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Cinco fatos que usuários de lentes de contato precisam saber durante pandemia

Um novo estudo tranquiliza quem usa o produto e mostra quais os cuidados necessários para garantir a saúde e o bem-estar em tempos de Covid-19

Em meio ao avanço do novo coronavírus, o cuidado com a higiene e limpeza dos itens pessoais deve ser redobrado. As medidas de prevenção adotadas e repassadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devem ser seguidas corretamente para garantir a segurança e o conforto de todos nesse momento, inclusive daqueles que utilizam lentes de contato.

De acordo com nova pesquisa publicada no jornal Contact Lens & Anterior Eye (CORE) os usuários de lentes de contato podem ficar tranquilos enquanto ao seu uso durante a pandemia, desde que seguindo adequadamente as orientações de higiene.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase um em cada cinco brasileiros (19%) possui alguma necessidade de correção visual. Por isso, uma das principais recomendações é manter as mãos sempre limpas e evitar levá-las aos olhos.

De acordo com a Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision é importante seguir as orientações fornecidas pelas autoridades de saúde pública. “Nesse momento é importante conscientizarmos toda a população com informações relevantes sobre prevenção na propagação do novo vírus. Para os usuários de lentes de contato, a rotina não precisa mudar, desde que as recomendações de cuidados sejam seguidas rigorosamente”.

Confira as cinco dicas dos especialistas sobre lentes de contato para ter segurança e conforto:

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Foto: J. Durham/MorgueFile

1. Você pode continuar usando as lentes de contato: atualmente, não há evidências científicas de que os usuários de lentes de contato tenham um risco mais elevado de contrair o novo coronavírus em comparação com os usuários de óculos. Consulte o seu oftalmologista com perguntas.

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2. Os bons hábitos de higiene são essenciais: a lavagem e a secagem completas das mãos são essenciais, assim como o uso e o cuidado adequados das lentes de contato, garantindo uma boa higiene do estojo das lentes de contato e limpando regularmente os óculos com água e sabão. Esses hábitos podem ajudá-lo a manter-se saudável e longe de consultórios ou hospitais neste momento.

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3. Os óculos regulares não oferecem proteção extra: nenhuma evidência científica comprova os rumores de que os óculos comuns oferecem proteção contra o novo coronavírus, uma posição apoiada pelos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

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Freepik

4. Mantenha as mãos longe do rosto: se é usuário de lentes de contato, óculos ou mesmo se não precisa de correção visual, evite tocar o nariz, a boca e os olhos com as mãos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as recomendações do CDC.

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5. Se estiver doente, interrompa o uso temporariamente: os usuários de lentes de contato que estiverem doentes devem voltar temporariamente a usar óculos. Você pode retomar o uso de novas lentes de contato e estojos de lentes assim que você voltar à saúde total.

Fonte: Acuvue / Johnson & Johnson Vision

Cuidados com cabelos, unhas e pele para evitar contaminação

O vírus da Covid-19 pode permanecer vivo mesmo fora do corpo humano e, como não sabemos ao certo o tempo que sobrevive, é importante mantermos os cuidados e as orientações que as autoridades de saúde recomendam: lavar as mãos frequentemente, manter o isolamento e o distanciamento social.

Cabelos

“Os cabelos têm papel de fômites na infecção pelo coronavírus, ou seja, objetos, locais ou superfícies que são capazes de absorver e carregar o vírus”, explica Paula Ferreira,
médica do corpo clínico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

É importante entender que ao encostar a mão em alguma superfície que possa estar contaminada, como maçanetas, portas, itens do supermercado, maquininhas de cartão, e depois passar a mão nos cabelos, o vírus pode ser transferido para os cabelos. A médica alerta para o momento de distração: “é ao passar a mão nos fios contaminados e depois ter contato com alguma parte da face que a pessoa vai se contaminar com o coronavírus”.

Paula dá algumas orientações:

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– Ao voltar da rua, busque ir direto para o banho. Não se esqueça de colocar toda a roupa que estava usando para lavar.
– Ao lavar os cabelos, deixe o xampu agir por, no mínimo, 30 segundos. Na hora do enxágue, procure inclinar a cabeça para trás ou para frente, evitando que o xampu entre em contato com seu rosto.
– Para pessoas com cabelos compridos, o ideal é prender os fios ao sair na rua, diminuindo a superfície que pode ser contaminada. Mesmo com os fios presos, é imprescindível lavar os cabelos.
– Caso seja extremamente necessário que você saia várias vezes no mesmo dia, o recomendado é tomar banho e lavar os cabelos em todas as vezes que retornar para casa, evitando o contato com objetos da residência antes do banho.

Pele

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Ainda não há confirmações de estudos médicos que comprovem a contaminação por feridas na pele. Isso porque a Covid-19 é uma doença nova, então o seu comportamento e as diferentes formas de contaminação ainda estão em fase de descoberta.

“Pesquisadores chineses descobriram e sequenciaram o genoma do vírus, identificando que o principal receptor do nosso corpo que permite a entrada no vírus no organismo é o receptor ACE II. Esse receptor está presente na mucosa oral, nasal e ocular e nas camadas mais profundas da pele”, comenta a especialista. Quando a pele está se regenerando de uma ferida, por exemplo, fica “mais fácil” de chegar a essa camada, explica a médica.

Por isso, mesmo que não haja relatos de contaminação dessa forma, as feridas na pele podem ser uma via de contágio. “É melhor que as feridas sejam protegidas quando houver exposição, descartando o risco de transmissão”, aconselha.

Unhas

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Assim como os cabelos, as unhas também podem carregar o vírus. A principal medida que as autoridades mundiais de saúde estão orientando para evitar a contaminação da Covid-19 é lavar as mãos por, pelo menos, 20 segundos. “A atenção ao lavar as unhas é fundamental para garantir que o vírus não permaneça na região, e unhas compridas podem dificultar a limpeza total, por isso a recomendação é mantê-las curtas nesse momento”, ressalta Paula.

Sobre retirar as cutículas, a especialista afirma: “é um procedimento desnecessário e prejudicial à saúde das unhas”. Além disso, ela lembra ainda que como pode causar feridas na pele, torna-se um meio de contágio do coronavírus, mesmo que ainda não haja relatos de contaminação dessa forma.

Fonte: Libbs Farmacêutica

Novo coronavírus é capaz de infectar neurônios humanos

Karina Toledo | Agência Fapesp

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos.

A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da Covid-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas. Nos próximos dias, a equipe pretende investigar de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito de um projeto aprovado pela Fapesp na chamada “Suplementos de Rápida Implementação contra Covid-19”, como parte da força-tarefa criada pela Unicamp (leia mais aqui).

“Vamos comparar as proteínas e demais metabólitos presentes nas culturas celulares antes e após a infecção. A ideia é observar como o padrão das moléculas muda e, com base nessa informação, tentar contar a história de como o vírus atua no sistema nervoso central”, explica Martins-de-Souza à Agência Fapesp.

No experimento, realizado pela pós-doutoranda Fernanda Crunfli, foram usados uma linhagem celular cerebral humana e também neurônios humanos obtidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês).

O método consiste, inicialmente, em reprogramar células adultas – que podem ser provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso – para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias. Esta primeira parte foi realizada no laboratório do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stevens Rehen, no Instituto DOR de Pesquisa e Ensino. Em seguida, o time de Martins-de-Souza induziu, por meio de estímulos químicos, as células IPS a se diferenciarem em células-tronco neurais – um tipo de célula progenitora que pode dar origem a diversas células do cérebro, como neurônios, astrócitos e oligodendrócitos.

“Também estamos começando testes com astrócitos humanos e, em breve, saberemos se o vírus infecta essas células, que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são as mais abundantes do sistema nervoso central”, conta Martins-de-Souza.

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Testes estão sendo feitos em cultura de células por pesquisadores da Unicamp para investigar como a infecção muda o padrão de proteínas e outros metabólitos presentes nas amostras (imagem: neurônios derivados de células-tronco neurais / Giuliana S. Zuccoli)

Efeitos no cérebro

Como explica Martins-de Souza, estudos feitos em outros países sugerem que o SARS-CoV-2 tem tropismo pelo sistema nervoso central, ou seja, uma certa propensão a infectar as células nervosas. “Mas ainda não sabemos se o vírus realmente consegue atravessar a barreira hematoencefálica [estrutura que protege o cérebro de substâncias tóxicas e patógenos presentes na circulação sanguínea] e, caso consiga, que tipo de impacto pode causar no tecido nervoso. Tentaremos buscar pistas que ajudem a elucidar essas dúvidas”, diz o pesquisador.

Os experimentos in vitro com isolados virais estão sendo feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do Instituto de Biologia da Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (em uma escala que vai até 4) e é coordenado pelo pesquisador José Luiz Proença Módena.

Participam dos testes os pós-graduandos Gabriela Fabiano de Souza e Stéfanie Primon Muraro, orientandas de Módena, e Ana Campos Codo e Gustavo Gastão Davanzo, sob a orientação do professor Pedro Moraes Vieira.

Os testes de metabolômica e proteômica serão conduzidos no Laboratório de Neuroproteômica, coordenado por Martins-de-Souza, pelos pós-doutorandos Victor Corasolla Carregari e Pedro Henrique Vendramini. Para isso, será usado um espectrômetro de massas, equipamento capaz de discriminar diferentes substâncias presentes em uma solução com base no peso molecular de cada uma.

“Além de investigar se a quantidade de uma determinada proteína na amostra aumenta ou diminui após a infecção, também pretendemos avaliar como está o nível de fosforilação e de glicosilação das moléculas. Esses dois mecanismos bioquímicos são usados pela célula para ativar ou desativar rapidamente a função desempenhada pelas proteínas. Isso nos dará pistas sobre as vias metabólicas que são alteradas nos neurônios em resposta ao novo coronavírus”, conta Martins-de-Souza.

Manifestações neurológicas

Em um vídeo divulgado no site da Unicamp, o neurologista Li Li Min comenta as manifestações neurológicas já observadas em pacientes com Covid-19, entre elas perda de olfato e paladar, confusão mental, derrame e dor muscular (sem relação com alguma lesão no músculo).

Segundo o pesquisador, estima-se que até 30% dos infectados pelo novo coronavírus possam apresentar algum sintoma neurológico. Min é coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiado pela Fapesp.

Empresa cria primeiro antisséptico brasileiro sem álcool para mãos

Desenvolvida pela Aya-Tech, linha GY combate bactérias, fungos e vírus em hospitais e ambientes corporativos e domésticos

A Aya-Tech, empresa brasileira de alta tecnologia em P&D para saúde, anuncia o lançamento da linha de antissépticos GY sem álcool para higienização das mãos contra bactérias, fungos e vírus – agentes causadores de várias doenças, entre elas a Covid-19.

O segredo está na fórmula, desenvolvida pela engenheira química Fernanda Checchinato, CEO da Aya Tech e Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina e por Lyon, na França.

O GY Antisséptico Spray traz em sua composição óleo essencial de melaleuca, poderoso antisséptico extraído de folhas da árvore australiana tea tree (ou árvore do chá) com propriedades anti-inflamatórias, antifúngicas e cicatrizantes e eficiência comprovada contra bactérias e vírus*, e clorexidina, substância amplamente utilizada em hospitais e no meio médico como excelente antisséptico que mata bactérias e vírus*, entre eles o Influenza A, H1N1, herpes, adenovirus e coronavírus*, entre outros.

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Com ativos vegetais – e sem parabenos, sulfatos ou ftalatos (compostos químicos que limpam, mas agridem a pele e estão relacionados a uma ampla gama de problemas adversos à saúde, incluindo danos ao fígado, rins e pulmão) -, o GY Antisséptico Spray desinfeta, hidrata e refresca a pele. Basta borrifar uma pequena quantidade do produto nas mãos e espalhar bem até total absorção.

O GY Antisséptico Gel é também facilmente aplicado e absorvido pela pele, contendo as mesmas propriedades hidratantes, desinfetantes, antibacterianas, antifúngicas e antivirais da versão spray. A única diferença é que, além do óleo de melaleuca e ingredientes de origem vegetal, o GY Gel tem como princípio ativo o dihidrocloreto de octenidina, um potente antibacteriano de amplo espectro muito utilizado em procedimentos médicos, inclusive em neonatos, para combate a bactérias gram-positivas e gram-negativas.

Uso corporativo e doméstico

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A linha GY de antissépticos sem álcool é única no Brasil. Além de promover total assepsia das mãos, não resseca a pele, é dermatologicamente testada e chega ao mercado em embalagens spray de 60 ml, com durabilidade de ação de até seis horas, e frascos de 60 e 100 gramas para a versão gel.

Pela facilidade de uso e manuseio, tanto o gel quanto o spray são perfeitos para carregar na bolsa ou na mochila ou ainda para oferecer aos clientes para higienizar e hidratar as mãos em pequenos comércios e espaços fechados, como açougues, padarias, armarinhos de bairro e até mesmo em meios de transporte via aplicativos. A comercialização é em nível nacional e os produtos podem ser encontrados em farmácias, supermercados e nos e-commerce da Amazon e das lojas Americanas.

Já para o mercado corporativo, a Aya-Tech oferece a linha GY de antissépticos sem álcool em versão galão. A produção é sob consulta e sob demanda, para uso exclusivo em dispensers em locais de grande circulação de pessoas, clientes e funcionários, a exemplo de indústrias, condomínios, postos de gasolina, hipermercados, hospitais, clínicas, unidades básicas de saúde, hotéis, shoppings, instituições de ensino e repartições públicas, além de atacadistas e grandes mercados e varejistas.

Manter as mãos limpas e higienizadas é uma importante forma de prevenção contra diversos tipos de doenças, principalmente as infectocontagiosas. É uma das recomendações mais veementes para prevenção e controle da Covid-19 e prática a ser adotada irrestritamente durante e pós pandemia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o simples ato de lavar e desinfetar as mãos pode reduzir em até 40% o risco de inúmeras outras patologias, como infecções, diarreias, resfriados e conjuntivite, entre outras.

Informações: Aya-Tech

*De acordo com literatura e artigos científicos da área médica

Luvas descartáveis dão sensação enganosa de segurança

Nos supermercados, na feira semanal, na vida cotidiana: cada vez mais pessoas são vistas não apenas com máscaras faciais, mas também com luvas descartáveis para se protegerem do coronavírus Sars-Cov-2. Há semanas que as luvas estão esgotadas em muitas farmácias em todo o mundo.

O uso de luvas descartáveis é uma ideia óbvia, afinal, a infecção pelo coronavírus é causada por gotículas, por exemplo, através da tosse ou espirro, mas também pelo tato: quando se toca em alguma coisa, os patógenos passam para as mãos. Tocando o rosto, olhos, nariz ou boca com as mãos, o vírus acaba entrando no corpo.

Embora luvas descartáveis sejam usadas em consultórios médicos ou por paramédicos, ela protegem as mãos apenas de contaminação grosseira, como sangue ou outros fluidos corporais.

Elas só conseguem proteger da contaminação por bactérias e vírus por um período muito curto. Pois o material usado nas luvas descartáveis é poroso, e quanto mais elas são usadas, mais facilmente os patógenos podem penetrar por meio da membrana supostamente protetora.

Essa é uma das razões pelas quais uma equipe médica limpa e desinfeta as mãos cuidadosamente após o uso de luvas descartáveis. Elas não substituem, de forma alguma, essas simples regras de higiene.

Luvas descartáveis só protegem contra vírus e bactérias por muito pouco tempo

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Envato

Luvas de uso único feitas de vinil, látex ou nitrila transmitem uma sensação de esterilidade, mas essa sensação de segurança é enganosa. Embora muitas pessoas acabem tomando mais cuidado para não tocar no rosto quando usam luvas descartáveis, isso acontece acidentalmente com frequência.

Luvas descartáveis podem até aumentar o risco de uma infecção, pois a pele começa a suar muito rapidamente sob as luvas. E o clima quente e úmido é o ambiente ideal para bactérias e vírus de todos os tipos.

O pneumologista Jens Mathews descreve as luvas descartáveis como “espalhadoras” do coronavírus. Além de não oferecerem proteção, são contraproducentes, explica. Em muito pouco tempo, uma luva descartável usada tem muito mais bactérias em sua superfície do que uma mão recém-lavada, diz o médico.

Já há anos o médico Ojan Assadian, presidente da Sociedade Austríaca de Higiene Hospitalar, adverte contra o uso incorreto de luvas descartáveis. “Eu não recomendaria, de forma alguma, que pessoas sem treinamento médico usassem luvas descartáveis no dia a dia”, afirma.

“É preciso certo nível de conhecimento e prática para retirá-las de tal maneira que os microrganismos coletados permaneçam em suas superfícies e os usuários das luvas não os espalhem pelas mãos, pulsos ou mangas da camisa ao tirá-las”, explica o infectologista em entrevista ao site pflege-online.de.

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Quem quer proteger a si e aos outros do coronavírus pode, portanto, se ater às medidas de proteção e higiene e deixar as luvas descartáveis de lado. Quem mesmo assim preferir utilizar luvas de uso único deve ao menos descartá-las corretamente após o uso e não – como infelizmente é observado com frequência no momento – simplesmente jogá-las fora.

Jogar luvas descartáveis usadas na rua ou em espaço público ou “esquecê-las” em carrinhos de compras é um comportamento negligente e antissocial. Como as máscaras de proteção, elas devem ser descartadas em saco fechado no lixo não reciclável.

Fonte: Climatempo

Mahogany lança linha de sabonete antisséptico

Produto é direcionado para a higienização das mãos e evita a proliferação de doenças

Sentir-se protegido é vital, principalmente quando vivemos um contexto de inseguranças por conta da pandemia da Covid-19. Reconhecendo essa importância, a Mahogany , marca especializada em produzir e comercializar a mais completa linha de cosméticos de alto padrão do país, anuncia o lançamento do Sabonete Líquido Antisséptico Bacter Redux.

Elaborado com fórmula de óleo de melaleuca e extratos botânicos especiais, junto a combinação de alecrim, arnica, camomila, castanha-da-índia, confrei, capsicum e aloe vera, o produto age efetivamente na inibição da proliferação dos principais microrganismos causadores de doenças, sendo altamente indicado para todas as pessoas e, principalmente, os profissionais da área da saúde.

A embalagem de 400 ml faz parte da nova linha Vital, que já conta com o gel antisséptico hidratante nas opções de 125 gramas e 290 gramas. O novo item, já está disponível e pode ser adquirido pelo e-commerce da marca.

Além do sabonete, a empresa pretende ampliar a linha com outros itens. “Devido à grande demanda na busca de produtos antissépticos, por conta da propagação do coronavírus, sentimos a necessidade de produzir uma linha que suprisse a necessidade do mercado e que, ao mesmo tempo, traga a qualidade que tanto preservamos em nossos produtos”, afirma Brian Drummond, Gerente de Marketing da Mahogany.

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Sabonete Líquido Antisséptico Bacter Redux 400ml: Preço R$ 39,90

Informações: Mahogany

Coronavírus e os objetos do dia a dia: saiba como se prevenir do contágio

Especialista Anhanguera de Guarulhos aponta quais são os objetos extremamente suscetíveis para disseminação da Covid-19 e como fazer para diminuir as chances de contaminação

De repente, tudo em nossa volta se tornou uma ameaça. Não é exagero pensar que estamos vivendo num ambiente atual completamente hostil, já que o coronavírus (Covid-19) tem um poder de disseminação altíssimo e a capacidade de ser levado para os quatro cantos de uma localidade em qualquer tipo de objeto. Por isso, em tempos de quarentena, sair de casa se tornou algo tão arriscado: voltar ao ambiente doméstico portando objetos pessoais contaminados pelo vírus é extremamente fácil de acontecer.

O professor do curso de Biomedicina da Anhanguera Guarulhos, Sergio de Mendonça, explica que o vírus não tem a capacidade de se replicar em contato com objetos, mas alerta. “Ele pode sobreviver por dias nesses locais e objetos e quando encontra uma célula animal (humana) começa a se replicar. O vírus é transmitido pelas gotículas respiratórias, mas acaba se fixando em objetos. Por isso, a transmissão comunitária não é apenas de pessoa para pessoa, mas também de pessoa e objeto contaminado”, ressalta.

bolsa aberta

E que fique bem claro: os nossos pertences pessoais são prato cheio para o Covid-19. “Roupas, bolsas, chaves, sapatos e celulares. Todos têm extrema propensão de fixar o vírus. Uma chave por exemplo pode cair no chão, o celular está em contato direto com a boca ou a mão e a bolsa pode ser colocada em qualquer canto, em cadeiras e no chão contaminado”, exemplifica o biólogo.

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Foto: Nuzree/Pixabay

A dica para resolver a situação é muito simples, mas poucos, segundo a especialista, fazem com eficiência. “O ideal é chegar em casa, tirar a roupa do corpo e colocar dentro de uma sacola ou direto para lavar. Já os sapatos, é possível colocar a sola numa solução diluída de água com hipoclorito de sódio (água sanitária) num pano embebido e deixar para fora de casa”, comenta.

smartphone limpeza celular

Para aqueles objetos que inevitavelmente vão para dentro do lar como embalagens de supermercados, chaves ou celulares, o álcool 70% é extremamente eficiente, mas aqui vai uma dica. “Não adianta só passar ou borrifar o álcool. O ideal é pegar um pano limpo e friccionar nos objetos para que a limpeza seja de fato eficiente”, pontua.

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Outra dica está ligada à importância da água e sabão para a limpeza das mãos. De acordo com o coordenador, muitos estão apenas usando o álcool gel ou álcool líquido, o que pode gerar uma limpeza que não atinge os 100% de eficácia. “O álcool gel não tem a capacidade de tirar a gordura que está em nossa mão. Ele pode até reduzir o número de vírus, mas não exterminar completamente”.

Fonte: Anhanguera

A importância de manter secador e chapinha higienizados

Confira as dicas da Lion para a limpeza de equipamentos e prevenção da doença

O coronavírus pode estar em qualquer lugar. Para garantir que procedimentos tão rotineiros não se tornem situações de risco, é preciso redobrar os cuidados com a higiene. Por isso, também é importante manter os secadores e pranchas sempre limpos. Confira o passo a passo que explica como limpar corretamente e garantir uma maior durabilidade dos aparelhos.

Secador:

1º passo: com o aparelho desligado e frio, retire a tampa traseira.

Foto: @paulopereiraox

2° passo: use uma escova de dentes para retirar os resíduos da tela traseira e grade frontal.

3° passo: aproveite para limpar a parte de fora do secador. Para higienização das partes externas como bico e corpo do aparelho, utilize um pano limpo, levemente úmido com álcool 70%. Dessa forma, além de retirar as bactérias e vírus, todas as demais substâncias e produtos de cabelo também irão embora.

Chapinhas

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Assim como o secador, pode-se utilizar o álcool 70% na parte externa. O ritual é simples: basta passar um pano limpo e levemente úmido com a solução em álcool, sempre com o aparelho desligado, frio e fora da tomada.

Fonte: Lion

Como a história ensina a lidar com pandemias

Especialista conta como Gripe Espanhola matou dezenas de milhões com desinformação e transmissão acelerada

O componente de História nas escolas, além de outros benefícios, tem como objetivo ensinar erros cometidos no passado para que a sociedade saiba como evitar que se repitam. Olhando para as grandes pandemias que já assolaram o mundo, uma que se assemelha bastante à atual crise do novo coronavírus (Covid-19) foi a Gripe Espanhola.

“Com os primeiros casos aparecendo no primeiro semestre de 1918, a Gripe Espanhola surgiu quando o mundo experimentava a Grande Guerra”, conta o coordenador da assessoria de História, Filosofia e Sociologia do Sistema Positivo de Ensino, Norton Frehse Nicolazzi Junior. “Ela acabou sendo chamada de espanhola, cogita-se, pelo fato da Espanha ser um país neutro na Guerra. Nenhum país naquele momento ia se responsabilizar por disseminar aquele vírus de mortandade tão grande”, explica.

Como o Brasil também participou da guerra, o professor lembra que os primeiros brasileiros infectados foram membros de uma frota brasileira contaminada na costa do mediterrâneo. “Segundo os registros, aproximadamente 1.200 homens estavam nos seis navios da frota brasileira, mil caíram doentes e 156 morreram alguns dias depois”, relata o professor.

Mas a chegada do vírus se deu em meados do mês de setembro de 1918, com a vinda, ao Rio de Janeiro, de um navio britânico com aproximadamente 200 tripulantes doentes e outros infectados aparentemente saudáveis. A partir desse momento, esses marinheiros se misturaram com a população e acabaram transmitindo o vírus, causando um contágio em progressão geométrica”, descreve Nicolazzi. A situação ficou tão precária no país que o presidente da República no momento, Rodrigues Alves, morreu em 1919, em decorrência da pandemia.

1918-1919. An epidemic of "Spanish Flu" spread around the world
Vírus da Gripe Espanhola se espalhou rapidamente e atingiu diversas capitais brasileiras – créditos: Dario Studios / Depositphotos

Aprendizados e lições

O especialista conta que as medidas de fechamento de fronteira e isolamento são lições aprendidas com a Gripe Espanhola e, anteriormente, com a Peste Bubônica. “Esse isolamento se mostra necessário se pensarmos na analogia histórica. No caso da Gripe Espanhola, a fronteira aberta permitiu que o vírus chegasse e rapidamente se espalhasse por diversas capitais brasileiras”, relata Nicolazzi. “No espaço de um mês, em capitais mais afastadas do litoral, tínhamos cerca de 20 óbitos por dia. Se houvesse um fechamento de fronteiras e isolamento, esse número certamente seria menor”.

Outro aprendizado é o fato de que uma pandemia não faz distinção entre credo, raça ou classe social. “O alcance do vírus ao presidente, com o fato do Rio de Janeiro ser a capital federal naquela época, nos leva a concluir que realmente não havia ninguém imune. A peste também mostrou isso na Europa, dos mais pobres ao grandes lordes, todos estavam sujeitos a serem infectados pelo vírus. Só o fato do presidente estar morando e convivendo no Rio de Janeiro fez com que ele estivesse suscetível ao contágio, como de fato aconteceu”, evidencia o professor.

Globalização e desinformação

“Ainda não temos condições de mensurar ou comparar a atual epidemia com as anteriores, mas essa expansão, da maneira como ela ocorre, é fruto do próprio processo de progresso técnico, de progresso econômico e da ideia de uma globalização de trânsito”, diz Nicolazzi. “As pessoas em trânsito favoreceram a disseminação da Peste no final do período medieval e a disseminação da Gripe Espanhola no início do século XX, com navios circulando o mundo inteiro em função da guerra. Isso tudo favoreceu muito a propagação das doenças, assim como hoje o vírus facilmente acessa o mundo todo”.

Quanto à desinformação notada nos dias atuais, o professor conta que décadas atrás era muito pior. “As principais potências envolvidas na guerra esconderam os casos de Gripe Espanhola para não transmitir fraqueza durante o confronto. As pessoas achavam que não seriam contaminadas até o momento em que elas começam a ver os seus próximos adoecerem e morrerem em questões de poucos dias”, expõe.

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Material didático aborda epidemias, pandemias e endemias históricas créditos: Livro didático Sistema Positivo de Ensino

“As pessoas, de certa forma, buscam um conforto numa informação. Então, a não aceitação da gravidade do problema no primeiro momento faz parte da própria dinâmica das pessoas de tentarem de alguma forma se protegerem. Em 1918, eles acabavam acreditando em qualquer coisa. O povo depositava suas esperanças em purgantes preparados à base de alfazema, de limão, cebola, vinho do Porto, cachaça, enfim, qualquer coisa que pudesse lhes dar um certo conforto. No Rio de Janeiro, tinha até distribuição de canja de galinha como a salvação contra a Gripe Espanhola. E nada disso, obviamente, surtiu efeito”, esclarece Nicolazzi.

Fonte: Sistema Positivo de Ensino

Coronavírus: como reforçar o sistema imunológico para dificultar contaminação*

O coronavírus chegou ao Brasil e colocou governos e órgãos de saúde em alerta máximo. A propagação do covid-19, como vimos na China, é rápida e requer uma série de cuidados. A chave para a proteção não está somente em ter um ambiente esterilizado. É preciso que tenhamos cuidados diários para o fortalecimento do sistema imunológico, pois é ele o responsável por proteger nosso organismo e responder a ataques provocados por vírus e bactérias. E isso passa, necessariamente, pelo delicado equilíbrio entre o corpo e a mente.

O surgimento do novo vírus e a pandemia que enfrentamos hoje decorrem de um grande desequilíbrio ambiental, que permitiu a sua multiplicação em um ambiente lotado de pessoas com sistemas imunológicos debilitados ou incapazes de conhecerem esta classe de micro-organismos como sendo de alto risco.

Por isso, ações preventivas são a resposta para minimizar esses fatores. O melhor a fazer é reforçar as defesas do nosso organismo para tentar barrar as ameaças externas. Nos seres humanos, as baixas atividades imunológicas ocorrem quando há desequilíbrios fisiológicos e emocionais.

Neste processo de proteção, tudo começa na comida, já que o intestino representa 90% em um processo imune. Por isso, é necessário cuidar da qualidade dos alimentos que colocamos na nossa mesa e manter em equilíbrio as emoções e pensamentos. Esta, certamente, é a parte mais difícil.

Evitar alimentos industrializados e fontes de carboidratos simples, como açúcar refinado e os sucos industrializados compostos por néctar, e investir na reconstituição da microbiologia, são imprescindíveis, pois mais de 50% das pessoas estão com alguma deficiência em relação aos bacilos que formam e promovem a microbiota intestinal. Nesse sentido, alguns alimentos são indispensáveis: inhame, rabanete, nabo, couve, brócolis e vegetais escuros. Frutas cítricas, como limão e laranja, tomate e linhaça, são outros itens que não podem faltar na mesa durante o processo de fortalecimento da imunidade.

É possível, ainda, lançar mão dos complementos alimentares, como ômega-3, lactobacilos e fibras alimentares. Seja em cápsulas ou na forma de chás, a cúrcuma, a maca peruana, a equinácea, o ginseng, o gingko biloba, astragalus, anis estrelado e a erva-moura também são aliados de peso na construção da saúde.

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Outro passo importante é controlar o estresse, pois um dos hormônios liberado nestas condições é o cortisol, que, em desequilíbrio, interfere na qualidade do sono, o que resultará na predisposição a contaminações. Sabemos que, em tempos modernos, é difícil se manter livre do estresse e até mesmo desfrutar de uma boa noite de sono, mas estes são fatores preponderantes para que o nosso organismo esteja forte. Um caminho para quem precisa atingir esse estágio é a prática diária de atividade física. Além de preparar o corpo, a liberação de endorfina ajuda a combater o estresse e a melhorar a qualidade do sono. Tudo está interligado.

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Depois desses cuidados, entram em cena as dicas referentes ao ambiente. Deve-se tanto higienizar constantemente as mãos e evitar ambientes abafados quanto evitar pessoas, relacionamentos e ambientes emocionalmente “tóxicos”. Outro fator importante é evitar a contaminação eletromagnética, mantendo o celular longe do corpo sempre que possível e, à noite, fora do quarto.

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A exposição (com proteção) ao sol e a ambientes naturais é tão vital quanto selecionarmos melhor as informações e programas que assistimos, além das músicas que ouvimos. A boa noite de sono, cada vez mais rara, tem valor fundamental para o nosso equilíbrio. No mais, procure manter a mente em constante funcionamento, seja estudando idiomas, culturas ou tocando algum instrumento musical. E tente, sempre que possível, trabalhar menos e viajar mais. Sempre que possível, claro.

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*Fernando Facini é terapeuta quântico, especialista em saúde integral, diretor de prevenção a doenças no Instituto Mispá, bacharel em Educação Física pela PUC de Campinas.