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Dia Mundial da Fibromialgia: pacientes buscam opções de tratamento na pandemia

Fibromialgia é lembrada neste 12 de maio, dia mundial da doença . Preocupados com a Covid-19, muitos pacientes crônicos deixam de buscar ajuda médica por medo de contaminação.

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de Fibromialgia no mundo, entre dois e quatro por cento da população mundial. No Brasil, segundo o estudo A prevalência da Fibromialgia no Brasil* se estima que existam 4 milhões de pacientes. Destes, entre 75% e 90% dos afetados são mulheres.

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão as dores intensas e incapacitantes, sem causa aparente e que frequentemente causam dificuldades na obtenção de um diagnóstico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) , a doença causa dor crônica disseminada por vários pontos do corpo, especialmente tendões e articulações, além de fadiga, distúrbios de sono e alterações de humor.

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De acordo com o médico e diretor associado global da Spectrum Therapeutics, Wellington Briques, por causa da pandemia da Covid-19 muitos pacientes, incluindo os que sofrem de dores crônicas, pararam de buscar ajuda médica. “A epidemia faz com que muitos diagnósticos atrasem, pois as pessoas tem medo de buscar ajuda médica. Por isso é importante reforçar o conhecimento das doenças, como é o caso da Fibromialgia, que é lembrada mundialmente no dia 12 de maio”, afirma o especialista.

Entre os mais recentes estudos do combate à Fibromialgia, os produtos medicinais à base de cannabis vem se mostrando potenciais aliados no tratamento dos sintomas. “Há um estudo recente que eu utilizo como referência. Publicado este ano de 2020 pelo Clinical and Experimental Rheumatology , o estudo Adding medical cannabis to standard analgesic treatment for fibromyalgia conclui que a terapia com cannabis medicinal oferece uma possível vantagem clínica em pacientes com fibromialgia, especialmente naqueles com disfunções do sono. A fibromialgia é uma condição médica complexa que é normalmente tratada pela melhoria da qualidade do sono, diminuição da massa corpórea (por meio de exercício regular) e diminuição da dor. A cannabis pode ter um papel essencial no tratamento da fibromialgia porque atua no distúrbio do sono e no tratamento da dor crônica. Embora na prática clínica se observem melhorias significativas nos sintomas da fibromialgia com o uso dos canabinoides, são necessários mais estudos para determinar o perfil e as dosagens adequadas do produto” completa o especialista, que é diretor médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth, multinacional do setor de cannabis.

O médico reforça os benefícios dos canabinoides para o controle da dor crônica em geral. Segundo um levantamento recente do Ministério da Saúde, a prevalência de dor crônica variou de 29% a 73% em diferentes estados brasileiros, tendo afetado mais mulheres que homens e sendo a região dorsal/lombar o alvo das queixas mais frequentes.

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“Os índices são alarmantes e preocupantes, especialmente em uma época de pandemia, onde os serviços de saúde estão sofrendo uma enorme pressão. É preciso buscar novos tratamentos, com mais benefícios e menos efeitos colaterais, e os canabinoides têm se mostrado uma boa opção para a maioria dos casos”, completa.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Autismo: cresce uso da cannabis medicinal no tratamento dos sintomas

Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno do espectro autista (TEA). Atualmente, no mundo, uma em cada 160 crianças tem um transtorno do espectro do autismo.

A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. Segundo a ONU, com base em estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global destas doenças parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aumento, incluindo uma maior conscientização e melhores ferramentas de diagnóstico.

De acordo com Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics “há evidências de possíveis efeitos terapêuticos dos produtos à base de canabinoides no tratamento, por exemplo, de ansiedade, irritabilidade e insônia em pacientes com autismo”.

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Profissionais da saúde começam a enxergar o uso de canabinoides como uma alternativa para aliviar tais sintomas, o que tem aumentado a procura por este tipo de tratamento nos países onde ele já está disponível, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, vários países europeus e alguns países da América Latina como Brasil, Peru México e Colômbia, entre outros. “É por isso que existe a necessidade, em toda a região da América Latina e do mundo, de proporcionar acesso regulamentado a produtos de cannabis de alta qualidade”, acrescenta o médico da divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth.

O especialista em medicina farmacêutica cita o estudo Experiência real do tratamento médico da cannabis no autismo, publicado na revista Nature . “Segundo as investigações, foram analisados os dados coletados de 188 pacientes com autismo, tratados com cannabis medicinal entre 2015 e 2017. O tratamento na maioria dos pacientes foi baseado em óleo de cannabis contendo CDB e quantidades mínimas de THC. Após seis meses de tratamento 82,4% dos pacientes estavam em tratamento ativo e 60% foram avaliados; 30% dos pacientes reportaram uma melhora significativa e 53,7% apresentaram melhora moderada nos sintomas”.

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O mesmo documento traz outros resultados, segundo o especialista. “Em um estudo retrospectivo com 60 crianças, os surtos de comportamento foram melhorados em 61% dos pacientes, problemas de comunicação em 47%, ansiedade em 39%, estresse em 33% e comportamentos perturbadores em 33% dos pacientes. A fundamentação deste tratamento é baseada nas observações e teorias anteriores de que os efeitos dos canabinoides podem incluir alívio da ansiedade, facilitação do sono REM e supressão da atividade convulsiva”.

Resultados parecidos foram alcançados no estudo brasileiro Efeitos do Extrato de Cannabis Sativa Enriquecido com CBD nos Sintomas de Transtorno do Espectro do Autismo , publicado na revista Frontiers in Neurology. “Neste estudo, a maioria dos resultados foi positiva para os 15 pacientes que aderiram ao tratamento, especialmente em relação a melhorias nos distúrbios do sono, convulsões e crises comportamentais. Também foram relatados sinais de melhora no desenvolvimento motor, comunicação e interação social, e desempenho cognitivo”, completa o médico.

Neste ano de 2020, por ocasião do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a ONU ressalta as preocupações relacionadas com a transição da pessoa com TEA para a vida adulta, tais como a importância da participação na cultura juvenil, a tomada de decisões da comunidade e o acesso ao ensino pós-secundário, ao emprego e à vida independente.

Fonte: Spectrum Therapeutics

Hoje é o Dia Mundial das Doenças Raras: cannabis medicinal é opção terapêutica

Hoje, 29 de fevereiro, é o Dia Mundial das Doenças Raras, criado pela Organização Mundial de Saúde* com o objetivo de chamar atenção para estas condições que afetam a mais de 13 milhões de pessoas no Brasil

Existem, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas diagnosticadas com uma das mais de 6.000 doenças raras do mundo e que afetam entre 6% e 8% da população. Mais de 42 milhões destes pacientes estão na América Latina, sendo 13 milhões deles no Brasil.

Cada doença tem características particulares, porém há algumas características comuns a quase todas, como a presença de sintomas desde a infância, os efeitos no desenvolvimento e na qualidade de vida dos pacientes, os efeitos na expectativa de vida e, algumas vezes, o prejuízo das capacidades físicas e mentais. De acordo com a Associação Internacional de Pacientes**, na América Latina o tempo médio entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico de uma doença rara é de cinco anos.

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A falta de conhecimento torna o diagnóstico e o acesso a tratamentos adequados ainda mais difícil, razão pela qual as pessoas com doenças raras enfrentam desafios relativos aos sintomas, complicações e redução da sua qualidade de vida. O impacto vai além do paciente, envolvendo o seu círculo familiar e cuidadores.

Wellington Briques, Diretor Médico Associado Global da Spectrum Therapeutics, divisão de medicina canabinoide da Canopy Growth, afirma: “Doenças como a Síndrome X-Frágil, Síndrome de Tourette, Esclerose Tuberosa, Síndrome de Lennox-Gastaut e Síndrome de Dravet estão entre as investigadas pela comunidade científica mundial. Entre os estudos clínicos que estão sendo realizados para conhecer possíveis tratamentos, a cannabis medicinal tem sido apresentada como um dos possíveis coadjuvantes no tratamento destas condições”.

O médico, especialista em medicina farmacêutica, explica que os produtos à base de canabinoides são usados há décadas para ajudar a reduzir a dor, espasticidade, convulsões e inflamações de diferentes condições. Segundo Briques, o estudo científico “Treatment of Tourette’s Syndrome with Delta-9-Tetrahydrocannabinol***”, realizado com 24 pacientes com Síndrome de Tourette, mostrou um efeito terapêutico positivo sobre os tiques motores e vocais. Dois outros estudos recentes**** dos efeitos anticonvulsivos dos canabinoides na síndrome de Dravet concluíram que sua utilização estava relacionada com a redução da frequência das convulsões e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

“Um em cada cinco pacientes de doenças raras sofre de dor crônica. As evidências científicas demonstraram que os canabinoides também podem oferecer efeitos terapêuticos na redução da dor. Um paciente melhor atendido nas suas necessidades também pode reduzir o custo da assistência médica e farmacêutica ao Sistema de Saúde do Brasil”, afirma o médico.

Brique conclui: “Temos que reconhecer o árduo trabalho das pessoas com doenças raras e das suas famílias, que tornou possível chegar ao momento atual do Brasil onde, graças ao avanço da legislação, existe a perspectiva de acesso seguro a canabinoides para o tratamento de diferentes condições de saúde”.

Presidente da Federação Brasileira de Doenças Raras (Febrararas), que representa 150 mil associados no Brasil, e da Casa Hunter, Antoine Daher, afirma que a regulação dos produtos à base de cannabis no mercado brasileiro trouxe esperança para os pacientes.

“Existe potencial terapêutico para os canabinoides em doenças raras do grupo de doenças lisossomais, que acometem a área neurológica”. Ele defende, no entanto, a realização de investigações clínicas. “É necessário agora trabalhar para que se realizem pesquisas clínicas com foco em doenças raras aqui no Brasil”.

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Neste ano, a Febrararas lançou a campanha do “Laço Raro”, símbolo da união de 13 milhões de brasileiros que convivem com uma doença rara. Para colocar o laço no perfil do Facebook basta clicar aqui.