4 dicas para “beliscar” na Copa do Mundo sem acabar de vez com a dieta

É momento de torcer e confraternizar com amigos e familiares. E esses encontros sempre estão cercados de comidas e bebidas. Especialistas dão dicas para aproveitar o momento sem medo de “quebrar a dieta.”

A Copa do Mundo é o momento perfeito para reunir amigos e familiares e entrar em clima de comemoração. Petiscos, cerveja ou outras bebidas alcoólicas, não faltam, são praticamente itens obrigatórios para assistir aos jogos e confraternizar.

Embora o desejo de comemorar seja grande, o verão está aí e muita gente pode ser perguntar: como fica a dieta? Sophie Deram Nutricionista e autora do best-seller “O Peso das Dietas” explica que nesses momentos pode acontecer exageros em relação a alimentação e bebida, e exageros ocasionais são normais, o problema é quando isso se torna um hábito. O ideal é buscar sempre a moderação.

Thais Mussi Endocrinologista e Metabologista pela SBEM concorda com Sophie e lembra que nessa fase é, importante ter em mente que a manutenção de uma boa saúde não se limita somente a alimentos “fits” e treinos intensos todos os dias. Equilíbrio, menos cobrança fazem parte do emagrecimento saudável. É preciso consciência e moderação.

Alguns hábitos podem ajudar. As especialistas listam algumas dicas:

Fazer refeições equilibradas antes das comemorações

Passar o dia sem comer e chegar em um local com uma grande oferta de comida não é uma boa ideia. Sophie reforça que essa atitude causa muita fome e as chances de exagerar são maiores. Nos dias dos jogos, é essencial manter a alimentação equilibrada antes dos petiscos. “Isso promove saciedade, fazendo com que, na hora de beliscar durante os jogos, a fome seja menor e, então é mais fácil controlar a ingestão de alimentos muito calóricos”, explica Thais.

Comer sem Culpa

Não exagerar é comer sem culpa e entender que é possível comer de tudo (mas não tudo). Sophie explica que não existem alimentos proibidos e permitidos. “Se a pessoa quer comer batata frita, não precisa trocar por biscoito de arroz. A batata frita pode fazer parte de uma alimentação saudável. Porque tudo vai depender da situação. Um alimento por si só não é capaz de fazer a gente engordar ou ter um problema de saúde do dia para a noite”, reforça a nutricionista.

Ela não recomenda que as pessoas consumam batata frita todos os dias, mas, ocasionalmente não há nenhum problema. “É normal comer batata frita em determinadas ocasiões, como petisco. Não há por que temê-la”, comenta. O segredo é comer, degustando, com prazer e sem culpa, dessa forma provavelmente haverá saciedade com uma quantidade moderada do alimento que será suficiente e não acontecerá exageros.

Mas, se a pessoa sente culpa diante da batata frita por exemplo e resolve trocar por outro alimento, que muitas vezes nem ao menos gosta, vai se sentir insatisfeita e vai acabar saindo em busca de mais comida. “A culpa e ver certos alimentos como proibidos acaba fazendo com que a gente coma mais. Pode parecer contraditório, mas é isso que acontece”, explica Sophie.

Dê preferência aos petiscos mais leves

Os petiscos geralmente usados para o acompanhamento dos jogos da Copa do Mundo são uma delícia. São variadas opções, uma mais gostosa que a outra, fica difícil recusar. Na hora de escolher, prefira petiscos mais leves, como castanhas, frutas secas, torradas, queijo branco, tacos com guacamole, biscoito de arroz com patê de atum, torta salgada de legumes, batata assada com páprica e alecrim, palito de polenta assada, sanduíche com carne desfiada, pipoca com parmesão. Dessa forma será muito mais fácil o controle das calorias, não comprometendo a dieta.

Mastigue devagar

Essa dica serve para a vida! Por mais simples que possa parecer, ter o hábito de mastigar com calma, apreciando o sabor e os nutrientes, ajuda na boa digestão, garantindo saciedade por mais tempo. Comer com concentração é uma dica de ouro e que serve para todos os momentos da sua vida. É importante estar consciente e aproveitar o momento.

Fonte: C.A.S.A Sophie

Gordura no fígado: doença silenciosa que atinge 25% da população mundial

Gastroenterologista do São Cristóvão Saúde explica gravidade dos sintomas e por que não devem ser negligenciados

Cerca de um quarto da população mundial adulta é afetada por uma doença silenciosa, chamada esteatose hepática não alcoólica (EHNA). De acordo com pesquisas, essa será a maior causa de doença hepática crônica do mundo, chegando a acometer até 46% dos adultos e será ainda a maior causa de transplante hepático no mundo, superando a hepatite C. Diante de informações tão alarmantes, por que muitas pessoas negligenciam a esteatose?

Gastroenterologista no São Cristóvão Saúde, Tabata Cristina Alterats Antoniaci explica que a definição científica para essa doença é o acúmulo de lipídeos (substrato da quebra da gordura) nos hepatócitos (células do fígado) e, por tal razão, possui o nome popular de “gordura no fígado”. Dentre as causas, estão obesidade, dislipidemia, diabetes mellitus (DM) e Síndrome Metabólica e tais alterações podem impactar na glicemia e até a evolução para fibrose, levando a hepatopatia crônica, conhecida como cirrose hepática.

“É uma doença silenciosa, que pode evoluir sem nenhum sintoma e, quando descoberta, geralmente por meio de sintomas como aumento da sede ou manchas negras em locais de dobras no corpo, nos diabéticos, ou aumento da circunferência abdominal em pacientes com síndrome metabólica, o quadro já estar avançado”, exemplifica Tabata. Desse modo, o diagnóstico ocorre incidentalmente em exames de rotina, como laboratoriais e sanguíneos periódicos. Assim, sempre enfatizamos aos pacientes a importância de um “check up” de rotina”, salienta a especialista.

Grupos de risco

O grupo de risco é vasto e está crescendo, por ser associado ao “combo” de mal do século: a má alimentação, sedentarismo e obesidade e suas complicações.

Causas primárias (causam efeito direto no fígado):

  • obesidade
  • resistência a insulina ( popularmente chamado de “pré- diabetes”
  • dislipidemia ( colesterol e triglicerídeos alterados)
  • diabetes
  • hipertensão arterial sistêmica
  • síndrome metabólica — presença de 3 ou mais dos seguintes fatores ( obesidade central (aumento da gordura no abdômen), hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes).

Causas secundárias (afetam indiretamente o fígado):

  • Medicamentos: amiodarona, corticosteroides, estrógenos, tamoxifeno.
  • Toxinas ambientais: produtos químicos
  • Esteroides anabolizantes
    -Cirurgias abdominais: bypass jejuno-ileal, derivações biliodigestivas.

Em casos mais graves, quando há hepatopatia crônica, já na fase final da esteatose, é quando a fibrose hepática já esta instalada no fígado. “Hemorragias podem ocorrer principalmente pela boca, chamada hemorragia digestiva alta, que de um modo geral, é causada pela ruptura de varizes de esôfago ou gástricas; devido ao aumento da pressão das veias e inclusive esôfago e estômago, e essa pressão leva a hemorragia”, pontua a gastro. A confusão mental também é um dos sintomas e acontece pelo acúmulo de amônia e sua dificuldade em ser eliminada pelas fezes. “Para evitar essas complicações, o paciente hepatopata deve ser acompanhado de perto por uma equipe multidisciplinar, guiada pelo gastroenterologista ou hepatologista”, complementa a médica.

Tratamento

Ilustração: Openclipartvectors/Pixabay

Não existe medicamento que reduza a gordura do fígado. Desse modo, de acordo com a médica, o tratamento deve ser individualizado e baseado nos achados dos exames realizados durante o diagnóstico, primeiramente com foco no fator desencadeante da doença, resultando em uma possível regressão da doença. “A base do tratamento é a mudança de hábitos e estilo de vida, com melhora do padrão alimentar e atividade física, levando a perda de peso, diminuição da circunferência abdominal e estabilização dos níveis dos exames alterados”, finaliza a especialista.

Fonte: Grupo São Cristóvão Saúde

Amazônia Soul na Vila Mariana: opção diferenciada para acompanhar a Copa

O restaurante Amazônia Soul, localizado na Vila Mariana, preparou uma seleção especial de petiscos e entradinhas amazônicas para os torcedores que forem acompanhar os jogos do Brasil e das demais delegações.

Dentre as principais opções o chefe Pedro Amaral, destaca: dadinho de maniçoba R$ 29,90 (feito com o famoso prato da culinária do Pará), pastel de queijo com jambu R$ 20,90, pastel de pato no tucupi R$ 20,90, isca de dourada R$ 41,90, casquinho caranguejo R$ 41,90, bolinho de filhote R$ 32,90, unha de caranguejo R$ 17,90 e muito mais.

“O paulistano está descobrindo a culinária do Norte, apesar de muito diferente do que normalmente é consumido aqui em São Paulo, os pratos têm agradado muito o público que retorna e traz amigos e familiares para viverem a experiência do jambu, tacacá e o provar o verdadeiro açaí”, finaliza Pedro.

Em dias de jogos do Brasil, além dos petiscos, o restaurante vai disponibilizar em seu cardápio caipirinha de limão com cachaça de jambu por um preço especial de R$ 14,90. A cachaça de jambu é famosa por causar uma leve dormência na língua.

Com cardápio fixo, o Amazônia Soul faz entregas para até 10 km ou retirada no local. Confira o cardápio completo clicando aqui.

Amazônia Soul: R. Áurea, 361, Vila Mariana. Atendimento de mesa: terça a sábado: das 12h às 22h. Domingo: das 12h às 18h. Delivery: terça a sábado: das 12h às 21:30. Domingo: das 12h às 17h30.

Imagens: Luis Vinhão

Três formas de manter o cabelo limpo por mais tempo

Cacheados, lisos ou crespos. Limpos, eles são sempre mais bonitos e mais saudáveis. Mas, se a preguiça bate sempre à porta de quem quer um cabelo bonito, o Hair Stylist de SP, Luigi Moretto, deixa 3 dicas que são truques para ajudar a ter fios limpos e sem muito esforço.

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1-Maneira de lavar
A dica é passar o shampoo duas vezes ao lavar os cabelos. “Na primeira, o foco é limpar o couro cabeludo. Na segunda lavagem a atenção deve ser toda para os comprimento dos fios, sem esquecer de só utilizar produtos adequados para cada tipo de cabelo e evitar usar água quente durante a lavagem, já que ela pode causar danos aos fios, deixando-os com frizz e sem brilho”, revela Luigi que conta ainda que o ideal é usar a água morna e fazer um último enxágue com água fria, pois ela sela a cutícula dos fios e, por isso, deixa um visual mais brilhoso.

Foto: GoodHousekeeping

2- Pentear longe da raiz
Ao pentear a raiz dos cabelos é possível distribuir a oleosidade do couro para a as pontas do cabelo e isso pode dar uma aparência mais engordurada nas madeixas. “Vale ainda ter cuidado com os resquícios de cremes e afins que ficam no pente ou na escova quando chega nas pontas e depois volta para a raiz”, ensina.

3- Higienização de escovas e pentes
Pelo menos uma vez por semana, é essencial lavar as escovas e pentes para que sujeiras e restos de produtos não se transfiram para os cabelos. “Uma boa dica é lavar com água e detergente neutro e depois pode usar um pouco de vinagre branco de álcool e sempre colocá-los para secar”, finaliza o especialista.

Fonte: Luigi Moretto é hair stylist e já cursou aperfeiçoamento pela De La Lastra; Blond On Blond – ASK Academy Schwarzkopf The Box Workshop Live com Rafael Bertolucci da Loreal Professionel Paris; AlennMJ Collection By Allen Mujagic – AlennMJ Academy Italy; Cinderella Hair Extensions (Alongamento capilar 3 métodos) – Cinderella Hair USA; Oil Treatments – Moroccanoil USA Best Tool; Salon Centric USA Highlights – Product Club USA Colour Express; ASK Academy Schwarzkopf; Colour Expert – ASK Academy Schwarzkopf; Colour Master – ASK Academy Schwarzkopf.

O.U.i Paris lança fragrâncias com flores inesperadas da alta perfumaria francesa

A nova coleção Fleurs Éternelles é composta por três fragrâncias autênticas, exclusivas e sofisticadas, criadas diferentes de propósito

O.U.i. Paris, marca de alta perfumaria criada na França, acrescenta ao seu portfólio novas fragrâncias produzidas a partir de flores inesperadas. A coleção Fleurs Éternelles traz como assinatura a característica de ser completamente diferente do que existe no portfólio atual, sem deixar de lado toda elegância e exclusividade da marca.

Desenvolvidas pelo diretor olfativo Pierre Aulas, as novidades foram baseadas em flores inesperadas escolhidas a dedo pelo profissional, como um tributo às flores eternas da alta perfumaria, que não figuram como protagonistas há muito tempo. Essas matérias-primas deram vida às fragrâncias La Violette, L’Hysope e La Jonquille, que chegam para ampliar o portfólio da marca de forma exclusiva.

De acordo com Pierre Aulas, diretor olfativo da marca, o grande diferencial da coleção são as matérias-primas. “Há décadas a rosa e o jasmim são estrelas absolutas dos frascos, então a minha inspiração foi sacudir a ordem estabelecida e trabalhar com flores que são coadjuvantes, inesperadas, e não exploradas pelo nicho como protagonistas”, comenta Pierre. “Cada flor é sublimada, tratada com majestade e mesclada com outros ingredientes inesperados para revelar certas facetas que não conhecíamos”, finaliza o perfumista.

“São fragrâncias que trazem a alta perfumaria e autenticidades francesas para o dia a dia das brasileiras e convidam a deixar seu lado diferente florescer, de propósito. Da mesma forma que provocamos o Pierre quando discutimos sobre essas criações.” diz Diego Costa, diretor executivo de perfumaria e presentes do Grupo Boticário.

O Eau de Parfum La Violette pertence à família do floral amadeirado, com fragrância pura, doce, suave e reconfortante, como de um amor incurável. Ela carrega em sua composição pera, rosa e violeta, com um toque de patchouli e fundo âmbar amadeirado, ótima para ser usada em dias quentes, como uma tarde icônica na Normandia, causando presença ao chegar.

Eau de Parfum La Jonquille é recomendado para dias energizantes e ensolarados, como o da Riviera Francesa. Composto por bergamota, ylang e tuberosa, trazendo a essência de flor de laranjeira, gerânio e levemente musk e cedro. Suas flores amarelas e perfumadas são a representatividade do verão, enfatizando seu brilho solar energizante.

Para finalizar, o Eau de Parfum L’Hysope é o sinônimo de intenso, perfeito para ser usado em um dia de visita a Provence, com o céu parecendo ser pintado à mão. Sua vibração transparece em seus ingredientes, onde notas de pera, damasco e figo se encontram no topo, seguidas por jasmim, frésia e mimosa, com notas de patchouli e musk. Combinação perfeita com dias de outono ou inverno.

No Brasil O.U.i Paris está disponível no e-commerce próprio da marca (Link), nos sites Beleza na Web, Beauty Box, em lojas selecionadas da Sephora e revendedoras.

Dieta Flexitariana: alimentos à base de vegetais podem ser grandes aliados

Dieta pode ser considerada tanto um retorno às antigas formas de alimentação quanto um salto para um futuro

O conceito da dieta flexitariana – o meio-termo entre uma alimentação que inclui alimentos de origem animal e plant-based – vem se popularizando dentro do universo da nutrição e propõe reduzir o consumo de alimentos derivados de animais em substituição aos alimentos plant based, isto é, 100% baseado em vegetais. O Brasil é o maior produtor de carne (principalmente bovina) do mundo, no entanto, é também o país com o número de vegetarianos que mais cresce no mundo.

Esse tipo de alimentação não é somente uma dieta segura, mas também um método reconhecido na reversão de doenças crônicas associadas à obesidade. Qualquer passo para a redução no consumo de proteína animal é muito positivo, uma vez que, automaticamente, o consumo diário de gorduras saturadas e de colesterol é diminuído.

Na dieta flexitariana, o consumo de fibras, a redução de gorduras, e a maior quantidade de compostos bioativos também ajudam a reduzir a quantidade de calorias diárias, e isso é muito importante quando pensamos em uma sociedade que tem o sobrepeso e a obesidade tão elevados.

Atualmente, existem opções saborosas e inovadoras para serem aliadas nessa nova dieta. Empresas como N.OVO já possuem linhas completas de alimentos plant-based, como ovos em pó (com um substituto vegetal para ovos mexidos e omeletes), coxinhas e maionese – que são criados a partir de tecnologia própria, à base de proteínas vegetais e ingredientes criteriosamente selecionados.

“O intuito da dieta é oferecer uma alimentação inclusiva e saborosa que protagoniza os vegetais, alimentos que fornecem naturalmente fibras e menores teores de gorduras saturadas. No entanto, não existe um padrão de consumo de proteína animal para definir o que é ou não um flexitariano, ou seja, se a pessoa se alimenta majoritariamente de fontes vegetais, mas consome carne duas ou três vezes por semana, já entra na categoria”, diz a nutricionista Alessandra Luglio, consultora da marca plant based N.OVO.

Mas atenção, antes de iniciar qualquer dieta, é importante sempre contar com acompanhamento especializado ao fazer alterações na sua alimentação.

3 disfunções hormonais que se associam à depressão na mulher

A disfunção tireoidiana está relacionada a um terço de todas as depressões nas mulheres

Segundo a última edição da Pesquisa Vigitel, conduzida pelo Ministério da Saúde, 11,3% dos brasileiros têm diagnóstico de depressão, percentual que sobe para 14% em pessoas do sexo feminino e cai para 7% entre as do sexo masculino. Além de fatores genéticos, hereditários, químicos e ambientais, as alterações hormonais também estão associadas à depressão na mulher.

Um estudo publicado pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisou a relação entre os fatores de risco para a depressão e os desajustes hormonais e metabólicos, que atuam diretamente na modulação do humor feminino. A pesquisa comprovou que quando os níveis hormonais estão em desequilíbrio, há uma disfunção estrutural nas reações fisiológicas, desencadeando sintomas típicos da depressão, como mudanças de humor, fadiga, distúrbios do sono, baixa libido, falta de motivação, entre outros.

“O grande problema é que nem sempre os níveis hormonais da mulher passam por avaliações. O médico receita psicofármacos sem considerar que estes sintomas também podem ser decorrentes de disfunções hormonais. Ou seja, as medicações podem atenuar o quadro depressivo, mas o tratamento será comprometido, caso a raiz do problema seja hormonal”, afirma a psiquiatra Danielle Admoni, preceptora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Quais alterações hormonais comprometem a saúde mental

O sistema endócrino é formado por glândulas que produzem e secretam hormônios, substâncias químicas responsáveis por regular diversos processos no organismo, que vão desde a fome até a libido.

“O problema é quando há desregulação na produção dos hormônios, a exemplo do envelhecimento ou da menopausa, fases em que o corpo passa a produzir menos hormônios”, afirma Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenadora e professora da pós-graduação em Endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD).

Das centenas de hormônios que o corpo produz, confira aqueles que podem causar sintomas de transtornos depressivos quando estão desequilibrados:

Tireoide

A tireoide é uma glândula situada na parte anterior de nosso pescoço, responsável pela produção dos hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). Além de controlar o metabolismo, produz uma série de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e Gaba (ácido gama-aminobutírico), todos envolvidos na regulação do humor. A disfunção tireoidiana faz com que a glândula produza menos hormônio (hipotireoidismo) ou mais hormônio (hipertireoidismo).

No caso do hipotireoidismo, a baixa produção hormonal gera sintomas como cansaço, sonolência, ganho de peso e falta de ânimo. Já o aumento da produção dos hormônios no hipertireoidismo causa aceleração dos batimentos cardíacos, perda de peso, ansiedade e insônia. “Nas duas condições, há também quadros de irritabilidade, mudanças repentinas de humor e fadiga crônica”, diz Claudia Chang.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a disfunção tireoidiana está diretamente ligada a um terço de todas as depressões, sendo o hipotireoidismo a causa mais comum da doença, atingindo cerca de 50% das mulheres.

Estrogênio/Estradiol

Também chamado de estrógeno, o estrogênio é secretado principalmente nos ovários, mas também é produzido em outras partes do corpo, como nas glândulas adrenais. Já o estradiol é produzido nas células dos tecidos ovarianos por ação de outro hormônio, o folículo estimulante (FSH). O estradiol é a principal forma de estrogênio presente nos anos reprodutivos da mulher.

Segundo um estudo publicado na revista Menopause, da Sociedade da Menopausa da América do Norte (NAMS), estes hormônios reprodutivos desempenham um papel importante no risco de depressão entre as mulheres, principalmente na menopausa, quando os níveis hormonais diminuem.

De acordo com a pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny, cerca de 80% das mulheres sofrem com um ou vários sintomas da menopausa. Os fatores psicológicos e fisiológicos mais relacionados com a menopausa envolvem nervosismo, insônia, irritabilidade, alteração de humor, labilidade emocional, problemas de memória, ondas de calor, diminuição da libido e predisposição ao estresse.

“Nesta fase, a queda da produção de estrogênio/estradiol gera uma sobrecarga fisiológica e emocional, favorecendo os quadros depressivos”, reforça Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, Membro da Febrasgo, especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, em Infertilidade pela Febrasgo e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

Além disso, segundo ele, quando a perimenopausa (fase com maiores alterações hormonais) se prolonga além do período normal, a vulnerabilidade da mulher aumenta, e o risco de desenvolver depressão é maior. Em mulheres que já tiveram depressão, o transtorno pode retornar.

“Embora a reposição hormonal seja a melhor estratégia do ponto de vista farmacológico, nem todas as mulheres têm indicação ou podem fazer uso da reposição. Alguns aspectos precisam ser observados, como a via de administração hormonal, as doses e os tipos dos hormônios. Tudo isso tem influência nos riscos e na resposta ao tratamento”, aponta Moraes.

Cortisol

Conhecido como o hormônio do “estresse” ou da “luta ou fuga”, o cortisol é um esteroide produzido pelo córtex adrenal, dentro da glândula adrenal, localizada na parte superior dos rins. Sua liberação ocorre em resposta às situações de estresse e quando há baixa concentração de glicose no sangue.

Segundo pesquisa da Faculdade de Farmácia da UniRV, em níveis normais, o cortisol é essencial para a sensação de bem-estar, tendo papel fundamental como regulador do sono. Mas, quando desequilibrado, o cortisol pode causar cansaço, fraqueza, dificuldades de raciocínio e aprendizagem, compulsões alimentares, diminuição da imunidade, além de sinalizar doenças como depressão.

Outra pesquisa da USP mostra que em pacientes deprimidos o Hipotálamo Hipófise-Adrenal pode estar alterado, apresentando sua atividade aumentada ou diminuída. Ou seja, o eixo pode estar tanto em hiperatividade (níveis altos de cortisol) quanto em hipoatividade (níveis baixos de cortisol).

“Normalmente, quem tem altas concentrações de cortisol apresenta quadros de transtornos depressivos. Já a hipoatividade pode desencadear tanto uma depressão moderada como crônica”, diz Danielle.

Segundo ela, entre as mulheres que já convivem com a depressão, o cortisol tende a atingir o pico no início da manhã e não diminui ao longo do dia. “Pelo contrário: novos picos podem ocorrer, e a disfunção de cortisol torna o corpo resistente aos seus efeitos positivos, agravando depressão, ansiedade e dificuldade de lidar com o estresse”.

Quais exames identificam a desordem hormonal

Por ter causas multifatoriais, a disfunção hormonal não costuma ser evidente. Daí a importância de fazer exames de sangue para saber o que está em desequilíbrio e qual o nível de descontrole para iniciar um protocolo de tratamento.

Os exames indicados são as dosagens de:
Hormônio Folículo Estimulante (FSH)
Hormônio Luteinizante (LH)
Hormônio tireoestimulante (TSH)
Estradiol (E2)
Prolactina
Hormônio paratireoidiano
T3 total e T4 livre
Cortisol

“Quando se verifica os hormônios como parte de uma avaliação abrangente, é possível entender a associação com os sintomas de depressão e partir para um tratamento adequado ao seu diagnóstico”, finaliza Danielle.

Habib’s lança menu especial em homenagem a países que não foram à Copa do Mundo 2022

O Habib’s, maior rede de fast-food genuinamente brasileira, acaba de anunciar o lançamento de cinco esfihas em celebração ao maior campeonato de futebol do mundo, que começa neste domingo (20). Com intenção de enaltecer os países e torcidas que não foram selecionados para a competição, a marca criou as esfihas Itália, Suécia, China, Turquia e Torcida – esta última em homenagem aos torcedores que não aguentam mais esperar a seleção brasileira entrar em campo.

Cada uma traz um pouco da culinária e cultura dos países selecionados, além de muito sabor e a tradicional massa do Habib’s. A esfiha Itália conta com frango à milanesa, molho de tomate e queijo muçarela; a Suécia traz salmão defumado, coalhada seca, queijo muçarela e endro dill; a China acompanha frango à milanesa agridoce, queijo muçarela e pimentão; a Turquia mistura carne com tempero de Doritos, queijo muçarela, alface americana, tomate e molho de hortelã. E é claro que o Habib’s não esqueceria dos fanáticos torcedores brasileiros, fazendo uma homenagem com a esfiha Torcida, recheada de calabresa e vinagrete, queijo muçarela e queijo coalho.

“Sabemos que as nossas campanhas trazem sempre um tom de humor e leveza e aproveitamos o período para homenagear os países que ficaram de fora do campeonato. Queremos mostrar que quem ficou em casa não se deu mal, basta pedir um Habib’s e assistir às partidas mais esperadas do ano. Com essa campanha nós reforçamos a multicanalidade e a presença na casa de nossos clientes”, explica Rafael Polachini, Diretor de Marketing do Habib’s.

Para que a celebração seja em grupo e com direito a muita diversão, o Habib’s criou o Combo Golaço, que une as cinco novas esfihas por R$ 29,90 com cupom no app ou R$ 32,90 marca sem cupom. Outras promoções para o campeonato também estão disponíveis, como: Combo com 10 esfihas clássicas ou especiais e dois chopes Brahma por R$36,90 e o Combo com 20 esfihas clássicas ou especiais e quatro chopes Brahma por R$ 75,90. Outros lançamentos são os combos com duas batatas fritas com cheddar e bacon e 2 chopes Brahma por R$ 34,90. Durante o campeonato, o rodízio de Bib’sfiha sai R$ 34,90 (segundas a quintas-feiras) e R$ 39,90 (sextas a domingos e feriados).

As novidades ficam até 31 de dezembro e estão disponíveis em todas as unidades da rede. Para consultar o funcionamento das lojas, clique aqui.

Conheça as frutas campeãs de hidratação e aprenda receitas com elas

A nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, ensina o que consumir para manter o corpo hidratado e atenuar efeitos nocivos dos raios solares

O verão está chegando. Com as altas temperaturas e clima seco, a hidratação do corpo é fundamental. A nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, ensina que, além de aumentar o consumo de água, incluir frutas ao cardápio é uma forma saudável de hidratar o organismo e também consumir antioxidantes, que podem atenuar os efeitos nocivos dos raios solares. “Devemos incluir mais as frutas como opções de refeições intermediárias ou mesmo de sobremesa, já que elas nos ajudam fornecendo nutrientes e água”.

As frutas mais suculentas, como melancia, melão, laranja, mexerica e abacaxi, são boas opções para melhorar a hidratação por conterem mais água em sua composição, orienta Renata. Já manga, mamão, romã, acerola, ameixa, uva e cereja devem ser consumidas com mais frequência, por serem fonte de betacaroteno e resveratrol, que ajudam na saúde da pele e são fotoprotetores. A lichia, fruta da estação, fonte de vitamina C e antioxidante também deve integrar o cardápio.

Renata explica que é importante consumir a maior parte das frutas in natura. Se optar pelo suco, quanto mais fresco, melhor para aproveitar os nutrientes. Uma dica: caso elas estejam passando do ponto, uma sugestão é congelar no formato de polpa para usar em vitaminas, shakes e smoothies.

A nutricionista ensina quatro receitas para se refrescar (e se hidratar) nos dias quentes do verão.

Smoothie de ameixa

Ingredientes:
200ml de água de coco
3 ameixas picadas com casca
½ xícara de chá de amoras congeladas
1 maçã cortada em cubos
Suco de 1 limão

Modo de preparo:
Bata tudo no liquidificador ou mixer e sirva em seguida, sem coar. Se desejar, pode bater com gelo ou usar ameixas congeladas.

Smoothie de romã com gengibre

Ingredientes:
½ xícara de chá de morangos congelados
Sementes de 1 romã
1 xícara de chá de água de coco gelada
1 colher de café de gengibre ralado

Modo preparo:
Bata tudo no liquidificador ou no mixer e sirva em seguida.

Chá verde com frutas e gengibre

Ingredientes:
3 xícaras de chá de água
3 colheres de sopa de folhas de chá verde
1 pedaço grande de gengibre (3cm)
Suco de 1 limão
Suco de 1 laranja
Modo de preparo:
Aqueça a água com o gengibre picado. Deixe cozinhando por cerca de 5 minutos após levantar fervura. Desligue o fogo e espere cerca de mais 5 minutos. Então, acrescente as folhas de chá verde, o suco de limão e o suco de laranja. Tampe e deixe descansar por 10 minutos. Coe e sirva em seguida.

Sorbet de iogurte com frutas

Ingredientes:
1 banana bem madura congelada
1 xícara de chá de frutas vermelhas congeladas — picadas e sem semente (morango, cereja, amora, framboesa)
1 pote de 170g de iogurte natural sem soro
Castanhas trituradas para decorar

Modo de preparo:
Bata tudo no processador, exceto as castanhas. Coloque em taças e decore com as castanhas. Sirva imediatamente.

Suco de acerola com abacaxi e hortelã

Ingredientes:
2 xícaras de chá de abacaxi picado
1 xícara de chá de acerolas
Suco de 1 limão
1 colher de sopa de hortelã picada
1 xícara de chá de água
Açúcar ou adoçante a gosto

Modo de preparo:
Bata tudo no liquidificador, coe e adoce a gosto. Sirva gelado.

Fonte: Oba Hortifruti

Neuroestimulador cerebral pode mudar vida de quem sofre com dor persistente*

A trajetória de um paciente com dor crônica antes do diagnóstico pode ser um caminho árduo. Por nem sempre se tratar de algo visível, a pessoa pode ter sua dor minimizada. Além de ser desagradável para o organismo, acaba sendo um fardo emocional. Globalmente, estima-se que 1,5 bilhões de pessoas (uma em cada cinco) sofra de dores crônicas, com prevalência maior em pacientes com idade mais avançada. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED), ao menos 37% da população, ou seja, cerca de 60 milhões de pessoas, relatam sentir dor de forma crônica.

Estudos mostram que 46% das pessoas experimentam dor constante. 59% delas já conviveram com a dor durante 2 a 15 anos, enquanto 19% das pessoas deixam de exercer atividades que parecem simples para todos, como trabalhar, por consequência da dor. Chamamos de crônica a dor persistente, que incomoda o paciente por meses ou, até mesmo, anos. Mesmo que não seja aparente, em muitos casos pode ser um alerta de extrema importância para a saúde.

Em situações em que a dor já é crônica ela, inclusive, pode indicar outras doenças. Por essa razão, é importante estar atento aos sintomas e aos pontos preocupantes. Se não tratada, pode levar a outros problemas que antes não existiam, como: limitações na mobilidade, redução de atividades (tendência ao sedentarismo) e fadiga, além de prejudicar a ergonomia.

Felizmente, hoje existem inúmeras formas de cuidar da dor crônica. Quando o especialista busca definir o melhor tratamento, procura identificar a origem do problema, definir as características da dor e buscar informações sobre a saúde do paciente, a fim de escolher a melhor abordagem. Cada caso é único: nem todo remédio serve para todo mundo; nem sempre exercícios físicos são recomendados.

O tratamento multidisciplinar começa quando entendemos as particularidades de cada paciente. Como objetivo do tratamento, é possível eliminar a dor em alguns casos. Mesmo que isso não seja realidade para todos, sempre será possível trazer qualidade de vida e, com certeza, uma melhora funcional significativa, ou seja: viver com conforto, realizando as atividades cotidianas sem problemas e sem sofrimento.

Além dos tratamentos medicamentosos e das terapias complementares, hoje também temos opções cirúrgicas promissoras para tratamento da dor. Nos casos em que os fármacos não são mais adequados ou suficientes, tratamentos como os bloqueios de nervos e infiltrações com anestésicos, cirurgias pouco invasivas por vídeo e cirurgias percutâneas, ou seja, sem a necessidade de uso de bisturi, são possíveis.

Com os avanços da ciência, é também possível pensar em tratamentos de estimulação cerebral para a dor. Os procedimentos de neuromodulação (estimulação) cerebral ou medular, quando bem indicados, podem ser um excelente tratamento para a dor crônica em casos muito complexos e que já tentaram diversos tratamentos, com médicos diferentes. É preciso que a dor do paciente tenha algumas características que demonstrem acometimento de nervos ou do sistema nervoso, como as lombalgias (dores na região lombar) após cirurgias de coluna.

Quando falamos sobre cirurgias de forma geral, as pessoas normalmente se assustam: afinal de contas, ninguém quer passar por uma. Mas não há motivos para isso. As cirurgias para a dor são mais simples do que parecem. Podem ser usadas principalmente quando sabemos que existe uma causa para a dor e, neste caso, que a cura é possível.

Porém, sabemos também que, muitas vezes, a causa da dor não pode ser curada. Entram em cena, portanto, as cirurgias com implantes de aparelhos que funcionam como computadores ligados a eletrodos, pequenos fios que permanecem totalmente implantados no corpo da pessoa. Esses aparelhos têm o poder de mudar a forma como a dor é percebida ou, até mesmo, bloquear a percepção da dor, levando a um alívio importante e, muitas vezes, duradouro. Essas cirurgias são chamadas de neuromodulação, mudando a forma como os neurônios transmitem a dor.

A dor crônica pode e deve ser tratada. Não é normal aceitar a dor e se limitar por conta dela. Se tiver sinais de que sua situação é persistente, busque um neurologista ou neurocirurgião especialista em tratamento da dor.

*Marcelo Valadares é neurocirurgião, médico da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Israelita Albert Einstein.