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Teve Covid? Veja o que priorizar na alimentação para ajudar no tratamento de supostas sequelas

Forma grave e leve da doença pode deixar algumas sequelas, por isso a alimentação é ser peça fundamental para ajudar na recuperação após os sintomas da doença

Ainda estamos distantes da vacinação completa da população, então é comum que algumas dúvidas surjam, principalmente no que se refere à recuperação da doença. “Para as pessoas que tiveram a forma grave da doença, além de inúmeras queixas, a recuperação da massa muscular perdida está entre as prioridades. Para as pessoas com quadros leves entre as diversas queixas da ‘long-covid’ estão, o cansaço físico e emocional, a fraqueza muscular, a falta de ar, as alterações de paladar e olfato, as disfunções circulatórias, que podem ter várias consequências, desde a formação de pequenos coágulos até a queda de cabelos”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Por esse motivo, para ajudar no tratamento dessas sequelas e acelerar a recuperação, é necessário priorizar alguns alimentos”, acrescenta a médica. Para pacientes que apresentaram casos graves da doença, a médica diz que a recuperação da massa muscular, além de sessões de fisioterapia e exercícios físicos orientados, requer aumentar o aporte de proteínas, calculadas de acordo com as necessidades individuais, inseridas em um plano alimentar.

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“As principais fontes proteicas são as carnes, ovos, laticínios e leguminosas. No caso de não atingir o aporte proteico mínimo, suplementos podem ser indicados, sempre após o jantar, para não impactar no apetite. O principal benefício é a recuperação da massa muscular, mediada por fisioterapia e atividade física”, explica Marcella.

A médica destaca que, nos quadros mais leves e para pacientes que enfrentam o long-covid, vários alimentos funcionais podem ser inseridos no hábito alimentar, como aqueles ricos em ácidos graxos ômega 3 (nozes, peixes de agua fria, linhaça e chia), alimentos ricos em polifenóis (as frutas vermelhas e o chocolate amargo), alimentos fontes de ativos vasculotônicos (as pimentas, especiarias, gengibre e canela), que ainda ajudam na recuperação do paladar e olfato e, ainda, alimentos enriquecidos com probióticos (iogurtes, kefir e kombucha) e fibras prebióticas presentes nas frutas e farelos, que ajudam na recuperação da microbiota, impactada pelos medicamentos e melhoram o perfil inflamatório do organismo.

Mas além de priorizar esses alimentos saudáveis, devemos nos afastar de alguns que pioram a inflamação no corpo. “Os alimentos ricos em açúcar, particularmente doces e guloseimas que levam açúcar branco adicionado; os industrializados ultraprocessados, que são aqueles que trazem grande quantidade de açúcar, sódio, gorduras modificadas, corantes e conservantes; aqueles ricos em gorduras trans e modificadas, como as margarinas, gorduras saturadas de origem animal e frituras de imersão; os refrigerantes e bebidas alcoólicas em excesso; enfim, todos esses alimentos devem ser evitados, para não atrapalhar o processo de recuperação do corpo”, diz a médica.

Foto: Jeltovski

Como a mudança do paladar pode prejudicar na reposição de vitaminas ou na alimentação, pois alguns alimentos têm seu sabor alterado pelas mudanças no paladar e olfato, o que pode impactar no apetite e consumo alimentar, em alguns casos, é indicada a reposição de vitaminas, minerais e outros compostos bioativos por meio de suplementos, segundo prescrição médica. “Precisamos repor vitaminas em todos os casos em que as carências sejam identificadas por avaliação clínica e exames laboratoriais e nos casos que o consumo alimentar não seja suficiente para suprir as necessidades mínimas diárias. Dessa forma, o corpo contará com substratos para acelerar a recuperação”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Nutricionista da Herbalife dá dicas para reforçar as defesas por meio de uma boa alimentação

Uma alimentação saudável é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico, segundo Susan Bowerman, diretora sênior global de educação e treinamento em nutrição da Herbalife Nutrition.

“Quando paramos para pensar em tudo o que esse sistema faz por nosso corpo, é fácil perceber por que precisamos tanto dele. Afinal, ele funciona como um pequeno exército que protege o organismo, identificando qualquer coisa estranha – vírus, bactérias ou parasitas – os encontra e faz o possível para destruí-los”, afirma a diretora.

Susan explica, ainda, quais características deve ter a dieta de uma pessoa que deseja melhorar seu sistema imunológico. “Seu corpo depende dos nutrientes adequados e de um estilo de vida saudável para ter uma boa defesa”.

Por isso, invista nos seguintes alimentos:

Proteínas: o sistema imunológico possui glóbulos brancos que atuam como “forças especiais” que produzem anticorpos para identificar e destruir vírus e bactérias. Os anticorpos são proteínas, por isso é necessário que a dieta tenha quantidades adequadas desse nutriente para produzi-los. As proteínas são formadas por aminoácidos; nove dos quais são chamados “aminoácidos essenciais” e devem ser consumidos por meio dos alimentos, pois o corpo sozinho não pode produzi-los. Algumas boas fontes são peixes, aves, carnes magras, ovos, legumes, soja e laticínios. As proteínas de origem animal têm todos os aminoácidos essenciais nas proporções certas. Já as proteínas vegetais, devem ser combinadas para fornecer todos os aminoácidos essenciais, com exceção da soja que tem todos os aminoácidos essenciais de forma balanceada.

Frutas e vegetais: são elementos-chave ao corpo, pois fornecem diferentes vitaminas e minerais que contribuem para o funcionamento do sistema imunológico. Entre eles está a vitamina A, que contribui para a saúde da pele e dos tecidos do trato respiratório e digestivo, e atuam como a primeira linha de defesa; A vitamina C, que promove a produção de anticorpos, além da vitamina D, folato, vitamina B6 e B12. As frutas e os vegetais também fornecem fitonutrientes, substâncias bioativas importantes que atuam como antioxidantes.

Lácteos: manter o sistema digestivo em boas condições é importante para a função imunológica. Nele existem trilhões de bactérias que atuam em inúmeras funções na promoção da saúde. Algumas ajudam a digerir as fibras dos alimentos, enquanto outras produzem certos nutrientes, como a vitamina K. E quando o organismo é povoado por essas bactérias “boas”, elas eliminam as bactérias potencialmente perigosas que tentam entrar no trato digestivo.

Algumas das melhores fontes de “bactérias do bem” são produtos lácteos, como o iogurte natural e o kefir. Antes de tentar qualquer coisa ou comida nova, lembre-se de perguntar ao seu médico se você pode consumi-los e qual é a quantidade recomendada. Também é importante lembrar que algumas pessoas sofrem com condições de saúde que afetam suas defesas. Nesses casos, a dieta sozinha não consegue melhorar a função de um sistema imunológico comprometido. No entanto, nas pessoas saudáveis, comer bem pode ajudar a manter o sistema imunológico forte.

Vitaminas e minerais que fortalecem o sistema imunológico

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Vitamina A: uma das principais funções da vitamina A é sua contribuição para a visão e a saúde da pele. Também ajuda o sistema imunológico e nas mucosas, que atuam como barreiras contra infecções.
Onde é encontrada: a vitamina A é encontrada em alguns alimentos de origem animal, como fígado, ovos e manteiga, pronta para o corpo usá-la. Mas a maioria das pessoas a obtêm na forma de betacaroteno.

Betacaroteno: poderoso antioxidante e também uma substância precursora da vitamina A que ajuda o corpo a atingir o nível ideal da mesma. O benefício de fornecer vitamina A na forma de betacaroteno é que o corpo transforma apenas o necessário, eliminando o resto (processo conhecido como homeostática).
Onde é encontrado: em frutas e vegetais alaranjados e amarelos, como cenoura, abóbora, pimentão e laranja. Também está presente em vegetais de folhas verdes, como espinafre, alface, brócolis e em suplementos alimentares.

Vitamina C: necessária para o crescimento e reparo de tecidos, ajuda na absorção de ferro e é um importante antioxidante. O corpo não produz nem armazena vitamina C, portanto, é muito importante incluir alimentos ricos nela na dieta diária.
Onde é encontrada: em frutas e verduras, como melões, morangos, kiwi, frutas cítricas, tomates, repolho, couve-flor, pimentão, melancia, mamão e couve-de-bruxelas.

Selênio: oligoelemento essencial, ou seja, um elemento necessário em quantidades muito pequenas obtido por meio dos alimentos. Contribui para produzir enzimas antioxidantes, importantes para prevenir danos às células, para a produção normal de espermatozóides, para manter cabelos e unhas saudáveis, mas também para o funcionamento normal do sistema imunológico e da tireoide; E ainda protege as células dos danos causados pela oxidação.
Onde é encontrado: vegetais, peixe, marisco, carne vermelha, grãos, ovos, frango, fígado e alho.

Zinco: mineral essencial, cumpre inúmeras funções em nosso corpo: é importante para cabelos, unhas, pele e ossos. Ajuda na fertilidade, na síntese de proteínas, no crescimento e reparo de tecidos e no metabolismo de macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), além de ter um papel importante para o sistema imunológico funcionar corretamente.
Onde é encontrado: alimentos ricos em proteínas contêm grandes quantidades de zinco. Carne vermelha, porco e cordeiro, nozes, grãos integrais, legumes, fermento e a maioria das aves e peixes. Laticínios e ovos também contêm zinco, mas em menor quantidade. Alguns cereais e leguminosas fornecem o nutriente, mas contêm “fitato”, substância que dificulta sua absorção.

Existe uma grande variedade de produtos no mercado, como o Multivitaminas Herbalife Nutrition, que fornece 22 vitaminas e minerais para contribuir para uma boa nutrição.

Fonte: Susan Bowerman é Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife Nutrition. Estudou biologia com honras e se formou como Mestre em Ciência e Nutrição de Alimentos pela Universidade Estadual do Colorado. Nutricionista certificada pela Academia de Nutrição e Dietética como especialista Nutrição Esportiva, Obesidade e Controle de Peso. Diretora assistente do Centro de Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Professora assistente de nutrição na Universidade Pepperdine e de nutrição do Departamento de Ciência e Nutrição de Alimentos da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia.

Vigor entra na categoria plant-based e lança primeira linha de bebidas vegetais

Vigor 100% Vegetal é o primeiro produto de origem vegetal da empresa

Com o propósito de oferecer mais uma opção aos consumidores e atender às novas necessidades, a Vigor Alimentos entrou em um novo segmento do setor e lançou, no fim de 2020, Vigor 100% Vegetal, a primeira linha de origem vegetal da empresa. A novidade é uma bebida livre de qualquer ingrediente de origem animal, que chega com um portfólio variado: Amêndoa, Amêndoa sem Adição de Açúcares, Arroz, Coco e Coco com Chocolate.

A busca por opções desse tipo já é uma realidade no setor de alimentos, especialmente quando se fala em bebidas. Segundo estudo da Euromonitor International, houve crescimento de 12% no consumo de outras alternativas do leite, excluindo soja, de 2019 para 2020 no Brasil. Ainda segundo a pesquisa, a perspectiva de ampliação da demanda pelo segmento não para por aí: é prevista uma taxa de crescimento de 13%, ano a ano, em volume de vendas no varejo para o período de 2020 a 2025 no país.

Atenta ao cenário, a marca traz ao varejo uma linha que proporciona diferencial de sabor e variedade, e que entrega importantes benefícios nutricionais. Vigor 100% Vegetal é fonte de cálcio e rico em vitaminas e zinco, além de não conter lactose, colesterol, glúten, aromatizantes e soja. O produto é prático e extremamente versátil, podendo ser consumido puro, combinado com café, capuccino e achocolatado, batido com frutas em vitaminas, ou até usado na culinária, em diversas receitas salgadas e doces.

Vigor 100% Vegetal está disponível em embalagem de 1 litro, nos principais pontos de venda do país, pelo preço sugerido de R$ 13,99.

Conheça seis nutrientes essenciais e entenda como seu corpo precisa deles

Uma dieta equilibrada é fundamental para que o nosso corpo tenha a quantidade suficiente dos nutrientes necessários. A nutróloga Marcella Garcez comenta um pouco sobre cada nutriente que não pode faltar ao organismo

Você sabe quais são os nutrientes essenciais para o nosso organismo? Esses nutrientes são compostos que o nosso corpo ou não produz, ou produz, mas em quantidade insuficiente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esses nutrientes devem vir dos alimentos e são vitais ao crescimento, à prevenção de doenças e à manutenção da boa saúde. Eles podem ser divididos em duas categorias: macronutrientes e micronutrientes.

“Os macronutrientes ajudam a fornecer energia e são necessários diariamente e em grandes quantidades. Água, carboidratos, gorduras e proteínas são classificados como macronutrientes. Já os micronutrientes são os minerais e as vitaminas. São necessários ao organismo, porém em menor quantidade se comparado aos macronutrientes”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

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Proteínas: presentes em alimentos de origem vegetal e animal, contribuem para a formação dos tecidos. Integram diversas reações metabólicas (na forma de aminoácidos) e são utilizadas na síntese de alguns hormônios. “As proteínas constituem de 15 a 20% da dieta, e a quantidade exata de proteína necessária diariamente depende de uma variedade de fatores, incluindo a sua atividade física e a idade. Algumas fontes do macronutriente são: carne bovina, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, soja e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico)”, afirma Marcella.

Carboidratos: conhecidos como a principal fonte de energia do ser humano, os carboidratos são responsáveis por diversas funções de nosso metabolismo. Por atuarem como combustível para o corpo, seu baixo consumo pode causar diversos prejuízos. São classificados em 3 tipos: monossacarídeos (glicose, frutose e galactose), dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e polissacarídeos (amido, glicogênio, dextrina e celulose). “A falta de carboidratos nos dificulta de realizar qualquer atividade física, já que são eles que fornecem energia para as células do organismo. A carência do macronutriente pode causar, além disso, dificuldade de concentração, fraqueza, cansaço excessivo, tonturas e dor de cabeça. Apesar de ser necessário ao organismo, o ideal é dar preferência para os alimentos desse grupo que contribuam para uma melhor qualidade de vida. Exemplos de boas fontes saudáveis de carboidratos: mandioca, batata doce, cereais integrais, aveia, abóbora, quinoa, centeio, amaranto, arroz integral, milho, legumes e frutas”, destaca.

Gorduras: “São moléculas complexas compostas por ácidos graxos e glicerol. O organismo precisa de gordura para se desenvolver e produzir energia, mas ela deve ser consumida de maneira consciente. O corpo também usa a gordura para sintetizar os hormônios e outras substâncias necessárias para realizar as atividades do organismo. As gorduras boas são aquelas de origem vegetal, insaturadas, e podem ser encontradas em: azeite de oliva, castanha-de-caju, nozes, chia, sementes oleaginosas, amendoim, abacate. Essas gorduras boas são fontes de ômega 3 e 6, que tem como vantagem a redução do colesterol ruim e o aumento do colesterol bom (HDL), além de auxiliar na prevenção cardíaca e metabólica e na absorção das vitaminas.”

Vitaminas: são substâncias orgânicas que o nosso organismo não consegue produzir. Necessárias em pequenas quantidades e obtidas através de uma alimentação equilibrada, são classificadas em dois grupos: as lipossolúveis (A, D, E, K) e as hidrossolúveis (H,C e complexo B). “Entre os benefícios das vitaminas, estão a melhora da pele e mucosas; fornecimento de energia; melhora da oxigenação celular; auxílio nos processos de cura e rejuvenescimento; ação nos glóbulos vermelhos, células nervosas e no equilíbrio hormonal; ação no tecido conjuntivo; poder oxidante; combate o estresse; e funciona como antibiótico natural e auxilia na cura de doenças e infecções. A melhor maneira de consumir todas as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo é fazendo uma alimentação saudável e variada, de preferência incluindo alimentos frescos e biológicos. A suplementação vitamínica também é uma alternativa para prevenir ou tratar a falta de vitaminas e suas consequências – embora o consumo não deva substituir uma boa alimentação”, detalha a médica.

Minerais: “São substâncias de origem inorgânica e possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio do ácido-básico, estímulos nervosos, ritmo cardíaco, atividade metabólica, construção de ossos e dentes saudáveis, manutenção da hidratação, entre outros. Entre os principais minerais estão: cálcio, magnésio, sódio, potássio, fósforo, ferro, cobre, manganês, iodo e zinco.”

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Água: é a substância mais abundante em nosso organismo, correspondendo a mais de 60% do nosso peso, e está presente em quase todos os alimentos, exceto em óleos, sais e açúcares. “A água é essencial para todas as funções do corpo, como: digestão, absorção e transporte de nutrientes, eliminação de resíduos, controle da temperatura corporal e para diversos outros processos químicos. Está presente em todos os tecidos do organismo e é a base do sangue e de todas as secreções fluídas, como lágrimas, saliva etc. Não existe uma quantidade correta de água a ser ingerida diariamente; isso depende de inúmeros fatores, como o seu nível de atividade física, o clima do local em que vive ou está, seu metabolismo, seu peso, sua dieta, suas condições físicas gerais, se consome álcool ou não, entre outras”, diz.

“Somente o médico poderá lhe ajudar a determinar qual o volume de água que é apropriado para você, assim como toda a sua dieta, que deve ser baseada nas recomendações de um nutrólogo responsável e de confiança. Ele saberá, por meio do acompanhamento clínico e dos exames, quais as necessidades alimentares e suplementares de cada paciente”, finaliza a nutróloga.

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Linha Vitasay50+ ganha novos itens

Pensando em manter a vitalidade e qualidade de vida do público 50+, a marca apresenta três novos produtos: Vitasay50+ Vitaly, Vitasay50+ Serenne e Vitasay50+ Pró Ômega 3

O corpo humano requer cuidados específicos em cada fase da vida e, com a chegada dos 50 anos, algumas vitaminas e minerais podem precisar de suplementação para que o organismo continue funcionando plenamente. Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, produziu fórmulas com concentrações adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes. Em 2020 Vitasay50+ traz para o mercado três novos produtos para auxiliar na melhora da libido, humor e qualidade do sono e também manter a saúde do coração.

Conheça os lançamentos:

Vitasay50+ Vitaly: energia e vigor da maca peruana com guaraná associado a vitaminas e minerais. Com a chegada da menopausa, as mulheres podem sofrer uma queda na libido, principalmente por fatores hormonais. A proposta de Vitaly é justamente atender as queixas destes sintomas.

Vitasay50+ Serenne: o sono é vital para o corpo humano, sendo importante para renovar as energias, regular o metabolismo e, liberar hormônios essenciais, como a serotonina, responsável pela sensação de prazer. No entanto, assim como outras características do corpo, o sono muda com a idade, se tornando motivo de preocupação para adultos maduros, que passam a acordar com mais frequência à noite. Por isso, Vitasay50+ Serenne combina o aminoácido triptofano com as vitaminas B3, B6 e ácido fólico. O triptofano auxilia na produção de serotonina, melhorando o humor e a qualidade do sono.

Vitasay50+ Pró Ômega 3: segundo a OMS, em 2015 as doenças cardiovasculares representaram 31% de todas as mortes em nível global, e o ômega 3 pode ser um grande aliado para manter a saúde do coração em dia. Com a tecnologia Low Reflux, patenteada na Europa que proporciona um menor sabor residual de peixe após o consumo, Vitasay50+ Pró Ômega 3, traz 2.000mg de óleo de peixe.

“Estamos constantemente observando as principais necessidades do nosso público, que já supera os 54 milhões de pessoas no Brasil. Vitasay50+ tem como propósito ajudar mulheres e homens que chegaram aos 50 anos a viver com vitalidade essa fase da vida. Muitos já criaram os filhos, a base de toda uma vida, e agora quando começam a ter mais tempo para aproveitar, empreender e viajar, a saúde do corpo precisa acompanhá-los”, comenta Jurema Aguiar de Araujo, Diretora de Marketing da Hypera Pharma.

A linha Vitasay50+

A linha completa de Vitasay50+ tem formulações e concentrações adequadas de vitaminas e minerais. A linha conta com cinco formulações, além dos lançamentos acima:

• Vitasay50+ A-Z Homem – Energia E Concentração
• Vitasay50+ A-Z Mulher- Energia E Disposição
• Vitasay50+ Vitaly- Auxilia na melhora da Libido
• Vitasay50+ Serene – Humor e qualidade do sono
• Vitasay50+ Pró Ômega 3 – Ômega

Informações: Vitasay

Dia Mundial da Osteoporose – confira como a nutrição pode ajudar a prevenir

Nutricionista Adriana Stavro dá algumas sugestões para construir e manter ossos saudáveis

A osteoporose é uma doença crônica que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença esquelética caracterizada por baixa massa óssea e arquitetura óssea interrompida que aumenta a fragilidade e o risco de fratura. A perda de massa óssea muitas vezes passa despercebida, pois é um processo contínuo, lento e assintomático. A mineralização óssea é afetada pelo metabolismo do cálcio e do fósforo, que é controlado pela vitamina D, paratormônio e calcitonina.

Até recentemente, acreditava-se que a osteoporose atingia principalmente mulheres na pós-menopausa e idosos. Porém,resultados de pesquisas atuais, indicam que esta doença pode ocorrer em indivíduos por volta dos 40 anos, bem como em jovens.

Os fatores de risco que causam o desenvolvimento da osteoporose incluem a insuficiência do pico de massa óssea, o que é particularmente importante em crianças pois cerca de 90% do pico é alcançado antes do término do processo de maturação. Nas meninas sua densidade óssea máxima é por volta dos 18 anos e nos meninos aos 20. Ao longo da vida, é importante manter a densidade óssea e tentar diminuir a perda óssea.

Por isso todos os fatores de risco: intrínsecos (genéticos, raça, sexo, idade), extrínsecos (medicamentos recebidos, influência de doenças crônicas) e aqueles que podem ser potencialmente modificáveis como, baixo peso corporal, tabagismo, consumo excessivo de álcool e de café, sedentarismo e os fatores de risco dietéticos tais como deficiência de cálcio, vitamina D e baixa ingestão proteica devem ser evitados desde o início da vida até a senescência.

Ter uma alimentação saudável e balanceada, evitar cigarro e álcool, manter-se fisicamente ativo e ingerir quantidades adequadas de cálcio, é um passo importante para construir e manter ossos fortes e saudáveis ao longo de toda a vida. Aqui estão algumas sugestões para construir e manter ossos saudáveis.

Vitamina D

É bem conhecido que a vitamina D promove a absorção de cálcio no intestino e ajuda a manter as concentrações de cálcio sérico adequadas para permitir a mineralização normal dos ossos. Assim, o cálcio e a vitamina D trabalham juntos de forma sinérgica.Você pode obter vitamina D por meio da exposição à luz solar e em pequenas quantidades em alimentos como: peixes gordurosos (salmão, arenque, cavala), fígado, ovos.

Cálcio

Os produtos lácteos são uma excelente fonte de cálcio e boa fonte de proteína. Se você é intolerante a laticínios ou se prefere evitar, existem outras fontes alternativas de alimentos com alto teor de cálcio. Esses incluem: espinafre, sardinha, grão-de-bico, brócolis, aveia, semente de gergelim, ovos, amêndoas.

Vitaminas e Minerais


Embora o cálcio e a vitamina D tenham sido o foco principal da prevenção nutricional da osteoporose, pesquisas recentes esclareceram a importância de vários nutrientes adicionais. Além de laticínios, a ingestão de frutas e vegetais emergiu como um importante fator de proteção modificável para a saúde óssea. Vários nutrientes, incluindo magnésio, potássio, vitamina C, vitamina K, complexo B e carotenoides, mostraram ser importantes aos ossos. Boas fontes incluem: abóbora, beterraba, cenoura, couve, damasco seco, melão, ervilha, acerola, brócolis, caju, couve, espinafre, kiwi, laranja, limão, manga, melão, morango, papaia, tomate, arroz integral, amêndoa, amendoim, castanha-do-pará, gema de ovo, gérmen de trigo, milho, óleos vegetais, semente de girassol, aves, cereais integrais, feijões, leite, carne branca, atum, lentilhas, feijões, cebola e alho.

Proteína e atividade física


A ingestão de proteínas de boa qualidade e a atividade física adequada são os principais estímulos anabólicos para a síntese de proteínas musculares. O treinamento físico leva ao aumento da massa e força muscular, e a combinação de ambos produz maior aumento de proteína muscular que qualquer intervenção isolada. Boas fontes de proteína: frango, carne, peixe, ovos, tofu, soja. Pessoas com diagnóstico de osteoporose precisam ter cuidado com exercícios de alto impacto e certos alongamentos. O seu médico poderá aconselhá-lo melhor.

Cálcio e fósforo


A proporção de cálcio para fósforo também é uma consideração importante, mas a dieta moderna raramente garante o equilíbrio certo entre esses nutrientes. A presença de fosfatos em produtos alimentícios (emulsificantes e estabilizadores de pH) aumenta as concentrações de fósforo na dieta, levando à acidificação dos tecidos corporais e à intensificação da atividade da paratireoide. As glândulas paratireoides produzem paratormônio, que promove a perda de cálcio dos dentes e ossos. A vitamina D é essencial para manter o equilíbrio cálcio-fósforo no corpo e mineralizar a matriz óssea. A deficiência de vitamina D pode ter um efeito prejudicial na qualidade óssea e na absorção de cálcio dos alimentos.

Tabaco

O tabagismo é bem conhecido por ter um efeito adverso na saúde geral e demonstrou retardar o trabalho das células de construção óssea. Fumar também pode resultar em menopausa precoce nas mulheres e aumentar o risco de fratura do quadril. A boa notícia é que o risco de fratura é reduzido naqueles que param de fumar.

Álcool


O consumo excessivo de álcool parece ser um fator de risco significativo para osteoporose e fraturas. Se você for mais velho, mesmo uma pequena intoxicação está associada a um aumento nas quedas, o que pode resultar em fraturas.

Peso corporal

Procure manter um peso corporal saudável , pois estar abaixo ou acima pode aumentar o risco de osteoporose e fraturas. Mesmo após a menopausa, as mulheres com peso saudável podem continuar a produzir pequenas quantidades de estrogênio protetor dos ossos nas camadas de gordura sob a pele. Garantir que você não está muito magro também ajuda a fornecer alguma proteção aos ossos. No entanto, o excesso de peso não ajuda, aumenta o risco de fratura e de desenvolver muitas outras doenças.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Dez vitaminas que ajudam unhas e cabelos e onde encontrá-las

Elas são encontradas em alguns alimentos e, se inseridas no dia a dia auxiliam nesse fortalecimento

Quem não sonha com cabelos fortes e brilhantes, iguais aqueles que vemos nas propagandas. Sem esquecer das sonhadas unhas resistentes que não quebram por nada. Mas você sabia, que algumas vitaminas encontradas nos alimentos podem te ajudar nessa tarefa?

Segundo a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak, da Nutri Secrets, um adulto perde em média 100 fios por dia; porém, quando essa quantidade aumenta é bom ficar alerta. E se suas unhas não andam resistindo muito, elas também podem estar sofrendo.

Existem vários fatores que podem influenciar nesses problemas. Um dos principais é a sua alimentação, já que você pode não estar ingerindo as vitaminas, minerais e proteínas necessários. “Vitaminas A, C, E, do complexo B, zinco, ferro, potássio, biotina, betacaroteno e aminoácidos são importantes para a saúde dos fios e unhas, por isso é fundamental que a pessoa tenha esses alimentos na rotina”, explica a especialista.

A boa notícia é que você não precisa se desesperar. Ingerir alguns alimentos pode te dar aquela forcinha, e para te ajudar nesta tarefa, a nutricionista preparou uma lista especial com alguns deles:

Vitamina complexo B – feijões, lentilhas, ervilhas, brócolis, peixes, leites, aves;

Vitamina C – acerola, goiaba vermelha, laranja, limão, abacaxi, espinafre, rúcula;

Steve Buissinne/Pixabay

Vitamina E – castanhas, amendoim, alho, brócolis, tomate, manga, kiwi, salmão, semente de girassol;

Vitamina A – leite e derivados, espinafres, couve, acelga, agrião, cenoura, manga, mamão, abóbora;

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Zinco – castanhas, cereais integrais, grão de bico, aves, espinafre, semente de abóbora e de linhaça;

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Ferro – carne vermelha, ovo, feijão, lentilha, hortaliças verdes escuras;

Potássio – abacate, pera, banana, leite e derivados, abóbora, batata doce, aveia;

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Biotina – castanhas, amêndoas, nozes, avelãs, ovo, carnes vermelhas;

Betacaroteno – cenoura, batata doce, abóbora, caqui, manga, mamão, melão, melancia, damasco, tangerina;

Aminoácidos – ovo, aves, carne de vaca, atum, salmão, sardinha, quinoa, chia, couve, alface, acelga e milho.

Para finalizar, a nutricionista lembra que é sempre importante procurar um especialista para ajustes individuais. “Quando introduzimos esses alimentos em nossa rotina, eles nos ajudam a fortalecer unhas e cabelos, mas é importante procurar um médico e um nutricionista para analisar o caso”, completa Aline.

Fonte: Nutri Secrets

Importância da alimentação para a saúde da pele no inverno

Durante o inverno, é normal a diminuição das taxas de umidade do ar devido às temperaturas mais frias. Além disso, nesse período a maior parte das pessoas tende a tomar banhos mais quentes e a transpirar menos. Todos esses fatores em conjunto contribuem para a deixar a pele mais sensível e seca.

Por isso, para evitar ou amenizar o ressecamento da pele do corpo e do rosto é muito importante fazer hidratações corporais mais profundas, se atentar ao consumo adequado de água e investir em uma alimentação mais saudável.

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Vários estudos têm demonstrado a influência do consumo de determinados micronutrientes e outros compostos presentes em alimentos na saúde da pele. As vitaminas C e E atualmente são os melhores exemplos já estudados.

Portanto, nessa época do ano, o ideal é consumir vegetais e frutas como brócolis, repolho, cenoura, morango, laranja e limão, que são fontes importantes de vitamina C, e adicionar às refeições alimentos como castanhas, nozes e amêndoas, ricos em vitamina E que ajudam a proteger a pele contra a ação de radicais livres, minimizando os efeitos de envelhecimento precoce das células e, consequentemente, a formação de rugas e ressecamento da pele.

Já a vitamina C, além de combater os radicais livres, fortalece a pele, deixando-a com aparência mais jovem e viçosa, devido à participação na síntese de colágeno e na contribuição para maior firmeza e sustentação da pele.

Além disso, nesse período é muito comum que as pessoas diminuam a ingestão de água e de líquidos em geral, o que acaba intensificando ainda mais o processo de ressecamento da pele. Quando o consumo de água permanece adequado, a cútis tende a permanecer mais macia e elástica. Para aqueles que apresentam uma dificuldade maior em se hidratar durante o clima frio, uma opção é a ingestão de chás a base de ervas naturais, intercalando com o consumo de água.

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Foto: Emily Beeson / Morguefile

Para manter a saúde da pele mesmo em climas frios e secos, é necessário se atentar ao cuidado de dentro para fora, com uma alimentação balanceada e com a ingestão correta de líquidos, e não somente o cuidado externo com o uso de hidratantes e outros cosméticos.

*Bruna Pavão é nutricionista da Grano Alimentos

Como as vitaminas podem amenizar os desconfortos da menopausa

Nutrólogo aponta as opções que podem auxiliar para atenuar e até eliminar alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida da mulher no período de climatério

“Doutor, posso tomar vitaminas para melhorar os efeitos da menopausa?” – esse questionamento é cada vez mais recorrente nos consultórios que atendem pacientes prestes a entrar ou que já estejam no climatério, fase da vida da mulher que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), corresponde à transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo.

Climatério é confundido com menopausa, que na verdade é o ápice do processo e corresponde ao momento em que ocorre o último ciclo menstrual, algo que geralmente se dá entre 48 e 50 anos de idade.

Considerando-se que, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são maioria da população brasileira (57,7%), a expectativa de vida delas ao nascer é maior que o dos homens (79,8 anos delas face a 72,7 deles) e que em 2060 haverá mais brasileiros acima de 65 anos do que hoje (25,5% da população face a 10,5% atualmente), o assunto “Saúde da Mulher” ganha cada vez mais relevância no contexto nacional.

Efeitos comuns no climatério e ajuda das vitaminas

No Manual de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Climatério/Menopausa, editado em 2008 pelo Ministério da Saúde, já constavam informações esclarecedoras sobre esse período da saúde feminina. Diz o documento:

Neste período, de acordo com a integridade de sua saúde, além de fatores culturais, sociais, psicológicos e emocionais, as mulheres poderão apresentar maior ou menor sintomatologia. Podem observar transformações no seu corpo, com sintomas diversos, estranhos, incompreensíveis e muitas vezes difíceis de serem verbalizados, destacando-se as ondas de calor, suores ‘frios’, insônia, tristeza, instabilidade emocional, modificações nos hábitos sexuais, na pele e na distribuição da gordura corporal, com modificações da silhueta. A intensidade dos sintomas e ou dos sinais clínicos é influenciada principalmente por três fatores:

1. Ambiente sociocultural em que vive;
2. Situação pessoal (estado psicológico), conjugal, familiar e profissional;
3. Diminuição de estrogênio endógeno.

Nesse contexto, a alimentação balanceada, bem como a necessidade em casos específicos de a mulher fazer uso de suplementação ganham importância.

O chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e diretor do serviço de nutrologia do HCor, Daniel Magnoni, informa que a obtenção de doses diárias recomendadas de vitaminas e minerais é difícil de ser alcançada, seja devido à correria do dia a dia, seja por meio da alimentação, que nem sempre supre as necessidades do organismo.

“Durante a menopausa, a suplementação acaba sendo uma possibilidade indicada para que mulheres alcancem um equilíbrio ideal de vitaminas e minerais”, destaca o nutrólogo, que completa: “As vitaminas A, B12, ácido fólico, D e os minerais cálcio e zinco em conjunto desenvolvem um papel fundamental na divisão e diferenciação celulares, processos essenciais à renovação de tecidos como a pele, cabelos e unhas. Em especial as vitaminas A, biotina, C, iodo e zinco contribuem para a integridade e função da pele e, consequentemente, sua aparência”.

A boa notícia é que a ciência da nutrição tem avançado a passos largos e hoje já há uma nova geração de suplementos que contemplam as principais necessidades do público feminino.

“Isso é essencial para enfrentar os desconfortos do climatério e, principalmente, da menopausa. As mulheres que não conseguem manter uma dieta equilibrada devem buscar ajuda médica e, diante da necessidade de suplementação, pesquisar as inúmeras opções existentes, inclusive uma mais recente na forma de gomas, que representa uma nova geração, não necessitam de água para serem ingeridas, são de fácil transporte e têm sabor agradável”, afirma o médico.

Magnoni destaca os atributos de certas vitaminas e minerais para a saúde de mulheres que estão na fase do climatério, mas também àquelas que se encontram em outras fases da vida:

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• As vitaminas A, C e E, além do zinco e da coenzima Q10, apresentam ação antioxidante. Desta forma, protegem o organismo da ação dos radicais livres, que causam, entre outros efeitos prejudiciais, o envelhecimento precoce.
• A transformação de carboidratos, proteínas e gorduras em elementos que as células possam utilizar em suas diferentes funções, conta com a participação das vitaminas B6, B12, ácido fólico, biotina e zinco.

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• A ação das vitaminas B6, B12, biotina, C e dos minerais cálcio e iodo, tanto individualmente, quanto em conjunto, é fundamental para a extração de energia dos nutrientes e seu aproveitamento pelas células, contribuindo para a disposição e bem-estar.
• O processo de formação, desenvolvimento e maturação dos elementos do sangue conta com a participação do ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12.

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• A presença das vitaminas A, B6, B12, ácido fólico, C, D, E e zinco em associação, favorece o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo.

Magnoni, por fim, aconselha que, aos primeiros sinais do climatério, as mulheres procurem orientação médica para auxiliá-las da melhor forma possível nessa fase da vida.

Conheça nutrientes essenciais e entenda como seu corpo precisa deles

Uma dieta equilibrada é fundamental para que o nosso corpo tenha a quantidade suficiente dos nutrientes necessários. Marcella Garcez comenta um pouco sobre cada nutriente que não pode faltar ao organismo

Você sabe quais são os nutrientes essenciais para o nosso organismo? Esses nutrientes são compostos que o nosso corpo ou não produz, ou produz, mas em quantidade insuficiente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esses nutrientes devem vir dos alimentos e são vitais ao crescimento, à prevenção de doenças e à manutenção da boa saúde. Eles podem ser divididos em duas categorias: macronutrientes e micronutrientes.

“Os macronutrientes ajudam a fornecer energia e são necessários diariamente e em grandes quantidades. Água, carboidratos, gorduras e proteínas são classificados como macronutrientes. Já os micronutrientes são os minerais e as vitaminas. São necessários ao organismo, porém em menor quantidade se comparado aos macronutrientes”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

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Proteínas: presentes em alimentos de origem vegetal e animal, contribuem para a formação dos tecidos. Integram diversas reações metabólicas (na forma de aminoácidos) e são utilizadas na síntese de alguns hormônios. “As proteínas constituem de 15 a 20% da dieta, e a quantidade exata de proteína necessária diariamente depende de uma variedade de fatores, incluindo a sua atividade física e a idade. Algumas fontes do macronutriente são: carne bovina, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, soja e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico)”, afirma Marcella.

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Carboidratos: conhecidos como a principal fonte de energia do ser humano, os carboidratos são responsáveis por diversas funções de nosso metabolismo. Por atuarem como combustível para o corpo, seu baixo consumo pode causar diversos prejuízos. São classificados em 3 tipos: monossacarídeos (glicose, frutose e galactose), dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e polissacarídeos (amido, glicogênio, dextrina e celulose). “A falta de carboidratos nos dificulta de realizar qualquer atividade física, já que são eles que fornecem energia para as células do organismo. A carência do macronutriente pode causar, além disso, dificuldade de concentração, fraqueza, cansaço excessivo, tonturas e dor de cabeça. Apesar de ser necessário ao organismo, o ideal é dar preferência para os alimentos desse grupo que contribuam para uma melhor qualidade de vida. Exemplos de boas fontes saudáveis de carboidratos: mandioca, batata doce, cereais integrais, aveia, abóbora, quinoa, centeio, amaranto, arroz integral, milho, legumes e frutas”, destaca.

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Gorduras: “São moléculas complexas compostas por ácidos graxos e glicerol. O organismo precisa de gordura para se desenvolver e produzir energia, mas ela deve ser consumida de maneira consciente. O corpo também usa a gordura para sintetizar os hormônios e outras substâncias necessárias para realizar as atividades do organismo. As gorduras boas são aquelas de origem vegetal, insaturadas, e podem ser encontradas em: azeite de oliva, castanha-de-caju, nozes, chia, sementes oleaginosas, amendoim, abacate. Essas gorduras boas são fontes de ômega 3 e 6, que tem como vantagem a redução do colesterol ruim e o aumento do colesterol bom (HDL), além de auxiliar na prevenção cardíaca e metabólica e na absorção das vitaminas.”

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Foto: Jeltovski

Vitaminas:  são substâncias orgânicas que o nosso organismo não consegue produzir. Necessárias em pequenas quantidades e obtidas através de uma alimentação equilibrada, são classificadas em dois grupos: as lipossolúveis (A, D, E, K) e as hidrossolúveis (H,C e complexo B). “Entre os benefícios das vitaminas, estão a melhora da pele e mucosas; fornecimento de energia; melhora da oxigenação celular; auxílio nos processos de cura e rejuvenescimento; ação nos glóbulos vermelhos, células nervosas e no equilíbrio hormonal; ação no tecido conjuntivo; poder oxidante; combate o estresse; e funciona como antibiótico natural e auxilia na cura de doenças e infecções. A melhor maneira de consumir todas as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo é fazendo uma alimentação saudável e variada, de preferência incluindo alimentos frescos e biológicos. A suplementação vitamínica também é uma alternativa para prevenir ou tratar a falta de vitaminas e suas consequências – embora o consumo não deva substituir uma boa alimentação”, detalha Marcella.

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Ilustração: 123RF

Minerais: “São substâncias de origem inorgânica e possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio do ácido-básico, estímulos nervosos, ritmo cardíaco, atividade metabólica, construção de ossos e dentes saudáveis, manutenção da hidratação, entre outros. Entre os principais minerais estão: cálcio, magnésio, sódio, potássio, fósforo, ferro, cobre, manganês, iodo e zinco.”

água com frutas

Água: é a substância mais abundante em nosso organismo, correspondendo a mais de 60% do nosso peso, e está presente em quase todos os alimentos, exceto em óleos, sais e açúcares. “A água é essencial para todas as funções do corpo, como: digestão, absorção e transporte de nutrientes, eliminação de resíduos, controle da temperatura corporal e para diversos outros processos químicos. Está presente em todos os tecidos do organismo e é a base do sangue e de todas as secreções fluídas, como lágrimas, saliva etc. Não existe uma quantidade correta de água a ser ingerida diariamente; isso depende de inúmeros fatores, como o seu nível de atividade física, o clima do local em que vive ou está, seu metabolismo, seu peso, sua dieta, suas condições físicas gerais, se consome álcool ou não, entre outras”, diz.

Marcella ressalta: “Somente o médico poderá lhe ajudar a determinar qual o volume de água que é apropriado para você, assim como toda a sua dieta, que deve ser baseada nas recomendações de um nutrólogo responsável e de confiança. Ele saberá, por meio do acompanhamento clínico e dos exames, quais as necessidades alimentares e suplementares de cada paciente”.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.