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Deficiência de vitamina D aumenta risco de desenvolver forma mais grave de Covid-19

Probabilidade de estágios graves da doença foi 5 vezes maior em pacientes com deficiência

Às vésperas de completar dois anos, a síndrome respiratória coronavírus 2 (Sars-CoV-2) que afetou o mundo ainda levanta algumas questões na comunidade científica. Uma das mais frequentes é o papel da vitamina D na prevenção ou tratamento da Covid-19. Uma meta-análise* realizada por pesquisadores iranianos e divulgada em julho pelo The International Journal of Clinical Practice traz resultados que apontam que sim, pacientes com deficiência de vitamina D apresentam risco maior de desenvolver a doença na forma mais grave.

Embora seja difícil comparar as estatísticas globais dos desfechos da Covid-19, está claro que a taxa de mortalidade é maior em muitos países, como Estados Unidos, Brasil e Índia. Vários fatores estão envolvidos, como idade, qualidade do sistema de saúde, estado geral de saúde, status socioeconômico, etc.

Após meses de investigação sobre a nova doença, vários fatores, como sexo masculino, idade avançada, doenças cardiovasculares, hipertensão, doença pulmonar crônica, obesidade e doença renal crônica, são propostos como de risco para a deterioração dos desfechos dos pacientes com Covid-19.

Curiosamente, uma das condições que levaram à maioria dos fatores de risco considerados é justamente a deficiência de vitamina D. Estudos indicaram que doenças malignas, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares estão significativamente relacionadas a essa carência.

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela OMS ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com Sars-CoV-2 aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Outras doenças

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Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados com Sars-CoV-2 sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Assim, pode-se concluir que pacientes com níveis mais baixos ou com deficiência de vitamina D apresentam maior risco de desenvolver a doença na forma grave. E embora os estudos relatem essa deficiência como um dos fatores críticos nos desfechos clínicos de pacientes com Covid-19, parece que ela também pode estar fortemente relacionada a fatores de riscos básicos subjacentes e doenças em tais pacientes. Hipertensão, doenças cardiovasculares, doença renal crônica, diabetes, obesidade e doenças respiratórias foram as comorbidades mais frequentes encontradas em pessoas com Covid-19.

Foto: Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Baixos níveis de vitamina D

A primeira busca em bancos de dados para a realização do estudo resultou em 1.382 artigos. Após exclusão de documentos duplicados e triagem da primeira etapa com base no título e resumo, 121 artigos foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 23 artigos, que somavam 11.901 participantes, foram inseridos na meta-análise.

A maioria dos estudos epidemiológicos utilizados relatava um risco maior de desenvolver a infecção para estágios graves e morte em pacientes com baixos níveis de vitamina D. Além disso, as intervenções clínicas com vitamina D demonstraram um risco significativamente reduzido de infecção do trato respiratório, proposto como uma abordagem profilática ou de tratamento pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda em 2017.

O resultado do estudo indicou que as chances de infecção com o novo coronavírus aumentam 3,3 vezes em indivíduos com deficiência de vitamina D. Já a probabilidade de desenvolver estágios graves da doença é 5,1 vezes maior em pacientes com deficiência desta vitamina.

Além disso, foi descoberto que aproximadamente 43% dos pacientes infectados sofriam de deficiência de vitamina D, que também era insuficiente em cerca de 42% deles. No entanto, a deficiência de vitamina D não afetou substancialmente as taxas de mortalidade em tais pacientes.

Outras doenças

“De acordo com os resultados mencionados pelo estudo, é plausível que tanto a deficiência de vitamina D quanto as doenças de base, como hipertensão, doenças cardiovasculares e renais crônica, diabetes, obesidade e patologias respiratórias possam piorar o estado desses pacientes mais do que de outros”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Ele completa: “Outro papel potencial da vitamina D, segundo o estudo, é reduzir a inflamação induzida após a infecção pelo Sars-CoV-2, suprimindo citocinas inflamatórias e reduzindo a infiltração de leucócitos. Além disso, de acordo com as evidências disponíveis para infecções e malignidades, a vitamina D pode aumentar a resposta sorológica e o desempenho dos linfócitos T CD8+, ou seja, da proteção imunológica, contra a Covid-19”.

Os pesquisadores, no entanto, afirmam que outros grandes ensaios clínicos após uma meta-análise abrangente devem ser levados em consideração para se obter resultados mais confiáveis.

“É preciso deixar claro que mesmo após o estudo mostrar que a vitamina D pode ser uma aliada contra a Covid-19, sua suplementação deve feita com recomendação médica”, finaliza o especialista.

Dia Mundial da Osteoporose: dicas para um futuro sem a doença

SBGG reforça a necessidade de conscientização e destaca a importância da prevenção à esta patologia que afeta cerca de 15 milhões de brasileiros

Hoje, 20 de outubro, marca o dia de conscientização sobre uma doença que afeta grande parte da população idosa: a osteoporose. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) reforça a importância desta campanha e alerta para a prevenção, diagnóstico e tratamento desta patologia que pode trazer muitas consequências negativas para a saúde daqueles com mais de 60 anos.

A osteoporose é uma enfermidade caracterizada pela redução da qualidade e da densidade mineral óssea, causando predisposição à fragilidade dos ossos e risco aumentado de fraturas. Cerca de 15 milhões de pessoas convivem com a doença no Brasil atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde. Estima-se que a cada três segundos ocorra uma fratura osteoporótica em algum lugar do planeta. São aproximadamente nove milhões de fraturas, anualmente, em todo o mundo, sendo a maior parte destas, na população idosa. A incidência de fraturas aumenta exponencialmente nas idades mais avançadas.

“Existem muitos fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver osteoporose, sendo dois dos mais significativos o sexo e a idade. Mulheres com mais de 50 anos ou na pós-menopausa têm maior risco. Isso porque elas sofrem rápida perda óssea nos primeiros dez anos após a menopausa, devido à redução dos níveis de estrogênio, hormônio que protege contra a perda óssea excessiva”, explica a geriatra Ana Cristina Canêdo, que compõe a atual Diretoria da SBGG, e é coordenadora do Programa de Residência médica em Geriatria do Núcleo de Atenção ao Idoso, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A osteoporose também afeta os homens e pode ser ainda mais fatal para eles. “Espera-se que cerca de 80 mil homens fraturem o quadril anualmente. Além disso, eles têm maior probabilidade de morrer um ano após a fratura do quadril. A osteoporose pode ocorrer em pessoas de todas as raças e etnias. Em geral, no entanto, brancos e asiáticos possuem maior risco”, pontua.

Ela explica que a patologia possui um forte componente genético, sendo considerada uma doença poligênica. Isto significa que o histórico familiar está muito relacionado ao risco de ter a doença. Por isso, é preciso dar atenção aos sinais. Ter pais ou avós com indícios de osteoporose, como fratura no quadril após uma pequena queda, está associado a um risco maior de desenvolver a osteoporose.

Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Ana Canêdo esclarece que, entre estas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. “Um quarto dos pacientes que sofrem esta fratura morrem dentro de seis meses e os que sobrevivem apresentam uma redução importante da qualidade de vida e independência”.

Doença silenciosa

A osteoporose é uma doença silenciosa, raramente apresenta sintomas antes que chegue a um estágio mais grave, isto é, uma fratura óssea. O ideal é que sejam feitos exames preventivos periódicos para ela ser diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. O principal deles para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea (DMO).

“O exame está indicado para todas as mulheres a partir de 65 anos e homens com 70 anos ou mais. Além disso, as mulheres com menos de 65 anos na pós menopausa e os homens com mais de 50 anos, que possuam fatores de risco, também devem realizar a DMO para confirmar a presença da osteoporose”, afirma Ana Cristina.

Prevenção

De acordo com a especialista, para um futuro sem osteoporose ou fraturas, deve-se investir em prevenção ao longo da vida. As principais recomendações são exercitar-se regularmente, incluindo exercícios de fortalecimento muscular e treinamento de equilíbrio. Garantir uma nutrição rica em cálcio e proteínas – principais nutrientes para a saúde óssea, e buscar níveis suficientes de vitamina D, que podem ser obtidos pela exposição à luz solar em horários seguros, ou através da suplementação sob prescrição médica. Além disso, evitar hábitos prejudiciais, como tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas, são estratégias importantes para a prevenção.

Tratamento

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O tratamento da osteoporose envolve o uso de medicamentos que diminuem ou mesmo interrompem a perda de massa óssea, tendo como principal objetivo a redução do risco de fraturas. Há diversas classes de medicamentos que poderão ser utilizadas, porém a seleção do medicamento deverá ser feita pelo médico especialista de acordo com as particularidades de cada paciente. Além disso, são empregadas medidas para diminuir o risco de fraturas, como fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e adaptações para reduzir a ocorrência de quedas.

Fonte: SBGGSociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Hidratação: Avon destaca como preparar a pele para uma make perfeita

Produtos vitaminados que deixam a sua pele visivelmente mais saudável e pronta pra tudo

Uma maquiagem bonita começa com uma pele limpa e bem hidratada, criando a tela perfeita para receber as makes. A preparação vale a pena, pois garante uma maquiagem bem acabada, muito mais bonita e duradoura. Uma boa opção para usar antes da base é o Renew Pro Vita-D, de Avon, que tem como principal ativo a tecnologia Pro Vita-D, capaz de estimular a produção de vitamina D* sem a necessidade de exposição ao sol. Com fórmula gel creme, de leve e rápida absorção, o produto não deixa a pele oleosa, o que é perfeito para a preparação para a maquiagem, além de garantir hidratação por até 72 horas.

“Quando falta vitamina D, é comum que a região do rosto fique com aparência mais opaca e com linhas finas mais perceptíveis, que se acentuam ainda mais depois da aplicação da maquiagem sem uma preparação de pele ideal”, explica a diretora de marketing da categoria de Face e Corpo da Avon Brasil, Luciana Dávila. “A vitamina D, nesse contexto, é essencial para a saúde de todos os tipos de pele e em todas as idades**, pois ajuda a fortalecer sua barreira de hidratação, resultando em mais elasticidade e maciez”, completa.

O Renew Pro Vita-D faz parte de um passo a passo multivitamínico que deixa a pele do rosto revigorada, macia, hidratada e que harmoniza muito bem com a maquiagem. Caso queira optar por um ritual de skincare ainda mais completo na preparação da pele, confira abaixo o passo a passo Renew Vitaminas:

Para limpeza, a Água Micelar Revitalizante com Vitamina B3 e ácido hialurônico purifica, nutre e ajuda a preencher as linhas finas.

A próxima etapa é o Vitamina C Renew Super Concentrado Antioxidante, que garante uma pele radiante com a vitamina C, pura e estabilizada, de 30 laranjas em 1 frasco. O Renew Pro Vita-D vem como a terceira etapa, ajudando a ativar a produção de vitamina D* diária da pele e aumentando a barreira de hidratação da pele.

O preço sugerido para o Renew Pro Vita-D é de R$ 69,90; para o Vitamina C Renew Super Concentrado Antioxidante, R$ 109,90, e para a Água Micelar Revitalizante com Vitamina B e ácido hialurônico, R$ 42,90.

*Ajuda a ativar a vitamina D – uma dose diária é o equivale a 10 min de exposição ao sol, com base em testes em células da pele em um ambiente de laboratório controlado

**Os produtos Renew são testados em peles adultas e passam pelos mais rigorosos testes de qualidade. Aos menores de 18 anos indicamos que procure o seu dermatologista para melhores orientações.

Onde encontrar: os produtos podem ser adquiridos com uma revendedora Avon ou pelo e-commerce.

Informações: SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Risco de infecção por Covid-19 em pacientes com níveis adequados de vitamina D é menor

Pesquisadores utilizaram bancos de dados do sistema público de saúde de Barcelona e da Catalunha avaliando registros de mais de 200 mil pacientes

Uma pesquisa espanhola publicada no Journal of Endocrinological Investigation recentemente apontou que pacientes suplementados com vitamina D apresentaram discreta diminuição do risco de infecção por Covid-19.

Realizado com a população adulta de Barcelona e da Catalunha, o estudo foi feito com base nos bancos de dados do sistema público de saúde das cidades avaliando prontuários e registros de database, abrangendo um total de 201.445 pacientes acima de 18 anos de idade que faziam tratamento com vitamina D.

A amostra substancial traduz o resultado da suplementação rotineira. Ao comparar o subgrupo de pacientes que tinham vitamina D acima de 30 ng/ml com os que não suplementavam e tinham deficiência, foram encontrados ainda melhores desdobramentos nos quadros de Covid-19, com redução do risco de gravidade e mortalidade pela infecção viral.

Os autores alegaram que existem vários mecanismos fisiopatológicos que poderiam explicar os benefícios da vitamina D contra a Covid-19. A forma hormonal dela, o calcitriol, pode proteger contra infecções, além de aumentar a produção de peptídeos antimicrobianos LL-37 – alguns dos principais componentes da imunidade inata.

O médico ginecologista, ex-secretário de saúde Campinas SP e consultor de saúde Odair Albano ressalta que a suplementação deve ser indicada por um médico de acordo com avaliação individual de cada paciente. Ele orienta, no entanto, quais medidas ajudam a aumentar os níveis de vitamina D no organismo.

“A exposição ao sol, diariamente, por pelo menos 15 minutos, entre 10h e 16h, preferencialmente, sem protetor solar, é essencial para síntese na pele da vitamina D. Quando necessário, a suplementação ajuda na reposição nutricional”, afirma Albano.

Vale ressaltar, no entanto, que a suplementação não substitui os outros esforços para lidar com a pandemia, como a adesão à vacinação em seu ciclo completo (com as duas doses), o distanciamento social, o uso de máscaras e medidas sanitárias de higiene.

Suplementação de vitamina D impacta positivamente na prática de atividades físicas

Um estudo realizado por um estudante do curso de Nutrição da Faculdade da Educação e Ciências e Saúde do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), mostrou que a suplementação de vitamina D apresenta impacto positivo na prática de atividades físicas de alto rendimento, nas quais, segundos podem significar a diferença entre o primeiro e segundo lugar em uma competição.

De acordo com o estudo, uma das vantagens da suplementação é o aumento e melhora da potência muscular, que é a capacidade que se tem de produzir força por determinada distância por um intervalo de tempo. O autor do trabalho afirma que, para ajustes e normalização das doses suplementares, dependendo da situação fisiológica e dos fatores ambientais, pode ser necessário uma média de três meses de observação.

Porém, ele lembra que o monitoramento dos níveis séricos da substância e de outros marcadores bioquímicos é essencial para que se determine uma dose adequada a situações e estresses fisiológicos durante os períodos de suplementação. Também é preciso acompanhar a sazonalidade e a latitude, de forma que a manutenção dos níveis assegure os ganhos máximos de saúde e de desempenho físico.

“Embora haja poucos estudos que verifiquem o impacto da vitamina D na composição corporal livre da influência da dieta ou de outros suplementos alimentares, já foram observados efeitos positivos da suplementação deste nutriente sobre o conteúdo de massa muscular e a redução de gordura corporal. Isso já é um dado muito importante, mostrando que a suplementação pode minimizar os riscos de doenças cardiovasculares”, afirma Lúcia Barreira, Gerente Técnica-Científica do Laboratório Gross.

O estudo da UniCeub indicou também que o nível baixo de vitamina D está mais relacionado à diminuição do desempenho do que à suplementação em si, mas a suplementação em níveis abaixo dos recomendados exerce um impacto superior aos que não são suplementados.

Segundo Lucia, do Laboratório Gross, uma forma de garantir a quantidade ideal da vitamina D no organismo é através da sua adequada suplementação. Como exemplo, o Mildê®, que é um suplemento vitamínico com alto teor de vitamina D3 (colecalciferol) em gotas, produzido pelo Laboratório Gross.

“O objetivo da medicação é fazer a manutenção da saúde óssea, do funcionamento muscular e do sistema imune”, explica ela. Mesmo que a intenção não seja praticar esportes de alto rendimento, conforme a executiva explica, esta é uma forma eficaz de melhorar o desempenho durante os exercícios e ainda se proteger de eventuais lesões.

Fonte: Gross

Especialista do Hcor dá dicas para manter a imunidade após onda de frio no Brasil

De boas noites de sono ao equilíbrio na alimentação, conheça hábitos que podem te ajudar a ficar com a saúde em dia

No início de agosto, o Brasil passou por uma onda histórica de frio, com várias cidades batendo recordes de baixas temperaturas, com direito até à neve. Dias depois, os termômetros voltaram a subir. Resultado: muita gente gripada, espirrando, tossindo e com crises de rinite. E esses problemas atingem em especial os mais vulneráveis, como crianças e idosos. O que pode ser perigoso em tempos de pandemia.

Para se manter saudável neste sobe e desce, quente e frio, só mesmo fortalecendo o sistema imunológico, principalmente após ter passado por uma gripe. Assim, o ideal é evitar locais fechados, nos quais o ar não circula. Já em casa, vale deixar os ambientes bem ventilados e sempre lavar as mãos ao chegar da rua, hábito que se intensificou na pandemia e que veio para ficar.

A seguir, listamos algumas dicas simples, mas que fazem a diferença quando se fala em incrementar o sistema imunológico, orientadas pelo líder médico da Infectologia do Hcor, Guilherme Furtado:

=Umidifique o ambiente: isso torna mais difícil para os vírus permanecerem no ar. Mas não exagere, pois muita umidade pode favorecer o surgimento de fungos.

=Durma bem: não dormir o suficiente, assim como ter um sono de má qualidade, pode afetar o sistema imunológico. As citocinas, proteínas liberadas durante o sono, desempenham um papel importante na capacidade do corpo de combater infecções.

pixabay

=Hidrate-se: beber muita água ajuda a eliminar as toxinas do corpo e mantém o muco do trato respiratório mais fluído.

=Adote uma alimentação balanceada: manter uma dieta saudável e equilibrada, rica em alimentos integrais, frutas e vegetais frescos, nozes e sementes é importante para um sistema imunológico saudável o ano inteiro. Uma grande parte do seu sistema imunológico está no trato digestivo, portanto, é essencial manter a flora intestinal saudável e funcionando bem.

Daniel Reche/Pixabay

=Pratique atividades físicas: exercícios leves e regulares são bons tanto para o sistema imunológico quanto para a saúde mental. Atividades físicas aumentam o fluxo sanguíneo fazendo os glóbulos brancos circularem melhor pelo corpo.

=Passe algum tempo ao ar livre: ficar confinado pode ajudar na transmissão de vírus, principalmente os respiratórios. Tome um pouco de ar fresco e reabasteça a reserva de vitamina D com o sol, mesmo que seja na varanda do apartamento ou no quintal de casa.

Foto: SelfSetFreeLiving


=Gerencie o estresse: sim, seu estado de espírito pode afetar a saúde do corpo todo, inclusive a mental. Se você estiver com problemas ou se sentindo deprimido, procure ajuda.

=Evite bebidas alcoólicas e cigarro: fumar pode deprimir o sistema imunológico ao suprimir os anticorpos criados pelo corpo para combater o vírus da gripe. Beber mais do que o limite diário recomendado de álcool pode levar ao ganho de peso, e também prejudica a imunidade. Além disso, o álcool desidrata o corpo e cria um ambiente atraente para os vírus.

Agora, se mesmo assim você ficar gripado e sentindo aqueles sintomas clássicos, como dor de cabeça, coriza e febre, você pode utilizar analgésicos e antitérmicos, para ajudar a reduzir a febre e dores no corpo, além de um descongestionante – para ajudar na coriza e nariz entupido. E, se você ficar constantemente gripado, procure um médico para uma melhor avaliação.

Fonte: HCor

Agosto Dourado: amamentação faz bem ao bebê e à mãe

Segundo médico, aleitamento pode ser alternativa para a suplementação direta de vitamina D em recém-nascidos que amamentam

Agosto Dourado é um mês dedicado à conscientização da população sobre a importância do aleitamento materno para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Esse ato de amor ultrapassa os benefícios do contato mãe e filho e influencia diretamente na saúde do pequeno, fortalecendo a imunidade, combatendo a anemia e reduzindo as taxas de mortalidade infantil. Mas, para que a amamentação ocorra de forma saudável, o médico pediatra Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, selecionou perguntas comuns de consultório para que você entenda mais sobre esse tema que ainda gera muitos questionamentos. Confira:

Foto: Pixabay

Mãe saudável produz mais leite?
Não, ela produz leite de melhor qualidade. Produzir mais leite não é algo bom, o ideal é que produza a quantidade certa. E qual seria esta quantidade? Depende do bebê, do modo como ele interage e mostra a necessidade dele para a mãe. Tanto que mães de gêmeos ou trigêmeos produzem a quantidade certa para eles. A resposta é a interação bebê e mãe, por exemplo, a maneira como ele suga o seio, o número de vezes que procura a mama, esse comportamento irá definir a quantidade certa.

A mãe que amamenta retorna ao peso mais rapidamente?
Verdade, um maior peso é necessário na gestação para mantê-la. Após o parto, a mulher guarda um pouco de gordura como reserva, uma preparação para o período de aleitamento. Assim, toda mãe que tenha tido uma gravidez normal e saudável, após o bebê nascer, ainda tem um pouco de gordura. Deste modo, quando amamenta, tende a usar essa gordura e, assim, volta naturalmente ao peso de antes da gravidez.

Bebê em aleitamento materno exclusivo precisa suplementar vitamina D?
Isso é muito variável e há dois tipos de conduta: a individual, que o pediatra frente a um paciente específico vai decidir de acordo com o estado nutricional de vitamina D da mãe e de uma série de outros aspectos. Se formos seguir indicações em nível populacional, a recomendação atual da Sociedade Brasileira de Pediatria é para que sim, todos os bebês recebam suplementação de vitamina D, o que chamamos de suplementação universal. E isso deve ocorrer até os dois anos de idade.

Deve-se evitar o consumo de álcool e café durante a amamentação?
Recomendamos que a alimentação durante a lactação deva ser normal, mas saudável. Nenhuma pessoa deve consumir muito álcool todos os dias, inclusive uma lactante. Lógico que no período de lactação recomendamos que a mãe não abuse de algumas substâncias, especialmente tabaco, álcool e drogas. Se for consumir álcool, que seja muito pouco, uma dose de vinho, de vez em quando, não fará mal. Assim como café, e ela tomava muito café antes, não deve mais fazer isso. Agora, se for consumido de forma saudável, não há problema. A menos que a mãe perceba que o bebê tem mais cólica e fica irritado quando ela toma café. Nestes casos, deve suspender. Mas é uma situação particular.

Quais benefícios o aleitamento materno pode trazer para a mulher que amamenta?
Esta é uma ótima pergunta, pois sempre falam apenas do bebê. Benefícios para a mãe: a já citada tendência de perder peso rapidamente. A amamentação reduz a incidência de algumas doenças, como câncer de mama e de colo de útero e diabetes. A mulher, quando amamenta libera alguns hormônios que dão uma sensação de bem-estar e colaboram para que ela tenha um bom estado mental durante este período difícil que é a amamentação. Além disso, cria vínculos com o bebê. Há vários outros, mas estes considero os mais importantes.

Foto: Alfonso Cerezo/Pixabay

Quais os benefícios da amamentação para o bebê?
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), da Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Nutrologia, a criança deve ser amamentada exclusivamente até o sexto mês de vida. E esta amamentação pode ser continuada até dois anos ou mais. Então, até os seis meses, a criança deve receber exclusivamente leite materno. A partir do sexto mês, a amamentação não precisa mais ser exclusiva, e se inicia a alimentação complementar. Depois, a criança entra na dieta da família, mas se tiver, por exemplo, um ano e meio, pode continuar a mamar.

Crianças que mamam por mais tempo são mais saudáveis?
Sim, a criança amamentada por mais tempo é mais saudável, tem maior coeficiente de inteligência, menos riscos de obesidade e de doenças crônicas não transmissíveis, falando especialmente sobre o primeiro semestre de vida. O bebê que mama apenas por um mês, tem mais risco de obesidade. O que mama seis meses, tem uma chance maior de ser mais inteligente que um que mamou até os dois meses. Dentro do primeiro semestre, quanto mais tempo a criança for alimentada de forma exclusiva, melhor para ela do ponto de vista de saúde e alimentação. Não sabemos, porém, se uma criança que é amamentada até dois, três anos, terá uma maior saudabilidade. Mas falando do primeiro semestre, sim.

E em quais casos a mulher não pode amamentar?

Na imensa maioria das vezes, não há nenhuma contraindicação para uma mãe amamentar seu bebê, se esse for o seu desejo. As restrições, quando existem, podem ser definitivas ou temporárias. Abaixo, alguns exemplos dados pela Sociedade Brasileira de Pediatria:

=Mulheres infectadas com os vírus HIV (vírus da Aids) ou HTLV (vírus que afeta a imunidade das pessoas) não devem amamentar, pois existe o risco desses vírus serem transmitidos para a criança pelo leite materno.
=Vacinas: somente a de febre amarela, em mães que estejam amamentando crianças abaixo de 6 (seis) meses de vida, tem como recomendação a suspensão do aleitamento materno por 10 (dez) dias.
Remédios: são poucos os medicamentos usados pela mãe que impedem a amamentação, entre eles, por exemplo, os usados na quimioterapia. Mas para a maioria dos remédios, não há problema, mesmo para os antibióticos e os antidepressivos. A mulher deve consultar um profissional de saúde sempre que precisar ser medicada. Dentre as diversas opções para um tratamento, o profissional poderá escolher aquele que seja mais seguro para ser usado durante a amamentação. Às vezes, poderá ser necessário suspender temporariamente o aleitamento durante o tratamento.
Drogas: mães que sejam usuárias regulares de drogas ilícitas (maconha, cocaína, crack, anfetamina, ecstasy e outras) não devem amamentar seus filhos enquanto estiverem fazendo uso dessas substâncias.
Como saber: a recomendação é entrar em contato com o pediatra ou com o banco de leite. Através de sites de pesquisa específicos, embasado em fontes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, pode-se avaliar os riscos, manter, substituir ou suspender o uso dessas drogas. Se o tratamento foi indicado ou suspenso por algum profissional que não conheça a relação de substâncias e medicamentos que passam ou não através do leite materno, sempre converse com seu pediatra.
Riscos: em algumas outras situações (algumas infecções, exame com radiofármacos, consumo eventual de álcool, etc.) é recomendado que se suspenda o aleitamento materno temporariamente, sempre sob a orientação de profissionais de saúde. O tempo sem amamentação varia de acordo com cada situação. A mulher precisa ser orientada como proceder para manter a produção de leite durante o período em que ela não pode amamentar.
Outra forma de amamentar: quando a suspensão da amamentação for transitória, se for possível programar a mulher pode tentar retirar o leite antes da suspensão, para ser oferecido à criança durante o período em que ela não puder amamentar. Esse leite pode ser mantido 12 horas na geladeira e até 15 dias congelado. Enquanto isso, é importante que a mãe continue estimulando a produção do seu leite, com retiradas de leite regulares, nos horários em que a criança costumava mamar. Assim, quando ela puder voltar a amamentar, terá leite suficiente para alimentar o seu filho.

Renew Pro Vita-D Avon é nova solução para revitalizar a pele diariamente

O creme, com textura superleve, ajuda a ativar a dose diária de produção de vitamina D*, conhecida por estimular a nutrição da pele de dentro para fora

Com uma história de pioneirismo, a Avon inova mais uma vez com o lançamento Renew Pro Vita-D que traz ao mercado uma tecnologia de ponta com o poder da Vitamina D. Além de oferecer uma hidratação de 72 horas, o produto é diferente dos outros cosméticos que trazem a vitamina D de forma tópica. Essa nova tecnologia estimula a ativação da Vitamina D*, sem a necessidade de se expor ao sol. Com fórmula leve e de rápida absorção que não deixa a pele oleosa.

A vitamina D é essencial para a saúde da pele em todas as idades, pois ajuda a fortalecer sua barreira de hidratação. Quando falta essa vitamina, a face fica com aparência opaca e linhas finas perceptíveis. O lançamento da Avon ajuda a ativar a Vitamina D em níveis comparados a 10 minutos de exposição solar, realçando a aparência de uma pele mais hidratada e elástica, combatendo os primeiros sinais de envelhecimento, como as linhas finas. Após 1 semana, a nutrição de dentro para fora resulta em uma pele mais sedosa e revigorada*.

“O creme Renew Pro Vita-D é a opção perfeita para consumidores que gostam de experimentar novas fórmulas e texturas, e que se interessam por tecnologia e ação de ingredientes especiais, como vitaminas. É um produto democrático para homens e mulheres a partir dos 20 anos já que todas as idades podem se beneficiar dessa vitamina. A fórmula também é ideal para ser aplicada antes da maquiagem, garantindo a preparação da pele sem deixá-la oleosa”, diz Luciana Dávila, diretora de marketing da categoria de Face e Corpo da Avon Brasil.

Ritual de skincare multivitaminas com Renew

Não é segredo para ninguém que as vitaminas são essenciais para a pele, por isso Luciana também indica o ritual com três passos simples com vitaminas B, C e D para um rosto mais hidratado, jovem e protegido.

Para limpeza, a Água Micelar Revitalizante com Vitamina B e ácido hialurônico purifica, nutre e preenche as linhas finas. A próxima etapa é o Vitamina C Renew Super Concentrado Antioxidante, que garante uma pele radiante com a vitamina C de 30 laranjas em 1 frasco. O Pro Vita-D vem como a terceira etapa, ajudando a ativar a produção de vitamina D* diária da pele, aumentando a barreira de hidratação de dentro para fora.

*Ajuda a ativar a vitamina D – uma dose diária é o equivale a 10 minutos de exposição ao sol, com base em testes em células da pele em um ambiente de laboratório controlado.

Preço sugerido para o Renew Pro Vita-D é de R$ 69,90.

O produto estará disponível para compra no e-commerce da marca e, até o fim de março, por meio de revendedoras Avon.

Informações: SAC 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

O papel da Vitamina D na prevenção de doenças crônicas

Mais de 35% da população brasileira é pré-diabética e essa vitamina é responsável por ativar as chamadas células betapancreáticas responsáveis pela produção da insulina

A Vitamina D é considerada um dos hormônios mais poderosos que nosso corpo produz. Ela é responsável por modular até 3% de todo nosso genoma. Ou seja, como o nosso material genético vai se expressar, além de participar fortemente da chamada homeostase no corpo, que nada mais é do que o equilíbrio do nosso metabolismo.

Existem duas fontes principais de produção desse hormônio no organismo, a primeira é por meio de dieta alimentar, que contribui de 10% a 20%, já os outros 80% a 90% são produzidos endogenamente, via tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta B.

Ela tem importantes ações quanto a algumas doenças crônicas e algumas delas, extremamente comuns, como o diabetes. No Brasil temos mais de 35% da população pré-diabética, algo que é extremamente comum, podendo evoluir para o próprio diabetes. E a Vitamina D tem um papel importante através do aumento do cálcio, que é o de ativar as células do pâncreas, chamadas células betapancreáticas que é quem produz a insulina. Essa produção está intimamente ligada aos níveis da Vitamina D, sendo responsável por retirar o açúcar do sangue e jogá-lo para dentro da célula.

Quando não temos os receptores dessa vitamina adequadamente, aumentamos as interleucinas inflamatórias (tipos de proteína), especialmente a IL6 que é uma interleucina extremamente perigosa chamada ITNF Alfa, considerado fator de necrose tumoral. Elas bloqueiam o que chamamos de glut4 na célula, que é o canal que faz a passagem da glicose para dentro dela. Então a deficiência dos receptores da Vitamina D também prejudicam a entrada da glicose na célula, contribuindo para o diabetes.

Além da diabetes, nós temos a Vitamina D e seu receptor ligados também a proteção de outra doença extremamente comum, a hipertensão. “Existe um sistema chamado renina angiotensina aldosterona, que é um dos principais fatores que modulam a rigidez da parede das artérias, quanto mais rígida, você tem aumento da pressão, quanto mais relaxada, menor a pressão. E a Vitamina D tem um papel fundamental na modulação desse sistema, promovendo um maior relaxamento da parede das artérias, então podemos dizer que ela também está ligada ao controle da pressão arterial”, afirma Fábio Gabas, médico de saúde integrativa, neurocientista e pesquisador.

Outra doença que é intimamente ligada, é o próprio câncer. Estima-se que 50% dos homens terão câncer ao longo da vida e nas mulheres esse valor chega a 42%, sendo um índice alarmante. O câncer está ligado a inflamação, a alimentação, ao enfraquecimento imunológico, a exposição de radiação pelas pessoas, toxinas, deficiência de nutrientes importantes, estresse emocional, além da má qualidade de sono. Não podemos dizer que é uma doença hereditária, raríssimos casos são ligados a genes, a grande maioria é epigenética, ou seja, ligada a essas informações.

Ainda segundo Gabas, não estamos determinados pelos nossos genes, não é porque nossos familiares tiveram que nós teremos, as pessoas possuem a predisposição, mas ela só vai ser ativada se existirem os fatores do meio que irão modular a expressão genética para o desenvolvimento do câncer.

“E a Vitamina D, além de ter um papel imunológico importante, tem também o papel de equilibrar a proliferação celular e a apoptose, que é a chamada morte celular programada. Toda célula do nosso corpo tem o seu ciclo, ela nasce, faz sua função, envelhece e morre. Quando temos uma deficiência no controle dessa apoptose, acaba tendo o aumentando da proliferação celular, a não morte das células que pode contribuir com o desenvolvimento da doença. E a Vitamina D, nós sabemos que ela tem uma ação importante na modulação da apoptose celular e, portanto, tem efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos, dessa forma protegendo o indivíduo contra o câncer”, afirma o médico.

Ele alerta que, além disso, temos a inibição da angiogenese, que é a geração de novos vasos: “Todo câncer tem uma característica, como o metabolismo dele é mais elevado, precisa de mais irrigação sanguínea, cria novos vasos para irrigar aquela região, aquele tumor e a Vitamina D também exerce um efeito inibidor dessa angiogenese. Desta forma, atrapalhando o desenvolvimento dele”, finaliza.

Especialista dá dicas de como obter vitamina D pela alimentação

Nelson Justino, nutricionista e docente do Centro Universitário de João Pessoa, avalia a importância desse hormônio para o organismo humano

No início da pandemia, muito se falou sobre a importância da vitamina D para o organismo humano. Um estudo mostrou que pessoas mais suscetíveis a complicações pela Covid-19 apresentaram deficiência dessa vitamina, que é um hormônio produzido pelo próprio corpo junto à exposição solar e que não precisa de alimentação para obtê-lo. Embora a melhor forma de consegui-la seja com a exposição ao sol, há quem ainda não consiga fazer isso por estar em casa para se prevenir contra a infecção. Então, como consegui-la nos alimentos?

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Por ser lipossolúvel, quando adquirida por meio de comidas, é necessário haver gorduras para ser absorvida no intestino. Segundo o nutricionista e professor e doutor Nelson Justino, do curso de Nutrição do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, alimentos ricos em vitamina D são peixes (sardinha, tilápia e até óleo de fígado de peixe) e frutos do mar de um modo geral, como ostra, camarão, lagosta e também pode ser encontrada na gema do ovo, leites e derivados.

“Esses são os alimentos, pelo menos da nossa cultura, mais ricos, principalmente os queijos gordurosos, que têm quantidade maior de vitamina D, como mussarela, manteiga e reino. Os queijos magros não têm tanta”, diz. Entre os benefícios dela, Nelson aponta a captação de cálcio e fósforo, importantes na calcificação dos ossos e dentes, prevenindo contra osteoporose e cáries, por exemplo – e também melhora o sistema imunológico.

“A vitamina D também está relacionada com a redução da inflamação no organismo e prevenção de algumas doenças, como câncer, diabetes, hipertensão, obesidade”, assinala. Outras complicações possíveis devido a deficiência dela são, por exemplo, deformações dentárias, osteopenia, risco de fratura óssea, aumento de infecções, testosterona baixa e impotência sexual.

A quantidade necessária de vitamina D sempre varia conforme idade, sexo e o estado fisiológico de cada pessoa, como atletas ou grávidas e lactantes. “Mas, de modo geral, é interessante que a quantidade seja em torno de 600 a 1000Ui (unidades internacionais) por dia”, apresenta Nelson. E quando seria interessante suplementar? Quando não puder ser obtida a partir da alimentação ou exposição solar – que pode ser de 90 a 120 minutos por semana.

A quantidade a ser suplementada dependerá também de outros fatores, como o seu estado no indivíduo, ou se ele faz atividade física, entre outras situações. “De modo geral, a gente pede que caso seja suplementada, que seja em torno de 2 mil a 5 mil ao dia. Mas, isso é muito variável. Cada situação é uma situação”, reforça o nutricionista.

Fonte: Unipê – Centro Universitário de João Pessoa