Uso de produtos anti-idade melhora a autoestima da mulher, diz estudo recente

Trabalho português encontrou uma correlação positiva entre aumento da autoestima e o uso de produtos anti-idade firmadores da pele. A maior eficácia percebida dos cosméticos reafirmantes faciais é uma possível explicação

Tratamentos estéticos podem melhorar a autoestima de pacientes, mas um novo estudo português, publicado no começo de maio no periódico Cosmetics, encontrou uma relação entre aumento da autoestima e o uso de cosméticos anti-idade firmadores.

“Existe uma grande variedade de produtos cosméticos antienvelhecimento que incorporam ingredientes ativos testados para comprovar sua eficácia na prevenção ou reversão dos sinais de envelhecimento cutâneo. A rotina antienvelhecimento inclui o uso de diversos produtos, como protetores solares, hidratantes para rosto e corpo, esfoliantes e cremes reafirmantes (destinados ao tratamento da flacidez) para rosto e olhos, além de antirrugas, produtos reafirmantes para o corpo, tinturas de cabelo e produtos despigmentantes”, explica o dermatologista Daniel Cassiano, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor de Dermatologia do curso de Medicina da Universidade São Camilo.

“A base de um bom regime de cuidados é o uso de produtos que protegem e reparam a pele. Os produtos reafirmantes e antirrugas também podem conter ingredientes que atuam nas camadas mais profundas da pele, ativando e regenerando as células da pele”, completa.

Segundo o médico, o uso de cosméticos reflete o desejo do indivíduo de se sentir bem consigo mesmo. “No geral, indivíduos insatisfeitos com sua aparência relatam baixa autoestima quando comparados com aqueles que consideravam seu rosto e corpo bonito. A insatisfação pode ser resultado de características perfeccionistas, mas também com sinais perceptíveis do envelhecimento”, diz o médico. A amostra do estudo incluiu 260 mulheres com idade igual ou superior a 25 anos (a faixa etária foi estabelecida de acordo com o período de início da diminuição do colágeno) e que usam (ou relatam ter usado nos últimos 12 meses) um produto cosmético antienvelhecimento que não tenha sido prescrito como tratamento de doença.

A média de idade, no entanto, é de 35 anos. Os produtos cosméticos mais utilizados foram: hidratantes faciais, corporais e labiais; protetores solares; esfoliantes; e produtos firmadores e antirrugas para o rosto e contorno dos olhos. Além de analisar os efeitos dos produtos, os pesquisadores encontraram uma correlação direta entre a diminuição da autoestima e o padrão de beleza estabelecido pela sociedade ocidental.

Segundo o estudo, uma possível explicação para os resultados pode ser a maior eficácia percebida dos cosméticos firmadores faciais, promovendo assim uma melhora na aparência e, consequentemente, aumento da autoestima. Para outros produtos antienvelhecimento específicos, como produtos antirrugas, os resultados podem não atender às expectativas dos consumidores.

“Quando a flacidez já está instalada, nenhum produto tópico consegue reverter esse processo. Por essa razão os procedimentos não invasivos são mais indicados. O passo mais importante da rotina de skincare é o filtro solar, já que a radiação UV é maior responsável pela degeneração do colágeno. Os produtos firmadores costumam contar com ativos antioxidantes. O uso desses ativos tópicos, como a vitamina C, o resveratrol e o ácido ferúlico, também podem ser utilizados para otimizar a proteção solar, atuar contra radicais livres que degradam colágeno e prevenir a flacidez. O tratamento noturno com alfa-hidroxiácidos ou ácido retinoico atua mais na textura da pele, não tem muito efeito na flacidez”, diz o médico.

“A percepção dos resultados, no entanto, é algo altamente individual. Muitos pacientes ficam satisfeitos com a melhora do brilho, textura e luminosidade da pele, o que colabora para o aumento da autoestima”, afirma Cassiano.

O dermatologista destaca, por fim, que o melhor tratamento para flacidez de pele é conseguido por meio da associação dos bioestimuladores de colágenos, injetáveis com substâncias que estimulam o colágeno diretamente no local aplicado, com o ultrassom microfocado, tecnologia que promove pontos de coagulação (aquecimento) em camadas da pele para promover a produção de novas fibras de colágeno. “Em todo caso, o uso de produtos dermocosméticos deve ter indicação do dermatologista, para uma orientação mais precisa e adequada às necessidades do paciente”, finaliza o médico.

Fonte: Daniel Cassiano é dermatologista formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutor em medicina translacional também pela Unifesp, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo. Instagram: @clinicagrusaude

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