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Coloque o seu ‘pet’ para se exercitar

Especialista dá dicas de como o tutor pode auxiliar na manutenção do peso dos animais

O verão não é apenas uma boa época para a prática de atividade física para as pessoas, mas também para os nossos animais de companhia, principalmente os que precisam manter ou perder peso. Para a professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói, Ursula Raquel da Silva, não é incomum nos dias de hoje observar cães e gatos obesos em função de um manejo inadequado e da falta de tempo de seus tutores para eventuais atividades físicas e brincadeiras.

“É de fundamental importância que o tutor venha a zelar pelo controle do peso em seus animais, pois existem várias doenças metabólicas que se desenvolvem pela obesidade”, afirma a professora.

A docente explica que para os cães, os passeios devem se tornar uma rotina diária, onde o animal pode ser levado a dois ou três passeios curtos por dia, e a duração de cada um pode ser aumentada gradualmente à medida que o cão se acostume ao exercício e que a perda de peso comece a ocorrer.

Woman and dog running on beach at sunset

“As caminhadas são muito adequadas para os animais de menor porte. O tempo pode variar, mas o limite máximo é de 45 minutos, normalmente iniciando com 20 minutos. É sempre importante levar recipiente com água, sacos para recolher as fezes e focinheira para cães de grande porte. Não esquecendo que em dias de muito calor, deve-se evitar os horários mais quentes, com risco inclusive de ocorrer queimaduras nos coxins”, ensina.

cachorro com frisbee

Cat with ball of yarn

Outra atividade bastante indicada é o lançamento de objetos, que une exercício e brincadeira, e é de grande auxílio para queimar calorias. “É importante analisar sempre um tempo apropriado para não sobrecarregar o “pet”. Esse tipo de atividade poderá ser realizada tanto para cães como para gatos, que gostam muito, por exemplo, de perseguir bolinhas de pingue-pongue”, destaca Ursula.

gato brinquedo pelucia pixabay

De uma maneira geral, os gatos preferem as atividades dentro de casa, com brinquedos próprios. “Escolha sempre brinquedos resistentes, livres de peças pequenas que possam ser engolidas e descarte qualquer brinquedo quebrado. Escolha jogos que direcionem a energia brincalhona de seu gato para outros focos que não você. Por exemplo, caixas de papelão com buracos recortados, lençóis velhos, uma varinha com tiras de papel penduradas na ponta ou uma simples bolinha de papel, tudo pode virar brincadeira! Colocar algum alimento seco dentro de caixas com pequenos buracos também vai estimular e entreter seu gatinho por um bom tempo”, afirma Ursula.

cachorro piscina

A professora da Anhanguera complementa que no verão existem várias atividades físicas desenvolvidas na água, como natação, hidroesteira, Stand Up Paddle etc. “É importante manter a vigilância durante todo o tempo que o animal estiver na água e, caso ele não se sinta confortável, não é adequado colocá-lo a força na água, sendo melhor optar por outro exercício (como ocorre mais frequentemente com alguns gatos). Além disso, deve-se ter muito cuidado com a pelagem e os ouvidos, evitando o aparecimento de alguns problemas dermatológicos”, ressalta.

Ursula finaliza explicando que, caso o animal apresente obesidade, o indicado é que ele passe por uma consulta com o médico veterinário a fim de verificar as condições de saúde e com isso, desenvolver um plano de atividades físicas que poderão ser realizadas. “Os exercícios físicos em animais obesos e com problemas de saúde podem acarretar problemas ósseos, musculares, cardíacos e, até, provocar mais malefícios que benefícios”.

Fonte: Anhanguera

Dicas e receita de sorvete de ração para refrescar os pets

No calor, é importante ter cuidados para evitar a desidratação, hipertermia, queimaduras nas patinhas e infestação de pulgas e carrapatos

Os cuidados com a hidratação de cães e gatos devem ser redobrados. Durante o verão, aumentam em 30% os casos de hipertermia, quando a temperatura do corpo do pet sobe muito, com risco de elevar a pressão e causar parada cardíaca. “Como não transpiram, os bichinhos trocam calor pela boca e têm maior dificuldade para manter a temperatura corporal”, afirma a veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas da Petz e do Centro Veterinário Seres.

Por isso, tudo que amenize os efeitos do calor é importante. Uma dica da veterinária para deixar os pets mais confortáveis é fazer o sorvete de ração ou colocar para gelar os snacks e petiscos e oferecer nos períodos mais quentes do dia.

Receita

Para preparar o sorvete, coloque uma porção de ração seca ou úmida nas forminhas de gelo, junto com um pouco de água, e leve ao freezer. Pode também bater no liquidificador com água. Mas é preciso bom senso na hora de oferecer ao pet. O ideal é servir um cubinho por dia, como petisco ou durante a refeição. Confira abaixo como melhorar o bem-estar dos bichinhos com a alta da temperatura.

Dez dicas para proteger os pets do calor:

1 – Sorvete de ração

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Foto: Richard W. Rodriguez/AP Images for PetSmart, Inc

Mantenha a alimentação normal com ração balanceada que tem todos nutrientes que o pet precisa. Mas deixe o pote sempre à sombra e retire as sobras para evitar deterioração. Para amenizar o calor, ofereça também o sorvete de ração.

2 – Água fresca

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Foto: Icon Home Design

Troque com frequência a água da vasilha, para que esteja sempre fresca e disponível, e estimule o pet a beber mais vezes ao dia. Nos passeios, leve o cantil ou use os bebedouros de parques e lojas mais vezes.

3 – Passeios

mulher cachorro passeio caminhada
Os melhores horários são iguais aos usados para passear com um bebê, entre 6 e 10 horas, e após as 17. De preferência, longe do asfalto quente, que pode causar queimaduras sérias nos coxins, as “almofadinhas” das patinhas dos pets. Ao notar que o bichinho está ofegante, é importante parar num local fresco, oferecer água, borrifar um pouco dela pelo corpo do cão.

4 – No carro

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Mantenha a ventilação do carro e, em caso de viagens longas, faça paradas para o pet se refrescar. Com apenas 10% de perda de fluidos corporais, eles já podem desidratar. Os sintomas são perda de elasticidade da pele, letargia, perda de apetite, olhos fundos, focinho, boca e gengiva secos.

5 – Filtro solar

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Foto: DrsFosterandSmith

Use filtro solar específico para pets no focinho, extremidades das orelhas e barriga para evitar câncer de pele. Os mais afetados são os de pelagem e pele mais claras, como o pit bull branco, maltês, whippet, staffordshire terrier americano e boxer branco.

6 – Atividades

cachorro na piscina pinterest
Pinterest

Sempre em horários de calor mais ameno, como no começo da manhã ou no final da tarde. Caso o pet goste de nadar, como o labrador e o golden, é preciso ter cuidado com os ouvidos e com o pelo, secando bem e retirando todo o resíduo de cloro ou de água salgada, para evitar inflamações e micose.

7 – Sombra

gatinha dormindo no jardim
Para os pets que ficam em quintal ou varanda, manter um local fresco, para que possam se proteger do calor e das chuvas de verão. O ideal é que tenham opções de sombra para se abrigar, além de um piso frio para deitar esparramado, ajudar a baixar a temperatura e facilitar as trocas de calor.

8 – Pulgas e carrapatos

cachorro antipulga
A hipersensibilidade à picada de insetos é a causa mais comum das alergias em cães. Por isso, intensifique os cuidados contra picadas de insetos, pulgas e carrapatos, pois as temperaturas altas formam um ambiente ideal para a proliferação deles. Peça orientação ao veterinário para utilizar os produtos mais apropriados para o seu pet.

9 – Doença da praia

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Foto: Alvimann/Morguefile

Para aqueles que vão ao litoral ou que moram em cidades que têm praia, é preciso prevenir contra a dirofilariose. Ao picar, o mosquito transmite parasita que se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca. Procure o veterinário para indicação de vacina ou uso de vermífugo para prevenção.

10 – Vacinação em dia

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Carteira de vacinação deve estar em dia, pois há mais contato entre os pets, eles saem mais para passear, além da temporada de chuvas, que pode trazer risco de leptospirose.

Fonte: Petz

Adoção responsável: cães e gatos exigem cuidados essenciais com a saúde

Veterinária dá dicas das primeiras medidas a serem tomadas para garantir o bem estar do pet que será levado para casa

Optar por adotar um animal é uma das atitudes mais importantes para diminuir o número exorbitante de cães e gatos abandonados e sujeitos a maus-tratos em todo o país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil.

cachorro e gatos amizade

Destes, mais de 20 milhões são cachorros. Porém, é crucial que a adoção seja responsável e ofereça os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o bem-estar do animal e também dos membros da família.

De acordo com a médica veterinária da Esalpet, Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um pet é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação dos animais.

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“São medidas fundamentais para garantir o conforto do pet e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista. Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o tutor certifique-se que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização, deixando-os livres de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida”, esclarece.

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal, mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções.

“A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos seis meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

Gato e ração

Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem-estar dos pets. “Garantir uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia, sem dúvida, vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia.

Fonte:Esalpet

Cegueira em cães e gatos: dá para prevenir? por Úrsula Silva*

Os animais de companhia conseguem se comunicar por meio da troca de olhares com os seus tutores e, dessa forma, podem expressar fome, alguma situação que cause desconforto ou mesmo reconhecer o universo a sua volta. Por esse motivo, os cuidadores precisam estar sempre alertas aos problemas que podem causar cegueira em cães e gatos.

O desenvolvimento da cegueira em pequenos animais pode estar associado à vários fatores, sendo portanto, multifatorial, podendo até – em alguns casos – estar associada a quadros reversíveis. Como principais causas encontradas na literatura, nós temos a conjuntivite, glaucoma, catarata, doenças da córnea, doenças da retina, ceratoconjuntivite e doenças sistêmicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Hipotireoidismo, Ehrlichiose e viroses como Cinomose nos cães e Herpesvírus nos gatos.

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Não existe uma única faixa etária para o acometimento da cegueira em nossos bichinhos, pois depende da causa envolvida no processo. Por exemplo, a catarata que é uma das causas de cegueira, pode estar presente desde o nascimento como no caso da catarata congênita, mas pode também estar presente em animais de dois a quatro anos de idade (cataratas juvenis) ou ainda cataratas senis, que são observadas geralmente a partir dos oito anos de idade em cães.

Não existe um único “tipo” de animal predisposto ao desenvolvimento da cegueira, uma vez que se trata de uma condição patológica multifatorial e apenas o médico veterinário, por meio de uma complexa avaliação clínica, poderá responder de forma mais adequada a esse questionamento.

O tratamento das doenças é bastante variável, pois está associada ao fator desencadeante. De acordo com a causa temos tratamentos medicamentosos, como é o caso da conjuntivite, ceratoconjuntivite seca e glaucoma, podendo chegar aos tratamentos cirúrgicos como nos casos de catarata, ectrópio e entrópio.

Certamente nossos amiguinhos terão algumas limitações, mas de uma maneira geral, a cegueira é um problema de visão com o qual eles podem perfeitamente conviver. Com relação ao ambiente em que o animal vive, deve-se evitar mudar objetos e móveis de lugar e o fornecimento de alimento e água deve ser feito sempre no mesmo local, pois como já observado, o animal se acostuma com a arrumação do ambiente em que vive. Um cuidado especial precisa ser tomado com relação às piscinas, que devem ser cobertas.

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Dessa maneira, a prevenção da cegueira em animais de companhia está intimamente associada à avaliação médica veterinária, realizada por profissionais com o objetivo de identificar possíveis fatores predisponentes e a forma mais adequada para o controle, eliminação ou tratamento dos mesmos, a fim de evitar o aparecimento dessa condição patológica que, muitas vezes, compromete a qualidade de vida de nossos animais.

*Úrsula Silva é professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói

Cuidados com os pets nas festas de final de ano

Um dos maiores riscos é sofrer com choques nas lâmpadas de pisca-pisca

Nas festas de fim de ano, os pets precisam de atenção redobrada, pois os perigos podem ser diversos. O choque por causa das lâmpadas de iluminação, por exemplo, intoxicação alimentar e até mesmo o barulho dos fogos de artifícios. Mesmo que pareça distante, para cães e gatos o som potencializa em até seis vezes se comparado à audição humana.

Por isso, é preciso planejar bem a acomodação dos pets nessas épocas, se o animal fica em um hotel, ou se levará o bichinho para o feriado também, no último caso, é preciso se preocupar com a documentação necessária, é preciso dar vacinas e antipulgas.

Milena Guimarães, médica veterinária do Hospital Veterinário Cão Bernardo, afirma que: “As festas de fim de ano podem ser divertidas para nós humanos, porém, extremamente perigosas aos nossos amigos pets, devido a enfeites atrativos, casa cheia de convidados e alimentos à disposição. Devido a isso, devemos preparar os nossos amigos, para essas datas especiais”.

Para que o pet esteja protegido neste final de ano, seguem algumas dicas:

Embrulho de presente

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Foto: ButteHumane

A cada presente aberto, é mais papel espalhado pela casa e mais risco do pet querer brincar com os pacotes e até fitilhos do presente. A médica veterinária afirma que fitas e sacolas são um perigo para os animais, por isso acrescenta: “Esses itens não são brinquedos e caso ingeridos, talvez seja necessário cirurgia para a retirada e, em alguns casos, o bichinho pode chegar a óbito”.

Decoração de natal

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É preciso estar muito atento com o alcance deles a presépios, bolas e, principalmente, as lâmpadas pisca-pisca, que podem causar choque ao encostar na língua e no focinho, e pode gerar até alterações neurológicas ou de metabolismo. O ideal é deixar os enfeites fora do alcance dos animais.

Bebidas alcoólicas

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Dogster

Pode parecer muito difícil de acreditar, mas muitos pets chegam à emergência do hospital nessa época do ano em coma alcoólico. Isso acontece porque as pessoas costumam esquecer copos com bebidas em lugares de fácil acesso. O álcool é absorvido pelo organismo dos bichos e metabolizado pelo fígado rapidamente, o que causa náuseas e vômitos, problemas respiratórios e chegar até o coma.

Fogos de artifício

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Um dos problemas mais recorrente nas festas de fim de ano, os fogos podem causar grande estresse ao pet. O barulho assusta e pode causar acidentes, e até fugas, por isso, é preciso que as portas e as janelas estejam fechadas. É importante estar junto do animal para que ele se sinta protegido e deixar que o próprio bicho descubra em qual lugar da casa se sente mais seguro.

Intoxicação alimentar

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Os animais são sensíveis a muitas substâncias, como o chocolate. E nessa época do ano, com as ceias de Natal e Ano Novo, pode ser um perigo ter o pet próximo à mesa ou até mesmo dar qualquer tipo de alimento.

Os alimentos podem causar vômitos e diarreias, e até mesmo perfurações no órgão do animal se a comida tiver algum osso. “Todos os alimentos dessas festas são nocivos aos pets, o panetone, pernil, bolos, pudins, bacalhau, entre outros. Essas comidas causam intoxicação nos animais e causam emergências sérias, o vômito e a diarreia podem evoluir para pancreatite e levar a morte “, finaliza Milena.

Fonte: Cão Bernardo

Animal de estimação requer cuidados especiais no verão

Especialista dá dicas sobre hidratação, banhos, tosa e vacinação durante a estação mais quente do ano

Não há dúvida que a chegada das estações mais quentes do ano altera a rotina das pessoas. Com os animais de estimação, a situação não é diferente. Cães e gatos, os preferidos entre as famílias brasileiras, também necessitam de cuidados especiais para manter a disposição, higiene e saúde em dia durante a primavera e, principalmente, o verão.

O primeiro cuidado que deve ser tomado durante as estações mais quentes do ano faz referência ao modo como os animais se alimentam. Segundo a médica veterinária da Esalpet, Anne Karine Romanel, os bichos de estimação precisam de uma alimentação leve e de muita água. “Os animais sentem tanto ou até mais calor que os seres humanos. Em casa ou durante viagens, cães, gatos e outros bichinhos devem ter água à vontade, comida fresca e espaços para se abrigarem do sol forte”, explica.

Além disso, a veterinária destaca a importância de estar com a vacina contra a raiva e vermífugos em dia. “Nesse período mais quente, os animais são levados para passeios em parques, regiões litorâneas, grama e mato, além do contato com pessoas diferentes do convívio diário. Por esse motivo, é importante que ele esteja com a saúde em dia”, diz, lembrando que o ideal é que as pessoas evitem passear com seus pets entre 10 da manhã e 5 da tarde, horário de sol mais intenso e prejudicial à saúde do animal e do próprio dono.

Higiene redobrada

Anne Karine reforça, também, que os cuidados com higiene de cães e gatos devem ser redobrados nas estações mais quentes, isso inclui a utilização de xampus antipulgas. “A quantidade de banhos semanais pode aumentar. Duas vezes é o ideal, além da tosa no caso de bichos mais peludos. Isso aumenta a sensação de conforto para o animal”, garante a veterinária da Esalpet. Por fim, ela ressalta a importância de levar o pet para uma consulta com o veterinário antes de grandes deslocamentos e viagens.

Confira os principais cuidados com animais de estimação durante o calor:

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– Em casa ou durante viagens, cães, gatos e outros animais devem ter água à vontade, comida fresca e espaços para se abrigarem do sol forte;

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Foto: Cityofchicago

– As vacinas contra a raiva e os vermífugos precisam estar em dia;

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– Evite passear com seus pets entre 10 da manhã e 5 da tarde;

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– Para banho, utilize xampus antipulgas;

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– A tosa é indicada para os bichos mais peludos durante as estações mais quentes;

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– Leve seu animal de estimação para uma consulta com o veterinário antes de viagens longas.

Fonte: Esalpet

Você sabe como alimentar seu gato corretamente?

Veterinária da Hill’s Pet Nutrition, Brana Bonder, dá dicas para fazer o manejo certo da alimentação dos felinos

Quando se passa a ter um animal de estimação em casa, logo no primeiro momento o tutor prioriza a compra de brinquedos, da casinha e de um alimento que atenda as necessidades de saúde do pet. Porém, muitas vezes acabam esquecendo de questionar sobre a quantidade correta da alimentação para cada espécie.

Os gatos, por exemplo, são os que mais sofrem com essa conduta. “É muito comum os tutores não controlarem a quantidade oferecida de alimento ao gato. Por mais que o animal consuma pequenas quantidades ao longo do dia, é importante mensurar o volume fornecido para prevenir a obesidade e monitorar a ingestão alimentar. Outro erro comum é deixar a caixa de areia na mesma área na qual se encontram as tigelas de água e comida. Isso pode interferir no consumo alimentar do gato ou o animal pode até mesmo evitar de urinar no local, o que aumenta a chance de desenvolver doenças do trato urinário”, explica Brana Bonder, médica-veterinária da Hill’s Pet Nutrition.

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O jeito certo

Para garantir que o felino seja alimentado de uma forma correta, o indicado é oferecer o alimento específico para fase de vida em pequenas porções com quantidades mensuradas várias vezes ao dia.

“Este manejo imita o comportamento natural de caça”, acrescenta a veterinária. A médica reforça que em cada fase de vida o animal possui diferentes necessidades nutricionais. “O gato filhote, por exemplo, precisa de um alimento que tenha maior teor de proteína e gordura, se comparado ao gato adulto. Essas particularidades devem ser respeitadas”.

Outro ponto que não deve ser esquecido é ofertar o alimento em tigelas/pratos rasos para que os bigodes não toquem as laterais. Além disso, não esqueça de fornecer água limpa e fresca. “Em casas multigatos, o ideal é que cada pet tenha sua própria “estação” de água e alimento em local calmo”, explica.

Levando em consideração esse cenário, a Hill’s Pet Nutrition preza por equilíbrio nutricional em todas as fases de vida do gato. “Nossos alimentos têm complexo de antioxidantes com benefícios comprovados, ingredientes de alta qualidade e fácil digestão, que contribuem para a condição corporal ideal, manutenção da saúde da pele e pelagem brilhante”, finaliza.

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Por isso, não se esqueça de sempre conversar com o médico-veterinário para fazer o manejo alimentar correto para seu felino.

Fonte: Hill’s Pet Nutrition

O passeio é do cachorro, e não do tutor

A famosa “voltinha” pode até ser um alívio para os tutores, mas não deixa de ser estressante para os animais se alguns cuidados básicos não forem seguidos

 

Ao caminhar pelos bairros de São Paulo é comum vermos pessoas passeando com os cães, seja tutor, dogwalker, ou, até mesmo, um zelador dos prédios da redondeza, que busca uma grana extra. O passeio, aparentemente simples, esconde cuidados que, se não realizados, transforma o momento que deveria ser divertido, em uma ocasião estressante para o animal. Por isso, é preciso ter em mente que este momento é do animal e não da pessoa que o leva. Para proporcionar uma recreação prazerosa, Carolina Rocha, veterinária e fundadora da PetAnjo, separou algumas dicas:

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Escolha uma rota tranquila: tente procurar um caminho mais arborizado e sem muito tumulto. Os episódios mais estressantes para os animais são: aproximação de outros cães, pessoas desconhecidas querendo fazer carinho, que sejam impedidos de farejar e fazer necessidades, barulho de skate, bicicleta, moto e crianças correndo. Evite essas situações;

Prestar atenção aos sinais corporais: medo, ansiedade, agressão, latidos, brincadeiras e temperatura corporal, principalmente em animais com focinhos curto;

cachorro na grama

Verifique o ambiente: todo animal é curioso, por isso, atenção aos objetos e restos de alimentos que estão no chão. Machucados como cortes e abrasões também ocorrem, é preciso estar atento ao espaço;

cachorros brincando

Animais soltos na rua: atenção também precisa estar voltada para outros animais abandonados ou sem guia. Ao perceber isso,  vire para o outro lado do cão, mude de sentido fazendo com que ele ignore o outro animal;

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Foto: Pixabay

Coleira: é importante verificar o estado da coleira e guia, e evitar puxões. Os animais precisam de espaço para cheirar e ter estímulos diferentes;

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Tempo: todo cachorro, independente da raça, precisa ter pelo menos 30 minutos de passeios diários. Além de estimulação física, a caminhada traz benefícios mentais; Antes de sair para o passeio, mostre ao cachorro que ele está indo para algo divertido, mas calmo. Sempre dar um tom focado antes mesmo da caminhada. Isso evita ansiedade, reatividade e latidos do cão.

Além de todos esses cuidados, os tutores precisam ter consciência da importância de colocar seus cães nas mãos de profissionais que entendam do assunto. Saber que passear com o cachorro não é apenas colocá-lo para ir olhar a rua, pois situações que ocorrem durante essas caminhadas podem acabar causando um trauma ao animal e, muitas vezes, acidentes.

Fonte: Pet Anjo

Diagnóstico precoce de Alzheimer garante bem-estar aos pets

Com o aumento da expectativa de vida, cada vez mais bichinhos de estimação apresentam a degeneração cognitiva, doença que causa mudança no comportamento

Os pets estão vivendo mais e enfrentam os riscos de doenças crônicas e degenerativas. A síndrome da disfunção cognitiva é um dos problemas que têm sido frequentes entre os cãezinhos idosos. Assim como o Alzheimer nos humanos, a doença é caracterizada pelo envelhecimento das células do cérebro.

“Apesar de não ter cura, quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço e controlar os sintomas, proporcionando cuidados para garantir melhor qualidade de vida aos bichinhos de estimação”, afirma a veterinária Carolina Dias Jimenez, especialista em neurologia da Petz.

Por isso, o Dia Mundial de Conscientização do Alzheimer, comemorado hoje, 21 de setembro, é importante também para alertar sobre os riscos nos bichinhos de estimação. Com o envelhecimento, ocorre a deposição de uma proteína chamada amiloide nos neurônios e em todo tecido cerebral, que causa a morte gradual das células.

Sinais

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A doença se manifesta geralmente a partir dos dez anos, com a desorientação (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene. “Eles começam a olhar para o nada, se perdem atrás de móveis, não reconhecem o dono, dormem mais tempo durante o dia e, à noite, ficam zanzando pela casa compulsivamente”, explica a veterinária.

Com a evolução do problema, eles passam a não saber mais como beber água ou comer, não conseguem mais deglutir, podem parar de andar, perder a atividade locomotora, com uma série de consequências à saúde.

Tratamento

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Além do acompanhamento veterinário, o tratamento é feito com antioxidantes, que vão retardar o envelhecimento celular e, consequentemente, a liberação da substância amiloide. Também é usada medicação que aumenta a vascularização no cérebro, melhorando o seu funcionamento. “É uma doença degenerativa, como no ser humano. O acompanhamento veterinário poderá retardar os sintomas e minimizar os efeitos, mas vai continuar evoluindo”, esclarece Carolina.

Quando o animal começa com os sinais neurológicos, é importante fazer uma ressonância magnética ou algum outro tipo de exame mais apurado para excluir problemas como tumor cerebral, que tem tratamento oposto ao Alzheimer. Mas o diagnóstico é clínico, pois nenhum exame mostra as alterações.

Prevenção

Além de ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas frequentemente, a indicação é começar com antioxidantes e vitaminas o mais precoce possível, por exemplo, a partir dos 8 anos. Outra opção são rações ricas em antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres e, por sua vez, combatem o envelhecimento.

Normalmente, as raças pequenas como Yorkshire, Maltês e schnauzer são mais predispostas à doença, principalmente porque a expectativa de vida delas é maior. Para que o pet fique bem, no entanto, a compreensão e atenção dos donos são ótimos tratamentos. Veja abaixo algumas dicas da veterinária.

1 – Não deixar o pet sozinho por longos períodos, já que eles podem ficar confusos ao se enfiarem em lugares restritos da casa e não conseguirem sair, como embaixo de móveis, atrás de portas.

cachorro dormindo cama coberto

2 – Eles vão dormir por mais tempo. Isso acontece não só pela doença, como pelo envelhecimento. O ideal é levá-los mesmo dormindo para fazer as necessidades ou recorrer às fraldas descartáveis (mas nem todos se adaptam).

cachorro idoso

3 – Se possível, deixar o espaço livre onde eles ficam para que possam caminhar, quando desejarem, sem acidentes. Manter a caminha higienizada e respeitar a lentidão nos momentos de passeio.

cachorro comendo

4 – Como podem ocorrer também mudanças no apetite do pet, que troca o dia pela noite, deixe a ração disponível e a água por tempo indeterminado. Converse com o veterinário para indicar opções pastosas para facilitar a mastigação do cão.

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5 – Faça check-up e acompanhamento veterinário de seis em seis meses para garantir bem-estar e controlar os efeitos da doença.

Fonte: Petz

Você deve deixar seu gato dormir na cama com você?

Há pontos bons e ruins em compartilhar seu espaço de dormir com seu companheiro felino. Especialistas em saúde analisam o que você deve considerar

gatos na cama

Dizem que os cães são os melhores amigos do homem, mas quem diz isso claramente nunca teve uma companhia felina sólida. Enquanto cada gato é diferente, eles têm algumas características comuns. Além de poder escalar qualquer objeto com habilidades de supergatinho, podem se infiltrar em nossos corações, trazendo conforto e alegria para qualquer um que decida adotá-los.

Isso pode incluir o aconchego na cama à noite. Enquanto alguns gatos podem não estar interessados, outros querem estar o mais próximo possível de suas contrapartes humanas. E muitos humanos parecem preferir assim.

Na verdade, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estimam que cerca de 50% dos tutores nos Estados Unidos permitem que seus animais durmam na cama com eles.

Bill Fish, cofundador da Tuck.com, diz que, sem dúvida, há pontos positivos em permitir que seu gato fique na cama todas as noites, inclusive dando a ambos uma sensação de segurança, emocional e fisicamente. “Ter um convidado na cama com você também reduz o estresse, bem como traz calor e conforto”, diz ele.

“Quando você sente a respiração rítmica do seu gato, isso o acalma e ajuda você a dormir mais rapidamente”. Mas se o seu gato não dorme calmamente durante a noite é outra questão. Eles podem interromper o seu sono e trazer uma série de outros riscos para a saúde em sua cama também.

Como os gatos podem afetar seu sono

gato na cama com mulher getty
Getty Images

Steve Weinberg, fundador do 911 VETS, afirma que pode ser agradável e confortável ter seu gato dormindo em uma cama com você – alguns literalmente em sua cabeça –  potencialmente acalma a ansiedade e terrores noturnos.

“A desvantagem é que os gatos são animais noturnos”, diz ele. “O dorminhoco humano pode ter seu sono interrompido nas primeiras horas da noite ou ser acordado muito cedo”. Por causa disso, Weinberg diz que dormir com um gato pode ser contraproducente para os padrões típicos de sono e vigília de uma pessoa.

“Muitos gatos gostam de brincar e arranhar ou até mesmo morder os pés humanos movendo-se sob as cobertas”, disse ele. “Há outros problemas, como alergia a pelo de gato ou, se as pulgas não estão sob controle, o ser humano pode receber picadas.”

Os gatos também podem querer aconchegar-se a bebês – assumindo seus próprios papéis de cuidadores da casa -, mas especialistas dizem que os gatos não devem passar a noite com os menores.

Jennifer Maniet, médica veterinária da Petplan Pet Insurance, diz que não é seguro os gatos dormirem com bebês, pois há o risco de sufocar um bebê acidentalmente dormindo no peito ou no rosto.

“Se o gato está assustado ou com medo, o bebê pode ser mordido, arranhado ou pisado quando o gato tentar correr ou pular”, diz ela. “Arranhões e mordidas de gatos podem transmitir doenças a um bebê”. Você pode consultar seu veterinário para encontrar maneiras de manter os gatos fora do berço, diz a veterinária.

Depois, há a questão de saber se o gato compartilha a cama com outros animais além dos humanos. Alguns felinos não se importam, mas outros podem vê-los como uma ameaça, e isso pode criar um caos indesejado no quarto.

“Ter gatos em sua cama também pode promover a dominância”, conta Fish. “Eles começam a sentir que é o território deles e podem ficar agitados se alguém mais entrar na cama”.

Gatos que vivem dentro e fora de casa

gato himalaio

Enquanto alguns gatos estão perfeitamente contentes em nunca sair de casa e reinar supremamente sobre seus reinos internos, outros gatos vivem vidas duelo-dentro-fora. Isso pode representar ameaças diferentes.

Jennifer diz que os gatos ao ar livre estão expostos a mais portadores de doenças. Isso inclui outros felinos, gatos ferais, presas, vermes, pulgas, carrapatos, mosquitos e uma infinidade de outros insetos.

“Todos esses portadores têm o potencial de transmitir doenças como vírus, bactérias, parasitas e muitas outras infecções”, disse. “Também é importante notar que a caixa de areia de gatos em ambientes fechados podem apresentar um risco de doenças para os seres humanos no lar”.

Que tipos de doenças? Vermes gastrointestinais, giardíase, micose, toxoplasmose, peste – sim, a peste – e infecção por hantavírus, diz a veterinária. Isto por causa do que os alérgenos típicos de pelos de animais podem criar.

Durante os meses de verão, quando os carrapatos e outros parasitas são mais ativos, os profissionais do setor recomendam que você verifique regularmente a pele e o pelo do seu gato quanto a possíveis caronistas que espalham doença. Isso é bom para a saúde tanto felina quanto humana.

A melhor maneira de reduzir os riscos de contrair esses riscos à saúde do seu gato, recomenda o CDC, é que os tutores de animais levem seus gatos regularmente ao veterinário para que estejam atualizados sobre suas imunizações.

O que considerar quando acariciar um gato

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Embora a natureza independente de um gato possa fazer parecer que ele faz o que quiser, muitos de nossos familiares peludos gostam de um abraço. Maniet diz que há algumas coisas a considerar antes de fazermos isso.

Primeiro, novamente, o risco é relativamente baixo de transmissão de doenças. Uma maneira de ajudar a mitigar isso é conversar com seus médicos humanos, incluindo pediatras.

“Adultos e crianças com um sistema imunológico comprometido devido a certas doenças humanas podem estar em maior risco de contrair doenças de animais”, afirma Jennifer. Mas, não importa o seu estado de saúde, existem alguns sinais infalíveis de que o gato deve ser deixado sozinho, pois pode estar tendo seus próprios problemas.

“Não se aconchegue ao seu amigo peludo se ele estiver mostrando algum sinal de doença, como queda de pelo, erupções cutâneas, espirros, tosse, letargia, vômito ou diarreia, para citar alguns”, disse ela.

Em casos como esses, leve seu gato ao veterinário e certifique-se de que ele tenha um atestado de saúde antes de levar seu animal ao quarto.

“Sempre mantenha os cuidados com seu animal de estimação atualizados conforme indicado pelo seu veterinário para determinar o estado geral de saúde e para garantir que ele permaneça livre de doenças”, aconselha a veterinária.

Independentemente de serem gatos internos ou externos, há muitos momentos especiais que podem ser vividos com nossos familiares peludos. Estar ciente dos riscos que podem advir do compartilhamento de nossas camas com eles pode nos ajudar a evitar riscos à saúde e a garantir momentos de ronronar com nossos felinos favoritos.

Fonte: HealthLine

Nota da redação: Nunca deixe seu gato dar “voltinhas”, pois as chances dele contrair doenças, se machucar, brigar, sofrer maus-tratos, ser envenenado, se perder, ser roubado ou atropelado são enormes. Também leve-o frequentemente ao veterinário. Tomando esses cuidados, não há porque temer dividir o espaço com seu bichano.

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