uma vez que necessitam combinar diferentes fontes de proteína vegetal ao longo do dia. Alguns alimentos fontes são: lentilha, feijão, grão-de-bico, soja, tofu, tempeh, bebidas à base de soja, nozes e sementes. Os grãos integrais e os vegetais também fornecem alguma proteína.

A Academia de Nutrição e Dietética afirmou que, uma dieta vegetariana ou vegana pode fornecer todos os nutrientes essenciais para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e nutrizes. Porém, obter proteína, cálcio , ferro vitamina B-12 e ômega3 pode ser um pouco mais difícil. Por isso, planejar é fundamental para garantir um aporte adequado e evitar deficiências.

A suplementação alimentar destes nutrientes pode ser considerada (com destaque para a vitamina B12, ferro e o ômega 3), porém é importante o acompanhamento de um médico ou nutricionista.

Os vegetarianos, assim como a população em geral, devem estar atentos a um conjunto de sinais e sintomas. Por exemplo:

● Fadiga, cansaço e falta de energia podem indicar carência de ferro ou vitamina B12.
● Problemas relacionados com a imunidade, como cansaço excessivo, febre e calafrios frequentes, náuseas, vômitos ou diarreia, gripes que duram semanas, otites, herpes, estomatite, amigdalite, infecções respiratórias persistentes, perda de peso, queda de cabelo, unhas fracas, estresse e depressão, pode ser deficiência de vitamina C, D, E, ácido fólico, zinco, selênio.
● Se os níveis de iodo estiverem baixos, os sintomas são cansaço, sonolência e pele seca.
● Por fim, a queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, podem indicar ingestão insuficiente de proteínas de alto valor biológico.

Por isso uma monitorização contínua da alimentação e dos vários indicadores do estado nutricional, através da realização de análises sanguíneas e de consultas médicas é fundamental.

Por fim, a alimentação vegetariana não deve ser monótona. O consumo variado de alimentos é fundamental, e devem estar especialmente atentos à ingestão de alguns nutrientes, como:

● Cálcio: leite e derivados, extratos vegetais fortificadas, vegetais de folha verde-escura
● Ferro: ovos, vegetais de folha verde-escura, leguminosas, cereais integrais, semente de girassol, abóbora, nozes
● Iodo: algas marinhas, sal iodado
● Vitamina D: laticínios, ovos, bebidas vegetais fortificadas, exposição solar
● Vitamina B12: laticínios, ovos

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Dia Mundial Sem Carne comemora 35 anos hoje

Programa Segunda Sem Carne (SSC) registrou crescimento de 20% em relação a 2019, com mais de 80 milhões de refeições a base de vegetais servidas nos estabelecimentos parceiros.

O Dia Mundial Sem Carne é comemorado hoje (20), como o maior símbolo dos benefícios da alimentação a base de frutas, verduras, grãos e legumes na saúde das pessoas. Criada em 20 de março de 1985, a data representa mais de três décadas de trabalho dos movimentos vegetariano e vegano em todo o planeta.

Para a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), os números são igualmente relevantes. Criada há pouco mais de 17 anos, a organização fechou o ano passado com núcleos ou grupos presentes em 50 cidades do Brasil, promovendo a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa.

Promoção do veganismo

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Mais de 1,2 mil cozinheiros e 52 nutricionistas foram capacitados por meio da SSC, no último ano. Com os resultados alcançados por meio das refeições vegetais, cerca de seis toneladas de carne deixaram de ser consumidas ano. O meio ambiente foi poupado em um bilhão de litros de água, 981 mil metros quadrados de área agrícola, 331 mil toneladas de grãos (que poderiam alimentar quase cinco milhões de pessoas), além de 400 mil toneladas de gases que contribuem para o efeito estufa, que deixaram de ser emitidos na atmosfera.

O programa Opção Vegana (OPV) foi outro grande canal de promoção do veganismo, oferecendo consultoria gratuita e levando a alimentação a base de vegetais para mais de 1,4 mil estabelecimentos comerciais, em diversos locais do Brasil. O Curso de Capacitação em Nutrição Vegetariana, por sua vez, capacitou mais de três mil profissionais que atuam na área da saúde.

Defesa dos animais

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A SVB ainda foi reconhecida, pelo segundo ano consecutivo, como uma das nove instituições sem fins lucrativos mais eficazes do mundo na defesa da causa animal. A avaliação foi feita pela Organização Internacional Animal Charity Evaluators (ACE), referência mundial no setor, e considerou o trabalho de 166 organizações que atuam no mundo.

Sociedade Vegetariana Brasileira

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é uma organização sem fins lucrativos que promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. Por meio de campanhas, programas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo, a SVB realiza conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. Para mais informações, acesse http://www.svb.org.br ou os nossos perfis no Instagram, Facebook e Youtube.

Morrissey escolheu o Veggies na Praça como fornecedor de comida

           Com dois shows marcados em São Paulo, o vegetariano Morrissey se apresenta dias 17 e 21 de novembro

Sou fá do Morrissey desde que sua extinta banda surgiu nos anos 1980, The Smiths. Ele é muito defensor da causa animal e, claro, vegetariano convicto. Um dos álbuns da banda tinha o nome de “Meat Is Murder”, carne é assassinato em tradução livre. Ele irá se apresentar no Brasil e, claro, está pedindo comida vegetariana.

Aqui em São Paulo, o Veggies na Praça foi escolhido pelo cantor para ser o único fornecedor de comida de seus shows, que serão realizados nos dias 17 (Teatro Renault) e 21 de novembro (Citibank Hall).

Vegetariano e militante da causa, Morrissey defende o tema há décadas. Vale lembrar que este ano, o álbum citado, “Meat is Murder”, que levantou a bandeira do vegetarianismo, completa 30 anos. Recentemente, Morrissey cancelou uma apresentação na Islândia, após a casa se recusar a não vender carne.

Para sua participação, o Veggies na Praça preparou um cardápio especial. Confira:

Pratos
– Batata Palito – que parece frita, mas não é – R$ 7,00
– Batata Spicy – levemente apimentada e sem fritura de imersão – R$ 8,00
– Cebolas empanadas crocantes – sem fritura de imersão – R$ 16,00
– Vegan Burguer – hambúrguer feito a base de grão de bico, feijão branco, shitake, shimeki, cenoura e brócolis servido com alface, tomate, trocamos o queijo por maionese de tofu com salsinha e cebola caramelizada no pão de hambúrguer – R$ 20,00
– X Salada Veggies – hambúrguer feito à base de grão de bico, feijão branco, shitake, shimeji, cenoura e brócolis servido com alface, tomate, queijo derretido, cebola caramelizada e maionese do chef no pão de hambúrguer integral – R$20,00

Sobremesas
– Torta Negresco – R$ 6,00
– Pavê de amendoim – R$ 6,00
– Brigadeiro – R$ 6,00

Bebidas
– Suco de laranja natural, com a fruta espremida na hora (300 ml) – R$ 7,00
– Suco Verde (300 ml) – R$ 9,00

Informações:
Veggies na Praça
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