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Claudia Raia, Bruna Marquezine e Maju Coutinho participam do Bazar Ao Vivo Pela Vida

Personalidades doaram peças para arrecadar dinheiro para o Fundo Emergencial para a Saúde e para a Ação da Cidadania; loja online vai funcionar dentro do aplicativo Ame Digital e além de colaborar com projetos sociais, as compras vão gerar cashback

Que tal poder comprar uma blusa ou um vestido diretamente do guarda-roupa de uma personalidade como Claudia Raia, Maju Coutinho, Isis Valverde ou Karol Conka? Além de obter uma peça especial, quem fizer a compra também entrará em uma corrente de solidariedade, pois o valor integral do produto será destinado a projetos sociais ligados ao combate à fome e aos impactos do novo coronavírus no sistema de saúde.

Esta é a proposta do Bazar Ao Vivo Pela Vida, uma iniciativa do movimento Ao Vivo pela Vida, idealizado pelo Grupo Dadivar, em parceria com a Ame Digital. O movimento surgiu a partir de um festival, realizado no final de abril, que conseguiu arrecadar mais de R$ 1 milhão até o final de maio.

O bazar online funciona dentro do aplicativo da Ame, foi lançado no dia 13 de junho e está disponível tanto para iOS quanto para Android. O valor arrecadado com as vendas será destinado ao Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil e para a Ação da Cidadania. As duas organizações também foram beneficiadas com os recursos arrecadados no festival Ao Vivo pela Vida.

Claudia Raia, Maju Coutinho, Sabrina Sato, Bruna Marquezine, Isis Valverde, Karol Conka, Mariana Ximenes, Camila Queiroz e Fiorella Mattheis são algumas das personalidades que doaram peças de roupas e acessórios de seus acervos pessoais para serem vendidos.

A cada semana, em todas as quintas-feiras, o bazar terá novidades de roupas e objetos doados por pessoas famosas. As empresas de logística e entrega Box e Águia Branca também são parceiras da iniciativa e vão garantir todos os protocolos sanitários de higienização e de transporte das peças para que os novos donos as recebam sem risco de contágio do novo coronavírus.

Além de colaborar com os projetos sociais, as compras também vão render cashback (dinheiro de volta) aos clientes do Bazar Ao Vivo Pela Vida. Cashback é um programa de incentivos da Ame Digital, que vai devolver 5% do valor das compras – com um limite de R$ 50 – para ser usado tanto em compras futuras no bazar quanto nas outras opções de negócios dentro do aplicativo.

As doações destinadas ao Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil serão direcionadas a entidades como Fiocruz, Santas Casas de Misericórdia, Comunitas e outras organizações de saúde para a compra de respiradores, testes para diagnóstico de Covid-19, equipamentos hospitalares e de UTI, além de materiais para profissionais da saúde e medicamentos.

A Ação da Cidadania é uma organização fundada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em 1993. Com a crise do novo coronavírus impactando famílias mais vulneráveis, a organização está intensificando a atuação como distribuidora de pratos de comida por todo o país.

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Festival Ao Vivo Pela Vida

Arrecadar doações para o fortalecer o sistema de saúde e atuar contra a fome no Brasil são as bases do movimento Ao Vivo Pela Vida, que começou em abril, com o Festival Ao Vivo Pela Vida.

A iniciativa ocorreu ao longo de três dias e foi promovida pelo Grupo Dadivar, de Enzo Celulari, e pela Agência Suba, de Fabiana Bruno. Nomes como Luciano Huck, Bruna Marquezine, Angélica, Cláudia Raia, Anitta, Isis Valverde, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Mariana Ximenes, Fabiana Karla e padre Fábio de Melo se mobilizaram no combate ao coronavírus com lives realizadas em seus perfis no Instagram ou YouTube.

Outras iniciativas

Durante os três dias de festival e até o fim de maio, por meio de doações individuais e de empresas, quase de R$ 1 milhão já foram arrecadados, sendo destinados às instituições Ação da Cidadania, que atua no combate à fome, e ao Fundo Emergencial Para a Saúde, que repassa recursos para importantes entidades de saúde como Fiocruz, Santas Casas, Comunitas e outras. As doações continuam pelo site.

Além da arrecadação durante os três dias do festival e das doações pelo site, outras iniciativas também fizeram parte do movimento. Manu Gavassi se uniu ao Ao Vivo Pela Vida e as doações arrecadadas em seu live foram revertidas para a Ação da Cidadania. A Live do Samba, promovida pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, também foi uma iniciativa do Ao Vivo Pela Vida.

O Bazar Ao Vivo Pela Vida é mais uma iniciativa deste movimento para ajudar a saúde pública e pessoas em situação de vulnerabilidade. As vendas acontecerão por meio da loja virtual do bazar no aplicativo da Ame.

Kopenhagen e Reserva lançam collab para comemorar mês dos namorados

Para celebrar o Dia dos Namorados de uma forma exclusiva, a Kopenhagen se uniu à Reserva para o lançamento de uma coleção de camisetas com o personagem Língua de Gato, um dos maiores clássicos da chocolateria. A ação exclusiva trará quatro opções de estampas com temas que brincam com um dos maiores ícones da marca de uma forma mais descolada e fun.

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A inspiração da parceria se deu pela figura do famoso gatinho branco e todo o conjunto visual da linha. Para Maricy Porto, diretora de marketing do Grupo CRM (Chocolates Cacau Brasil e Kopenhagen), “Esse lançamento traduz a modernidade de uma marca de mais de 90 anos de história, que está sempre se reinventando e levando inovações para os fãs, que poderão ter a Kopenhagen presente não somente no paladar. Celebraremos o Dia dos Namorados de forma diferente, com uma collab especial, que dará vida a um dos nossos personagens mais importantes”.

A ação compreende uma edição limitada, e apenas mil kits serão disponibilizados para venda no site da Reserva, até dia 30 de junho, e custarão, em média, R$ 189,00. No último domingo (31), as duas marcas estiveram juntas em uma live no Instagram (@reserva e @kopenhagen_) comandada pelos CEOs Renata Vichi (Kopenhagen) e Rony (Reserva) para anunciarem a parceria ao público.

“Unimos duas empresas brasileiras apaixonadas pelos clientes em pleno Mês dos Namorados. O resultado não poderia ser melhor”, comemora Rony Meisler, CEO do Grupo Reserva. “Além dos kits inéditos que certamente vão surpreender e emocionar os clientes, cada venda viabilizará cinco pratos de comida pelo projeto 1P5P da Reserva”, completa.

Serão quatro kits (masculinos e femininos), contendo, em cada um, uma camiseta estampada com a mascote da Linha Língua de Gato Kopenhagen em poses diferentes, acompanhadas de frases divertidas e três itens da linha: caixa de Língua de Gato trufada, caixa de trufas Língua de Gato e tablete ao leite Língua de Gato.

“Estamos muito animados com essa ação, principalmente porque, no desenvolvimento de todo o planejamento e dos produtos, percebemos o quanto Kopenhagen e Reserva® estão alinhadas em seus valores e propósitos, tendo sempre o consumidor no centro da estratégia e buscando promover experiências extraordinárias por meio dos nossos produtos. Tenho certeza de que essa será a primeira collab de muitas que ainda vamos desenvolver”, afirma Renata Vichi, CEO do Grupo CRM, que compreende as marcas Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau, Lindt Brasil e Kop Koffee.

Algumas criações:

 

 


As vendas da collab começaram no dia primeiro, por meio do site da Reserva. O kit Namorados Língua de Gato com 1 camiseta Língua de Gato Reserva + mix de chocolates Língua de Gato (Caixinha Língua de Gato 85 g trufada + Régua de Trufas Língua de Gato + Tablete ao Leite Língua de Gato) estará disponível de R$ 213,60 por R$ 189,00. As camisetas estão disponíveis nas modelagens feminina e masculina, nos tamanhos de P a 3G.

Renner lança camisetas com parte da venda revertida para ações de combate à Covid-19

A cada peça adquirida marca reverte R$ 10 a iniciativas que buscam minimizar os impactos sociais provocados pelo novo coronavírus

Transmitir mensagens reconfortantes no cenário atual tem ajudado muitas pessoas a lidarem melhor com a rotina. Pensando nisso, a Renner traz uma série de camisetas para adultos e crianças com estampas que inspiram carinho e gentileza no dia a dia. Todas as peças foram desenvolvidas com matéria-prima de menor impacto ambiental e levam o Selo Re – Moda Responsável da Renner. Além disso, as peças terão parte da venda revertida ao Instituto Lojas Renner, braço social da companhia, que destinará os recursos para iniciativas de combate à Covid-19. A cada camiseta adquirida, serão doados R$ 10,00 para as ações voltadas ao enfrentamento da doença.

As camisetas foram produzidas em algodão chancelado pela Better Cotton Initiative (BCI), organização global sem fins lucrativos, acompanhadas de estampas com mensagens positivas como: “Ser gentil faz bem”, “O amanhã vai ser lindo”, “Fazendo o meu melhor hoje” e “Não fiz nada ontem e foi ótimo”, em referência ao período de quarentena.

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Já à venda no e-commerce e nas lojas físicas da marca que estão operando neste momento, os modelos variam entre R$ 29,90 e R$ 39,90. Os itens se somam a uma série de iniciativas de responsabilidade social promovidas pela Lojas Renner, com o objetivo de minimizar os impactos sociais provocados pelo novo Coronavírus e promover auxílio às ações sociais que amparam comunidades em situação de vulnerabilidade.

Informações: Lojas Renner

Julia Roberts apresenta coleção da Calzedonia para o Dia das Mães

Uma das atrizes mais celebradas do mundo surge com meias-calças que fogem do comum para mães cheias de estilo

Referência de estilo no mercado internacional, a marca italiana de legwear Calzedonia lançou nesta semana uma nova coleção que promete agradar no Dia das Mães. Para uma das datas mais aguardadas do ano, nada mais especial do que Julia Roberts apresentando sugestões de presentes que vão encantar mães de todos os estilos.

São meias-calças com estampas de pied-de-poule, bolinhas e lisas, além de acabamentos brilhosos, fosco e canelado, em fios nobres como cashmere.

As peças da coleção estão disponíveis no site da Calzedonia Brasil e custam a partir de R$ 39,90. Acima de R$ 250,00 em compras, a cliente ganha uma meia-calça.

Para ter acesso à coleção completa, visite o site clicando aqui.

Sobre a Calzedonia

Esta é a marca histórica que dá o nome ao Grupo, representando a essência do patrimônio da empresa. Desde 1986, cada uma de suas coleções moldou as últimas tendências em meias e trajes de banho para mulheres, homens e crianças, unindo qualidade de confecção com estilo e preços acessíveis.
Hoje a marca está presente em 43 países com mais de 2.000 lojas, das quais 600 estão na Itália. Durante os primeiros 30 anos de sua história, a Calzedonia afirmou seus valores em uma indústria complexa que vive em constante mudança, satisfazendo as exigências do público e oferecendo um estilo que é sempre original e no qual o acessório é o protagonista incontestável.

Máscaras, de pano ou não, vão virar padrão social; aprenda como torná-las eficientes

Máscara de pano: saiba como tornar mais eficiente a proteção contra o coronavírus

Após a recomendação do uso de máscaras caseiras para a população saudável e sem sintomas do novo coronavírus, a clínica geral Daniela Righi, da clínica Leger, afirma que elas ajudam a conter e barrar gotículas que contêm o vírus, mas que devem ser acompanhadas de bons hábitos de higiene.

“Quando a pessoa tira a máscara, ela leva a mão ao rosto, e se não estiver bem lavada, fará a contaminação”, diz.

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A médica alerta sobre a maneira correta de se proteger com o uso da máscara de pano. Confira:

– A orientação da OMS é que usem máscaras somente pessoas infectadas pelo vírus, mas pessoas que não estão neste grupo podem usar máscaras caseiras como forma de prevenção. Sempre que precisar sair de casa, saia com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja. Dentro da sua residência, não é necessário usá-la.

– O melhor material para se fazer a máscara é com tecidos de 100% algodão. Eles apresentam uma eficácia similar a de uma máscara cirúrgica. Também podem ser usados TNT ou outros tecidos. Quanto mais grosso for o tecido, mais a proteção.

– Para ser eficiente, o governo reforça que a máscara precisa ter pelo menos duas camadas de pano, não pode ser compartilhada com ninguém (mesmo após lavada), e que fique bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais e cobrir do nariz até o queixo.

– As máscaras caseiras não precisam ser descartadas após o uso. Elas podem ser lavadas e higienizadas com solução de hipoclorito. Depois de secas, estão prontas para um novo uso. Também é possível fazer a higienização com água e sabão.

– A filtragem realizada por máscaras de uso profissional é feita de forma específica, e materiais como guardanapos e filtros de café (que têm sido usados na confecção de máscaras caseiras) não cumprem esse propósito.

– Após duas horas de uso, é necessário trocar a máscara. O mesmo vale para quando ela ficar molhada devido à tosse, espirro, fala ou respiração.

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Pixabay

– Uma vez que você estiver com a máscara, não mexa mais nela nem tire da frente da boca para falar. Também não se deve tocar diretamente o tecido – caso faça isso, troque a máscara. Isso porque a forma incorreta de manusear o acessório pode torná-lo um foco de transmissão, ao invés de proteger.

 

Máscaras serão novo padrão social, dizem especialistas

Cientistas que assessoram o governo federal da Alemanha em meio à pandemia de coronavírus afirmam que medidas de isolamento social e de fechamento de estabelecimentos só poderão ser relaxadas se houver máscaras respiratórias suficientes para a população.

Em entrevista à revista Der Spiegel, um especialista membro da Leopoldina, academia nacional de ciências da Alemanha, instituição de referência no país, disse que a universalização do uso de máscaras faciais, que cubram boca e nariz, é um requisito para o retorno à normalidade.

“Somente com proteção sanitária suficiente será possível voltar à vida normal”, diz cientista

“A máscara deve se tornar um novo padrão social”, disse o cientista. “Somente com proteção sanitária suficiente será possível voltar à vida normal. [A máscara] tem que ser a nova moda.”

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Foto: Health Magazine

Portanto, a reabertura de lojas e, gradualmente, de instituições de ensino depende em grande parte de quantas máscaras estarão disponíveis para a população, algo que é difícil prever em meio a problemas na importação desses produtos.

Tais recomendações estão presentes num relatório da Leopoldina, antecipado pela Spiegel, mas que será apresentado oficialmente na próxima segunda-feira.

O governo da chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse que o relatório da academia terá um papel importante no debate sobre quando e como o país poderá voltar à normalidade, após controlada a pandemia do coronavírus Sars-Cov-2.

Merkel e os governadores estaduais se reunirão por videoconferência na próxima quarta-feira para discutir os próximos passos e a possibilidade de um relaxamento nas medidas restritivas no país, que é um dos mais atingidos da Europa em número de infecções.

De acordo com a Spiegel, os cientistas da Leopoldina também devem recomendar a extensão da realização de testes na Alemanha, bem como a reabertura gradual de escolas.

Segundo os especialistas, os primeiros estudantes poderiam retornar às salas de aula já nas próximas semanas – mas a medida deveria ser limitada aos alunos mais velhos, que pela idade são mais confiáveis de que usarão máscaras e manterão a distância mínima necessária. “Crianças de jardim de infância não podem fazer isso”, disse o cientista entrevistado pela revista.

Ao contrário de outros países europeus, como a Itália e a França, a Alemanha não decretou um confinamento rigoroso em nível nacional, mas impôs uma série de medidas que acabaram por reduzir a circulação de pessoas.

As escolas permanecem fechadas, bem como a maioria das lojas. Restaurantes só podem vender refeições para viagem. Aglomerações com mais de duas pessoas estão proibidas, e os infratores podem sofrer sanções. Alguns estados mais atingidos, como a Baviera, impuseram medidas mais severas, como toque de recolher.

Na última quinta-feira, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, admitiu que as grandes aglomerações de pessoas podem continuar proibidas “por meses”.

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Uma pesquisa divulgada na semana passada apontou que 72% dos alemães estão satisfeitos com a forma que o governo vem administrando a crise. Entre os eleitores do partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), o percentual chegou a 88%. O levantamento ainda apontou que 93% dos alemães julgam que as medidas de distanciamento social são apropriadas.

Segundo contagem da Universidade Johns Hopkins, a Alemanha soma mais de 122 mil casos confirmados de covid-19 e 2,7 mil mortes, uma mortalidade muito abaixo da de outros países europeus. O Reino Unido, por exemplo, tem 74 mil infecções e quase 9 mil mortos.

Fonte: Climatempo

Oscar 2020 surpreendeu na premiação, mas na moda prevaleceu o clássico

Na noite de ontem (9) foi realizada a 92ª premiação do Oscar, em Los Angeles, Estados Unidos. A noite mais glamorosa do cinema não trouxe arroubos fashion e nenhuma cor ou estilo se sobrepôs aos demais. A maioria dos presentes estava bem elegante, e as mulheres esbanjaram mesmo nas joias.

A grande surpresa foi mesmo o Oscar de Melhor Filme ir para o longa-metragem sul-coreano Parasita, que levou também como melhor filme estrangeiro, melhor roteiro e melhor diretor. Ou seja, foi o mais premiado da noite, um marco na premiação, pois, até então, nenhum filme falado em outra língua que não o inglês havia alcançado tal façanha.

Photo by Amy Sussman--Getty Images
Getty Images

Na parte das premiações de atuação, não houve surpresas, os mais cotados levaram. Renée Zellweger ganhou seu segundo Oscar (o primeiro foi por Cold Mountain), agora como Melhor Atriz, pelo papel principal em Judy: Muito Além do Arco-íris. Ela usou um vestido de uma manga, em formato de ampulheta Armani Prive reluzente, no melhor estilo clássico hollywoodiano.

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Laura Dern ficou com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por História de um Casamento. O vestido da atriz, Armani Prive, não agradou muito a maioria, por causa da franja, que um site afirmou “remeter a um bordel e parecer barato”.

Brad Pitt levou a primeira estatueta por atuação, pois já havia ganhado como produtor do filme 12 Anos de Escravidão. Ele foi premiado com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Era Uma Vez em… Hollywood. Joaquin Phoenix confirmou o favoritismo e ficou com o Oscar de Melhor Ator por seu papel em Coringa.

O que achei bem interessante é que três dos quatro atores já passaram dos 50 anos, e o quarto, Phoenix, está chegando lá, fará 46 neste ano. Muito bom ver esta valorização.

Os modelos da noite

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Como sempre faço, escolhi alguns modelos das atrizes que passaram dos 40. Como sempre há exceções, as deste ano são a cantora e atriz Janelle Monáe, que abriu a premiação cantando. Ela chegou em um ousado vestido com capuz assinado por Ralph Lauren e composto por mais de 17.000 cristais. Alguns internautas brincaram que ela havia descido de uma nave-mãe.

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Getty Images

Já a jovem atriz Florence Pugh usou um modelo Louis Vuitton com camadas azul-turquesa e uma bainha assimétrica. O vestido levou dez dias para ser feito por seis costureiras. Os sapatos de cetim também eram LV. Florence, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante pelo papel em Adoráveis Mulheres, trabalhou com a estilista Rebecca Corbin-Murray. Chamava atenção também a gargantilha de diamantes deslumbrante com uma pedra preciosa em forma de lágrima, da coleção “Riders of the Knight” da LV High Jewelry.

Sandra Oh, Maya Rudolph e Salma Hayek também foram criticadas pelas escolhas. Eu, particularmente gostei do modelo da última, que remetia à Grécia. Mas por ser branco, o taxaram de nupcial.

Das demais, gostei muito do modelo da atriz Regina King, em um vestido rosa estonteante da Versace. Maravilhoso!

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Já Geena Davis, que andava sumida, recebeu o o Prêmio Humanitário Jean Hersholt deste ano. Ela chegou à cerimônia de domingo no Dolby Theatre em um vestido preto sexy, com um decote profundo e bolsos, feito pela estilista Romona Keveža. A atriz, que tem incríveis 64 anos, exibia um corpete com decote em V de lantejoulas e uma saia bordada com treliça de rede francesa.

Confira os demais abaixo:

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Jane Fonda sobe ao palco para entregar um Oscar usando um modelo que vestiu no Festival de Cannes de 2914 do estilista Ellie Saab coberto de cristais

Melhores e piores looks femininos do Globo de Ouro 2020

Ontem à noite (5) foi realizada a 77ª edição do Globo de Ouro, em Los Angeles, Estados Unidos. Nesta primeira premiação do ano, a imprensa estrangeira baseada nos EUA escolhe os melhores do ano anterior no cinema e na televisão (e agora também no streaming). Houve algumas surpresas entre os ganhadores, mas nada que saísse muito do previsto.

Quanto à moda, podemos falar que a maioria investiu em um look seguro. Destaque para mangas, que apareceram bufantes, entre mulheres de todas as idades. O preto, como sempre, foi maioria.

Fotos: Getty Images

Vou focar, como sempre, nas mulheres mais maduras, que estão acima ou chegando aos 50 anos. Porém, abri uma exceção, pois na minha opinião, a melhor da noite foi a jovem Zoey Deutch, filha da atriz Lea Thompson, que interpretou a mãe de Marty McFly na trilogia De Volta Para o Futuro. A atriz, de 25 anos, que está no elenco da série The Politician, usou um macacão amarelo, cor que nem gosto muito, da marca Fendi. Linda.

Os piores looks, na minha opinião, foram os de Jennifer Lopez, que gerou piadas como “embrulhada para presente”; Gwyneth Paltrow, com um vestido de cor estranha e totalmente transparente; Kerry Washington, usando um terninho sem nada por baixo, só uma joia. E, para meu desgosto, Charlize Theron, que adoro, usou um modelo que unia um tipo de espartilho com uma capa… Ela merecia algo melhor.

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Laura Dern – Getty Images

Entre as que gostei, Laura Dern, que levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em drama pelo papel em História de um Casamento.

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Cate Blanchett – Getty Images

Também achei interessante o modelo usado por Cate Blanchett, amarelo bem claro, cor que ela usou anos atrás em outra premiação. De resto, nada que fizesse o coração bater muito forte.

Confira mais looks abaixo:

Água de Cheiro e Besni em parceria para implementação de franquias dentro da rede

A partir deste mês, a Água de Cheiro , marca pioneira no mercado de franquias de beleza e perfumaria, passa a comercializar seu portfólio em franquias implementadas no interior das Lojas Besni, uma das maiores varejistas de roupas e calçados do Estado de São Paulo. Até o momento, foram inauguradas três operações na cidade de São Paulo, e o plano para o ano que vem é expandir o projeto para toda a rede Besni, que hoje atua em 34 pontos no estado.

Para a Água de Cheiro, o projeto marca a continuidade da expansão da rede, que foi retomado de forma acelerada desde o ano passado. Já para a Besni, a parceria surge como uma oportunidade de diversificar o portfólio oferecido nas lojas físicas, uma vez que a marca tem posição consolidada na venda de calçados e roupas, mas não comercializa itens dos segmentos de beleza e perfumaria.

O projeto é uma franquia Água de Cheiro no formato store in store, na qual a Água de Cheiro tem um espaço personalizado dentro das operações da Besni para exposição, experimentação e venda dos itens da marca. Além disso, há uma equipe capacitada pela marca de perfumaria para orientar os consumidores na hora de escolher os produtos. Como se trata de uma franquia, a operação respeitará estoques mínimos, preços ao consumidor e demais especificidades da marca.

De acordo com Olindo Caverzan Junior, diretor da Água de Cheiro, existe total sinergia entre os públicos das duas marcas, que conversam diretamente com a classe C brasileira. “Para nós, essa parceria significa a consolidação da volta da Água de Cheiro no imaginário do consumidor de forma natural, em uma varejista que o público já conhece e confia, que é a Besni”. O executivo espera, ainda, um aumento de 20% no sellout da Água de Cheiro com a inauguração das três primeiras operações em relação ao ano passado.

Estão disponíveis mais de 200 produtos do portfólio da Água de Cheiro, considerando os perfumes próprios e de marcas importadas, além de linha de cuidado corporal. A parceria contempla apenas as lojas físicas da Besni, e os consumidores terão acesso às mesmas condições de pagamento e crédito oferecidas pela rede.

 

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As três primeiras unidades são:

Besni República – Inauguração: 17/10
Endereço: Rua Vinte E Quatro De Maio, 185/189 – São Paulo/SP – Segunda a sexta – 9h/21h – sábados – 9h/ 20h – domingos – 10h/17h

Besni Vila Nova Cachoeirinha – Inauguração: 22/10
Endereço: Av. Parada Pinto, 417 – São Paulo/SP – Segunda a sábado – 9h/21h – domingos e feriados – 10h/17h

Besni Taboão – Inauguração: 25/10
Endereço: Rod. Régis Bittencourt – Br 116, Km 271,5 Loja 43 a 46 – Taboão da Serra/SP – Segunda a sábado – 10h / 22h – domingos e feriados – 11h / 21h

Sobre a Água de Cheiro

Fundada em 1976, em Belo Horizonte, a Água de Cheiro é pioneira no mercado de franquias de beleza e perfumaria. Responsável pela criação de grandes clássicos da perfumaria brasileira, como Absinto e Água Fresca, a marca é reconhecida pela qualidade de seus cosméticos e fragrâncias.

Com 140 unidades e mais de 400 produtos em seu portfólio, Água de Cheiro trabalha com linhas próprias e produtos fashion brands mundialmente conhecidas. Ao longo de toda a trajetória, a marca trabalha para desenvolver produtos de qualidade que atendam aos mais diversos perfis de consumidor, tendo pluralidade e multiculturalidade como valores essenciais de sua história.

Malwee lança campanha #AtitudesdoBem 2019

Com o tema “Bonito não é o que a gente veste, bonito é o que a gente faz”, marca aposta em filme emocional para engajar consumidor na maior campanha de doação da sua história

Despertar gentilezas por meio de pequenas atitudes para construir um mundo melhor. É com esse propósito que a Malwee apresenta a campanha #AtitudesdoBem 2019. Lançada pela primeira vez em 2018, a segunda edição da campanha pretende ajudar mais de 20 mil crianças em todo o país na maior corrente de doação da história da marca.

Para mobilizar os consumidores, o filme explora a relação de pai e filha e mostra como a criança absorve os ensinamentos positivos que recebe ao longo da vida. Em um pequeno gesto da menina, as situações se entrelaçam e, com um tom emocional, reforça a mensagem: ‘bonito não é o que a gente veste, bonito é o que a gente faz’.

Cocriação da Malwee com a produtora Ventura TV, o filme, que tem 2 minutos e 30 segundos, pode ser visto nas redes sociais da marca Malwee e no programa Domingo Legal, do SBT. A campanha conta ainda com embaixadores como o apresentador Celso Portiolli e os atores Ricardo Pereira, Miá Mello, Dani Suzuki e Dudu Azevedo. Eles vão incentivar, em suas redes sociais, a participação do público.

“A campanha #AtitudesdoBem busca uma grande mobilização. Queremos incentivar pequenos gestos que podem fazer a diferença na construção de um mundo melhor. São ações simples, mas que mostram como podemos mudar a vida de quem está à nossa volta”, explica Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee.

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Campanha apoia 20 projetos sociais em todo o Brasil

A campanha #AtitudesdoBem tem dois meses de duração e apoia 20 projetos sociais em diversas regiões do Brasil. Quem escolhe o projeto beneficiado por cada doação é o próprio consumidor. Para participar, basta o consumidor comprar qualquer peça das coleções de fim de ano das marcas Malwee, Malwee Kids! ou Malwee Liberta (Alto Verão ou Celebration), cadastrar o código #AtitudesdoBem (impresso na etiqueta) no site da campanha, escolher a ONG que deseja ajudar e a Malwee faz uma doação para a causa escolhida.

Cada cadastro contabilizará uma doação equivalente ao valor de uma camiseta básica para uma das ONGs participantes. Para conhecer cada uma e saber o que esse valor significa para elas, basta entrar no site da ação. Essa campanha e toda a curadoria das instituições foram criadas em parceria com o Movimento Arredondar.

Confira o vídeo da campanha clicando aqui

Informações: Malwee

Interesse por moda cresce entre os novos 50

Em 2017, durante a edição 43 da SPFW, a estilista Raquel Davidowicz, da grife UMA, convidou a prima, Suzana Kertzer, uma ex-modelo, então com 67 anos, para desfilar um de seus modelos. Na época, Raquel declarou: “Hoje, a roupa não tem idade, então, não tem que só mostrar modelos tão jovens”. Ela também lembrou que entre as mulheres que usam suas roupas havia clientes de 70 anos, “bacanérrimas”, que eram as mais ousadas e se vestiam com muita personalidade.

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Suzana Kertzer desfilando para a prima

Em agosto do mesmo ano, na 44ª edição da SPFW, foi a vez da estilista Gloria Coelho, em parceria com a Natura, abordar o tema #velhapra questionando os padrões de beleza da moda. Na época, ela comentou que “a idade não pode restringir a carreira, a atitude, a forma de se vestir e as feições de ninguém”. Na passarela, mulheres de várias idades, como a cantora Marina Lima e a empresária Teresa Fittipaldi, entre outras, desfilavam.

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A cantora Marina Lima

Sim, ao que parece, a moda está caminhando para ser ageless (sem idade) e os novos 50 estão cada dia mais interessados nesse tema. Eles não apenas são consumidores atentos que sabem o que querem, como também têm mostrado interesse em aprender a fazer e a entender a moda.

Auge da carreira

“Entre meus clientes, 25% deles estão na faixa dos 50 anos. E tenho percebido o aumento do interesse desse público por moda”, afirma a consultora de imagem Raissa Starosta, que acrescenta: “Antigamente, uma mulher dessa idade era considerada uma senhora. Hoje, ela está no auge da carreira e tem filhos pequenos. Creio que isso de ser mãe mais tarde esteja ajudando a manter a mulher mais jovem”.

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A atriz Viola Davis

Raissa diz que a maior diferença entre as mulheres jovens e as maduras é que as segundas sabem o que querem. “As de 50 geralmente passaram por um divórcio ou estão se reinventando na carreira e me procuram querendo mudar o estilo, mas sabem o que querem usar”.

Na opinião da profissional, não existe mais roupa para jovem e roupa para senhora. “Se uma garota comprar uma camisa branca, pode ser que a use em uma entrevista de emprego e, depois, dará um nó e a vestirá com shorts. Já uma mulher de 50, irá usar com jeans ou calça social e cinto. A maneira como se usa é o que diferencia, não a idade”.

Nasce uma modelo

Maria Rosa Von Horn tinha o desejo, desde pequena, de ser modelo. Porém, como a maioria das mulheres, fez a trajetória clássica: formou-se em Direito, se casou e teve filhos. Em 2007, prestes a completar 50 anos resolveu concretizar o sonho. E lá foi ela fazer um curso de passarela com meninas de 13 anos: “Sou meio fora da curva: mais alta que a média, sempre estive bem fisicamente e de saúde, então, por que não?”, diz ela, hoje com 61 anos.

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Ela conta que não conseguiu nada, foi tachada de maluca e, decepcionada, resolveu escrever para uma revista mostrando o preconceito que sentiu. A matéria repercutiu tanto que ela acabou dando entrevistas para vários outros veículos de comunicação. Maria Rosa recebeu milhares de mensagens de mulheres que a apoiavam: “Elas se sentiam inexistentes, criticavam o mundo restrito da moda e beleza e também a visão preconceituosa da publicidade, que retratava mulheres de 50 anos em anúncios de remédio ou fralda geriátrica”, conta. Mesmo sem um tostão, ela teve o insight de criar sua própria agência virtual, algo que não era comum em 2007. Assim nasceu a FiftyModels, especializada apenas em modelos maduras e na qual Maria Rosa também atua.

Hoje, 12 anos depois, a agência tem clientes como Arthur Caliman, Globe, Natura, Casas Pernambucanas, entre outros. Para Maria Rosa, o segmento só tende a aumentar: “Mulheres de 50 anos, hoje, estão no auge da vida, são ativas, elegantes, antenadas com o mundo e experientes. Representam a melhor fatia consumidora do mercado, pois chegaram ao topo da realização pessoal e profissional”.

Usando e criando moda

mulher estudando wiseGEEK

Para o professor e coordenador da Pós-Graduação em Styling e Imagem de Moda das Faculdades Santa Marcelina, Marcio Banfi, os novos 50 estão, sim, mais interessados em moda: “Essas pessoas não querem mais se vestir como ‘velhas’, querem usar as mesmas roupas que pessoas mais jovens usam, sem distinção”.

O professor confirma que tem visto um aumento de alunos, nesta faixa etária, nos cursos de moda: “Sem dúvida, há muitos casos de pessoas com 50 anos procurando graduação, pós e cursos de moda. Sinto que aumentou e noto isso nas minhas proximidades”.

Porém, mesmo com essas mudanças, ele não acredita que se possa falar que a moda agora é ageless. “Ainda não chegamos lá, mas estamos caminhando para isso. Seria o ideal, uma roupa sem distinção de idade”. Quanto a quem faz a moda, Banfi é menos otimista: “Ainda são poucos os que pensam nesse público. Sei que, por exemplo, algumas marcas têm clientes maduros que acabam se identificando com parte da coleção. Porém, não posso dizer, exatamente, se existe o pensamento voltado especificamente para eles”.

Revista para mulheres reais

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A advogada e empresária Soraya Casseb Bahr de Miranda Barbosa estava folheando uma revista, com a filha, formada em publicidade e marketing, e as duas começaram a analisar o material: “Chegamos à conclusão que as publicações que existem retratam uma moda que não é para jovens nem para maduras. Fotos com moças muito magras usando roupas que não chamaríamos de ‘descoladas’. E o poder de compra dessa jovem não alcança os valores dos produtos oferecidos, como uma bolsa Chanel, por exemplo”, analisa.

E completa: “E os saltos altos? A maioria das jovens usa sapatilha, bota, tênis. Quem compra sapatos de saltos e vestidos de grifes costuma ser a mulher na faixa dos 50, que tem poder aquisitivo elevado, que pode se dar ao luxo de pagar R$ 5 mil por um sapato Louboutin”.

Foi aí que ela teve um insight e pensou em fazer uma revista diferente, para mulheres maduras e reais: “Criei a Senhora Atual para mulheres que estão trabalhando, produzindo, comprando e que só pensam em se aposentar depois dos 70 anos, e olhe lá. A revista mostra uma mulher vaidosa, que se cuida, paga suas contas, viaja, usa joias, troca de carro, investe em imóveis. Uma mulher que movimenta um mercado que a ignora e que, ao fazer uma propaganda, coloca uma garota que nem sabe o que está fazendo ali.”

No início, ela teve dificuldades em convencer anunciantes que teriam retorno. “Não tive problemas em colocar empresas brasileiras nos editoriais, não houve resistência. Agora, um ano depois, o retorno tem sido maior que o esperado. Não havia uma publicação como a nossa no Brasil”, finaliza a empresária, que tem 62 anos.

“Orgulho da pessoa que me tornei”

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Therezinha Lima Fernandes, 51 anos, advogada e modelo, casada há 30 anos, tem 3 filhos e 4 netos. “Tornei-me modelo aos 50 anos. Consumidora e muito vaidosa, atenta ao mundo da moda e aos lançamentos de produtos de beleza, percebi que o mercado de propaganda estava começando a exibir modelos maduros, de vários perfis. em seus lançamentos. Eu me interessei e fui pesquisar agências que contratavam modelos acima dos 50 anos. Assim, conheci a FiftyModels. Mandei uma foto, fui agenciada e, para minha surpresa, logo no primeiro mês participei de um editorial de moda. Tenho uma autoestima elevada, estou de bem com a vida e me agrada a imagem que vejo diante do espelho. Hoje busco capacitação profissional, faço cinema no Studio Fátima Toledo e acabei de concluir curso de passarela e expressão corporal na Namie Wihby School. Confesso que pessoas que me cercavam levaram um susto quando optei por essa nova carreira, pois, por exercer o Direito, aparentava um perfil muito sisudo, e a minha nova escolha exigia carisma e alegria. Hoje, no local onde trabalho, ou quando estou com os meus filhos e netos, sinto que as pessoas exibem certo orgulho da pessoa que me tornei, estão sempre distribuindo a revista na qual fiz parte do editorial de moda. Em relação ao mercado de trabalho, existe um estereótipo das mulheres acima de 50 anos que não condiz com a nova realidade. A publicidade rejeita as mulheres que considero fashion. Nós almejamos além dos comerciais e propagandas de reuniões de família e produtos para terceira idade, queremos exibir os produtos de beleza, roupas e acessórios modernos do qual somos consumista. Enfim, estamos invadindo as redes sociais por meio dos nossos ensaios fotográficos e mostrando um padrão que já existe, embora não se divulgue”.

Mudando a autoestima

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Alice Yuka Okuda, 52 anos, empreendedora, divorciada, sem filhos: “Não era modelo. Comecei depois que fui desligada de uma multinacional em 2017, aos 50 anos. Trabalhei na área tributária durante 27 anos, tinha um cargo de gerente, com muitas responsabilidades. Um ritmo muito estressante, que afetava minha saúde e lado pessoal, ou seja, não tinha qualidade de vida. Então, decidi que não voltaria a trabalhar nessa área, apesar do salário ser bem atrativo. Pensei que não tinha muito tempo para aproveitar a vida e que o momento de trabalhar com algo que me desse prazer, ser feliz, mesmo ganhando menos, tinha chegado. Vi um anúncio sobre modelos com mais de 50 anos na internet, pesquisei sobre o assunto e encontrei a Maria Rosa da FiftyModels. Isso mudou minha autoestima. Percebi que depois que sai da zona de conforto e da rotina, consegui desenvolver outras habilidades que nem conhecia. No início, as pessoas desconfiaram, mas depois que os resultados foram aparecendo, todos me apoiaram e entenderam a importância do meu momento. O mercado é muito concorrido, ainda mais com atual situação do país. Tenho muita coisa para aprender, começar uma nova atividade leva algum tempo para decolar. De qualquer forma, acredito que hoje tenha mais chances para pessoas de 50 anos ou mais do que antes. A leitura que estou fazendo, é que esse mercado está pedindo pessoas reais, não somente aquela modelo jovem e que tem as medidas perfeitas. Começar uma nova atividade, seja como modelo ou qualquer outra coisa que você ame, exige coragem e determinação. As pessoas não podem deixar seus sonhos de lado, têm que acreditar e ir até o fim. Afinal de contas, estamos aqui para viver e ser felizes. Viver é muito mais que existir”.

“Não acho que haja algo proibido para uma mulher de 50 anos vestir”

laura e karl
Laura com o estilista Karl Lagerfeld

Laura Wie, 52 anos, casada, duas filhas, modelo, empresária, palestrante: Continuo envolvida com a moda, mas, claro, os convites para trabalhos, especialmente desfiles, diminuíram. Normalmente, a passarela é para mais jovens. Fiz as primeiras edições da SPFW, mas acho que houve uma mudança de perfil, hoje não há mais aquela supermodelo ou mesmo a mai conhecida. As meninas fazem parte de um grupo. Aquela fase passou. Como sempre trabalhei e gostei de moda, mesmo não sendo mais uma modelo tradicional, continuo envolvida. Fiz uma personagem no teatro, na peça Mademoiselle Chanel, entre 2004 e 2007. Marília Pêra era a Gabrielle Chanel e eu uma modelo da maison. Naquela época, já era apresentadora de televisão, e as matérias diziam: a modelo Laura Wie volta às passarelas pelo teatro. Fiquei receosa de ser chamada de modelo. E ela me disse: ‘Sempre fui bailarina e sempre serei. E estou com quase 70 anos. E você, pelo seu perfil e histórico, sempre será uma modelo. Aceite”. E eu aceito. O fato de manter a mesma forma de me vestir fez com que as pessoas continuem a me ver assim. Sobre mulheres maduras continuarem a trabalhar como modelo, isso sempre foi decisivo tanto na Europa quanto nos EUA. Quando trabalhei na Ford Models em Nova York , há cerca de 25 anos, havia um setor de mulheres maduras. O Brasil demorou para dar espaço para as plus size e negras, mas agora as vemos, o que é positivo, e acho que isso vai englobar as mais velhas também. Minha sogra, por exemplo, tem 75 anos, e se veste de forma bem moderna. Já minha mãe é mais classuda, então, tem aquele ar mais de senhora, enquanto minha sogra passa algo atemporal, alguém cuja idade você não sabe. Antes, uma mulher de 75 era uma senhorinha, hoje pode ser um mulherão. Não acho que haja algo proibido para uma mulher de 50 anos vestir. Sempre usei minissaia, mas outro dia vesti uma e me senti insegura, perguntei às minhas filhas, de 20 e 16 anos, se estava ridícula. Elas disseram que não, que tenho pernas bonitas e que era para eu não me trocar. Vale lembrar que meu campo de atuação me permite essa liberdade no vestir. Acho que o importante é ser mais elegante que moderna, não passar por uma mulher madura querendo ser uma garota. Se uma mãe, uma avó for a uma loja, tipo fast fashion, e quiser algo mais moderno, encontrará peças bacanas. Mais importante que ter roupa para essa ou aquela idade é ter numeração, havia um tempo em que ia até o 44 apenas. Creio que as pessoas maduras acham que não são representadas porque vemos campanhas de moda com jovens. Um exemplo bacana vem da Dolce & Gabbana, que sempre usou senhorinhas nas campanhas, aquela matriarca italiana e modelos mais novas, juntas. Outra grife que faz isso é a Missoni, também italiana. Tudo que sai da Itália vai para o mundo e incentiva a fazer parecido. Talvez, por aqui não tenhamos chegado a isso, mas estamos perto, pois estamos abarcando todos os tipos físicos e logo todas as idade entrarão nas campanhas também.